Eren estava dormindo quando, ao se mexer, escutou um som metálico, um leve tilintar. Abriu os olhos contra vontade, percebeu que já era tarde, estava escuro, apenas uma lamparina iluminava o porão.
Estava confuso, tentava se situar, seus olhos ainda não estavam acostumados com a luz, mesmo que fraca. Não entendia o que estava acontecendo... Aos poucos começou a raciocinar. Lembrou-se de que estava vigiando o capitão Levi e acabou adormecendo.
Percebeu que havia algo muito errado naquela situação, ele estava deitado na cama... Mas lembrava-se de ter adormecido no colchão, no chão.
Levantou uma mão para esfregar os olhos e então percebeu que elas estavam presas nas algemas que eram ligadas ao teto. As correntes eram compridas, não limitavam seus movimentos, mas, mesmo assim era incomodo.
Procurou o capitão Levi com os olhos e não o encontrou. Estava zangado consigo mesmo, não deveria ter adormecido, deveria ter vigiado o capitão. Não sabia como havia acabado assim, estava algemado em sua própria cama, o capitão havia sumido e ele não sabia suas atuais condições.
"E se o capitão estiver prestes a se transformar em um titã?" - pensou aflito.
Ele precisava se soltar e encontrar Levi.
Ajoelhou-se na cama, ouviu o tilintar das correntes, tentou se acalmar e pensar nas possibilidades de fuga nesse momento.
Foi quando escutou passos. Sentiu-se aliviado, talvez tudo isso fosse uma confusão.
"O capitão deve estar retornando, talvez tenha saído para pegar algo na cozinha ou talvez tenha precisado ir conversar com a Hange-san..."– tentava se confortar.
– Final-mente... acordou...? – aquela voz interrompeu seus pensamentos.
Eren olhou para os lados, procurando o dono daquela voz. Era a voz do capitão, mas... Estava estranha, rouca demais, as palavras saiam como um grunhido, como se falar fosse um esforço.
Ouviu mais passos, o som cada vez ficava mais alto, estavam se aproximando. Então Levi saiu da escuridão.
Eren olhou para a pessoa que apareceu, a luz tremulava em seu rosto.
Ele se assustou.
Aquele não podia ser o capitão. Ele estava aterrorizante. Seu rosto estava desfigurado... Era MONSTRUOSO.
Ele estava sorrindo? Não, aquilo não era um sorriso! Apertou os olhos tentando identificar o que era aquilo em seu rosto.
Foi então que percebeu, a pele ao lado de sua face havia se rompido de forma que mesmo com os lábios fechados seus dentes apareciam. Notou que o nariz e as orelhas estavam mais pontudos, os olhos estavam fundos e brilhavam com uma cor acinzentada. Ele estava sem camisa, apenas com a calça do pijama, seu corpo estava um pouco maior e em seus braços haviam locais em que a pele tinha desaparecido e dava para ver os filamentos musculares.
Era como se ele tivesse se transformado em um titã, mas não totalmente. Era uma transformação parcial. Ele ainda permanecia no tamanho humano, conseguia falar e parecia raciocinar, de certa forma. Diferente dos outros, a transformação não havia gerado um corpo maior onde o humano se alocava na nuca, a transformação acontecera em seu próprio corpo humano.
– Quero... devor-ar...– falou enquanto se aproximava da cama.
– C- Capitão, o que?!– Eren sentiu seu peito contrair. Aquele sentimento... Era medo.
Levi estava mais próximo, aquele olhar insano mexia com sua alma, era como se arrancasse toda a sua coragem. Viu quando ele levantou uma das mãos, ia ser golpeado.
"Não... esse monstro... não pode ser o capitão!" – esses foram seus últimos pensamentos antes de fechar os olhos, esperando o pior.
– Mesmo que eu morra, a luta da humanidade não acabará. Só um lado sairá vitorioso... É preciso estar disposto a fazer alguns sacrifícios para vencer, não é capitão?– disse com a cabeça baixa, esperando o golpe... Mas ele não chegou.
– Huma..nidade..? – Levi retrocedeu, parecia se lembrar de algo. Então, caiu de joelhos, as mãos segurando a cabeça.
– GHaahh! – Soltou um grito gutural, ensurdecedor.
