Esse fic é escrita por Srta. Beatrice Barbossa e Vitoria Del'amore. Esperamos que vocês gostem

Bia: (com a câmera de mão) Olá minha gente.

Vit: Depois de um curto programa no estúdio, estamos de volta para as ruas.

Barbossa: (sarcástico) Ainda bem. Eu estava cansado de ter um lugar bom para fazer meu trabalho.

Bia: (sem sentir o sarcasmo) Esse é o espírito, Barbito.

Vit: E qual a graça de trabalhar todas as vezes no mesmo lugar?

Davy Jones: Bom, trabalhamos todas as vezes na rua...

Bia: Mas nunca no mesmo lugar!

Apresentadoras: (animadas)

Jack: Ok, eu pergunto... (suspira derrotado) Para onde vamos agora?

Apresentadoras: Para o parque de diversões!

Davy Jones: (decepcionado) Por quê?

Vit: Porque é divertido. Tem até a palavra "diversão" o nome.

Barbossa: Admitam, vocês estão nos levando para um parque de diversões porque não tem como gravar o programa no estúdio.

Bia: (sorriso nervoso) Não... não, imagina!

Vit: De onde você tirou essa ideia?

Barbossa: Hoje de manhã ouvimos vocês gritando com os produtores no telefone por eles alugarem o estúdio para um programa de adestramento canino.

Bia: Só porque tivemos essa conversa com eles não quer dizer que isso tenha alguma relação com o fato...

Vit: Exato, e como vocês ouviram nossa conversa telefônica afinal? Ficam com os ouvidos grudados em nossa parede?

Davy Jones: Não, as vozes de vocês é que tem o costume de atravessar as paredes do nosso apartamento.

Vit: Isso é invasão de privacidade!

Jack: Invasão de privacidade é quando vocês duas entram na nossa casa no meio da madrugada.

Bia: Primeiro: fazemos isso para ver se vocês estão bem. E segundo: você que faz isso no nosso apartamento.

Jack: Culpa da ópera de roncos desses dois. (apontando para Davy e Barbossa)

Davy Jones: Nós não roncamos!

Jack: Pouco, não é?

Vit: Parem de brigar, hoje é um dia para a gente se divertir!

Bia: Sim, vamos nos divertir então!

(Vinte minutos depois) (todos parados na estação de metrô)

Barbossa: Já passaram mais de dez metrôs aqui, qual a gente tem que pegar?

Bia: (com um mapa da cidade na mão) Espera, já vamos ver.

Vit: (com um mapa do metrô) Acho que, se a gente pegar esse aqui. (apontando para o mapa) A gente desce na outra estação e muda de metrô.

Jack: Por que elas não nos levam de carro nessas horas?

Bia: Estamos com um pedido oficial de não dirigir.

Vit: Se nos pegarem dirigindo, podemos ser presas.

Bia: Ou pior, multadas!

Davy Jones: Então por que simplesmente não gravamos o programa em casa como fizemos das outras vezes?

Vit: Porque não podemos mais levar nenhuma advertência do síndico por causa do barulho e vocês são muito escandalosos...

Jack: (irônico) Claro, nós é que somos escandalosos...

Bia: E, além disso, aqui vai ser muito mais divertido, vocês vão ver.

Barbossa: (irônico) Super divertido.

(Para outro metrô na estação)

Vit: (olha o mapa) É esse! Vamos! (se apressam)

Apresentadoras: (empurrando os três para dentro do vagão lotado)

(As portas são fechadas)

Jack: (incomodado) Ei! Tire seus tentáculos de perto de mim, Jones! (tenta se mover no vagão lotado, mas sem sucesso) Hector, troque de lugar comigo!

Barbossa: (irônico) Claro, porque tudo o que eu quero é o cara de peixe encostado em mim...

Apresentadoras: Parem de magoar o Davito!

Vit: Ele é muito abraçável! (o abraça)

Davy Jones: (retribui o abraço) Não sei se essa palavra existe.

Bia: Se não existe, então Davy quer dizer isso. (o abraça também)

Jack: Estou imaginando a confusão mundial que isso vai gerar.

Apresentadoras: Não vai ter confusão nenhuma.

Jack: E se outro Davy não for abraçável? Ele vai ter que trocar de nome ou algo assim?

Davy Jones: Pare de ter ciúmes só porque as meninas preferiram me abraçar a a você.

Jack: Você sabe muito bem que elas preferem muito mais abraçar a mim, Jones. Todas preferem abraçar mais a mim.

Barbossa: Por que diabos vocês estão discutindo sobre isso?!

Jack: (para o Jones) Ele só tá irritado porque ninguém quer abraçá-lo.

Bia: Ei! Eu sempre quero abraçá-lo! (tenta chegar até o Barbs, mas não consegue se mover no vagão lotado) (se vira para um homem que estava de pé, próximo ao Hector) Com licença, pode trocar de lugar comigo?

Homem: Claro, sem problemas. (Trocam de lugar)

Bia: (satisfeita) Ah, agora sim. (abraça o Barbs)

Homem: (agora ao lado do Jones) (incomodado) (tentando se manter afastado dos tentáculos) Moça... (cutuca a Bia novamente) Eu sei que você quer ficar perto do seu pai, mas neste lugar aqui eu não estou muito... (olha para o Davy) a vontade.

Barbossa: Eu não sou pai dela.

Homem: (corrige) Desculpe. Deve ser o avô, imagino.
Davy, Jack e Vit: (começam a rir)
Barbossa e Bia: (ficando vermelhos de raiva) O quê?
Bia: Ele não é velho!
Homem: (surpreso com a reação) Eu não quis ofender.
Bia: Mas ofendeu!
Homem: Mas o que ele é seu então?
Bia: Ele é o amor da minha vida!
Homem: (olha de um para outro) O quê?
Vit: Ela fugiu do hospício hoje, ignore-a.
Bia: Ele chamou o Barbs de velho! O meu Barbs! Você acredita?!
Vit: Não é difícil de confundir...
Barbossa: Tudo bem, deixe isso pra lá. (a acalma, temendo que ela fosse iniciar uma confusão)
Bia: (se acalma) Você tem razão Barbitito, não vamos nos preocupar com essa gente...
Homem: (olhando os dois) Na certa ele está coagindo ela a ficar com ele. (desconfiado)
Senhora do outro lado do vagão: Isso é crime!
Barbossa: Ei, eu não estou coagindo ninguém!
(Começa um burburinho de comentários e vozes no vagão)
Davy Jones: Por que não nos acalmamos?
Senhor próximo a eles: Você também está envolvido! Na certa está se aproveitando da moça ao seu lado também. (indica a Vit)
Jack: Com licença, se me permitem uma consideração, notem que em ambos os casos as moças que quiseram ficar do lado deles!
Senhora do outro lado do vagão: (chocada) E ele ainda culpa as garotas! Isso é um absurdo!
Vit: Só porque existe um amor que os senhores não definem como ideal não quer dizer que é um amor errado!
Bia: Amar não é crime!
Apresentadoras: Amar não é crime! Amar não é crime!

