Notas da Autora
Kakarotto participa da Arena, pondo a prova tudo o que aprendeu com Eichiteki.
Capítulo 6 - Arena : Classificação
Os assentos em volta da imensa arena já encontravam-se ocupados por saiyajins de diversas classes, porém, conforme mais alto o status, obviamente os lugares eram melhores, chegando até a ter camarotes para membro da alta elite saiyajin e com isso permitindo ter uma vista melhor da batalha do que os da terceira classe.
O apresentador das batalhas apresentava os desafiantes de cada chave, escolhido de acordo com sua classe, se bem que os de segunda classe só entravam para se "divertir" quando ficavam entediados, pois já tinham um emprego, por isso eram colocados em chave diferente, alguns, inclusive eram até pagos para participarem, pois deixava as batalhas mais emocionantes, pois as de terceira classe podiam ser "chatas" em decorrência do baixo poder deles.
Conforme sua classificação no planeta, Kakarotto ficara na terceira classe, que de longe, era a mais "lotada", as de segunda classe eram bem menos e os de primeira classe não existiam na disputa, entendendo-se com isso, que era o espétaculo da grande massa de Bejiita.
- Antes de começarmos o evento tenho uma ótima notícia - o apresentador fala e com isso o burbúrio na multidão cessara, então ele continua:
- Após 6 anos de existência, a Arena foi reconhecida pelo rei, que aliaís, encontra-se aqui hoje com sua companheira e crias no camarote real - nisto aponta para um privado acima de todos.
O rei levanta e acena para o povo junto da companheira. Vegeta apenas vira a face de lado com os braços cruzados em seu típico mau humor e Tarble, encolhe-se junto de seu aniue, querendo manter-se longe dos pais.
Kakarotto se encontra na arena juntamente com os demais participantes separados por classes.
O saiyajin olha Vegeta e este também o observa, por fulgaz segundos, mal sabiam ambos que o destino os faria rivais e amigos, pois Kakarotto estava predestinado as ser o saiyajin mais poderoso do universo, ou seja, ele era o lendário supersaiya- jin que aparecia uma vez a cada mil anos.
Kakaroto estava feliz, com certeza seus amigos assistiam, mas duvidava que seu pai viesse, pois participar da arena não era motivo de orgulho por indicar fraqueza. Com excessão da segunda classe, que estava lá apenas por diversão, os de terceira eram porque não conseguiam muitas vezes emprego por serem fracos e a única alternativa que sobrara era ganhar a vida duelando com outros sobre o olhar de muitos.
Em decorrência disso, achou preferivel mudar seu nome colocando um apelido, neste caso Goku, pois fora seu mestre que escolheu á pedido deste, explicando que era o nome de um macaco poderoso, proveniente de uma lenda terráquea.
Não conhecia os animais terráqueos, então, o sensei dele disse que a forma oozaru deles eram semelhantes a macacos, se não fosse os olhos rubros, além do focinho comprido e com dentes. O jovem achou fascinante, ainda mais quando este lhe contou a lenda.
Todos encontravam-se sem armaduras, Kakaroto se destacava pois não usava as vestes formais de um saiya-jin guerreiro e sim, diferentes, o dogi dado por seu mestre, pois ele abolira a roupa e armadura tipíca de sua raça faz meses, confessa que sentia-se melhor com a roupa atual.
A arena era imensa em formato quadrancular. Possuía uma fina camada de energia que circundava-a, como uma redoma, sendo chamado de cúpula energética cuja finalidade principal era evitar que os ataques de Ki atingissem a platéia, seguido de "punir" o saiya-jin fraco que permitisse ser atirado nela, dando um choque que não era mortal, mas o incapacitaria por alguns segundos, dando a chance do oponente ganhar.
Apesar de tudo a arena era projetada para haver bastante espaço para vôo e deslocamento.
Próximo da cúpula, Eichiteki assistia a batalha.
O piso da arena era um pouco elevada em relação ao chão e ele estava lá embaixo. À pedido de Kakarotto permitiram ao escravo ficar lá, desde que ele ficasse "invisivel", quieto, em um canto, escondido pelas sombras.
Apesar da ausência parcial de visão da batalha ele podia ver tudo através do ki, caso precisasse.
