CLAIRE

Já estava começando a achar que foi uma péssima ideia ter ajudado Chris a reformar aquela maldita motocicleta. Foram horas de trabalho ao lado dele, as vezes, até de noitão, pra no final, ele não leva-la para dar nenhuma voltinha com ele! Tudo bem que foi a mãe quem proibiu. Mas ele podia leva-la para passear na garupa sem a mãe saber, não podia?

Agora ele deu pra isso, cata a moto e sai. Nem diz para onde vai ou que horas volta. Ele passa mais tempo que o normal no banho, mais tempo penteando o cabelo do que passava antes, comprou uma jaqueta e até perfume ele passa antes de sair. Claire gostaria de saber, por que agora ele deu pra passear tão cheiroso. Ele passa gel no cabelo e põe a gola da camisa pro alto... enfim, se comportando feito um completo idiota!

Se pelo menos a mãe deixasse ela ir passear também...

Agora tudo o que faz quando chega da escola é aguentar suas amigas falando sobre garotos no telefone, enquanto ela só espera que Chris chegue logo em casa. Tem dias que ele chega até muito tarde, muito depois da hora de dormir. Claire está começando a achar que Chris ficou metido e muito esnobe depois da moto. Está ignorando ela. Só quer saber de andar todo bonito e cheiroso por aí sozinho. Antes sempre faziam coisas juntos, agora... ele parece se divertir muito bem sem ela.

Correu até a janela e pensou se aceitava ou não o convite de Mandy para ir ao cinema com ela e o irmão, Mark. Ir ao cinema seria legal, o ruim seria aguentar as investidas do irmão da Mandy, que nem Deus sabe explicar o motivo, mas parecia decidido a ser o seu namorado. Como se não bastasse um com essa insanidade, ele ainda contava com o apoio da Mandy e do Billy que não paravam de pentelhar com esse assunto. Mandy e Mark... os nomes também começavam com a mesma letra, tipo ela e o Chris... seria parecido, só que era diferente... era muito diferente, e as vezes as pessoas notavam, mas ela não podia contar o porque...

Foi então que viu a moto de Chris parada na calçada. Por quê ele voltou e não falou com ela? Nem ao menos fez barulho.

Saiu do quarto e foi até o sótão, para sua surpresa, ele não subiu direto pro quarto. Desceu todas as escadas e procurou por ele na sala e na cozinha. Também não estava nos banheiros. A casa permanecia num silêncio perturbador... tanto, que sem motivo ou sem saber exatamente o porque, Claire caminhava bem devagar em direção a garagem, ela simplesmente não queria romper o silêncio. As luzes da garagem estavam apagadas e ela sentiu medo. Constatou que o alçapão que dava acesso a escada do porão estava aberto, mas por algum motivo, a luz do porão também estava apagada. Provavelmente Chris estava lá em baixo, mas por quê estaria lá no escuro? Por quê sem avisar que chegou? Sem perceber já havia descido todas as escadas rumo ou subsolo, e lá via um discreto feixe de luz por trás dos armários.

Haviam duas pessoas ali. Claire também podia escutar gemidos e a respiração pesada deles. Ela sabia, mas não logicamente, não racionalizou nem somou dois mais dois... apenas sentia o coração galopando como se fosse explodir, suas pernas tremiam violentamente.

" – Ah... por favor... deixa eu botar..."

" – Não... Chris. A gente não pode."

Ele riu baixinho. " – Semana passada você deixou... e naquele dia no moinho você também deixou... e também daquela vez..."

" – Para..." – Ela mais gemia do que falava. " – Para... se o meu pai descobre..."

Claire observava em pânico o que acontecia. A moça pedia para ele parar, mas curiosamente o abraçava com tanta força, se esfregava tanto nele e o beijava tanto que parecia querer engoli-lo.

" – O seu pai é ginecologista. Ele tá careca de saber que todo mundo faz isso."

