Kakarotto vai ás compras com seus amigos, mãe e irmã...

O Imperador de Bejiita, chama Bardock e o Bijoak taishoo( General Bijoak) e comunica ao pai de Kakarotto, sua decisão...

Após isso, há o reencontro em família, entre os irmãos e pai. Kakarotto conhece pela primeira vez um irmão, que haviam jurado que falecera.... o genitor, também é pego de surpresa.

Cap. 11- Reunião em família.

Liluni observava o filho que lembrava uma criança dormindo e sorri ao pensar nisso. Vê ele despertar e sentar na cama, esticando a cauda como um gato. Dá seu costumeiro sorriso para a mãe e beija a imouto(irmã mais nova) carinhosamente na testa. A serva observa-os com carinho:

- Dormiu bem, filho?

- Sim, mãe.

- Que bom - e sorri gentilmente.

- Mãe, posso dar banho em Lian... ou a senhora vai querer?

- Pode sim, Kakarotto, já sabe dar banho nela.

O saiya-jin se levanta e pega delicadamente a irmãzinha nos braços, que já acordara e fitava o irmão mais velho. Ela estica as mãozinhas e pega as dele. Brinca com esta, deixando sua cauda balançando na frente e vendo o esforço da meia saiya-jin para agarra-la:

- Vamos tomar banho irmãzinha?

A pequena balbucia algumas palavras e este sorri.

Enquanto o filho banhava a irmã, Liluni ia ver se os outros já estavam acordados, pois, iriam sair para comprar roupas.

Mais tarde, todos já estavam na sala, esperando Kakarotto.

Já haviam tomado o café da manhã e Lian estava nos braços da mãe. Ao ver o irmão descendo as escadas, acena para ele que sorri. Nyei estava admirada com o saiya-jin, nunca imaginaria que existiria um daqueles, com um coração como o dele, aquilo era surreal demais.

Todos observam que usava o dogi, dado por Eichiteki, do que as tradicionais vestes saiya-jins. Kireiko pergunta, sorridente:

- Gostou dessas roupas, né?

- Claro! Quero homenagear jii-chan e além de que, são muito mais confortavéis e práticas, do que as vestes saiya-jins, decidi que não usaria mais aquelas roupas e nem a armadura.

- Fico feliz, filho.

Olha novamente para Nyei, cuidadosamente e cautelosamente, pois sabia que provavelmente sofrera o inferno com os outros de sua raça. Começava a sentir algo por esta, um sentimento novo e estranho á ele.

- Nyei, né?- pergunta gentilmente.

- Sim... obrigada por me salvar.... Kakarotto.

- Está melhor?

Sorri com a preocupação, de fato, era muito gentil e amavél, senão fosse a cauda, não acreditaria ser de fato, um saiya-jin, a raça que mais odiava.

- Sim... obrigada... - fala fracamente e desviando os olhos, encabulada.

O jovem saiya-jin não entende o gesto e põe a mão na testa da alien. Essa ação repentina a supreende. Sente seus batimentos cardíacos acerelados por seu toque. Vê ele pondo a outra mão em sua própria testa e falando, após algum tempo.

- Não está com febre... - tira a mão e a observa , confuso, igual a uma criança - por que está vermelha?

Ela fica sem palavras, com a precupação dele e os trejeitos. Naquele instante, parecia uma criancinha, sorria internamente à este pensamento.

Alguns sorriem, outros olham piedosos pela sua inocência. Liluni fala:

- Nyei não está doente, só envergonhada... nós mulheres, costumamos ficar assim, é natural, não se preocupe.

- Mãe, venha também, para escolher umas roupas para Lian, meu pai vai demorar para voltar ainda e quem sabe, algumas para você.

Ela pensa um pouco, depois, concorda em ir. Antes de saírem, Eichiteki dá um saquinho à Kakarotto, que abre e vê que são senzus.

- Fique com você, filho.

- Tem certeza, jii-chan?

- Claro, ficaria grato se ficasse com elas.

- Obrigado. - fala sorridente e abraça o ningen, que sorri e o abraça também.

- Vamos!

Ele fala tipicamente animado e todos se dirigem para o Mercado. Voando. Suong nos braços de Echiteki, Liluni e Lian segurados por Kakaroto no colo, e Nyei segurada por Kireiko.