- Agora, começaremos as batalhas! Deste lado, com 35 anos um veterano da Arena, pesando 160 kilos, Vagenk.
As arquibancadas vibram junto do guerreiro que faz gestos para que a plateía se exaltasse.
Kakarotto fita seu oponete, analisando-o. Era grande e musculoso, com a cabeça pequena e o cabelo era uma espécie de juba, de tão cabeludo, seu olhar era feroz . Usava apenas uma sunga negra com a cauda enrolada na cintura.
" Pelo visto, este saiyajin é somente forte de corpo", Kakarotto fala sentindo-se confiante.
" Não faça isso! - repreende o jovem - a auto- confiança é a ruína para muitos . . . lembre-se, que ele é veterano, tem mais expêriencia de batalha a qual pode chegar a compensar a diferença de poder. . . agir já vitorioso fará baixar a guarda . . . a luta só termina com um vencedor e um perdedor!"
" Desculpe, sensei"
Analisa o que seu mestre falara.
Precisava manter a cabeça fria e ficar calmo, não se prender aos seus sentidos e confiar no Ki, nunca deveria agir já vitorioso e sim, encarar cada oponente como um perigo em potencial.
- Deste lado, o desafiante de apenas 18 anos, novato e pesando somente 73 Kilos, Goku!
- Yo!- ele cumprimenta o público.
Há um murmúrio geral nos espectadores, muitos abanando a cabeça de descrença e até mesmo pena, por alguém tão jovem enfrentar um veterano, além deste ter duas vezes mais tamanho e massa musuclar.
" Pelo menos não vaiaram jiichan . . . posso chama-lo de jiichan( vovôzinho)?"
" Claro . . . por mim tudo bem " - fica feliz em ver a consideração do jovem para com ele
" Obrigado"
" Agora, vá e mostre à eles, filho! Tenha calma, analise o Ki . . . esse seu oponente só usa o tamanho e musculos para vencer"
Com o tempo, o chikyuujin havia se tornado uma espécie de avô para ele, que lhe estimulava, dava forças, mas não deixando de ser severo quando preciso.
Como o pai de Kakarotto estava sempre ausente, o jovem logo desenvolveu figuras afetivas, tal como Liluni, uma mãe para ele e Eichteki, uma espécie de avô. Poder chama-lo de jiichan deixou-o muito feliz.
- Lembrem-se! È proibido atacar as partes intímas e matar!
Kakarotto analisa a face do mais velho e percebe pelo ki o desejo de trucida-lo, se pudesse.
- Um filhote! Onde chegamos? Um inseto contra um gigante . . . - ele fala com ironia.
- Não se preocupe, vou "maneirar" com você, quer dizer, tentar.- Kakarotto fala sorrindo, provocando o oponente.
- Que piada! Reze para que não quebre todos os seus ossos pirralho e tenha que ficar 15 dias na medical machine !
- Pelo visto, já começaram trocando palavras duras um com o outro!
No camarote real, o rei comenta à rainha:
- Aquele jovem é idêntico à Bardock . . .
- Agora que o senhor meu companheiro disse, é verdade . . .
- Não sabia . . . - disse pensativo - se bem que tendo um filho tão fraco quanto este é normal Bardock não citar seu nome . . . - o rei mede o poder do jovem pelo scouter e a rainha também.
- Que vergonha . . . 1 de poder! Onde estava com a cabeça para entrar nesse torneio?- a rainha fala forçando um tom pesaroso.
- Se bem que nós não estamos em posição de falar muito . . .
Olha com ódio para Tarble, que naquele instante se encolhe atrás de Vegeta, que por sua vez olha irritado para o genitor que sabendo da diferença de poderes só podia fazer junta feia e cerrar os punhos com ira, rosnando levemente.
Quando o princípe estreita os olhos, os pais engolem em seco e desviam os olhos para a batalha. Nisto, Vegeta sorri, vendo a cauda de ambos tensas, mesmo elas envoltas nas cinturas deles.
- Pronto otouto( irmão mais novo) - fala sem olhar para o pequeno.
- Obrigado, Vegeta niisan - nisso agarra a capa alva do mais velho, sua cauda abanando feliz.
