Notas da Autora

Enfim, o médico consegue diagnosticar Nyei, porém...

Nisso, Bardock descobre que...

Já, no Outro mundo, um dos seres supremos recebe um pedido demasiadamente inusitado...

Capítulo 56 - Pedido inusitado

No quarto do casal, Nyei encontrava-se deitada com uma febre altíssima, sendo que ainda estava inconsciente por causa da temperatura elevada para os padrões de sua raça e naquele momento, era examinada por um escravo médico alienígena, com alguns conhecimentos da raça dela.

Após utilizar vários aparelhos estranhos, inclusive um para analisar o sangue da mesma, começa a ler os dados, sendo que passara alguns medicamentos para aplacar a febre, enquanto tentava diagnosticar o que a imperatriz tinha.

Ele soubera da gentileza, benevolência e amabilidade do imperador Kakarotto em relação aos escravos, sendo que testemunhara a consideração dele quando adentrou no recinto e, portanto, esforçava-se ainda mais do que o usual para poder diagnosticar o que afligia a sua paciente, no afã de conseguir desenvolver algum tratamento.

Nisso, Tarble surge afoito com os dados que conseguira sobre a espécie de droga injetada e entrega para o médico, para que o mesmo examinasse.

O medicamento conseguiu baixar a febre de Nyei, enquanto que o doutor estava examinando os dados e conforme os analisava, cada vez mais sentia-se desolado, lamentando o fato que ele seria o portador de más notícias, justamente para o saiyajin que era tão gentil e amável com os escravos.

Após suspirar tristemente e secar o suor da testa com o punho, fala cabisbaixo:

- Lamento, imperador Kakarotto-sama Mas, a sua esposa encontra-se enferma com uma patologia raríssima e oriunda da raça dela, que como deve saber, já se encontra extinta e seu planeta foi destruído. Não há quaisquer meios de adquirir mais informações sobre o quadro clínico. O arquivo da doença é esse, sendo que é apenas uma pequena fração do mesmo, oriunda de observações.

Entrega a um desolado Kakarotto, uma prancheta holográfica que projeta os dados da patologia que consumia Nyei e o fato, que nem mesmo a raça dela conseguira desenvolver o tratamento, por ser tratar de uma doença fatal e incurável.

Ademais, havia poucos dados sobre a doença, que foram adquiridos a partir de observação de outras escravas como ela, que contraíram tal enfermidade.

E para piorar, era a última de sua raça. Raramente nasciam mestiços e esses, acabaram mortos pelos seus pais saiyajins, pois, para os mesmos, era motivo de vergonha.

- O que posso fazer é receitar medicamentos para conter a febre. Mas, será somente isso. E quem contraiu essa doença, viveu no máximo mais quatro meses, antes de...

O doutor olha o desespero do imperador e as lágrimas do mesmo, se surpreendo com o fato de ver um saiyajin verter lágrimas, enquanto sentia-se desolado por ser incapaz de cura-la.

- Eu sinto muito, meu senhor... Mas, não há nada mais a fazer com a imperatriz. – fala em um fio de voz.

- Ela vai sofrer? – Kakarotto levanta o rosto umedecido pelas lágrimas que não cessavam e que caíam copiosamente de seus orbes.

- Ela não sentirá dor. Por isso, não há necessidade de prescrever algum medicamento contra isso. Ela não sofrerá. Na verdade, a morte, comumentemente, ocorre durante o sono e é tranquila.

Ele desesperava-se ao saber de sua companheira, sendo que o único alento que possuía e que era ínfimo, enquanto estava submerso na dor, era o fato que a sua esposa não terá uma morte repleta em sofrimento físico, sendo necessário apenas tomar medicamentos para aplacar a febre.

O saiyajin não conseguia parar de chorar, pois, não tinha se recuperado completamente da perda de sua amada cria. Agora, tinha que lidar com a eminente morte de sua amada, por culpa de um conterrâneo.

Naquele instante, passou a nutrir um intenso ódio e ira pela sua raça, assim como um desejo imenso de trucidar cada um deles, enquanto odiava o fato dele ter se auto explodido, para evitar que fosse capturado. Se tivesse tido tempo de captura-lo, iria tortura-lo da forma mais cruel possível, pois, a sua fúria era extrema, tal como a dor que dilacerava o seu coração, reduzindo-o a fragmentos, odiando o fato de Freeza não ter matado mais saiyajins, antes de ser derrotado ou então, o fato de que deveria ter tirado todos que amava no planeta, para deixar o mesmo ser destruído pelo arcosiano.

Ele se amargava, terrivelmente, do fato de ter salvado a sua raça que merecia a destruição por ser puramente maligna, enquanto prometia a si mesmo que se um dia, houvesse um inimigo capaz de aniquilar os saiyajins, tiraria quem amava do planeta e deixaria o mesmo a mercê dos inimigos, pois, não levantaria sequer um dedo para ajuda-los.

Era uma promessa que jurou cumprir, custasse o que custasse. Não defenderia mais o seu planeta natal de nenhum inimigo. Somente defenderia os seus entes queridos.

