Notas da Autora

Vegeta autoriza a partida de Bardock para Yadorart.

Porém, quando o Conselheiro real chega, ele descobre que...

Yo!

Quero anunciar que a fanfiction está na reta final e o próximo capítulo será o último.

Tenham uma boa leitura ^ ^

Capítulo 61 - Yadorart

Após cinco meses, sendo que Vegeta e Kakarotto ficaram dois meses nas máquinas medicinais, o imperador continuou os planos de Tarble para a reconstrução do planeta, sendo que Kakarotto foi nomeado General de Bejiita, além de já possuir o título de Segundo príncipe e Tarble era o Terceiro príncipe, sendo que ambos ajudavam na fiscalização, uma vez que Bardock se ausentou do planeta para ir até Yadorart.

Vegeta autorizou a ida, pois, o Conselheiro real contou do problema que estava tendo com as suas visões e que esse povo saberia como ajuda-lo.

O imperador concordou em torna-los aliados, caso os yadorartjins se sujeitassem ao império e que em troca, iria protegê-los e não seriam atacados pela ajuda prestada.

Porém, apesar da autorização, Bardock foi obrigado a ir com um pequeno esquadrão e naquele momento, se aproximava do planeta, sendo que preferia ir sozinho, para não ser tão intimidador, enquanto orava para que o ajudassem, ao verem o quanto seria vantajoso não ser atacado pelos seus conterrâneos, caso aceitassem se sujeitarem à Bejiita, em relação à submissão e obediência.

Inclusive, em seu íntimo, orava fervorosamente, para que eles vissem o lado benéfico, pois, eles eram a única esperança dele.

- Conselheiro Bardock-sama, estamos nos aproximando de Yadorart. – um dos saiyajins de Elite fala respeitosamente.

- Ótimo. E a leitura do planeta?

Um saiyajin de Primeira classe digita alguns comandos no computador e após algum tempo, surgem dados e após lê-los, ele vira para o Conselheiro, exibindo uma face confusa e igualmente constrangida.

Bardock arqueia o cenho, sendo que sentia o medo tomá-lo, pois, temia que eles houvessem sido atacados e os dados do ataque não estavam no Bando de dados, devido à chegada de Freeza, indicando que não houve tempo de atualizar o banco de dados do planeta.

- O que houve, Keeki (beet – beterraba)?– ele pergunta, preocupado.

- Bem... Como posso responder, Bardock-sama... Só detectamos um sinal de vida, condizente com uma forma humanoide. As demais são feras.

- Só uma?! – ele exclama, estarrecido – Como assim somente uma forma de vida humanoide?! Por acaso, esse planeta foi tomado por alguma outra raça?

Ele pergunta mais para si mesmo, enquanto fica pensativo, sentindo o seu sangue gelar nas veias, pois, acabou complicando ainda mais a situação, pois, esse provável sobrevivente, com certeza, não agiria com passividade, devido ao sofrimento que vivenciou com o ataque.

- Verifique a presença de destruição em edifícios.

Após alguns minutos, observando os dados no monitor, o saiyajin fala:

- O escaneamento da superfície não indica nenhum dano, Bardock-sama. É como se a população tivesse "sumido", digamos assim e só restou um.

Esse dado alivia Bardock, pois, ao conquistar um planeta, sempre havia destruição e a ausência disso, indicava que não foram atacados.

Porém, isso levantava a hipótese que alguma doença ou fenômeno climático extremo tenha dizimado a população.

Rapidamente, ele descarta catástrofe ambiental, pois, não havia sinal de destruição e para exterminar uma população inteira, precisa ser algo extremamente violento e igualmente catastrófico.

A única alternativa que restava era uma pandemia. Um surto violento de uma doença severa que vitimou a população em pouco tempo.

Inclusive, não considerava o fato que eles haviam saído do planeta, pois, não possuíam tecnologia para isso e, portanto, não haveria como eles o abandonarem.

Então, ele percebe que poderia oferecer outra coisa em troca de cooperação, já que podia ser considerado um planeta morto e esperava que ele não estivesse gravemente doente.

- Ordene que a equipe médica fique de prontidão. – ele ordena- Pouse a nave.

- Sim, senhor.

Então, a nave pousa no planeta, sendo que o único Yadorat-jin que desejou ficar no planeta, estava sentado em uma pedra, observando a imensa nave pousando, sendo que sentiu vários ki´s.

Se dependesse dele, não ensinaria nenhum saiyajin a usar o poder das visões, assim como o shukan no idou.

Porém, Dai Kaiou pediu e a palavra dela era lei.

Ademais, com certeza, tal ser supremo sabia o que estava fazendo e ele, por sua vez, também sabia o seu lugar. Como poderia discutir ou questionar ordens tão supremas?

Frente a esse pensamento, sorri de canto, amargurado.

Então, a nave pousa e imediatamente, nota que vários saiyajins descem e arqueia o cenho, simulando surpresa, mas, não se levantando da pedra onde estava sentado, enquanto fingia estar imerso uma intensa tristeza e igual desolação.

