Notas da Autora

Nyei e a filha dela e de Kakarotto, Mikya, acabam sendo sequestradas a mando de...

Frente ao sequestre, Kakarotto e Tarble perseguem os sequestradores pelo universo.

Há milhares de anos luz dali, Vegeta se prepara para...

Capítulo 53 - Sequestro e perseguição

Dois dias depois, Kakarotto se encontrava na sala real, apesar de já ter anoitecido no planeta, porque precisara resolver alguns problemas internos, assim como tomar certas decisões.

Enquanto isso, Nyei estava cuidando da filhinha dela e de Kakarotto, Mikya, sendo que a trocava após dar um banho quentinho.

Naquele instante, havia acabado de colocar a fralda e começava a vestir a pequena.

Encontrava-se tão entretida, cantarolando, que não percebera certa movimentação no quarto dela.

Já, Lian, estava no quarto do pai, Bardock, pois, tivera uma crise de birra, porque Nyei tivera que dar mais atenção ao bebê do que a criança de um ano e meio, acabando por pedir para o saiyajin acalmar a filha, que começou a gritar, passando a chorar, por mais que Nyei tentasse brincar com ela, pois, a mesma se encontrava demasiadamente chateada com a alienígena.

Tarble estava passeando no jardim do palácio com Kireiko, sendo que Eichiteki e a sua esposa, Suno, também estavam passeando, próximo do casal.

Bardock não percebeu os ki´s suspeitos perto de Nyei, pois, Lian ainda não se acalmara e ele estava distraído com a crise de birra da mesma.

No salão real, Kakarotto, estava ficando com dor de cabeça, após intervir em uma discussão entre dois saiyajins, que brigavam pelos limites de suas propriedades, pois um deles invadira o espaço do outro, e para se defender, o que invadiu, falou que aquela área pertencia a ele e, portanto, justificou a destruição da parte que invadiu a sua propriedade.

Problemas sobre propriedade, normalmente eram levados na presença do imperador, para que o mesmo decidisse de quem era o direito, quando nenhuma das partes decidira pela lei do mais forte e do mais fraco, a lei primordial de Bejiita, desde o tempo que viviam em cavernas.

- Está com fome, bebê? – Nyei conversava carinhosamente e a pequenina mexia os bracinhos, reconhecendo a origem da voz materna.

Nisso, a mãe dá um beijo carinhoso na testa da pequenina, que fazia pequenos sons audíveis, enquanto a embalava no colo e se preparava para dar de mamar.

Então, alguém a agarra, fechando a boca dela e usando uma espécie de gás, que a deixa desorientada, até ficar inconsciente, após lutar para se libertar, desesperadamente.

Eles pegam o bebê e usam o mesmo gás na criança e nisso, tiram as duas do quarto pela janela.

Naquele instante, Tarble passeava pelo jardim, quando observa a movimentação na janela de Kakarotto e voa até lá, entrando em contato mentalmente e imediatamente, com seu irmão adotivo.

"Nii-san!"

"O que houve, Tarble?" – Kakarotto pergunta, preocupado com o tom que ele usou.

"Aconteceu algo no seu quarto. Estou seguindo os intrusos!"

"O quê?!"

Nisso, os saiyajins no salão real ficam estarrecidos ao verem o seu imperador se transformar e se deslocar em grande velocidade até a saída, pois, agora sentia o ki fraco de sua esposa e de sua cria, juntamente com outros kis estranhos.

Agoniado, ele voa para intercepta-los e Tarble também.

Porém, um deles usa uma nuvem de gás, conforme se aproximam dos mesmos e ambos os saiyajins sentem uma ligeira desorientação, tal como tontura.

Mas, o desespero de Kakarotto o faz segui-los, mesmo com dificuldade, sendo seguido de Tarble.

Porém, eles chegam tarde demais, pois, os sequestradores já haviam embarcado em uma nave que havia acabado de deixar a atmosfera do planeta.

- Não! Nyei! Mikya!

Ele chorava angustiado, enquanto voava velozmente, ao ponto de se aproximar da atmosfera.

Porém, além do frio extremo, havia o vácuo do espaço e cada vez mais, a nave se afastava de Bejiita.

Ele poderia usar o teletransporte, mas, não conseguia se concentrar por estar desorientado, além de estar nervoso demais. Até, porque, não controlou ainda por completo tal habilidade ofertada por sua amada.

Então, um som estranho chama a atenção dele e uma nave para perto da atmosfera e a porta da mesma abre, revelando Tarble, que fala:

- Peguei essa nave no hangar. E o melhor, está abastecida. Portanto, basta segui-los. Além disso, irei com você.

- Obrigado.

