Preocupado com a saúde de sua mãe e para ajudar Tarble, Kakarotto a visita...
Então, ao olhar a filha, Liluni toma uma decisão.
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Ela abre os olhos e sentando-se, o abraça com força, enquanto afundava a cabeça em seu ombro, chorando em um misto de felicidade e alívio, demorando alguns bons minutos para se recuperar, passando a acariciar o rosto dele, como se desejasse confirmar que de fato, ele estava na sua frente.
– Okaeri - sorri com os lábios trêmulos.
– Pude sentir do castelo. Estou preocupado com você. - ele olha ainda um pouco agoniado, observando que perdera peso e aliviado de não sentir o cheiro de seu pai nela, indicando que não se deitara com ela faz tempo.
– Meu bebê, senti tanta a sua falta. Sua e de Lian. Deveria estar acostumada em ter meus filhos retirados de minhas mãos, mas, com vocês dois, não consigo lidar como no passado.
Ele suprime um rosnado, pois, se lembrava que sua querida mãe fora usada como reprodutora. Sentia um feroz desejo assassino de massacrar os responsáveis, após tortura-los lentamente, por todo o sofrimento que causaram à ela.
Ela sente a intenção assassina de seu filho e coloca as mãos frágeis em cima do tórax dele por cima da roupa, olhando-o em um misto de agonia e desespero.
– Onegai. Não faça isso. Pois, mesmo sendo agora um príncipe, não é de berço e portanto, acabará tendo problemas, podendo até virar proscrito. Além disso, não suje as suas mãos com o sangue imundo deles. - nisso, segura as duas mãos juntas dele - Promete para a sua mãe? Promete que não fará nada? Por favor. Eu imploro.
Ele olha para ela, visivelmente chateado e fala, olhando-a, forçando um sorriso:
– Prometo, kaa-chan. Não precisa implorar. Odeio vê-la triste e detesto que tenha sido este Kakarotto que causou. Por favor, pare de chorar.
Abraça a mãe e é correspondido. Temia que ela não suportasse mais tempo longe de seus filhos. Nesse instante, odiara seu pai. Odiava o orgulho saiya-jin dele. Odiava com todo o coração a cultura de sua raça e do maldito planeta em que nascera. Sentia-se ainda mais impregnado com a sujeira daquele planeta.
Torce a cauda de frustação, agoniado por não poder proteger a sua mãe. Por não poder leva-la, pois, as leis de Bejiita eram severas em relação a propriedade alheia.
Os crimes contra propriedade eram punidos severamente e o direito era sagrado sobre o que possuíam. Mesmo que tirasse a força sua mãe dali, seu pai poderia reivindica-la e inclusive, ele sofreria a pena, além de arriscar a vida de sua mãe, pois seu genitor ficaria irado com a audácia e desrespeito de seu filho, podendo acabar descontando nela. Não poderia arriscar, pois, se acontecesse algo, não poderia viver em paz. Viveria atormentado pela lembrança. Além disso, sua irmãzinha e amigos ficariam sem ninguém para protege-los, a não ser Tarble. Mas, seria um fardo pesado demais para o jovem príncipe.
Após alguns minutos, ele sente pelos Ki´s que Tarble voltou com Kireiko e Lian. Então, sorrindo para a sua mãe, a afasta dele, gentilmente, falando:
– Trouxe uma surpresa para você.
Nisso, se afasta levemente e Kireiko se aproxima com a pequena que desperta, passando a olhar com interesse para tudo a sua volta, até que olha para Liluni. E como se a reconhecesse, ergue as mãozinhas no ar e fala, com dificuldade, sorrindo:
– Colo, mama
Kireiko entrega o bebê para Liluni que a abraça, chorando de felicidade, falando coisas desarticuladas para a pequena, enquanto cheirava os cabelinhos ralos dela, abraçando-a e sem conseguir parar de chorar. Kakarotto sorri com uma lágrima nos olhos, Tarble olha emocionado e Kireiko também.
Após meia hora, ela se acalma e sentada, põe a pequena em seu colo, tendo as pernas dobradas. Olha para Kireiko e fala, com a voz embargada.
– Obrigada por cuidar da minha filha.
– Fico feliz em ajuda-la e tanto eu quanto Kakarotto sentimos não ter vindo antes, porque Bardock ou um dos filhos dele estavam aqui. - fala com um pouco de culpa.
– Não se culpe. Não teria como e iria arriscar Lian. - nisso olha para a filha com imenso carinho - Já não me preocupo com a minha vida. Pude ficar com dois filhos, ambos maravilhosos e experimentar a maternidade completa duas vezes com paz.
Tarble se remexe incomodo e fala, um tanto envergonhado:
– Sua kaa-chan está cansada, nii-san. É melhor que ela descanse.
Então, Liluni vê o jovem saiya-jin que passara despercebido, pois estava oculto na batente da porta do porão logo acima deles e treme. Este suspira tristemente por ver e sentir o odor de medo dela, além do olhar de extremo pavor.
