Notas da Autora

Após três anos, Bardock termina seu treinamento das visões, assim como aprende o Shunkan no Idou e decide...

Anos depois, Kakarotto se sujeita a dor e pesar, quando pede para liderar a subjugação da Terra e captura de chikyuujins, para supervisionar certas ordens, que ele e seu pai conseguiram que Vegeta desse, assim como Kakarotto quer evitar, ao máximo, a captura de escravos...

Yo!

Quero avisar que coloquei uma imagem do Kakarotto com armadura, quando era mais jovem.

Na época que coloquei o capítulo, não tinha essa imagem.

Agora, eu consegui.

Essa imagem se encontra como capa do capítulo 3.

Também quero avisar que esse é o último capítulo da fanfiction, que comecei a postar no dia 19 de setembro de 2009 às 16:03 horas, segundo o Nyah! Fanfiction, primeiro lugar que postei a fanfiction, sendo que aqui no Spirits, eu postei no dia 03 de outubro de 2009, ás 23:18 horas.

Hoje, dia 11 de maio de 2015, eu estou finalizando.

Após longos cinco anos e oito meses, eu estou finalizando essa fanfiction, que foi a segunda fanfic de Dragon Ball que postei. Luz da Lua foi a primeira, sendo que a postei, no dia 30 de agosto de 2009 às 00:26 horas (Nyah! Fanfiction), 03 de outubro de 2009 ás 23:04 (Spirits)

Inclusive, eu tenho o orgulho de ser a primeira ficwriter que lançou no Brasil o tema escravidão dos terráqueos em fanfics de Dragon Ball.

Portanto, sou a pioneira no Brasil, pois, esse tipo de tema somente existia nas fanfictions em inglês.

Quero pedir aos meus leitores desculpas pelo tempo que essa fanfiction ficou em hiato, assim como agradecer a todos por terem a acompanhado até o seu final.

Muito obrigada. *-*

A história continua na fanfiction Luz da Lua. ^ ^

Tenham uma ótima leitura XDDDD

Capítulo 62 - Chikyuu-sei (Planeta Terra)

- Como assim somente um?! – ele praticamente grita no aparelho - Você não disse que a nossa raça não chegou a ataca-los, pois, Freeza chegou dias antes de ser expedida a missão? Ou por acaso, foi outro povo?

- Uma pandemia tomou a raça dele e a dizimou. Quando descobriram a cura, foi tarde demais. Ele foi o único que restou.

- E aí? Vai ensinar ou não? – Vegeta pergunta preocupado.

Claro, em caso de negação, poderia torturar o yadorart-jin para obriga-lo a ensina-lo, porém, eles eram famosos por possuírem habilidades estranhas e sabia que havia aqueles que preferiam a morte à tortura. Como tinham habilidades estranhas, algumas delas podiam ser usadas para se matar, tornando tal ato, demasiadamente arriscado.

Como se conseguisse ler os pensamentos de seu soberano, Bardock fala:

- Ele vai ensinar em troca de eu ser o único saiyajin no planeta. Ele tem uma doença fatal que está o consumindo e tem alguns anos de vida. Ele jurou que iria usar esses anos de vida para me ensinar o controle das visões, além de uma técnica adicional. – Bardock teve que falar da técnica, pois seria pior, se o imperador descobrisse de outra forma.

- Adicional? Qual?

- Ele chama de shukan no idou. Você se concentra e se teleporta.

Vegeta achou uma técnica interessante, mas, não o agradava aprender técnicas bizarras e que desafiavam a lógica, sendo que soava como algo, no mínimo, "mágico".

- Dispenso essa técnica... Ela parece ser mágica e não aprecio coisas mágicas, a menos que seja algo que me seja demasiadamente útil. Ademais, não me agrada a ideia de deslocar meu corpo como mágica pelo espaço, perdendo o controle nesse período. Quero estar no controle integral de meus atos do início ao fim.

- Como desejar, meu rei. Gostaria de pedir o envio de uma nave de suprimentos para alguns anos. Uma nave pequena, que só precisasse de um saiyajin para pilota-la. Ele a deixaria aqui e voltaria em uma nave oval.

Vegeta pensa por alguns minutos, meditando sobre as exigências do sobrevivente e depois fala:

- Concordo. Irei ordenar que seja feito isso. Somente volte para o planeta, quando dominar as visões, entendeu?