Eren levou as mãos aos ouvidos, aquilo tinha sido alto. Com sorte talvez alguém ouvisse e viesse ajudar.
– Pi-rralho, Ghh... Fu-ja... – Levi parecia estar em uma luta interna.
Era esse o momento, precisava fugir e conseguir ajuda!
A porta se abriu, as atenções foram voltadas para o soldado a porta. Eren se lembrou de que Hange havia dito que designaria um soldado para vigiar o porão, para caso precisasse de ajuda.
– O que está acontecendo?!– disse o soldado.
Eren percebeu que o capitão já havia se levantado, a confusão em sua mente havia cessado. Seu lado titã retomou o controle.
Levi olhou para o soldado, foi em sua direção.
– Não... Fujaa! Capitão, PAREE! – gritou Eren.
Tudo aconteceu rápido demais. O soldado não teve reação. Levi havia atacado seu pescoço, mordeu profundamente, arrancou sua carne. O sangue jorrou.
Eren estava em seu limite, o rosto aterrorizado do soldado morrendo, os olhos ainda abertos, não podia com aquilo...
– AHHHH!– Eren gritou desesperado.
Sentiu as lágrimas chegar aos olhos, percebeu que o soldado no chão estava morto. Isso era sua culpa, ele havia sido incumbido de manter o capitão sob controle, confiaram nele e ele falhou...
Há alguns minutos estava pensando em fugir, em pedir ajuda. Mas não! Ele estava errado! Fugir para pedir ajuda não era a solução! Os outros não seriam capazes de pará-lo, essa era sua missão! Sua determinação não seria vencida. Ainda podia salvar os outros.
Levi se aproximou da porta.
Eren não podia deixá-lo sair, de jeito nenhum ele deveria sair.
– Capitão! Sou eu quem possui o poder que deseja. Os outros não têm nada haver, deixe os em paz!– precisava chamar sua atenção, desviar o seu foco, mesmo que aquilo fosse mentira, precisava provocá-lo para ganhar tempo até que alguém chegasse.
– Ou-tros?... – falou com dificuldade.
O rosto do capitão era uma incógnita. Eren viu quando ele levantou uma das mãos e a encostou no batente da porta.
"Não! Ele vai sair! Os outros serão mortos! Terei que me transformar, terei que matá-lo..."
Eren captava todos os movimentos de Levi atentamente. Viu quando a outra mão foi até a maçaneta e fechou a porta. Surpreendentemente, ele não havia saído.
– Sem... interrupções. – o ruído metálico do trinco inundou seus ouvidos. Levi havia trancado a porta.
Começou a caminhar novamente em direção ao Eren.
Eren abriu os olhos, realmente seu objetivo era ele? O capitão só havia matado o soldado para que não alertasse os outros?
Estava paralisado... Levi estava se aproximando com aquela aura macabra, sua boca estava suja de sangue do soldado morto.
O que deveria fazer? Qual a decisão correta? Qual não lhe traria arrependimento?
Levi parou próximo a cama, pegou um lençol e limpou a boca.
– Noje-nto... – jogou o lençol no chão.
Levi estava ao lado da cama, apoiou o joelho na beirada, se preparando para subir.
O pânico estava tomando conta de Eren, ele não queria se transformar em titã e matar o capitão, na verdade, achava que nem mesmo seria capaz de fazê-lo. Mas ele estava se aproximando... demais.
– Capitão Levi, não se aproxime... Ainda podemos conversar. Solte as algemas! – Gritou, na esperança de convencê-lo.
Levi apenas o ignorou. Subiu na cama, e ficou em pé, de frente para Eren, que estava ajoelhado.
– Olhe... pa-ra.. mim... – disse ao mesmo tempo em que puxava o garoto pelo cabelo.
Eren se sentia humilhado, mas não! Não aceitaria a derrota, ele precisava ser forte, precisava aguentar tudo o que viesse! Ele aguentaria pelos outros. Dessa vez seria ele quem protegeria seus companheiros!
"Se desistir, você morre. Se lutar, você vive."
Eren levantou a cabeça sentindo seus cabelos serem puxados, estava determinado.
– Eu disse... Para ME SOLTAR! – Os olhares se encontraram.
O olhar de Eren cheio de fúria estava o desafiando.
Levi se enfureceu, odiava aquele olhar, ninguém, absolutamente ninguém, poderia lhe lançar aquele tipo de olhar.