LGBTTIS do mêtro: Amar não é crime. Amar não é crime. Amar não é crime.

Jack: Ótimo, é só a gente sair de casa que começa uma revolução.

Bia: Culpa não é nossa que o mundo é tão errado.

Homofóbicos do metrô: Blablabla [/inserir um argumento homofóbico aqui]

Resto: (protestando) Amar não é crime!

(Confusão no vagão)

Davy Jones: (massageando a têmpora) Eu vou precisar de uma aspirina para aguentar o resto desse dia...

Barbossa: (para o Jack) Da próxima vez me lembre de não sair de casa quando elas chamarem... (tentando falar por entre a confusão de vozes)

Jack: (grita de volta) Combinado!

Barbossa: (para a Bia) Em qual estação devemos descer?

Bia: (para de gritar "Amar não é crime" e olha de relance para a Vit) Bom... a Vit que está com o mapa.

Barbossa: (para o Jack) Pergunte a Vitória em qual estação iremos descer!

Jack: O quê?! (não conseguindo ouvir com a confusão)

Barbossa: (grita) Pergunte a Vit... Ah! Deixa que eu faço isso! (abrindo espaço por entre as pessoas no vagão lotado para ir até ela)

Vit: (no meio do protesto) (com um megafone) Temos que amar quem amamos, não importa o gênero da pessoa.

Barbossa: (gritando) Vit!

Vit: (o olha) Isso, nem a idade!

Multidão: Amar não é crime! Amar não é crime! Amar não é crime! Amar não é crime!

Barbossa: Vit, qual a estação que nós temos que descer?

Vit: No futuro! Temos que parar de viver no século passado.

Barbossa: Bom, eu sou do século passado. De mais alguns anteriores, na verdade.

Vit: E você não se prende na mentalidade que as pessoas têm agora.

Barbossa: Estou adorando essa discussão sobre futuro e revolta, mas agora quero saber qual a nossa estação.

Vit: Segura para mim. (dá o megafone para ele) (pega o mapa do metrô)

Barbossa: (sendo espremido pela multidão que estava no vagão) Dá pra ser mais rápida?

Vit: Achei! (olha em volta) Ih...

Barbossa: Eu não gosto desse "Ih".

Vit: Era a estação anterior.

Davy Jones: Eu não acredito, só pode ser brincadeira! (reclama)

Jack: Ótimo, e agora?

Bia: Descemos na próxima e caminhamos um pouco a mais para chegar.

Barbossa: E esse "um pouco mais" não vai quase nos matar de exaustão, não é?

Bia: Deixem de ser preguiçosos. Talvez esse contratempo seja Deus dizendo para fazermos mais exercício para melhorar a saúde.

Jack: Ou o Diabo pregando uma peça para nos fazer andar mais...

Davy Jones: (irônico) Ou duas garotas que não prestaram atenção na estação de desembarque...

Barbossa: (irônico) Deixe eu pensar... acho que vou ficar com a ultima opção, Jones.

Davy Jones: Dim, dim, dim, temos um vencedor! (sarcástico)

Vit: Tudo bem, admitimos que nos enganamos, mas vai ficar tudo bem.

Bia: Agora parem de reclamar e vamos logo.

Todos: (tentando passar espremidos pelas pessoas no metrô)

Vit: Já sei. (pega o megafone que ainda estava com o Barbossa) Pessoal!

Pessoal da revolta: (olham para ela)

Vit: Se lutarmos pela nossa opinião só aqui, não vai adiantar de nada. Temos que ir às ruas para mais pessoas nos ouvir!

Pessoal: Isso! (saindo do metrô que tinha parado na estação) Amar não é crime! Amar não é crime!

(O vagão fica praticamente vazio)

Vit: (sorriso vitorioso) De nada. (sai para a estação)

Bia: Bom, agora essas pessoas vão estar na saída do metrô.

Vit: Shh, eu sou um gênio.

(Após eles pegarem uma confusão de pessoas para saírem do metrô, finalmente puderam respirar livremente na rua onde havia uma praça)

Vit: Viram? Tudo sob controle.

Davy Jones: Claro, mas agora por favor pode nos dizer onde estamos?

Vit: (olhando ao redor) (tentando reconhecer o lugar) Bom... (divagando) ... Bia? (olha para a amiga, esperando uma resposta)

Bia: (também sem reconhecer o lugar) Não devemos estar muito longe, afinal foi só uma estação de distância de onde deveríamos descer, não pode ser tão longe assim...

Vit: Talvez fosse melhor pedirmos informação...

Jack: Ah, não, nunca dá certo confiar na palavra de estranhos.

Bia: Por que os homens sempre odeiam pedir informação?

Jack: É porque eles não precisam já que tem um ótimo senso de direção.

Vit: (irônica) Ok, então onde estamos, Jack?

Jack: Ora, como eu vou saber? Vocês que me trouxeram para cá. Se fosse um local para onde eu iria, eu saberia a direção certa.

Davy Jones: Por que simplesmente não pegamos um táxi e voltamos para casa? (desanimado)

Barbossa: Tá aí uma ideia boa.

Apresentadoras: Vamos para o parque!

Vit: A gente podia pegar o metrô e voltar uma estação.

Bia: Mas agora já saímos e vamos ter que pagar de novo.

Vit: Verdade, vamos andando então.

Davy Jones: Andando para onde?

Apresentadoras: Para o norte! (andando em uma direção qualquer)

Jack: Esse não é o norte.

Vit: E como você sabe? Sua bússola nem funciona.

Bia: Isso, Vit! Que ideia genial!

Vit: Eu sei, eu sou muito inteligente. Só que alguns podem não ter entendido meu plano, então você poderia dizer para eles? Não para mim, eu entendi completamente .

Bia: Vamos usar a bussola do Jack para chegar ao parque!

Jack: Isso é o que vocês mais querem?

Apresentadoras: Tem Crazy Dance no parque!