Nisso, ele entra e a nave parte velozmente, com Tarble ajustando os controles para caçar a nave, assim como colocava a mesma em sua velocidade máxima de viagem.

Já em Bejiita, Kireiko conseguira contatar mentalmente Bardock e contou do ocorrido e em poucos minutos, Kireiko e seus pais estavam no quarto de Bardock, com uma Lian, ressonando tranquilamente em um berço ao lado da cama dele, após o mesmo ter conseguir acalma-la.

Todos estavam apreensivos e agoniados, assim como sentiam-se culpados por não terem sentido os ki´s desconhecidos perto de Nyei e de Mikya.

Enquanto isso, há milhares de anos luz dali, Vegeta estava se preparando para pousar no planeta dos arcosianos, sendo uma das suas paradas agendadas, após alcançar a transformação em super saiyajin.

Ele queria extermina-los pela humilhação que Freeza proporcionou a ele e para transforma-los em um exemplo, das consequências de invadir Bejiita.

Não queria vingar os seus pais, pois não possuía quaisquer sentimentos para com eles. Se tivessem matado o seu otouto, aí sim, seria motivo de vingança. Mas, em relação aos seus genitores, os considerava fracos demais pela forma como foram mortos, pelo que soube através de um saiyajin sobrevivente que vivenciou a morte dos mesmos e que depois, foi executado por Vegeta, para que ninguém mais soubesse da morte vergonhosa que os falecidos reis tiveram, pois, poderia repercutir nele, algo que era indesejado.

Ele havia planejado destruir primeiro o planeta natal de Freeza, pois, sabia que o mesmo tinha um irmão mais velho e um pai, sendo que na raça deles, não havia indivíduos de sexo oposto e os machos davam a luz, por si mesmos, algo que o enojava, enormemente, por mais que tal prática fosse comum em muitas raças consideradas patriarcais, sem fêmeas, assim como o oposto, constituindo-se nesse caso, raças matriarcais.

Após destruir o planeta natal dele para humilhar o pai de Freeza e o irmão mais velho dele, iria caça-los, pessoalmente, um por um e os mataria o mais lentamente possível. Era o que havia jurado a si mesmo

Então, as luzes da nave apitam, indicando que em breve chegaria ao planeta, sendo que o saiyajin estava ansioso para aniquilar toda a civilização dos arcosianos, ao ponto da sua cauda não conseguir ficar na cintura, devido a sua ansiedade demasiada em erradicar essa raça e de quebra, explodir o planeta deles, proporcionando uma chuva de fogos de artifício espetacular para o mesmo, como comemoração pelo início do extermínio deles do universo.

Há centenas de anos luz dali, na nave contendo os raptores, assim como Nyei e sua filha inconsciente, o que parecia ser o líder, enfim resolvera contatar o seu senhor, após terem êxito no plano de captura das mesmas.

- Meu senhor. Aqui fala Sauzaa, capitão das forças especiais Koola.

Nisso, a imagem de um arcosiano surge na espécie de visor e o mesmo fala, após entornar um líquido roxo em uma requintada taça:

- Sauzaa-san. Se me contatou, tem boas notícias.

- Sim, Koola-sama. Capturamos a esposa e a cria do saiyajin bastardo que matou vosso otouto. Ademais, a substância funciona, perfeitamente.

- Fico feliz ao saber que a sustância funciona e em relação ao meu otouto, não me interessa se ele o matou ou não. Se Freeza morreu, foi por ser fraco. Mas, mesmo assim, ele ousou humilhar minha raça, os arcosianos. Portanto, precisa pagar caro por tal afronta.

- Olhe como fala, Koola. Freeza é o seu otouto. Eu quero vingança pela morte de um dos meus filhos. - Cold fala, levemente irritado.

Então, a imagem no visor se expande, mostrando o mesmo sentado no lado de seu filho mais velho, bebendo a mesma bebida que ele, enquanto observava com os seus olhos estreitados, Koola, demonstrando a sua raiva pela falta de consideração para com Freeza.

- Sinto muito, papa.

Ele fala polidamente, ocultando o fato de que se ressentia pelo fato de que, em relação aos dois, o genitor deles tinha mais apreço pelo caçula que morreu do que por ele.

- Cold-sama. Meu rei. Perdoe-me por não cumprimentar o senhor. – Sauzaa logo faz uma reverência, seguido dos outros membros do seu esquadrão.

- Tudo bem, Sauzaa.

- Quer que as matemos, meus senhores? – Neizu pergunta, prostrado.

Cold e Koola se entreolham e ele fala:

- Não. As quero vivas. Quero que ele veja eu e o meu papa as matando, sem poder salva-las. Sempre sinto prazer ao ver a face de sofrimento dos outros.