O princípe mais velho observava Kakarotto, algo lhe dizia que ele tinha mais poder do que o scouter dele media, pois no dele também marcava apenas 1. Pensava que se de fato ele só tivesse aquele poder, nunca entraria na Arena.
O mais novo assistia com interesse, pois seu scouter detectava somente 1 de poder, torcia em seu intímo para que esse tal de Goku vencesse, afinal, ambos eram tidos como fracos para os padrões de poder saiyajin. O pequeno sabia que só estava vivo graças à seu irmão que o salvou de seus pais.
Na arena, o veterano media o poder com seu scouter e fala, entre irritado e pesaroso:
- Só 1! Verme! Eu pensei que pelo menos me divirtiria um pouco com você . . . - nisso estala os ossos das mãos - se tivesse seu scouter, veria meu poder e borraria as calças!
- Não preciso do scouter . . . não o uso há meses . . .
- Nani?!
- Consigo medir seu poder sem ele . . . - e sorri.
- Jovem, tem certeza que não quer recuar?- o apresentador fala vendo o poder dele pelo seu scouter.
- Pode começar a batalha - nisso Kakarotto estala o pescoço, fazendo movimentos para os lados.
- Bem . . . que seja . . . .agora começaremos a primeira luta! Goku contra Vagenk ( vagem) !
Olha para ambos e se afastando, grita:
- Hajime! ( comando para começar a batalha)
Olhando malignamente para Kakarotto, avança sobre ele rapidamente como um touro, erguendo seu punho do tamanho de um prato, mas antes de poder chegar perto, ele rapidamente se abaixa e dá uma cotovelada no abdômen do saiyajin imenso.
Este se contorce e tomba no chão, curvado, ficando inconciente.
- Me desculpe, estava com sua guarda tão baixa que não pude resistir. . . . eu realmente sinto muito.- coloca a mão aberta na frente dele em desculpa.
Um silêncio impera na Arena, todos estavam estáticos e outros apertavam frenéticamente o botão de seus scouters, tentado saber quanto de poder de luta aquele jovem tinha para derrubar um veterano daqueles carejado de tantas batalhas.
Porém, não funcionaria, pois Kakarotto conseguia manipular seu ki com maestria, aumentando-o rapidamente por milésimos de segundos, a fim de poupa-lo e a mudança era tão rápido que os scouters não acompanhavam. Afinal, ele unira a mente e o corpo, os de sua raça só treinavam o corpo.
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Na mansão de Bardock, após a surpresa, os servos se abraçam e comemoram a vitória, muitos chorando de felicidade. Haviam ficado preocupados quando viram o oponente de seu jovem mestre.
Depois do alivio, a felicidade.
- Liluni abra os olhos, seu filho venceu a primeira luta!
Kireiko fez a myouchin olhar.
Ela estava com o coração da mão e seus batimentos cardíacos alterados. Quando viu o "brutamonte" que Kakarotto ia enfrentar, quase desmaiou. Quando este ergueu o punho, ela fechou os olhos, chorando.
Agora sorria e comemorava, embora em seu intímo estava exasperada, pensando que tipos de oponentes ele enfrentaria, pois decerto, se aumentava a chave, aumentava a dificuldade e poder destes.
Só se acalmaria quando ele estivesse seguro em casa.
- Viu seu oniichan ? Ele é poderoso né?
Kireiko estava com a filha de Liluni nos braços, envolta em um pano. A pequena herdara os cabelos claros e pele alva da genitora e os dois pares de antena na cabeça eram ligeiramente menores que os da mãe.
Mexia as mãozinhas tentando pegar alguns fios de cabelo da jovem, enquanto balbuciava algumas palavras, como se entendesse o motivo da comemoração.
Observava em uma das mãozinhas dela o chocalho que Kakarotto deu á ela, era um pouco velho pois pertencera á ele quando criança. Havia prometido que se sobrasse dinheiro, compraria mais coisas para a imouto. De fato, ele era gentil e amavél.
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No Camarote Real todos estavam boquiabertos, afinal, um saiya-jin de poder 1 acusado no scouter, derrubara um saiyajin que possuía 4000 de poder de luta, aquilo era surreal demais.
