Notas da Autora

Após conseguir informações das visões, após controla-las, pelo menos para o que ansiava, ele consegue...

Capítulo 58 - O final da caçada de Bardock

Em Bejiita, Bardock se encontrava em uma área deserta próxima de um dos principais hangares do planeta e avista algo que viu em suas visões. O resto de uma nave, sendo visível o metal retorcido semioculto no chão, disperso em vários pedaços e as marcas de queimaduras nas mesmas, pois, a nave foi destruída por uma rajada de ki, conforme viu em suas visões, somente conseguindo identificar o local, após quatro dias de intensa busca em seu período livre, quando terminava a fiscalização das obras, assim como Tarble, que fiscalizava a outra parte do planeta.

Então, caminha por alguns metros e encontra um alienígena com armadura, sendo que se encontrava no estágio inicial de decomposição, indicando que morreu há alguns dias atrás.

Ele fecha os olhos e consegue ver, dessa vez mais nitidamente, a cena que ocorreu algumas horas antes do ataque a Niyei.

Ele viu uma nave e soube que era proveniente dos arcosianos, pois, havia visto o alienígena contatar cientistas remanescentes de Koola, para pegar uma doença oriunda da raça de Nyei, considerada extinta.

Então, conforme a nave se aproximava de Bejiita, em um local deserto, alguns saiyajins avistaram o pouso da nave oval, com um símbolo estranho a eles e, portanto, se dirigiram até o local, percebendo que não era de Bejiita.

Viu que os seus conterrâneos não atacaram, imediatamente, enquanto observavam um alienígena trajando armadura, saindo irado, olhando para os lados e ativando em seguida o scouter, como se procurasse freneticamente algo.

Esses saiyajins, inicialmente o renderam, quando o aparelho do mesmo os detectou e pegaram o estranho item na mão dele e então, o mesmo confessou que era uma doença para a esposa de Kakarotto, pois, queria vingar e provocar sofrimento nele, por vingança ao destino de Koola, aquele que idolatrava.

Bardock percebeu que ele falou isso com um sorriso, provavelmente por ter descoberto que os saiyajins odiavam Kakarotto, tal como ele e então, viu que eles conversaram exaltados, para depois sorrirem ao olharem o que tinham nas mãos.

Então, ao descobrirem como injetar e sabendo que ele fora soldado de um arcosiano, o matam.

Bardock identificou o poder deles, percebendo que eram de Segunda classe.

Então, ele viu, que enquanto um deles se comprometia a aplicar a doença, os demais se dirigiam para a Toca, próxima dali, onde se divertiriam com algumas escravas, uma vez que era um local para os saiyajins se divertirem com escravos de uso público, ou competir por algum em um torneio que realizavam cujo prêmio era um dos escravos do local.

Portanto, tal ambiente era muito usado pelos de Terceira classe, bem fracos, que não conseguiam dinheiro o suficiente para comprarem escravos novos e pessoais, somente restando a eles tentarem a sorte em algum prêmio ou usar os escravos públicos, disponíveis para qualquer um, que alugasse o tempo com eles, por um preço bem pequeno. Isso para os melhores do local. Os que possuíam o aluguel de tempo, sem precisar pagar alguma quantia, eram os mais usados e antigos.

No caso deles, ele notou que queriam experimentar escravos de outras raças, para escolhem qual tipo de escrava nova eles comprariam no mercado ou nos leilões.

Bardock detesta o rumo das visões, pois, agora, via os escravos como vítimas e não mais como meros animais para serem usados como convir e se surpreendia pela mudança nele, sendo que ele já foi como os saiyajins da sua visão, há muito tempo atrás.

Então, ele agradece o fato de que conseguiu "pular", por assim dizer, o trecho da visão deles usando as pobres escravas, para a parte da visão, onde eles se dirigiam para o Domo próximo dali.

Então, após conseguir ver mais nitidamente a fisionomia deles em sua última visão, parte dali, voando rumo ao Domo mais próximo.

Devido ao seu cargo, ele tinha acesso ao Domo de qualquer classe.

Em Bejiita, os saiyajins somente frequentavam os Domos, conforme a sua classe. Se um saiyajin macho entrasse em um domo não condizente com a Classe dele, seria surrado imediatamente. A única exceção era para as fêmeas, que podiam entrar em qualquer Domo.