– Pirralho... Inso-lente – Ele iria pagar.
Foi então que sentiu, a princípio, Eren não era capaz de entender o que estava acontecendo. Ele sentiu uma pancada atordoante, e apenas isso. Mesmo após a segunda pancada, a dor não o alcançou a tempo. Ele não conseguia respirar, ele quis vomitar.
Sua cabeça foi puxada pra cima para receber a terceira pancada. Então ela foi pisoteada. Foi então que ele entendeu que estava sendo atacado. Mesmo tendo entendido, ele não podia fazer nada. Ele podia apenas cerrar os dentes e aguentar tempestade de violência.
– Hah…hah…hah…hah…– Eren se lembrou do tribunal... Era igual. Estava acontecendo de novo. Mas dessa vez não era uma encenação.
Levi, no entanto, não sabia o que estava acontecendo, era como espiar por uma janela embaçada, via borrões, seu próprio corpo agia contra sua vontade. Suas ações eram instintivas, ele não conseguia se controlar. Como quando se está bêbado e não consegue controlar seu corpo. Tudo estava confuso, ele era um refém, drogado e preso em seu próprio corpo.
"Será que era isso que movia os titãs a fazerem aquelas atrocidades?... Instinto..." - pensou em um breve momento de consciência.
Eren estava machucado, seu nariz e boca sangravam devido aos ataques do capitão.
Levi ainda segurava Eren pelos cabelos, ele estava fraco... Sentia o gosto metálico de sangue na boca, um fio de sangue escorria pelo canto dos lábios.
Foi quando, de repente, Eren sentiu algo molhado no canto de seus lábios. Ele abriu os olhos, surpreendido. O capitão o havia lambido... O sangue que escorria de seus lábios, ele lambeu.
Os olhares se encontraram, Eren estava confuso. Levi apenas ignorou o olhar e se ajoelho atrás dele, rodeando as pernas de Eren com suas próprias.
Sentiu mais lambidas em sua nuca, as mãos de Levi começaram a percorrer embaixo de sua camisa, estavam acariciando seus mamilos.
– Ghaah...– Eren gemeu ao sentir os dedos de Levi apertando seus mamilos.
Não estava pensando, só conseguia sentir, era uma sensação nova.
Eren achou que Levi estava muito quente, tão quente que quando seus braços encostavam em seu abdômen chegava a arder, estava quente como... um titã.
Seu membro estava reagindo, não sabia o que fazer.
Levi foi descendo as mãos, chegou ao cós da calça... As mãos estavam se adentrando.
– N-NÃOO!– Eren se assustou, deu uma cabeçada para trás, acertando o rosto de Levi. Ele não sabia o que o capitão estava fazendo, não entendia aquele tipo de situação, mas mesmo que fosse bom não estava certo, eles eram homens.
Uma lembrança veio a sua mente, uma conversa entre os garotos do esquadrão, eles falavam sobre relações sexuais, disseram algo sobre os homens serem tão bons quanto as mulheres. Mas ele não deu atenção, preferiu dormir, não estava interessado nesse tipo de coisa, só queria aniquilar os titãs da face da Terra!
Nesse momento, pensou que talvez devesse ter participado da conversa. Ele nem mesmo sabia ao certo como eram as relações com mulheres, quanto mais com homens.
Levi continuava ajoelhado atrás de Eren. Estava irado por ter sido acertado, o garoto não sairia dessa impune.
Aproveitou a distração do rapaz para puxá-lo novamente para mais perto, colocou as mãos bruscamente dentro da calça dele e apertou seu membro.
– AhHHh – Eren gritou de dor.
Levi começou a morder a nuca de Eren, enquanto fazia movimentos simulando penetrações. O prazer havia se esfumaçado.
– Dis-ciplina... – Levi sussurrou em seu ouvido enquanto simulava uma estocada.
– Dor... – continuou com os movimentos.
Eren teve certeza que ele estava tentando dizer que a o melhor jeito de disciplinar era através da dor. Levi dizia isso o tempo todo para os soldados enquanto os maltratava.
Só então se deu conta dos movimentos e da fricção em sua parte traseira... Estava incrédulo... Aquilo... não poderia ser... O capitão estava excitado?!