Tarble vibrava de felicidade, estava extasiado, um companheiro deles considerado fraco derrubara um que era duas vezes seu tamanho e força.
Havia se identificado com Kakarotto desde o primeiro momento que o viu entrando na arena, sendo em decorrência o único que bate palmas e fica de pé no camarote. Ao percebe o olhar severo de todos, se encolhe, mas sua felicidade não havia passado, queria ver mais daquele guerreiro, desejava vê-lo derrotar todos.
Já Vegeta ignorava os aplausos praticamente indecentes de seu irmão mais novo, pondo-se a pensar, fitando o saiya-jin lá embaixo, sua surpresa se tranformando gradativamente em uma carranca após analisar e conseguir chegar a uma conclusão.
" Aquele terceira classe bastardo . . . não foi um golpe qualquer . . . havia um poder imenso naquele ataque . . . e provavelmente o motivo de nossos scouters não terem detectado a mudança, foi porque, provavelmente, consegue manipular o poder de luta ao seu bel prazer . . . mas como? Ainda mais pelo fato dele não usar scouter ".
Fecha o punho com força. " Terceira Classe idiota !"
- Kakarotto . . . não, Goku . . . Boa sorte! Vença todos!- Tarble enche-se de coragem e mostra seu apoio ao saiyajin, que ao localizar o jovem princípe sorri e agradece.
Os reis olham com extremo ódio para o jovem enquanto rosnavam, este se encolhe, o medo em seus olhos.
Porém, Vegeta fita os genitores com ira.
Já estava aborrecido por um verme terceira classe ter aquele poder, além de provavelmente manipular seu poder de luta, para suportar o ódio dos pais com seu otouto. O olhar de ira perfurava-os e eles não tinham outra opção além de desviarem os olhos e cerrarem os dentes, estavam a mêrcer do primogênito e tinham um misto de orgulho, pois ele era considerado um dos mais fortes de Bejiita, muito acreditando piamente que o rei era o único que o superava e ira, por terem que "obedecer" ao filho, aquilo era vergonhoso demais.
- Tarble.
- Hai, niisan.- a criança responde prontamente, feliz em ter a atenção do seu irmão.
- Por que se entusiasma? È por que considera igual à você?- pergunta sem olhar para o pequeno.
- Ele é classificado como um fraco, assim como eu . . . fiquei feliz em ver que conseguiu derrubar um gigante como aquele . . . embora claro, não se compare á você Vegeta niisan.
De fato, Tarble tinha verdadeira admiração pelo seu irmã Vegeta nunca tivesse falado, gostava de te-lo por perto, fizera bem em obrigar os reis a poupar o pequeno e não se arrepende. Naquele ambiente frio do castelo, Tarble era uma luz, o único amigo que tinha e do qual podia confiar, sem correr o risco de ser apunhalado pelas costas. Mas o princípe não era de demonstrar sentimentos e nunca faria isso.
De fato, Tarble de alguma maneira sabia que o irmão o considerava como um amigo e que tinha a total confiança deste, gostaria de um dia ser útil ao seu irmão mais velho, pelo menos era o que desejava no fundo do seu coração.
O princípe herdeiro compreendia o por que de seu outouto se identificar tanto com o filho de Bardock.
Na arena, ainda imperava o silêncio. O narrador estava anunciando o vencedor:
- Goku vence ! Ele passará para a próxima chave.
Nisto, o jovem saiyajin desce e se dirige à Eichiteki, que encontra-se emocionado. Ele podia ver os demais desafiantes olhando-o com atenção, seus scouters medindo seu poder sem parar. Ele revira os olhos e suspira.
Se aproxima de seu sensei e começam a conversar mentalmente já que estavam em público:
" Meus parabéns Kakarotto . . . sinto ter sido rispído com você antes, sabe, não me agradou, mas excesso de confiança é perigoso"
"Eu agradeço por me lembrar, jiichan . . . . senão fosse pelo senhor, sua filha e Liluni, eu nunca teria conseguido chegar até aqui e ter esse poder "
" Na verdade já possuía esse poder, esse dom, Liluni apenas despertou e eu e minha filha, lapidamos . . . esse poder sempre esteve dentro de você, apenas preciava ser refinado e treinado adeqüadamente "
Após mais batalhas, é definido a próxima chave.O computador sorteia aleatoriamente os números que cada desafiante recebeu.