Porém, ao analisar melhor, percebe que não havia outra opção, além de enfrentar Freeza, pois, ele podia voar pelo espaço e mesmo que pudessem fugir em uma nave, seriam caçados e destruídos, sendo que não sobreviveriam no vácuo do espaço, ao contrário do arcosiano.

O médico explica sobre o medicamento e cuidados para Kakarotto que estava inerte pela dor, embora, meramente, balançasse a cabeça como um sim, quando o mesmo perguntava se compreendera as instruções e após se despedir, deprimido, se retira do ambiente desolador.

Um gemido de Nyei faz Kakarotto se erguer de supetão, surpreendendo a todos, pois, até aquele momento estava apático em uma cadeira.

Ele se ajoelha ao lado da cama e acaricia a face de sua companheira, que olha para o rosto desolado dele e úmido pelas lágrimas, para em seguida ver os seus amigos em frente à cama e que a abraçam, ao mesmo tempo, surpreendendo-a, que não compreendia nada o que estava acontecendo, para depois eles se retirarem, pois, com certeza, Kakarotto preferia ficar sozinho com a sua amada e explicar a ela sobre a sua doença.

Bardock chegara há poucos minutos atrás, porque decidiu passar no quarto de seu filho mais novo, antes de ir para a Sala do computador central e, portanto, chegou a tempo de ouvir o diagnostico do escravo médico.

Sente uma intensa ira e tristeza que se mesclavam em seu interior, sendo que jurou encontrar os responsáveis pelo preparo da solução para provocar a doença em sua nora, assim como para punir os outros saiyajins de sua visão, visando aplacar seu ódio extremo por eles.

Ele se afasta como os demais e se dirige ao Computador central, enquanto falava consigo mesmo, dentre os dentes, com a sua cauda chicoteando o ar por causa de sua raiva intensa:

- Eu juro pela minha honra. Vou encontrar os bastardos e eles se arrependeram do dia em que nasceram...

Após algumas horas, já na Central do computador principal, Bardock suspira aliviado ao saber que os yadorarts não foram atacados, ainda, sendo que graças à invasão de Freeza, o grupo que seria enviado a esse planeta, teve que ficar para lutar e por causa disso, o mesmo fora poupado.

Porém, sabia que em breve as missões retornariam. Portanto, precisava salva-los do ataque, pois, não encontrou nenhuma outra raça conhecida, no Banco de dados de Bejiita, com habilidades consideradas estranhas. Os yadorartjins eram a sua melhor escolha.

Portanto, os retirou da lista de missões, sabendo que deveria se entender depois com o Imperador Vegeta.

Afinal, sabia melhor do que ninguém da aversão de seu filho pelo trono e que o mesmo confidenciou que seria capaz de engolir seu orgulho, novamente, se necessário, para que o mesmo assumisse como Imperador.

Não podia culpa-lo, após todos os acontecimentos e além disso, a sua cria não culpava Vegeta, pois, Mikya fora assassinada em nome da vingança da família de Freeza. Poderia culpa-lo por Nyei, por ter sido elevado a imperador, mas, Bardock vira na visão que os saiyajins não eram os únicos envolvidos e que na verdade, quem fornecera era outro ser, assim como o plano de matar Nyei, através de uma doença.

Por enquanto, seu filho estava sentindo muita dor e pena de si mesmo para depositar qualquer culpa em alguém, a não ser ele mesmo. Pelo menos, até poder aceitar a dor. O que demoraria consideravelmente.

Após retirar Yadorart dos planos de ataque, graças ao fato de saber os códigos de seu filho que era Imperador, ele se retira dali, decidindo concentrar-se, mesmo frente à tristeza que sentia, pois, não poderia deixar os demais responsáveis pelo que fizeram a Nyei e o sofrimento que provocaram em seu filho, impunes. Ademais, seria bom que a sua cria pudesse despejar sua ira e raiva para abrandar um pouco tais sentimentos em seu coração, pois, temia que o mesmo fosse consumido pelo desespero, ira e dor. Algo que não desejava.

Após Kakarotto se recuperar, um pouco, explicaria o que fez e o motivo, para que a sua cria, possa assumir a mudança perante Vegeta, se for questionado pelo mesmo, para depois, ele, Bardock, explicar o motivo para fazer isso, sabendo que Vegeta entenderia o ato dele tirar Yadorat das missões de ataque, após explanar o motivo de tal pedido e pelo fato, dos boatos deles serem pacíficos.

Há centenas de quilômetros dali, em Yadorat, o ancião e também líder dos yadorartjins, erguer-se do seu trono no Conselho de anciões, exibindo uma atípica face séria, surpreendendo a todos, pois, até aquele momento, encontrava-se meditando.

Então, ele fala com uma voz quase que etérea:

- É chegado o momento que nós iremos intervir para evitar que o universo entre em um colapso sem precedentes.

