A batalha continuava e mesmo seriamente ferido, Bardock estava determinado a lutar até a morte.

Kakarotto precisa encontrar um jeito de encerrar a batalha antes que seu pai morresse...

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Mesmo com os músculos fatigados, ele se levanta, cuspindo o sangue da boca no chão, enquanto limpa em volta da mesma com seu punho direito, respirando com dificuldade.

Kakarotto simulava estar um pouco cansado e fingia estar com falta de ar. Além disso, durante a batalha converteu um pouco do seu Ki em calor para fazê-lo suar. Uma técnica que usava comumente com Vegeta, pois, sem isso, não transpiraria.

Afinal, não fazia movimentos desnecessários como os demais, que desperdiçavam muito Ki com movimentos excessivos.

O rei estava maravilhado com o poder e as habilidades do seu filho adotivo e concordava consigo mesmo que fora uma excelente ideia eleva-lo a príncipe e adota-lo. A família real estava poderosa. Seu filho de sangue poderoso e o outro, adotivo, também. Com certeza, o trono da sua família não ficaria ameaçado.

Se regorjeava pela escolha, pois, notara que Kakarotto não se interessava no trono, algo que era muito bom, pois, não impediria seu filho de requerer o que era seu por direito.

Por mais que odiasse saber que poderia ser derrotado facilmente pelo seu filho, o Imperador Vegeta, sentia também orgulho do mesmo, assim como sua companheira, a Imperatriz.

Afinal, mesmo na idade de Vegeta, ele não tinha o poder dele. Conseguiu derrotar seu pai e tomar o poder quando estava bem mais velho.

Bardock torna a avançar contra o filho, enquanto sentia-se no fundo animado pela batalha, pois seu sangue saiya-jin amava as lutas.

Por mais que odiasse seu filho, sentia-se feliz pela batalha e por saber que o futuro dele estaria garantido como um príncipe.

Tenta golpeá-lo, porém, este desvia e começa a troca de golpes em alta velocidade.

O pai tenta chuta-lo, mas, ele bloqueia com o joelho, enquanto avançava com o punho contra o seu genitor, que bloqueia e tenta acerta-lo com um chute horizontal, que é bloqueado pelo outro joelho. Kakarotto tenta dar uma cotovelada, mas, seu genitor desvia e tenta acertar o seu rosto, que desvia e dá uma cabeçada no seu pai, que retribui. O prazer da luta nublando os sentidos de dor de Bardock, fazendo-o ficar menos sensível aos golpes.

Ele retribui com uma cabeçada e tenta acerta-lo com a cauda, que é bloqueada pela do seu filho.

Então, após o choque de um soco se afastam, para depois impulsionarem o corpo com o pé esquerdo, retornando ao embate físico, recomeçando com a troca de socos e chutes, bloqueando com os joelhos, mãos ou antebraço.

Até que Kakarotto golpeia o queixo de seu pai, que antes consegue acerta-lo com o pé, lançando sua cria longe que não procura se recuperar, pois, seria estranho. Ele tinha que deixar seu corpo se chocar na parede, sabendo que teria que simular dor, por mais que não a sentisse.

O seu pai torna a ficar de pé, após o golpe violento no queixo, mas, cambaleia um pouco até voltar a ficar firme. Notava que estava vendo tudo dobrado e fecha várias vezes os olhos, até conseguir enxergar melhor, além do sangue escorrer para os seus olhos.

Enquanto isso, o filho finge ergue-se com alguma dificuldade, enquanto força uma tosse.

Percebeu que seu pai lutaria ate a morte, porque o viu cambaleante e pelo piscar dos olhos, consecutivamente, estava começando a ver tudo borrado ou em duplicidade, sendo um sinal que se ele não parasse, poderia morrer e não desejava isso.

Afinal, era o seu genitor e tinha um profundo carinho com ele, desde que este não tentasse matar sua imouto.

Frente a isso, toma uma decisão. Deixaria seu pai inconsciente, pois era a única forma de garantir que não lutaria até a morte.

Com isso em mente, fica em posição defensiva, enquanto seu pai avança com ímpeto como senão tivesse nenhum ferimento, embora seu corpo musculoso estivesse marcado por diversos hematomas, cortes e sangue, além da armadura estar quebrada em vários pontos.

Isso confirmava que ele precisava parar a batalha. Nocautear o seu pai sem provocar mais danos do que ele sofrera, era a garantia que este sobreviveria.

Enquanto trocavam golpes, Kakarotto pensava em como fazer isso. Não poderia acertar a nuca dele fortemente, pois, sofrera bastante danos na cabeça e poderia agravar a situação. No abdômen, não podia. Ele já levara inúmeros golpes e um soco ou chute, poderia acabar causando uma ruptura em algum órgão.

"Há um jeito, filho" - nisso, ele ouve a voz de seu sensei.