Após a decisão, Kakarotto olha o seu oponente, pois a máquina revelava a identidade de quem lutaria contra quem.
Era um saiya- jin mais atarrancado que o anterior, mas, não menos musculoso, enquanto o anterior tinha uma face malvada, este estava mais para selvagem, via um brilho praticamente feral em seus olhos, como se fosse a prórpia forma oozaru encarnada no corpo atarracado.
Após um breve descanso de meia hora, as batalhas recomeçam. A luta do jovem seria a quarta.
O mestre percebe o discípulo feliz, ansioso e sabia por que, afinal, conhecia a raça daquele planeta. Kakarotto estava feliz pois tinha a espectativa de um oponente forte como todo o saiyajin que se preze, ama lutar, porém, é gentil ao mesmo tempo e isto o diferenciava dos demais.
Não queria falar á ele que o oponente dele não era muito forte, sim, era um pouco mais que o anterior, mas para o nivél de poder de Kakarotto, não seria grande coisa, mas, não fala, pois pode causar excesso de confiança no jovem e isto era perigoso demais.
Na verdade, a falta de adversáriso poderosos o deixava deseperado internamente, embora nada demonstrasse. Desejava um oponente forte para que Kakarotto pudesse lutar com todo seu poder, pois, até agora ele conteve seu poder para não matar ninguém.
O jovem precisava saber que no universo há seres bem mais fortes que ele. Temia que a confiança deste crescesse e com isso, relaxasse o treinamento.
Kakarotto observava as batalhas, era bom para aprender algumas técnicas e golpes. E após algum tempo, é a vez dele, que abana a cauda de felicidade e depois a enrola na cintura novamente.
" Boa sorte, Kakarotto"
" Obrigado, jiichan"
Ele caminha até a arena. Ao mesmo tempo, no lado, ele viu o olhar da escrava de seu oponente sem vida e as roupas surradas, ao ver tal situação da jovem, ele passa a odiar o oponente saiyajin, não suprimindo um rosnado.
Eichiteki sente a oscilação no ki de Kakarotto e se aproxima. Ao ver a cena, compreende, mentalmente, falando:
" Não há nada que possa fazer Kakarotto, sei que isso lhe dá ódio."
" Mas . . . esse monstro . . . . "
Tão irado estava que não conseguia conter um rosnado, mas saira baixo demais e o outro saiyajin não percebeu.
De repente a serva sem querer acaba derrubando uma espécie de cadeira no mestre dela e esta infelizmente choca-se com sua cauda na cintura, fazendo-o emitir um leve ganido.
A pobre serva se encolhe, apavorada, Kakaroto podia sentir o forte cheiro de medo dela, de fato, o corpo dela trazia escorrações e hematomas diversos. Irado com a cauda, o dono dela arremessa a escrava contra a parede.
Kakarorto desloca-se rapidamente até ela, pegando-a antes de se chocar na parede, porém, a serva já estava morta.
- Desgraçado!- ele fala rosnando.
- Nani? È só um animal . . . mas lamento tê-la matado, ela me custou caro até . . . com o dinheiro do evento comrparei uma de raça melhor . . .
Ele cerra os punhos e rosna para ele, percebendo após instantes que este fica alarmado, quando o scouter mede nada menos que 80000 de poder.
- Droga, esse scouter tinha que quebrar . . . 80000 alguém fraquinho como você, uma piada, ei, filhote, não se contamine pegando-a, pois ela é imunda e inferior . . .
" Kakarotto por favor . . . se contenha "
" Mas, jiichan . . . . "
" Eu sei que para você é insuportavél, mas não entre no jogo dele, a batalha é somente na arena , por favor, eu imploro . . . "
" Mas ele . . . "
" Em vez de sujar suas mãos com o sangue desse animal imundo, o quebre numa batalha mas sem causar perigo de vida á este . . . se deseja tanto assim vinga-la."
As palavras do sensei lhe trazem de volta. Aquele imundo não precisava que ele arriscasse tudo, mas, estava certo que vingaria a jovem.