Em relação aos machos, a única exceção, era se o mesmo possuía um alto cargo do Império e, portanto, tinha o direito de entrar em qualquer local, independente de sua classe. Assim como os soldados, desde que entrassem sobre ordens do superior deles.

Após encontrar o local, que identificou em suas visões como sendo o mesmo que eles entraram, adentra e passa a procura-los, sabendo que eles, comumentemente, frequentavam o local e como as missões aos planetas foram abandonadas, temporariamente, sabia que eles ainda estavam no planeta.

Chega, inclusive, a olhar na área dos ginásios que consistiam em locais com arenas, sendo que havia espaço para os saiyajins assistirem ou então, para esperar que a área fosse desocupada pelos combates para poderem usar.

Ele não entrou na área delas, pois, não queria lutar, apesar de desejar e muito uma batalha. Apenas varreu o local com os olhos.

Afinal, amava lutar como todo o saiyajin e confessava que era algo tentador. Porém, tinha assuntos primordiais para resolver e elas eram prioridades. Ademais, também sentia que não estava com humor para uma batalha amigável e era bem capaz de matar o seu oponente, sem desejar e não queria ter dor de cabeça ao fazer um relatório sobre isso.

Após algum tempo, Bardock está irritado, pois, não tem o nome e nem sequer sabe o ki deles, para poder encontra-los dentre os vários saiyajins, assim como desviava dos escravos que corriam afoitos, servindo as mesas.

Portanto, somente restava ao mesmo andar dentre a multidão, continuando com a sua busca visual, na esperança de avista-los, sendo que não conseguira até aquele momento e isso o irritava, demasiadamente.

Então, após horas, sorri, pois, enfim consegue encontrar os outros três, que naquele momento estavam em uma mesa, bebendo korokila (vem de clorofila) e esbravejando ofensas contra o imperador Kakarotto, inclusive por ele envergonhar a raça ao se misturar a uma inferior, fazendo o sorriso de satisfação de Bardock sumir, para ser substituído pelo de ira, pois, já possuía o desejo de trucida-los e os mesmos apenas aumentavam tal anseio.

Porém, amargamente, reconhece que quem possuía mais direito era Kakarotto. Portanto, deveria entregá-los a ele, pois, Nyei era a fêmea dele e isso seria um acerto de contas.

Além disso, estava preocupado com o estado de espírito de sua cria em decorrência da dor e ira que pareciam consumi-lo. Ele desejava que ao menos, seu filho, tivesse a satisfação de vingar a sua companheira e assim, aplacasse o seu coração, pois, fora muito sofrimento em pouco tempo, uma vez que o ataque de Nyei foi realizado em um momento considerado crítico, pois ele estava tentando se reerguer, após o assassinato brutal de sua amada filha.

Uma lágrima escorre dos orbes de Bardock, quando se recorda de sua neta e nisso, torce os punhos, com a cabeça cabisbaixa, se recordando dela e de seu sorriso, enquanto lutava diariamente contra a tristeza, sendo que não se deprimia mais, graças a Lian, que era seu bálsamo confortador e a presença dela, assim como o calor morno, dispersava as suas tristezas e dor.

Ademais, ainda tinha sua filha, mas, seu filho mais novo não tinha mais filhos e ele adorava crianças. Lian o auxiliava a lidar com a sua dor, assim como Nyei, e por isso, deixara ela mais vezes com Kakarotto e sabia que o mesmo não havia desabado, ainda, por causa da irmã mais nova, que tal como ele, o confortava. A sua cria precisava mais dela do que ele, atualmente.

Lian era de fato, uma benção na vida de ambos.

Então, se aproxima deles que estão alterados pela bebida e quando percebem de quem se trata, tentam se levantar, mas, são derrubados por um soco potente de Bardock nas costas, sendo que os demais saiyajins apenas olharam e se afastaram quando eles caíram frente ao soco potente, para depois retornarem ao que faziam antes, pois, confusões, mesmo na área das bebidas eram rotineiras e aceitas, desde que não destruíssem algo.

Bardock arrasta os três desacordados até a saída, sendo que usava a sua cauda para arrastar um, enquanto que todos davam passagem automaticamente ao encararem a face dele coberta de ódio, identificando também o símbolo que usava na armadura, indicando que fazia parte do grupo seleto que possuía altos cargos no império e que foram nomeados pessoalmente pelo próprio imperador.

