Notas da Autora
Kakarotto e Tarble concordam com o plano de Bardock.
Nisso, Kakarotto faz um anúncio real que surpreende a todos.
Enquanto isso, longe do palácio, um certo saiyajin...
Capítulo 50 - Anúncio Imperial
- Não temos escolha. Eles não podem viver. – Bardock comenta, seriamente.
Então, Kakarotto e Tarble se entreolham e concordam em silêncio, que de fato, era algo necessário.
Afinal, o segredo precisava ser mantido dentre eles.
- Filho, poderia dar a ordem para que eu possa cuidar do caso pessoalmente, dando-me plenos direitos, inclusive de vida e de morte?
- Claro.
- Minhas mãos já estão sujas. Logo, suja-las um pouco mais, não fará diferença. O que importa é impedir que mais alguém saiba disso.
- Verdade. – o jovem príncipe concorda.
- Bem, para o que tenho em mente e pela pressa que temos em descobrir o líder desses movimentos de revolta, não irei esperar até a cura total. Afinal, irão morrer do mesmo jeito.
- Preciso fazer o anúncio. Otou-san, convoque o pessoal do palácio que irei fazer um anúncio interno. – Kakarotto falava enquanto se dirigia ao trono.
- Vou fazer isso.
Meia hora depois, todos os soldados do castelo estavam na imensa sala com o imperador, já sentado no trono, sendo que Tarble encontrava-se de pé ao seu lado e o seu pai estava de pé no outro lado.
- Como imperador dos saiyajins, declaro que o conselheiro real Bardock – nisso, o pai dele avança alguns passos e fica mais a frente, ao lado do filho que o indicara com a mão - será o responsável pela averiguação do ocorrido nas dependências do castelo e, portanto, terá total autonomia e igual autoridade sobre o destino dos saiyajins que cometeram o crime contra a coroa, acumulando o cargo de investigador real. Essa ordem imperial entrará em vigor a partir de agora, sem qualquer prazo para revogação da mesma.
Um murmúrio irrompe pelo salão frente a tal ordem e então, Kakarotto ergue a mão imperiosamente para cima e os mesmos se calam frente a tal gesto, sendo que Bardock e Tarble ficaram admirados com o fato dele conseguir silenciar uma multidão tão facilmente, tal como Vegeta e seu pai faziam, sendo que o genitor sorria orgulhoso para o feito de seu filho mais novo.
Longe dali, um jovem saiyajin conversava através de um aparelho dentro de uma casa simples, sendo que só podia-se ouvir a voz:
- Os grupos já estão agindo?
-Sim. Um deles não teve êxito. Mas, creio que podemos resolver esse problema.
- Eu espero, Kettuke-san. Não precisamos ter esse aborrecimento, adicional.
- Não teremos, senhor... Aqueles bastardos mal sabem o que os aguarda. – o saiyajin falava com evidente satisfação.
- Tudo ao seu tempo... O que importa é priorizarmos o plano principal... Acredito que já traçou a sua parte neste plano.
- Sim, inclusive, irei passa-lhe a minha parte.
Nisso, pega uma espécie de pequena moeda, não sendo dinheiro e sim, com componentes eletrônicos e encaixa em uma espécie de compartimento que abriu o estranho objeto.
Após alguns minutos, a mesma voz da caixa pronuncia-se em um tom satisfeito.
- É um plano bem elaborado... Devo confessar.
- Fico feliz com o elogio... E novamente, em nome de todos, quero agradece-lhe pela ajuda prestada para que possamos nos livrar desses saiyajins bastardos e vergonhosos.
- Não agradeçam, ainda... Não se esqueça da minha parte do acordo.
- Não esqueceremos.
- Ótimo. Tenho que cuidar de alguns assuntos particulares. Irei contata-lo no mesmo horário, daqui a dois dias.
- E terei notícias excelentes.
- Isso é muito bom... E não se esqueça. A parte de vocês é fundamental para o sucesso do nosso plano.
- Com certeza.
- Espero boas notícias... Desconectando, agora.
Nisso, o aparelho fica mudo, sendo desligado em seguida por Kettuke (lettuce – alface).
- Não pense que será assim... Acredito que terá uma surpresa considerável... Afinal, nós saiyajins não nos curvamos para ninguém e apenas o usaremos.
Nisso, o saiyajin gargalha gostosamente e se retira da casa, decidindo contatar os demais, pois eles tinham um problema considerável no momento.
Do outro lado da linha, em uma nave nas sombras, um ser gargalhava, enquanto via-se o mesmo entornando um líquido esverdeado em uma taça requintada.