A alien estava extremamente vermelha e nervosa pela proximidade com o saiya-jin, pois Kireiko voava próxima deste. Sentia seu coração bater e muito forte e sabia que estava vermelha.

De vez em quando, ele olhava para ela sorrindo e ela retribuía também, percebendo que este não havia interpretado nada. Agradecia aos céus por sua inocência.

Após algum tempo de vôo, chegam ao mercado. Todos descem no chão e passam a acompanhar Kakarotto, seguindo a etiqueta de ficarem atrás. Isso o deprimia, mas, sabia que era necessário. Ele detestava aquilo.

Conforme andavam, muitos olhavam o grupo, não necesariamente para os escravos e sim, um certo saiya-jin e sua veste diferenciada, além da cor, que chamava muito a atenção, mesmo a distância. Sabiam ser um saiya-jin, por causa da cauda.

De repente, dois guardas saiya-jins param Kakarotto. Estavam tão distraídos pelas roupas peculiares, que não olharam a cauda felpuda na cintura. Um deles fala rigoroso:

- Cadê seu dono?

Estreitando os olhos, encarando o guarda, desenrola a cauda e agita na frente deste, que então, percebe se tratar de um da sua raça. O outro mais atrás, olha mais atentamente e pergunta:

- Por acaso é Goku? O vencedor da Arena?

- O que acham?- fala irritado.

Um guarda olha para o outro e este, que segurava o braço de Kakaroto, solta e fala, em tom de desculpas.

- Me perdoe, não sabia que era o Vencedor da Arena, desculpe-me, por favor, Goku-san.

- Hunf! Perdoô, mas, prestem mais atenção...

- Claro, claro.... uma pergunta, qual seu nome de nascença? Com certeza não é Goku.- pergunta, curioso.

- Kakarotto.- fala simplesmente.

Nisso, após ambos se desculparem,voam dali, conversando animadamente, pelo visto, por encontrarem o Vencedor que derrotara uma Elite, mesmo sendo só Terceira Classe.

- Precisava ver a cara que o guarda fez, quando você falou quem era.

Kireiko ri em seguida, fingindo conversar com Nyei, mas, falava ao saiya-jin discretamente. Sem olhar para trás, fala:

- Vi sim... acho que tomarão mais cuidado da próxima vez.- nisso, ri levemente.

Depois, entram em uma loja. Novamente, os guardas não viram a cauda de Kakarotto e são ríspidos com ele. Quando este a mostra, ficam sem graça. O dono da loja, dá excelentes descontos pelo incoveniente causado pela ação tempestiva.

Já tendo comprado as roupas e inclusive, alguns brinquedos para Lian, menos Liluni que não comprou roupas, por mais que seu filho insistisse. Falara que Bardock era possesivo demais, principalmente com ela e o jovem teve que concordar, pois queria evitar problemas para a mãe e para ele

Na volta, vira uma loja de doces e entrou, para comprar alguns para seus amigos, mãe e imouto. Ele pegara algumas sacolas para colocar os doces, que depois iriam ser pesados, quando o vendedor retém sua mão e grita:

- Escravo, cadê seu mestre?!

Nisso, junta as sombrançelhas e desenrola a cauda da cintura, mostrando-a ao vendedor. Este fica congelado por vários minutos até processar que era um saiya-jin. Começa a se curvar várias vezes, em um misto de pavor e vergonha, se desculpando diversas vezes. No final, fizera um super desconto pelo incoveniente e mesmo quando saía, pedia perdão.

Já longe, no centro da praça, Kakarotto suspira, cansado.

- Veja pelo lado bom, conseguimos vários descontos - nisso, Kireiko ri gostosamente.

- É verdade - Kakarotto a acompanha.

Todos comem os doces que comprou. Contra a vontade deste, só ele senta no banco e os outros, tem que sentar no chão, pois são escravos. Os bancos são só para saiya-jins e aliens.

Depois disso, o jovem saiya-jin, satisfeito que iriam retornarem á mansão, encontrava-se ansioso para partir dali e desvencilha-se de 4 saiya-jins que o reconheceram da Arena, apertando as mãos rapidamente e praticamente fugindo dali, dando uma desculpa qualquer.