- Sim, meu rei.

- Hunf!

Nisso, o imperador desconecta a ligação e Nappa surge de uma porta próxima dele, para orienta-lo no próximo compromisso que o monarca tinha, enquanto que estava se sentindo feliz em voltar a ser o Kaulek (caule) dele, retornando assim ao status que estava acostumado.

Então, transmite a ordem aos saiyajins e os mesmos ficam aliviados ao saberem que não precisariam ficar em um "planeta morto e sem nada para destruir".

Então, a nave parte e após alguns minutos, sai da atmosfera do planeta, com Bardock olhando uma última vez para o alto, sendo que também fez contato com o filho e conta o ocorrido, deixando-o surpreso, sendo que pergunta de Lian, pois, estava preocupado com a sua filha e Kakarotto o tranquiliza.

Então, volta a se juntar ao yadorart-jin, que senta no chão e faz sinal para ele sentar na sua frente, sendo que o mesmo obedece, prontamente:

- Primeiro você vai aprender a lidar com as suas visões...

- Muito obrigado.

Três anos depois, no planeta Yadorat, Bardock estava enterrando o yadorart-jin, no local favorito dele.

Afinal, de certa forma, foi seu sensei e lhe ensinou a controlar as visões, assim como o shukan no idou. Enterrá-lo, após a doença ceifar a sua vida, era o mínimo que podia fazer, além de declarar aquele planeta como protegido, sendo que Vegeta aprovou e concordou em fazer tal declaração.

- Obrigado, sensei...

Nisso, olha uma última para o túmulo, antes de partir na nave enviada com suprimentos, rumo ao seu planeta natal para ensinar a técnica do shunkan no idou para Tarble e Kakarotto, assim como para a sua filha Lian, quando tivesse idade suficiente, sendo que sentia saudade dela, após ter ficado quatro anos em Yadorart.

Dezesseis anos depois, em Bejiita, Kakarotto olhava o seu reflexo no espelho do seu espaço quarto e não se reconhecia, pois, só fazia alguns meses que havia ascendido para a forma super saiyajin 4, perante um cyborgue criado por uma raça alienígena.

Vegeta somente conseguiu depois, para irritação dele, pois, ele, Kakarotot, sempre dominava primeiro a transformação que ascendia a que eles possuíam. Ele sempre era o pioneiro.

Mesmo ambos tendo a mesma transformação, havia uma pequena diferença de poder, sendo que na verdade, ele era o saiyajin mais poderoso.

Porém, não se incomodava de Vegeta ter esse título perante o seu povo, pois, o que importava ao mesmo era lutar, treinar e comer. Não necessariamente nessa ordem.

Então, sai de seus pensamentos e suspira, ajeitando as munhequeiras, enquanto ainda se sentia incomodado com a pelagem que cobria o seu corpo e o problema do período da troca de pêlos, como ele chamava, sendo que sujava a casa inteira.

Portanto, em tais épocas, ele contratava mais três faxineiras, que eram pertencentes às raças protegidas pelos saiyajins da escravidão, para que cuidassem de sua mansão, sendo que seu pai também possuía uma, próxima da dele e contava com faxineiras também, pois, não desejavam escravos.

Porém, Vegeta fazia questão que seu braço direito tivesse algum escravo, pois, era motivo de orgulho e por causa disso, ele ouvia diariamente um sermão do mesmo, sendo que nos últimos dias, Vegeta estava ainda mais irritado e Kakarotto acreditava que era porque Tarble se vinculou a Kireiko, a marcando, para desgosto e ira do seu irmão, pois, desejava em seu íntimo, que seu otouto tivesse se unido a uma saiyajin de Elite, já que ele também era um super saiyajin 4.

Porém, contrariando o seu irmão, se vinculou a um ser inferior, na visão de Vegeta.

O casal decidiu passar a lua de mel em outro planeta, porque, alguns anos antes, Eichiteki faleceu devido à idade avançada e a mãe dela iria com eles, sendo que Kireiko ainda sentia falta do genitor e Tarble achou melhor saírem de Bejiita, não somente para a lua de mel e sim, para percorrerem planetas exóticos e exuberantes, para que ela se distraísse e a mãe desta iria junto com o casal.

