CHRIS
Completava quase um mês que estavam hospedados da casa dos Burton, no interior do Canadá, onde Barry levou a esposa e filhas para ficar em segurança enquanto procuravam provas e apoio para desmascarar a Umbrela. Barry atuava de modo clandestino, deixando a família resguardada e nesses últimos dias, ninguém nem ao menos Chris, sabia de seu paradeiro.
Disse a Claire que voltariam para casa, mas, que casa? Raccoon City não existia mais, e a ideia de voltar para os Estados Unidos agora, dados os últimos acontecimentos, não parecia algo prudente. Chris olhou para o radio relógio ao lado da cama, e já mostrava ser cinco e quinze da manhã, ele já estava acordado há um bom tempo, suas noites tem sido de muito pouco sono, mas sempre esperava dar essa exata hora para se levantar, as outras horas em claro na cama serviam para pensar... No pesadelo em Raccoon, na Umbrela, em Wesker, na surra que levou, no quanto era fraco, em Claire, no sequestro dela, na segurança dela e... bem... nos últimos acontecimentos envolvendo-a... E justamente ao pensar nela, a porta do quarto se abriu, e uma bela ruiva entrou.
Chris podia perceber ela toda arrepiada por baixo da camisola, sempre que estavam todos dormindo ela simplesmente parava de se preocupar como estava vestida, ia até o quarto dele com quase tudo a mostra. O que seria dele se estivessem sozinhos?
'Aquela garota' – Pensou. Como pôde acontecer isso? Ela simplesmente fechou o cerco, ele não teve para onde fugir. Foi fraco. Talvez tenha puxado mais do pai do que um dia poderia imaginar. E agora ela o punia, ela o torturava provocando-o o dia inteiro por ele não a ter tocado enquanto pôde, agora, simplesmente não estavam mais a sós... E ela fazia questão de exibir tudo o que ele perdeu. Chris descobriu como os lábios dela eram mornos e macios, como ela tinha mãos espertas também... nas noites em que passou com ela, aprendeu que ela sabia provocar, o corpo dela era quente, perfumado, ela o envolvia com as pernas, acariciava os pêlos que ele tinha na barriga por baixo da camiseta, ela sabia virar de costas e encostar aquela bunda maravilhosa contra sua pelve quando dormiam de conchinha... ele sabia, era de propósito, ela queria e ele também, mesmo assim resistiu. Na enorme maioria das vezes com o pau duro e sem conseguir dormir, mas resistiu.
Chris resistiu bravamente como um bom soldado até na ultima noite dos dois na base aérea inglesa, quando acordou com a mão direita dentro dos shorts dela. Ela fez isso justamente na noite em que ele conseguiu pegar no sono, deitaram de cochinha, ele a abraçou por trás e tudo se encaixava... e tudo era tão perfeito... foram seis dias sem dormir direito, mas naquele conforto, mesmo de pau duro e dolorido, mesmo com um desejo crescente de simplesmente abaixar os shorts dela e... ele dormiu. E quando acordou, ela mesma tinha pego sua mão direita entre a dela e enfiado dentro do shorts...
E ela estava sem calcinha. Ela estava ensopada lá embaixo. E mordia os lábios pra segurar os gemidos, se contorcia contra o corpo dele e abria mais as pernas a medida que ele começou a massagea-la, não se atreveu a invadi-la nem mesmo com um dedo só, mas se dedicou à aquele ponto sensível que parecia querer fazê-la gritar. Beijou-a. Um momento de loucura tomou conta dele quando ela estava prestes a gozar, e quando ele percebeu que já tinha despido Claire da cintura para baixo, virando-a de barriga par cima, ficando por cima e afastado os joelhos dela pronto para consumar o ato, a razão, o medo e a culpa o trouxeram de volta... Chris recuou, mudou de ideia, mas ainda sem raciocinar sobre qualquer consequência, apenas preocupado e não deixa-la a ver navios... caiu de boca. Não se lembrava de alguma vez ter chupado uma garota com tanta vontade quanto naquela noite, so sabia que aquilo que Claire soltava lá em baixo era melhor que mel, ela puxou o seu cabelo e fechou as coxas contra a sua cabeça quando gozou. E foi nessa posição, com a cabeça presa entre as pernas dela, com um dos braços presos em uma tala, que ele foi obrigado a enfiar a mão livre nas próprias roupas de baixo e resolver o seu "problema" sozinho.
Olhou-a mais uma vez de cima a baixo.
