CLAIRE
Claire não se lembrava da ultima vez em que ficou tão ansiosa por um motivo tão comum a qualquer outra mulher. Era de se esperar que depois que enfrentar tanto terror, estresse e morte, algo assim não fosse capaz de deixa-la nervosa.
Não que essa fosse uma situação tão comum, afinal, ainda vivia em um mundo onde ela tinha acabado de transar com o próprio irmão. Nenhuma outra pessoa viva na Terra sabia a verdade, seus pais estavam mortos, não tinham outra família e Chris não estava nem um pouco inclinado a revelar as reais circunstâncias entre ele e ela para ninguém.
Mas, mesmo assim, lá estava ela, sentada à mesa ao lado dele, com um frio estranho na barriga, onde uma parte sua se sentia orgulhosa de finalmente ter conseguido o que queria, com uma dorzinha incomoda entre as pernas e, mesmo depois do banho, quando se movia na cadeira, ainda molhava um pouco a calcinha com o que ainda restava de Chris dentro dela. Uma parte dela se sentia confiante, de que finalmente agora ele pertencia ela, e esperança de que todo aquele medo de um dia ficar sem ele, desaparecesse. Contudo, uma outra parte dela era ainda mais mundana, mais "mulherzinha"... uma parte insegura, cada vez que ela olhava para Jill Valentine no outro lado da mesa, cada vez que era obrigada a admitir internamente o quanto ela era bonita, simpática e o quanto ela e Chris eram entrosados.
A voz de Barry ecoou pela cozinha, chamando a atenção de todos, tirando-a de seu devaneio.
" – Chris! Por Deus! Kathy disse que você saiu para se exercitar ainda essa madrugada... mas já foi pegando pesado assim é? Olhe pra você, faminto, comendo por uma tropa inteira!"
Claire riu. Chris corou, talvez até ela tenha corado também. E sim, ela também reparou. Ele não falava, mal mastigava, apenas engolia uma garfada atrás da outra de um prato imenso de pedreiro. Não... talvez tenha sido mesmo o treino da manhã... afinal, eles não se "exercitaram" tanto assim... ou se exercitaram?
Bebeu um gole de sua água para ajudar a engolir o riso, depois segurou no braço de Chris, se encaixando nele. " – Ele chegou tão cansado e dormiu assim que voltou, Barry. Acabou pulando o café." Percebeu que em um primeiro momento, ele ficou tenso, mas ela não recuou. Sempre foi carinhosa com ele, sempre tiveram demonstrações de afeto em publico, não mudaria isso só pelo o que aconteceu essa manhã e, num momento seguinte, ele relaxou.
" – Pulou o café?! Péssimo começo Chris! Tá afim de crescer esses músculos rapaz? Precisa ser mais disciplinado. Eu vou te dar umas dicas." – Disse Barry.
Claire torceu o nariz. Ela sabia o impacto que o ultimo encontro com Wesker teve em Chris, acabou entrando na conversa que ele teve com Barry assim que chegou... ele queria ficar mais forte. Será que isso era mesmo necessário? Será que não existia mesmo uma maneira de evitar um combate físico contra aquela criatura que Wesker se tornou? Claire sentiu medo, talvez devesse ter aceitado a proposta maluca de fugirem essa manhã... mas mesmo com medo, encontraria uma maneira de ficar e lutar com ele, de ir onde quer que ele fosse.
" – Chris, parece que alguém sentiu muito a sua falta, heim." – Era uma voz feminina. A voz de Jill. Ela sorria. " – Seu irmão sempre falou muito de você, Claire. Fico feliz por estarem reunidos outra vez."
Não. Dessa vez não. Não iria dar uma birra, nem se comportar feito uma menina assustada porque mais uma mulher estava perto do Chris. Agora eles estão juntos, e nada poderá mudar isso. Ergueu a cabeça, e sorriu de volta. " – Pois agora ele não desgruda mais de mim, sem se ele quiser." Ela pode sentir, ela conhecia Chris como ninguém, o medo passou nos olhos dele, ele sabia do que ela já foi capaz, mas ele agora estava errado sobre ela, e não há motivo para medo... o que eles fizeram não tem mais volta, ele pertencia a ela, e ela a ele. E não seria Jill quem ia mudar isso.
