Tomado pela dor, sendo que a ira ainda latejava em seu interior, ele põe-se a procurar um local para enterrar sua amada mãe e salvar o corpo dela do destino dado aos cadáveres de escravos...

Havia decidido ficar sozinho com a sua dor, para poder lidar com ela, assim como sua raiva exacerbada que não passara.

Porém, graças a um guarda, Vegeta descobre sobre a transformação e irado, põe-se a procura-lo para...

OooOooOooOooO

Vê o filho erguendo Liluni após meia hora, sem olhar para ele que estava próximo a sua frente, se virando e caminhando até o fundo da propriedade.

Nisso, um saiya-jin se aproxima, falando, respeitosamente após se curvar:

– Kakarotto ouji-sama, pode dar o cadáver desse verme para nós que iremos incinerar junto com os demais que recolhemos essa noite.

Nisso, pondo-se a segurar com apenas uma mão aquela que considerou como uma mãe agarra o saiya-jin pelo pescoço com a outra, o erguendo com violência, enquanto este se debatia sem conseguir respirar sobre o olhar atônito dos outros e do responsável pelos escravos, que fica estupefato, pois o erguera como senão fosse nada, enquanto este via o olhar irado e o Oozaru detrás dos olhos dele que fez o pêlo de sua cauda se arrepiar, enquanto sentia um forte pavor se apoderando dele, não sabendo se era da iminência da morte por asfixia ou pelo olhar praticamente feral do príncipe. Os demais saiya-jins no local estavam apavorados demais. O medo os impedindo de fazer algo para ajudar seu conterrâneo.

Ele ainda sentia raiva em seu corpo e ver alguém ofende-la, era o suficiente para fazê-lo sentir uma imensa ira. Nisso, se lembra das últimas palavras de sua mãe e a sua promessa.

Por isso, solta o pescoço do saiya-jin, fazendo-o cair no chão, abruptamente, enquanto este lutava para respirar, enquanto os outros que observaram a cena se dirigiam para acudi-lo, com estes ainda olhando aterrorizados para Kakarotto que se afasta.

Então, percebendo aonde ia com o corpo da escrava morta, o responsável, reunindo os fragmentos de sua coragem, fala temeroso:

– Escravos não podem ser enterrados, ainda mais na propriedade de Bardock-sama. Por isso, Kakarotto-sama, nos livraremos dos corpos no crematório de escravos.

Porém, um olhar mortal deste e um rosnado aterrador, o fazem engolir em seco e recuar, temendo por sua vida.

Após este se afastar, pensava aonde poderia enterrar sua adorada mãe, que deveria ser em um local seguro, quando Tarble entra em contato mentalmente:

"Meus pêsames, nii-san."

"Tarble, você sabe de algum lugar onde possa enterrar minha mãe? Tem que ser um local seguro para ninguém retirar o seu corpo. Se a deixar aqui terá o mesmo destino dos outros cadáveres e não desejo isso. - fala com a voz abafada, enquanto sentia a imensa dor em seu coração sufoca-lo."

"No jardim do Castelo, há uma área profunda onde existe uma espécie de bosque. Ninguém vai para lá e, portanto, poderá enterrar Liluni-san ali. Como príncipe, tem o direito de usufruir deste jardim"

"Obrigado... Sinto, mas, gostaria de ficar sozinho."

"Tudo bem. Todos nós entendemos"

Com isso, ele se vira e caminha para fora da propriedade, fazendo questão de passar ao lado de seu genitor que tinha os olhos e punhos cerrados, enquanto tentava lidar ainda com a dor absurda e poderosa ao ver Liluni morta nos braços de seu filho, assim como detendo suas lágrimas, abrindo os olhos imediatamente e olhando a sua cria ao ouvir a voz dele coberta do mais puro ódio e ira:

– Se tentar retirar o corpo da minha mãe ou encostar um dedo em Lian ou em algum dos meus amigos, mesmo que seja através de alguém sobre as suas ordens, irá se arrepender do dia em que nasceu. Farei questão de esmagar todos os seus ossos e destruir o seu corpo sem deixar vestígio... Entendeu desgraçado?

Sussurrava cada palavra com ira e nojo, lançando um olhar mortal de pura dor e ódio, fazendo Bardock suar frio, temendo por sua vida, pois, nunca vira esse olhar em seu filho, não conseguindo reconhecê-lo, enquanto vira a sombra de um oozaru irado por detrás dos orbes ônix, percebendo também o que parecia uma pequena película rubra como o sangue em volta de seus olhos.

Nisso, Kakarotto torna a andar, se afastando, enquanto Bardock caía no chão novamente, sentindo seu coração bater acelerado e suando frio. Por um instante viu a fera detrás dos olhos dele sedenta por sangue e temeu por sua vida, não sabendo ser por causa do modo como seu filho falou ou do olhar praticamente feral.

O jovem voa para longe dali, tirando com a sua cauda a coleira de sua mãe, esmagando-a, enquanto transportava o corpo em seus braços, pondo-se a chorar novamente, até que alcança o castelo.

Pousando no imenso jardim, caminha para as profundezas do bosque, encontrando um lugar consideravelmente bonito para enterra-la, em meio a flores, fazendo uma cova com o seu ki, para em seguida depositar o corpo e enterra-lo, enquanto pegava uma pedra bonita, escrevendo o nome dela na lápide improvisada, para depois arrumar as flores em torno do túmulo e orando, lembrando-se de como ela o ensinou quando era criança.

Ficou por vários minutos, até que saiu voando dali para um dos poucos lugares completamente inóspitos do planeta, para depois cair de joelhos e socar o chão com o seus punhos abrindo imensas crateras, enquanto tentava extravasar a sua dor e ira, com as lágrimas de agonia encharcando a terra abaixo dele, enquanto se culpava por não ter chegado a tempo.

