Enquanto Kakarotto se preparava para aturar o humor assassino de Vegeta, descobre que o rei marcou uma reunião não planejada, chamando todos os príncipes...

Uma reunião cujo assunto é mantido em sigilo...

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Uma semana depois, Kakarotto estava se dirigindo ao Domo Real para se encontrar com Vegeta e assim, auxilia-lo, suspirando cansado e se preparando para a sessão de tortura como encarava essas horas.

Enquanto isso, procurava desviar os olhos das escravas que andavam pelo castelo, praticamente nuas, devido as roupas sumárias que usavam que não cobriam quase nada.

Soubera que o rei era um bastardo pervertido, safado e cruel, que obrigava as escravas a andarem quase nuas e a se deitarem com qualquer um que as requisitasse.

Kakarotto evitava olhar, pois considerava excessivamente degradante para as jovens, podendo sentir o cheiro de medo, assim como o cheiro de sêmen em muitas, que se apavoravam até com a sombra.

Nesses momentos, cerrava os dentes e sentia um ódio intenso pelo rei, pois, mesmo sabendo como era o palácio, isso ainda o enojava e o revoltava, precisando sempre aplacar a sua mente e coração.

Percebera que Vegeta evitava olhar para elas e não aparentava ser um desgraçado bastardo como o genitor, passando a não acreditar que ele apoiasse tal perversão e crueldade com as fêmeas, além de roupas altamente degradantes e vexatórias para as mesmas.

O pior era que a rainha aceitava e inclusive, para aplacar a companheira, permitia que ela fizesse os escravos andarem quase nus, tendo apenas um pequeno pedaço de pano que cobria, não totalmente, o sexo deles de tão estreito, assim como entrava na bunda, tornando-se uma visão atemorizante para outros machos, mas, igualmente prazeroso para muitas outras saiya-jins fêmeas que podiam se divertir com eles, caso quisessem, com estes sendo obrigados a servir a quem requisitasse seu serviço, fosse uma saiya-jin fêmea ou até mesmo um macho.

Nisso, é despertado de seus pensamentos, quando um guarda surge na frente dele, se curvando, enquanto coloca a mão atravessada no peito, fazendo-o arquear o cenho:

– Kakarotto- ouji- sama, estava procurando o senhor, pois tenho um recado de Vegeta ouji-sama.

– Estava indo me encontrar com ele no Domo Real.

– O príncipe não irá. Vegeta Kokuô-sama (Rei Vegeta) convocou todos os príncipes para que se encontrassem no Salão de Reunião Principal. Vegeta- sama já se dirigiu para lá.

– Não é um tanto repentino?

– É uma reunião marcada em cima da hora.

– Entendo. Avise que irei. Tarble também foi avisado?

– Não. Só pediram para avisar o senhor e Vegeta- sama.

– Avise que irei junto com Tarble. - fala irritado, não para o guarda, mas, sim, para o descaso com o jovem, pois, odiava injustiça.

– Sim senhor.

Nisso, se levanta e corre pelo corredor para avisar os monarcas.

Ia avisar Tarble através da mente, mas, como estava perto do quarto real dele, se dirige até lá, sorrindo de canto, pois além do ki do jovem príncipe, o de Kireiko estava lá, sabendo que não haviam voltado ontem do passeio que ele a levara pelos jardins do castelo.

Estava feliz em ver o casal junto, sabendo que o jovem a amava e que a meia chikyuu-jin se sentia atraída por este, enquanto que torcia para que ela correspondesse aos sentimentos do jovem príncipe.

Antes que chegasse a porta, sente pelo ki que Tarble iria se encontrar com el que acontece.

Quando a porta é aberta, este se encontra levemente ruborizado, embora usasse somente as calças, provavelmente, por saber do olfato apurado que possuíam e que, portanto, o saiya-jin mais velho a sua frente saberia que eles fizeram amor. Ele era tímido e reservado.

Kakarotto desconfiava que Vegeta também deveria ser assim, o que não duvidava, pois havia muita semelhança entre os irmãos, mas, não seria louco de comentar isso com o seu "irmão" mais velho e ter que aguentar os sermões quase intermináveis deste além do repertório de apelidos para ele, exibindo uma carranca ao se recordar do último sermão que tivera que aguentar. Não desejava algo assim nem para o seu pior inimigo. Era cruel e desumano demais.

Nisso, Tarble olhava para ele com o cenho arqueado e ainda envergonhado e nisso, este sai de seus pensamentos e fala:

– Os seus pais convocaram todos nós, os príncipes, para uma reunião no Salão Real...