Aquela garota...
" – Você devia vestir um roupão."
Claire trancou a porta atrás de si e sorriu. " – Vim te ajudar com a tala."
" – Adivinha só. Hoje completa um mês, não preciso mais de tala."
Ela fez beicinho enquanto se aproximava. " – Oh. E agora, que desculpa eu vou inventar para entrar aqui?" Os dedos dela passearam pelo peito dele, ela se apoiou em seus ombros e o beijou.
Chris a segurou pelos pulsos. " – Claire, precisamos ser mais cuidados aqui, ok? Imagina o choque para essas pessoas se nos flagrarem assim." . Chris não gostaria nem de imaginar... Barry, Kathy, Jill... o que pensariam dele? Por mais que tentasse explicar... Ela devia ser mais cuidadosa. Jill e Barry estavam bem longe dalí, resolvendo o que podiam enquanto Chris se recuperava. Mas Kathy os hospedou em casa com muito boa vontade e confiança, porque Barry provavelmente disse que se tratava de um amigo, um cara legal, honesto e gente boa, com sua irmãzinha caçula... O que ela pensaria se descobrisse que durante esse tempo todo esse cara legal, que esteve embaixo de seu teto esse tempo todo com suas duas filhas pequenas, estava não necessariamente fazendo coisas que um homem deve fazer com uma irmã. " – Moira e Polly, ficam grudadas em você o dia inteiro... podem abrir uma dessas portas a qualquer minuto. O que você diria a elas?"
" – Esta bem." – Ela concordou e parecia conformada, mas mesmo assim, decepcionada. Se afastou um pouco e sentou na cama. " – E quando vamos embora daqui?" .
Vestiu um moletom rapidamente se ousar olhara para ela. " – Bem, acho que já me recuperei o suficiente. Devo me unir aos demais o quanto antes. E quanto a você... eu vou pensar em um lugar seguro."
" – Espera aí... nós vamos nos separar?"
Como ele pensou... ela não aceitaria isso muito bem.
" – Claire, você sabe o que eu preciso fazer. Você viu com os seus próprios olhos. Não se trata só de pegar os bandidos e fazer a coisa certa, nós somos as testemunhas vivas, vão nos caçar e depois no matar um a um, se trata de agora ser eles ou nós." – Sentou ao lado dela na cama.
" – Eu sei muito bem disso. Eu só não entendo em que parte você precisa se afastar de mim... de novo!"
" – Você não é uma combatente, Claire! Você só tem dezenove anos e é uma estudante universitária. Isso não é o seu trabalho! Quantas vezes eu vou ter que te explicar isso? Se você quer me ajudar para de me seguir e especialmente de se meter em encrenca enquanto eu estou fora." - Terminou de calçar os tênis e saltou da cama com um quase salto. " – Agora eu tenho que ir."
" – Espera... ir aonde?" – Ela se levantou também.
" – Eu já fiquei muito tempo de molho. Eu preciso me exercitar e tirar a ferrugem dos ossos. Eu vou sair para correr, encontrar uma maneira de me exercitar e treinar. Eu já perdi muito tempo parado com esse braço." – Muito tempo parado! Muito tempo inútil e fraco. Cada dia eu ele passa ainda mais fraco e Wesker se torna ainda mais forte... Ninguém estava a salvo, o inimigo pode atacar a qualquer momento, precisava estar preparado. Por ele, pelo seu time e por Claire.
" – Me dê um tempinho para trocar de roupa e eu vou com você."
" – Não." – Ela devolveu um olhar desapontado. Mas gostaria de fazer isso sozinho, até porquê, a ânsia que ele tem por melhorar e ficar mais forte é algo que Claire não poderia acompanhar de qualquer maneira. " – Kathy tem sido muito legal conosco. E as meninas gostam muito de você. Estamos aqui há um mês e dando tanto trabalho... acho que você deveria ficar aqui e ajuda-las, eu não sei se vou demorar."