" – Eu também senti muito a falta dela." – Disse Chris. Ela sentiu a calor a mão dele que abandonou o garfo para segura-la, mas não sabia se ele falou aquilo espontaneamente, ou se simplesmente queria acalma-la, achando que ainda estava lidando com a "velha Claire" adolescente.
" – Jill..." – Chamou Kathy. – " – Estávamos pensando em redistribuir os quartos, Claire está entrosada com as meninas em um dos quartos, mas podemos montar uma cama extra pra você no outro, se não se importar em dividi-lo com o Chris."
Mas que porra foi essa?
Kathy e Barry agiam como se fosse algo natural, mas até Jill pareceu bem desconfortável, lançando um olhar assassino para Barry.
Claire pode sentir Chris tremer. Ele pegou um copo de água e levou a boca.
" – Ora, eu não teria problema nenhum em dividir o quarto com Chris, mas agora nós não estamos em missão ou numa guerra pra ter que improvisar tanto. Eu pensei em descansar um pouco, ter um lugar mais confortável pra coçar a minha bunda em paz durante a noite sem ser na frente dele. Sem ofensas, Chris."
Jill era esperta. Conseguiu contornar a situação sem deixar os donos da casa ainda mais desconfortáveis do que estão agora, que parecem ter percebido a bola fora.
Então Claire decidiu tomar uma atitude, antes que tudo ficasse ainda pior. " – Bem, as meninas são muito tranquilas Jill, se você não se importar de dormir com elas eu vou para o quarto do Chris, afinal ele é meu irmão, na frente dele eu posso coçar o que eu bem entender. Não é Chris?"
Chris tossiu, e com a tosse foi embora toda a água que ele tinha na boca. Tossiu outras repetidas vezes, até que Claire, Jill e Barry começaram a ficar preocupados com a falta de ar dele.
" – Meu Deus! Eu acho que ele broncoaspirou!" – Disse Jill.
" – Deixem comigo!" – Barry era o único ali com tamanho o suficiente para ajuda-lo, ele levantou da mesa e botou Chris de pé, abraçando-o por trás e fazendo compressões no estômago dele com as duas mãos... em um minuto, um pedaço de carne mal mastigada voou da boca de Chris até o outro lado da cozinha.
" – Chris!" – Claire tomou o rosto dele entre as mãos, certificando-se de que ele respirava bem agora. " – É a sua hérnia de hiato! Você nao pode comer depressa!"
Então um riso que começou tímido começou a fica mais alto. Era Jill segurando um pedaço enorme de carne, mal mastigada e gosmenta. " – Eca, Chris!" – Ela gargalhou. " – Sobreviver a zumbis e ao Wesker só pra morrer por causa dessa coisa nojenta! Já pensou? Que idiota!"
Barry, Kathy e as meninas começaram a rir também. Não demorou até que Chris e depois Claire também rissem um pouco.
Jill se aproximou, botou o pedaço de carne nas mãos de Chris. Claire observou ela se afastar. Jill não era como as outras garotas que se aproximaram de Chris. Ela não era fresca, nem ao menos tentava seduzi-lo. Ela era espontânea, independente, admirada por todos. Além de bonita, muito bonita.
Um frio estranho correu a espinha de Claire.
Claire tirou a jaqueta quando sentiu o calor abafado da Síria. Na base aérea onde pousaram era quase tudo improvisado, e não havia qualquer tipo de climatização artificial. Ela já podia perceber Leon ligeiramente avermelhado na testa e nas bochechas e as gotas de suor escorrendo da cabeça dele. Preferiu nem imaginar como ela mesma deveria estar, sem dúvidas, ainda mais deplorável que antes.
" – Certo, e agora? Para onde vamos?" – Perguntou usando a jaqueta para limpar a própria testa.
" – Calma, parece que temos novidades. Jill!" – Leon gritou.