- Creio que o plano foi um sucesso, meu senhor. – um servo aparece e curvar-se.
- Claro... Esses saiyajins não passam de míseros animais idiotas com forma semelhante à humana... Com certeza, devem acreditar que estão me usando, mas, é o contrário e em breve saberão disso.
Nisso gargalha novamente.
- Vejo que o senhor está se divertindo... Não o via rir assim há meses. – este alienígena comenta ainda prostrado.
- Confesso que faz tempo que não "brinco" tanto assim, ainda mais com os meus novos brinquedos.
- Mas, também sei que se enjoa rapidamente dos brinquedos, meu senhor.
- Sim... Mas, por enquanto, estou me divertindo. O azar deles será quando eu desistir de "brincar" e resolver descarta-los.
- Vim avisar o senhor que o imperador está vindo ao nosso encontro.
- Já esperava... – nisso, se levanta, contemplando uma última vez o universo pela janela larga e grande, ou melhor, pelas janelas que ocupavam todo aquele espaço, antes de sair do cômodo com a sua capa esvoaçando atrás dele – Vou recepciona-lo.
Então, se retira dali.
Há centenas de anos-luz dali, em Bejiita, a noite já chegara e nisso, Bardock se dirigia para o quarto do filho, sendo um caminho familiar que sempre tomava, mesmo após um dia estressante, sendo que antes passara pela ala médica e descobrira que demoraria alguns dias para eles terem condições mínimas para serem retirados e por mais que os médicos tenham estranhado o pedido, pois, eles não estariam conscientes, sabiam da ordem do imperador e, portanto, não ousavam questiona-lo.
Então, o guerreiro chega na porta do quarto do seu filho, sendo que massageava os ombros devido a tensão nos últimos dias, assim como a preocupação de uma revolta de proporções ainda maiores.
Nisso, a porta é aberta por Nyei que sorria e Bardock retribui enquanto entrava, sendo que olhava o ventre proeminente dela, comentando, após se concentrar no odor da mesma:
- Terei uma neta... – ele fala com visível prazer, após ter tido três filhos homens e somente uma filha mulher.
- Sim. Estava querendo fazer uma surpresa, mas, me esqueci do olfato de vocês.
- Infelizmente, nesse aspecto, não dá para fazer surpresas.
Então, ele olha Lian que engatinhava em direção a ele, pois, ouvira a voz dele, assim como sentira o cheiro do mesmo e procurava engatinhar com um imenso sorriso e a cauda abando para os lados para se dirigir até o genitor que sorria e se agachava com os braços abertos para recebê-la.
- Ela ficou agitada de repente, alguns minutos antes de você aparecer, como se tivesse sentindo a sua presença antes de aparecer na porta.
- Isso é incrível... – ele murmura emocionado, quando ela chega até ele e coloca as mãos nas pernas do mesmo para ficar de pé.
- Coio... Coio... Papa.
Quando Bardock ouviu novamente a palavra que tanto adorava e que o emocionava, pega a sua filha no colo, erguendo-a para o alto com a mesma sorrindo e rindo, balançando os bracinhos e as perninhas, adorando a festa que o genitor fazia para depois colocá-la no colo com a mesma segurando no pescoço dele e em seguida, o beijando no rosto, enquanto o abraçava, com o saiyajin ficando feliz ao ver o quanto a sua cria era amorosa.
Claro, que como esperado, começou a se divertir com o cabelo espetado dele, segurando os fios rebeldes e rindo imensamente, sendo que como ele não sentia dor, acabava estimulando-a ainda mais, enquanto ria também, contagiado pela felicidade da pequena.
Então, caminha com a mesma no colo até a sala e senta no chão, perto dos brinquedos espalhados, sendo que sai do colo e começa a dar os brinquedos para o genitor, enquanto sorria imensamente.
- O que vou fazer com tanto brinquedo, filhota?
- Binca... Binca...
Nisso, senta em frente a ele, com alguma dificuldade e começa a erguer alguns bichinhos para o mesmo, mexendo as mãos desajeitadamente, segurando-os e então, compreendendo, Bardock pega um bichinho de pelúcia e sorrindo, também faz movimentos em frente à filha, arrancando risos na mesma, podendo-se ver o nascimento de alguns dentinhos na gengiva.
Após alguns minutos, sobe no colo dele e pega alguns brinquedos, mostrando para o seu pai, sendo que depois o saiyajin leva a sua cauda em frente à sua cria.