Barbossa: Estou com medo de perguntar o que é isso...

Jack: Tomem cuidado. (entregando a bussola para Bia)

Bia: Concentre-se, você quer o parque.

Bussola: (aponta para uma direção)

Vit: Tem certeza que aquele não é o mar?

Bussola: (aponta para outra direção)

Bia: Arg, agora eu quero ver o mar.

Vit: Desculpa, só queria confirmar.

Bia: Só me deixei me concentrar de novo.

Barbossa: Elas parecem um casal de velhos reclamando.

Vit: É porque a gente fica muito tempo com você: um velho reclamão.

Bia: Não chame o Barbs de velho!

Vit: Se concentre!

Jack: Se vocês demorarem demais, vou pegar a bussola de volta.

Bia: (ignora o Jack) Calma... (respira fundo) (se concentrando) Eu sei o que eu quero, eu sei o que eu quero...

Bussola: (Aponta em outra direção)

Bia: Isso! Agora sim!

Vit: Tem certeza que aponta para o parque?

Bia: Tenho, por quê?

Vit: (desconfiada) (puxa o Barbossa para um lado)

(A agulha da bussola acompanha o movimento dele)

Bia: Tá, talvez eu tenha perdido o foco do que eu quero. Mas a culpa é de vocês que me distraíram e falaram do Barbs enquanto eu tentava me concentrar...

Davy Jones: Talvez seja melhor a Vit tentar...

Jack: Jones, se ela tentar a bussola só vai apontar para mim portanto seria perda de tempo.

Vit: (pega a bussola) Deixa comigo...

Jack: (convencido) Querida, não perca seu tempo, ela só aponta para o que você realmente mais quer...

Vit: (apontando para uma rua) Para lá!

Jack: (atrás dela) Ei, você sabe como bussolas funcionam, não é? Não confunda os lados da agulha.

Vit: Está certinho. (girando a bussola para ver se ela está apontando para o mesmo lugar) Vamos para o parque.

Davy Jones: Não foi desta vez, Sparrow.

Barbossa: Como se sente por ter sido substituído por um parque?

Jack: Calados.

Todos: (seguindo a Vit)

Bia: Espera aí, e se estiver apontando para qualquer outro lugar que não seja o parque?

Vit: E para onde mais apontaria?

Bia: Para a convenção de animes que está acontecendo hoje!

Vit: (bufo) Ah, o quê? (bufo) Como, como você pensaria nisso? (bufo) Eu? (bufo) Enganando vocês? (bufo) Por animes? (bufo) (bufo) (bufo)

Bia: Vamos pedir informação! (pega a bussola da mão dela)

Barbossa: Pelo menos você não foi trocado por um parque, foi com uma convenção. ("animando" o Jack)

Jack: (irônico) Me sinto bem melhor.

Bia: (entrega a bussola para o Jack) Obrigada, mas vamos achar o caminho da maneira antiga: perguntando.

Barbossa: Pergunte ao guarda de transito ou alguém que realmente saiba indicar a direção certa.

Vit: Não se preocupe, sabemos como proceder nessas situações... (vai com a Bia na frente)

Barbossa: (para o Davy) Será mesmo que não precisamos nos preocupar?

Davy Jones: Eu não apostaria nisso...

(Alguns minutos depois) (Bia e Vit já pedindo informação)

Vit: Ah, então é só seguirmos por essa rua que chegaremos lá?

Mendigo: (todo sujo, sentado na calçada) Sim, sim, vão precisar andar bastante, mas vão chegar... um dia.

Bia: Obrigada, o senhor é muito gentil.

Mendigo: Vocês poderiam me dar o que prometeram agora?

Vit: Claro. (se vira para o Jack) Jack, tire o casaco.

Jack: (confuso) O quê?

Mendigo: Você ouviu a moça, pode passar o casaco para cá!

Jack: (chocado) Você deu meu casaco a um mendigo?!

Vit: Eu não dei, eu troquei por uma informação.

Barbossa: (rindo da cara do Jack) O casaco nem vai notar que trocou de dono...

Mendigo: E você da perna de pau, pode passar o chapéu para cá.

Barbossa: (Olha sério para a Bia) Meu chapéu? Logo o meu chapéu?!

Bia: (aponta para a Vit) Não foi ideia minha... eu iria negociar as botas, mas ele não quis aceitar um pé só...

Mendigo: Andem, fizemos um trato!

(Os dois a contragosto entregam as coisas)

Davy Jones: (para as apresentadoras) E vocês não negociaram nada meu com ele?

Mendigo: (olha para o Davy) Elas iriam negociar, mas aí eu decidi não prejudicar um amigo das ruas...sinto muito pela sua situação, colega.

Barbossa e Jack: (as gargalhadas)

Davy Jones: Ok, muito engraçado, o polvo mendigo.

Barbossa e Jack: (rindo mais alto ainda)

Mendigo: Deve ser difícil encontrar algo para alimentar para você e seu polvo de estimação. Mas seria melhor não ter um bicho nessa situação. E andar com ele na cara é meio estranho. Você consegue mais gorjeta assim?

Barbossa e Jack: (rolando no chão de rir)

Davy Jones: Esse polvo é a minha cara!

Mendigo: Ah, você devia procurar um circo então, assim você melhoraria a sua situação.

Davy Jones: Eu não vou para um show de aberrações, colega.

Mendigo: Por que não? Ora, não se diminua, você tem o potencial...

Barbossa e Jack: (Chorando de rir)

Davy Jones: (irônico) Obrigado, mas eu dispenso... (se vira para as apresentadoras) Podemos ir agora?

Bia: (segurando o riso) (tentando ficar séria) Sim, é só nós seguirmos a indicação dele e passarmos... passarmos... (não aguenta, começa a rir) Desculpa, ainda estou pensando no "polvo mendigo" (as gargalhadas)

Vit: (rindo com ela) E vocês ainda queriam ficar em casa. Isso não acontece na casa de vocês. Iriam perder isso.

Davy Jones: (irônico) Tudo menos perder isso...

Jack: (se controlando) A gente podia chamar o Jones de mendigo na nossa casa.

Barbossa: (rindo) É, de polvo mendigo!

Todos: (voltam a rir)

Davy Jones: (impaciente) Só falem para onde temos que ir.

Jack: (tentando se controlar) Vocês ouviram o polvo mendigo, falem logo.

Apresentadoras: (rindo)

(20 minutos depois)

Todos: (parando de rir) Ai, ai.

