Então, após aprenderem sobre a técnica change, chega o momento das despedidas.

Graças a Tarble, encontram um esconderijo perfeito e é decidido que se esconderiam, com o jovem princípe os protegendo, enquanto Kakarotto partia para enfrentar Freeza e provavelmente a Ginyuu Tokusentai.

Nisso, Bardock ouve a conversa...

Capítulo 40 - Tarble e o esconderijo

- Ele a conhece? Então, roubou do meu povo... Desgraçado! Provavelmente, foi ele que invadiu nosso planeta com o esquadrão dele, a tal de Ginyu Tokusentai ou algo assim, que fazem poses no mínimo ridículas, sempre antes de começar a atacar os seres, como ouvir dizer enquanto estava presa na nave de escravos.

- Change? - Kireiko pergunta, arqueando o cenho.

Estavam tão compenetrados na conversa, que ninguém, com exceção de Eichiteki, percebera que Bardock estava ouvindo tudo, escondido atrás da pilastra, assim como sentira o cheiro vindo de Nyei, percebendo que estava grávida e impregnada também do cheiro do seu filho.

Além disso, ficara maravilhado com a técnica de detecção deles sem usar o scouter e inclusive, sendo muito mais eficiente que este e ficou curioso sobre o que era o tal "Ki" que tanto falavam.

Eichiteki percebera que ele estava lá, mas, sabia que não era uma ameaça e nisso, o saiya-jin viu o chikyuu-jin olhar para ele, acenando com a cabeça, antes de tornar a participar da conversa.

- Uma técnica que permite trocar de corpo com outra pessoa. Ele se concentra e estende os braços, liberando uma espécie de rajada de luz intensa sobre quem deseja trocar de corpo e nisso grita Change e eles simplesmente trocam. - Nyei fala amargurada, por alguém tão cruel conhecer tal técnica, permitindo ao usuário ter o corpo que quisesse.

- Sua raça sabia isso? - Eichieki fica surpreso, pois nunca soubera de tal técnica.

- Sim. Mas, era tida como proibida e punida amargamente se tentassem, além disso, era difícil demais para ser executada, não sendo algo simples, além de ter um ponto fraco.

- Qual? - Tarble pergunta curioso, embora estivesse ainda surpreso por tal técnica existir.

- Uma vez que você começa a executá-la, não pode ser interrompê-la. Ou seja, se por acaso, por algum imprevisto, por exemplo, a pessoa conseguir escapar da técnica e a mesma ir para o ser errado, sua "alma", digamos assim, será trocada de corpo, mesmo que o usuário tenha mudado de ideia. Portanto, a menos que o alvo fique estático, pode ser arriscado demais, pois, você vai trocar de qualquer jeito, quer queira ou não.

- Bem, de fato, é um considerável ponto fraco, tornando-se uma técnica arriscada. - o chikyuu-jin comenta para si mesmo.

- Quando verem a execução dessa técnica fujam dela e se possível, para deter o infeliz, o aprisionem no corpo de algum ser que não possa falar. Tipo, ele gritará Change instantes antes da execução final. Se esse ser não falar, ele nunca poderá destrocar, novamente, ficando condenado para o resto da vida.

- Vou me lembrar disso. Agora, a prioridade é escondê-los, em um lugar seguro... Mas, não sei aonde. - Kakarotto questiona a si mesmo, pensativo.

- Pode ser no ponto 97560 - Y. - Tarble fala, pegando seu scouter do rosto, que penas usava para simular que o utilizava para medir poder e digita algo, em um pequeno holograma que pipoca deste, conforme aperta um botão específico.

E nisso, todos vêem que um mapa surge flutuando no ar e em seguida, um pequeno ponto brilhante, que após Tarble pressionar com o dedo, é feito um zoom do local, mostrando que era uma espécie de casa, simples e consideravelmente longe da parte central do planeta.

- Que lugar é esse? - Kireiko pergunta, grudando seus seios das costas de Tarble, propositalmente, fazendo-o ficar intensamente rubro, sendo censurada por um olhar cortante de seu pai e mãe.

