Prólogo

Isabella Swan é linda, rica, desbocada e problemática. Com a vida marcada por traumas, tem um jeitinho bem particular de lidar com os problemas. Sexo e mais sexo, de todos os jeitos e posições. Para satisfazer seu estilo peculiar de vida faz parte um clube de swingers. Porém uma coisa que a enoja entrará na sua vida justo quando ela acreditava que tinha tudo sob controle...

- Bella, já ouviu falar do novo casal que foi na festa de sábado?

Rose, uma das minhas melhores amigas, perguntou enquanto passava mais uma camada de esmalte vermelho nas longas unhas.

- Que casal? Não sabia que tinha carne fresca no pedaço - sorri com escárnio para a metáfora enquanto passava mais uma camada de cera nas pernas, hoje era sexta, dia de nos arrumarmos e ficarmos sexys para a próxima festa.

- Edward e Jéssica são seus nomes. Ele parece mais um deus da Grécia antiga e pareceu um pouco desconfortável no clube, se eu estivesse interessada em mais algum casal cairia encima só por causa daquele corpo – falou se abanando – fiquei molhada de novo só de lembrar!

- Sua piranha – falei rindo – você fica molhada por qualquer pau ambulante.

- Você não sabe o que está dizendo, o cara é muito gostoso. E a mulher, a tal de Jéssica é maravilhosa também. Fiquei apaixonada. Tem que ver os peitos da vadia. É gostosa pra caralho. Só não investi porque Emmet não se interessou por ela. Eu achei que você sabia porque vi Mike conversando com os dois, ele pareceu gostar do que viu. Só olhava pros peitos da piranha. De longe dava pra ver que tava de pau duro. Foi a primeira vez que os vi por lá, mas ela me pareceu bem à vontade. Pena que você não pôde ir.

- Estranho, ele não disse nada. Quase não nos vimos essa semana, e quando nos encontramos conversar não estava no script , só dei um tempo nos dois últimos dias porque quero me preparar pra amanhã – dei um sorriso sacana que foi retribuído.

- Sei, vai ficar com o James de novo? Porque eu não quero nunca mais. Aquele pau é anormal, deve ter uns 30 centímetros.

- Claro que não amiga, Mike gostou de Victória, ela fez anal com ele, mas aquele pau descomunal não passa nem perto de mim novamente.

- Bom amiga, o papo está ótimo, mas tenho que ir. Fiquei de passar na casa do Emmet antes para um esquenta.

- Vai lá sua putinha, dá um boquete delicioso no seu homem.

- Boquete? Ele é quem vai me esquentar!

Nós duas rimos enquanto ela saia.

Essa é a minha vida. Você deve estar estranhando a forma como somos abertos sobre sexo. Mas é assim que a nossa amizade funciona desde que nos conhecemos. Antes que você fique curioso, não, nunca transei com Rose e Emmet desde que os conheci há 3 anos. É meio que uma regra não escrita no nosso mundo, não foder com amigos. E antes que fique mais curioso com a nossa conversa, eu esclareço nosso mundo para quem não conhece.

Somos swingers. Casais com relacionamento aberto, que se excitam em ver outros casais transando e em ver seus parceiros transando com outras pessoas. A maioria das mulheres do nosso clube, inclusive eu, é bissexual, os homens nem sempre. Mike, meu namorado há 5 anos por exemplo, não é. Ele ama me ver transando com outra garota e rapazes, mas não gosta de transar com homens. Nada monótono nosso relacionamento como você pôde perceber.

Nós frequentamos um clube de swingers aos sábados. Lá é onde conhecemos outros casais que tem as mesmas práticas que nós. Esse clube tem quartos próprios para transar, mas sempre tem os exibicionistas que gostam de foder com todos olhando. Eu particularmente, gosto de exibir o meu corpo, de dançar e deixar os homens loucos, mas não gosto de transar em público.

Sei que enlouqueço os homens com meu corpo curvilíneo e seios fartos. E principalmente sei me vestir e o que fazer da forma certa para levar homens e mulheres ao delírio. Meu corpo foi feito para o pecado, não me imagino vivendo de outra forma. Buscar e dar prazer é o que eu sei fazer de melhor e o objetivo da minha vida.

Comecei muito cedo nessa história de sexo. Sempre muito curiosa e aberta a novas experiências, comecei a me masturbar muito nova, e logo aquilo já não era mais suficiente para satisfazer meus desejos. Aos 14 anos perdi a virgindade com meu amigo Jacob. E dali em diante passei a enxergar os homens como objetos que poderiam saciar meus desejos. Nem todos são bons nessa atividade, mas quando encontramos um que vale à pena, toda a procura é recompensada. Aos 16 tive minha primeira experiência homossexual com Lauren Malory e confesso que fiquei balançada. Cheguei a acreditar que era lésbica até perceber que gostava demais de pênis para isso. Então cheguei à conclusão de que era bissexual.

Aos 17 perdi toda minha família em um acidente de carro e foi aí que comecei a ver meu terapeuta, claro que não por vontade própria. Fui obrigada depois que tentei me matar, era isso ou ser internada. Dr Carlisle Cullen é lindo, para dizer o mínimo, mas infelizmente nunca cedeu às minhas investidas. Com o tempo me acostumei que nunca conseguiria tê-lo e me conformei em ser apenas sua paciente. Como é de se esperar ele não gosta da forma como vivo minha vida. Diz que estou me destruindo aos poucos, que toda mulher sonha em se casar e ter filhos, blá, blá, blá.

Só de falar da palavra com "a" e todas as pessoas que vivem por ela, me dá ânsia de vômito. O mundo é frio e cruel. As pessoas são más, a única coisa que lhes interessa é o que você tem a oferecer. No meu caso, além dos milhões que herdei dos meus pais, a única coisa que tenho a oferecer é meu corpo. Nada dessa falácia sentimentalista pra cima de mim. Mike sabe disso e pensa da mesma forma, é por isso que estamos juntos há tanto tempo.

A primeira vez que fui a uma casa de swing foi por pura curiosidade. Estava namorando Liam na época e ele era adepto da prática. Não pensei duas vezes quando ele fez a proposta. E aqui estou eu hoje, aos 27 anos. Isabella Swan, swinger há 6 anos e sempre em busca dos prazeres que a vida pode me oferecer.

Nota da autora:

Como deu para perceber essa Bella é bem diferente. Quando o assunto é sexo, não mede palavras, fala o que sente e é bem desbocada. Ela mesma revelou que já tentou se matar, por aí dá para perceber que ela não é tão bem resolvida como tenta aparentar. Pelo fato dela não dar importância a isso, ou à morte dos pais mostra que ela tem muitos traumas psicológicos que tenta camuflar com esse ar de superioridade emocional.

Não vou falar muito do Edward porque vocês vão conhecê-lo melhor no próximo capítulo. Só adianto que ele é completamente o oposto da nossa protagonista.

Só escrevi alguns capítulo por enquanto, mas estou com a estória toda esquematizada. Se tiver pelo menos um review eu continuo.

Sei que o título é terrível, mas foi o melhor que encontrei.