Um jovem saya-jin não aceita que a escrava que deu a luz a uma filha bastarda de seu ídolo, continue viva. Nisso ele...
Será que Kakarotto conseguirá chegar a tempo? E Bardock? Ele deixará seu orgulho de lado?
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Liluni é tirada de sua cama pelo servo que fala do pedido do jovem.
Treme ao pensar que a queria para ser sua escrava sexual por uma noite e resignada, se levanta e sobe as escadas, sabendo das ordens de seu dono e que, portanto, deveria servi-lo na cama se assim fosse desejado.
Ela não conseguira ver direito quando ia morrer e como, pois as visões tinham sido difusas demais. Ademais, com a depressão se agravando, esse poder ficou ainda mais comprometido devido ao estado mental em que se encontrava de uma tristeza profunda demais.
Ao chegar na sala, nota que a observava de cima para baixo, estranhando o olhar, pois não era de luxúria e sim de ódio.
O saiya-jin via a escrava e o quanto estava magra, confirmando o fato que estava definhando. Acreditava que apenas um golpe dele bem dado faria o serviço. Mas, não queria mata-la de imediato e sim, faze-la sofrer o máximo de tempo possível pela vergonha imposta ao senpai dele.
Nisso, ordena que saia e obedientemente, sai logo atrás dele, estranhando a ordem que ficasse um pouco longe da casa e parada, enquanto a posicionava para algo.
Os demais escravos estranharam, pois não parecia que iria estupra-la. Os demais olhavam escondidos, completamente apavorados.
Nisso, do nada, o comandante se aproxima e em um piscar de olhos a golpeia no rosto, fazendo-a cair enquanto ele sorria cruelmente.
Longe dali, Bardock sente uma necessidade enorme de ir até Liluni, mas, reprime o sentimento, pois este dera de ser decorrente, ultimamente, embora este fosse especialmente irritante e que de tão poderoso, o fez se erguer em um primeiro momento.
Ele conseguira forçar a sentar-se e ficar na cadeira, lutando com todas as suas forças para não ceder ao poder da ligação que se intensificava cada vez mais a um ritmo alarmante, percebendo que nunca fora tão intenso assim.
O general não estava mais lá, pois havia se dirigido ao Domo para lutar após aceitar o desafio, assim como o outro jovem, deixando-o sozinho com seus pensamentos.
Porém, distante dali, Kakarotto estava se preparando para tirar a roupa e dormir, quando Lian chora, do nada, desesperada, se contorcendo, enquanto ele passa a ter um sentimento de medo, quase como uma sensação súbita, fazendo-o pensar automaticamente em sua mãe, alarmando-se ao sentir um ki hostil próximo dela.
O choro reverbera pelo quarto e Nyei acorda assustada, enquanto tentava confortar a pequena que chorava angustiada.
Kireiko e os demais entram no quarto dele, percebendo que olhou para Eichiteki, apavorado, enquanto este confirma algo com a cabeça.
Nisso, notam que o saiya-jin corre do quarto, desembestado, com um olhar genuíno de pavor.
Nisso, o sensei dele entra em contato com Tarble e pede para ele ir até lá, o que prontamente faz, pois na ausência dele, o jovem ficava por perto para protegê-los.
Já fora do castelo, com os guardas surpresos, sai voando dali em direção a mansão do seu pai orando para que chegasse a tempo.
Nisso, horrorizados, os escravos vêem Liluni receber pontapés enquanto estava caída, sendo chutada como lixo pelo saiya-jin que parecia se divertir.
Porém, nada podiam fazer, além de orar que ela perdesse logo a consciência.
Ele a ergue pelo pescoço, começando a socar o abdômen dela, controlando sua força ao máximo para não feri-la muito, pois queria prolongar ao máximo o sofrimento antes de mata-la.
Quando percebe pelo scouter alguém se aproximando e pelo poder, sendo provavelmente do príncipe.