Nisso, voa com eles e chega até o palácio, sendo que os guardas curvavam-se conforme ele passava e ao olharem os saiyajins desacordados, pois sabiam do ocorrido com a imperatriz deles, sendo que sentiam nojo ao se recordarem que era uma inferior.

Portanto, passaram a ter pena deles por terem sido descobertos, após o favor que fizeram a todos os saiyajins, que sentiam vergonha e raiva por terem uma imperatriz que foi uma escrava e que era um ser inferior, e que para completar, tinham como imperador, um saiyajin gentil com os escravos, algo que os enojava.

Porém, não eram loucos de falarem algo.

Afinal, possuíam amor à vida deles e, além disso, nada mudaria.

Portanto, era melhor, ao ver deles, guardar a sua raiva e indignação, limitando-se a xingar o imperador e o pai deste em um domo, nas ruas ou em suas casas, porque era o máximo que podiam fazer, com um nível considerável de segurança.

Ao mesmo tempo, torciam para que Vegeta voltasse o quanto antes, pois, preferiam lidar com o humor assassino deste, que também era um saiyajin modelo que os representava, sendo implacável e cruel, do que terem um gentil, que envergonhava e jogava a raça no lixo, segundo eles, que queriam um conterrâneo que os representasse e não um, que era vergonhoso e igualmente repulsivo.

Após caminhar por corredores, Bardock os leva até a área das masmorras no subterrâneo do castelo e contata mentalmente o seu filho.

Naquele momento, Kakarotto velava o sono de sua companheira, pois, a doença causava sonolência excessiva. Ademais, desejava ficar o máximo possível com a sua amada, pois, em meses, ela iria partir.

Portanto, em decorrência de sua decisão, Tarble estava à frente do reino, tomando todas as decisões que caberia ao imperador.

Naquele instante, ele colocava uma mecha do cabelo dela atrás da orelha, carinhosamente, enquanto se recordava da dor que ela sentiu, das lágrimas e do sofrimento de sua companheira ao saber da doença e do seu tempo de vida, sendo que ele se sentia um inútil, pois, era uma doença e, portanto, não havia nada que pudesse fazer além de proporcionar companhia a ela.

Nyei chorou, se desespero e após dias se resignou, sendo que também, sempre que possível, ficava junto dele, uma vez que ainda conseguia andar. Porém, sabia que havia assuntos que demandavam a atenção dele e respeitava isso, sendo que falara várias vezes que podia sair de perto dela, que iria esperar ele voltar. Mesmo assim, não saía.

Frente a isso, ambos compartilhavam a companhia um do outro, com o saiyajin, praticamente, se ausentando do mundo fora daquele quarto, com a companhia de sua imouto, sendo que Nyei brincava com a pequena, assim como Kakartto.

Ambos perceberam nesses momentos, que a meia saiyajin parecia diminuir a dor de ambos, como um calmamente poderoso. Já, ele, percebeu que o pai estava deixando Lian com eles, diminuindo o seu tempo com a filha e agradecia, mentalmente, pois, a sua irmã os ajudava a lidar com tal provação, sendo que para o casal, não restava nada mais do que lidar com o tempo de vida que podiam ficar juntos.

Naquele instante, ambas dormiam, sendo que Lian estava junto dela, pois, a doença não era contagiosa. Ademais, ela era uma meia saiyajin e por causa disso, ganhava a proteção adicional do sangue saiyajin, já que os mesmos possuíam uma imunidade natural para doenças, sendo tal imunidade e resistência passadas para as suas crias, inclusive mestiços, tornando-os altamente resistentes a doenças, sendo raro alguma doença, atingi-los.

Inclusive, não existia história de doenças nos saiyajins.

Afinal, toda a sua genética era voltada para as batalhas.

Força, tal como aumento de poder, quando se recuperavam de ferimentos fatais, prazer pela luta, capacidade de aprender técnicas, apenas as observando, alta resistência e uma longevidade absurda, sendo que ninguém sabia quantos anos um saiyajin vivia, pois, era costume morrerem ainda no ápice de seus poderes, não vivendo muito tempo, pois, aproveitavam a vida de batalhas o máximo que podiam.

