Infelizmente, o segredo sobre o nascimento de Lian é descoberto.

Como Kakarotto conseguirá defender sua pequena imouto do ódio do pai deles?

OooOooOooOooO

Rapidamente, ele avisa aos outros que ficam agoniados.

Kireiko olha penalizada para a criança. Sabia que pelas leis, Bardock não poderia tocar em Lian. Mas, temia que por alguma outra, pudesse.

Kakarotto se lembra que Tarble ficava horas lendo as leis de Bejiita, por não ter nada para fazer, antes, pois ninguém queria treina-lo. Portanto, se alguém conhecia as leis era ele.

Ele entra em contato mental com o jovem príncipe, que naquele momento estava meditando.

Ao saber do ocorrido, ele fala dos direitos de Kakarotto e que o pai deste não teria nenhum, a menos que revogasse uma lei antiga. Mas, juntos, traçam um plano, revisando-o mentalmente. Ele iria se preparar para a reunião no Salão oval.

Após alguns minutos, o castelo é despertado pelo rugido de raiva de Bardock. Pelo menos para os escravos que passavam no salão naquele momento.

Rapidamente, este solicita uma conferência com os reis, que estavam ainda no Salão real discutindo assuntos inerentes ao Império.

Como Bardock era um conselheiro fiel e seus poderes se mostraram valorosos, concedem a conferência, chamando os príncipes.

Kakarotto foi o primeiro a chegar, pois sentiu o ki do seu pai e se preparou, revisando o plano dele e de Tarble, que aparecera logo em seguida, ambos com seu scouter para não levantar suspeitas.

Dessa vez, o jovem não se encolheu sobre os olhares dos pais, pois sabia que poderia facilmente bater neles se quisesse. Ele não era mais fraco. Era poderoso e acreditava que seu poder chegava próximo de seu onii-san, embora não soubesse que já o ultrapassara.

Os pais estranharam, pois o filho não estava mais assustado e parecia estranhamente confiante, não se intimidando mais com eles.

Kakarotto ficara orgulhoso da mudança em Tarble. Mas, não podia ficar feliz, ainda, pois precisava enfrentar o seu pai.

Vegeta chega emburrado, pois estava lutando, quer dizer, espancando os saiya-jins de elite e precisara parar suas lutas por causa da conferência de última hora.

Kakarotto notava a cauda dele contorcendo-se na cintura, provavelmente em frustação e percebeu este irradiar sua raiva para Bardock, pois o culpara pelo interrupção do seu lazer.

Tarble senta depois de Vegeta, porém, o filho fica de frente para o pai, que o olhava com ira.

Porém, ele não se abalou. Estava consciente da diferença de poderes e que graças as lutas diárias, inclusive com outros saiya-jins, adquirira uma experiência considerável. Não tanto quanto a do genitor, mas, um pouco melhor do que antes.

– Estamos aqui reunidos pela solicitação de reunião sobre os direitos de propriedade e honra. Bardcok contra o príncipe Kakarotto. Conforme as regras, Bardock apresentará os termos e Kakarotto se defenderá. Poderá ser solicitado por ambos as leis de Bejiita, assim como um saiya-jin das leis. Um para cada um, conforme direito dos mesmos.

Bardock solicita o seu e um saiya-jin aparece. Para Kakarotto, ele recusa e Tarble desce, se posicionando ao seu lado, para assombro dos reis e do irmão mais velho, que passa a olhar com interesse.

Então, este fala:

– As leis permitem que um príncipe possa se tornar temporariamente um saiyajin das leis sem perda de sua posição, desde que atenha-se as regras e normas vigentes. - ele cita a lei como se a estivesse lendo.

Bardock olha estarrecido e o saiyajin das leis concorda. De fato, essa era a lei e ele tinha todo o direito, desde que Kakarotto concordasse.

– Venho requerer o direito de destruir a propriedade de Kakarotto. Uma escrava chamada Lian, baseada na antiga lei da honra.

O saiya-jin das leis cita a lei e os fatos.

Os reis ficam abismados e Vegeta, se bem, que conhecendo o "terceira classe idiota" e seu "coração mole", com certeza era verdade.

Agora, estava curioso para ver como ele se livraria, pois, essa lei era tida como quase sagrada, uma vez que falava de honra e orgulho.

Os outros saiya-jins sussurram entre si, muitos sacudindo a cabeça, pois o recém nomeado príncipe protegera um verme, na opinião deles.

– O que Bardock diz é verdade. É direito dele tomar sua escrava e erradicar a bastarda desse mundo. - o rei fala serenamente.

– Kakarotto possuí o direito a réplica, baseado na lei número 13, parágrafo 2; "permitida a réplica desde de acordo com o auto em si e doravante, seguindo o direito imutável a defesa, desde que o processo seja realizado através de uma reunião, salvo quando é realizado em um domo, onde prevalece a lei sobre a força".

