Disclaimer: Essa história não é de minha autoria, mas sim da autora GeekChic12. Eu apenas a traduzo.


Existem regras. Ignore-as e você se fode. E não é no bom sentido.


BPOV

Um dia após o Natal, eu já estava rodeada de artigos médicos, meu notebook na minha frente e uma marca-texto nas mãos quando meu celular tremeu com uma mensagem recebida.

Ignorei e continuei trabalhando.

Em alguns dias, eu iria ajudar Rose em uma ressecção intestinal e remoção de tumor, e eu precisava fazer minha pesquisa. Era uma cirurgia complicada - uma que eu só tinha observado até esse ponto. Era uma grande coisa ela estar me deixando ajudar, então eu não podia falhar.

Quando meu telefone vibrou novamente, nem vinte minutos depois, soltei uma respiração raivosa e peguei o aparelho para me certificar de que não era nada importante.

Você sabe que quer. ~ E

Olhei para o que tinha vindo antes.

Venha para o bar. Quero te ver debruçada sobre a minha mesa de novo. ~E

Porra. Calor me preencheu com as suas palavras. Aquilo tinha sido tão bom. Ele tinha estocado em mim sem descanso naquela noite, alternando entre dar tapas na minha bunda e puxar meu cabelo.

Meu Deus.

Eu definitivamente queria fazer isso de novo, mas teria que esperar.

Não posso hoje. Estou ocupada. Desculpa. ~B

Coloquei meu celular de volta na beirada da mesa. Normalmente, quando um de nós dizia não, o que era, confesso, raro, era o fim da conversa. Não havia necessidade de outras perguntas.

Trabalho? ~E

Não. Em casa, mas ocupada. ~B

Ah, vai lá. Não dá para fazer uma pausa no que você está fazendo? ~E

Que porra?!

Digitei furiosa no meu celular.

Não, não dá. Preciso me preparar para uma cirurgia. ~B

Ok. ~E

'Ok' mesmo. Eu não sabia qual era o problema dele. Desde a noite no bar, nós tínhamos transado como coelhos por várias noites em sucessão. Eu tinha até pedido para que ele me encontrasse em uma noite de plantão no hospital, o que eu nunca deveria ter feito. Entretanto, o trabalho tinha ficado mais pesado nessas últimas semanas, então fazia um tempinho desde a última vez que nós tínhamos nos visto. Ainda assim, ele nunca tinha me pressionado dessa maneira antes.

Duas horas mais tarde, eu ainda estava afundada nos estudos, uma caixa de pad thai frio em um canto da minha mesa, quando ouvi a campainha.

Quase não levantei para atender, mas eu tinha a sensação de que sabia exatamente quem era.

Pelo olho-mágico, vi cabelo bagunçado e aquela porra de piercing na sobrancelha, a cabeça levemente inclinada.

Inacreditável.

"Isso é sério?" Perguntei enquanto escancarava a porta aberta.

"Surpresa?" Edward estava segurando uma sacola de comida. Suas sobrancelhas estavam levantadas, a testa franzida, e eu tinha que admitir que ele estava muito bonitinho. Porra.

Cerrei os olhos para ele "Eu te disse que estava ocupada. E não estou com fome." Meu estômago escolheu exatamente essa hora para roncar. Alto.

Revirando os olhos para o seu sorrisinho, dei um passo para trás para deixá-lo entrar.

Segui ele até minha cozinha e fui falando enquanto ele procurava por pratos e utensílios. "Edward, foi legal da sua parte trazer comida para mim, mas eu estou falando sério. Estou muito ocupada para isso agora."

"O que você quer dizer com isso? Nós só estamos comendo."

Só comendo. Aham. É por isso que ele me lançou um olhar tão escaldante que uma bola de fogo passou direto pelo centro do meu corpo. Seus dentes arranharam seu lábio inferior e ele levantou uma sobrancelha perfurada.

Ele fazia essas merdas de propósito.

Filho da puta.

Essa situação toda estava me parecendo muito familiar. E muitíssimo parecida com um encontro.

"Por favor, me escuta. Eu preciso que você vá embora. Eu não posso ter nenhuma distração agora. Eu preciso acabar essa pesquisa."

"Mas você também precisa comer, não?"

