Notas da Autora
Após a morte de sua amada, Kakarotto luta contra a dor e a tristeza por meses...
Então, ao se recordar de uma de suas promessas, decide se dedicar a...
Capítulo 59 - Kakarotto Vs Vegeta - Parte I
Então, ele sai do banho e após secar-se, caminha até um dos corpulentos armários e tira uma espécie de calça folgada e deita, cuidadosamente, ao lado de sua fêmea e irmã, abraçando-as, sendo que colocou a sua cauda na cintura de Nyei, acabando por adormecer, sentindo os cheiros confortadores de ambas.
Após meses, Kakarotto se encontrava em frente ao túmulo de Nyei, que fora enterrada ao lado da filha de ambos, Myki.
Naquele momento, o saiyajin estava de joelhos, chorando desolado e os amigos haviam acabado de sair, sendo que momentos antes tentaram conforta-lo, sem sucesso, acabando por não terem escolha, além de deixarem, o saiyajin lidar com a dor e a tristeza a sua maneira.
Bardock exibe um olhar pesaroso para o seu filho, enquanto segurava Lian no colo, que naquele momento estava adormecida, com a cauda delicada envolvendo o braço do genitor, que cerrou um dos punhos ao ver o estado miserável que seu filho se encontrava, ao ponto do mesmo perder peso. Algo que era demasiadamente alarmante para um saiyajin.
Na espécie de jardim, Kakarotto se lembrava das últimas palavras de sua fêmea, assim como a promessa que ela o fez fazer:
"Viva, meu amado. Viva por nós duas. Tenho a esperança que um dia iremos nos reencontrar. Volte a ser o Kakarotto que eu amo, incondicionalmente. Por favor, me prometa que fará isso."
- Vou cumprir a promessa... Eu prometo meu amor. – ele fala com a voz embargada – mas, não agora... Não agora...
Então, mais cinco meses se passam e Kakarotto lutava para erguer a sua vida, graças à ajuda de seus amigos e genitor.
Inclusive, passou a comer muito, acima do que era necessário, para repor o que perdeu.
Afinal, prometeu por sua honra como guerreiro e precisava cumprir a todo o custo, uma vez que jurou viver, assim como deveria voltar a ser o saiyajin que a sua falecida companheira conheceu.
Porém, tinha noção, que isso iria demorar um pouco.
Então, alguns meses depois, longe do quarto do filho, Bardock sentou no escritório principal, usado pelo imperador e ligou o comunicador embutido na mesa.
Então, após alguns minutos, Vegeta surge como uma projeção, assim como demonstrava o seu costumeiro mau humor e fala, a giza de cumprimento:
- E Kakarotto?
- Está se recuperando. Acredito que em breve, voltará a ser o que era antes.
- Hunf! Quanto tempo acha que terei que esperar para poder lutar contra ele, para tomar o meu trono de volta, conforme os costumes de nossa raça?
- Dê-lhe mais alguns meses. Assim que eu perceber que ele está melhor e que pode arcar com uma batalha, irei avisa-lo. – o mais velho fala, preocupado, pois, Vegeta não era muito paciente.
Porém, estranhava o fato dele esperar tanto tempo, no espaço, em um planetoide perto de Bejiita, sendo que ele não era compassivo com nenhum ser além dele.
Afinal, aceitou esperar e inclusive, não dava sinais que iria ao planeta, até que Kakarotto pudesse estar em condições físicas e mentais de lutar contra ele. Por mais estranho que fosse ao mesmo, Vegeta demonstrava consideração e inclusive respeito, pelo momento que Kakarotto passava e por mais que disfarçasse, demonstrava uma considerável preocupação na voz.
Porém, não era louco de comentar sobre o que percebeu, enquanto procurava fingir que não notou nada de estranho no comportamento do mesmo.
- Só me contate, novamente, se ele estiver em condições de me enfrentar. Quero ter uma batalha séria com ele, lutando com todas as nossas forças. Não quero derrotar um saiyajin moribundo e igualmente apático. Quero ter a luta épica que anseio, para poder derrotar o saiyajin tido como o mais forte. Eu quero esse título, em uma batalha que ambos lutemos com todas as nossas forças, mesmo se tivemos que ficar na medical machine por meses a fio. Afinal, ele também é o meu parceiro de luta.
- Sim, senhor. Irei contatá-lo, somente quando ele estiver bem.
- Hunf!
Nisso, desconecta a ligação e Bardock massageia a nuca, por desconfiar que o seu filho, ainda iria demorar mais alguns meses para se recuperar, por completo.
Afinal, sabia da promessa de sua cria para com Vegeta, há mais de um ano atrás, referente a uma batalha espetacular pelo trono, quando ele voltasse e um saiyajin tinha a sua honra.
Porém, sabia melhor do que ninguém, que seu filho sofria, ainda e não acreditava que ele superaria tão cedo, pois, fora um golpe duplo brutal ao perder Mikya de forma tão cruel, sendo que pouco tempo depois, Nyei adoece e morre vítima de uma doença mortal e sem qualquer cura.