No mesmo instante, Lian começa a querer pegar a cauda dele que mexia na frente dela, com este permitindo que às vezes ela o pegasse, com a mesma fazendo festa, para depois afasta-lo das pequenas mãozinhas, enquanto sorria ao ver o esforço dela e igual divertimento em tentar pegar a cauda dele.
- E os demais? – pergunta, enquanto olhava em volta.
- Tarble pediu uma ajuda adicional e eles concordaram em auxilia-lo. Já devem estar de volta.
- Bem, quanto mais o ajudarem, melhor, pois precisamos descobrir o quanto antes.
- Verdade.
Após meia hora, a pequena começa a chorar e nisso, Nyei surge com uma mamadeira e pergunta:
- Quer dar a mamadeira?
- Sim... Não é difícil, né? – ele pergunta preocupado, pois nunca imaginou que daria mamadeira a um bebê.
- Não.
Nisso, senta ao lado dele e pacientemente lhe ensina a posição da mamadeira, sendo que ele fica feliz ao ver o quanto a sua filha mamava, enquanto o olhava, sendo que sentia as mãozinhas dela tocando as grandes mãos que seguravam a mamadeira.
Após algum tempo, ela termina e Lian o ensina a fazê-la arrotar, com o mesmo ficando maravilhado, pois era tudo novo para ele e estava adorando.
- Só uma mamadeira? Bem, posso não entendo muito de bebês, mas, o fato dela ser meio saiyajin, não a faz ter o mesmo nível de fome de um puro? Não acredito que um puro se satisfaria só com uma mamadeira.
- Não. Acredito que no aspecto fome, assim como natureza, ela tenha herdado o lado da mãe. Acredito que com todo o mestiço é assim.
- Interessante.
Nisso, vê Lian bocejar, enquanto se recolhia contra ele, como um molusco procurando abrigo, enquanto que a cauda dela enrolava em seu braço, assim como as mãozinhas grudavam no seu uniforme, enquanto começava a ressonar.
- Vou coloca-la para dormir. – fala, enquanto erguia-se com extremo cuidado e a colocava no berço.
Com um braço, afasta as cobertas e ao tentar retira-la de seu colo, a cauda da filha aperta ainda mais o braço do genitor, enquanto que as mãozinhas da mesma se agarram ainda mais fortemente nele.
- Deixa que eu ajudo, Bardock.
Nisso, Nyei o ajuda, separando a cauda da filha do braço dele, tendo que brigar um pouco, pois, em matéria de força, mesmo sendo apenas um bebê, era consideravelmente forte, algo que fez o saiyajin ficar ainda mais orgulhoso.
Enquanto isso, após algumas tentativas, consegue retirar as mãos dela de sua roupa, sendo que resmungava, dormindo, tentando se encolher ainda mais contra o braço dele, inconscientemente, desesperada pela perda do calor do colo dele.
Então, ele a deposita delicadamente e com extrema gentileza, a deitando de lado, enquanto arrumava a cauda de sua filha que passou a repousar atrás dela, enquanto Lian começara a chupar o dedo, parando de reclamar um pouco, enquanto que Bardock reclinava e dava um beijo na testa dela, murmurando:
- Boa noite, minha filhota.
Fala em um sorriso e depois, a cobre, afofando o cobertorzinho da mesma, enquanto depositava o oozaru de pelúcia que havia dado.
- Ela faz a mesma coisa com o meu amado Kakarotto. Ele precisa de ajuda para tira-la de seu colo.
- Lian é bem carinhosa e amorosa. – comenta, saindo do quarto, enquanto olhava a mesma dormindo placidamente no berço.
- Sim. Além de muita esperta e ousada.
- Me esqueci disso... – sorri e então, se preparava para sair. – Vou voltar para o meu quarto, pois, preciso rever alguns documentos. Se tiver qualquer problema, não hesite em me chamar. Afinal, esses rebeldes são perigosos e não sabemos aonde eles irão atacar.
- Espero que Tarble consiga descobrir algo com os scouters.
- Ele é muito inteligente. Com certeza, encontrará algumas informações, além disso, também irei descobrir algo com esses rebeldes capturados. Bem... Boa noite, Nyei.
- Boa noite, Bardock-san.
Então, se despede e se dirige até o seu quarto, enquanto que longe dali, na ala médica, alguns saiyajins adentravam o local, ocultos nas sombras, para depois olharem para as Medical machines ocupadas pelos saiyajins extremamente feridos.
- Terei que mata-los para não revelarem sobre nós.