Davy Jones: Acabou.

Bia: Por enquanto...

Vit: Então vamos.

(Todos voltam a caminhar, seguindo a rua principal indicada pelo mendigo)

(Após algum tempo)

Barbossa: Eu não sei, talvez não devêssemos seguir as indicações daquele sujeito, quem garante que ele deu as informações certas?

Bia: (caminhando ao lado dele) Barbs, meu lindo, por que um pobre e inocente mendigo haveria de mentir?

Vit: Ela tem razão, não se julga o caráter de um homem pelas roupas rasgadas e sujas que ele usa...

Jack: (Irônico) E nem se julga pelo o fato dele querer obter coisas como um casaco e um chapéu para trocar por bebida.

Vit: (pensa por alguns segundos) Você acha que ele mentiu?

Jack: (irônico) Não... imagina!

Bia: Mas o que a gente pode fazer então?

Barbossa: Podíamos ir atrás daquele mendigo safado, pegar nossas coisas de volta e irmos para casa.

Vit: Não, vamos ao parque de diversão!

Jack: Nós nem sabemos onde o parque é!

Davy Jones: Por que essa fixação com o parque?

Bia: Porque queremos passar o dia dos namorados com vocês no parque!

Piratas: ...

Jack: É dia dos namorados?

Barbossa: Eu esperava que elas fossem se atrasar, então teria muitas propagandas por aí.

Vit: Desta vez decidimos ser pontuais e profissionais, como sempre somos.

Barbossa: (irônico) Profissionais como foram ao trocarem meu chapéu com um mendigo?

Bia: Sacrifícios que temos que fazer pelo programa...

Barbossa: Correção; sacrifício que nós temos que fazer pelo programa. (indica ele e Jack)

Vit: Deixe de ser dramático você tem outro chapéu daquele, não vai nem fazer falta...

Bia: E o Jack nem precisa daquele casaco, aqui não faz frio.

Vit: Apoiada. Quanto menos roupa melhor.

Davy Jones: (irônico) Ótimo slogan.

Vit: É meu lema de vida. (levanta a parte de trás do casaco) (na blusa está escrito: Quanto menos roupa melhor) Viu?

Davy Jones: É bem irônica você ter escrito isso em uma roupa.

Bia: Ela queria tatuar, mas ela é muito fresca para aguentar a dor.

Vit: (a corrige) Eu sou dolorível.

Bia: (sarcástica) Grande diferença.

Jack: E a gente não podia comemorar o Dia dos Namorados vendo filme?

Davy Jones: Verdade, vai estrear Como Treinar seu Dragão 2 um dia desses.

Apresentadoras: Vamos fazer os dois!

Barbossa: (irônico) É, porque nosso dinheiro brota do chão.

Vit: Não se esqueçam que você paga menos por causa do desconto de idoso.

Bia: Não chame o Barbs de velho!

Vit: Ele é um velho e um pão duro ainda!

Davy Jones: (interrompe a discussão) Na certa o estúdio que vai bancar os gastos, assim como está bancando essa nossa ida ao parque.

Bia: Bom... Sobre isso...

Vit: Vamos ler o artigo 36 do contrato para vocês. (tira um pedaço de papel amassado do bolso) (lê) "Todos os gastos referentes a conforto, lazer, entretenimento, artes, dentre outros, não serão inclusos na conta do estúdio e/ou dos produtores".

Bia: Ou seja, o estúdio não cobre nossos gastos aqui ou no caso de uma futura ida ao cinema.

Jack: Ah, então quem vai arcar com os gastos?

Vit: As suas apresentadoras lindas o/

Bia: Que têm que ter um trabalho fora do programa para arcar com nossas despesas.

Davy Jones: Estou com medo de imaginá-las trabalhando.

Vit: Ah, que isso, somos as funcionárias do mês.

Barbossa: E onde vocês trabalham?

Bia: Não tem quando vocês ligam para a assistência de uma empresa?

Vit: Nós que transferimos as ligações.

Jack: (irônico) Deve ser um ótimo trabalho.

Bia: Não é tão bom quanto ser apresentadoras de um programa.

Vit: Mas dá pro gasto.

Davy Jones: Falando em ser apresentadoras, uma coisa está me intrigando... vocês não deviam estar fazendo perguntas? Afinal, esse é o objetivo do programa...

Bia: (corrige) Esse é um dos objetivos do programa.

Barbossa: E quais são os outros?

Vit: Divertir, inspirar, buscar a reflexão nos telespectadores...

Jack: (irônico) Reflexão sobre o que?! Quanta reflexão assim um parque de diversões pode proporcionar? Não estamos nem ao menos indo a um museu ou algo do tipo.

Davy Jones: Se bem que se fosse um museu seria muito mais instrutivo...

Vit: Se vocês querem se instruir com coisas velhas é só conversarem com o Barbs.

Bia: (séria) Já mandei parar de implicar com o Barbs...

Vit: A culpa é dele de ser tão implicável.

Barbossa: Ah, agora a culpa é minha?

Bia: Mais uma piada sobre o Barbs e nós não vamos no Crazy Dance.

Vit: Mas é a melhor parte de um parque

Bia: Então pare.

Vit: Vou tentar me controlar u.u

Davy Jones: Mas e as perguntas?

Vit: Eu tenho uma.

Piratas: Qual?

Vit: O que vocês têm contra parque de diversões?

Bia: Verdade, vocês estão reclamando o tempo todo.

Jack: Já estávamos reclamando antes de sabermos que íamos para o parque.

Barbossa: Não é por causa do parque.

Davy Jones: É porque temos que fazer tudo isso para chegarmos até lá.

Bia e Vit: Preguiçosos.

Bia: (cruza os braços) Da próxima vez não chamamos vocês para virem conosco...

Piratas: Obrigado.

Vit: (séria) É mesmo muita ingratidão... Sempre que tentamos fazer algo legal vocês criticam.

Bia: Queria ver como vocês se sairiam sendo os apresentadores então...

Jack: (interrompe) Não precisam fazer drama, nós não falamos por mal...

Vit: Nem adianta Jack, já magoaram nosso coração.

Barbossa: Eu não entendo porque ficaram magoadas, já estamos indo ao parque como vocês querem...

Bia: Mas não queremos que seja desse jeito. Queremos que vocês queiram também, isso é o básico para o nosso relacionamento funcionar.

Davy Jones: Então vocês decidem o que vamos fazer, não perguntam nossas opiniões e, quando estavamos saindo, temos que gostar.