No ar, suspira, aliviado :

- Ainda bem que estamos voltando, detesto aquele lugar.

- Então, somos dois- Eichiteki setencia.

Todos também falam que detestam. Nisso, o grupo ri, Kakarotto ainda mais, pois, ali, estavam sozinhos e com isso, poderia agir como queria com os amigos, não precisando manter o teatro mestre e escravos, que este abominava.

Após alguns minutos, chegam na mansão. Kakarotto toma um banho e desce para a cozinha, pegando algumas coisas para comer, pois, ficara com fome. Depois, senta em posição de lótus na sala, começando a meditar.

Sentira o ki de seu pai se aproximando do planeta.

Uma imensa nave de guerra se aproxima da atmosfera de Bejiita e rompe-a, gerando um atrito na fuzelagem. Depois de alguns minutos, já encontra-se nos céus, descendo silenciosamente, até um aeroporto, pousando sutilmente. Após as luzes piscarem e vozes serem ouvidas, a porta abre.

Um saiya-jin saí na frente. Seus cabelos negros desafiavam a gravidade e uma cicatriz era visivél na face e em sua testa, uma peculiar bandana vermelha. Sua capa alva esvoaçava. Ao lado deste, um saiya-jin com indumentária e armadura reluzente, uma capa azul esvoaçando atrás deste, conversando com o companheiro saiya-jin ao lado. Atrás destes, outros saiya-jins e parcos aliens saíam também.

Após descerem as escadas, um emissário do Imperador de Bejiita os saúda:

- Bardock-sama, Bajiok taishoo-sama ( General Bajiok), Kôkuosama(Imperador) os aguarda.

- Vamos amigo. - o general fala, pondo a mão no ombro de Barodck, que segue o emissário e os guardas que o acompanhavam.

Uma outra nave chega e a porta abre, vários aliens estão acorrentados nos pulsos, tornozelos e pescoço, sendo arrastados pelas cadeias por saiya-jins. Escravos feitos do planeta recém-conquistado, muitos deles, eram mulheres e todos eram jovens.

O grupo se dirige à elegantes aeronaves pequenas, os "carros" daquele planeta e cujo comboio, ia escoltado por guardas franqueando-os. O destino deles, o Palácio Imperial.

Após abrirem as portas, estes chegam até a Praça do Palácio. Bardock e Bajiok descem, onde soldados o aguardavam, para escolta-los á presença do Rei, que estava em seu trono junto de sua esposa, a Rainha. Vegeta, estava treinando na máquina de simulação, sendo assistido por seu Kaulek Nappa e Tarble, estava junto dele.

Enquanto andavam pelos corredoes, os dois amigos, conversavam entre si.

- É bom retornar ao lar, mesmo sendo após 5 anos... - o saiya-jin de bandana vermelha fala, visivelmente irritado.

- 5 anos... iria ser mais, conseguimos, graças às suas visões, amigo. - nisso dá tapas calorosos nas costas dele.

- Fico feliz em ser útil ao meu Rei e nosso planeta.

- Soube que o Rei fará um grande festa...

- Para comemorar a conquista, sempre faz isso, quando demoramos para conquistar algum planeta.

- Mas, dizem os boatos, que não é só isso e que fará um grande anúncio nessa comemoração.

- Interessante- Barodck fala sorrindo - sabem o que é?

- Ninguém sabe, foi um murmúrio que escutei agora dos guardas- enrola sua cauda na cintura.

Após algum tempo, se encontram em frente à grandes portas duplas, que são abertas pelos dois guardas que as guarneciam.

Eles entram em uma sala imensa, após passarem por um corredor, onde dezenas de saiya-jins ladeavam o tapete vermelho, á postos. Ao se aproximar dos reis, Bardock e o General curvam-se respeitosamente, além de fazerem a saudação real, dobrando o braço na frente do tórax. O emissário faz o mesmo e os guardas também.

- Vossa Majestade- falam em ussínio

O Imperador faz um sinal e eles se levantam.

- Obrigado - eles murmuram.

