Liluni realiza um ritual na filha, garantindo assim que as habilidades de sua raça não sejam perdidas com a morte dela.

Ao mesmo tempo, Bardock descobre o que Kakarotto mais temia.

OooOooOooOooO

Kakarotto pergunta, curioso:

– O que fez, kaa-chan? Também despertou os poderes ocultos dela?

Ela sorri e fala:

– Apenas passei a ela todo o conhecimento das habilidades da minha raça. Fiz um ritual do meu povo. Mesmo após décadas, não me esqueci. E também, claro, destranquei os poderes ocultos da minha filha. Quero que a treine e que não tire mais a cauda dela, pois ela irá precisar. Assim como o jovem Tarble que precisou aprender a se defender, ela também irá precisar. Acredite. Você entenderá mais para a frente. Ela pode ser tão poderosa quanto você e se conseguir um poder enorme, lhe auxiliará a defendê-la. Este é o meu pedido.

Ocultara que escondera uma das habilidades que possuía e que não pode evitar de passar para a filha. premonições. Estas foram liberadas quando fez a libertação de poder de seu filho.

Afinal, uma sacerdotisa só conseguia essa habilidade se libertasse o poder oculto de alguém. Era uma espécie de tradição do ativamento dessa habilidade e a filha só teria acesso se fizesse essa liberação, também. Achou preferível que essa tradição e habilidades não fossem perdidas com a morte dela que seria em breve.

Além disso, viu que Kakarotto teria filhos e quem seria a esposa dele, uma chikyuu-jin. Só sentia-se triste por sua filha e se surpreendera com a visão que tivera de Bardock no futuro. Nunca imaginara algo assim. Tais lembranças a confortavam e muito.

Ela desperta de suas recordações e olha para o semblante preocupado de seu filho, que unira as sobrancelhas, agora confuso, com o sorriso misterioso de sua mãe.

– Não é nada filho. Sua mãe se perdeu em recordações. Só peço que mantenha meu desejo para com a sua irmã. Promete?

– Sim. Tudo o que quiser, kaa-chan.

– Kireiko-chan, venha aqui, por favor.

A jovem se aproxima e ela se levanta, falando:

– É a sua vez.

– Muito obrigada! - ela fica animada, pois, sempre desejou pedir e nunca tivera coragem, além de como foi ela que iniciou o amado filho de Liluni nos prazeres do sexo, sentindo o desagrado da mãe deste.

Após mais um espetáculo aprazível e maravilhoso, ela senta, sentindo-se cansada o que é notado por Kakarotto, que alarmado, sente seu pai se aproximar. Não percebera que já era tão tarde. Tarble também fica alarmado, assim como Kireiko, ainda levemente surpreendida por seus poderes despertados.

Ele olha para a mãe que suspira, resignada.

– Percebi. Notei em suas faces. - nisso, pega a filha ainda ressonando tranquilamente e deposita no colo de Kireiko, pois seria estranho verem Kakarotto segurando um bebê

– Vamos tirar ao máximo o cheiro de vocês daqui. - um servo fala.

Nisso, abre um pequeno saquinho de onde tira um pequeno pingente, enegrecido. Notam que ela o segura fortemente na mão e ele aumenta levemente de tamanho, além de revelar um intricado desenho, bem trabalhado e tendo um tom dourado e prateado.

– É o pingente que uma sacerdotisa recebe assim que termina o treinamento. É outra tradição. Dei o treinamento a minha filha, de certa maneira e ela o terminou. Por isso, quero que entregue a ela quando esta for capaz de se defender sozinha. - e estende para o filho que guarda o pingente.

– Pode deixar, kaa-chan.

– Como conseguiu deixa-lo enegrecido e bem pequeno? - Kireiko pergunta surpresa.