Se aproximou dela afim de dar-lhe um beijo na testa, mas ela o segurou e o beijou na boca. Quando estava sozinho, frequentemente se flagrava pensando sobre que diabos estava fazendo quando se envolveu assim, pensava em seu pai, frequentemente pensava no que seus amigos de longa data pensariam a respeito dele se descobrissem e por muitas vezes, chegou a pensar que todo esse pesadelo quem vem vivendo desde a Mansão Spenser simplesmente o enlouqueceu. Mas quando ela grudava o corpo dela junto ao dele, quando ela o beijava, quando ela parecia venera-lo com aqueles grandes olhos azuis... quando ele lembrava que já a rejeitou, que ela então se entregou a outro homem, quando imaginava a qualquer outra situação que ela tenha se submetido por ter sido rejeitada por tanto tempo... quando sentia o prazer do toque dela ao mesmo tempo que sentia o horror de que algum dia esse prazer e a fonte dele pertencesse novamente a outro, Chris não tinha nenhuma duvida de que era nos braços dela que ele deveria estar. Ele a amava o suficiente para não admitir que algum dia ela deixasse de ser sua outra vez, e a amava o suficiente para ainda não ter coragem de toma-la de uma vez para si.
Desfez o beijo se perguntando o porquê não ficar ali mais alguns segundos ao mesmo tempo que se perguntava onde foi parar aquela conversa sobre ter cuidado dentro daquela casa. Deveria ter cuidado, com as pessoas... principalmente com Claire. Onde aquilo poderia acabar? Ainda dá tempo de voltar atrás? Pior... era ele um monstro por não querer voltar atrás?
" – Promete que volta." A voz dela era baixa e rouca. Ele sussurrava.
Quanto drama, ele só vai correr... Ela não poderia realmente pensar que ele iria sumir. Ou poderia? " – Prometo."
Chris olhou para a estrada sem fim a sua frente quando terminou de se exercitar. Os pinheiros cobertos de neve, o grande lago estava congelado, os animais se escondiam sem suas tocas, mas Chris estava coberto de suor. Não se lembra de alguma vez ter se exercitado tanto, talvez, nem fosse saudável já começar pegando tão pesado logo em seu primeiro dia, mas sabia que se quisesse estar minimamente pronto para enfrentar o que estava por vir, deveria se dedicar além dos limites de um humano comum... seu inimigo já deixou de ser humano também, sabia que precisava cruzar os limites, ou com certeza iria falhar.
Seus músculos doíam, mas essa dor só servia para lhe mostrar o quanto ainda era fraco. O quanto deveria se dedicar, diariamente, por muito tempo até finalmente estar preparado para enfrentar Wesker novamente, e claro, rezar para todos os Deuses que lhe dessem tempo o suficiente para isso.
Durante sua corrida de volta percebeu que Barry escolheu muito bem um lugar para esconder a família, era uma pequena cidade em uma área rural bem afastada de qualquer civilização, poucos carros usavam as rodovias de acesso e não viu passar quase nenhum caminhão. Na maior parte da corrida nem ao menos viu passar qualquer veículo. Ao longe viu surgir a propriedade da família Burton, o lugar que seria o lar daquela família por só Deus sabe quanto tempo, enquanto lá for um lugar seguro.
Entrou pela porta dos fundos pois estava muito suado e mal acabado para entrar pela sala, também foi por esse motivo que evitou a cozinha. Subiu as escadas e estranhou o fato de até agora não ter visto ou escutado alguém. Claire estava sempre correndo pela casa com as meninas ou ajudando Kathy em seus afazeres, todas rindo e conversando alto.
" – Claire? Sra. Burton?"
Não houve resposta. A casa tinha três quartos, Chris ocupou o quarto de Moira e Claire dividia o quarto de Polly com as meninas, foi nesse ultimo que Chris bateu três vezes na porta antes de abrir. Não havia ninguém lá. Acabou decidindo tomar um banho primeiro, e depois descer as escadas atrás de algum bilhete, provavelmente saíram para o mercado ou algo assim, de qualquer maneira, dadas as circunstâncias, seria muito descuido se tiverem saído sem deixar qualquer comunicado. Sim... era melhor tomar um banho e relaxar antes de qualquer possível bate boca e stress, principalmente com Claire, caso tenha sido mesmo isso o que ela fez!
Passou em seu quarto e apanhou um punhado de roupas, o banheiro ficava afastado do quarto e por isso, era obrigado a já sair de lá devidamente vestido. Chegando no banheiro, se livrou se suas roupas suadas colocando-as no cesto de roupas sujas indo imediatamente para o chuveiro, durante o banho, percebeu que estava mais pálido. Um mês naquele gelo e como resultado nunca foi tão branco. Pensou se um dia voltaria a curtir uma praia tranquilamente, sem todas as preocupações sobre Wesker, Umbrela e zumbis. Um dia... poderia viajar para o litoral com Claire, uma viagem de moto pela Califórnia talvez, onde ninguém os reconheceria, ninguém saberia o que eles são, poderia beija-la em público, poderia envolvê-la num abraço mostrando pra qualquer engraçadinho que a olhasse, que dessa vez, ela estava acompanhada.