- Graças ao poder de suas visões, Bardock, e a brilhante estratégia de Bajiok, conseguimos subjulgar o planeta e o venderemos a um excelente preço, além de nós fornecerem tecnologias que necessitamos...

- Fico feliz com isso, meu Rei- o saiya-jin de capa alva fala com o braço dobrado na frente do corpo e curvando levemente.

- Agradeço, Vossa Majestade... trouxe escravos, em maior número, fêmeas, como sempre... há também alguns cientistas e suas famílias, mandei serem trazidos separados dos outros. - o general fala.

- Excelente, sempre precisamos de escravos e cientistas.

- Bardock, quero fala-lhe sobre sua cria, Kakarotto.

- Kakarotto?!- arregala os olhos - O que houve?

- Calma, não é nada ruim. Assistimos a luta dele na Arena... eu e minha companheira, resolvemos adota-lo como nosso filho... ele será um Princípe... segundo em sucessão do trono.

Bardock fica estarrecido, Bajiok, estupefato.

- Isso é... - o Conselheiro Bardock fica sem palavras.

- Qualquer saiya-jin mataria por esse título, com isso, ele deverá vim morar aqui no Palácio.

- Estou honrado meu Rei, não tenho palavras para descrever tal honra... - fala emocionado.

Antes, temia pelo futuro de seu filho, mas, agora não havia motivo para iso, este seria um Princípe, embora, ficasse um pouco triste em seu íntimo e não compreendia por quê.

- Irei anuncia-lo na Cerimônia, que será á noite, já mandei preparar um símbolo da minha família para ele usar e a capa também, além da armadura imperial, mas, é ao critério dele, depois da cerimônia usar ou não, porém, o símbolo deverá sempre usar para indicar seu status... anunciarei que Bejiita tem um novo princípe! Já está pronto, servas lhe entregaram ao saírem.

- Claro! Vou agora mesmo avisa-lo.

- Ótimo! Fez um excelente trabalho, descanse e depois, retorne a ser meu Conselheiro Real.

- Muito obrigado, Vossa Majestade.

- Podem se retirar.

Nisso, os dois saiya-jins se curvam.

Ao saírem da sala, duas servas com dificuldade pelo peso, entregam uma imensa mala à Bardock. Este pega facilmente e ao sair do Palácio, prepara-se para se despedir do amigo.

- Que honra, Bardock! Seu filho! Um princípe! Com certeza ficará honrado!

- Eu também estou orgulhoso.

- Vou assistir as batalhas da Arena, pedi para fazerem uma cópia, nunca imaginaria que seu filho derrotaria uma Elite.

- Nem eu... até á noite, meu amigo.

- Claro, nos encontramos lá!

Nisso, voam em direções opostas.

A campainha da mansão toca. Kakarotto estava treinando com a gravidade aumentada graças aos poderes de Suong, que resolvera assumir, por possuir um controle mais refinado do que a filha.

Kireiko atende a porta e fala, curvando-se:

- Bom dia. Mansão de Bardock-sama, deseja algo?- fala com a voz servil.

- Meu Chichi-uê, Bardock, já chegou?

A jovem olha rapidamente e depois, torna a baixar o rosto. Abre a porta e este entra. Ela fala:

- Bardock-sama não chegou ainda... senhor?

- Raditz.

Caminha até a sala, olhando tudo em volta. Senta no sofá confortavél e estica os pés, apoiando-os na mesinha baixa à sua frente. Fala rispidamente:

- Sirva-me Korokila e algum petisco, animal!

- Ee ( sim - quando se sabe do que se trata).

- É a primeira vez que entro - comenta a si mesmo - e Kakarotto?

- Encontra-se treinando, Raditz-saama

- Chame-o!- fala, lançando um olhar faminto sobre esta, que treme momentaneamente.

- Sim, com licença - e se retira, rangendo o dentes, queria meter era um soco naquele infeliz.

No sotão, Kakaroto sentiu o Ki conhecido á ele e murmura " Raditz", de cara amarrada. Rapidamente, se dirige para cima. Atravessa a sala e encontra o seu irmão estirado no sofá. Se aproxima, já cruzando os braços na frente do tórax, falando, aborrecido:

- Raditz... faz tempo que não o vejo, só o vi uma vez, na minha classificação... - fala cada nota com visivél raiva, se lembrava vividamente da humilhação que fez questão de impor á ele.

