Kakarotto e Vegita se encontram na sala de treino do castelo...

Enquanto isso, Tarble procura o saiya-jin para ser treinado, mas, descobre...

Cap 14 - Palácio

Kakarotto segue a escrava que o guiava até a Sala de treino.

Confessava que estava ansioso para lutar, sua cauda vibrando de emoção, de fato, tinha o sangue dos guerreiros saiya-jins correndo em suas veias, só não tinha a crueldade destes. Estava contando os minutos para poder encontrar o Princípe Vegeta, ou melhor, seu "irmão", uma vez que foi "adotado" pela Família Real de Bejiita.

Após longos 20 minutos, a escrava para em frente à entrada da Sala de treino, de onde, com sua audição apurada, ouvia os sons de socos e chutes. A jovem se curva e nisso, a imensa porta rola para o lado, de onde Kakarotto agora via as batalhas ocorrendo e reconhecendo no centro de uma espécie de arena, Vegita, com uma face entediada, enquanto derrotava mais um oponente.

- Muito obrigado. - agradece gentilmente a escrava que arregala os olhos, assustada, pois, nunca imaginava que um deles falaria algo assim.

- P-Por... por nada - fala baixinho, um pouco nervosa.

O jovem saiya-jin entra na área de treino, usando seu haori, hakama, calçado azul e faixa da mesma cor na cintura.

Todos param de lutar e olham para ele, passando a cochichar com quem estava ao lado, muitos o apontando em um misto de nervoso e agitação, pela chegada daquele que derrotara todos na Arena, sem ter sequer um único arranhão e a ponto, da Família Imperial adota-lo por causa disso.

Só achavam estranho as vestes, que eram parecidas com que os aliens vestiam. Não era uma armadura e roupa por baixo colante, que comumente usavam e como agora, novo princípe deles, não usava a capa vermelha e o emblema da Família Imperial.

Ao passar, eles se curvam levemente, o que desagradava-o, pois, detestava formalidades e etiquetas.

Vegeta também o observava. Andava de um jeito simples, sem imponência ou altivez. Suspira cansado, indignado pelos seus pais o adotarem. Era esperado, que como um membro da família, deveria vestir-se a caratér, com toda a imponência e altivez dos nobres. Mas, não, em decorrência de seus pais arranjarem praticamente um saiya-jin simplório e desleixado, na opinião dele.

Kakarotto sorria, enquanto se aproximava do princípe, apesar do olhar superior para com ele. Estava ansioso por um combate, daquele tido, como o mais poderoso saiya-jin do planeta, embora, que em seu intímo, havia uma diferença de poderes entre eles e que, era muito superior ao "irmão" mais velho.

Mas, como era o próximo indicado ao trono e para evitar maiores confusões, teria que se conter ao máximo e isso, o aborrecia, consideravelmente. Desejava ardentemente lutar com todas as suas forças, mas, fora orientado por Eichiteki para deixa-lo ganhar.

Bem, pelo menos, teria uma luta muito boa e este pensamento, o animava um pouco.

Ao chegar na frente dele, sorri, enquanto observa a face peculiar de poucos amigos, como este demonstrava sempre. Faz alguns movimentos, para relaxar e fala:

- Quero ver seu poder de perto.

- Mal vejo a hora de lutarmos, estou muito feliz por enfrenta-lo.

- Senão tivesse o título de princípe, diria que seria algo impossivél para uma Terceira Classe como você, ter uma batalha comigo...

Mas, esse comentário, não desanimara o jovem que começou a fazer alguns alongamentos, falando, após um tempo, com seu costumeiro sorriso:

- Bem, para quem era só uma Terceira Classe e no meu caso, menos do que isso, o que disse é verdade.

" Ele nunca se aborrece? O que ele é? Um idiota?". O princípe pergunta a si mesmo, mentalmente, enquanto olhava o saiya-jin, analisando-o. Pelo visto, segundo suas conclusões, era do tipo que só ligava para batalhas e nada mais. Se bem, que era o esperado de uma raça nascida para isso.

- Deveria estar usando a armadura com o emblema da Família Real.