" – Malditas. Aposto que saíram sem nem deixar um bilhete avisando para onde iam e que horas voltam."
Saiu do banho, vestiu-se e foi para o quarto. Não eram nem oito da manhã, mas já estava escurecendo, uma nuvem negra se aproximava junto com uma neblina densa. " – Ótimo. Uma tempestade. Era só o que faltava." Olhou pela janela e viu que de fato a caminhonete não estava lá, com certeza saíram, e pelo visto não voltarão antes do temporal. " – Teimosa. Irresponsável. Merece uns bons tapas na bunda." . Chris fechou os olhos e se amaldiçoou pelo pensamento, definitivamente, se agora desse uns tapas na bunda da Claire, a conotação de tal ato seria muito... muito diferente. E o pior, ele gostou.
Frustrado, tirou a camiseta e deitou-se novamente, enfiando-se nas cobertas. Estava com tanta raiva que até sua fome foi embora. Justo depois de se exercitar tanto, não faria nenhuma alimentação de acordo. Emburrado, não demorou a pegar no sono.
Acordou com o toque macio e conhecido percorrendo seu peito, as pernas nuas se enroscando nas suas. Nada mudou. Ainda estavam na casa dos Burton, ele ainda dormia no quarto da Polly. E num reflexo tentou afasta-la.
" – Claire. O que está fazendo. Alguém pode entrar aqui."
" – Kathy saiu com as meninas." – Ela cochichou.
Chris tentou organizar as ideias. Sim, a caminhonete não estava lá... mas então Claire não foi com elas? " – Estava aqui o tempo todo?"
" – Não foi tanto tempo assim, não tem nem uma hora que você chegou."
Dormiu tão pouco assim? Então por quê se sentia moído? Estava tão cansado... " – De qualquer maneira, elas já devem estar voltando."
" – Duvido muito. Foram até Quebec, são três horas para ir mais três horas para voltar, isso sem falar na tempestade de neve." – Dito isso, ela sorriu, se enroscou ainda mais nele e o beijou.
Só então Chris percebeu como o vento uivava lá fora. Tão alto e tão forte, como se as janelas fossem ceder. Em contra partida, Claire estava tão quente. Definitivamente teve um bom timing ao voltar para casa, estava muito melhor ali do que lá fora. Segurou a nuca dela, sentindo a pele delicada contra suas mãos calejadas, aprofundando o beijo. A ruiva deu um gemido baixo como o de alguém que já o autorizava a ir além, as pernas dela já o puxavam mais para perto.
Chris a desejava tanto, que era até difícil de saber o quanto, mesmo assim, o máximo que fez foi aperta-la na cintura, e passear as mãos pelas costas dela por baixo da camiseta. Ela protestou.
" – Chris..." – Ela sussurrou em seu ouvido, o fez arrepiar. " – Não me quer?"
O quarto estava ligeiramente escuro, mas a imagem dela era nítida quando a fitou. Os grandes olhos azuis, o cabelo amarrado, a franja ruiva despenteada, o narizinho pequeno, a boca rosada e pequena. Chris sentia vontade de bater em si mesmo todas as vezes em que provocava nela qualquer sentimento de rejeição, nunca era essa sua intenção.
" – Por que não me toca como tocava nas outras garotas? Não me olha como olhava para elas?"
" – Não é obvio pra você? Eu não amei nenhuma delas, eu só queria uma foda. Mas com você é diferente, eu amo você. Eu quero fazer a coisa certa."
Ficou aliviado quando um sorriso surgiu nos lábios dela, ela chegou mais perto, ele podia sentir o perfume dela. " – E quem ama não fode?"
Ela o cercou outra vez, lá estava ele de novo como uma presa... curiosamente uma presa que resiste em comer e não, em ser comida.
" – Eu... eu só estou tentando encontrar um jeito de fazer tudo certinho. Você merece mais do que isso... merece mais do que se esconder comigo pelos cantos, merece algo que não tenha que se envergonhar."
A decepcionou outra vez. A expressão dela, era de coração partido. " – Você se envergonha de mim. Eu não me envergonho de nada. O meu amor é a coisa mais bonita que eu tenho, a mais preciosa. Nos colocaram nessa situação... mas não foi nossa culpa. A minha consciência está limpa."