- Essa casa pertence à família da minha mãe. Mais precisamente a um tio dela que morreu em uma invasão a algum planeta. Agora, esta desocupada... E tipo, ele era um pouco neurótico, digamos assim, um estranho dentre a nossa raça - nisso, fica sem graça, enquanto corava loucamente, para depois ficar aliviado quando Kireiko desencosta dele, após dar um pequeno risinho, pois se divertia em vê-lo encabulado, além de acha-lo fofo quando ficava daquele jeito.

Seus pais abanam a cabeça para os lados, suspirando cansados, enquanto que o genitor massageia as têmporas.

- Como assim, neurótico? - Suong arqueia o cenho.

- Ele achava que tudo mundo era inimigo e tipo, tem algumas "armadilhas", digamos assim. - fala armadilhas fazendo aspas com os dedos - A imperatriz odeia aquele lugar, pois ele investiu tudo o que tinha nessas armadilhas, em vez de melhorias no imóvel e entorno, tornando uma ambiente simples demais para o gosto dela, ao ponto de ser, praticamente repulsivo para os padrões dela.

Todos perceberam há meses que não chamava os reis de pais e sim, sempre de rei e rainha. O que era lógico, considerando que o odiavam e inclusive, atentavam contra a sua vida, só parando graças à intervenção de Vegeta.

- É um bom lugar e devemos ir para lá o quanto antes. - Eichiteki comenta e nisso, todos se preparam para partir - Mas, antes, tome, meu filho, você vai precisar delas.

Então, Kakarotto pega um saquinho com as senzus e pergunta, preocupado:

- E quanto a vocês? Não sabemos se...

- Não se preocupe. Separei algumas para nós. O fundamental é que as tenha e lembre-se, use-as sabiamente e somente quando necessário, já que a quantidade é limitada. - o sensei fala e apoia uma mão no ombro dele, sorrindo orgulhosamente para o saiya-jin que retribui com um sorriso igual.

Antes que Tarble os escoltasse, conforme se afastavam, Kakarotto pega no braço dele que olha para o saiya-jin, vendo a angústia nos orbes dele.

- Por favor, cuide de minha família. Nyei, meu filho e Lian... Não poderei estar perto deles para protegê-los da provável invasão que acontecerá, pois o desgraçado do Freeza, com certeza, não invadirá sozinho, não por não ser capaz e sim, por ser impaciente demais...

Nisso, apoia a mão sobre a dele e fala, sorrindo com confiança:

- Cuidarei deles e de todos, inclusive de minha amada. Pode lutar tranquilo, nii-san. Eles estão em boas mãos.

- Eu acredito em você e sei de suas capacidades. Muito obrigado...

Nisso, Nyei corre e o abraça, fortemente, após passar Lian para o colo de Kireiko, chorando, olhando-o com os orbes extremamente úmidos.

- Meu amor... Promete que vai voltar para nós? Para mim e seu filho, assim como para a sua imouto? Promete? - ela o fita com lágrimas nos olhos, chorando compulsivamente com os lábios pequenos e delicados tremendo, assim como o seu corpo, tal como uma folha frente ao vento, enquanto agarrava as vestes dele com os punhos fechados sobre a mesma.

- Prometo... Confie nesse Kakarotto... Prometo voltar para vocês dois. Ou melhor, para vocês três.

Nisso, deposita um beijo doce na testa dela, para depois secar as lágrimas com beijos, até que se separam, secando a última lágrima com o polegar, sem deixa-la de fitar nem por um minuto, enquanto ela o abraçava uma última vez, antes de partir, quando ele interrompe o abraço e passa à segura-la pelos ombros, com um olhar confiante e um sorriso gentil. O seu típico sorriso gentil.

- Eu confio... - ela murmura, se afastando, sem deixar de olha-lo, ambos não podendo desviar os orbes, até que ela tem que virar-se de costas para partir.

Nisso, Kireiko, emocionada, assim como os demais, inclusive Tarble, se aproxima com Lian nos braços e a pequena sorri, completamente alheia ao perigo que se aproximava de Bejiita em duas frentes.

Uma, representada por Freeza e outra pela Ginyuu Tokusentai, sacudindo os bracinhos, animadamente:

- Coio, coio, Kaioto.

