Kireiko sente raiva e ciúmes ao ver Nyei junto de Kakarotto...

Nisso, um jovem saiya-jin da patente de comandante se aproxima da mansão de Bardock...

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De volta de suas recordações, sente duas mãos delicadas massageando os seus ombros e ergue os olhos, pensando se tratar de Kireiko, pois estivera tão compenetrado nas recordações, que não sentira o Ki.

Mas, para sua surpresa, era Nyei, embora a sentisse tremer levemente no início, passando a controlar o tremor enquanto massageava os seus ombros e após se refazer da agradável surpresa, inclina sua cabeça para trás com os olhos fechados e um leve sorriso na face.

A jovem adorava o sorriso fácil dele e estava feliz de poder fazer uma massagem nele, pois sempre sentira vontade de tocar seus músculos, mas, que não conseguia antes por deixar o medo ditar a sua vida.

Kireiko fica com raiva pois pensara em ir acariciar as costas e ombros definidos dele. Porém, Nyei chegou antes dela.

Nisso, Tarble havia acabado de sair de uma sessão de treino com Eichiteki. Suong vinha logo atrás e fica feliz em ver sua amiga se libertando do medo, pois esta confessava que o amava e que pelo amor que sentia por ele, queria superar o seu trauma.

Eichiteki aprovava e esperava que a filha dele percebesse que não teria mais chances com Kakarotto, pelo que percebera, enquanto olhava para Tarble, desconfiando há tempos que se interessava pela sua filha, enquanto orava para que ela percebesse os sentimentos do jovem saiya-jin.

Irritada, se dirige a cozinha, enquanto o jovem príncipe se dirigira momentos antes para tomar água, notando que Kireiko abria as portas com visível violência, espumando de raiva.

Porém, percebeu após entornar o copo, que a jovem perdeu o equilíbrio quando abriu violentamente a porta de um armário, acabando por quase cair com a cabeça na quina da mesa, se ele não fosse rápido, segurando-a em seus braços, protegendo o a cabeça dela com seu antebraço, que acaba machucado, pois, durante o treino, vestia uma roupa que lembrava a de Kakarotto.

Nisso, abre os olhos e percebe estar nos braços de Tarble que a olha visivelmente preocupado, perguntando:

– Está bem, Kireiko? Machucou-se?

– Não. - e estranha se sentir um pouco corada.

Nisso, a ajuda a ficar de pé e então, ela vê o corte profundo no braço dele provocado pela quina afiada da mesa.

A jovem leva as mãos aos lábios, para após estas tremerem ao examinar o machucado.

– Está tudo bem. Está doendo um pouco, porém, o importante é que você está bem... Não sei o que faria se você tivesse se machucado. - fala um tanto envergonhado pois nunca estivera tão perto de uma fêmea antes.

– Venha. O mínimo que posso fazer é um curativo em você. - fala, enquanto sentia-se levemente estranha com ele, de uma maneira que nunca sentiu antes, não compreendendo porque sentia um leve rubor em suas bochechas, além de seu coração ter se aquecido com a preocupação dele.

Enquanto tratava o machucado, notava Tarble mais atentamente.

Ganhara uma considerável massa muscular, não sendo excessiva, além do rosto dele ser lindo. Seus olhos irradiavam bondade e calor, além de gentileza e certa inocência que o deixava fofo, juntamente com o doce sorriso que lhe agraciou quando a pegou olhando para ele, adorando vê-lo corar em seguida.

Confessava que era muito fofo, além de bonito, tendo a sua própria beleza, um tanto diferente da de Kakarotto.

Nisso, longe dali, Liluni estava em sua cela. Há dias não queria sair e pouco comia, pois, não conseguia lidar com a saudade de seus dois filhos.

Estranhara de Bardock não ter feito nada contra ela, após saber que deu a luz a uma mestiça e o fato dele ir várias vezes a sua cela e depois sair, quando fingia estar dormindo, pois acordava automaticamente sempre que ouvia passos.

Os demais escravos tentavam anima-la, mas, era tudo em vão. Praticamente, Liluni se entregou a depressão.

Bardock estava em um Central de Elite e acabara de virar a décima caneca de Norokila (vêm de clorofila, uma brincadeira já que os nomes dos saiya-jins vêm de vegetais, menos Tarble). Estava amargurado e a afogava na bebida, quando não estava cumprindo suas obrigações.

Não entendia porque além da raiva, estava entristecido, sentindo que este aumentava cada vez que a via definhar gradativamente, consumida pela depressão.