Suas pernas moviam por vontade própria, ela não queria mais estar ali, não queria mais ver nada daquilo. Só queria correr, correr para bem longe. Mas suas pernas pareciam mais curiosas para saber quem era aquela moça do que conceder-lhe o direito de fugir dalí. Mais uma frestinha por entre o armário, e ela viu. A saia de Jennifer Redwood estava levantada e a calcinha dela estava no chão. As calças de Chris estavam nos joelhos...

" – Vai... deixa por favor... eu juro que tiro antes de..."

Foi em câmera lenta que aconteceu a partir daí. O exato momento em que Claire esbarrou em uma lata de tinta, e vagarosamente ela foi ao chão, então veio o barulho, e Jennifer Redwood gritou. Chris também gritou. Claire pensou em correr, mas acabou tropeçado e caindo. Quando Chris, quase que como um reflexo tentou correr até elam percebeu que estava pelado da cintura para baixo e mudou imediatamente de ideia virando de costas.

" – Chris! Ela estava nos bisbilhotando! Faça alguma coisa com essa... essa... pirralha!"

Espera. Jennifer Redwood a irmã do garoto mais detestável da face da Terra estava gritando com Chris? Tentando fazer ele se virar contra ela? Claire não estava bisbilhotando, ela estava em casa, sua casa, e aquele era o SEU irmão!

" – Eu não sou pirralha! Você que é uma piranha! " Gritou enquanto reunia toda sua dignidade para levantar e então botar as mãos na cintura. " – E eu estou na minha casa! Você que não devia estar vadiando por aqui!"

" – Claire!" – Chris parecia chocado e transtornado. Muitíssimo vermelho e envergonhado, mesmo depois de já estar devidamente vestido. " – Eu pensei que você tinha ido ao cinema. "

" – Olha como ela falou comigo, Chris! Você vai deixar?" – Jennifer choramingou de uma maneira que Claire teve certeza que era puro fingimento. Assim como ela também estava fingindo que não queria que o Chris comesse ela de novo.

" – Ah vá te catar! Vai se fazer de ofendidinha, é? Piranha mesmo! Piranha que faz cu doce!"

" – CLAIRE!" – Berrou Chris. Pela primeira vez na vida, ele gritou com ela. E parecia muito, muito bravo. E nesse mesmo segundo foi como se algo se partisse dentro dela, em mil pedaços. Então foi por isso que ele se afastou dela? E justo Jennifer Redwood? Não poderia ter sido nenhuma outra, tinha que ser justamente ela? Provavelmente se fosse outra também estaria se sentindo o mesmo lixo que se sentia agora... mas o fato de ser justo aquela mocreia, só fazia tudo ainda pior. Claire já tinha a visão turva, e já sabia que estava chorando. Então passou uma moça qualquer, com a porra de uma boceta de ouro... e conseguiu arrancar dela tudo o que ela tinha de mais precioso no mundo.

Em um segundo Chris pareceu arrependido de ter gritado, Claire sabia que ele dizia algo, ou chamava seu nome, mas ela não parou para ouvir, apenas correu dalí. Subiu todas as escadas até o seu quarto e quando cruzou a porta, trancou-a. Lamentou muito que seus pais não estivessem em casa, pois queria contar tudo para eles. Queria que eles gritassem com Chris a noite inteira, que batessem nele, que acabassem com a raça dele, que fizessem ele se arrepender de ter nascido! Queria ligar para a casa do Elliot e contar para os pais dele tudo o que a linda irmã mais velha dele fazia!

Chutou a porta.

Deitou na cama e chorou. Não se lembrava de alguma vez na vida ter chorado tão copiosamente. Nem mesmo naquela vez... aquela maldita vez, que se não tivesse acontecido, hoje ideias tão absurdas não estariam passando pela sua mente.

