Notas da Autora

Enfim, Kakarotto e seus amigos conseguem abafar a revolta de grupos de saiyajins, porém...
Meses depois, Kakarotto conhece a felicidade de ser pai, assim como Bardock se torna avô.

Yo!

Quero pedir desculpas pelo atraso.

Tenham uma boa leitura ^ ^

Capítulo 52 - Nascimento

Após meia hora, a reunião dentre todos os rebeldes que desejavam o término do reinado de Kakarotto estava no final, com todos confabulando os seus planos e como os mesmos seriam traçados, quando o scouter deles detecta a aproximação de vários saiyajins.

Alarmados, muitos pegam os planos e partem dali, enquanto que os outros já haviam saído.

Porém, os que tentaram fugir antes da aproximação dos soldados, acabaram deparando-se com um Kakarotto e Tarble, irados.

Antes que pudessem se afastar, são todos nocauteados sumariamente por um golpe preciso de ambos, que rapidamente, detiveram a fuga destes, enquanto que os soldados se aproximavam e começavam a capturar os rebeldes contra a vontade, pois, não eram loucos de questionar uma ordem do rei e do príncipe, após saberem o ocorrido com os tolos que ousaram fazer frente a eles.

Após todos estarem capturados, um soldado se aproxima e fala, após curva-se:

- Já capturamos todos, Kakarotto-sama.

- Ótimo. Os leve até o quarto que Bardock utiliza como interrogatório.

- Sim, senhor. Com a sua licença.

Kakarotto faz um sinal com a mão e este se retira, sem questionar as suas ordens.

- Irei pesquisar esses scouters, assim como todos os equipamentos que eles possuírem. – Tarble fala, pegando os aparelhos e os colocando em uma espécie de compartimento.

- Você acha que pode ter mais? – o mais velho pergunta, arqueando o cenho.

- Talvez. Apenas quero ter certeza que capturamos todos e que não há mais nenhum foco de rebeldes.

- Melhor fazer amanhã. É bom você dormir, pois está há quarenta e oito horas sem dormir. Tudo bem, somos saiyajins. Mas, agora não se faz mais necessário privar-se do sono. – ele fala preocupado.

- Verdade... Amanhã, bem cedo, irei analisa-los.

Então, após os soldados confiscarem tudo o que havia, recebem ordens de Tarble para levar até o quarto do mesmo e eles se curvam, enquanto levavam os diversos objetos e equipamentos.

Então, após meia hora, todos se retiram, sem saberem que foram observados o tempo todo por um pequeno robô espião, que depois retorna ao seu dono, através de uma espécie de controle.

Após uma hora, o mesmo já está na caverna que eles estão usando para se esconder e nisso, um dos alienígenas aperta um botão e o robô mostra a sua gravação, assim como a fala de todos, graças ao microfone sensível, mesmo estando a uma distância considerável do local.

- Entendo... Pelo visto, esses ordinários não serviam para nada. Nosso príncipe foi esperto ao se livrar deles.

- Verdade. E o melhor de tudo. Não há vestígio de qualquer ligação de nosso senhor com esses inúteis.

Nisso, um pequeno aparelho com aquele que parecia o líder, apita e então, o mesmo o aperta e nisso, uma voz conhecida a eles, saí do aparelho:

- Como vocês estão?

- Bem, meu senhor. E temos notícias.

- Oh! Quais?

- O senhor foi muito esperto ao cortar ligações com eles. Esse bando de imprestáveis foram descobertos pelo imperador. Portanto, acabaram sendo capturados, pelo que percebemos e segundo a gravação desse robô, o príncipe Tarble está desconfiado de que não eram só eles.

- Quem diria que no meio desses imprestáveis, haveria alguém com um mínimo de inteligência? – a voz do aparelho comenta, jovialmente – Prevejo uma diversão, muito em breve.

- O esperado do senhor, já que aprecia divertir-se com as suas presas, antes de aplicar o golpe final. – outro fala das sombras, untuosamente.

- Verdade... Quem diria que esses vermes iriam me render alguma diversão adicional? Bem... Quanto ao plano, manteremos o cronograma.

- Como o senhor desejar. Ela não tardará a dar a luz, pelos meus cálculos.

- É tudo o que precisamos. Irei aguarda-los e ficarei sem comunicação com vocês, para não corrermos risco deles interceptarem, por engano, a nossa conversa.

- Com certeza, meu senhor. Irei comunica-lo, quando conseguimos captura-los.

- Ótimo. Irei desligar. – então, a ligação é interrompida.

- Olha, confesso que ficar nesse planeta imundo é horrível... – outro fala, encostando ainda mais as costas na parede da montanha.

- Encare como férias forçadas ou algo assim. – o outro fala – Além disso, iremos treinar a nossa paciência.