Por causa da saída de Tarble, assim como por ter se vinculado a um animal, na visão de Vegeta, somado ao fato de ter sido o segundo a deter a transformação, sem saber que Bardock, Lian e Tarble ocultaram do povo e para ele, a transformação, fingindo que conseguiram depois.

Portanto, ao somar todos esses acontecimentos, o imperador estava especialmente irado e com um desejo assassino, ao ponto de alguns saiyajins terem sido mortos por ele em um de seus famosos acessos de fúria.

Frente a tal humor, ele não teve outra escolha, além de prometer adquirir algum escravo, apenas para aplacar Vegeta.

Nisso, ele sai da mansão e observa ao longe a mansão do pai, ao se recordar que anos depois, após o retorno de Vegeta, Kakarotto expressou a vontade de morar em uma mansão, para poder sair do palácio, até porque, Lian estava crescendo e queria um local em que ela não fosse destratada e humilhada, assim como agredida verbalmente, ao menos, não diariamente e a todo o momento, como era no castelo, apesar dela ter mostrado um nível superior ao de uma criança saiyajin de Elite, surpreendendo o monarca, que acabou a considerando, simplesmente, como uma aberração.

Kakarotto insistiu e no final, Vegeta cedeu, sendo que ele teria que se apresentar no palácio, sempre que fosse ordenado, além de ser declarado braço direito o rei e general, pois, Tarble era o braço esquerdo dele e ambos eram parceiros de luta dele, assim como Bardock.

Então, sai de seus pensamentos, conforme se aproximava do mausoléu onde se encontrava os sarcofágos de sua mãe, Liluni, sua falecida companheira Nyei, assim como a sua filha, Mykia, ao lado da genitora, sendo que próximo dali havia o sarcófago de Eichiteki.

O sarcófago de Liluni não estava na propriedade de Bardock, pois, ele se sentiu indigno de tê-la consigo, depois de todo o mal que causou, sendo que Kakarotto achava que ele precisava e então, para cessar a quase discussão que surgiu dentre eles, ambos decidiram construir um mausoléu soberbo e igualmente imponente, tal como magnífico, completamente talhado com contornos de ouro branco e dourado, assim como encrustado de pedras preciosas e portas duplas imponentes e igualmente opulentais, tal como a construção como um todo, possuindo uma espécie de barreira energética em volta, quase translúcida, sendo que a construção se encontrava no limite da propriedade dele e do genitor.

Ele entra, com a barreira energética permitindo a sua entrada e ao se aproximar dos sarcófagos ricamente adornados, sente o cheiro recente de seu genitor e que o mesmo estivera curvado em frente ao sarcófago de Liluni.

Porém, não podia ajuda-lo, pois, ambos carregavam o seu próprio pesar e culpa, sendo que esta era um carrasco implacável e igualmente cruel.

Ele cai de joelhos, e então, ora, como a sua mãe Liluni o ensinou quando era criança e após alguns minutos, seu scouter apita e ele vê que era de Vegeta, que fala, com o seu costumeiro mau humor, que ultimamente estava ainda mais exacerbado:

- Sua terceira classe bastarda, mova a sua bunda até o hangar agora! Os esquadrões e cargueiros de escravos estão prontos para tomarem a Terra!

- Sim, meu rei. Estarei em alguns minutos. – ele fala o mais respeitosamente possível.

- Hunf!

Então, suspirando pesadamente, Kakarotto olha para os túmulos, sendo que fixa no de seu sensei, enquanto fala, pesarosamente:

- Lamento... Mas, preciso participar da invasão. Na verdade, eu pedi para liderar, sendo que terei a palavra final. Pedi para participar, pois, sei que você era um chikyuujin, jii-chan Eichiteki... Quero evitar ao máximo que muitos humanos sejam capturados e farei de tudo para diminuir a captura. Inclusive, quero fiscalizar algumas ordens que Vegeta proferiu, após eu e o meu pai pedirmos ao mesmo, tal como a proibição de captura de gestantes, crianças, mães com crianças e jovens abaixo de dezoito anos, de ambos os sexos. Em virtude disso, é imprescindível que eu participe, para que tais ordens sejam cumpridas. Perdoe-me, mas, é o máximo que posso fazer, sendo que tentei de todas as formas persuadir o imperador. Nunca quis participar de algo assim, mas, se for para salvar alguns terráqueos, assim eu farei. Acredite, eu tentei remover a ideia de Vegeta. Eu e o meu genitor, mas, não conseguimos. O imperador estava irredutível. Sinto que falhei com o senhor, quando não consegui proteger a Terra. Portanto, peço o seu perdão. Também quero pedir perdão a você, kaa-chan e a você, minha amada Nyei, pois, ambas foram escravas e sofreram o inferno em vida.