Ahh.. Capitão PARA! – Eren sentiu mais dor, Levi estava mordendo sua nuca tão forte que o estava machucando, sentiu o sangue escorrer.
Levi por outro lado estava perdendo o controle, queria rasgar a pele do garoto, precisava sentir o gosto... Devorar...
Se ele devorasse o Eren poderia se tornar um titã completo. Ele sabia disso... Era instintivo.
Levi arrancou as calças de Eren, rasgando-as, o deixou nu da cintura para baixo, sua camisa estava suja de sangue que havia escorrido da nuca.
Colocou seu próprio membro para fora e o posicionou na entrada de Eren, a princípio ele apenas simulava penetrações.
Levi se irritou, não estava tendo acesso, resolveu mudar de posição, então empurrou Eren para frente, fazendo com que apoiasse nas mãos, ficando de quatro.
Eren estava assustado, Levi o havia empurrado fazendo com que suas mãos ficassem apoiadas no colchão, estava exposto demais. Tentou se reerguer, mas não conseguiu, o capitão estava segurando seu pescoço no local onde estava machucado, pressionava para baixo, fazendo com que ficasse mais exposto ainda.
– Capitão, PARA! ... Esse não é o senhor! – sabia que aquele não era o capitão Levi, mas mesmo assim, era imperdoável a humilhação que o estava fazendo passar.
Não sabia o que o capitão queria fazer, sentiu o membro dele pressionar sua entrada. Tentou chutar, mas ele colocou os joelhos em cima de suas pernas, prendendo-as.
Era insano, o capitão era louco se achava que aquilo caberia dentro dele.
Levi empurrou.
– Capitão... Para... Não CABE! PARA! – Eren gritou.
Em uma só estocada ele entrou.
– AHHHHHHH
Dor. Era só isso que sentia.
– HAAA! Tira, por favor... TIRAA!.. Dói! – Não queria que as lágrimas saíssem, mas não conseguia segurar, a dor era imensa.
– Coube... solda-do... – disse com a voz rouca em seu ouvido.
Ele começou a se mover, rápido, selvagem... Não esperou Eren se acostumar.
Estava apertado, era tão bom, não conseguia se conter. Começou arremeter, mais rápido, mais forte, olhou para o pescoço a sua frente, sentiu uma vontade imensa de rasgar aquela pele alva... Precisava morder... Devorar...
– AHHHHHH!
Mais dor...
Levi não havia conseguido se segurar e arrancou um pedaço da nuca do garoto, sentia o sangue em sua boca... No último momento havia evitado arrancar a região central da nuca. Um pouco mais para o lado e Eren não estaria vivo.
– Haaagh... Gmmh... Dói... – O garoto gemia de dor.
Eren de relance olhou para trás e viu o rosto do capitão banhado de sangue, ele estava com um pedaço seu na boca. O rosto expressava um prazer insano, selvagem. Mantinha aquele sorriso semelhante ao que os titãs mostravam quando estavam com a presa na boca.
Sentia o sangue escorrer de sua entrada e de sua nuca, achou que estava no inferno.
Na infância e em seus dias de treinamento Eren se meteu em várias brigas e ganhou inúmeras lesões. Ele até mesmo quase foi morto por traficantes. Ele até mesmo foi engolido por um titã.
Mas mesmo para ele, isso era uma violência brutal, como nenhuma que havia experimentado antes.
Não era apenas uma dor enorme. Era uma violência rígida e impiedosa, atacando o próprio cerne de seu corpo e alma. Em resumo, era o inferno.
– Gmhh… Ghh…! …Ghh…! – Eren ouvia os grunhidos do capitão em seu ouvido enquanto tentava prender a respiração para amenizar a dor. Ele não se mexia, não falava, estava como um boneco de pano, inerte. Levi não parava, sua entrada ardia, o sangue estava escorrendo... Queria que acabasse.
– GHHH!– Com um grunhido Levi se desfez dentro dele.
Sentiu alívio quando ele saiu... Finalmente, havia acabado.
Eren caiu na cama, estava fraco demais. Viu quando um leve vapor começava a subir, estava se curando, logo se sentiria melhor.
– Já está se recuperando... Como uma lagartixa... Nojento... – disse Levi se situando a frente de Eren e erguendo-o pelos cabelos, obrigando a se ajoelhar novamente.