Kakaroto inspira e respira, acalmando-se. Leva o corpo da jovem perto de Eichiteki. Não deixaria ela largada no meio do hall. Supreso, nota que ela respirava, ainda, mas estava fraca.
- Ela está . . . viva - fica surpreso- ele não pode saber . . . mas preciso . . .
- Eu trouxe isso - e mostra um saquinho contendo uns feijõezinhos pequenos verdes.
- Ah! As senzus - ele fala baixinho, sorrindo.
Já vira durante o treinamento essas senzus, pois uma vez quase morrera senão fosse aquelas sementes.
O sensei dele disse que eram da Terra, cultivadas por um sennin. Ele havia conseguido esconder dos alieniginas quando foi abduzido e conforme passava nas mãos de mestres, ele mantinha escondido, há mais de 4 décadas não as usava.
- Mas se ela acordar . . .
- Vou dar uma lasquinha . . . é o suficiente para conservar a vida dela o minim para não morrer . . .agora vá e derrote esse cretino! Não precisa se preocupar, vou cuidar dela.
- Obrigado jiichan . . . estou tranqüilo agora.
Nisso, ele caminha até a arena e sobe nela.
Fitava irada seu adversário, faria ele pagar pelo que fez a jovem. Mas juntamente com a surra, iria humilha-lo, não gostava disso e sim de batalhas limpas, mas aquele monstro precisava sofrer um pouco.
- Deste meu lado esquerdo, o desafiante Ruculan ( rúcula), de 60 anos, outro veterano e pesando 148 kilos de puro músculo . . .
Nisso os espectadores se entusiasmam quando este ergue os braços e urra como um oozaru.
- Desde outro lado, Goku, com 73 kilos, jovem, de 18 anos, que até agora nos deu batalhas interessantes !
Quando chegou a menção do nome Goku, a arena vibrou de empolgação, inclusive Tarble, já, Vegeta ficou observando-o atentamente, percebera que não era um simples saiya-jin, apesar de pertencer a uma classe tão inferior, depois veria os registros de classes e pesquisaria sobre ele, pois, era difícil acreditar que alguém classificado com tal nivél de classe, fosse colocado justo na terceira classe, era no minímo, segunda classe para cima.
- Agora irá conhecer verme o poder de um verdadeiro saiya-jin, quando terminar com você, estará na medical machine por 3 semanas, no minímo!
O apresentador observa os dois e os olhares de ambos uma para o outro como dois lobos prestes a se destroç , se afasta e fala:
- Hajime!
Nisto, rosnando, Ruculan ( rúcula) avança sobre o jovem saiya-jin com força, mas ele desvia e pisa na nuca deste arremessando para o chão.
Depois, fica de costas para ele, virando a face lentamente
- Para alguém tão orgulhoso você não é nada
- O que você disse bastardo?
- Isso que ouviu, percebi pelo ataque de agora.
Ele eleva seu poder e parte para cima de Kakarotto com ímpeto, que desvia do chute, dando em seguida um soco de direita e depois outro chute em sentido horizontal. Nos vários socos e chutes que se seguiu, ele desviou de todos sem o menos esforço.
Saltou por cima e foi para as costas dele, que se vira e recomeça o ataque frenético, irado. De repente, Kakarotto some da vista dele e quando ele localiza-o, ele encontra-se atrás dele com os braços cruzados e um sorriso irônico.
O sorriso se desfaz e fitando-o seriamente, fala:
- Agora é minha vez de ataca-lo. - fala baixo e ameaçadoramente, fazendo o mais velho recuar um pouco.
Kakarotto parte para o ataque, avançando rapidamente, para em um instante desaparecer e reaperecer em cima deste, apoiando seus pés na cabeça dele e ficando parado por instantes.
- Desgraçado!
Rangendo os dentes, irado, tenta acerta-lo com um soco, mas rapidamente ele se desloca para o chão e agachado dá um forte soco no estômago dele, que segura o abdômen enquanto sente uma dor aguda no corpo.
Tenta ataca-lo novamente que esperava ele se recuperar, mas desvia e em um piscar de olhos se posiciona atrás deste, dando um soco violento nas costas largas de músculos proeminentes.