– O encrustei em minha pele com o meu poder, um pouco antes de ser capturada. Parecia uma tatuagem. Foi a única forma de preserva-lo. Mas, nesses dias, precisei de algum tempo para retira-lo e torna-lo a virar pingente, embora bem pequeno e enegrecido para não chamar a atenção de Bardock ou de seus filhos.

Após alguns minutos de compreensão, o jovem saiya-jin ouve Kireiko fala-lhe:

– Temos que ir logo.

– Verdade - nisso, desperta e rapidamente se retiram, sem antes dar um beijo no rosto da mãe e se despedir dela.

Tarble agradece, assim como Kireiko com Lian no colo e em um piscar de olhos, já haviam saído da mansão, notando que os escravos procuravam tirar quaisquer cheiros deles, na esperança que Bardock não percebesse.

Após algum tempo, Bardock chega, visivelmente cansado. Se atrasara, pois vira os seus filhos partirem para um planeta juntos. Esperava e torcia para que eles não se matassem no processo.

Não teve escolha, pois eles queriam fazer a competição de quem matava mais. Por sorte, Bejiita iria invadir um planeta e conseguiu, graças a sua influência, coloca-los no grupo de ataque, o que não foi fácil.

Um servo temeroso abre a porta e ele se dirige para seu quarto, mas, não sem antes tomar um rumo até então costumeiro e indesejado.

Desce para o porão, para o alojamento dos escravos e para em frente a cela de Liluni, que dormia abraçada com o travesseiro e pela primeira vez em meses a via feliz e tranquila.

Arqueia o cenho, pois, nunca a vira assim. Inclusive a via em um estado de ânimo que lhe tirava completamente o desejo de tê-la, principalmente após a noite que voltara, pois agia como uma boneca.

Estranhara de achar isso ruim, pois sempre gostou de escravas dóceis e obedientes. Nesses requisitos, ela preenchia satisfatoriamente. Mas, para ele, em relação a ela, não era o bastante. Assim como sentia-se frustrado por não conseguir ter um alívio pleno com qualquer uma de suas escravas ou as oriundas da Toca.

Bufa irritado com sua cauda contorcendo-se em frustação. Queria ter a sensação plena de antes e sentia em seu íntimo que Liluni era a culpada. Inclusive, chegou a pensar em ceifa lhe a vida, para tentar retornar sua vida como era antes. Mas, não podia. O simples pensamento de elimina-la, o simples pensamento dela morrer, lhe dava agonia.

Já tentara lançar uma esfera de energia contra ela, formara a esfera, mas, não possuía força para lança-la.

Era uma batalha acirrada entre seu lado racional e o irracional, entre sua mente e seu coração, surpreendendo-se de ter um coração, algo que pensava não ter mais, pois julgara ter conseguido destrui-lo após ter piedade de seu filho mais novo quando ele era bebê.

Irado, soca a parede ao lado da cela, fazendo a myuchin ergue-se, sobressaltada, largando o travesseiro.

Ao perceber quem era, sente um imenso pavor e começa a se ocultar dentro da sua mente, pois, não imaginava outro motivo para ele descer, além de estupra-la, embora fizesse meses, senão anos, que não fazia isso.

Ao ver a vida em seus olhos sumir, novamente, ele suspira, resignado. Não sabia porque ao vê-la com vida nos olhos, quando acordou, o fizera sentir-se bem, para depois, esta mudar o olhar e ele se deprimir. Não compreendia porque quando viu o sorriso dela para com Kakarotto sentiu uma imensa inveja do filho.

Sua depressão deu lugar a um ódio intenso, a tal ponto de odiar tudo e todos, ao mesmo tempo sem saber o que, de fato, odiar. Isso o tirava de suas estribeiras. Estava confuso, com ira, raiva, ódio e confusão, tudo misturado e sem ter ninguém para lhe dar uma luz.

Então, ao fechar seus olhos, sente um cheiro familiar no travesseiro que ela abraçava fortemente momentos antes.