Após um alongamento de braço, se vira, sorrindo gentilmente:

- Me sinto mal com aquela roupa, esta é bem melhor. - mostra o haori - faz meses que abandonei o uniforme e armadura de nossa raça... confesso, que me sinto bem melhor assim.

Revira os olhos, não entendendo a mente simplória dele. Pensava no que o deixaria furioso, pois, com toda a certeza, era impossível que alguém não fosse incapaz de sentir raiva em sua vida, nem que fosse, somente uma única vez.

Após o aquecimento, ambos se afastam. Os demais saiya-jins param de lutar e assistem ansiosos a luta de ambos. Após alguns minutos, começam, com Vegeta atacando e Kakarotto se defendendo.

No quarto dele, Kireiko acabara de banhar Lian.

Esta sorria para a meia terráquea, enquanto balançava os bracinhos. A jovem sentia pena por Liluni, pois, ficaria longe de sua cria, mas, a amiga soubera que era o melhor para ela, que estaria mais segura com Kakarotto.

Suong auxiliava a filha, brincando com o bebê, que ria, exibindo os dentinhos que ameaçavam se formar. Ficariam atentas a cauda, pois, esta podia surgir. Eichiteki meditava e conseguia através do Ki, saber o andamento da batalha, ficando atento para que Kakarotto não se exaltasse.

Nyei, arrumava as camas deles e em seguida, começaria a preparar o jantar, enquanto pensava no saiya-jin, suas faces ficando rubras. Sacode para os lados, tentando dissipar. Ao caminhar para a cozinha, ouve batidas na porta e uma voz, curiosa:

- Kakarotto-nii-sama, está aí?

A alien atende a porta, com a cabeça curvada:

- Kakarotto-sama está lutando contra Vegeta-sama.

- Sou Tarble, princípe saiya-jin também... é uma pena... - o jovem fica cabisbaixo, sua cauda pendurada.

Fica indecisada em deixa-lo entrar, mas, Eichiteki surge. Kireiko assumira a tarefa de ficar de olho em Kakarotto. O ancião, tinha prática em detectar a verdadeira natureza dos seres e sabia, que aquele, era uma excessão, dentre aquela raça cruel de bárbaros.

Se aproxima e pergunta, gentilmente:

- Quer entrar?

Nyei olha do velho para o saiya-jin e vice-versa, se encolhendo em seguida. Põe a mão no ombro dela e fala, gentilmente, acalmando-a:

- Confie em mim...não é igual aos outros...

- Eu... eu...

- Sofreu com os de minha raça? - pergunta, preocupado.

Não ousa olha-lo e e apenas responde, com a voz triste.

- Era uma escrava sexual... só isso...

- Desculpe... - fala sincero e com pesar.

Ela não fala nada e anda rapidamente até a cozinha, estranhando aquele saiya-jin. O velho sorria, de fato, era diferente dos demais. Olhando, pergunta, em tom de confirmação:

- É sobre o treinamento?

- É! - exclama feliz, sua cauda balaçando de felicidade - Queria poder ser forte como ele, pois, apesar de princípe... meu poder de luta é baixo -termina a sentença, visivelmente triste.

- Entendo... se confiasse algo á você, guardaria segredo?- sabia que podia confiar nele, sua intuição nunca falhara antes.

- Claro! O que é? - pergunta ansioso, seu humor melhorando.

- Fui eu que ensinei Kakarotto a lutar... sou o sensei dele. Posso treina-lo se quiser, mas, teria que ser em segredo. Vegeta-sama não deixará Kakarotto com tanto tempo livre para treina-lo, mas, como mestre dele, tenho... ficaria feliz em treina-lo.

- Sensei?

- Quer dizer mestre...é a linguagem da Terra... se dúvida, esperemos Kakarotto voltar, mas, acredito, que demorará um pouco.

- Eu acredito, vi o senhor perto dele e parecia que lhe respeitava e muito... por isso... por isso... não vejo porque não acreditar... queria começar logo o treino. - fala ansioso.

- Ótimo... ainda bem que aqui, tem uma sala de treino... deverá guardar segredo, até de seu irmão... deve ter uma ideia de como ele reagiria conosco, escravos, se soubesse disso... por mais que o admire e idolatre... não pode jogar seu treino fora.