Apresentadoras: É!

Vit: E claro que não perguntamos para vocês.

Bia: É assim que uma surpresa funciona!

Jack: Mas vocês podiam fazer uma pergunta inocente, tipo: ei, o que vocês acham de montanha russa?

Bia: Perda de tempo.

Vit: É, todo mundo ama montanha russa.

Barbossa: Montanha russa me dá palpitação.

Jack: Qualquer coisa te dá palpitação Hector.

Davy Jones: Geralmente vem escrito na plaquinha de instruções que pessoas cardíacas não podem andar nesse tipo de brinquedo.

Barbossa: Eu não sou cardíaco, apenas tenho palpitação se ficar em lugares muito altos, ou andar em alta velocidade.

Jack: Bom, a montanha russa será isso tudo junto, ou seja, um kit enfarto.

Bia: Que horror, o Barbs não vai enfartar!

Jack: Olhe pelo lado bom, pelo menos após um passeio de montanha russa ele pode ir direto para um passeio de ambulância, que ironicamente também vai estar em alta velocidade.

Bia: Pare de dar infartos no Barbs!

Jack: A culpa não é minha se a pressão dele é alta!

Barbossa: Você é a razão principal da minha pressão ser alta, Sparrow.

Vit: Own, que declaração linda.

Barbossa: Não foi uma declaração positiva, você sabe não é?

Vit: Eu ainda acho que é assim que você expressa seus sentimentos. Que nem aquele menino chato que senta atrás da menina que ele gosta e fica puxando o rabo de cavalo dela só para ela dar atenção a ele.

Barbossa: (irônico) É, a única diferença é que eu não tenho oito anos de idade.

Jack: Verdade, é o quadrado disso.

Vit: Vamos nos focar no fato de o Hects ter se focado na idade e não no na situação eu-gosto-do-Jack por um minuto?

Barbossa: Eu não gosto do Jack!

Bia: Verdade, ele é meu.

Davy Jones: O Sparrow ou o Barbossa?

Bia: Os dois.

Davy Jones: Com licença, não deveríamos nos focar no caminho certo a seguir?

Vit: Relaxe Davy, conversar enquanto caminhamos é uma boa forma de fazer o tempo passar mais rápido.

Davy Jones: Ou uma boa forma de nos perdermos.

Bia: Não estamos perdidos, estamos seguindo as instruções do mendigo.

Davy Jones: Ele falou para seguirmos essa rua, só que de acordo com essa placa, essa rua é sem saída. (Davy indica uma placa na esquina)

Barbossa: Talvez devêssemos ter entrado em alguma outra rua lá atrás...

Davy Jones: (irônico) Você acha?

Bia: Não desconte no Barbs sua frustação, vamos encontrar o caminho, fique tranquilo.

Davy Jones: Vamos pedir informação para outro mendigo? (irônico)

Jack: Deveríamos perguntar para você, já que você é o mendigo do grupo.

Vit: Parem de brigar! Só vamos dar a volta e perguntamos para a primeira pessoa que virmos na rua.

Eles: (saem da rua sem saída) (olham em volta procurando alguém ou alguma loja)

(Rua vazia)

Vit: Onde nós paramos?

Bia: Calma, tem sempre uma rua estranha, é só entrarmos em outra que nos localizamos.

Barbossa: Ou não...

Vit: Vamos pensar juntos, se nós viemos por aqui, podemos voltar um pouco e tentar pegar a rua certa desta vez.

Jack: Mas se não tem ninguém para perguntarmos fica difícil encontrar a rua certa.

Bia: Isso é muito estranho... (vendo a rua vazia)

Davy Jones: Talvez seja a nossa deixa para irmos para casa.

Vit: Ninguém vai para casa.

Bia: Até porque não sabemos voltar para casa daqui.

Barbossa: Podíamos usar a bussola do Jack.

Vit: Isso já não deu certo.

Barbossa: Mas o que eu mais quero agora é ir pra casa.

Jack: De acordo. (pegando a bussola)

Bia: (pega a bussola da mão dele) Vamos para o parque!

Vit: Nem que tenhamos que dar voltas pela cidade inteira!

Piratas: Mas queremos ir pra casa.

Bia: Se vocês forem no parque com a gente...

Vit: E não reclamarem mais.

Bia: A gente compra sorvete para vocês.

Jack: O que vocês acham que nós somos, crianças de seis anos?

Vit: Com granulado.

Jack: Feito!

Bia: Pois bem, então vamos pegar um táxi já que não tem outra opção.

Vit: Mas iremos gastar muito com o táxi.

Bia: Você quer ir ao parque ou não?

Vit: Quero.

Bia: Então vamos pegar o táxi!

Vit: E onde a gente pega um táxi? Estamos no meio do nada.

Bia: Querida Vit, você ainda não aprendeu que taxistas aparecem do nada? (faz sinal de táxi)

(Um táxi aparece do nada no meio-fio)

Taxista: (falando no celular) É, eu te disse que isso iria acontecer, não disse?

(Todos entram no carro) (Davy vai na frente e Barbossa, Jack e as apresentadoras vão lá atrás apertados.)

Barbossa: (Reclamando) Eu queria ir na frente, Jones

Davy Jones: Não tenho culpa se você é lento demais para pegar esse lugar primeiro...

Taxista: (ainda falando no telefone) Tá, tá. Então para consertar você faz o seguinte: vai na garagem e pega minha maleta de ferramentas... Já pegou? ... Ótimo, agora procure uma chave de fenda...

(Todos calados, ouvindo a conversa)

Taxista: (repete mais alto) "Chave de fenda"!

(Jack pigarreia alto, para chamar a atenção do homem)

Taxista: (tira o celular da orelha por um instante e presta a atenção neles) Para onde querem ir?

Bia: Para o parque no centro de convenções.

Taxista: (liga o taxímetro) (volta sua atenção para o celular) Achou a chave de fenda?

Jack: Mais um atendimento incrível. (sarcástico)

Vit: Ele tem que resolver o problema, não reclame disso.

Taxista: (gritando no celular) Então chame alguém que sabe o que é uma chave de fenda!

Vit: Ok, pode reclamar então...

Taxista: (dirigindo) (tira o celular da orelha por um instante) (reclama) Dá para acreditar, nem uma chave de fenda essa mulher sabe o que é!

Barbossa: (irônico) É, é mesmo uma tragédia. Agora se não se importa poderia prestar atenção na rua?

