Após meses, o irmão mais novo de Vegeta fica ainda mais forte.

Enquanto que Kakarotto é obrigado a continuar escondendo seu verdadeiro poder.

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Cap. 15 - Tarble

Três meses se passam.

Agora, Tarble não era o mesmo saiya-jin que antes, graças ao treinamento de Eichiteki, pois ficara muito mais forte.

Era dedicado, esforçado e compreendia os ensinamentos com mais facilidade do que Kakarotto, que era um pouco lento nesse aspecto, embora como todo o saiya-jin que se preze, conseguia aprender qualquer técnica apenas vendo-o uma vez.

Era uma característica nata daquela raça, cujo sangue guerreiro corria em suas veias. Seus corpos eram moldados, desde ainda fetos, para as lutas, tal como esperado de uma raça destina geneticamente a batalhas eTarble fazia juz a isso.

Aprendera a sentir Ki e agora, usava o scouter só para não desconfiarem de nada, afinal, em tese, ninguém sabia de seu treinamento escondido e as emanações de poder, era algo comum no palácio, em virtude do quarto de Kakarotto ser perto da área de treino e combates.

Ele aprendera também a ocultar seu ki e a mantê-lo bem baixo, o poupando e só aumentando quando necessário e muito rapidamente, tanto, que os scouters nem conseguiam acompanhar essas mudanças drásticas.

Naquele instante, estava comendo no quarto de Kakarotto, com seus agora amigos e usando sua cauda para distrair Lian, que adorava aquele objeto que balançava para lá e para cá e o jovem princípe, permitia que ela pegasse, ás vezes, para não perder a atenção.

Já sabia que a pequena era meia saiya-jin e meia myouchin e jurou guardar segredo, além de ajuda-los no que fosse necessário para que ninguém descobrisse o segredo dela, porque conhecia a fama de Bardock, que era como os outros de sua raça, que tanto o envergonhava e o enojava.

Sim, sentia nojo de ser um saiya-jin por causa de seus conterrâneos e as perversidades destes. Afinal, a crueldade era relativo ao poder que possuíam, porque os dois sempre andavam juntos.

Sabia que ele e Kakarotto eram casos isolados, excessões, mais precisamente. E agradecia por ser diferente de todos da sua raça.

Não conseguia sequer imaginar-se fazendo a crueldades que ouvia os outros fazerem e por isso, no palácio, ele era o único a quem os escravos não temiam.

Como ninguém se importava com ele, descontando o fato que era odiado até por seus pais, quase sendo morto quando nasceu, se Vegeta não o tivesse protegido, ninguém se importava de como este agia com os escravos, tratando-os com respeito e bondade.

Dispensara seu Kaulek, pois não queria arriscar que este descobrisse sobre seu sensei e Lian. Imaginava como Kakarotto conseguia lidar com tudo, juntamente com a preocupação dele, sobre o futuro da meia-irmã.

Embora o pai dela a dera para ele, este poderia planejar algo contra a pequena. Mas, estaria lá, caso o irmão adotivo dele não pudesse defende-la.

Jurou que faria isso e também passara a ver Lian como uma irmã mais nova. Se encantou pela pequena e se questionava como alguem poderia matar com requintes de crueldade, um ser tão inocente quanto ela.

Era incompreensivél a ele.

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Naquele instante, Kakarotto e Vegeta haviam acabado de lutar.

E como sempre, este teve que conter seus poderes, afinal, ultrapassara o Ouji, há muito tempo atrás, mas, não podia mostrar isso. Logo, tivera que continuar engolindo seu orgulho, precisando deixar este ganhar no final e tendo que fazer sem levantar quaisquer suspeitas.

Por Vegeta e os demais saiya-jins somente usarem o scouter, por não saberem sentir o Ki, não podiam saber o real poder dele.

Mesmo assim, confessava que era cansativo se conter a todo o instante na luta, para não prejudicar a imagem de Vegeta e levantar ainda mais supeitas dos motivos de um guerreiro tido como Terceira Classe, pudesse ter um poder imenso, a ponto de derrotar aquele considerado como o saiyajin mais forte e também, invicto, por nunca ter perdido uma única luta.

Naquele instante, secava seu rosto com uma toalha estendida por uma escrava e agradecendo á ela, que já não se supreendia mais, pois se acostumou com aquele saiya-jin tão diferente.

Pelo canto dos olhos,Kakarotto via Vegeta tirar com violência a toalha das mãos da outra escrava e notara, que esta mirava aquela que lhe trouxera a toalha com uma inveja imensa, evidente em sua face. Ao virar o rosto para esta, via ela exibir um sorriso triunfante à escrava invejosa.

Confessava que não compreendia nada, mas, não se importou, pois, em sua vida já tinha preocupações mais que o suficiente para uma vida inteira e uma destas, alarmante, era sua meia irmã mais nova, Lian.

Tinha receio de não pudesse estar lá para salva-la da ira de seu pai, que com toda certeza, mataria a pequena com requintes de crueldade que nem conseguia sequer imaginar.