Longe dali, no castelo, Vegeta é acordado por um guarda que batia asperamente na porta de seu quarto.

Contraindo a cauda em irritação, levanta-se e caminha até a porta onde este batia para abri-la e pegar o guarda pelo pescoço, começando a asfixia-lo, enquanto este se debatia, perguntando com a voz carregada de raiva:

– Quem lhe deu o direito de bater em minha porta dessa maneira?

Então, o guarda lutando para respirar, consegue falar algo na esperança do aperto ser afrouxado:

– É... sobre... Kakarotto-sama...

Arqueando o cenho, abre a mão, libertando o guarda do aperto opressor, enquanto este, já no chão, lutava para encher os seus pulmões de oxigênio, jurando a si mesmo nunca mais faria algo assim.

– O que tem aquela terceira classe idiota?

Após alguns segundos, com o príncipe irritado pela demora, começa a concentrar uma esfera de ki em sua mão direita para lançar contra o guarda, enquanto este consegue falar, ainda lutando desesperadamente para recobrar o fôlego:

– Aconteceu... aconteceu algo... na mansão... de Bardock-sama.

– Termine de explicar verme ou irei fazê-lo provar o poder de um saiya-jin acima da Elite. - fala em um tom frio, liberando uma áurea assassina, fazendo o guarda se apavorar, enquanto sentia que se recuperava mais rapidamente do que o normal para o seu próprio bem.

– Um... um comandante que admira Bardock-sama, resolveu tomar as dores dele e foi até a mansão, onde matou após torturar uma das escravas. Aquela que deu a luz a filha bastarda dele.

– O verme ainda estava vivo? Pensei que a tinha exterminado naquela noite, após perder para o filho. - Vegeta comenta surpreso.

– Kakarotto-sama voou até a Mansão, mas, não conseguiu salvar esse ser inferior...

– Hunf! Ele é estranho. Muitas vezes me pergunto se de fato é um saiya-jin... O comportamento dele perante esses lixos chega a ser extremamente irritante.

– Parece que houve uma transformação... Ou algo assim. Eu o segui após ele sair do Castelo, pois achei estranho e nisso, vi uma espécie de transformação... Os cabelos ficaram loiros e espetados, com os olhos esverdeados, além de ficar mais poderoso... Eu sei que fiquei paralisado ao vê-lo...

Vegeta arregala os olhos, enquanto se recordava de seu pai falando do super saiya-jin e o fato de que, ainda, pelo menos até aquela noite, a considerava apenas uma lenda, não acreditando que fosse real. Pois, se fosse, era o único que poderia se transformar.

Afinal, seu poder estava acima da Elite e ninguém em Bejiita poderia derrota-lo e Kakarotto ainda estava abaixo dele em poder, conforme percebera nas lutas. Ele, Vegeta, tinha o sangue da linhagem mais poderosa e, portanto, se fosse de fato real tal lenda, somente ele conseguiria esse nível superior. Era surreal demais que uma mera terceira classe, cujos ascendentes não passavam da primeira classe, no máximo, conseguisse algo assim e não o príncipe, assim como o saiya-jin mais poderoso de todos, a seu ver.

Suspeitara disso, pois, a única transformação que possuíam eram de Oozarus. Além disso, todos os saiya-jins nasciam com cabelos negros e olhos ônix e estes não mudavam de cor do nada, assim como não cresciam ou mudavam de aparência em toda a sua vida.

Ele cerra os punhos, sentindo sua ira transbordar a níveis inimagináveis para depois olhar para o soldado aos seus pés, que comenta para si mesmo, estupefato:

– Será que era o lendário super saiya-jin... Mas... É impossível.

Controlando sua ira, Vegeta pergunta com um falso sorriso no rosto, acabando por fazer o guarda se tranquilizar:

– Alguém mais sabe disso?

– Não, senhor. Pelo menos acredito que não. Bem, eu não contei a ninguém. - fala se curvando, após se recuperar, pois sentira alívio ao ver o sorriso deste.

– Bom... - nisso, revela um sorriso maligno, erguendo uma das mãos para horror do guarda, lançando uma esfera de Ki contra o tórax dele, cuja explosão o envolve, queimando-o vivo em alguns segundos, com o corpo caindo sem vida no chão.

Os outros guardas detectam pelo scouter o aumento de poder e se dirigem até chegarem próximo do quarto do príncipe, estarrecidos, frente ao destino do saiya-jin caído aos seus pés.

Nisso, o rei e a rainha já se encontravam em frente ao quarto do filho, com o Imperador olhando do soldado morto para Vegeta e vice-versa.

Ia falar algo, mas, ao ver o olhar de ira deste, fora o suficiente para fazê-lo se calar e se afastar, levemente, percebendo que não era seguro contrariar o seu filho mais velho. A mãe apenas o olhava, receosa.

Nisso, Vegeta saí pisando fortemente, após se trocar e pegar o seu scouter que repousava em uma escrivaninha ao lado da cama, passando pelos corredores para sair, deixando para trás um cadáver, os guardas e seus pais atônitos.

Ao posicionar o scouter, começa a apertar o botão, o procurando, não conseguindo, até que se põe a voar, irado. Nisso, se recorda do quanto ele era apegado aos seres inferiores e que o conhecendo, iria preferir ficar sozinho, acabando por ter uma ideia de onde poderia estar.

Estava colérico, pois, se era para existir um super saiya-jin, deveria ser ele e não uma terceira classe inferior. Bufando de ira, põe-se a procurar Kakarotto por todo o planeta, se fosse necessário. Não descansaria até encontra-lo e ver com os seus próprios olhos tal transformação e se de fato, pertencia à lenda do super saiya-jin.

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