– Não precisa se preocupar, kaa-chan. Ele é como eu. Inclusive, sabe de Lian e também está ajudando a protege-la. Tem se revelado um amigo valoroso - ele fala sorrindo para Tarble que fica sem graça de tanto elogio para com ele, pois, em toda sua vida, estes foram raríssimos.
Liluni relaxa pois confiava em seu filho e cumprimenta o jovem que corresponde. Vira o olhar dele e notara ser igual de seu filho. Fica feliz de ver o seu filho com um amigo saiya-jin digno de tal amizade.
Então, processa o que ele disse e indaga ao seu filho, curiosa, acariciando descontraidamente a cabecinha de Lian.
– Quer que use meus poderes, né?
– Sim. Mas, em seu estado, acho arriscado. - ele fala preocupado.
– Não será perigoso para mim. Depois que despertei seu poder oculto, nada mais me surpreenderá.
Nisso, ela se levanta com Lian nos braços, tendo Kakarotto ao seu lado, notando o quanto ela parecia se recuperar, apenas com o peso morno de sua filha em seus braços.
Então se aproxima e fala ao jovem, ficando feliz em vê-lo preocupado com ela, tal como seu filho:
– Você sabe que senão tiver um poder oculto, minha habilidade nada fará?
– Seu filho me informou no caminho para cá. Mesmo assim quero tentar. Só estou preocupado por causa da saúde da senhora.
Ela sente seu coração ficar feliz ao ver um outro saiya-jin, sem ser o seu filho, relacionando-se com ela como se fosse um de sua raça, com respeito, mesmo sendo uma escrava. De fato, considerava que seu filho sabia escolher bem as amizades.
– Farei com prazer. Agora, desça. - nisso, entrega Lian para o irmão que a segura com delicadeza e cuidado, distraindo-a com a sua cauda, saindo da pequena cela, para que a mãe ficasse no centro da sala de treino, seguida por Tarble, que para em frente a ela, quando esta se vira e se prepara para executar o mesmo ritual de outrora.
Agora, Kakarotto via como um espectador e fica fascinado.
Aliais, todos os escravos ficavam, enquanto se exprimiam na batente da porta do porão, pois, parecia tão mágico, que encantava a todos, fazendo-os ficarem maravilhados e praticamente em uma perda de palavras.
Tal fascínio envolveu a pequena a tal ponto, que a cauda de seu irmão tornara-se desinteressante, em vista do show tão mágico, deixando a pequena que era elétrica, encantada e imóvel, o que era algo notável.
Após alguns minutos, Liluni senta, enquanto Tarble desperta e olha abismado para si mesmo, suas mãos e Kakarotto fica surpreso com o nível dele. Não acreditava que ele tivesse tal poder oculto, assim como o próprio, que olhava abismado, ainda processando seus novos níveis de poder e conscientizando-se que precisava treinar e muito, para controla-lo.
Ele agradece entusiasmante, enquanto abana a cauda freneticamente, extremamente feliz. Agora, sentia-se mais perto de seu irmão. Já, Kakarotto suspeitava que Tarble já havia ultrapassado Vegeta e que ele daria um melhor oponente de treino para ele do que o príncipe herdeiro.
Depois, conversaria com o jovem sobre isso e o cuidado, agora redobrado, que ele deverá ter para ocultar seu poder, refinando ainda mais o controle de seu ki.
Entrega a irmã para o colo da mãe deles e observa curioso esta olhando para a sua cria, pensativa, para depois colocar a pequena na cama, que a olhava com curiosidade.
Ela põe a mão na cabeça de sua filha, enquanto entoava, baixinho, quase em um sussurro, uma linguagem incompreensível e todos viam uma nevoa brilhante surgir em torno da pequena, que parecia estar em transe.
A outra mão da mãe repousava na cabeça dela, recitando uma espécie de mantra, com os olhos fechados e concentrados.
Então, a névoa cessa e a pequena coça os olhos, sorrindo em seguida para a mãe como senão tivesse acontecido nada.
A genitora retribui e em seguida, coloca as duas mãos, dessa vez, em frente ao rosto da pequena, com estas espalmadas, enquanto recita novamente a espécie de mantra, sendo agora em um tom fervoroso, podendo-se notar filetes luminosos saindo da estranha áurea azulada que a circulava e indo depositar-se no corpo do bebê, que também irradiava uma aura azulada, com a diferença que tinha um tom dourado.
Tais atos consecutivos, surpreendem Kakarotto, Tarble e Kireiko. Ela havia despertado o poder oculto da filha, mesmo com ela tendo uma idade tenra e observaram que ela estava exibindo e executando o que parecia ser uma outra habilidade, desconhecida para eles.
Em seguida, a pequena adormece encostada no travesseiro de Liluni, que afaga a filha, olhando-a carinhosamente.
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