Há algumas semanas atrás, pensava em levar Lian para ver Liluni, pois sua mãe devia estar com saudades da filha.

Porém, tinha que ser algo cuidadosamente planejado, afinal, todo o cuidado era pouco no que dizia respeito a sua imouto. Um erro e a pequena pagaria amargamente, isso, se Liluni não fosse severamente punida também no processo.

Havia planejado leva-la quando seu pai estivesse fora, mas, havia seus irmãos, que pareciam ter criado gosto de ficarem em Bejiita. Aquilo o irritava e acabara contraindo a cauda ao pensar nisso.

Encontrava-se tão imerso em seus pensamentos, que não percebera a aproximação de um certo princípe, que exibia uma face de superioridade e falava, em seu tom típico de arrogância:

- Nunca imaginei que um verme Terceira Classe como você, poderia dar um bom oponente.

Kakarotto olha para ele com os cenhos franzidos e cerrando os punhos com raiva.

Falara que ele era somente um "bom oponente" e aquilo o revoltava, pois, sua cabeça já se encontrava latejante de vários problemas e seu humor não estava nada bom para as provocações daquele saiyajin arrogante e orgulhoso em demasia.

Durante a luta, deixou Vegeta encurralado diversas vezes e mesmo no final, só se deixou vencer por um golpe, após ambos estarem exaustos por lutarem por horas a fio. Não pôde deixar de contrair a cauda em sua cintura com o comentário dele.

Mas, procurou se acalmar e fala, após alguns minutos, enquanto este ainda sorria triunfantemente, com os braços cruzados em frente ao tórax coberto pela armadura real, embora esta estivesse trincada em muitos pontos, enquanto que em outros, estava completamente quebrada.

Por causa das lutas intensas e ferrenhas de ambos, diariamente, o princípe precisava de armadura nova por esta ficar sempre severamente danificada com a potência dos golpes e rajadas de Ki

- Ainda não viu nada, acredite, "irmão"- fala sorrindo, fazendo aspas com os dedos quando falou a palavra irmão.

O jovem saiya-jin pragueja contra si mesmo em pensamento, com o que dissera, afinal, Vegeta era muito inteligente. Isso, ele admitia. Era um estratégista nato e frio, implacavél com aqueles sobre seu julgo ou cujo destino encontrava-se na palma de sua mão:

- Para mim, não passa de uma ameaça em vão, afinal, vi pelo scouter seu nivél de poder e confesso que é até interessante para alguém taxado como Terceira Classe...

Kakarotto disfarça seu alívio, procurando não demonstrar.

Vegeta podia ser inteligente, mas, seu ego insuflado pelo orgulho desmedido, cegava-o para muitas coisas ao seu redor, evitando assim, deste ver tudo a sua volta com a necessária e precisa atenção.

Agradecia mentalmente a Kami-sama por ele ser tão presunçoso e orgulhoso, que chegava ao ponto de cega-lo por completo.

Embora fosse um saiya-jin, seu sensei contou sobre Kami-sama e gostou da ideia da existência de um ser como Ele.

Era um tanto confortador e por isso, respeitava-o, como se fosse um terráqueo, pois, foi também influenciado e muito por seu sensei, a qual possuia uma imensa estima e o via praticamente como um avô.

Então, vira de costas para Vegeta, que bufafa pelo gesto imprevisível e de descaso de Kakarotto, que mexe o pescoço para os lados fazendo-o estalar.

Então, se retira dali, entregando a toalha com gentileza para a escrava que o olhava admirada, pois nunca imaginou que pudesse existir alguém como ele, dentre aquela espécie vil e cruel, escravizadora de raças.

Vegeta o segue, atirando a toalha para a escrava, que quase cai com a violência, acabando por recuar alguns passos até conseguir equilibrar-se novamente.

O Ouji caminhava para Kakarotto, ainda visivelmente irritado pela "petulância" e falta de respeito deste, para o princípe e guerreiro mais poderoso do universo, segundo o mesmo.

Notando que Vegeta caminhava para falar com ele, com uma carranca imensa na face, o jovem saiya-jin meramente revira os olhos, prevendo o que este queria fala-lhe, já irritando-se antecipadamente.

Afinal, desconfiava do que este queria tratar-lhe e estava cansado deste mesmo assunto, quase diário, nos últimos três meses.

Ao contrário de Vegeta que podia ser muito paciente, paciência não era uma de suas virtudes. Ao contrário, ele era muito impaciente, rendendo várias broncas de seu sensei e avô.

Melhorara consideravelmente, mas, havia certas coisas imutavéis. Sua falta de paciência, fora dos treinos e das lutas, era algo que nunca mudaria.

Ao chegar no lado deste, fala, ainda aborrecido, mas, começando a se acalmar, voltando gradativamente a ser impassivel como de costume:

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OooOooOooOooOooOooOooOooOooO

Foi mal a demora...

Vou procurar digitar Luz da lua, um novo capítulo, para atualizar também...