Capítulo III
Aviso:
Este capítulo contém cenas de sexo homossexual, uso de drogas e linguagem inapropriada. Se você é muito sensível a estas coisas, não leia.
Hoje é sexta e eu não estou me arrumando para ir à festa desse sábado. Motivo? Eu me sinto um lixo. Estou doente, mas não sei o que é.
Como a minha cabeça está doendo!
Peguei minha bolsa, tirei os dois últimos comprimidos e engoli com o copo de água que Alice trouxe mais cedo. Não tenho coragem de procurar Carlisle para pedir que receite mais. Há quase 10 anos que não vivo sem eles. Eu tenho duas opções, ir ao consultório dele e arriscar dar de cara com Edward, porque sim, para o meu azar, pelo endereço do cartão que ele deixou descobri que o filho da puta trabalha na clínica do pai. Ou eu posso aprender a me virar sem os comprimidos e nunca mais ver o Dr Cullen na minha vida.
Eu lembro quando Carlisle falou com orgulho do filho que estava trilhando os mesmos passos dele. Na última consulta chegou a me contar entusiasmado que em breve ele estaria vindo para trabalhar na clínica. Isso explica porque nunca encontrei ele antes. Agora que forço a lembrar um pouco mais, a foto de criança que tem no porta-retrato na mesa do papai Cullen, se parece muito com ele.
Minha mente começa a relaxar e durmo.
Acordo assustada com um furacão entrando no meu quarto. Claro que é Rose.
- Bella, o que está acontecendo com você? Você está doente? Você parece um lixo.
- Estou me sentindo um.
- Levanta dessa cama querida, Alice disse que está assim desde que chegou em casa no domingo. Aconteceu alguma coisa? - sentou ao meu lado na cama.
- Eu só quero dormir Rose, me deixa em paz. E fala para a fofoqueira da Alice me deixar também.
- Você sabe que me preocupo com você Bella - é a própria, Alice entra no quarto e se senta do outro lado da cama.
- Eu estou doente! Me deixem descansar.
- E quais os sintomas você tem? Já está assim há uma semana, talvez devêssemos te levar ao médico - Alice disse com a voz cheia de preocupação.
- Não precisa Alice, eu vou ficar melhor.
- Por que você não vai se arrumar para irmos à festa - Rose disse - Um pouco de diversão vai fazer você se sentir melhor.
- Não quero Rose.
- Levanta Bella, já são quatro da tarde - Alice falou - Eu preparei aquele bolo de banana com gotas de chocolate que você gosta.
Se nada mais me convenceria a levantar, o bolo foi golpe baixo. As duas desceram para arrumar o lanche e eu fui ao banheiro tomar um banho. Meu celular toca. Olho o visor, é Mike.
- Fala baby.
- Bella, você sumiu. Desde domingo que não te vejo.
- Estive um pouco doente.
- Que merda, está melhor?
- Estou sim.
Não valia a pena explicar que não estava.
- Então, você vai à festa? Jéssica me ligou e disse que gostaria de sair com a gente de novo. Ela está sozinha, Edward disse que não vai mais ao clube, que não é a praia dele. Deu para perceber isso na primeira vez que olhei para ele, aquele cara não pertence ao nosso mundo.
- É, percebi isso também - falei sem emoção.
- Então, podemos fazer uma festinha, nós três?
- Não sei, Mike.
- Vamos Bella, vai ser legal. Mal posso esperar para foder vocês duas. Já estou de pau duro só de pensar.
Dei uma risada fraca.
- Por que não pulamos a festa e vamos direto para sua casa, não estou a fim de ir para a festa hoje. Já temos a menina, não precismos ir lá.
- Safadinha hein Bella, não quer perder tempo.
- Então fica combinado assim, vou no meu carro, não se preocupe.
Depois de comer o bolo da Alice e explicar para Rose que não ia à festa. Me arrumei e sete da noite cheguei à casa do meu namorado.
Mike e Jéssica estavam sentados no sofá. Jéssica estava com um cartão na mão ajeitando uma fileira de cocaína na mesinha de centro.
Ao me ver, Mike abriu um sorriso.
- Olha Bella, Jéssica trouxe algumas coisinhas para a gente se divertir.
Ela pegou um canudo, tampou uma narina com o dedo e aspirou a fileira de pó branco.
- Tem anos que não uso isso Mike, você sabe que estou fazendo tratamento.
Falei sentando ao lado dele.
Minha relação com as drogas é bem complicada. Nas festinhas que frequentamos elas são a atração principal. Procuro evitar usar as mais pesadas. Já exagerei e sei como é terrível. Foi por isso que Carlisle me passou o remédio para ansiedade. Ele tem me ajudado bastante. Mas os comprimidos acabaram ontem e já sinto minhas mãos começarem a tremer.
- Tem maconha também - Jessica disse - é só para a gente se soltar um pouco.
Eu não deveria, sei que não deveria. Mas mesmo assim, me vejo enrolando um cigarro e fumando. A sensação calmante invade o meu corpo. Mike coloca uma música e Jéssica começa a dançar. Não me sinto bem o suficiente ainda. Vou até o bar e sirvo uma dose de whisky. Sinto a bebida queimando a garganta. Eu preciso disso para enfrentar essa noite. Sirvo outra dose, sinto meu corpo mais leve.
Pegando outro cigarro de maconha, vou para o lado de Jéssica e começo a dançar com ela. Mike abre um sorrisão. Jéssica pega o cigarro da minha mão e leva aos lábios.