Taxista: Eu sou um profissional amigo, nunca bati com um carro na vida.

Davy Jones: Então como tem aquele amassado na lateral da porta?

Taxista: Os outros motoristas que bateram em mim, isso acontece muito... (Volta para o celular) E então, achou?... Pelo amor de Deus, mulher! Passe o telefone para o Frederico!

Vit: Vamos esperar para o Frederico não ser surdo também. (tampando os ouvidos por causa do volume que o motorista falava no celular)

Taxista: (ainda meio gritando) Fred?! Tem como você dar uma ajudinha para a Mônica?... Como assim você está ocupado?! Eu passei uma semana inteira sem trabalhar na sua casa porque você achou que seu cachorro estava doente! O mínimo que você pode fazer é me ajudar a consertar a bendita televisão para minha mulher parar de encher meu saco!

Davy Jones: Com licença, mas o senhor poderia... (vai dizer algo para o homem, mas é interrompido)

Taxista: (Gritando ainda mais ao celular) Ah é?! Então espero que aquele seu vira-lata morra da próxima vez! (desliga na cara do outro) (vira pro Davy) É incrível como essa gente é mal educada...

Davy Jones: (irônico) Nem me fale...

(Silêncio)

Taxista: Para onde vocês queriam ir mesmo?

Barbossa: Só pode ser brincadeira... Você já não estava indo para lá?!

Taxista: Amigo, eu estava tentando resolver um problema pessoal ao telefone, como eu poderia seguir na direção que vocês querem e falar ao celular ao mesmo tempo?

Davy Jones: Simples, você não pode, está na lei de trânsito.

Barbossa: Nem era para você falar ao celular e dirigir ao mesmo tempo, pra começar.

Taxista: Então eu devia ter ignorado a ligação da minha esposa e ser um marido horrível? (irônico)

Jack: Acredito que você atendendo a ligação, você continua um marido meio ruim...

Taxista: (revoltado) Você não sabe da minha vida. Não sabe da minha história com minha esposa. Não pode falar nada sobre nós dois.

Jack: Verdade, verdade, desculpe...

(Silêncio)

Taxista: É que ela me irrita tanto as vezes. (suspira) Mas eu a amo tanto.

Davy Jones: Vamos bancar de psicólogo de motorista de novo não, não é?

Taxista: Eu não preciso de psicólogo, não sou louco.

Vit: Mas isso não tem nada a ver, psicólogo não é médico de louco.

Bia: É, eu vou na psicóloga e não sou louca...

Taxista: Ah, então como se chama o médico de louco, sua espertinha?

Bia: Acho que psiquiatra é que é de louco...

Taxista: É tudo a mesma coisa!

Barbossa: (irônico) Eu que vou precisar de um psiquiatra quando sair daqui...

Vit: Psiquiatra é médico que se especializou em psicanálise e psicólogo fez faculdade de psicologia.

Taxista: (interessado) Nossa, fale-me mais.

Vit: Bom, o psiquiatra pode receitar remédios para o paciente e o psicólogo não.

Bia: Exato. Psiquiatra iria tentar me curar com reagente químicos...

Barbossa: Você quer dizer remédios?

Bia: (o ignora) E psicólogo fica me escutando reclamando da vida. É a melhor coisa que eu gasto meu dinheiro.

Jack: Então você paga para reclamar com alguém?

Bia: É, e ela tenta resolver meus problemas.

Davy Jones: E quais problemas seriam esses?

Bia: O fato de o Barbs não ser compreendido por todos.

Davy Jones: E o que sua psicóloga disse?

Bia: Que o Barbito já foi confirmado no próximo filme, então eu fiquei feliz.

Jack: (convencido) Todo mundo aqui já foi confirmado... (olha para o Davy) Menos o Jones, claro.

Vit: Quem sabe ele apareça de surpresa, o futuro é um mistério...

Taxista: (querendo entrar na conversa) Eu adoro surpresas... Menos as ruins, é claro.

(Celular dele começa a tocar novamente)

Taxista: Tipo essa. (Atende) E então, Mônica? Conseguiu consertar? ... Não. Eu não posso ir para casa agora, estou trabalhando...

Vit: Fala para ela ir no parque com a gente.

Taxista: Querida, estão te chamando para ir no parque depois. (pausa) Como "estão quem?"? Que sujeito indeterminado?

Vit: É a Vit.

Taxista: É a Vit. (pausa) Sim, ela está pegando o táxi comigo.

Voz no telefone: É incrível como você sempre dá carona para mulher. Sempre quando eu ligo para você, você está com uma mulher. Você deve ignorar os homens pedindo táxi para só atender mulher.

Taxista: (afasta o celular) Ela mandou um beijo.

Vit: Manda outro.

Bia: E meu também.

Piratas: Elas não aprendem...

Voz no telefone: (dando para ouvir, devido aos gritos) Arnaldo, isso era uma outra mulher?!

Taxista: Sim, mas Mônica, tem três homens aqui com elas, eu não estou sozinho com as duas... E mesmo se estivesse, eu sou profissional, não misturo trabalho com vida particular.

Voz no telefone: (desafiadora) Acredito, acredito... (irônica) Ah, se tem mesmo homens aí, põe eles no telefone.

Taxista: (afasta o celular) Ela quer falar com vocês.

Jack: Desculpa amigo, me deixe fora dessa.

Davy Jones: Ah, para isso acabar de uma vez... (gesticula com a garra de siri para pegar o celular)

Taxista: Acho que não vai funcionar se você for meio polvo...

Davy Jones: Ela não vai me ver pelo celular!

Taxista: Ok, ok. (passa o celular para ele) (com medo de ele quebrar o aparelho)

Davy Jones: (pega com muito mal jeito e usa a outra "mão" para colocar o celular na orelha) Oi, Mônica, não é? Eu não quero ser rude, mas eu não me sinto confortável com seu marido falando no telefone enquanto dirige então será que está tudo bem se você ligar para ele mais tarde?

Mônica: (gritando no telefone) Ele é meu marido, eu posso ligar a hora que eu quiser! Você não pode me dizer como viver minha vida!

Davy Jones: (se vira para os outros) Pelo menos eu tentei...

(Mulher ainda gritando no telefone)

Jack: Deixa comigo (pega o celular dele com nojo, sem querer encostar na mão do Davy)

Vit: Você acabou de dizer que não iria se meter.