– Não sabia. - nisso, fica cabisbaixo, pois, mesmo que não fosse uma surpresa, sendo algo esperado, ainda o machucava consideravelmente.

– Vim aqui para que possamos ir juntos. Soube que não te chamaram, por isso avisei que viria aqui antes de irmos para a reunião.

– Obrigado, nii-san!

O jovem se sente feliz, pois eram poucos aqueles que se importavam com ele, adorando o fato de ter muitos amigos, agora, não sendo somente o seu irmão, e sim, todos os amigos de Kakarotto, além de sua amada Kireiko, se sentindo pleno, pois nunca conhecera antes o que era a amizade.

– Então, vamos? Seria bom que Kireiko ficasse no meu quarto com os outros. É mais fácil protegê-los quando estão reunidos em um único local.

– Já vou indo, Kakarotto... - escuta a voz sonolenta da jovem, que depois passa a se tornar raivosa, fazendo-o se encolher levemente - Céus! Sabe como detesto acordar cedo, idiota! Estava em um soninho tão bom.

Ela aparece trocada, se sentando no sofá, quase dormindo de pé e de mal humor, passando a fuzilar Kakarotto com o olhar, desprendendo uma áurea assassina, fazendo este se encolher ainda mais, pois ela era assustadora quando queria, assim como Tarble, que se encolhera, levemente, porém, não se surpreendendo, pois sabia do temperamento esquentado dela e do fato, que havia confessado que tira-la da cama cedo era a sentença de morte para o idiota que ousasse fazer isso.

– Foi mal... Mas, essa reunião é de... - fala sem graça, coçando a nuca com a mão.

– Hunf! - ela funga virando a face para o lado, não conseguindo impedir um bocejo. - Nem tive tempo de tomar um banho como queria...

Os saiya-jins se entreolham e o mais velho fala, arqueando o cenho:

– Dá tempo de tomar um banho rápido.

– Idiota! - ralha com ele e depois, olha para Tarble com um sorriso malicioso nos lábios, olhando- intensamente e falando com a voz manhosa - Um banho juntinho com o meu Tarble.

O jovem fica vermelho como um pimentão sem conseguir encarar nenhum dos dois, quando vira o rosto para o lado, constrangido, enquanto que a jovem sorria agora de canto, pois adorava vê-lo envergonhado, por acha-lo muito fofo quando fazia isso.

– Isso foi maldade, Kireiko. Sabe que Tarble é tímido e gosta de discrição.

– E daí? Eu acho ele muito fofo quando fica assim - nisso, caminha até ele e o abraça pelas costas, passando os braços para a frente dele, o abraçando e o beijando no rosto.

– Bem, vou para o corredor e espero vocês lá. - fala sentindo pena do jovem, enquanto abanava a cabeça para os lados, pois já esperava algo assim dela.

Após alguns minutos, Tarble sai com a sua indumentária, seguido por Kireiko, ambos tendo tomado banho. A jovem já fingia submissão com a cabeça abaixada e um passo atrás deles. Kakarotto sabia como seu irmão se sentia.

Afinal, também tinha que vivenciar isso em relação a quem amava e seus amigos, odiando o teatro metre-escravo que eram obrigados a interpretar em público.

Nisso, passam primeiro no quarto de Kakarotto com Kireiko entrando para depois se dirigirem até o Salão Real, conversando durante o trajeto diversos assuntos amenos, até que o mais jovem, pergunta:

– Sabe do que se trata essa reunião de última hora?

– Não. O guarda não sabia do que se tratava e imagino que seja um segredo, sendo algo que só diz respeito ao alto escalão de Bejiita, pelo menos no início e acredito que "ele" estará lá. - fala "ele" com irritação, enquanto o mais jovem via a cauda dele se contorcer em irritação na cintura.

– Entendo... - fica pensativo e depois, olha para seu melhor amigo - Mas, Bardock- san não tentou nada deste aquele dia. O que é estranho, não acha?

– De certa forma, sim... - evitava pensar no seu pai, pois ainda se ressentia com o genitor, culpando-o, ainda, pela morte de sua amada mãe.

– Também percebi que o ki dele tem andado muito alterado quando não está no castelo, de uma forma que não conseguia compreender muito bem, até que Eichiteki- sensei me explicou, após analisar o ki.

– Eu percebi. Porém, não quero saber o que é, pois, não me importo com aquele bastardo desgraçado. - fala cada palavra com raiva e desgosto.

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