Fica cabisbaixo. Era verdade o que falara. Para o bem de Kakarotto e os demais, além de seu treino, teria que manter segredo. Por sorte, seu irmão não "policiava" aonde ficava e ninguém mais no castelo, dava a miníma para ele.

- Guardarei segredo, prometo pela minha cauda.

- Excelente... venha, vou apresenta-lo aos outros... aquela que atendeu a porta, era Nyei.

Nisso, apresenta um a um.

Suong estava desconfiada, mas, vira ele brincar sem preconceito com Lian, usando sua cauda. Notou, que em seus olhos, não havia a crueldade caracteristíca dos saiya-jins e que de fato, também era uma excessão á regra.

Depois, o chikyuu-jin começa a treina-lo desde os fundamentos, ensinando-o a sentir Ki e com isso, determinar o poder de seus oponentes. Horas se passam e demostrou a capacidade nata de aprendizado rápido daquela raça, desde que fosse voltado para as batalhas.

Já compreendera o básico e maravilhado, praticava. No final do treinamento, já o chamava de sensei, claro, sabendo que só podia usar em particular. Eichiteki o ensinara a meditar e a importância não só do treino fisico, como do mental. Explicando, que se ambos "andassem" juntos, iria maximizar o Ki.

Como se mostrou também, era um aluno aplicado e esforçado, compreendendo mais facilmente que Kakarotto, os ensinamentos.

Nesse meio-tempo, Nyei perdia o medo dele, gradativamente, até chegar ao ponto de servir uma bebida, sem tremer. Este, gentilmente, lhe agradecia.

Em um quarto, longe dali, o Kaulek de Tarble, Pekto, conversava com alguns aliens e outro saiya-jin. Esta conversa se "inflamou", a ponto dele dar um murro na parede, de raiva:

- Como assim só daqui a três meses? - o kaulek bufava.

- Calma, Pekto-san... nós não temos escolha, é o tempo necessário para que nosso plano dê certo... - o alien, parecido com uma cobra, fala, com a voz próxima de um sibilo.

- É verdade... essas coisa não são rápido assim! Precisamos de planejamento. - o outro saiya-jin na sombra, falava, não se alterando com a explosão do outro.

- Sabe o que tenho aguentado nesses anos todos?- sua voz saía irada.

- Eu imag...

- Não sabe! - se altera de vez, seus olhos esbugalhados.

- Fale mais baixo... quer que nos descubram? - o saiya-jin saí das sombras, repreendendo-o.

- Me alterei, Nappa-san, só isso... - fala, passando a mão nos cabelos, os pêlos de sua cauda eriçados por causa da adrenalina.

- Não adianta fazermos de qualquer jeito... isso demora mesmo... temos que estudar alternativas, caso dê errado a primeira opção e ... - um alien baixinho, narigudo, vai falando, sendo cortado abruptamente.

- Até parece que daria todo esse problema - Pekto fala cinicamente, para não gritar mais.

- Mesmo assim, todo o cuidado é pouco, além de que, não quer que seja descoberto, né?

- Claro que não! Argh! Que seja! - bufa, com os braços cruzados.

- Ótimo! Vamos ao bar tomar Korokila.

Pekto segue o amigo, ainda frustado, deixando os dois aliens, se entreolhando. Após a porta fechar, o mais baixinho fala:

- Pode falar o que quiser, mas, que eles dão medo, isso dão.

- Concordo... temos que agradecer do nosso povo poder oferecer algo, em troca de não ser atacado... não teríamos a miníma chance.

- Ouvi dizer, que tem uma raça de alien, mais poderosa do que eles...

- Como? - fica atônito.

- Sim... parece que são ice-jins... ou algo assim... é um boato que escutei de um piloto amigo meu, que viaja como cargueiro pelo espaço...

- Parece algo absurdo para mim...

- Bem, se isso existir mesmo e vir para cá, conquistar, serão apenas monstros lutando entre si...

- Apoiado! - o alien que lembrava uma cobra, exclama, sorrindo.

- Bem, vamos planejar, para depois compramos algo... depois de hoje, nada melhor que uma bebida para relaxar.

- Com toda a certeza. - nisso, saem dali.

O que será que estão tramando? XDDDDDDD

Desculpem a demora em atualizar...