O saiya-jin mais alto levanta, ensaiando um sorriso e olha para o irmão.

- Como é viver numa mansão, Otouto( irmão mais novo)? Nosso pai nunca o deixou viajar por aí, não é?

- Não me importo... é como viver numa casa normal.

Nisso, vê ele pegar o copo e beber korokila.

- Sente aqui ao lado do seu niisama ( irmão mais velho - maneira formal) e brindemos sua vitória na Arena- aponta para o lado.

Porém, senta no sofá da frente e continua olhando seu irmão com cara de poucos amigos. O sorriso deste tintutebeia. Olha ao seu lado e vê Nyei e Suong, equilibrando uma grande bandeja com aperitivos. Notando que iam perder o equilíbrio, corre ao socorro delas, levando a bandeja para a mesa. Raditz olhava enojado para a cena à sua frente e fala, aborrecido:

- Por que ajuda esses seres inferiores? É muito gentil com esses animais... eles só entendem no chicote e castigo.

Apoiando a bandeja na mesa, fala, irritado:

- Não são seus escravos... os trato como quiser...

- Pelo visto não possuí nenhum orgulho saiya-jin... que lástima...

- Eu agradeço por ter sido criado longe dos costumes de nossa raça.

- Agora entendo... - fala pondo a mão no queixo - foi criado por eles, por isso é tão dócil que dá nojo e envergonha seu irmão mais velho.

- Não sou um escravo do orgulho, como você e nosso pai.

- "Escravos"? Somos os orgulhosos guerreiros saiya-jins, os mais poderosos no universo, cujo DNA foi forjado para batalhas... como ousa nos insultar... não... sua raça, comparando-nos a esses escravos?

- Pense o que quiser.- e dá de ombros.

- Que seja! - passa as mãos na cabeça - o estrago já foi feito, não sabia que você era assim...

Nisso, não ouvem a campainha tocar, agora, Suong atendera e fala, humildimente:

- Bom dia. Mansão de Bardock-sama, deseja algo?

- Meus irmãos estão reunidos?

- O nome do senhor?

- Tarles, filho de Bardock.

Nisso ele entra.

Mesmo sem ouvir a campainha, ele sente um ki desconhecido, ao analisa-lo, relaxa, percebera que poderia lidar tranqüilamente com esse, se necessário. Olha para a direita, mesmo assim, atento. Tal gesto é seguido por Raditz, confuso. Ele aperta o scouter e identifica que alguém se aproxima.

- Meus irmãos reunidos!

Kakaroto olha confuso. Ele se parecia com ele, só, era um pouco mais moreno. Vira-se para Raditz, que olha como se visse um fantasma e balbucia:

- Ta... Tar... Tarles...?

- Claro! Quem mais você achava? Embora, nunca tenha me visto...

- Só sabia - se refazendo - que era igual ao nosso pai e Kakarotto, ouvi chichi-uê comentando sobre o filho morto e quando nos chamou de irmãos, logo associei...

Então, um estalo lhe vêm a mente e fala, suspeitando:

- Agora lembro-me que ouvi um murmúrio que encontraram um saiya-jin, digamos, perdido.... era você?

- A minha nave teve um problema e fui parar em outro planeta, distante do meu destino, foi uma queda feia, mas sobrevivi, quando consegui sair dela, explodiu... certamente, como o sinal desta desapareceu, julgaram que estava morto, sem nem ao menos verificar.... - nisso, aumenta o tom de voz, visivelmente irritado - fiquei preso naquele planeta idiota, após dizimar toda a civilização, que nem ao menos possuía qualquer tecnologia... por sorte, um grupo de saiya-jins que investigavam planetas com potencial para serem vendidos, desceram lá e me encontraram... deram-me carona até Bejiita... além de roupas e armadura... usava uma veste de pele... que lembrava nossos ancestrais.... e aqui estou - termina em tom agressivo.

Kakarotto ficara aborrecido com o fato de uma civilização inteira ter sido dizimada.

- Nosso pai... - Raditz tentou defender.

- Não é nada agradavél abandonar alguém... - fala irritado.

- Então, é meu irmão? Kakarotto pergunta.