Usando seu poder para voar, Ruculan evita de se chocar na redoma. Pairando no ar,concentra seu poder e lança uma esfera de ki.
- Não preciso desviar de uma coisa dessas!
E concentrando sua força, fortalecendo seu tórax, o ataque á anulado apenas com o seu ki.
Antes deste lançar mais um ataque, ele voa para cima rapidamente e unindo as duas mãos para cima, jutando-as, acerta-o em cheio na cabeça que despenca para o chão.
E antes deste tocar o piso da arena, Kakarotto desce rapidamente e depois voa para cima dele dando um poderoso chute no estômago arremessando-o na barreira, fazendo-o leva um choque violento e com isso, ficando paralisado no chão por alguns minutos.
Kakaroto cruza os braços e espera ele se recuperar, a cauda se mexendo impacientemente na cintura e este, aborrecido pela demora.
" Como sempre impaciente . . . " - o sensei dele pensa.
Quando este se levanta, irado e sentindo-se humilhado, concentra seu ki partindo para cima do jovem que se esquiva e se defende dos golpes frenéticos. Então o arremessa de novo para a barreira, este levando mais um choque.
Ao se recuperar, voa para cima do saiya-jin, abrindo a boa e liberando dela uma rajada de ki.
Kakarotto une as palmas das mãos, fechando-as em frente á ele , fazendo com que o ki passasse a rodear os dedos, depois vira as palmas para a rajada do saiyajin:
- Saiyukitenha!
Uma poderosa rajada de ki é lançada, rebatendo a que lhe foi enviada e nisto, ambas explodem.
Para pavor de Ruculan, Kakarotto apareçe no lado dele e acerta um soco na cabeça e um pontapé no abdômen, lançando-o no chão, provocando um leve temor, fazendo surgir uma cratera consideravél.
O saiyajin encontra-se inconciente e sangrando. Outros são chamados pelo locutor, sendo a equipe médica e levam-no para uma medical machine existente na ala médica da Arena.
Todos os espectadores ficam estáticos, tentam desesperadamente medir o poder de luta dele, mas continua acusando apenas 1. Um silêncio retumbante impera, só quebrado pelos botões dos scouters apertados freneticamente e estes medindo o nivél de poder.
- Bastardo!- Vegeta se exalta da cabine, apavorando os pais, surpresos demais tentando medir o poder do filho de Bardock e fazendo seu otouto tombar para o lado, pego de surpresa pela ação tempestiva de seu aniue, nunca o vira fazer algo assim.
Kakarotto observa com interesse o seu princípe, mas, nada fala, devia respeito á ele e desvia o olhar, sorrindo internamente, se divertindo, vendo-o tão nervoso com seu poder.
Ele pousa no chão, enquanto, o locutor se recupera gradativamente do choque, anunciando :
- O vencedor . . . vencedor . . . é Goku !
Todos estavam tão boquiabertos e estáticos, que nada falam. Sorrindo para si mesmo, ele se retira da arena, vendo ao longe seu oponente arrastado, visivelmente quebrado e humilhado por ele.
" Filho, você não exagerou?" - o sensei pergunta preocupado.
" Talvez tenha me excedido, mas não acha que ele mereceu?"
Vê Eichiteki olhar a jovem, o estado lamentavél dela e suspirando , falando em pensamento:
" Pensando agora . . . não . . . só me preocupo com a família real, mais precisamente ouji Vegeta" - o jovem observa seu mestre olhando atentamente e preocupado para a cabine real, nunca o vira assim.
" Por que?" - olha confuso para a cabine, o princípe já havia sentado.
" Sinta o ki dele, o que me diz que ele está sentindo?" - fita o jovem com as duas mãos atrás das costas, fechadas.
Ele se concentre e abre os olhos.
" Raiva . . . não, inveja . . . "
" Ambos . . . e lembre-se, ele é seu princípe . . . a palavra dele é ordem . . . "
" Mas é o rei que manda"
Ele ri levemente vendo a face confusa deste e fala, mentalmente:
" De fato seria . . . mas sinta os ki, quem é mais poderoso?"
Ele se concentra novamente e arregala os olhos, num misto de incredulidade e surpresa:
" O princípe Vegeta!"