No fim do corredor, estava a mulher que agora usava os cabelos curtos novamente. Ela usava um uniforme de guerra da B.S.A.A, coturnos e boina, caminhava a passos largos em direção a eles.
Quando Jill se aproximou, não trocaram uma única palavra, apenas se abraçaram, o mais forte que podiam, por um longo tempo. Jill tomou o rosto de Claire entre as mãos e a olhou preocupada.
" – Claire, como você está abatida. Não fique assim, não agora! Precisamos de você forte." - Então ela se virou para Leon. - " – Os rebeldes entraram em contato essa manhã, devemos aguardar noticias, nos prometeram um contado com Chris até o fim do dia."
Imediatamente, os olhos de Claire se encheram de lágrimas. – " – Ele está vivo... Um contato? Vamos falar com ele? Quando?"
Jill balançou a cabeça, confusa. " – O Serviço de inteligência não esperava por um contato assim tão repentino, mas agora estão todos a postos, prontos para tentar identificar qualquer pista, rastrear qualquer sinal para que possamos descobrir onde eles estão. Até lá, precisamos ficar a postos, todos nós, se tivermos sorte, entraremos em campo hoje mesmo. Por favor, se vistam e se armem."
CHRIS
Puxou o zíper do casaco até que a gola alta tampasse todo o seu pescoço, queixo e boca, para depois voltar a esconder as mãos dentro do bolso. Depois da tempestade naquela manhã, ninguém ousou sair de casa, mas Chris precisava de ar fresco, olhar o céu e pensar no que iria fazer dalí em diante.
Claire ficou ao seu lado o dia inteiro, quando Polly e Moira praticamente a arrastaram pra brincar, Chris aproveitou para ir até a varanda.
Pensou sobre Wesker, pensou sobre as provas que já recolheram contra a Umbrella, nas muitas provas que ainda faltam recolher, em estratégias para conter os desastres, em que aliados poderiam fazer... o mundo estava se partindo em vários pedaços, assim com a cabeça de Chris, e no meio disso tudo, tinha Claire.
O que faria com ela? Talvez, a essa altura do campeonato, depois de terem se envolvido com tantas pessoas perigosas, seria muita ingenuidade acreditar que Claire teria tido uma vida normal caso ele tivesse resistido. Mas, uma vez que não resistiu, o que poderia fazer para que ela fosse feliz? Que tipo de futuro uma relação assim poderia ter? Ela mesma parecia não se importar com isso... o que no fundo, faz sentido... na atual circunstância, é outra ingenuidade pensar em um futuro a longo prazo... tiveram inúmeras oportunidades para morrer, com uma alta chance de morte... escaparam todas, mas, talvez a próxima seja a certeira. Portanto, que sentido faria negar seus desejos, fugir do que sentem se o dia de amanha pode ser literalmente o último?
Escutou a porta se abrir e bater, depois os passos de Jill no assoalho de madeira da varanda. Ela parou ao lado dele, e se pendurou em seu braço.
" – Então... como foi o cruzeiro?"
" – Legal. Digamos que Carlos soube gastar o dinheiro um tanto sujo que ele ganhou."
" – Hn. Sei." – Chris não conheceu o tal mercenário, e, para falar a verdade nunca gostou desse tipo de gente. Barry e Kathy não aprovavam aquilo. Mas esse tal Carlos, seja lá quem ele for, ajudou Jill a sobreviver de alguma maneira e Chris sabia ser grato. Para falar a verdade, se Jill achou que o cara valia uns dias de atenção, talvez ele nem fosse tão detestável assim. " – E quanto a sede da Umbrella na Europa, o que conseguiram por lá?"
"Quando chegamos já estava tudo destruído. Depois do sequestro da sua Irma feito no local, eles já trataram de desaparecer com tudo, mesmo se saber que no fim das contas, ela escaparia, tiveram medo que ela abrisse o bico."
" – E na Ilha de Rockford?"
" – A Marinha Britânica assumiu o caso, Barry está tentando alguns contatos, para ver se conseguimos acesso as investigações. Até lá tudo o que podemos fazer é esperar."