- Sim. Quero que ele pague muito caro por matar Freeza.

- Então, iremos leva-las ilesas. Devo ir ao planeta principal do império, não é, meus senhores? – Sauzaa pergunta, humildemente.

- Isso mesmo. Estarei esperando por vocês e espero que o saiyajin bastardo os esteja seguindo.

- Ele está nos seguindo. Mas, a nossa nave é mais rápida que a deles. Conseguiremos leva-lo ate o senhor, com o acréscimo do príncipe mais novo, Tarble. Ele está seguindo o bastardo do Kakarotto.

- Excelente! Que boa notícia! – Cold exclama sorridente e Koola apenas beberica a bebida com um sorriso nos lábios.

- Prevejo que chegaremos ao planeta em dois ciclos arkanianos.

- Ótimo. Você e seu esquadrão irão ganhar honrarias e um prêmio especial pelo serviço esplêndido de vocês, assim que chegarem ao planeta. – Cold fala animado.

- Nós agradecemos muito, imperador Cold-sama. Não conseguimos expressar palavras para tamanha honra. Ficamos felizes em cumprir com a expectativa do senhor e de seu honorável filho, Koola-sama, nosso senhor. – Sauzaa fala untuosamente, prostrado.

- Iremos aguardar a chegada de vocês e os prêmios já estarão disponíveis assim que pousarem, além de que terão duas semanas de férias.

- Quanta gentileza meu senhor. Muito obrigado. – Doore, outro membro das forças especiais Koola, fala, prostrado.

Nisso, a comunicação é encerrada e todos relaxam, enquanto que Neizu administrava uma espécie de cilindro com uma máscara em abas para as deixarem desacordadas, pois, se o bebê chorasse demais, poderiam acabar matando-o, algo que iria contra as ordens de seus senhores.

Logo, para se prevenirem, as deixaria inconscientes.

Um pouco longe dali, a nave de Bejiita voava a toda a velocidade, com Tarble pedindo o máximo de potência dos motores, enquanto precisava, ao mesmo tempo, acalmar Kakarotto, que estava agoniado e desesperado, assim como apavorado por sua companheira e cria, enquanto chorava, culpando-se por ter relaxado na segurança, após conseguirem abafar os rebeldes.

Tarble também estava desesperado, mas, procurava manter-se o mais controlado, pois, seu irmão estava longe de estar calmo e dois saiyajins alterados, não era nada indicado para a situação em que se encontravam.

Claro, que o fato delas estarem vivas, pois, sentia o ki fracamente, o acalmava um pouco, assim como o seu irmão.

Mesmo assim, temia o destino delas, pois não sabia das reais intenções dos sequestradores para com elas, surgindo diversas hipóteses em sua mente, sendo cada uma pior que a outra.

Ao mesmo tempo, Tarble percebera que em matéria de poder, os sequestradores eram inferiores. Mas, temia a identidade do mandante do sequestro, pois, o plano deles fora muito astuto, neutralizando as defesas do castelo, ao mesmo tempo em que se infiltravam, sem serem percebidos e ainda por cima, possuíam uma substância capaz de inutilizar, temporariamente, um saiyajin;

Ele sentiu o poder da fórmula na pele e sabia o que Kakarotto sentiu ao entrar em contato com a substância.

Frente a isso, havia pegado propositalmente uma nave com equipamentos científicos para estudo e outras observações.

Então, decidiu que iria pesquisar a fórmula no laboratório da nave, pois, precisaria de um antídoto ou algo assim, caso usassem contra eles, pois, não sabia se o mandante era poderoso ou não.

Ademais, trabalhar em algo o acalmaria, sendo que programou a nave para seguir a outra e nisso, se levanta da poltrona de comandante e fala, ao apoiar sua mão no ombro de seu irmão:

- Vou pesquisa a substância que usaram em nós e tentarei criar um antídoto ou um antígeno. Assim, caso usem em nós, novamente, não sentiremos os efeitos. Acredito que consigo pesquisar até chegar o momento propício para lutarmos.

Kakarotto se vira para ele, agoniado e fala:

- Então, vou ficar na ponte de comando. Irei seguir os bastardos.

- Ótimo. Vou para o laboratório e não vou descansar até encontrar a fórmula.

- Uma excelente ideia.

Tarble notara o quanto Kakarotto parecia se controlar e sabia, que quando chegassem até os culpados, eles teriam que se entender com um saiyajin irado. Ou melhor, dois super saiyajins irados e que ambos fariam o mandante e os raptores pagarem caro pelo sequestro e ademais, os seus inimigos teriam uma "agradável" surpresa ao descobrirem que a fórmula não funcionaria novamente neles, caso tentassem usar novamente para desorienta-los e consequentemente, deixar os músculos dormentes, sendo que sorri ao imaginar a face deles, perante a inutilidade da substância.