Esse era o ponto. Era justamente aí que a decepcionaria. Talvez fosse melhor falar uma verdade difícil agora, do que depois, quando fosse ainda mais tarde do que já é. " – Eu não me envergonho de você, nem do que eu sinto... mas... eu não posso, eu não consigo ignorar os meus amigos, as pessoas que me conhecem. Eles também são uma família pra mim... eu não estou pronto para a reprovação deles. E pior, eu não suportaria de expor a isso. Eu devo cuidar de você, te proteger e te amar... isso não inclui..."
O beijo dela o silenciou. " – Shhh Redfield. Eu entendo. Esse é o homem que eu amo e sempre amei. Muito preocupado com sua honra e seus deveres, eu nunca te pediria para abrir mão disso. Eu sei que sem isso você morreria."
Chris tremia. O que tinha para oferecer a ela? Claire merecia véu, grinalda e uma igreja cheia de flores. Merecia uma casa no subúrbio e muitas crianças em volta, merecia ser a senhora de alguém, e não, ser o alvo de reprovação dos outros. E ele, sempre foi conhecido por ser um irmão tão dedicado... como olharia seus amigos nos olhos outra vez? Becca? Jill? Barry? Como explicaria que fraquejou? Não eram amigos de bar, não eram amigos de festa... sobreviveram juntos, compartilhavam um segredo e um objetivo, eram parceiros e irmãos.
" – Não se pressione com isso. Eu te esperei a vida toda até agora, posso esperar mais. Um dia você vai perceber o quanto eu te quero, e então não vai me fazer esperar mais."
Se ela soubesse o quão perto ele estava disso, não o provocaria tanto se ainda não tiver certeza de que é mesmo essa a vida que ela quer levar. Ambos estavam brincando com fogo. E Chris tinha certeza que cedo ou tarde, iam se queimar.
" – Christopher..."
" – Sim?"
" – Me toque." – Ela se apertou contra ele mais uma vez. Será que ela não ouviu nada do que ele disse? E nesse segundo, ela pareceu adivinhar seus pensamentos. "- Eu não estou pedindo que me foda, Chris. Eu estou pedindo que ponha suas mãos em mim."
Tremeu mais uma vez. Claire era sedenta por prazer. Nas poucas noites que tiveram juntos, ele aprendeu a custo de muitos sustos, que se ele não aceitasse satisfazê-la de um jeito, teria que ser de outro. Como ela teria sido com o infeliz que tirou a porra do cabaço dela? Será que foi com ele que ela aprendeu a ser assim? Quantas vezes esse infeliz se aproveitou da carência dela? Beijou-a outra vez, com paixão, com o único objetivo de fazê-la esquecer de toda a espera, para que ela entendesse que ela era sim, correspondida. Que agora ele pertencia a ela, e ela, pertencia a ele.
Claire deu um longo gemido. " – Não. Assim, não.". E num movimento rápido, ela o botou de barriga apara cima, e montou nele.
Garota forte.
O vento bateu mais uma vez com força contra as janelas, e uivava tão alto e Chris teve medo de que a casa inteira fosse soprada dalí. Claire se acomodou em cima dele, seu pau estava tão duro embaixo dela que ele tinha certeza que ela o podia sentir. Ele pousou as mãos nas coxas nuas dela por baixo do cobertor. Ela usava uma camiseta larga que pertencia a ele, uma camiseta dos S.T.A.R.S. a camiseta que ela tirou, então tirou as mãos dele das coxas, e conduziu-as ela mesma, uma em cada peito. " – Assim."
Chris trincou os dentes e involuntariamente apertou as tetas dela quando ela começou a mover os quadris em cima da sua ereção. Aquilo era mais do que brincar com fogo... mas se Claire podia chegar ao orgasmo com aquilo, deveria ser o suficiente para ele também. Esfregou os mamilos dela com os polegares, eles estavam duros, talvez, se a tocasse lá embaixo outra vez... mas quando suas mãos abandonaram as mamas e passaram pela cintura, ela o segurou.
" – Espera."
" – O que foi?"
" – Chris... você confia em mim?"
Num primeiro instante, não entendeu pergunta. " – Como assim?"
" – Só me diz se confia em mim, ou não confia?"
" – É claro que eu confio. Que pergunta idiota."
Os olhos dela escureceram. " – Então eu quero tentar uma coisa, mas você vai ter que confiar em mim e, em hipótese alguma, tentar me parar."