Não compreendia, porque toda a noite ia vê-la na cela e se preocupava. Não compreendia porque não a matara uma vez que deu a luz a uma bastarda. Não entendia porque não tentara mais matar a cria bastarda que estava sobre a proteção do seu filho. Não entendia, por que sentia preocupação pela pequena e porque, no castelo, seus pés o levavam até próximo do quarto de seu filho, não tendo nesse momento desejo de vingança, por mais estranho que fosse e sim, de proteção por mais que soasse vexatório.

Não entendia porque a visão do bebê lhe causava dor e tristeza, por não estar o segurando no colo, tendo esse desejo surgido quando vira alguns escassos saiya-jins com bebês de colo.

Odiava não compreender o que lhe passava e odiava não ser capaz de deixar de se preocupar com Liluni e sua cria. O sentimento de posse, de proteção e cuidado que o asfixiava muitas vezes, enquanto lutava ferozmente contra eles.

A bebida era a melhor forma de lidar com os problemas que pairavam em sua vida, quando não estava trabalhando e quando não estava treinando seu dom das premonições. Claro, que também alternava entre beber e se dedicar a lutas até não se aguentar de pé.

Nisso, o general e amigo dele sentara-se à mesa deste com sua caneca, assim como alguns jovens que admiravam Bardock e detestavam ver seu ídolo abatido.

Um deles pergunta:

– O que houve, Bardock-senpai? Está sempre deprimido e afogando a tristeza numa caneca ou em várias lutas consecutivas.

– Não souberam que ele perdeu para o seu filho na disputa da posse de um bebê? - o general fala, enquanto dá tapinhas encorajadoras no amigo, que apenas resmunga algo enquanto deita a cabeça no tampão da mesa.

– Disputa de um bebê? - o outro arqueia o cenho.

– A filha bastarda dele com sua escrava Liluni. A escrava foi esperta e conseguiu tramar com o filho mais novo dele de pedir a pequena como escrava, o que em sua inocência fez, sem desconfiar da verdade por trás do pedido. Então, fez uma reinvindicação de propriedade pela honra, mas, o príncipe Kakarotto reivindicou o direito pela força e poder, ao invocar nossa lei mais antiga e ancestral. Ao perder a batalha, foi obrigado a reconhecer que seu filho detinha a posse dessa bastarda.

Bardock ergue a face, apenas para entornar mais um copo, para depois apoiar o rosto na mão, tendo esta o cotovelo apoiado na mesa, enquanto girava o resto da bebida na caneca, pois era extremamente difícil um saiya-jin ficar bêbado, ao ponto de não se aguentar de pé, devido ao seu metabolismo.

– Seu filho foi um sacana! Não importa que seja o príncipe, Bardock-senpai tem o direito de limpar sua honra e livrar o mundo da existência desse verme que mancha a nossa raça! - o outro jovem fica revoltado e é seguido pelos demais.

– Entendo e apoio - o general fala em tom pesaroso- Porém, o direito pela força e poder é inviolável. Além disso, ele a mantém muito bem protegida. Acredite, tentei várias vezes e falhei em todas. É como se tivesse um sexto sentido para com a bastarda, percebendo qualquer ação hostil.

– Pelo menos, Bardock-senpai, o senhor se livrou da escrava que teve a ousadia de dar a luz a um verme, né? Afinal, ela é ainda propriedade sua. - um outro fala sorrindo.

– Isso é verdade. Com certeza você já a erradicou desse mundo, né? - o general pergunta em tom de confirmação.

– Não preciso. Ela está definhando dia após dia e achei isso uma punição mais adequada. A morte rápida apenas seria uma libertação - Bardock fala, desejando acreditar piamente em suas palavras, lutando contra o desejo de ampara-la em seus braços.

– Bem. É uma morte horrível e lenta... Concordo que é a melhor forma de fazer um verme sofrer até morrer - o general fala, enquanto pegava alguns petiscos.

Bardock não entende um novo sentimento que surge naquele instante. Raiva. Raiva pelo que seu amigo falava ao se referir a Liluni.

Porém, ambos não perceberam que um dos jovens não absorveu direito a informação e ficou revoltado da escrava ainda estar viva.

Ao ver o estado lastimável de seu ídolo, decide agir, pois, com certeza se a torturasse antes de mata-la, ele ficaria feliz. Acreditava que a bebida estava distorcendo seu senso de julgamento e sentia pena, além de raiva pelo filho mais novo dele que ousara fazer isso com o genitor ao poupar um mero verme.

Então, toma uma decisão e pede licença, dando uma desculpa qualquer, enquanto saí da Central em direção a mansão de Bardock.

Ao chegar lá, um dos escravos abre a porta e ele se identifica, entrando na residência e falando que quer ver a escrava de nome Liluni.

O servo já o vira na mansão, acompanhado do dono deles que frisava que ele deveria ser tratado como convidado e se quisesse se deitar com alguma serva, tinha liberdade para tal e esta devia obedece-lo.

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