Notas da Autora

Kakarotto e Nyei lutam para superar o ocorrido.

Então, enquanto estavam começando a superar, acontece o impensável...

Capítulo 55 - A ira de Kakarotto

Em Bejiita, Bardock meditava sobre os flashes opacos que teve, na noite anterior e que consistia em uma espécie de construção cinza, sendo que vira sangue, alguns gritos e corpos difusos, além de um dor considerável, assim como tristeza.

Esperava que tais flashes não tivessem relação com o rapto de Nyei e de sua neta.

Enquanto isso estranha o fato da ausência de visões há meses, sendo que quando tinha uma, não estava completamente nítida.

Por causa disso, possuía uma desconfiança crescente, que a preocupação excessiva com as rebeliões e outros problemas do reino, acabaram ocasionando a falta de visões, e quando conseguia tê-las, eram consideravelmente embaçadas.

Porém, não havia como confirmar as suas suspeitas, pois, a raça que detinha essa habilidade não existia mais e frente a isso, decidiu sondar o banco de dados de Bejiita, que foi adicionado com as dos aliados, assim como da nave de Freeza, para procurar alguma raça com habilidades semelhantes, ofertando proteção contra os saiyajins, em troca de compreensão e treino das habilidades que ele adquiriu em Kanassa.

Mas, naquele instante, não conseguiria pesquisar, pois, estava preocupadíssimo com sua neta e nora. Portanto, a pesquisa teria que ser adiada, até ambas estarem de volta, sã e salvas.

Ademais, acreditava que elas retornariam incólumes, pois, seu filho e Tarble eram poderosos, sendo que Kakarotto havia dominado a forma super saiyajin há algum tempo e, portanto, possuía certa experiência.

Tal preocupação e anseio eram compartilhados pelos demais que ficaram em Bejiita, sendo que estes oravam para que nada de ruim acontecesse com ambas, embora tivessem uma sensação ruim e que ainda persistia, por mais que desejassem não se concentrar nesse sentimento e sim, no de esperança.

Há centenas de anos luz dali, três dias solares depois, Vegeta se aproxima no planeta onde o imperador Cold e seu filho mais velho, Koola ficavam, porém, quando a sua nave chega ao mesmo, ou melhor, onde ele deveria estar não há nada, além de fragmentos e quando a nave avisa que não existe mais o planeta, Vegeta olha pelo vidro, reconhecendo a visão dos pedaços de terra como sendo provenientes da explosão do planeta, pois, fizera dezenas de vezes tal destruição e, portanto, reconhecia o padrão de destroços.

Ele fica com raiva, pois, queria destruir Cold e Koola pessoalmente, porém, alguém se adiantou e jurou a si mesmo que encontraria quem fez aquilo, para poder derrota-lo e assim, superar de vez Kakarotto, antes de batalhar contra ele pelo trono.

Então, a nave parte rumo a outro planeta usado como base pelos arcosianos, visando descobrir quem matou Cold e seu filho mais velho.

Após vários dias solares, a nave de Tarble e Kakarotto pousa no Hangar privativo do Palácio de Bejiita, sendo que Bardock estava preocupadíssimo e os demais agoniados, sendo agravado pelo fato de nãos sentirem o ki de Mykia, algo que alarmou o saiyajin mais velho.

Quando o príncipe sai da nave, abatido, seguido de Nyei abraçada ao seu esposo, ambos igualmente desolados, sentindo o forte cheiro de lágrimas deles, o saiyajin mais velho deduz o que aconteceu e frente a isso, sente seu coração parar de bater, pois, a sua amada neta pereceu nas mãos dos alienígenas.

Os demais choravam, pois, só havia uma explicação para a ausência do bebê e nisso, notam que a cauda de Kakarotto segurava uma espécie de compartimento, com algo dentro.

Então, ele traz para frente e Liluni abraça auxiliada pelo seu amado, sem ambos falarem uma única palavra.

Quando os amigos se aproximam, se desesperam ao ver Mikya de olhos fechados, dentro do compartimento, sendo que o reconhecem como sendo um compartimento usado, comumentemente, para preservar diversos materiais perecíveis, pois, Tarble havia pegado uma nave usada para exploração de planetas.

Segue-se o desespero, assim como lágrimas de Bardock, ao se recordar de sua neta, o sorriso e olhar meigo dela, para depois a mesma estar morta.

Já, a pequena Lian, estava dormindo nos braços dele, adormecida, pois, estava esgotada pelas brincadeiras animadas com o seu genitor.

Desconsolado, Kakarotto enterra a sua filha ao lado de sua mãe, Liluni, sendo auxiliado por Nyei, que apenas chorava, sendo que ambos não falaram uma única palavra desde que chegaram devido à imensa dor que se encontravam imersos, sendo que ficaram horas velando o túmulo da filha deles, enquanto os amigos os deixavam a sós para lidarem com a dor da perda, a maneira deles, que estavam abraçados, procurando apoio um no outro.

Dentro do palácio, no quarto de Bardock, Tarble inspira profundamente, já tendo cessado as suas lágrimas, embora ainda estivesse entristecido, sendo que naquele instante, havia acabado de narrar o ocorrido.