"Qual? Preciso finalizar o quanto antes. Meu pai vai morrer se continuar lutando assim. - fala preocupado pelo estado de saúde do genitor sentindo a oscilação de Ki nele, indicando que possuía sérios ferimentos internos.

"Posicione a mão na frente do rosto dele e mande uma pulsação de Ki, forte o bastante para nocautear, através do mesmo, mas, sem danificar o cérebro. Se fizer isso, da maneira correta, poderá deixa-lo inconsciente."

"Mas, se eu gerar um pulso forte demais, poderei mata-lo! - ele exclama preocupado - Ele já sofreu muitos danos! Está muito fraco!"

"Senão detê-lo, lutará até a morte. Se golpear a nuca provocará um dano cerebral irreparável. Se acertar o abdômen, causará ruptura de algum órgão e se for o baço, será morte certa para ele. Se declarar derrota, sua imouto morrera. Agora, fale-me, qual opção você tem?"

"Eu sei... mas... - fala hesitante - Nunca me perdoarei se ele morrer, pois é uma das vítimas da escravidão do orgulho, além de ser o meu pai. Mesmo com suas ideias errôneas, não deixa de ser meu genitor"

"Compreendo... Mas, acredite em você. Veja, dominou completamente o controle refinadíssimo do seu Ki. Pode amplia-lo sempre que quiser e o scouter não identificará, por ser muito rápida a mudança. Conseguiu lidar bem com um adversário experiente e não denunciou suas verdadeiras habilidades, mesmo em uma luta intensa! Aliais, como as que teve com Vegeta, que foram mais ainda! Você conseguiu e com louvor! Concentre-se e se acalme. Analise a energia vital de seu pai no momento e conseguirá, com certeza, o equilíbrio na pulsação, necessário apenas para nocauteá-lo por um bom tempo. Você consegue! Confio em você! Você é capaz, filho. Acredite em si mesmo! Tire as dúvidas da sua mente. Limpe-a! Vamos!"

Ao sentir as palavras calorosas, o orgulho e a confiança de seu mestre, ele adquiriu uma nova confiança. Não desistiria. Não hesitaria. Precisava de toda a sua experiência de controle de Ki e análise. Treinara arduamente e com certeza, teria êxit que acontece. Consegue determinar, após analisar o Ki deste, a quantidade de Ki necessário para nocauteá-lo, sem feri-lo mais do que já se encontrava.

Ele bloqueia o punho de seu pai e o chute com seu joelho, enquanto espalmava sua mão na frente do rosto dele, mandando a pulsação direito ao ki dele e principalmente ao córtex cerebral.

Ficara feliz ao notar que ele parecia perder os sentidos e para a família não desconfiar, pois estava de costas para eles, acerta o punho no lado direito do rosto do seu genitor, lançando-o no chão, fazendo-o se chocar.

Quando a nuvem de poeira dissipa-se, vêem que Bardock não se levanta e parecia nocauteado.

O general que entrara no início da batalha fica estarrecido e olha sem acreditar para o jovem que descia ao chão, enquanto se curvava ofegante. Não podia acreditar que era o mesmo jovem que ouvira seu amigo falar que era fraco.

Confessava não ter acreditado, inicialmente, nas batalhas que ele teve na Arena.

Porém, ao derrotar um saiya-jin de elite, ser adotado pela família real, virar um príncipe e ser parceiro de luta do jovem Vegeta, passara a acreditar.

Com tudo isso, não deveria se surpreender dele ter derrotado seu amigo Bardock, mesmo com toda a experiência que este possuía.

Tarble observara fascinado. Pois ele manipulou o Ki tão perfeitamente, que o scouter não identificou o seu poder real, enquanto sentia os níveis altíssimos dele, em apenas milionésimos de segundos. Isso o estimulou ainda mais a treinar com afinco, ao ponto de obter um controle de Ki tão preciso quanto o dele.

Alguns saiya-jins pegaram Bardock, um de cada lado, para leva-lo urgentemente a uma Medical Machine.

Então, o rei se pronuncia:

– Reconheço o seu direito irrevogável. A escrava Lian é por direito sacramentado pela sua força e poder, como sua propriedade. Bardock perdeu e, portanto, não terá direito a uma reinvindicação.

Kakarotto torceu a cara ao se referirem a sua irmã como propriedade, mas, sabia que era assim que a viam. Ele era o único de sua espécie, juntamente com Tarble, que não pensavam como os demais saiya-jins.

Disfarça seu rosto, pois o curvara levemente para o rei, enquanto respirava aliviado, avisando aos outros que conseguira derrota-lo e a Liluni, que a filha dela estava segura.

Porém, sabia se por enquanto.

Alguém poderia querer lavar a honra de seu pai e agora, teriam que ter o triplo de cuidado para com ela e compreendera porque sua mãe desejava que fosse treinada. Era algo essencial, pois temia não ser capaz de defendê-la em alguma situação. Se ela conseguisse lutar, poderia aguentar até ele chegar para salva-la.

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