Então, observa que havia dentre eles, um saiyajin com cabelos que desafiavam a gravidade, usando uma bandana vermelha na testa e uma cicatriz na bochecha, condizente com a descrição de Riroti-sama.

Bardock observa o entorno e ao avistar o yadorartjin sobrevivente, ele se vira para os saiyajins e fala:

- Fiquem aqui, que vou conversar com ele. Pelo visto, a raça dele foi vitimada por alguma doença.

Sem abrir espaço para discussão, se aproxima do yadoratjin, vendo a face confusa dele e o mesmo falando, após olhar a cauda:

- Pelo visto, vieram subjugar a minha raça. Porém, chegaram tarde demais, pois uma doença já nos subjugou por completo. Sou o único sobrevivente. Desenvolvi tardiamente um soro contra a doença e no final, somente eu ganhei imunidade.

Ele mente e simula pesar, assim como uma face de ira, simulando o fato de pensar que estão para dominar o planeta, pois, seriam atitudes e comportamentos lógicos esperados frente aos saiyajins, sendo tal atitude natural ao avistá-los em um planeta, já que as caudas o denunciavam aonde quer que fossem juntamente com a armadura.

Bardock fica sem saber o que responder por alguns minutos, pois, não era como os demais saiyajins.

Porém, já fora um completo bastardo, como os seus outros conterrâneos e por isso, conseguia ter, mais ou menos, uma noção da dor dele e fala:

- Não viemos para isso. Originalmente, viemos propor um acordo. Em troca de me auxiliarem no meu dom das visões, sua raça seria protegida, sendo que teriam que se sujeitarem ao império dos saiyajins. Nós não iríamos ataca-los.

- E se recusássemos? Bastaria nos atacar e em troca da libertação da minha raça da escravidão, deveríamos ensinar a controlar esse poder das visões.

Rirari fala desgostoso, pois, tivera que aceitar as ordens de Dai Kaiou, sendo que se dependesse dele, não ensinaria nada a uma raça de monstros perversos e cruéis.

Bardock fica sem reação, embora compreenda perfeitamente bem o motivo do ataque verbal, considerando o fato de que era um saiyajin.

- É uma pena que não dá para fazer isso, né? – pergunta sarcasticamente - Aposto que ficou desapontado.

O yadorart-jin fala o final em um tom áspero, enquanto olhava com uma face beligerante para o saiyajin a sua frente.

- Você está certo. – ele decide ser sincero, pois, não havia como mentir em relação ao tocante da recusa da raça dele, pois, tal ato era de fato, esperado - Provavelmente, seria o que o imperador ordenaria, embora seja contrário ao que desejo, acredite. Mas, com tem somente você vivo, de toda a sua raça, tornar-se uma ordem incapaz de ser executada.

Nisso, ele se curva, para desgosto e espanto dos seus conterrâneos, que inclusive ficam revoltados ao vê-lo se humilhar perante um animal, sendo que Rirari fica surpreso ao ver um saiyajin se curvando para uma raça considerada como inferior, como era a visão deles para as demais raças do universo.

Então ele pede, humildemente, pois, precisava controlar urgentemente as visões em nome de quem lhe era querido:

- Por favor, ensine-me a lidar com as minhas visões. Eu prometo que tentarei cumprir com alguma exigência sua.

Após alguns minutos, Rirari vira a face e cruza os braços, para depois falar, aborrecido, consigo mesmo, pois, leu o pensamento do ser curvado, com um dos joelhos dobrados a sua frente e percebeu que os sentimentos dele eram sinceros, assim como o fato, que ele se arrependia amargamente de seus atos do passado e que ansiava buscar, de algum modo, a redenção tão desejada:

- Levante-se.

O yadorart-jin estava constrangido, pois, de fato, ele se arrependeu e se tornou diferente dos demais.

Inclusive, ele mesmo se arrependia de seus atos e do fato de despejar seu rancor e ira, contra alguém que não merecia nem um décimo do tratamento que dispensou ao saiyajin a sua frente, desde que ele chegou ao planeta.

- Hã?

Bardock exibe confusão em sua face, pois, qualquer raça adoraria ter um saiyajin se curvando, humildemente, assim como implorando e por isso, sua mente demora em processar o pedido do alienígena a sua frente.

- Disse para se levantar... Tenho duas exigências. Você disse que daria uma e...

- Pode ser as duas. – Bardock concorda, rapidamente, temendo que o mesmo mudasse de ideia sobre ajudá-lo.

- Bem, mande os outros saiyajins de volta. Eles podem mandar uma nave circular para você, pois, sei que existem naves assim. Não aceito outros de sua raça nesse planeta. Quero morrer sem a presença de seres como vocês. A outra exigência é...

- Morrer? – Bardock pergunta estarrecido e igualmente apavorado – Mas, a doença...

- Não da doença. Ela não é a única patologia que existe em meu planeta, mas, foi uma pandemia violenta. Eu tenho outra doença crônica. Não há tratamento. Pessoas portadoras dessa doença vivem até certa idade.

- Entendo... Podemos providenciar alguma cura.