Após a narração dos acontecimentos, todos choraram. Kireiko abraçava Tarble, confortando-o e tentando se confortar, assim como os seus pais, sendo que Lian se encontrava no berço.

Já, Bardock se levantou cabisbaixo, segurando a testa com as mãos, enquanto se encontrava imerso em dor, para depois sair dali em direção ao túmulo de sua neta, se sentindo culpado por não ter tido visões do que aconteceria a Mikya e isso o fez sentir ainda mais fervor para encontrar alguma raça que tivesse conhecimento de tal técnica para ensina-lo a controla-la, perfeitamente, para que não passasse por aquela dor, novamente. Pela dor da perda de alguém que ama e pela dor da culpa.

Ele tinha habilidades, ele tinha o poder das visões e apesar disso tudo, tal poder não o ajudou quando ele mais precisava.

Portanto, tinha que descobrir mais sobre o "dom" que possuía e necessitava domina-la completamente, sobre qualquer situação.

Porém, sabia que não tinha como treinar sozinho e por isso, precisava de ajuda e faria tudo para tê-la.

Então, cai de joelhos, olhando para os túmulos de sua amada Liluni e neta com lágrimas nos olhos, enquanto se sentia o saiyajin mais miserável de todos, sendo tal sentimento compartilhado por Kakarotto.

Frente aos acontecimentos, o imperador desejou ficar afastado do trono e coube a Tarble assumir o seu lugar, auxiliado por Bardock, que decidiu ser forte pelo seu filho e nora. Além de que, o jovem príncipe precisava de auxilio, pois, eram muitos compromissos, assim como verificações e reuniões, pois o planeta ainda se encontrava em processo de reconstrução.

Então, após duas semanas, Nyei estava em frente ao túmulo da filha, sozinha, após todo esse tempo, pois, Kakarotto obrigou a si mesmo a retornar ao trono.

Ambos ainda se encontravam tristes pela perda da filha, mas, aos poucos estavam reagindo, sendo que para Nyei era mais lento. Seu esposo decidiu que deveria ser forte por ambos e que ele precisava ajuda-la a superar a fase da perda e aceitar o ocorrido, por mais amargo que fosse.

Frente a tal pensamento, passou a esconder a sua dor e culpa em uma mascara de falsa superação, encobrindo os ferimentos que ainda persistiam em seu coração. Os amigos sabiam e mesmo com essa máscara, eles tentavam ajuda-lo a superar, assim como Nyei.

Enquanto ela ajeitava as flores exóticas que ornamentavam o túmulo de sua amada filha, não percebe uma intenção hostil por trás de alguns arbustos e nisso, um saiyajin avança rapidamente sobre ela e injeta algo no corpo da mesma.

Frente ao grito, Kakarotto aparece, assim como os outros e ao ver o saiyajin com uma face demente sorrindo, retendo a sua esposa com uma mão e na outra, uma espécie de seringa, sente seu sangue ferver e o retira dela, para em seguida afasta-lo do túmulo de sua filha.

Quando está bem longe, começa a socar o seu conterrâneo, quebrando os dedos dos pés dele e depois, o resto do corpo, prolongando o sofrimento do mesmo, enquanto que os soldados que surgiram com a confusão, ficavam estarrecidos, pois, o imperador havia mudado, radicalmente, passando a exibir um ódio intenso que nunca havia visto antes e que desejavam nunca mais ver, assim como ficaram quietos, temendo que a ira do saiyajin aterrador, recaísse sobre eles.

Bardock e os demais tentam chamar Kakarotto a razão, porém, o mesmo encontra-se surdo aos pedidos, devido à intensa fúria que o tomava, enquanto fazia questão de quebrar todos os ossos do saiyajin, deixando a cabeça por último, ao pisoteá-la lentamente, sendo que seu inimigo nem conseguia gritar mais.

Kireiko e os demais estão em choque, inclusive Tarble, pois, não vira como fora a batalha com Koola e agora, conseguia imaginar como foi. O único que não estava surpreso pela cena era Bardock, pois, não era algo novo para ele, porém, estava surpreso em relação ao comportamento de seu filho, reconhecendo que o mesmo estava em um momento de fúria intensa e igualmente extrema.

Mesmo assim, não podia questioná-lo ou sequer condená-lo.

Afinal, havia acabado de perder a adorada filha e a sua amada sofria um atentado. Eram situações extremas demais e em um curto espaço de tempo.

Então, quando o saiyajin, esmigalhado, jaz sem vida no chão, Kakarotto se acalma e então, lava as mãos em um córrego ali perto, para depois abraçar Nyei, que estava inconsciente e ele notou, que a testa dela estava quente e a mesma transpirava.

- Nyei! Meu amor! Acorde!

- Ela aprece estar doente, nii-san. – Tarble fala após se recuperar do que presenciou e que esperava nunca mais ver no resto da sua vida.

Então, ele pega a seringa do chão e observa que havia algum líquido e que ainda restava um pouco.