Ele era persistente, eu tinha que admitir. Mas isso estava realmente começando a me irritar.

"Eu não estou brincando. Você não tem ideia do quão difícil isso é, e do quanto tempo eu preciso dedicar. Eu não sou sua namorada. E também não sou uma das suas vadiazinhas. Eu não vou largar tudo só pra trepar com você só porque você não parece saber respeitar o fato de que eu disse não, porra."

"Ei, ei! Ei." Edward parou o que estava fazendo e se virou para mim. "Primeiro, eu sei o quão trabalhoso é. E eu nunca disse que você era minha namorada ou qualquer coisa assim. Eu só...porra!" Ele exalou.

"Você só não consegue deixar o seu pau dentro da calça?" Eu sabia que estava sendo uma vaca e talvez um pouco hipócrita, já que a minha visita ao bar algumas semanas atrás também tinha sido sem avisar, mas ele precisava respeitar os limites do nosso acordo.

Eu tinha dito não.

"Fazem duas semanas, Bella." Ele correu uma mão pelo cabelo, exasperado.

"E?"

"E se eu não posso foder nenhuma outra pessoa, eu preciso mais de você," ele respondeu "Mais foda, eu digo."

"Você está brincando comigo?"

Estávamos na mesma posição daquela outra semana - a última vez que ele tinha me trazido comida. O déjà vu estava mexendo com a minha cabeça, então me virei e voltei para a minha mesa, coloquei as mãos nas costas da cadeira e tentei me acalmar.

"Não", a voz de Edward veio não de muito longe atrás de mim. "Não estou brincando mesmo".

"Então porque você não vai foder uma das suas putas do bar?" Não me virei para encará-lo, e as palavras voaram da minha boca tão rápido que eu não pude segurá-las, mesmo querendo desesperadamente ter feito isso.

A raiva pulsando pelas minhas veias deixou minha pele quente. Eu estava furiosa com ele por forçar os limites; Estava com raiva de mim mesma por ter dito algo tão estúpido; Estava com raiva porque queria ele tanto.

Eu tinha quebrado a regra do ciúmes, e me odiava por isso. Não deveria haver razão ou espaço para ciúme nesse acordo. E mesmo assim, eu me sentia possessiva dele. Tudo que eu conseguia pensar quando as mãos daquela loira aguada estavam nele era meu, meu, meu.

Puta que o pariu.

Engasguei quando ele correu um dedo pelas minhas costas, traçando de leve minha espinha. "Não quero nenhuma delas, Bella".

Girei para longe tão rápido que sua mão ainda estava no ar quando eu o encarei. "Não faça isso, merda! Você não pode simplesmente vir aqui quando bem desejar e esperar que eu abra minhas pernas. Não é assim que as coisas funcionam."

"Deus, Bella" Ele correu as duas mãos pelo seu cabelo. "Você não consegue entender que eu preciso de você?"

"Sai daqui".

Edward recuou como se eu tivesse dado um tapa nele, o maxilar contraído e as narinas infladas. Mas ele não podia dizer uma merda dessas. Mesmo se fosse verdade. Mesmo que eu sentisse o mesmo por ele.

Eu não podia fazer isso agora. Eu tinha que terminar a minha pesquisa, e eu tinha que arrasar nessa cirurgia. Impressionar os médicos e o chefe era importante demais para mim, e eu não podia decepcioná-los.

Simplesmente não tinha espaço na minha cabeça para examinar o que ele tinha dito, e como isso tinha feito com que eu derretesse e girasse por dentro.

Edward me encarou por um longo momento, me analisando. Segurei seu olhar com firmeza, até que ele finalmente girou nos calcanhares e saiu, grunhindo, "Feliz porra de Natal para você também", batendo minha porta tão forte que as fotos na parede tremeram.

Duas lágrimas quentes e furiosas rolaram pelas minhas bochechas, e eu as limpei quase violentamente.

Tremendo com raiva, adrenalina e o que parecia muito com mágoa, sentei e voltei ao trabalho.

Fracassar não era uma opção.


Regra dos Amigos com Benefícios #11: Nada de brigas. Não tem nada sobre o que brigar. Não importa.

Status da regra: Sacudida.


Vocês conseguem acreditar? Já tem capítulo novo!

Beijos e boa semana a todos!