- Não desejo... Quando morrer, irei encontrar a minha família no outro mundo. Não pretendo estender a minha vida, acredite. Além disso, sei dessa doença há anos e já assimilei o limitado tempo de vida que possuo.

Bardock compreendia o desejo dele, que era bem plausível e então, pergunta preocupado:

- Quanto tempo tem de vida?

- Mais quatro anos. É tempo mais do que o suficiente para que você aprenda a dominar as suas visões... Bem, voltando às exigências. Vou ensinar o shunkan no idou, uma habilidade do meu povo. Porém, você só pode ensinar a saiyajins bons, que se importam com as outras raças, tratando-as com respeito e consideração. Jure por sua honra como guerreiro. Não quero a minha técnica caindo nas mãos de monstros. E quando for ensinar a um de seus conterrâneos, faça esse jurar por sua honra que não ensinará a ninguém mais, a menos que seja alguém de caráter excelente e igualmente bom.

- Eu juro por minha honra, que vou cumprir as suas exigências.

Ele fala categoricamente, desejando saber o que era a técnica e mesmo não sabendo, passou a apreciar a ideia de aprender tal poder.

Ao ver a indagação visível na face dele, ele explica:

- O Shukan no idou é uma técnica de teletransporte instantâneo em que você usa o ki de cada pessoa para se teleportar ao lado dela. Claro, quanto mais poderoso você for, mais conseguirá sentir o ki à distância. Ademais, você pode levar alguém com você, assim como centenas, dependendo do nível de poder que possua, sem precisar segura-las, senão desejar ou não poder segurar naquele momento, pois, basta às pessoas se segurarem em você, que serão transportadas junto. Porém, eles não podem se soltar, em hipótese nenhuma.

- O que acontece se eles se soltarem?

Bardock pergunta, embora tivesse noção do que aconteceria e isso o exasperava, pois, havia um considerável perigo, em levar outros com você, sem segurá-los.

- Ficará perdido entre o ponto que você partiu e o de chegada. Dependendo da distância e do local, pode ser fatal. Como um teletransporte entre planetas, por exemplo. A pessoa pode acabar se perdendo no espaço e se for uma raça que não sobrevive no vácuo, irá morrer, instantaneamente.

- Entendi... – após algum tempo, ele fala - Eu preciso fornecer um relatório informal ao imperador, relatando o ocorrido.

- Tudo bem...

Então, enquanto Bardock se afastava, ele acaba se lembrando de algo e pergunta:

- Quanto tempo acha que irá demorar?

- Bem, eu tenho quatro anos de vida. Acredito que você ficará, ao menos, três anos nesse planeta. Por quê?

- Os animais foram afetados, também?

- Não. A doença somente afetou a minha raça... Agora que você falou em comida, estou preocupado com o fator alimentação. Ouvi dizer que vocês tem um apetite monstruoso.

- Sim. Acredite. Comemos muito. Mas, se tem os animais e feras...

- Há um problema em relação a isso. – o yadorart-jin sentencia.

- Como assim? – pergunta, arqueando o cenho.

- Não há espécies grandes nesse planeta. O maior animal que possuímos é do seu tamanho. A maioria tem a metade do seu tamanho para menos.

Frente a esse fato, Bardock fica preocupado e após pensar por alguns minutos, fala:

- Bem, vou solicitar o envio de uma nave menor com mantimentos. Quanto ao piloto, o mesmo irá voltar em uma nave circular, já que não suporta outros saiyajins em seu planeta e isso é compreensível, considerando a "fama" da minha raça. Seria uma saída. Assim, não fico dependente exclusivamente dos animais do seu planeta.

- Uma excelente alternativa. Faz bem em se precaver... Estou esperando por você, lá. – o alienígena aponta para uma espécie de campina, logo à frente.

Então, se levanta para se dirigir até o local, enquanto que Bardock ligava para o imperador, orando para que o mesmo aceitasse os termos do acordo dentre ele e o yadorart-jin.

Há centenas de anos-luz do planeta Yadorart, mais precisamente no planeta Bejiita, Vegeta havia acabado de sair de uma reunião maçante, sendo que se esqueceu, momentaneamente, o tipo de reunião que vivenciava como monarca.

Inclusive, em seu íntimo, desejava partir novamente pelo espaço para somente treinar e lutar, sendo que considerou o tempo que passou somente treinando e lutando, como um período de férias, merecido, e que dificilmente teria outra oportunidade para fazer algo semelhante.

Apesar de tal desejo, era consciente de seus deveres, pois, foi preparado desde criança para o trono.

Portanto, precisava ficar no planeta e comanda-lo, já que era o imperador e não somente um príncipe, que gozava de uma liberdade considerável, como a que ele teve, no passado.

Nisso, seu scouter apita e reconhece a ligação como sendo de Bardock e aceita, sendo evidente o aborrecimento em sua voz:

- Como foi, Bardock?

Ele notou a irritação na voz do seu monarca e frente a isso, decide agir cautelosamente, falando o mais respeitosamente possível, para aumentar as chances do mesmo aceitar as solicitações:

- Há somente um yadorart-jin vivo.