Chris apertou os punhos por dentro do bolso. " – E Wesker?"
" – Desaparecido. Sem qualquer rastro."
" – Estamos andando em círculos! Até Claire quando estava me procurando conseguia mais resultados, e ela é só uma menina!"
" – Sem querer tirar o mérito da sua irmã, Chris... já temos motivos o suficiente para acreditar que Claire não encontrou nada, pelo contrario, ela foi encontrada... eles a atraíram até lá oferecendo pistas do seu paradeiro. Ela esteve em Raccon City, ela entrou em contato com Sherry Birkin e sabe que ela foi infectada e esta sob poder do governo, é uma testemunha perigosa, e para completar serviria como isca para te capturar também."
Sim, Jill teve que lembra-lo. Eles brigaram, ele fugiu... ela iria até o fim do mundo para encontra-lo e foi justamente isso que terminou por envolve-la nisso tudo. Não adiantava se afastar dela. Talvez o mais seguro fosse mesmo ficar por perto.
" – Falando em Claire..."
Jill começou, mas não... ele não queria falar da Claire.
" – A sua irmã e linda, heim? Não se parece nada com você;"
" – É, eu sei... ainda bem."
" – E..." – Jill sorriu. " – Ela é bem... ciumenta."
Chris não sabia se levava essa conversa a diante, mas também acabou tomado pela paranoia de desconfiar se em algum momento, ele e Claire deram alguma bandeira.
" – Como assim ciumenta?"
" – Do tipo que quer o irmão mais velho só pra ela. Não desgruda de você um minuto." – Jill bateu o ombro no braço dele. " – Ei! Diz pra ela que tem que aprender a dividir com as amigas."
" – Hn. Sei não... ela sempre foi assim. Não acredito que vai mudar agora."
Jill bufou. " – Sinto pena da sua namorada."
Acredite, eu também!
Chris sorriu. " – Talvez seja por isso que eu não tenho uma namorada." – Não deixa de ser uma verdade.
" – Então eu mesma vou achar um namorado pra ela! Ela desgruda rapidinho."
Não sabia se a cara que tinha feito foi assim não feia, só sabia que Jill percebeu. Isso não era bom.
" – Opa! Acho que ciuminho é um mal dos Redfield."
" – Eu não sou ciumento. É que... Claire nunca foi namoradeira."
" – Ah! Isso é porquê você não conheceu o ... amigo dela..."
" – Conheci sim. Ta morto."
" – To falando do outro."
" – Leon?"
" – Esse! Leon! Puta merda... Eu fiquei com uma cara de palhaça tão grande quando encontrei com ele, que me custou dois dias de brigas com o Carlos por causa disso. Oh, aquele ali, tá de parabéns, viu."
Chris já entrou em contato com Leon, várias vezes, mas nunca lhe ocorreu que ele fosse bonito. De qualquer maneira, isso agora não importa, Claire estava bem longe e... e muito bem servida, só pra constar.
" – Falando em Claire, você sabe se ela ainda demora?"
" – Demora? Ela saiu não tem nem um uma hora."
" – É que eu estou com uma dor forte no estômago... acho que vou dentar um pouco e não sei se ela já terminou de levar as coisas pro quarto... não gosto de deitar com a porta destrancada, por causa das meninas..."
" – Tudo bem, pode subir, eu aviso a Claire para vigiar as meninas e ir deitar também assim que der."
Caminhou pesadamente até o quarto. Mentiu sobre a dor no estômago, na verdade, era uma dor de cabeça. Eram muitos problemas para resolver, e ficar conversando sobre eles com Jill não estava ajudando, pelo contrário... so percebeu que tudo era ainda mais difícil de resolver. Tirou os sapatos e se atirou na cama. Cobriu os olhos com os braços e se deixou adormecer. Estava tão cansado, que mesmo com a cabeça a mil por hora, o sono veio fácil... muito fácil.