Afinal de contas, o que poderia ser de tão difícil? Por quê ele tentaria para-la? A resposta veio quando ela delicadamente levou as mãos dela até o cós de seu moletom, e devagar, começou a puxar a calça e a cueca para baixo. Foi num reflexo que segurou-a forte pelas mãos. " – O que está fazendo?"
" – Você disse que confiava em mim."
Ainda meio incerto, soltou-a e deixou que ela terminasse de despi-lo. Ela o fez sem deixar de encara-lo nos olhos, nem por um segundo sequer. Seu coração estava na boca outra vez, afinal, o que ela pretendia fazer? Foi quando deixou escapar seu primeiro gemido alto. Ela sentou nele, ela não o botou pra dentro, estava fazendo apenas exatamente o mesmo movimento que fazia antes, porém agora sem roupas no meio do caminho.. E ela estava tão molhada... em poucos segundos seu pau já estava encharcado com a umidade dela a medida que se esfregavam.
Porra! Isso significa que ela estava sem calcinha. Mas ela teria já chegado ali nua? Se não, que horas ela tirou a porra da calcinha e ele não percebeu? Isso era difícil de aguentar... Chris sabia que era um jogo perigoso, não só esse como todos os outros, e mesmo assim aceitou jogar. Ele devia parar. Devia ter parado há muito tempo... mas não conseguiu. Inferno, aquele esfrega-esfrega sozinho já era melhor do que qualquer mulher que ele já comeu. Levou as mãos instintivamente até os quadris dela, quase que como um reflexo de defesa. " – Claire... a gente devia parar."
O sorriso dela era sínico, quase diabólico. Ou seria só imaginação dele? " – Por quê?" – A voz dela estava rouca, a respiração pesada. " – Você pretende fraquejar? Vai se comportar mal, Christopher?".
" – N... Não."
" – Então relaxa. Você disse que confiava em mim. Só aproveita."
Chris tentou se acalmar, estava dando prazer a ela, não estava? Tudo o que precisava fazer era continuar imóvel e tudo acabaria bem. Deixou que ela o segurasse pelos pulsos, aparentemente ela não queria mais as mãos dele, tinha encontrado um brinquedo melhor, mesmo que sem usa-lo da maneira tradicional. Se dignou apenas a fechar os olhos e aproveitar o calor dela lá em baixo, para frente e para trás. Relaxar e aproveitar, foi o que ela disse...
... e em uma fração de segundo, Chris se arrependeu amargamente de ter confiado nela. Sentiu perfeitamente quando ela o encaixou contra a entrada dela, num movimento brusco, um reflexo, botou as duas mãos no quadril dela e cravou-lhe os dedos, para tira-la dalí, para impedi-la, mas já era tarde, no fim só não sabia que o sonoro "AI" que ela deu, foi porque a machucou com as mãos, ou porquê a machucou quando lhe rasgou por dentro.
Levantou o tronco também no impulso, se fosse outra mulher, talvez ele teria conseguido tira-la dalí... mas não Claire, não a garota que ele mesmo treinou e ensinou a lutar. Ela empurrou os quadris mais uma vez, e chorou. Só então ele percebeu que seus dedos ainda estavam cravados dela. Ela venceu a dor dele tentando-a frear só para completar a dor de se preencher com ele. A boca de Chris secou, o ar não entrava e a sensação era como se até seu coração tivesse parado de bater por um instante. Ele nunca foi o primeiro homem de ninguém, mas já esteve com mulheres o suficiente para saber a diferença... ele a sentiu romper nele, ele ainda podia senti-la tremendo, nervosa, dolorida e tão maravilhosamente apertada em volta dele... agora era oficial, se existe algum inferno depois da morte, com certeza iria para lá, pois se tivesse o minimo de vergonha, teria pelo menos se deixado consumir pela culpa, teria broxado, ou pelo menos gozado antes... mas não, ele so ficou ainda mais duro e maior, e, por consequência, machucando-a ainda mais.
" – Não... Claire." – Choramingou. Escondeu o rosto contra o peito dela. Ele não podia encara-la, não podia ver o que ele tinha feito.
Claire segurou um ou dois soluços, ela o beijou no topo da cabeça e acariciou os seus cabelos. " – Eu nunca te disse que era... Mas também nunca disse que não era.". Ela o segurou pelo queixo, ele resistiu, mas ela insistiu. " – Olha pra mim... por favor." – Chris obedeceu. " – Eu te amo tanto... espero que me perdoe por isso."