- Vejo que somos parecidos, mas, seu olhar é gentil demais...

Nisso, olha de lado e vê que uma escrava trazia mais Korokila e passa a mão nela, que treme. Rapidamente, Kakaroto se interpõe entre ele e a serva, olhando-o irado e falando:

- Não passe a mão nela...- fala entre os dentes.

Ele olha confuso do otouto, para Raditz, que abana a cabeça, falando, cansado:

- Ele trata esses seres gentilmente.- nisso, a serva sai correndo dali e Kakaroto põe bebida na mesa, rosnando baixo, já sabendo o rumo daquela conversa.

- O quê?!- Tarles senta no sofá, observando Raditz atentamente.

- Mas, não é culpa dele... nosso pai foi um tanto... negligente, confiando os cuidados dele à esses animais...

- Olhem aqui!- nisso se exalta - estou feliz de ter escapado da lavagem cerebral que vocês sofreram! Agradeço e muito por sido criado longe disso!

Os scouters detectam 20000 de poder, de repente, ficam surpresos, pois o número pipocou no visor, em questão de segundos. Percebendo que provavelmente elevou seu poder, fecha os olhos e se acalma, sentando no sofá, olhando amuado para um ponto qualquer.

- Veja! Nosso irmão bebezinho não é tão "docilzinho"- Tarles fala atiçando.

Um rosnado audivél é ouvido. Raditz alerta ao irmão:

- É bom não atiçar...Tarles, não pode contra ele, nem eu posso mais, infelizmente.

A tensão no ar, que parecia sólida como uma parede, é dispersada com a chegada de Bardock. Estavam tão irritados, que não perceberam a campainha, nem mesmo Kakarotto percebera o Ki.

Ao chegar na sala, fica estupefato, vendo seus 3 filhos, inclusive aquele que pensara estar morto.

- Oi, papai... feliz em me ver?- pergunta cinicamente.

- Tarles? Mas... mas... pensei que... sua falecida mãe também...- fica sem palavras.

- Morri? - nisso dá uma risada quase insana - Deveriam ter me procurado, só a nave explodiu, eu não, além de que poderiam rastrea-la, até saber onde precisamente caíra... pois fui parar em outra coordenada...- nisso eleva a voz - fiquei anos preso naquele planeta de merda, até que um grupo de exploração saiya-jin me achou, por acaso, e me trouxe até aqui...

- É bom vê-lo vivo... sua mãe...- fala emocionado, sentando-se ao lado de Kakarotto.

- Me contaram... nem me lembro dela direito, só a vi uma vez na vida...

Nisso olha para Kakarotto e fala:

- Ele se parece comigo e com você.

- Já eu me pareço com nossa mãe no quesito cabelo - Raditz fala, inclinando-se no sofá.

- Sim, está morando aonde? Pode vim para cá e Raditz também .

Kakarotto engole em seco. Seu pai já era pervertido e cruel com os escravos, mais os dois, seria um golpe triplo para eles. Para alívio deste, seus irmãos possuíam outros planos e agradece aos céus por isso.

- Estou morando numa casa na periferia, quero partir logo em uma misão, destruir alguma coisa, para aliviar a tensão de ficar preso naquele lugar.

- Bajiok- taishoo( general) é meu amigo, posso conversar com ele e conseguir alguma missão a você - fala sentindo-se estranhamente triste e não entendo o por quê.

- Se é assim, também quero, estou entediado... poderia colocar nos dois juntos.

- Juntos?- arqueia a sombrancelha para seus dois filhos.

- Ouvi dizer que vão invadir Yuter, eu e Raditz podemos ir juntos, para contar quantos matamos...- olha para o irmão - te garanto que vou ganhar de você.

- Veremos... - ele fala sorrindo também.

- Que seja! Vou conversar com ele.

- Bardock-sama- uma serva surge, cabisbaixa - o senhor e seus filhos vão almoçar?

- Sim.

- Com licença.- nisso se retira.

Kakarotto olhava a cena irado. Como podiam brincar de quem matava mais? Ceifar vidas por prazer? Mas eram saiya-jins como ele, mas, tivera a sorte de ser criado longe disso, tanto, que ao seu ver, isto era abominavél.