Então, Kakarotto acaricia carinhosamente a face de Nyei, para em seguida beijar Lian na testa, sorrindo fracamente, quando recebe um chamado mental de seu genitor e arqueia o cenho:

"Tou-san?"

"Kakarotto... tenho boas notícias."

"Como assim?"

"O bastardo que atacou Nyei, não era o único. Havia mais três saiyajins que sabiam o que ele faria e o apoiaram, sendo que como era o mais poderoso deles, se incumbiu dessa tarefa."

"O quê?! Então...!"

Nisso, ele ergue-se da cama, cuidadosamente e caminha até a porta, continuando com o contato mental, sendo que pega o colar da família real de Bejiita e coloca nele, pois, somente o imperador usava tal colar, sendo que Vegeta lhe entregou antes de partir.

"Um soldado do bastardo Koola... Um remanescente que conseguiu de alguns cientistas uma doença e decidiu se vingar de você, ao descobrir como você era um saiyajin diferente, sendo que seria um golpe violento para você, a perda de sua companheira. Porém, foi encontrado por esses saiyajins quando chegou ao planeta e eles conseguiram arrancar dele essa informação, sendo que entregou, facilmente, pois, notou o ódio que eles tinham de você e como estava muito ferido, pois o renderam, depositou as esperanças neles de se vingarem por ele."

"Desgraçados!" – ele grita em pensamento, já tendo saído de seu quarto.

"Venha para cá... Eu os trouxe para que possa fazer o que achar melhor. Acredito que você precisa disso, muito mais do que eu." – Bardock não precisava falar o local, pois, seu filho o acharia pelo ki.

"Obrigado, tou-san"

Então, após alguns minutos, os três saiyajins despertam e ao estranharem o local se levantam, pondo-se de pé, olhando tudo em volta, para em seguida assumirem uma posição de defesa contra Bardock, que exibia uma face de ira, enquanto cruzara os braços, encostando as costas na parede.

Ao olharem mais atentamente o local, reconhecem como sendo uma cela de tamanho considerável.

- Onde estamos, bastardo? – um deles pergunta asperamente, não o reconhecendo de imediato.

- No castelo, desgraçado. Eu sou Bardock, comandante e conselheiro real do imperador.

Então, eles se entreolham e ficam apavorados, perdendo a pose de indignação.

- Bem, vocês criticaram tanto o imperador Kakarotto e o chamaram de escória e vergonha dos saiyajins... Acho justo falarem isso na frente dele, em vez de falarem nas costas, não acham? – ele pergunta sarcasticamente, com um sorriso maligno no rosto que fez o sangue deles gelarem.

Então, a porta abre e Kakarotto aparece, tendo em seu rosto a mais pura fúria, cujo olhar aterrorizante propagava nada mais do que ódio, sendo que o que aconteceu com a sua filha e o ataque de Nyei, intensificaram tal sentimento a um nível exacerbante.

- Então... Foram vocês que resolveram atacar a sua imperatriz, a minha companheira, Nyei? Bem, acredito que se foram machos adultos para fazerem algo assim, também são machos adultos para lidarem com as consequências... E para a felicidade de vocês, perante lixos como vocês, irei agir como qualquer saiyajin agiria se fizessem algo com a sua companheira. Espero cumprir com as suas expectativas – ele fala cada palavra coberta com ódio e com um sorriso que não chegava aos olhos.

Então, seguem-se horas de tortura e intenso sofrimento, em que Kakarotto despejou toda a sua ira e ódio, enquanto que Bardock se surpreendeu com o que o seu filho podia fazer no estado em que se encontrava, enquanto esperava que com isso, os sentimentos que castigavam o coração dele se aplacassem e pela primeira vez na vida, orava para que o seu plano funcionasse, ao ofertar os outros responsáveis pela doença da companheira de sua cria.

Os gritos de agonia dos saiyajins revibravam pela masmorra, assim como o som de ossos sendo quebrados, gelavam o sangue dos soldados que ficavam na entrada da masmorra, que passaram a temer Kakarotto, decidindo que seus pensamentos estavam seguros com eles mesmos.

Há algumas horas atrás, eles tiveram a coragem de se dirigirem até o local para observarem, por curiosidade, ao se dirigirem até as celas reservadas para o imperador, sendo que somente conseguiram ver uma parte, que mostrava os saiyajins cobertos de sangue, assim como os membros, que também se encontravam esmagados e em posições estranhas, fazendo o sangue deles gelarem.