Ele fala pesarosamente e sai dali, sendo que no lado de fora, uma leve brisa sopra e ele sente uma estranha calma toma-lhe, assim como o seu pesar diminuía, como se a presença deles estivesse ali, o confortando e o libertando dessa culpa adicional, pois, já bastavam aquelas que oprimiam o seu coração.

Nisso, uma lágrima solitária brota dos orbes dourados como o sol, antes dele se afastar.

Pelo menos, ele conseguiu, juntamente com o seu pai, algumas vitórias perante Vegeta, com ambos acreditando que o fato dele aceitar adquirir escravos depois do ataque a Terra, o fez ficar mais calmo.

Estava tão imerso na tristeza, que não percebeu que o seu genitor o observava um pouco distante dali, sendo que ouviu o pedido de perdão de seu filho e suspira, tristemente, pois, ele não merecia um sofrimento maior do que já vivenciava e se lembra de que eles tentaram todos os argumentos possíveis, mas, não conseguiram remover as ordens do imperador, sendo que, ao menos, haviam conseguido algumas pequenas vitorias.

Meses depois, Kakarotto vê o planeta do espaço e percebe que era de fato azul e belíssimo, enquanto se sentia desolado por saber que um grupo de monstros cruéis e igualmente perversos iria subjugar tão belo planeta, que tinha tantos seres fracos.

- Kakarotto-sama, iremos pousar no planeta em alguns minutos. – um saiyajin surge e curvar-se para ele, antes de se retirar, com um aceno de mãe deste.

Então, a nave pousa e quando ele sai com os soldados, sendo que pousaram próximo de uma cidade, vê os humanos fugindo apavorados e em sua face o mais puro horror, sendo que os que fugiam eram capturados, enquanto que jaulas imensas eram colocadas no solo através de um mecanismo embutido nos cargueiros de escravos, para que amontoassem os chikyuujins capturados.

Kakarotto cerra os olhos, enquanto se sentia imerso em dor e pesar, para depois voar para o alto e em seguida, solicitar conecção com todos os scouters dos saiyajins envolvidos no ataque:

- Não quero atos cruéis e perversos! Ademais, devo lembrá-los que o imperador proibiu a captura de gestantes, mães com crianças e menores de dezoito anos. Só podem capturar jovens, próximos da puberdade, sendo que o cheiro será diferente. É vedado o ato de matar alguma criança, fêmea gestante ou uma fêmea com criança pequena ou muito jovem. Se alguns de vocês fizerem isso, saibam que eu tenho como descobrir e estes desgraçados irão experimentar a fúria de um super saiyajin 4 em primeira mão!

Todos os saiyajins ficam apavorados, pois ele era um super saiyajin 4, além de braço direito do rei.

Portanto, desobedecê-lo, estava fora de cogitação e engolindo em seco, decidem cumprir as ordens, sendo que alguns poucos decidiram desafia-lo, pois, julgaram que ele não saberia o que aconteceu. Além disso, queriam se divertir.

Afinal, estavam acostumados a matar todos que fossem imprestáveis, tal como gestantes, bebês e crianças, as eliminando e pegando os demais, assim como jovens acima de dez anos, sem qualquer distinção.

Inclusive, usavam os ditos "imprestáveis" para divertimento, como desmembramento, esmagamentos e outras modalidades de sofrimento para que se divertissem.

Os que resolveram desobedecer às ordens, não sabiam que seriam descobertos, pois, Kakarotto podia ler mentes, algo que era ocultado dos demais saiyajins, sendo que Tarble, Bardock e Lian compartilhavam de tal habilidade e que esses saiyajins iriam descobrir a veracidade das palavras do braço direito de Vegeta.

Então, Kakarotto começa a voar pelo planeta, na ânsia de evitar o máximo de captura de escravos que conseguisse, pois, somente alguns grupos específicos estavam livres da escravidão. Os demais dependiam dele para serem poupados, pelo menos alguns.