Nisso, sorrindo, com os orbes úmidos, pega sua irmãzinha no colo, sentindo o peso morno dela e o cheirinho dela que tanto adorava, enquanto a beijava na testa em um beijo doce, deixando a mesma explorar seu rosto com as mãozinhas ansiosas, simulando morder os dedinhos dela, ao encostar delicadamente seus lábios neles, fazendo-a rir, enquanto se divertia puxando os cabelos negros que desafiavam a gravidade, sem o mesmo se importar, enquanto a pequena ria e se divertia para depois abraça-la, se encolhendo no tórax de seu irmão, como um molusco procurando um abrigo tão desejado, com este sentindo as pequenas mãozinhas grudadas em suas roupas, para depois, ele emitir uma risada e ela soltar, de imediato, já abrindo os bracinhos, ansiosa, prevendo uma das brincadeiras que ele fazia com ela, fazendo festa antecipadamente.

A diversão para a pequena, consistia em ergue-la no ar e depois baixa-la, delicadamente e devagar, com a mesma se divertindo e rindo, sendo que ele faz algumas vezes, antes de passa-la a Kireiko, conforme percebe a aproximação do monstruoso Freeza da órbita de Bejiita.

Lian ameaça um choro, mas, Kireiko consegue acalma-la e apesar de abraçar a meia chikyuu-jin, a meia saiya-jin se encontrava olhando para o seu irmão com os olhinhos umedecidos, enquanto é separada de Kakarotto, para seguir com o grupo até o esconderijo, com a jovem passando o bebê para o colo de Nyei que a pedira, com a pequena sorrindo frente quem a pegava agora, sendo tratada como uma filha pela mesma, enquanto que ao olhar para trás, o bebê vê seu irmão novamente e seus olhos tornam a ficar úmidos e nisso, acena com as mãozinhas, murmurando, em um tom choroso:

- Xau, xau, Kaioto.

Kakarotto continua sorrindo e acenando, até que os demais se despedem e partem dali, enquanto olhava eles se afastando, até que somem de vista e o mesmo, então, parte da varanda voando rumo aos céus.

Bardock vira a cena e se emocionou, além de ter sentido, inicialmente, inveja de seu filho, pois desejava abraçar sua filhinha, sentir o peso morno dela em seus braços, e o cheirinho dela, além de ouvir as risadas pueris, assim como o seu sorriso inocente, além dos olhinhos brilhantes.

Mas, senão podia vivenciar isso, sabia que era o único culpado da sua situação atual.

Nisso, decide partir dali para aonde se dirigiam, para ajudar na proteção do grupo, enquanto se admirava de sorrir frente à perspectiva de ser avô, pois, Nyei esperava uma cria de seu filho, admirando-se de se sentir animado, mesmo que sua neta fosse uma mestiça.

Dá um leve sorriso ao ver como ele havia mudado e que os pensamentos saiya-jins de outrora, guiados pelo orgulho desmedido, já não existiam mais em seu ser.

De fato, renascera e dedicaria a sua vida para corrigir um pouco dos erros que cometeu, procurando expiar, nem que fosse, uma pequena parte, sabendo que seria impossível apagar todo o mal que causou ao longo de sua existência como um autêntico e orgulhoso saiya-jin, englobando nisso, as vidas e planetas que destruí por prazer e diversão.

Enquanto voava, Kakarotto desejava acreditar que havia uma diferença de poderes, mas, não tinha certeza, além de que, por causa das demandas de Vegeta, não conseguiu treinar a nova transformação que adquiriu de forma satisfatória, apenas por treino mental que era melhor que o físico, porém, este se fazia necessário em muitos momentos.

Ele precisava derrotar Freeza. Não só derrotá-lo, como também sobreviver. Não só por si e sim, por aqueles que amava para continuar protegendo-os, não sendo justo jogar tudo nas costas de Tarble.

Com este pensamento, parte dali para esperar a chegada de Feeza, sabendo que muitas vidas estavam em jogo, caso perdesse e caso vencesse, porém, morresse, daria por igual.

Precisava sobreviver e derrota-lo pelo bem daqueles que amava, inclusive o filho que ainda não nasceu. Somente por eles e por mais ninguém, pois não se importava com os demais saiya-jins, além de honrar a promessa que fez a sua mãe, no último suspiro de vida dela.

A faria se orgulhar dele do outro mundo e morrer, não era uma opção viável. Voltaria com certeza para sua família e amigos, custasse o que custasse.