Ele não tinha nada para perdoa-la. Era o contrario... desde o inicio... é justamente o contrário! " – Você esta bem?"
Ela riu. " – Não. Isso dói pra caralho." – Chris ainda estava petrificado de pânico, Ela precisou tirar as mãos dele do quadril dela e fazê-lo abraça-la. " – Só me mostra logo a parte que isso fica bom." – Ela o beijou.
" – Eu não sei... eu realmente não sei." – O que diabos ele sabia sobre virgens? Nunca se atreveu com nenhuma. Até hoje... Um panaca, um imbecil, era isso o que ele era. Enquanto ele não fazia nada além de choramingar, foi Claire quem começou a se mover, devagar, para cima e para baixo, Chris não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Ainda ontem ela se declarou para ele, ele a rejeitou, fugiu dela... há um minuto ele fez uma promessa ao pai, há muitos séculos eles foram irmão e irmã... agora ela estava nua em cima dele, e seu pau entrando e saindo de dentro dela.
CLAIRE
Como ele pôde acreditar esse tempo todo que algum dia ela realmente teve outro alguém? Qual parte do "te amo desde sempre" Chris não entendeu? Além do mais, quem aceitaria passar por aquela dor filha da puta se não fosse por amor? Que louca?
Talvez não fosse para doer tanto assim, talvez tenha sido ela que calculou errado o tamanho do pote quando foi com muita sede a ele... mas todos dizem que quanto maior, melhor, não dizem? Talvez não tivesse sido tão má ideia ter praticado antes com um sujeito menos... avantajado. A cara de Chris foi tão engraçada. Os olhos arregalados, espantados de terror... provavelmente ela ainda ficaria dias com as marcas roxas dos dedos dele, ele escondendo o rosto entre os seios dela, choramingando como se tivesse dois anos de idade, a carinha dele de criança arteira. Tudo isso fazia a dor que passou valer a pena, principalmente porque agora ela o tinha exatamente onde queria, domado entre as pernas dela!
Recuperou o fôlego, e começou a se mover a medida que a dor diminuiu. Ainda doía a medida que ela se movia, e agora que ele já sabe a verdade, ela não precisava mais se preocupar se ele perceberia ou não sua inexperiência. Claire não se lembrava mais quando começou a desejar esse momento, e do tempo que renegou esse desejo até o momento em que o aceitou, quando começou a sonhar com ele. Só sabe que foram infindáveis noites desejando o seu belo "irmão", imaginando-o em sua cama, fazendo-a acabar com a mão entre as pernas no meio da noite, quanto suas amigas uma á uma começaram a ter homens de verdade. E por fim, só sabe que agora sua vez chegou, e apesar de todos os contratempos, nada poderia ser mais perfeito, ela e Chris estavam fazendo amor, finalmente.
Segurou-o pelo cabelo, forçando-o a encara-la. Nem mesmo quando ele a beijou na boca e começou a dar atenção aos seus seios com as mãos, Claire parou de se mover. Ela continuava a cavalgar nele, apoiando-se nos ombros largos, beijando-o de volta. Ela o amava, o queria, se conheciam desde sempre... ninguém a conhece como ele, e ninguém conhece Chris tão bem quanto ela, cada músculo do corpo dele já lhe era tão familiar, o cheiro dele, a pele, o calor... só faltava "aquilo", só faltava o detalhe de finalmente se tornarem um só, e talvez por isso, a dor parou de ter importância dando lugar ao prazer de tê-lo dentro de si. As mãos dele chegaram novamente ao seu quadril, dessa vez, não para tenta-la parar, mas para ajuda-la a se mover. Jogou a cabeça para trás e gemeu alto quando percebeu que Chris parece ter encontrado um ponto especifico dentro dela que quando ele entrava bem ali, ela ficava mais próxima do céu... O que poderia ser melhor do que aquilo? Quando ela finalmente tinha o homem que amava embaixo dela, cravado nela, e sua boceta passou a ser o centro do universo enquanto se movia cada vez mais rápido.
O vento uivou lá fora, e soprou forte mais uma vez, finalmente rompendo a fechadura de uma das janelas.
" – Claire... eu acho que... eu vou..."
" - Não!" – Ela puxou o cabelo dele com toda força fazendo-o gritar e mostrar os dentes. " – Não faz isso comigo, Christopher Redfield!"
" – Tá... tá... já passou, já passou... ai merda."