O seu sensei só consente com a cabeça, seriamente.
" Mas o que ele pode fazer?"
" Não sei . . . devo dizer que a cultura de sua raça é um tanto . . . bárbara . . . penso mil coisas e temo todas elas . . . por favor, controle-se mais . . . ninguém pode saber que é mais forte que o princípe . . . "
" Eu sou mais forte?"
" Sim . . . e consegue manipular o ki, coisa que ele não consegue, como sentir e controlar o nivél, poupando, ele sempre mantém um tanto alto, isso só faz gastar . . . "
" Prometo, jiichan . . . e ela?"
" Bem, sinais vitais bons, tive que nocautea-la com meu ki quando ameaçou acordar" - Kakaroto sente o tom pesaroso na voz mental dele.
" Entendo . . . ninguém pode saber que ela está viva . . . "
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Na mansão, os servos ficavam sem entender, perceberam que Kakarotto lutou com raiva, fez questão de humilhar o oponente e bater nele gratuitamente, pois com um simples golpe teria vencido. Nisto, o pai entra em contato mentalmente com a filha
" Kireiko, está ai?"
" Hai . . . o que aconteceu com Kakarotto?"
Nisto, seu pai conta o que aquele saiya-jin fez e esta fica estarrecida, depois se despede.
Kireiko exclama:
- Bastardo! Mereceu!
Todos olham para ela que explica os acontecimentos.
- Canalha . . . acho que ele merecia mais
Nisto segue-se burbúrios de ira e de apoio, muitos desejavam que o desgraçado sofresse mais.
- Imagino como Kakarotto ficou.- olha triste para o chão.
Nisto, todos se calam e ficam pensativos, concordando com o que ela falara.
Agora fazia sentido para eles o comportamento do jovem mestre. De fato, ele era ímpar, um saiyajin gentil, amavél e bondoso com os escravos e ao mesmo tempo amar lutar e comer, tinham sorte de ter alguém como ele.
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Notas Finais
Notas:
O golpe Saiyuuki Ten Ha (西遊記てん波- Onda celestial Sayuuki) que Kakarotto usa, ele aprendeu com seu mestre, Eichiteki (叡知滴 - gota de sabedoria), durante o seu treinamento com o chikyuujin.
Saiyuuki Ten Ha, pode ser traduzido como onda celestial Sayuuki.
Para executa-la, Kakarotto une as palmas das mãos, fechando-as em frente á ele, fazendo com que o ki passe a rodear os dedos, para depois virar as palmas para frente, lançando assim uma rajada de ki, mais "afunilada", digamos assim.
Esse golpe é a marca registrada de Eichiteki, seu mestre.
Coloquei Sayuuki, pois, é o nome em japonês do conto A viagem para o Oeste, que inspirou Akira Toriyama a criar Dragon Ball e um golpe que lembrasse o Kame Hame Ha.
Entre os dois, o kamehameha é mais poderoso ^ ^
Olha, demorei para conseguir definir o nome para o golpe. . . . fico feliz de ter conseguido.
Nessa fic mostrarei ele aprendendo o Shunkan no idou XDDDDD .
Que acharam das batalhas? Me inspirei nas do anime, como a batalha de Goku contra Nappa e de Goku contra Rikum, em Nameku-sei .
XDDDDDDDDD
Se quiserem, tentem achar aonde cada batalhase encaixa no capítulo ^ ^ , só dei uma modificada pequena em um, no final. ^ ^
Bem, não acho que não preciso explicar o apelido Goku né? XDDDDDDDDDD
Desde o treinamento com sensei, ele só usará o dogi, não só por respeito pelo seu mestre, mas, também para diferencia-lo ainda mais dos saiya-jins e sua cultura bárbara, mesmo nascendo um, detestava pensar que pertencia a uma raça cruel, destruidora de planetas e vida.
Vagenk (vagem)
medical machine- maquína médica, em que a pessoa fica submersa em um liquído e usa uma máscara para respirar.
oniichan - forma carinhosa de se referir ao irmão mais velho, bem informal.
Ruculan ( rúcula)
Jiichan - vovôzinho ( numa tradução liter