Jack: Eu sei, mas nada se resolve sem a minha genialidade... (limpa o celular na roupa do Barbossa e coloca na orelha) Olá, com licença, desculpe meu colega por se intrometer em seus assuntos moça... (pausa) Sim, sim, eu sei... (pausa) A senhora é muito compreensiva... (sorri convencido) ... Obrigado, sua voz também é muito bonita...

Vit: (interrompe) Epa! Agora chega! Nada de troca de elogios.

Bia: (para o taxista) Vai deixar?

Taxista: Eu confio completamente na minha mulher. Ela pode achar a voz bonita, mas não quer dizer que ela a acha atraente.

Barbossa: Enquanto isso ela grita com você porque você tem clientes mulheres...

Taxista: A confiança pende de um lado.

Bia: (se vira para Vit) Não vai continuar a conversa zen com talvez a única pessoa que pensa que nem você?

Vit: Estou ocupada demais querendo saber o que essa lambisgoia está querendo. (com a orelha colada no outro lado do celular)

Bia: (para o Barbossa) É triste pessoas que não tem um relacionamento baseado na confiança como nós, Barbito... (encosta a cabeça no ombro dele)

Taxista: (Olha pelo espelho retrovisor os dois juntos) Que lindo, você fazem um belo casal...

Bia: Own, obrigada. Você é a primeira pessoa a dizer isso.

Davy Jones: E na certa a ultima também... (ri)

Taxista: (irônico) Me desculpe, mas onde está a sua mulher?

Barbossa: Apanha, cara de peixe!

Vit: Eu estou bem aqui! (ainda agarrada no Jack para ouvir a conversa)

Jack: (no fundo) Eu já desliguei o celular. (esmagado pelo amor da Vit)

Taxista: Então vocês três estão juntos? Que lindo. Eu gosto quando as pessoas ficam juntos por se amarem e quando não se importam com a opinião alheia.

Jack: Nada disso, senhor. Nós três não estamos juntos.

Vit: (ignorando o Jack) (para o taxista) Depois você me dá seu número de celular para sermos amigos.

Taxista: Com certeza.

Jack: Jones, fale para ele que não estamos juntos.

Davy Jones: Não estamos juntos, mas a Vit está com nós dois.

Bia: É, e o Jack está comigo e com ela.

Taxista: Nossa, e dá certo? Não tem ciúmes não?

Vit: Ah, não. Uma semana eu estou com o Jack enquanto a Bia está com o Barbs. (gesticulando para mostrar quem é quem) E na outra, eu estou com o Davy enquanto a Bia está com o Jack.

Bia: É um relacionamento muito saudável.

Taxista: Com certeza é.

Piratas: Elas nunca sabem quando parar...

Taxista: Quem dera se minha mulher fosse compreensiva assim... ela é tão ciumenta... Mas fazer o que, tendo um marido desses, ela não pode evitar. (aponta para si mesmo convencido)

Davy Jones: (irônico) Claro, ninguém poderia culpá-la.

Taxista: Mas fazer o que, é o meu trabalho... estar em contato com belas mulheres faz parte do ofício.

Barbossa: Quantas mulheres já entraram nesse carro hoje, afinal?

Taxista: Contando com essas duas... (aponta para Bia e Vit) (pensando) ... Foram... duas.

Jack: Parabéns.

Bia: Não podemos contar por quantidade.

Vit: Temos que contar por qualidade.

Taxista: Então vou reformular minha resposta. Ela agora é: infinito.

Apresentadoras: Oh, stop you... (lisonjeadas)

Taxista: Verdade, se minhas filhas, uma tem 3 anos e a outra 5, se tornarem metade das mulheres que vocês são, eu serei o pai mais feliz do ano.

Vit: Bia, acho que vou chorar. (pegando um lenço para secar as lágrimas)

Bia: Eu também quero. (pega outro lenço dela)

Jack: Não se iluda, essas aqui são o terror para os pais delas.

Barbossa: Elas montaram o próprio programa com o fundo de garantia da família, alugaram o quarto delas para conseguir dinheiro para ter o próprio apartamento, e isso sem contar com as viagens que já nos metemos!

Taxista: Elas correm atrás dos sonhos delas, isso é incrível.

Davy Jones: (falando baixo para o pessoal no assento de trás) Acho que ele é maluco.

Apresentadoras: Ei!

Taxista: É uma pena ser uma corrida tão curta... (dobrando a curva, dando para ver o parque a frente) (conduz o carro por alguns metros até parar na entrada) Me chamem quando precisarem de táxi, ok? (dá o cartão dele para a Vit)

Vit: Obrigada, vamos chamar sim.

Taxista: A propósito, custou... (olhando o taxímetro) 223.

Jack: Espero que sejam 223 centavos...

Taxista: Não, reais mesmo.

Barbossa: Que absurdo! Nem andamos tanto assim... esse taxímetro está errado.

Taxista: O meu slogan prova o contrário. (aponta para o cartão na mão da Vit)

Vit: (Lê) "Taxi do Arnaldo. Onde o taxímetro nunca erra"

Bia: Pois está errado até no slogan.

Vit: Qual é, Arnaldo, nós não somos amigos contra o mundo? Me dá uma força, vou ter que arranjar outro trabalho para cobrir isso...

Taxista: Amigos amigos, trabalho a parte.

Bia: Eu gostava dessa frase até você estragá-la para mim.

Barbossa: Não tem como pagarmos tanto por uma corrida de táxi.

Taxista: Gente, eu tenho que levar pão pra minha casa. Eu tenho que cobrir minha mão de obra e a gasolina e ainda tenho que mimar cinco filhos, uma esposa e três cachorros.

Jack: Com o preço absurdo que você cobra, dá para ver que você os mima bastante...

Taxista: Eu não tenho culpa, se eu adotei os membros da minha família, devo dar uma boa vida a eles, ou pelo menos melhor da que eles tinham antes...

Vit: Que lindo, você adotou os cinco filhos?

Taxista: Não, os três cachorros. Os filhos são meus mesmo.

Vit: Então não tem desculpa para esse preço alto.

Bia: Exatamente. Se você não tem condições de ter tantos filhos deveria ter feito um planejamento familiar melhor.

Jack: Com essa gente, o "planejamento familiar" sempre é feito com a ajuda de uma garrafa de bebida ao lado...

Taxista: (sem paciência) Vocês vão me dar meu dinheiro ou não? Eu ainda tenho outras corridas para fazer hoje...

Davy Jones: Você quis dizer "ainda tenho outras pessoas para roubar?"

Taxista: Olhem, eu dei meu serviço para vocês e agora vocês têm que me pagar. Simples assim.