Um murmúrio apreensivo se instaura entre eles, pois, a raça deles havia assinado um pacto, se comprometendo a não intervirem no futuro. Todas as raças com capacidade de visões do futuro haviam concordado com os termos, sendo que apenas algumas recusaram a aceitar tal pacto. O povo de Kanassa foi um dos que recusaram.

Mesmo assim, ir contra tais termos, era contrário à honra dos mesmos que residia em cada membro daquela raça. O fato de o líder ancião ter pronunciado tal desejo, era no mínimo surreal para eles.

Com uma mão imperiosa para o alto, todos se calam e um silêncio retumbante se instaura no recinto, com o mesmo sendo visto com olhos expectantes e alguns, de censura.

- Sou um supervisor das leis e, portanto, tenho ciência de nosso pacto feito com os senhores Kaiohs. Porém, vi algo no futuro que repercute em todo o universo. Uma previsão, que provocará um caos sem precedente. Porém, em virtude de tal alvoroço, irei consultar-me com os senhores Kaiohs e espero que possam libera-nos de tal acordo, temporariamente, pelo menos frente a tal futuro tenebroso.

Então, um murmúrio de aprovação é ouvido e o líder ancião sorri, algo que é percebido pelos demais e comemorado, pois, por meses, o líder deles encontrava-se taciturno e igualmente contemplativo ao observar o céu.

No Mundo espiritual, Kita no Kaioh (Kaioh do Norte), estava deitado em sua espreguiçadeira, relaxando, quando recebe a comunicação telepática do yadorartjin e arqueia o cenho, pois, fazia séculos que alguém do universo o contatara, mentalmente.

Então, surpreso, pergunta:

"É o líder ancião dos Yadorartjins?"

"Sim, Kita no Kaioh-sama. Suplico, respeitosamente, uma conferência com todos os senhores Kaiohs e com o Supremo senhor Kaioh."

Ele fica em estupor, enquanto a sua mente processava o pedido tão estranho e ao mesmo tempo, inquietante, além de inusitado.

Afinal, os yadorartjins eram um dos poucos povos do universo que sabiam da existência dos Kaiohs e, portanto, conheciam a importância dos mesmos e por causa disso, nunca contataria mentalmente um, caso possuíssem tal habilidade, apenas para futilidades e o fato de implorar, somente tornava aquele pedido ainda mais preocupante, pois, somente um motivo muito sério levaria um desses povos a contatá-lo.

Então, enquanto processava o pedido, escuta outra voz o chamando e reconhece como sendo um namekuseijin e fica estático, enquanto este o contatava com uma voz consideravelmente aflita:

"Kita no Kaioh-sama... Pode ouvir-me?"

"Claro. O que deseja, Saichourou?"

"Preciso, por favor, ter uma conferência com os demais senhores Kaiohs e com o Supremo senhor Kaioh."

"Saichourou-sama? O senhor pressentiu?" – o yadorartjin pergunta, consideravelmente surpreso, pois, ouvira a conversa telepática.

"Sim... Não posso ver o futuro como vocês. Apenas, tive um pressentimento forte há alguns dias e tal pressentimento não me abandou sequer por um minuto."

"Como assim pressentimento e visão?" – Kita no Kaioh pergunta, consternado com o fato de duas raças solicitarem tal conferência, quase que ao mesmo tempo.

"Eu tive um pressentimento em relação ao futuro do universo...".

"Já este humilde Riroti, teve uma visão do futuro do universo."

Kita no Kaioh, agora se recordava da estranha sensação que o tomava há algum tempo, mas, não era algo tão intenso e considerava que talvez fosse o fato dele estar no Outro mundo, no seu planeta. Já, os namekuseijins e os yadoratjins, estavam no universo e, portanto, sentiam mais amplamente e com considerável nitidez, algo que não conseguira sentir em plenitude.

Ambos aguardam em um silêncio respeitoso e igualmente ansioso o parecer de Kita no Kaioh sobre o pedido de ambos, pois, somente ele poderia convocar todos os outros senhores Kaiohs, assim como solicitar, respeitosamente, a presença do Supremo senhor Kaioh.

Após longos minutos, Kita no Kaioh se pronuncia:

"Irei solicitar aos demais para se conectarem mentalmente comigo, assim como pedirei carissimamente ao Supremo senhor Kaioh para se juntar na conferência. Porém, irá demorar alguns minutos."

"Muito obrigado, Kita no Kaioh-sama e peço desculpas pelo incômodo."

"Eu agradeço, Kita no Kaioh-sama e também peço desculpas por incomoda-lo."

"Tudo bem."

Nisso, ele passa a se concentrar para chamar mentalmente todos os demais Kaiohs, assim como tentava contatar o Supremo senhor Kaioh, acreditando piamente, que tal como ele ficara no início, também ficariam em estupor ao saber do pedido incomum e surpreendente de duas raças, possuidoras de tais habilidades distintas, sendo que representavam algumas das poucas que habitavam o universo e muitas vezes, sendo vistas pelas demais raças como possuidoras de habilidades mágicas ou fantásticas, assim como, eram igualmente temidas, por não compreenderem tais poderes.