Os pais não acreditavam que o filho tivesse dominado as leis tão facilmente, deixando-os embasbacados, inclusive o saiya-jin das leis, pois ele citava ao "pé da letra", como se estivesse lendo na sua frente.

– Conforme trago a cópia dos documentos, a propriedade de Lian foi passada para este Kakarotto como um presente. Ademais, se permitir que qualquer um possa tomar a propriedade alheia ao seu bel prazer, de que adiantará o documento de propriedade? Será meramente um papel sem valor.

Os reis se entreolham. Por mais que odiassem a ideia de uma mestiça, era verdade o que seu filho adotivo dissera.

Se o povo tomasse conhecimento de algo assim, abriria precedentes para tomarem a propriedade alheia e com tantas propriedades, principalmente escravos, Bejiita poderia vir a ser tornar um verdadeiro caos.

De fato, não era algo simples. Mas, havia o quesito honra e naquele caso em especial, ele falava mais alto, pois era uma exceção que já era realizada comumente.

O rei se pronuncia com o seu entendimento e Bardock vibra de felicidade, pois este considerou como certo o seu pedido, embora tivesse uma sensação de tristeza, que tenta empurrar para o fundo da sua mente, pois deveria ser só alegria, pois, iria limpar sua honra.

Porém, Kakarotto fala:

– Há uma lei, ainda mais primordial do que a do orgulho e da honra. É sobre o direito através do poder, concedendo ao saiya-jin mais poderoso o direito sobre o assunto tratado, podendo inclusive passar por cima do direito real, desde que se assuma o risco de morte.

Tarble acrescenta, após Kakarotto falar:

– Lei primordial artigo 1, parágrafo único. "Caso a decisão real seja contrária a decisão do acusado, seguindo-se da lei ditada por nosso ancestrais, de que o mais forte subjugará o mais fraco e que mesmo o governante, pode ser deposto por um saiyajin mais poderoso, ressalva-se que o acusado na queda de sua defesa, possa decidir no âmbito poder, valendo-se da dita lei conforme citada, do mais forte e do mais fraco, sendo esta incontestável por estar acima de qualquer outra lei". - após uma pausa, Tarble fala, calmamente, vendo os pais surpresos- Caso recordem-se do motivo da lei, deve-se ao fato de nossa raça só aceitar ordens daqueles superiores a estes. O fraco não pode questionar o forte e o mesmo vale para todas as disputas, não importando quaisquer que sejam.

Vegeta não se surpreende frente ao seu otouto. Cansara de vê-lo ler os livros com as leis.

Ficava o dia inteiro lendo, uma vez que ninguém se interessava em treina-lo e ele, com a sua rotina quase insana de treino e lutas, sendo preparado para assumir o Império Saiya-jin, não tinha tempo disponível para ficar com o seu otouto, para que pelo menos pudesse treina-lo ele mesmo.

O descaso que sofreu nas mãos de seus pais, provou-se uma arma, pois o usara para subjugar a ordem do rei. Confessava que sentia orgulho de seu otouto.

– Ele está certo, Bardock. Ele invocou uma de nossas leis mais antigas, que precede inclusive a lei da honra. Para cumprir seu intento, terá que aceitar o desafio e derrota-lo. Os reis reconhecem a lei primordial, a lei de nossos ancestrais, que é irrevogável.

Bardock se irrita e suspira. Via o poder de seu filho, o poder que o orgulhava e sabia que com certeza, não seria páreo contra ele.

Porém, esperava que sua experiência o ajudasse. Além disso, sabia que ele perdia em poder para o príncipe, logo, teria uma chance.

Porém, não sabia que o seu filho perdia de propósito.

Nisso, com o genitor bufando e seu filho andando seriamente, eles se dirigem ao domo do castelo, que garantiria que nenhuma rajada sairia dali para acabar destruindo algo.

Ao saberem da batalha, todos os saiya-jins do castelo se aglomeram nas arquibancadas para assistir a batalha, sabendo que Bardock era forte e experiente. Porém, Kakarotto era poderoso e esperavam ansiosos uma briga de Titãs.

Sem estes saberem, o evento começara a ser transmitido aos saiya-jins que estavam invadindo um planeta e que no momento, estavam se recuperando da ofensiva dentro de uma nave imensa.

A dupla de irmãos questionam a si mesmos do porque deles lutarem entre si.

Mesmo sem compreender o motivo, resolvem participar das apostas que surgira entre eles.

Os irmãos apostaram que Kakarotto perderia, pois o pai era muito experiente e com isso, compensaria na diferença de poderes, sendo a mesma coisa que a maioria pensava.

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