Seus pensamentos e seus segredos, tudo o que ela soprava para longe, agora nesse minuto, insistiam em voltar para assombra-la. E mais uma vez ela pedia a Deus ou a seja lá quem for, para que apenas fizesse isso passar. Hoje teria que fritar os miolos tentando esconder sua loucura que cada dia parecia mais e mais presente, e que quando ela começa a acreditar que fez passar, a realidade volta a se esfregar na sua cara... assim como hoje, quando ela viu Chris com Jennifer Redwood. Quando ele gritou com ela e defendeu a namorada.

Alguém bateu à porta. E Claire sabia que era.

" – Vá embora."

" – Abre Claire, por favor."

Não respondeu. Não queria que ele percebesse que ela estava chorando.

" – Tenha santa paciência, Claire. Não acha que está exagerando um pouquinho, não?"

Permaneceu em silencio e apenas abraçou forte o travesseiro, que muito possivelmente, seria o seu único companheiro para abraçar até o fim de sua vida. Não sabia dizer quanto tempo passou, mas sabia que foi tempo o suficiente para que Chris finalmente fosse embora. Em parte isso era bom, queria castiga-lo de alguma maneira e mesmo que para ele isso já nem fosse mais importante, o castigaria privando-o de sua presença, mesmo quando outra parte dela queria que ele continuasse naquela porta, insistindo para falar com ela, que a botasse a baixo se fosse necessário... que...

" – Claire!"

Era a voz dele. Junto com ela veio um sopro de vento frio. Claire sentou-se em um pulo. Então viu ele pular a janela.

" – O que está fazendo aqui? Eu não te autorizei a entrar." – Disse ela enxugando as lagrimas com as costas das mãos.

Chris parecia calmo, de uma maneira irritante, como se o que ela sentia agora não tivesse valor, como se ele estivesse muito superior a ela, como se ela fosse só uma criança. " – Desculpa ter gritado com você, ok?" – ele começou. " – Mas tente entender em que situação você me pegou..."

Antes fosse só ele ter gritado...

" – Jennifer Redwood? Como pôde? Você sabe quem é o irmão dela, não sabe?"

" – Jenny não é o irmão."

" – Jenny? Então agora é assim que vocês se tratam?"

" – Se você dessa uma chance a ela..."

" – Cala a boca!" – Quando Chris fechou a boca e se inclinou para trás, Claire percebeu que tinha mais raiva e desprezo em seu olhar do que podia imaginar. Encheu-se de dignidade e enxugou os olhos uma ultima vez. " – Ela me chamou de pirralha."

" – E você a chamou de piranha."

E ela era o que, afinal?... Claire pensou em perguntar, mas apenas desferiu mais um olhar gélido que fez Chris calar a boca outra vez. " – Tá, faça o que você quiser. Apenas vá embora. Por favor." – Disse por fim, deitando-se de costas para ele.

" – Claire..." A voz dele era doce, cheia de calor e preocupação, tanto que quase fez Claire chorar outra vez, mas ela resistiu. Então ele a tocou no ombro e a chamou mais uma vez, o toque que era de aquecer a alma. " – Por favor. Conversa comigo. Me deixa consertar tudo ok? O que você quer que eu faça afinal?"

Ela poderia pedir o que fosse. Ele não iria fazer. " – Terminar com Jennifer Redwood seria um bom começo."

Veio apenas silêncio em resposta, que mesmo silêncio, era ensurdecedor. Era a verdade se esfregando em sua cara, só estava esperando que Chris fosse embora para voltar a chorar, então.

" – Tudo bem." – Ele disse.

" – O que?"

" – É isso o que você quer? Eu termino."

Claire sentou-se na cama outra vez, confusa. " – M...Mas... você não está apaixonado por ela?"

Ele riu. " – O mundo dos adultos é mais complicado que isso, Claire. Ou mais simples... sei lá. Digamos que a Jennifer não vale toda essa dor de cabeça, muito menos te ver chorando assim. Eu não podia imaginar que namorar a irmã do Elliot fosse te ofender tanto. Me desculpe."