Mike aspira uma fileira de cocaína. Jéssica começa a me acariciar. Eu não quero fazer isso, mas o sorriso no rosto de Mike me impulsiona a continuar. Não posso negar nada a ele, ele nunca negou nada a mim. Jéssica aperta minha bunda e beija meu pescoço. Por mais sexy que ela seja, não estou excitada.
Peço licença para ir ao banheiro.
Lavo os pulsos e o rosto. Isso não está dando certo, estou tremendo. Preciso de mais droga no organismo. Saio do banheiro decidida. Jéssica está dançando no colo de Mike. Pego o pó branco e o canudo.
- Ela decidiu se juntar a nós - Jéssica diz numa voz que me irrita.
- Pega leve Bella - Mike diz, mas isso não faz sentido algum.
Enfileiro a droga e aspiro, sinto todo meu corpo dormente, a sensação é agradável. Preciso de mais. Enfileiro mais um pouco do pó e aspiro novamente. Um sorriso surge em meus lábios. Doce sensação.
Mais uma dose de whisky e me sinto eu mesma novamente. Finalmente em uma semana consigo voltar a pensar como a Bella normal. Jéssica parece muito gostosa agora e eu só quero passar a minha lígua pela sua pele.
Beijo-a na boca e começo a descer a minha língua. Meu corpo está dormente e quente ao mesmo tempo. Mike me passa um cigarro, eu trago e dou à Jéssica. Puxo o vestido dela para baixo, os seios dela parecem deliciosos. Chupo aqueles mamilos rosadinhos enquanto Mike começa a se masturbar. A cena me deixa ainda mais quente.
Levanto o vestido dela e tiro por completo. A puta está sem calcinha. Ela tem uma bucetinha lisinha e rosada. Minha boca enche d'água. Mike coloca o pau na boca dela, e ela começa a chupar com força.
Passo meus dedos no clitóris dela que já está encharcada. Caio de boca chupando aquele grelinho delicioso.
- Isso sua putinha, chupa essa buceta, chupa - Mike fala e enfia o pau na boca dela fundo, ela quase engasga.
Mike para e pega mais um pouco de cocaína. Enquanto isso tiro minha roupa. Ele faz três fileiras. Aspira uma e passa o canudo para Jéssica, que aspira também. Fico de quatro no chão aspirando a droga que está na mesinha de centro. Mike fica por trás de mim já com o preservativo e enfia o pau na minha buceta em uma estocada só. É assim que ele gosta, duro e forte.
Jéssica deita na minha frente e eu continuo chupando ela enquanto Mike me fode.
Ela começa a gemer mais. Enfio dois dedos nela enquanto sugo mais forte. Mais algumas lambidas e ela goza na minha boca. Ela levanta e deita por baixo de mim. Começa a me chupar enquanto Mike está metendo. Não leva muito tempo e sinto a sensação crescer e gozo violentamente no pau dele.
Mike troca o preservativo, senta no sofá e puxa Jéssica para cavalgar no colo dele. Eu levanto e vou tomar outra dose de whisky. Pego outro cigarro de maconha e fumo enquanto observo Jéssica subir e descer no colo dele com um sorriso nos lábios.
Estamos os três dormindo na cama dele, acordo. Olho para o relógio, são três da manhã. Meu corpo ainda está entorpecido pelas drogas. Quero sair daqui o mais rápido possível. Mas sei que não vou conseguir dirigir. Levanto com o telefone no ouvido, enquanto coloco minhas roupas.
Alice atende depois de vários toques.
- Bella, está tudo bem? - a voz dela é pura preocupação.
- Está sim, Alice. Me desculpe por ligar a essa hora, é que não estou em condições de dirigir e quero ir embora.
- Claro querida. Diz o endereço e Jasper vai te buscar.
Digo para ela que estou na casa de Mike e vou para a sala. Vejo uma bolsa aberta. É a bolsa da Jessica. Tem muitos comprimidos, deve ser ecstasy. Penso dez vezes se devo ou não pegar um pouco. Estou sem meus remédios e não quero ir ao Dr. Cullen.
Abro a minha bolsa, ouço Jasper tocar a campainha. Pego um pouco de cocaína, maconha e ecstasy. Minhas mãos estão começando a tremer novamente. Vou precisar deles. Corro para a porta e Jasper me leva para casa.
Peço desculpas pela hora. Ele diz que é o trabalho dele. Não comenta nada sobre o meu estado.
Entro no meu quarto e coloco as drogas sobre a escrivaninha. Minhas mãos tremem, eu preciso delas. Sei que não devo, começo a chorar. Não posso fazer isso. Sento no chão no cantinho da parede, abraço os joelhos, estou soluçando, suando frio e tremendo.
Alice aparece, ela fala alguma coisa, mas não consigo entender. Ela vê as drogas em cima da mesa e começa a surtar. Jasper entra e me pega no colo. Quero protestar, mas meu corpo está mole, quero vomitar.
Não consigo falar. Levanto a cabeça e vomito. Alice pega um pano e limpa meu rosto.
Jasper me coloca no banco traseiro do carro. Estou soluçando, estou apagando, mas ainda ouço Alice falando com alguém no telefone. Ela coloca minha cabeça no seu colo e acaricia meus cabelos.
- Vai ficar tudo bem querida, estamos te lavando para o Dr. Cullen.
Não! Eu não quero ir! Mas não consigo falar, meu corpo começa a tremer violentamente e mergulho na escuridão.
Nota da Autora:
Estou sem tempo para nada, se eu conseguir, volto ainda hoje com o próximo capítulo.
Quero saber o que vocês acharam.
Beijos!