Então, a joga no chão com violência, enquanto que de pé, lança uma esfera de ki, enquanto uma lágrima escorre dos orbes dela, pois queria ver seus filhos uma última vez.
Como se o tempo parasse, vê o seu filho e ele a vê, dando um último sorriso, quando a esfera a atinge, lateralmente, mas cujo choque a fez ficar com a vida por um fio, embora parecesse que estivesse morta.
– Até que enfim esse lixo morreu. Foi divertido espanca-la, meu príncipe. - fala príncipe com nojo, enquanto se virava para olha-lo, pois como o ki caiu drasticamente, julgou que estava morta.
Porém, fica aterrorizado ao ver o olhar de ira que exibia, nunca tendo visto antes nele, pois o vira muitas vezes pelos corredores do castelo.
Ódio. Ira. Eram os dois sentimentos que explodiam em Kakarotto que via tudo em vermelho. Nunca sentira tamanho ódio quando naquele momento. Seu coração calmo e sereno se tornara mais tempestuoso que a tempestade mais tenebrosa, que explodiu ao sentir que o ki de Liluni pareceu desapareceu.
Sua raiva alcança níveis nunca antes alcançados, enquanto ele sente todo o seu corpo pulsando dominado pela ira sem limites, enquanto sentia-se perder nela.
Nisso, para horror do jovem, os cabelos dele mudam se tornando loiros e espetados para cima, assim como os olhos que se tornam verdes, podendo ver a fúria aterradora que demonstrava, além da aura dourada brilhante em torno dele e dos músculos que cresceram e se tornaram definidos, além do scouter estourar ao tentar medir o seu poder.
Ficou tão apavorado que não tinha qualquer reação, sentindo que lhe faltavam forças, enquanto o saiya-jin irado se aproximava dele com ódio saindo de cada poro do corpo deste, que fala ferozmente:
– Você machucou a minha mãe, a torturando antes. Agora, irei retribuir bastardo! Eu estou irado!
Nisso, antes que o jovem percebesse o movimento deste, seu braço estava quebrado, pois este o torcera violentamente, fazendo-o gritar de dor, para depois sentir sua perna sendo quebrada por um chute certeiro deste, fazendo-o descer.
– Levante lixo. Ainda não terminei.
– Por favor, chega. Por favor, pare - ele clama, chorando, enquanto sentia a dor lacerante.
– Não está agindo como um da nossa raça que tanto se orgulha. Se prefere morrer como um covarde patético, que assim seja!
Nisso, o pega pelo pescoço tomando cuidado para não mata-lo, pelo menos ainda, enquanto este continuava implorando clemência, sentindo seu corpo ser sacudido pelos golpes que afundavam em seu abdômen, como se o estivesse perfurando, para depois levar um gancho de direita que o arremessou para longe dali, fazendo-o se chocar contra várias árvores.
Propositalmente, Kakarotto continha o seu poder para não mata-lo imediatamente, pois ele torturou a sua mãe antes de mata-la e queria faze-lo sentir a dor que ela sentiu.
Após ir até ele e soca-lo ainda mais, vendo que já se encontrava debilitado, prepara uma esfera de ki contra o mesmo que não conseguia abrir direito os seus olhos, enquanto que o corpo convulsionava pelos golpes consecutivos na cabeça.
Nisso, com sua audição apurada, ouve uma voz que jurava nunca mais ouvir novamente, embora estivesse baixa demais.
Corre até Liluni, segurando-a no colo, com a cabeça em seu tórax, se lembrando que não pegara as senzus em seu desespero, se culpando:
– Não o mate meu filho... Não suje as suas mãos com a vida de outros... Não seja igual aos demais saiya-jins que matam indiscriminadamente... Por favor. Não quero ver suas mãos sujas de sangue. Se for um inimigo forte que deseja mata-lo, irei entender senão tiver escolha. Mas, senão for algo assim, por favor, não mate...
– Eu prometo kaa-chan. - nisso, desaba em lágrimas, desfazendo a transformação enquanto abraça o corpo da mãe, ouvindo-a uma última vez com a voz desta fraca e quase inaudível.