Claire riu. " – Desculpa." – o beijou. " – te machuquei?"
" – Não. Eu estou bem, eu mereci." – Ele riu também. " – Pode continuar."
" – Chris... me vira." – Provocou-o, voltando a se mover, devagar. " – Eu quero você em cima de mim." – Beijou-o. Foi assim que ela imaginou, o dia que ele a tomaria nos braços e a faria se derreter inteira para ele. " – Termina isso... grandão."
Com um movimento rápido ele puxou o elástico que ela tinha nos cabelos, soltando-os. Então ele a despenteou. " – Tão linda... tão ruiva.". Saiu de dentro dela e a deitou de costas, afastou-lhe os joelhos. " – Ruiva aqui também!" Disse antes de massagea-la entre as pernas com o polegar. Claire podia gritar, nunca esteve tão sensível ali. Não doeu quando ele entrou nela outra vez, deixou que ele afundasse o rosto na curva de seu pescoço eo abraçou forte com os braços e as pernas. Ele rosnava contra sua pele a medida que entrava nela cada vez mais fundo, ela se contraiu a primeira vez, a segunda, a terceira... e então aconteceu. Uma vez lhe disseram que não acontecia na primeira vez, mas com ela, aconteceu. Chris parecia ter gozado quase ao mesmo tempo, ela sentiu ele pulsando dentro dela.
Demorou um tempo para recuperar o ar. Chris ainda estava ofegante em cima dela. Aquilo era tão bom, a tempestade de neve parece ter acabado lá fora, mesmo assim Chris puxou os cobertores de volta, cobrindo-os. Claire sentiu o gozo começar a escorrer nas suas coxas, provavelmente tinha sangue ali também, ela não tinha nenhum interesse em ver isso de qualquer modo. Mas Chris parecia ser diferente...
" – Claire..."
" – Sim." – Respondeu, ainda em êxtase.
" – Casa comigo."
" – Heim!?"
" – Isso mesmo, casa comigo. Vamos embora. Umbrela... bioterrorismo... outras pessoas podem cuidar disso. Vamos para um lugar onde ninguém nos conheça, vamos começar do zero... vamos consertar essa bagunça, antes que piore."
Ela não podia estar acreditando. Bagunça? Ele estava arrependido?" " – Bagunça?"
" – Claire... nós não usamos nenhuma proteção. Eu devia pelo menos ter tirado antes... Nossa vida já é toda errada... imagina se você ficar..."
Então Claire riu. " – Não delira, Chris. Eu comecei a tomar remédio, relaxa."
Então ele deu um longo suspiro de alivio. Depois riu de si mesmo. "- Me desculpe. Eu acho que surtei por um segundo."
" – Você é sempre preocupado." – Acariciou os pêlos que ele tinha no peito que agora estava branco, eram lisos e escuros. " – Kathy foi com as meninas ao aeroporto buscar Jill Valentine no aeroporto. Eu fiquei para te dar o recado."
Prestou bastante atenção no rosto dele quando deu a noticia. Lembranças nada agradáveis dessa manha. Barry enviou o recado, e Kathy parecia feliz com a chegada de mais um hospede. Chris sempre falava dela, e Claire sabia da amizade próxima dos dois... o que ela não sabia era dos comentários que aconteciam pelas costas de Chris. Kathy acabou deixando escapar que todo o time torcia para que Chris e Jill ficassem juntos... que o tal de Carlos não era o homem certo para ela, que Chris sim, era um homem de verdade.
Não sabia quem diabos era Carlos, mas concordava, de longe, que sim, Chris era muito mais homem... mas era SEU homem! Como fazer essas pessoas pararem, se todas elas pensam que Chris é um solteirão que vive para paparicar a irmã?
" – Jill!" – ele pareceu feliz. " – Finalmente vocês vão se conhecer. Mas por quê ela está vindo? Barry adiantou algo?"
" – Kathy não disse mais nada." – Beijou-o na bochecha . Um leve incomodo começou lá em baixo. Chris parece ter percebido.
" – Você está bem? Eu te machuquei?"
" – Eu estou ótima, mas ficaria melhor se tivéssemos mais tempo a sós."
Chris apenas sorriu. " – Eu... vou dar um jeito nisso. Eu prometo."
Beijou-o mais uma vez, afinal, ainda tinham mais umas horinhas a sós, enquanto ainda tinha Chris inteiro só pra ela. Quando não teriam que se esconder de Kathy, das meninas... e de Jill Valentine.
Continua...
