Em seu quarto, Kakarotto velava o sono de sua imouto, quando Nyei entra e pede algo a ele, que se surpreende, enquanto não compreende o que se passa com ele quando está perto de Nyei.
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Quando a noite caí, ele estava em seu quarto, deitado na espaçosa cama com sua cauda envolvendo Lian, protetoramente.
Ele olhava para sua imouto, enquanto pensava que agora que sabiam sobre ela, esta estaria sempre em perigo e mesmo Kireiko sendo consideravelmente forte, ao ponto de bater tranquilamente em saiya-jins de terceira classe, tendo um pouco de dificuldade com o de segunda classe, ainda tinha o de primeira classe, sendo que com estes a luta seria desigual demais e seu jii-chan já tinha uma idade considerável.
Se recorda de Tarble, que podia facilmente derrotar Vegeta e por isso, poderia ajudar a protegê-la, depositando nele suas esperanças, caso por algum motivo, não pudesse protegê-la.
Nisso, é despertado de seus pensamentos, quando ouve a imensa porta do seu quarto sendo aberta, entrando por ele Nyei, que estava ruborizada como sempre.
Arqueia o cenho e vê que ela se aproxima timidamente e pergunta, preocupado:
– Aconteceu algo? Está tudo bem?
– Sim. Apenas estou com insônia.
Nisso, o choramingo do bebê chama a atenção de ambos, pois acordou assustada e começou a chorar.
Imediatamente, ele a pega no colo com delicadeza, passando a nina-la, falando gentilmente com ela que o fitava com os orbes curiosos, enquanto que suas mãozinhas queriam pega-lo e nisso, ele aproxima o rosto, permitindo assim que ela tocasse sua face.
Ele finge morder com os lábios uma das mãozinhas dela, fazendo-a rir, enquanto acarinhava carinhosamente com o polegar o rosto gordinho, sorrindo gentilmente para a pequena.
Esta ameaça um choro, do nada e ele se dirige para a cozinha.
Nyei ficara hipnotizada pelo cuidado e carinho que demonstrava com a irmã mais nova, como se fosse o pai desta. Vira a ternura nos olhos dele e a gentileza, além da paciência que ele demonstrou várias vezes e julgando que seria um excelente pai.
Frente ao pensamento de ambos com um filho, cora violentamente, segurando seu rosto.
Sacode a cabeça para os lados, dissipando o pensamento tentador.
Ela o amava e se odiava por não ser capaz de confessar seus sentimentos, pois, além de ter medo de uma possível rejeição, o seu passado de estupro a fazia temer contatos íntimos e isto era um grave problema.
Nisso, percebe que ele saiu e sai também, o procurando e observa que ele estava na cozinha, pois a luz da mesma estava acesa.
Ao entrar, nota que ele havia preparado habilidosamente uma mamadeira para sua irmãzinha e estava agora voltando para o quarto, dando-a para ela que mamava vorazmente.
Observa que ele parara no pequeno armário no corredor e usando a cauda, parecia retirar uma fralda.
– Lian-chan está suja? - Nyei pergunta, timidamente, enquanto olhava fascinada a cauda habilidosa dele, imaginando-a nela e fazendo seu coração disparar, para depois se apavorar, demorando então para se recuperar.
– Está molhada. - ele simplesmente responde sem olha-la.
Ao levantar os olhos, ele não estava mais ali e observa que fora para o banheiro e quando entra, vê que o saiya-jin deitara a pequena que estava distraída com um mordedor que ele comprara, enquanto trocava a fralda, deixando-a sequinha e desprezando a encharcada no lixo.
Então, ele sai do espaçoso banheiro e deita na cama, com extremo cuidado, lateralmente, apoiando as costas nos travesseiros, segurando Lian e observando esta sonolenta, bocejando, enquanto coçava os olhos com as mãozinhas.
– Ela vai dormir daqui a pouco. - Kakarotto prev que acontece.
Acaba adormecendo, agarrada a cauda de seu irmão, após este deixa-la brincar, pois, a pequena adorava tentar pega-lo.
Kakarotto inclina os seus lábios e dá um beijo carinhoso na testa da sua imouto, que coça o lugar com a mãozinha, enquanto torna a ressonar, agora profundamente, satisfeita e sequinha, com seu irmão passando a olha-la ternamente.
Havia percebido que Nyei sentara na ponta da cama dele, do lado oposto.
Sentira o odor de medo várias vezes, assim como o de desejo, ambos impregnados, juntamente com a alteração do Ki dela e os batimentos cardíacos. Considerou que se olhasse para ela, isso pioraria e por isso, preferiu conversar só se ela puxasse um assunto e sem contato visual.