Frente a tal cena, eles fugiram dali o mais rápido que conseguiam.

A tortura dura mais de um dia e por mais que quisesse ficar para assistir, Bardock precisava auxiliar Tarble na fiscalização das obras e outros procedimentos adotados na reconstrução do planeta.

Os demais amigos de Kakarotto sabiam o que ele fazia e evitavam passar perto do local. Nyei também sabia, porém, sentia-se triste, pois, não era o saiyajin que conheceu, sendo que seu pesar é um pouco dispersado, graças à presença de Lian, que brincava com ela e sorria completamente inocentemente, sem saber o que acontecia nas masmorras e que seu irmão, naquele momento, não existia mais. Pelo menos, até terminar a punição deles.

Os amigos concordavam que aquele não era Kakarotto e sim, apenas um saiyajin tomado pela dor e ódio sem limites, desconfiando que esses saiyajins, também estavam sofrendo a parte que caberia a Koola, por matar a filha de Kakarotto.

Então, após dias, os saiyajins morrem em decorrência dos ferimentos, agravados pelas dores lacerantes, sendo que Kakarotto prolongou ao máximo a vida deles, enquanto os socava, evitando atingir pontos vitais.

Ele então sai coberto de sangue, enquanto que seu olhar irradiava a mais pura ira e os soldados se apavoravam, temendo que enfrentassem tal ódio, decidindo que Vegeta era menos aterrador.

Então, ele para e os soldados engolem em seco, sendo que após alguns minutos, ouvem o imperador pronunciar cada palavra imersa no mais puro ódio, que fazia o sangue deles gelarem:

- Se livrem desse lixo... Agora! – exclama no final, ao verem que eles continuavam curvados.

Então, os guardas saem correndo dali para cumprir as ordens, temendo por suas vidas e decidindo que aquele Kakarotto podia ser mais aterrorizante que Vegeta.

Mais a frente, ele entra em uma espécie de banheiro, localizando um chuveiro.

Então, deixa a água cair em suas roupas para retirar o sangue impregnado, ficando algumas horas no chuveiro, enquanto o ódio e ira que impregnavam o seu corpo regrediam, sentindo que de fato, amenizou um pouco tais sentimentos, permitindo a ele lidar melhor, sendo que o pesar e o sofrimento ainda persistiam na mesma intensidade, sem se alterarem.

Então, cerra os olhos, buscando desesperadamente aplacar o seu espírito, decidindo que um dia iria procurar um planeta ou uma raça, que ajudasse a lidar com a sua mente, sendo que até esse momento, jurou a si mesmo que iria se controlar, guardando todos esses sentimentos nas profundezas de seu ser, até que pudesse lidar com eles, pois agora, precisava ser forte por ele e por Nyei.

Decidiu que um dia, procuraria no bando de dados alguma raça com tal capacidade, pois, era o que mais precisava e ansiava.

Então, satisfeito ao perceber que todo o sangue saiu de sua roupa, decide sair dali para tomar um banho mais demorado em seu quarto e passa a caminhar até o mesmo, sendo que o ar em volta dele ainda estava carregado de raiva e os soldados automaticamente se afastavam, enquanto que os escravos eram tomados por pena e compaixão, para com um dos poucos saiyajins que possuía consideração por eles.

Quando entra, sente pelo ki que ambas dormiam e, portanto, entra no imenso quarto de banho com uma jacuzzi e após retirar o resto do sangue, assim como jogar a roupa que usava no cesto para ser lavado, colocando o colar em um móvel, entra embaixo da água morna para retirar o resto das sujidades.

Após ficar limpo, prepara a imensa jacuzzi ortogonal ornamentada, com água quente e entra, sentindo que a mesma relaxava os seus músculos, enquanto permitia-se fechar os olhos, desejando que a água lavasse toda a dor em seu coração e culpa, sabendo que era impossível e que somente restava a ele lidar com os sentimentos que ainda afligiam o seu coração, enquanto lutava para retornar ao que era por sua amada Nyei, por sua querida irmã, por seu pai e amigos, pois, o Kakarotto que torturou Koola e o que torturou os saiyajins nas masmorras, devia desaparecer pelo bem deles e inclusive, dele mesmo.