– Eu estou indo descansar, meu filho... Eu estou indo a um lugar melhor, com certeza. Apenas queria ver Lian uma última vez... Eu o amo filho e sinto muito orgulho por você ser diferente dos demais. Viva e proteja todos os inocentes que puder com o seu poder. Não o use para destruir vidas e sim, para protegê-las... Prometa-me- pede em seu último suspiro.
– Prometo kaa-chan...
– Adeus, meu filho.
Nisso, com os olhos borrados de lágrimas, a vê sorrir fracamente uma última vez, enquanto uma lágrima escorre de seus orbes, perdendo-se na grama macia, enquanto ele ouvia sua última respiração e o ki desaparecendo, assim como a alma dela que se encontrava longe dali.
Abraça o corpo sem vida enquanto chorava desesperado, sentindo seu coração afundar-se em uma tristeza profunda.
No castelo, todos sabem o que ocorreu pelo ki e choram inclusive Tarble, que sabia que tinha que ficar lá, pois, pedira para estar próximo dali quando ele não pudesse estar para proteger Lian.
Nyei, em meio as lágrimas, olha penalizada para a pequena, sentada na cama, que parecera se acalmar.
Na Central, Bardock sente uma dor imensa e poderosa, além de uma tristeza absurda. Porém, a dor era violenta, enquanto sentia que uma parte dele fora destruída, sendo um sentimento aterrador e tão potente, que o faz erguer-se e sair dali, voando para casa o mais rápido que consegue, enquanto sentia seu coração ser comprimido a um nível sufocante.
Kakarotto estava imerso em uma tristeza sem fim, enquanto murmurava Kaa-chan. Os demais escravos queriam sair para conforta-lo, mas, temiam o castigo do responsável por saírem sem permissão, pois este só fora visitar um amigo e já estava voltando.
Nisso, quando o genitor dele chega, vê o rastro de destruição, assim como o responsável pelos escravos chegando junto dele, praticamente.
Vê o jovem comandante quase morto, extremamente ferido e seu filho com Liluni nos braços, esta coberta de sangue, sentindo o cheiro de lágrimas dele.
Bardock fica congelado, pois pelo scouter notara que estava zerado, indicando que estava morta e nisso, cai de joelhos no chão, não entendo a fraqueza que o tomou, enquanto lutava para se erguer.
O responsável corre até um dos escravos e este narra o ocorrido sendo confirmado por todos que se encolhem de medo.
Ele caminha até Kakarotto e tenta toca-lo no ombro, mas, sente como se sua mão fosse queimada ao simples toque e se afasta, preocupado.
Nisso, mais saiya-jins chegam e alguns pegam o comandante totalmente grogue após diversas pancadas na cabeça, o levando para uma Medical Machine próxima dali.
Bardock não entende porque uma tristeza profunda se apodera de seu ser, enquanto sente que uma parte dele já não existia mais, sendo um sentimento apavorante, sem compreender, porque foi a morte de uma mísera escrava.
Então, para confusão dele, começa a chorar sem parar, enquanto o resto de seu coração se encolhia.
Após alguns minutos consegue se erguer confuso pelos seus sentimentos, muitos destes novos que nunca sentira e que o tomavam com ímpeto, fazendo-o assim chorar por um ser considerado inferior pela primeira vez na vida, somente conseguindo se acalmar superficialmente após longos minutos, por mais que por dentro estivesse, praticamente, em cacos e não conseguisse recolhe-los.
Nisso, o responsável pelos escravos narra o ocorrido ao seu chefe, enquanto que Bardock passa a sentir ódio pelo comandante, embora não compreendesse porque, pois Liluni era sua propriedade e no máximo deveria se sentir aborrecido dele destruir algo que lhe pertencia.
A raiva absurda que ameaçava transbordar em seu interior, não tinha sentido e ele o reprime violentamente, enquanto lutava para retomar o controle, desesperadamente.
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