Confessava que se sentia estranho perto dela. Adorava sua companhia, enquanto sentia um intenso desejo se apoderar dele inúmeras vezes, percebendo que se tornava de certa forma possesivo.
O perfume dela era inebriante e precisara se controlar não uma vez, mas, várias vezes e não entendia o por quê.
Agora, que a sua irmãzinha dormira, ele sente os impulsos retornando novamente, sendo estes intensos quando ela estava perto dele.
O cheiro de medo dela o deprimia, mais do que seria o normal. Mas, está confuso.
Confessava que sentia uma série de sentimentos desconhecidos a ele, além de ter tido que controlar sua cauda também, pois, como se tivesse vida, ela queria se envolver na cintura da jovem a todo o momento e em muitas vezes não percebera o movimento e conseguiu retê-la antes que a tocasse.
Ele ouvira sobre algo assim, uma vez, a muito tempo atrás, mas, não se lembrava. Somente sabia que a sua antiga treinadora, havia mencionado algo assim, quando ele viu dois saiya-jins entrelaçando suas caudas um na cintura do outro, para depois, ambas se enroscarem uma na outra.
Mas, a cena era um tanto nublada e ela explicara rispidamente e de forma muito resumida, que o deixou mais confuso do que já se encontrava.
Desconfiava que mesmo que perguntasse sobre isso a sua mãe, Kireiko ou aos outros, eles não conseguiriam responder. Acreditava que somente outro saiya-jin poderia explicar e o único que restava, que podia se abrir sem problemas ou sem encarar sermão, era Tarble.
Decidira que iria conversar pessoalmente com ele amanhã, na esperança de encontrar uma razão para seu comportamento estranho perante Nyei.
Saindo de seus pensamentos, fala, sentindo o cheiro de medo dela:
– Sei que sofreu como a Kaa-chan. Não precisa ficar perto de mim... E acredite, que cada vez que sinto seu cheiro de medo, mais vontade tenho de trucidar quem a estuprou. - e nisso, ergue seus olhos, fitando-a.
Ela nota um leve brilho escuro nos orbes ônix. Um brilho que lhe dá calafrios, em um misto de medo e prazer, enquanto revoltava-se consigo mesma por não ser capaz de agir normalmente perto de quem amava.
O motivo de ir lá ao quarto dele, era por saber que estava sozinho, afinal, sentia um ciúme violento de Kireiko, além de tentar, gradualmente, superar o seu medo. Precisava ser forte e estava se esforçando:
– É que preciso perder o meu medo... Se ficar próximo de você, isso irá ajudar, principalmente para o meu inconsciente.
Ele olha pensativo e fala, sorrindo:
– Fico feliz que tenha desejado superar o seu trauma, mas, não será da noite para o dia... Está preparada para enfrentar seu medo, diariamente?
Ele confessava que queria que ela confirmasse que sim. Queria ficar próxima dela e era como um desejo forte, precisando reprimir seus instintos.
– Sim... Posso ficar aqui, todas as noites?
Ele pensa em Kireiko, mas, acha estranho que parecera não sentir tanto desejo mais por ela. Era algo que notara, pois, gradativamente, parecera perder o desejo por outras fêmeas e seu corpo passara a desejar somente Nyei para desespero dele que não queria força-la, além de saber de todo o sofrimento dela.
– Pode. Vou dormir no chão, para você relaxar na cama.
Nisso, se prepara para sentar no chão, quando vê que mãos delicadas pegaram o dele, embora tremesse, passando a olha-la e vendo o pavor dela em seus olhos, embora notasse que ela estava tentando lutar para se libertar dele.
– Essa cama é espaçosa. Podemos ficar em lados opostos... Acredito que isso irá ajudar ainda mais, pois, já ficamos próximos um do outro em vários lugares. Ficar na mesma cama que você será um desafio que pretendo assumir.
Nisso, ele sorri e consente com a cabeça.
Ao ver o doce sorriso dele sentiu seu coração parar e ficou perdida, o olhando por longos minutos, até que soltou a sua mão, ao perceber que ele a olhava sorrindo e com um estranho brilho no olhar.
– Obrigado por liberar a minha mão.
Dá um de seus belos sorridos que fazem o coração da jovem parar, enquanto observava ele deitar na cama, distante dela, mas, junto de Lian, tornando a envolvê-la com a cauda, enquanto cobria a si mesmo e a sua imouto
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