- Não se esqueçam de que o nosso senhor conta conosco e depositou em nós uma grande confiança. Decepcioná-lo, nunca foi e nunca será uma opção. Entenderam? – o que parecia o líder fala altivo e com clamor, como se o senhor dele estivesse lá.

Os outros dois se entreolham e depois, sorrindo, falam:

- Não se preocupe. Não iremos decepcionar o nosso senhor. Foram apenas comentários inoportunos. Ademais, assim como o senhor, devemos obediência e lealdade.

- Isso é verdade.

Então, eles passam a conversar outros assuntos amenos.

Meses depois, Tarble estava andando pelos corredores, enquanto se recordava que eles haviam conseguido eliminar todos os focos, inclusive os menores, nos dias seguintes, acabando assim de vez com a ameaça dos rebeldes e enfim, puderam descansar. Tanto ele, quanto os demais.

Então, uma voz conhecida lhe chama a atenção e ao se virar, reconhece como sendo Bardock, percebendo que ele estava alterado e nisso, sente outra alteração, proveniente do quarto de Kakarotto, onde todos os demais se encontravam.

- Bardock-san?

- Nyei esta prestes a dar a luz. Já foi chamada a parteira real.

- O quê? Mas, já? Pensei que era daqui a algumas semanas.

Ele fica surpreso e então, compreende a oscilação de ki de Nyei, sendo que o de Kakarotto também estava levemente alterado, só que sendo mais para preocupação, o que seria esperado nessa situação.

- Bem, é um bebê meio saiyajin. É difícil saber qual período de gestação ele seguirá, uma vez que há uma diferença considerável entre a de Nyei e a nossa.

- Verdade. Vou até Kakarotto, percebi pelo ki dele que ele está bem nervoso. Também, não é para menos.

- Também estou indo vê-lo.

Nisso, ambos se dirigem rapidamente e nisso, observam que a parteira real e sua equipe haviam acabado de entrar no quarto e conforme adentram, percebe que a porta do quarto interno está fechada, sendo que Kireiko abriu a porta, para elas entrarem.

- Kireiko?

- Oi, amor. Sinto, mas, estou ajudando Nyei. Fique junto de Kakarotto, pois ele está muito preocupado.

Nisso, ela fecha a porta e após Tarble e Bardock se entreolharem, eles vão até a sala, sendo que Eichiteki estava tentando tranquilizar o seu discípulo.

- Ah! Tarble-kun e Bardock-san. – Eichiteki cumprimenta com um aceno e ambos retribuem.

Kakarotto não os cumprimenta, pois, estava andando angustiado de um lado para o outro da espaçosa sala e quando a sua amada dava um grito mais audível, ele se desesperava, enquanto que a sua cauda não conseguia ficar na cintura, tamanho o nervosismo e volta e meia, perante um grito agudo de sua companheira, a mesma chicoteava o ar.

- Kakarotto... Se acalme. – Bardock fala, tentando tranquilizar a sua cria, embora também estivesse preocupado com a sua futura neta – Ela é a melhor parteira de Bejiita.

- Eu deveria ter escolhido a cesariana! – Kakarotto fala entre os dentes, agoniado.

- Você não insistiu, porque ficou com medo que algum dos doutores fizesse algum mal a ela ou a sua cria, pois, somente você poderia ficar na sala, para que não ficasse mais pessoas e atrapalhassem o procedimento.

- Mesmo com esse risco, deveria ter insistido com Nyei.

- Você não iria insistir. Havia muitos riscos. Você não confia em nenhum saiyajin colocando as mãos em sua cria. A parteira era a melhor opção, pois ela é uma escrava, assim como as suas ajudantes. Em suma, é a opção mais segura, apesar de termos eliminamos os focos de rebeldes. Afinal, poderia ter alguma cria de um deles revoltada pelo fim de seu genitor. Essa era a sua preocupação. – Tarble comenta.

- Mesmo assim! Se fizesse isso, ela não estaria sofrendo! – ele exclama, agoniado.

- Você dois escolheram que ela daria a luz, conforme a tradição da família real. Ela estava ciente de sua escolha, assim como você, além de que, ela compartilhava de seu medo, de outro saiyajin colocando a mão na filha de vocês, sendo que poderia mata-la, sem dar tempo de você salva-la e que, portanto, era melhor que uma escrava ajudasse a dar a luz.

- Mesmo assim... – ele suspira agoniado, enquanto bagunçava os cabelos que desafiavam a gravidade.

Bardock e Tarble suspiram, pois, notaram que seria impossível argumentar com ele e nisso, se sentam no sofá, sendo que Lian estava dormindo no canto do mesmo, tendo algumas cadeiras para impedir dela cair no chão e nisso, o genitor da meia saiyajin, passa a afagar os cabelos de sua cria, enquanto sorria, olhando para ela.