- Vou verificar que substância é essa. Há alguns cientistas que podem me auxiliar. – ele evitava falar escravo, pois, odiava tal palavra.

- Vou cuidar de Nyei. – Kireiko se prontifica.

- Irei ajuda-la. – a genitora dela fala, apoiando a mão no ombro da mesma.

Bardock conseguira ver, apenas um flash em sua mente, bem difuso, horas antes do ataque e se questionava se era relacionado ao mesmo e decide não falar da sua suspeita, porque antes quer confirma-las.

Afinal, um saiyajin seria incapaz de manipular um produto em um laboratório. Tarble conseguia, até certo ponto, pois, estudara muito quando era mais jovem, por viver sozinho e procurava ler e aprender para passar o tempo.

Já, em relação aos demais de sua raça, era impossível e isso o impelia a investigar ainda mais, inclusive tendo esperança que conseguisse uma cura ou um antídoto.

Kakarotto leva Nyei no colo até o quarto deles e quando todos os demais se afastaram, Eichiteki se aproxima de Bardock e fala:

- Os demais não se concentraram nisso, devido aos acontecimentos. Eu também estou preocupado. Porém, percebi que estava pensativo. E confesso que acho estranho um saiyajin ser capaz de criar alguma substância por si mesmo.

- Tive um flash essa manhã, muito difuso e não conseguia clareá-lo para ouvir as vozes ou distinguir os envolvidos, mas, tenho quase certeza, que esse saiyajin que atacou Nyei, estava na minha visão nublada, junto com outros.

- Não duvido que esteja relacionada. Seu dom costuma ser ativado, frente a problemas relacionados a você ou aos que você tem afeição. – ele fala pensativo.

- Eu preciso domar melhor o meu poder. Preciso tê-lo, não importa o meu estado emocional. – ele cerra os punhos – Mas, a raça que o dominava está extinta e jurei a mim mesmo que iria revirar o universo inteiro, se fosse necessário, para encontrar outra raça com essa habilidade.

- É impossível... O universo é imenso.

- Eu sei... Mas, é algo necessário.

Eichiteki fica pensativo e depois, exclama, quando se lembra de algo, enquanto Bardock arqueara o cenho:

- Lembrei-me de algo que a minha esposa me disse!

- O que seria?

- Há uma raça, os Yadorart. Ela disse que ouviu rumores em seu planeta natal sobre a existência de tal raça, que não era forte fisicamente, porém, possuía habilidades estranhas. Talvez eles saibam algo sobre esse poder.

Bardock fica surpreso e depois sorri, falando:

- Obrigado. Vou procurar no banco de dados de Bejiita, essa raça.

- Porém, há um problema considerável, que surgirá quando os seus conterrâneos terminarem de erguer o império de vocês ao que era antes da vinda do arcosiano. – ele fala tristemente, pois o universo voltaria a experimentar o terror.

Bardock também estava começando a se indignar com a sua raça, ainda mais em virtude das ações deles, sendo que agora, a ideia de ceifar vidas inocentes, o desgostava.

Antes, ele adorava eliminar os inferiores e sempre procurava ter escravos, principalmente fêmeas de diversas de raças escravizadas, para o seu próprio prazer.

Porém, com o tempo e convivência com eles, especialmente com a sua filha, assim como a culpa pela morte de sua amada Liluni, ao reconhecer tarde demais o sentimento que nutria por ela e que era amor, um sentimento que nunca imaginou ser capaz de sentir, assim como piedade e compaixão, ele começou a mudar, tornando-se outro saiyajin.

Mesmo com tais mudanças, ele não se arrependia e inclusive, desejava nunca mais voltar a ser o que era antes, um escravo de seu orgulho saiyajin e que lhe causou apenas dor e sofrimento.

Agora que era liberto, não desejava e inclusive, repudia veementes os grilhões do orgulho saiyajin, sendo que todos os demais ainda encontravam-se aprisionados.

- Como assim, problema? – ele arqueia o cenho, ao sair de seus pensamentos.

- Se os yadorats não foram destruídos, ainda, há uma chance, considerável, deles serem exterminados, quando a sua raça retornar as missões de subjugação de raças e de extermínio em massa de planetas inocentes.

Bardock arregala os olhos, pois, não havia pensado nessa hipótese e fica preocupado, pois, havia o perigo deles já terem sido extintos. Inclusive, temia que isso já tivesse acontecido, pois, se lembrava, remotamente, de um planeta recém - atacado, dias antes da vinda de Freeza, sendo que tal lugar, lembrava esse nome e tinha quase certeza que era o mesmo.

- Preciso acessar o Computador Central, para saber se eles já foram destruídos. Eu acho que já foram.

Nisso, ele se retira dali e Eichiteki suspira, enquanto orava para que os yadorats ainda estivessem vivos e bem, assim como, que se prontificassem a ajuda-lo.

Então, volta para dentro do castelo, para se dirigir ao quarto de Kakarotto e Nyei, enquanto sentia uma constrição em seu coração. A mesma que sentiu, quando eles partiram para salva-las do sequestro e passou a orar para que fosse apenas impressão.