Claire sabia que não deveria rir, não depois de ter uma reação tão desproporcional e ter feito um escândalo tão grande. Mas riu. Para imediatamente depois disso pular no pescoço de Chris e abraça-lo o mais forte que podia.

" – Obrigada." – Era ridículo, mas era tudo o que ela poderia dizer.

Adorava estar no abraço dele. Já era tão conhecido. Claire já sabia perfeitamente onde seus braços e seu queixo se encaixavam melhor nele. E o cheiro dele...

Ela parou. E o empurrou. " – Ok tá perdoado. Mas so me abrace de novo depois que tomar banho."

Chris olhou para ele mesmo, com uma expressão confusa, procurando algo nas roupas. Claire riu.

" – Você está fedendo a Redwood."

CHRIS

Achou estranho quando chegou de viagem e não encontrou Claire esperando por ele. Passou quatorze dias no acampamento da escola, e a mãe não autorizou que Claire fosse, muito embora tanto ele quanto o pai argumentassem que ela tinha dez anos de idade, o suficiente para ir.

Os pais ainda deveriam estar no trabalho, mas Claire deveria estar em casa. Ele telefonou avisando que já estava a caminho.

Foi até a cozinha e pegou algo para comer, depois disso, subiu com as malas para o sótão. E quando abriu a porta...

" – Você sabia!" – Ela gritou enquanto o socava no peito.

" – Que porra é essa Claire?" – Perguntou confuso, até ver que ela chorava. Segurou-a pelos braços e então ela desistiu de reagir podo-se apenas a chorar. Ele a abraçou. Nunca tive visto a irmã assim. " – Meu Deus... o que houve?"

" – Você sabia. Todos sabiam. Por quê não me contou?"

" – Contar o que?"

" – Porque não me contou que eu não passo de uma bastardinha!" – Ela o empurrou pra longe.

Um arrepio correu a espinha de Chris. " – Espera. Para de chorar e me conta tudo do começo." – Paciência nunca foi uma virtude sua.

Claire tremia e fazia beicinho. " – Eu fiquei aqui sozinha, era tarde da noite, eles achavam que eu estava dormindo, e eu escutei o papai e a mamãe brigar. Ele... ele disse coisas horríveis. Ele disse que eu nem era filha dele, que ele já fez muito em aceitar a mamãe de volta com... o bebe daquele patife na barriga." - Ela tinha uma expressão horrível, de puro abandono. – " – Ele disse que eu era uma bastardinha." – E começou a chorar outra vez. – " – É tudo uma mentira. Vocês não são minha família. Eu nem deveria estar aqui. Eu... eu..."

Chris precisou de alguns minutos para se situar. O pai uma vez o chamou, em segredo, após uma briga horrível com a mãe, e contou a ele, que logo no começo do casamento, ele e a mãe tiveram uma briga horrível, e nisso ela saiu de casa e conheceu outro homem que por fim, se mostrou um vigarista aproveitador. O pai e a mãe acabaram reatando, mas ela carregava um bebê na barriga, fruto dessa relação que ela teve com esse bendito homem que eles nem pronunciam o nome. O pai o fez jurar que nunca contaria isso a Claire. Ele fez Chris prometer que o ajudaria a manter a família unida, no fundo, o pai sempre teve boas intenções, mas de boas intenções o inferno está cheio. Seus pais visivelmente se amam, mas nunca conseguiram deixar suas amarguras para trás, não conseguem viver separados, mas também não sabem parar de se atacar. Usando até os filhos para isso se for preciso. Sempre foi assim. E quem pagou por isso sempre foi ele e Claire.

" – Vem aqui." – ele a puxou para um abraço. " – Se te serve de consolo... a sua mãe também não é minha mãe de verdade."

" – O quê?"