Então, após horas de martírio para Nyei, um choro audível é escutado, chamando a atenção de todos, especialmente de Kakarotto, que corre desembestado para o quarto e então, adentra abruptamente no recinto, destruindo a fechadura com a violência, surpreendo a todos que estavam lá, ajudando Nyei, que também se surpreende, embora demonstrasse um intenso cansaço no rosto pelo esforço e pela dor de horas consecutivas de intenso sofrimento.

Ele corre ate a sua amada, empurrando tudo mundo, tranquilamente, pois notara que a sua cria estava no outro lado, tomando um banho morno, com a ajuda de duas escravas, enquanto chorava.

- Nyei...

Ele murmura, afagando o rosto dela, carinhosamente com o dorso dos dedos, enquanto ignorava o forte odor de sangue no recinto, uma vez que o olfato dos saiyajins era bastante apurado.

- Kakarotto... – ela fala, cansada, para depois olhar em volta – e a nossa filha?

- Aqui está a pequena princesa. Ela será bem calma, pois, não chorou tanto.

A parteira se aproxima com o bebê nos braços e entrega para a mãe, que sorri lindamente ao ver a sua cria.

- Ela é linda, né? – afaga com o dedo, delicadamente, os cabelinhos ralos dela, que estava com os olhinhos fechados.

- É simplesmente perfeita... Um pedacinho meu e seu.

Kakarotto fala abobado, hipnotizado pela sua filha e chora emocionado, seguido de Nyei, enquanto ambos encostavam as testas um no outro, para depois, ele beijar delicadamente a testa de sua filha, afagando em seguida as bochechas rosadas da pequena.

Então, ele passa a segurar a filha deles, enquanto que Nyei recebia auxílio para se levantar e tomar um banho, assim como para as demais limparem o quarto, enquanto que Kakarotto saía dali e levava a sua filha nos braços para que seu pai, Tarble e Eichiteki a vissem.

Ao chegar na sala, todos começam a conversar com a pequena que estava no colo do genitor, assim como a afagavam, enquanto que Bardock ficava emocionado ao ver a sua neta, sendo que segurava uma Lian desperta, que para de mexer nos cabelos dele, para olhar a recém-chegada.

- É um bebê filha.

- Bebe... bebe... – ela repete, enquanto olhava atentamente a pequena, que ainda estava ressonava tranquilamente.

Então, todos se sentam no sofá, sendo que os adultos estavam olhando a pequena e acabaram se esquecendo momentaneamente de Lian, que para de brincar, enquanto começava a chorar, não gostando da atenção demasiada para o novo bebê.

- Calma, filhota – Bardock a pegou no colo e notou que a mesma estava emburrada.

- Ela não gostou de ser ignorada, pelo visto. – Tarble comenta em meio a risos – Pelo visto, meu nii-san e Nyei, terão que lidar com o ciúme de Lian.

Então, Kakarotto estica a cauda para a sua imouto, que ignora a cauda dele e se aconchega ainda mais no colo do genitor, virando a cara para a cauda de seu irmão.

- Nossa... Ela ficou muito sentida, nii-san.

- Depois irei dar atenção á ela. É questão de administrar a atenção para as duas. – Kakarotto comenta.

Nisso, ele ouve com a sua audição, Nyei o chamando e se levanta, falando:

- Vou levar nossa filha para ela. Apesar de não ter chorado, deve estar com fome.

- Verdade... Ela é muito tranquila, não acha, sensei? Deveria estar chorando, não é? – ele pergunta para Eichiteki

- Bem, jovem Tarble. Cada bebê é diferente do outro, assim como nunca há duas gestações iguais. Embora que no caso de Nyei seja a primeira. De fato, ela é bem quieta e prevejo que será uma criança bem tranquila. O contrário de Lian, que é um tanto agitada, além de geniosa, quando quer.

- Provavelmente. – Tarbe comenta, olhando Kakarotto se afastando, orgulhoso, com a sua filha. – Lian vai ter que aprender a dividir a atenção.

- Eu duvido que a minha filha aprenderá tão cedo. – Bardock sentencia, enquanto Lian continuava em seu colo, começando a brincar novamente com os cabelos dele, sobre o sorriso do pai.

Longe dali, na caverna onde os três alienígenas aguardaram por meses, o que parecia o líder, fala:

- Pelos boatos, ela provavelmente acabou de dar a luz.

- Já era sem tempo... Estou farto de ficar escondido. – um deles comenta, enquanto espanava a poeira em sua armadura.

- Então, devemos contatar o nosso príncipe, para que ele aguarde nosso retorno.

- Sim. Vamos rever o plano, para que não aja erros. Lembrem-se, que não haverá uma segunda oportunidade. Enfim, as plantas do castelo serão muito úteis.

Então, eles sentam e começam a rever os planos e o que cada um faria