Os três notam o olhar dele e Tarles fala:

- Veja pai... nem parece um saiya-jin, veja como nos olha... não conhece o prazer de perseguir a vitíma e aniquila-la ... e tão divertido destruir "irmãozinho"...

- Não acho.- fala de cara amarrada.

Raditz abana a cabeça para os lados, pesaroso. Bardock olhava atentamente o caçula. O olhar era o mesmo de quando bebê, não se alterou com os anos. Confessava que achava isso peculiar.

- Se prepare! Vou ganhar de você.

- Cuidado, sou Segunda Classe - sorri triunfante.

- Quê?! Eu sou o único Terceira Classe aqui! - olha amuado para o lado.

- Eu também sou Terceira Classe - Kakarotto fala.

- O quê?! - olha para o mais novo, incrédulo - É mentira! Não depois da Arena!

- É verdade, Raditz sabe disso e veja...

Nisso, pega seu cartão de identificação e entrega à Tarles, que lê atentamente e depois, fica atônito:

- Isso é uma piada...

- Consegui esse poder há pouco tempo... quando fiz o exame, meu nivél era baixo, Raditz fez questão de assegurar isso - nisso olha para o mais velho, que desvia o olhar.

- Sabe, sentia vergonha de você, irmãozinho, mas, depois que surrou aquela Elite, tenho orgulho, pelo menos nisso, você honra nosso sangue guerreiro! - fala levantando o copo de korokila em homenagem a este, bebendo logo em seguida.

Tarles murmura maldições e olha para o lado, irritado, afundando-se no sofá.

- Isso é verdade meu filho, estou orgulhoso de você- põe as mãos nos ombros com visivél orgulho.

- Obrigado pai - nisso pega um petisco.

- Uma pena que não divulgou o nome- o genitor comenta.

- Estava com pressa.- fala simplesmente

Nisso, Kireiko traz um copo para Kakrotto, uma espécie de líquido ambar.

- Fala sério! Não é mais bebê! Beba Korokila. - Raditz fala, exasperado.

- Não quero.

- A Arena já foi, por que continua usando essa roupa e o que aconteceu com seu scouter? - Tarles pergunta.

- Eu o guardei e acho essa roupa muito mais confortavél.

- Bem... gosto de gênios não se discute- Raditz fala entornando mais uma korokila.

Bardock se servia também da bebida e fala:

- Mas, na Festa do Rei, terá que usar vestes formais saiya-jin, depois, poderá ficar a vontade.

- A Festa de Comemoração? Há boatos que terá uma grande revelação nessa festa- Tarles fala animado.

- Também soube disso.- Raditiz fala olhando para seu irmão e depois para o genitor.

- Ambos estão convidados, por isso, irão comprar roupas, vamos os três juntos às compras.

Kakarotto olha para o pai, um tanto chateado de não ser incluso, os irmãos percebem e dão sorrisos idênticos. Notando, Bardock fala:

- Kakarotto já tem uma roupa.

- Como?! - olha confuso e os irmãos também.

O pai incha o peito e fala:

- A Festa de Comemoração não é só pela conquista do planeta Tyuki, mas, também, para anúncio de Kakaroto como Princípe de Bejiita, o segundo na linha de sucessão do trono!

Os irmãos ficam em choque, principalmente Kakarotto.

- Eu? Princípe?!.... mas, Vegeta oujisama....

- Chame-o de irmão agora.

- Depois da batalha, ele ordenou que eu fosse Kaulek de Tarble-sama e seu parceiro de luta.

- Seu otouto agora, Vegeta é seu aniuê. -ele corrige novamente o filho - depois dessa noite, será um príncipe com todos os direitos e deveres oriundos do cargo, também poderá ser parceiro de luta de Vegeta-oujisama

- Terei que morar no palácio? pergunta desanimado.

- Sim.

- O que foi, "irmãozinho"? Considere um honra! - Raditz fala - Muitos matariam por isso!

- Eu seria um - Tarles fala, pescando um petisco, aparentemente amargurado.

- Kakarotto te daria uma surra daquelas e eu, com uma mão atrás das costas, então, menos... Terceira Classe... - fala cinicamente, sorrindo com o canto da boca.