" – Isso mesmo. A minha mãe morreu ainda no hospital quando eu nasci. Eu sempre cresci achando que a mãe nunca gostou de mim porque eu não sai de dentro dela, igual você. Depois de um tempo eu me acostumei, e hoje, isso não me incomoda mais."

Dividiu essa informação com Claire com a intenção de que ela se sentisse melhor, que ela não era a única naquela casa a ser vista como uma intrusa. Mas algo deve ter dado muito errado, porque ela so chorou ainda mais.

" – Então você não é mesmo o meu irmão? Nem um pouquinho.?" – Chris não entendeu exatamente onde ela queria chegar. – " – Então quando você crescer, ou o pai e a mãe morrerem... eu vou te perder, você vai embora e vai me deixar, porque você não é nada meu!"

" - Claire!" – Ele precisou se ajoelhar para que ela o olhasse nos olhos. " – Que absurdo. É claro que eu nunca vou te deixar. Nunca!"

" – Por quê? Você nem é meu irmão!"

Chris gostaria de explicar a ela que é preciso mais do que laços de sangue para manter duas pessoas juntas, e que existem uma infinidade de motivos para duas pessoas ficarem juntas que não necessariamente sejam laços familiares. Mas na ínfima maturidade de seus dezesseis anos, concluiu que uma menininha de dez nunca iria entender. Secou as lagrimas dela com a manga da blusa, e então disse. " – Isso é uma promessa. Eu prometo que eu nunca vou te deixar, ok? Não importa o que o pai ou a mãe digam, eu sempre vou ser o seu irmaozão. Entendido?"

Ele deixou que aquele corpinho magrelo o abraçasse e então soube que uma vez na vida, conseguiu fazer um bom trabalho. Agora só faltava termina-lo. Afinal, ainda tinha uma promessa para com o seu pai.

" – Claire. Você contou isso a mais alguém? O pai o a mãe perceberam alguma coisa?"

" – Não."

" – Ótimo. Pois bem. Agora é a sua vez de me fazer uma promessa, ok?"

" – O que Chris?"

" – Me promete que nunca vai contar o que você sabe, pra ninguém, promete? Deixe eles pensarem que você não sabe. Eu tenho certeza que nenhum dos dois quis te magoar, e se você contar... eles podem ficar muito magoados. Entende? Eu fiz uma promessa ao papai uma vez, que ia ajudar ele a manter a família unida... e se você contar... eu não sei se..."

" – Eu entendi Chris. Tudo bem. Esse é o nosso segredo. Ele vai morrer aqui."

Chris sabia que sua madrasta nunca tomaria conhecimento do que ele fez, e mesmo se soubesse, talvez nunca o amaria mais por isso. Assim como não podia botar a mão no fogo sobre qual era o real tamanho do carinho eu seu pai tinha por Claire. Mas nesse dia ele tomou total consciência, de que a maior de suas responsabilidades, e a pessoa que ele mais amava, era justamente aquela que era "nada" sua.

Continua...

Ok, eu sei... "Ahhh mas se eles não são irmão de verdade, por quê você sinalizou incesto. Bom, para alguns não é incesto mais. Mas para mim e outros tantos, o sangue não importa muito, correto? Foram criados na mesma casa, pelos mesmos pais, logo... enfim. Melhor do que deixar um desavisado vir aqui e tomar aquele susto...kkkkk

Isso mostra que eu ainda tenho q evoluir muito em "temas polêmicos" afinal, na minha fanfic, os dois descobrirem tão cedo essas questões de sangue, me auda a evoluir passo a passo em que eles não se enxergariam mais somente como irmão e irmã e passariam a se enxergar como homem e mulher (não tão simples assim, claro) mas eu com certeza não saberia fazer isso se eles de fato fossem irmão de sangue. My Bad. Se alguém conseguir desenvolver algo assim e achar q ficou legal, pode me mostrar... kkkkk

Enfim, é isso aí pessoal. Muito obrigada a quem comentou e deu força. Muito obrigada mesmo.