Então, após alguns minutos, sai da espaçosa sala e se dirige até o quarto do filho, encontrando o mesmo sentado na cama, com os olhos fechados, como se estivesse se concentrando, sendo que em seguida os abre e fala, olhando para o seu genitor, enquanto exibia uma expressão neutra:
- Vegeta deve estar impaciente. Estou admirado dele ter esperado tanto.
Bardock fica embasbacado e Kakarotto sorri fracamente, baixando a cabeça, para depois olhar para frente:
- Eu consegui senti o ki dele próximo de Bejiita, agora que estou reagindo e notei que está parado. Sim, ele baixou o seu ki, mas, não o suficiente e acredito que é porque está estressado. Questiono-me, como ele sabia sobre o meu estado. Pensei que ele estava falando com Tarble, mas, acredito que ele está demasiadamente compenetrado, distribuindo recursos para diversas áreas, conforme a necessidade das mesmas e demais assuntos, tal como fiscalização da reconstrução do planeta, para conseguir furtar algum tempo para falar com o seu irmão. Além disso, ele agiria emocionalmente e não com controle, fornecendo informações um tanto errôneas. Portanto, o único que possuí condições de informa-lo adequadamente, é você, tou-san.
- Sim. Você está certo. Já faz meses.
O genitor dele responde após se recuperar da perspicácia de sua cria, pois, fazia tempo que testemunhava algo assim, pois, nos últimos tempos, ele estava um tanto apático, tentando organizar os seus sentimentos.
- Meses?! – Kakarotto fica surpreso – Quanto, exatamente?
- Já faz mais de seis meses, que está esperando você se recuperar, para poder enfrenta-lo.
Ele vê a face surpresa do seu filho e depois, o mesmo sorri.
- Eu prometi a ele um confronto memorável... E também, sou seu parceiro de luta. Ademais, quero me desvencilhar o quanto antes do título de imperador. Vegeta não é culpado pelo que me ocorreu, mas, quero esquecer, que já tive que liderar meus conterrâneos desgraçados e nojentos. Ademais, não tenho perfil para ser um líder.
- Bem, isso é verdade.
- Além disso, existe a pressão do cargo, sacrifício de tempo, assim como outras exigências do mesmo. Eu experimentei esse cargo e desejo não tê-lo novamente. Não sei como Vegeta consegue suporta-lo.
- Ele foi treinado para isso a vida inteira. – Bardock fala dando de ombros – Por causa desse treinamento, consegue lidar com as demandas exigidas, exemplarmente. Pode ser um cargo maravilhoso, pois, você se torna o líder supremo e suas ordens são leis. Mas, o cargo vem atrelado há várias outras responsabilidades, deveres e situações. Para alguém que não foi treinado desde a infância, pode ser um tanto complicado.
- Também acho isso e ademais, adoro lutar, assim como treinar. O imperador fica horas a fio e às vezes, por vários dias, sentado, tomando decisões, sendo que tem buscar algum horário disponível para lutar, enquanto que não pode ficar muito tempo em uma Medical Machine, devido as demandas do cargo. Eu prefiro não ter o cargo e lutar quando desejar, sem problemas adicionais ou pesos extras em meus ombros.
- Vegeta entende os sacríficos inerentes ao cargo e aceita, embora que quando fica vários dias sem lutar, seu humor se torna assassino.
Nisso, eles riem e Bardock fica feliz ao ver o quanto Kakarotto estava reagindo, principalmente após saber que Vegeta retornou e acreditava que o fato dele desejar ardentemente entregar o trono, pois, não queria mais tal cargo e a esperança de poder enfim se livrar do mesmo, o impulsionava, demasiadamente, em sua recuperação.
- Fale a Vegeta que daqui a três meses, pode vim ao planeta. Estarei esperando por ele, ao raiar o dia, na planície Kinak, o local onde ocorrem os desafios reais.
- Tem certeza que quer prometer esse prazo?
- Sim. Ele não sabe da forma super saiyajin 2. Pretendo mantê-la em segredo absoluto. Afinal, não quero que Vegeta se ausente do poder, novamente, caso veja essa forma.
Kakarotto fala com uma careta, pois, não desejava que ele saísse do planeta para se aperfeiçoar, acabando por jogar, novamente, o cargo de imperador para ele, sendo um cargo que odiava.
- Tudo bem. Vou contatar Vegeta e irei comunicar o prazo.
- Obrigado, tou-san.
Quando Bardock se preparava para sair, Kakarotto fala:
- Vou me dedicar a treinar para recuperar o meu corpo.
- Ainda acha que três meses são o suficiente? – ele pergunta, virando para trás e arqueando o cenho.
- Sim, desde que você e Tarble se dediquem aos assuntos do reino. Afinal, vou pedir ajuda a Suong e Kireiko. As habilidades que elas possuem serão primordiais para o meu treinamento. Com a ajuda delas, irei me recuperar em três meses.
- Com certeza, elas não irão negar ajuda a você, para que cumpra com a sua promessa. De certa forma.