Após os dois ciclos arkonianos, a nave das forças especiais Koola, enfim, pousa no planeta principal do império e então, eles puxam uma Nyei, que havia acabado de acordar e debatia-se para se libertar, enquanto que a filha dela chorava no colo de Doore, que estava se contendo e muito, para não estrangular o bebê, para silencia-lo.

- Entregue o bebê a ela. O que uma simples mulher fraca e seu bebê podem fazer contra nós? Ademais, também não suporto esse choro. – Koola fala, irado, batendo a cauda no chão.

- Sim, meu senhor!

Nisso, ele entrega o bebê a ela, que para de chorar, enquanto a mesma tentava se acalmar, para que Mikya não chorasse, novamente, enquanto era puxada pelo braço até Cold, que a olhava, sorrindo malignamente, assim como o tal de Koola, pelo que ela percebeu, fazendo a mesma se apavorar e começar a chorar, desesperada.

- Vejam... Mesmo as fêmeas de outras raças ficam lindas quando se desesperaram. – Koola fala, segurando o queixo dela.

- Por favor... Poupe-a, ao menos. – ela murmura fracamente, preocupada com a sua filha.

- Quem sabe? Adoraria ter um animal de estimação. Um pequeno oozaru. Que acha, papa? – Koola pergunta, olhando para o pai.

- Um animal de estimação? Você ainda não cresceu Koola? – Cold pergunta mal humorado.

- Cresci sim. E ter um mascote, não é só para crianças. Deve ser interessante treinar um oozaru para ser um animal de estimação perfeito.

Nyei estava apavorada, abraçando ainda mais fortemente a a filha, se desesperando ao imaginar o futuro dela.

- Devo lembra-lo, que os últimas mascotes que você teve, acabaram morrendo por você não saber cuidar deles. Essa coisa é pequena demais e não vai durar um dia com você. Se fosse com Freeza, talvez, durasse alguma coisa.

- Eu era filhote e também era imaturo e mesmo Freeza, ás vezes, matava os seus animais de estimação, quando ficava entediado com eles. Eu nunca matei por esse motivo. Apenas, por negligência.

- Que seja. Pegue-a como animal de estimação. Mas, advirto que não vai durar uma semana com você e como é pequena, terá que ter cuidado em dobro. Afinal, tive dois filhos e sei a demanda que um filhote exige.

- Irei contratar uma babá, já que mataremos a mãe e quando for maiorzinha, andará ao meu lado, como o meu adorado animal de estimação, sendo que se transformara em uma fera quando eu desejar, bastando criar uma lua. Confesso que me interesso em ter um oozaru de estimação e como é pequena, pode ser treinada adequadamente.

Nyei se desesperava e gritava em pensamento:

"Querido! Venha nos salvar!"

Longe dali, com a nave de Bejiita preparando para se aproximar do planeta, com os dois saiyajins a postos, sendo que alguns minutos antes, Tarble entregou a Kakarotto uma espécie de estojo com cápsulas, gelatinosas, que eram um antídoto para o efeito da substância, sendo que a imunidade durava algumas horas.

Por precaução, havia feito várias doses, para ambos.

Enquanto se preparava, percebe que, de repente, Kakarotto se curva, segurando a sua cabeça e frente a isso, fica preocupado:

- O que houve, Nii-san?

- Sinto o desespero dela, como sendo o meu desespero. Precisamos salva-las. – ele falava com dificuldade, enquanto inspirava profundamente.

O jovem princípe sabia que era por causa da ligação verdadeira entre ambos, enquanto notara, que aos poucos, Kakarotto se recuperava, sendo que se transformou em super saiyajin. Já, Tarble, não se transformou, pois, seria um fator surpresa.

Afinal, ninguém sabia que ele já detinha a transformação, ao contrário de seu irmão.

Então, a nave apita, avisando da aproximação.

No planeta, Cold arrastou Nyei com Mikya no colo até o centro do salão real deles, sendo que os seus guardas já estavam posicionados com a substância para paralisar os saiyajins, sendo que as forças especiais Koola também estavam posicionados.

Todos estavam confiantes que não seriam localizados, pois usavam uma espécie de aparelho que neutralizava os radares e, portanto, o scouter não funcionaria nesse local.

Porém, não sabiam que Kakarotto e Tarble podiam sentir o ki deles e, portanto, os mesmos sabiam da localização de cada um e com isso, teriam uma chance de invasão bem sucedida, sendo que na nave eles planejavam um plano, antes da mesma pousar no planeta.