Com ela ainda estava dentro da sua mente, ele pega o travesseiro e cheira. Sentira várias vezes esse odor. Estava em seu filho, nos escravos dele e sabia que era da filha de uma das escravas de Kakarotto.

Mas, achava estranho, ainda mais pelo fato dela parecer feliz enquanto o abraçava. Mesmo sendo uma criança, o comportamento era estranho.

Então, tem um estalo. Uma dedução que não desejava aceitar, mas, que era plausível.

O bebê nos braços daquela escrava, não era dela e sim de Liluni. Por isso a felicidade ao abraçar. Sentira o cheiro levemente do filho e de sua serva, além de Tarble, por mais estranho que fosse.

Estranhara também o porque dele não ter contado que ia visita-lo. Sabia da ligação dele com a escrava que o criou desde bebê, inclusive notou algumas vezes, se referindo à ela como mãe.

Claro, como no passado estava desanimado dele ter um poder inferior, não se importava com a sus educação e privou-lhe da educação saiya-jin e reconhecia que se ele tinha pensamentos errôneos, a culpa era exclusivamente dele.

Porém, tem outras coisas para se preocupar, pois, apesar de tudo, não acreditava que a pequena era filha de Kakarotto com Liluni. Não pelo que conhecia dele e por saber que ela não suportava toques íntimos e estranhara do porque não cogitar essa hipótese.

Era como se soubesse como o filho era, sua essência, por mais que fosse deprimente e vexatória para este.

A única hipótese que restara, era a que era ainda pior. Ser uma bastarda dele.

Ele sentiu uma imensa ira. Queria trucidar aquele bebê para limpar a sua honra e orgulho, pois era inadmissível que ele misturasse seu poderoso sangue saiya-jin com um ser tão inferior, quase como um verme.

Porém, era de seu filho. Havia dado o bebê cuja propriedade pertencia agora a Kakarotto. Era um crime passível de severa punição danificar propriedade alheia e sabia disso. Por isso, o filho nunca tentara roubar Liluni dele.

Por isso a pedira. Agora tudo fazia sentido. E seu filho convivia com aqueles vermes. Portanto, sabia de quem era essa criança e solicitara ser dono desta.

Torce os punhos de ira, por odiar seu filho que lhe privou do direito de restaurar seu orgulho e honra, já que não acreditava que ele permitiria matar a criança, mesmo que desse algo em troca.

Estranhara, que mesmo em seu estado de fúria e pensamentos assassinos, a visão de um bebê sorridente lhe vinha a mente. Um sentimento inicialmente estranho, que se tornava gradativamente nítido, pois o fez lembrar do sentimento que teve com Kakarotto, algo que não sentira com nenhum dos seus outros filhos. Odiou com a toda a força do seu ser e procurou, desesperadamente, banir para o fundo da sua mente.

Saí com ira dali, batendo a porta da cela, despertando a myuuchin de sua fuga mental, ao ver que não seria estuprada. Porém, se lembrava vagamente dele sentir o cheiro em seu travesseiro, levando-o ao nariz e congelou.

Ele provavelmente descobrira. Ela tenta agoniada algum meio de avisar Kakarotto, mas, não tem. A menos que tente algo que nunca tentou antes. Ligação por libertação.

Se recordou que quando uma sacerdotisa liberta o poder oculto de alguém, esta pode contata-lo a um nível mental, embora fosse bem precário, mas, que serviria.

Se recorda das palavras e do ritual e o executa freneticamente, agoniada para conseguir avisa-lo, pois, com certeza, Bardock iria ao encontro dele.

Após alguns minutos de agonia, consegue.

Kakarotto havia terminado de comer e se preparava para dormir, quando nota a voz baixa da mãe em sua mente.

Usando seus poderes, amplia a comunicação que era um tanto falha, mas, que consegue transmitir o que ela lhe dizia:

"Ele... sabe... a proteja..."

Kakarotto geme e gela. O que ele mais temia, aconteceu.

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