- Não estou deturpando ou quebrando a minha promessa. Prometi uma luta memorável. Mas, será uma luta memorável no nível do super saiyajin 1. Portanto, estou cumprindo a minha promessa, afinal, irei lutar com todo o meu poder. Mas, não especifiquei como. O fato de deixar um tanto vago permite que eu possa redirecionar a promessa, para que eu lute com toda a minha força, só que na forma super saiyajin 1.– Kakaroto fala com um sorriso.
Bardock fica pensativo e depois sorri, enquanto abana a cabeça para os lados:
- Você foi esperto. Achou uma saída interessante para cumprir a sua promessa e ao mesmo tempo, garantir que Vegeta reassuma o trono, evitando que ele saia do planeta, novamente. Embora, que você terá que se conter um pouco, pois, percebi, que conforme alcança uma nova transformação, seu corpo se fortalece, ao mesmo tempo. Pelo menos, é o que acho.
- Você está certo. Basta eu conter, um pouco. Afinal, é a única maneira. Não acredito que ele tenha dominado a forma super saiyajin 2. Ademais, irei permitir que ele me acerte alguns golpes extras, assim, não tenho que conter o meu poder, cumprindo assim com a promessa de enfrenta-lo.
- Também acredito nisso e imagino o choque que ele vai ter, quando no futuro, souber dessa transformação.
- Eu duvido que serei obrigado a revelar e que ele irá descobrir. Afinal, que inimigos podem existir, além dos arcosianos? – Kakarotto pergunta.
Bardock sorri ao ver, que em certos aspectos, ele ainda era inocente:
- O universo é imenso, meu filho. Acredite. Pode muito bem haver um inimigo mais poderoso do que os arcosianos, a espreita, esperando o momento para nos atacar. Sempre terá aquele que será mais poderoso do que você. Afinal, é uma luta continua.
Kakaroto reflete sobre as palavras de seu pai, enquanto ele saia de seu quarto e naquele instante, não sabia que tal inimigo já se encontrava desperto, esperando para atacar e que, durante anos, haveria inúmeras batalhas que o levaria a descobrir novos níveis de poder, que superavam o do super saiyajin 2, sendo que seria o pioneiro dessas transformações.
Após três meses, graças à ajuda de Suong e Kireiko, ele conseguiu recuperar o que perdeu e revitalizou o seu corpo, retornando ao seu nível normal.
Então, conforme prometido, ele estava em uma planície, sendo que há vários metros dali, no entorno, havia muitos saiyajins que estavam expectantes, para ver uma batalha excepcional pela coroa. O imperador Kakarotto contra o príncipe Vegeta.
Todos eles esperavam uma batalha formidável e chegaram a disputar com batalhas os melhores lugares, sendo que os mais fortes conseguiram uma visão privilegiada.
Já, Kakarotto, apenas os observou, sem qualquer interesse nas diversas confusões e conflitos, na busca dos melhores lugares.
Havia saiyajins voando e no ar, também ocorreram diversas confusões. Praticamente, todos os saiyajins do planeta estavam no entorno, ocupando uma área considerável, desde o chão até o ar.
Longe dali, Tarble e Bardock estavam escudando Suong e Eichiteki, assim como Kireiko com Lian no colo, sendo que todos não ficaram próximo dali, pois, a batalha entre dois super saiyajins, provavelmente iria repercutir pelo planeta e com certeza, muitos, no entorno da área principal da batalha seriam atingidos. Logo, o mais seguro era manter uma distância considerável, sendo que podiam usar o ki para sentir e inclusive, ver os movimentos.
Ademais, mesmo que todos estivessem próximo dali, a velocidade deles seria tão intensa, que com exceção de Tarble e Bardock, os demais não conseguiriam acompanhar.
Portanto, ambos seriam interlocutores do grupo.
Inclusive, o local onde se encontravam, permitia que Tarble e Bardock se transformassem em super saiyajin, sem serem vistos, para poderem acompanhar a batalha e ao mesmo tempo, defendê-los, caso algum atacasse acabasse sendo lançado, por engano, na direção deles.
O fato deles se transformarem, aplacou a preocupação de Kakarotto, que ficou aliviado em saber que poderia lutar com todos os seus poderes na forma super saiyajin 1.
Nisso, todos os saiyajins apontam para uma nave que pousava, após entrar na atmosfera.
Então, a porta abre, revelando Vegeta que descia determinado e com um sorriso de felicidade no rosto, com a capa esvoaçando atrás dele, sendo que Kakarotto sorria também e estava ansioso para lutar.
Afinal, quando lutava, ele se esquecia de todo e qualquer problema, assim como da dor e da tristeza, tornando as lutas, uma forma de aplacar a tristeza, assim como forneciam uma cura temporária para a dor em seu coração, que o afligia, impiedosamente.
Ele se aproxima e fala confiante:
- Vou chutar o seu traseiro, Kakarotto.
- Serei eu, que vou chutar, Vegeta.
Nisso, ambos estão sorrindo pela batalha que teriam, enquanto eram impulsionados pelo sangue saiyajin.
Quando uma pequena pedra cai de um pequeno morro, tocando o chão, eles avançam um contra o outro.