Tarles agarra a armadura do irmão e ergue o punho, falando:

- Não pense que sou inofensivo...

- Quer que te mostre o poder de uma Segunda Classe? - Raditz pergunta.

Tarles olha agressivamente e depois, solta-o, afundando no sofá, aborrecido, murmurando maldições.

- Começará no por do sol, por isso, depois do almoço, iremos até o mercado, sua roupa está aqui, filho - Bardock estende a caixa ao mais jovem.

Ele abre e olha os itens, aborrecido. Tarles enfia a mão e pega o colar com o emblema da Família Real e olha, atentamente. Raditz toma dele e observa, nisso, começam uma briga silenciosa, um tomando do outro. Bardock, suspirando cansado, intervêm e tira dos dois, colocando em seguida, na caixa de Kakarotto.

- Você é sortudo, irmãozinho. - Tarles fala irritado, com um olho roxo e Raditz, com um hematoma no antebraço, emburrado pelo genitor tirar deles o colar.

- Depende do que chama de sorte.- fala amargurado, fechando a caixa.

Pensava em sua imouto e na dificuldade, no palácio, de ocultar que era uma meia-saiyajin.

- Tem algum escravo novo? Devemos separar os seus dos meus.

Kakarotto levanta e fala a Kireiko, que vinha com mais Korokila.

Nisso, aparece Suong, Kireiko, Eichiteki, Nyei e Lian, que esta no colo de Kireiko.

- Poxa irmão, só duas fêmeas jovens?- olha incrédulo - o que fará com dois velhos?

- Isso só mostra, o péssimo gosto de nosso irmão... um bebê? Mesmo sendo fêmea, só terá alguma serventia daqui há alguns anos... - Kakarotto rosna audivelmente nas últimas palavras de seu irmão.

- Ele que escolheu.- Bardock sentencia- pois bem, os que antes eram meus, serão tirados dos serviços.

Todos se curvam e se retiram. Kakaroto rosna no olhar mais longo repleto de malícia que Tarles deu a Nyei, que a apavorou. Percebendo,Tarles, olha aborrecido para o otouto.

Bardock suspira:

- Meu maior erro foi tê-lo deixado com servos.

- Deveria tê-lo enviado a um planeta como nós.- Raditz fala.

- Escutem! - eleva a voz e todos olham para ele - agradeço por ter sido criado pelos servos... sou livre graças a isso... além de que, o problema é meu!

- Isso é verdade - Raditz fala- mas não é o melhor exemplo de nossa raça.

- Bem, pelo menos, quando o bebê crescer, ele terá um harém consideravél...

Aquilo fora a gota d´água para o saiya-jin.

Antes que terminasse a frase, um soco faz Tarles voar longe. O jovem saiya-jin estava irado pela menção da imouto ser uma prostituta, aquilo o fez perder o parco controle que estava tendo, com as provocações deste, Raditz, nem tanto.

O saiya-jin levanta com dificuldade, tirando o sangue da boca. Raditz sorriu com a cena, pensando, " ele estava pedindo por isso" . Bardock, suspirou, cansado. Também, com três filhos machos, só podia dar nisso, tinha muitas vezes, que desejava uma fêmea, mas, esta nunca veio.

- Com licença - uma serva fala cabisbaixa - o almoço já está servido.

- Vamos comer! Depois, iremos comprar roupas e deixa que eu pago.

Nisso todos se dirigem para a mesa. Kakarotto e Tarles trocando olhares enfurecidos e Raditz sorrindo, se divertindo com a cena, logo atrás deles.

Gente, desculpe pela demora em postar essa reunião em família. Espero que tenha ficado bom.

Fala sério, Tarles gosta de provocar o "irmãozinho", aí dá nisso, já , Raditz é esperto e para quando percebe que está estrapolando.

Mal sabe Bardock, que teve uma filha, a meia saiya-jin Lian...

Espero que tenham gostado, a reunião me deu um pouco de trabalho, queria retratar bem as relações futuras entre os irmãos... já deu para ver que Tarles e Kakarotto não se "bicam".

Haahahaaahaha.

Se mandarem reviews, farão uma ficwriter feliz.

No próximo capítulo, Tarble e Vegeta aparecem.