Jack: Olhe, seu serviço não merece todo essa dinheiro. A gente paga 10% desse preço absurdo e seguimos com nossas vidas. Simples assim.

Taxista: E se todo mundo aceitar pagar só 10% do meu preço, eu fico como?

Barbossa: (olhando para o taxímetro) Pelo preço, ainda muito bem.

Taxista: Ok, 20% e podem ir.

Jack: 10%, ou nada feito! Isso é um absurdo!

Taxista: Então eu chamo a polícia e digo que vocês não querem me pagar pela corrida... É isso que você querem?!

Barbossa: Está bem, então pagamos 15%!

Taxista: Eu não sei... (pensando)

Barbossa: 15% é a oferta mais generosa que podemos dar...

Taxista: Ah, está bem.

Jack: Ótimo. (pausa) Hector, pague o homem.

Barbossa: Por que eu tenho que pagar?

Jack: Foi o senhor que decidiu pelos 15%, acho justo que você pague.

Davy Jones: Se ele tivesse aceitado os 10%, eu duvido que você pagaria...

Jack: Isso é uma história para um mundo paralelo ao nosso, Jones...

Barbossa: Eu não tenho dinheiro.

Jack: Você sai com as meninas e não traz dinheiro? Já devia esperar que alguma coisa não desse certo e teríamos que pagar.

Barbossa: Teríamos, uma ova. Eu teria.

Vit: Deixa que eu pago. (mexendo na carteira) Quanto é mesmo?

Taxista: 33 reais.

Bia: Nada disso, é 15%. Não vamos pagar nada diferente disso.

Taxista: (com uma calculadora na mão) Ok. (mostra para ela)

Calculadora: 33,45.

Vit: Boa, Bia...

Bia: E o que daria para comprar com 45 centavos?

Vit: Nunca iremos saber já que eu não vou ter... (entregando o dinheiro para o taxista)

Taxista: (pega o dinheiro) (contando) Bom... foi um prazer conhecê-los. (sorrindo)

Bia: Igualmente, que dizer antes de você extorquir nosso dinheiro era, é claro... (abre a porta)

Taxista: (ignora as palavras dela) Divirtam-se no parque!

(Todos saem do táxi)

Davy Jones: Depois de tudo o que passamos acho difícil eu conseguir me divertir com alguma coisa agora...

Jack: Deixe de ser rabugento. Parece que tem 200 anos de idade...

Davy Jones: Na verdade, eu tenho Jack, se esqueceu da maldição do Holandês?

Jack: (irônico) Ok, ok, você tem 200 e o Barbossa 260, quem liga?

Barbossa: Com a maldição do ouro asteca eu só fiquei 10 anos, Jack...

Jack: (irônico) Perdão, 210 anos.

Barbossa: (revira os olhos) (desiste de argumentar)

Bia: Agora que finalmente chegamos, podemos comemorar!

Vit: (com a carteira dela) Meu dinheiro todo acabou na corrida de táxi...

Bia: E como vamos pagar agora?

Vit: Você não tem dinheiro?

Bia: Eu estava querendo guardar para comprar uma bota...

Vit: Parque é mais importante que botas.

Bia: Mas botas duram mais...

Vit: Mas a diversão no parque se torna algo memorável que dura por muito mais tempo... Memórias são o que não perdemos com o tempo.

Bia: Está bem, você tem razão... (procura o dinheiro no bolso) Que estranho... (continua a procurar)

Davy Jones: O que foi agora?

Bia: Não acho meu dinheiro...

Jack: (irônico) Que ótimo!

Bia: Mas eu tenho certeza que estava aqui...

Barbossa: Alguém deve tê-la roubado...

Bia: Como alguém colocaria a mão no meu bolso e eu não sentiria, Hector?

Davy Jones: O Jack consegue fazer isso. Ele já conseguiu roubar minha carteira do bolso do meu casaco e eu nem senti...

Jack: Eu não faria isso com uma dama...

Barbossa: Mas e daquela vez que você roubou o brinco da senhora na carruagem quando estava em Londres?

Jack: Foi só uma vez...

Davy Jones: E quando você roubou a Calypso?

Jack: Vamos nos focar no dinheiro sumido, que tal?

Vit: O que vamos fazer agora?

Bia: Eu tenho que achar minha carteira, minha carteira de fã do Barbs está lá.

Jack: Esse troço existe?

Bia: Claro, o Barbs tem um monte de fãs.

Davy Jones, Jack e Vit: (olham para o Barbs) Sério?

Barbossa: Por que estão tão surpresos? Eu sou um capitão excelente, tenho um belo navio, uma perna de pau e uma tripulação eficiente. Eu sou o modelo de bom pirata.

Bia: (completa) E não se esqueça do macaco.

Barbossa: E ainda tenho um macaco. É justo que eu seja admirado por isso.

Jack: (irônico) Eu já tive uma iguana de estimação uma vez e nunca esperei que me admirassem por isso... Essa sua conversa fiada nem cola comigo, Hector.

Davy Jones: E eu sou um capitão amaldiçoado, chamo muito mais atenção que vocês.

Barbossa: (irônico) Isso não é um bom ponto a seu favor, Jones.

Davy Jones: O que eu quero dizer é que eu sou mais impressionante, mais misterioso, mais cruel, mais tudo que vocês...

Jack: Menos mais humilde.

Barbossa: Você é quem menos pode falar sobre isso, Sparrow.

Vit: Parem de brigar e paguem logo pra gente!

Davy Jones: Não temos dinheiro.

Bia: Se vocês não pagarem para a gente ir nos brinquedos, o inferno vai cair em vocês.

Davy Jones: E já não cai?

Vit: Isso não é nada comparado com o que ainda podemos fazer.

Piratas: o.o (procurando a carteira)

Bia: Ah, um dia dos namorados perfeito.

Vit: Sim, com nossos homens favoritos.

Bia: Ok, agora vamos aproveitar o dia. (olhando para a câmera) Bom dia dos namorados para vocês também.

Vit: Nos vemos no próximo programa. (se vira para os piratas) Cadê o feliz dia dos namorados para nossos fãs?

Piratas: Feliz dia dos namorados.

Jack: Divirtam-se.

Barbossa: No nosso lugar.

Davy Jones: Salvem-nos.

Apresentadoras: Até!


Recados dos dias dos namorados para seus piratas queridos?

Feliz dia dos namorados (comemorando)

E não, não nos atrasamos (comemorando mais)