Não sabia por quanto tempo dormiu, nem com o que estava sonhando, só sabia que acordou lentamente graças a um leve incomodo lá em baixo. Talvez fosse somente uma ereção noturna sem importância, mas mesmo assim, muito insistente que parecia ficar cada vez mais dura. O incomodo por não ter qualquer alivio, se misturava a uma sensação boa e úmida... num reflexo, ainda de olhos fechados, tentou se tocar... e foi aí que quase morreu do coração outra vez. Por diabos ela sempre o pegava assim?
" – Claire!" – Instintivamente olhou para a porta. A chave estava virada, uma cadeira e uma mala estavam ali escoradas... e o seu pau estava inteiro dentro da boca dela.
Claire tirou-o da boca e lambeu os lábios. " – shhh... silêncio. Não vai querer que escutem lá fora o que nós fazemos aqui dentro.". Ela sorriu. Um sorriso safado, trapaceiro. O cabelo ruivo estava solto, os olhos azuis dela brilhavam sob a pouca luz. Ele sabia... lembrou do ataque de tosse na mesa do almoço... sabia que ficar com ela no mesmo quarto daria nisso.
" – Estão todos lá fora, Claire." – Ele cochichou.
" – Ainda bem... imagina se estivessem todos aqui dentro." – Ela cochichou também, em seguida voltou a chupa-lo.
Sentiu o calor da boca dela, misturado com a firmeza da mão direita dela que ajudava no trabalho. Parar aquilo estava fora de cogitação. Uma, porque ele estava gostando. Duas, porquê Claire podia reclamar e alguém poderia ouvir. E de repente, essa virou a historia da sua vida, sendo constantemente feito de refém pelo próprio pênis. Manteve a boca fechada, não ia escapar nenhum gemido. Segurou-a pelos cabelos e empurrou-a mais para baixo assim como o quadril pra cima. Ela engasgou. Não... ela não era a única que sabia ser sacana. Engasgou, mas gostou, porque agora tentou fazer igual, só que sozinha...
" – Claire..." – Chamou-a baixinho.
Ela apenas olhou de volta, e não parou o que estava fazendo.
" – É serio... se você não parar agora..."
" – Hn?"
" – Você... vai levar na boca... não diz que eu não avisei."
A boca dela estava "ocupada" mas ele sabia que ela estava rindo.
" – Puta merda, Claire." – Era foda ter que cochichar até para xingar. Não poder gemer nem quando gozou na garganta dela. E quando tudo acabou, ela levantou, com a boca... cheia. E o mesmo sorriso travesso que ela tinha quando começou. Ela parecia pensativa sobre o que fazer agora. " – Você pode cuspir."
Mas ela engoliu...
Durante os primeiros segundos Chris ficou inseguro da reação dela após provar aquilo, mas a expressão dela era tranquila, não parecia sentir nenhum nojo. Ela lambeu os lábios outra vez e então...
" – Hn. Bom."
BOM? Ele estava ferrado. Literalmente ferrado! Se ela achou "bom"... então é porque ela vai fazer de novo!
" – Claire, nem desfaça suas malas. Nós vamos embora daqui... rápido. Amanha ou depois."
Chris esperava que ela perguntasse coisas como "para onde?" mas tudo o que ela disse foi: " – Era isso mesmo o que eu queria.", em seguida deitou por cima dele, e o beijou.
Deram-lhe um banho, cortaram sua barba e seu cabelo. Lhe deram comida e água. Eles não ficaram bonzinhos de repente. Chris sabia que já estava marcado para morrer, se mudaram de ideia, é porque encontraram uma outra utilidade para ele.
Observou a câmera ligada logo a frente, as luzes na sua direção e os capangas a sua volta. Talvez fosse mais uma execução filmada... mas então, porquê o alimentaram?
" – Americano. Essas são as coordenadas de onde você está." - Disse um deles entregando-lhe um mapa. " – Agora tudo o que você precisa fazer é chamar seus amigos e sua linda irmã para vir te buscar. Eles não estão longe, estão bem perto."
" – Olhe para a câmera, Americano."
Chris olhou para a lente... olhou para o mapa...
Claire... eles sabem que ele tem uma irmã... como sabiam que ela estava perto?
CONTINUA...