Eren se ajoelhou forçadamente, abriu os olhos com dificuldade, estava cansado.
Assustou-se ao ver o membro do capitão próximo a sua boca, era enorme, agora entendia a dor que havia sentido... Estava sujo de sangue, de seu próprio sangue.
Aquilo já era humilhação demais, ele não se rebaixaria assim, não iria lamber o pênis de ninguém, ele era um homem afinal de contas.
– Limpe-o.
Eren virou o rosto, não seria submisso, estava em seus limites.
Levi chutou seu rosto, Eren caiu de lado na cama e não fez nenhum esforço para se levantar.
Percebendo que o garoto não reagiria, desceu da cama e começou a se afastar, estava indo em direção a porta, colocou a mão na maçaneta...
Quando Eren viu que Levi estava indo em direção a porta sentiu necessidade de fazer algo, sabia que Levi estava jogando com ele, mas era seu dever proteger os outros.
– Não! Eu faço. Não os envolva nisso! – gritou para evitar que ele saísse.
Levi estava com a expressão de quem havia vencido, prepotente. Por um breve momento, pensou ter visto inclusive um sorriso sádico naquela face monstruosa.
Eren se sentou na beirada da cama, Levi caminhou até ele e aproximou seu membro da boca do garoto.
– Limpe.
Eren entreabriu os lábios, deu uma pequena lambida na glande, contra sua vontade. Continuou lambendo toda extensão, não queria colocar inteiro na boca, se sentia asqueado, aquele gosto metálico de sangue seco e algo levemente salgado por causa do sêmen estava impregnado no membro de Levi.
Levi estava ficando impaciente. O garoto estava brincando com fogo se achava que poderia provocá-lo assim. Agarrou os cabelos de Eren bruscamente e colocou todo seu membro em sua boca.
O mais novo sentiu que estava se afogando, não estava preparado, as estocadas começaram, sua garganta ardia. Estava indo muito fundo, queria vomitar. Aguentou várias estocadas, até que Levi finalmente tirou o membro de sua boca, estava totalmente duro, molhado de saliva e de pré-sêmen.
Ao ver o membro do capitão naquele estado, sentiu um formigamente em suas partes baixas, pela primeira vez na noite estava ficando realmente excitado. Envergonhou-se por estar desfrutando de algo tão sujo.
– Limpou tudo, que bom. – disse o capitão, olhando para o próprio membro que ainda respingava com a saliva de Eren.
– Como recompensa, deixarei que aproveite dessa vez.
Levi subiu na cama e deitou-se. Eren continuou sentado na beirada da cama.
– Suba. – ordenou, com tom autoritário.
Eren olhou para trás, viu que Levi estava deitado de costas, seu membro estava enorme, duro, pronto para penetrar. Ele não entendeu o que ele quis dizer com suba.
Levi ao notar a expressão de confusão no rosto de Eren puxou-o pelos braços e o conduziu bruscamente até seu colo.
Eren sentiu quando foi puxado bruscamente por Levi, e em um rápido movimento estava sentado em seu colo. Sentiu algo duro roçar seu traseiro, quando percebeu o que era, corou de vergonha.
Quando foi puxado por Levi, percebeu que seus braços não estavam mais tão quentes. Agora que estava reparando, notou que a voz também estava mais branda, falar já não era um esforço.
– Gosta de cavalgar?
Eren não entendeu a pergunta, ele estava falando sobre cavalos, certo?
– Responda, é uma ordem!
– Não vejo problemas em cavalgar, senhor.
– Que bom... Então pode começar.
– C-Começar? Com o que? -disse inocentemente.
Levi se sentou, ajustou o corpo de Eren em seu colo e posicionou seu membro em sua entrada.
– Que pirralho tão inocente... Pode começar. – disse enquanto deitava-se novamente.
Levi queria que ele se auto penetrasse? Isso realmente era algo normal?
– Vai Logo!
Vendo a irritação do maior, achou melhor obedecer. Sua entrada e nuca já haviam se curado pelo menos.
Aos poucos ia soltando seu peso e sentia Levi fundir-se dentro dele.
Doía, mas não era como da outra vez, o membro de Levi estava lubrificado com sua saliva e isso ajudava. Sentiu como a glande abria entrada em seu interior.
– Ghm!.. – suprimiu um gemido de dor mordendo o lábio.
Depois de alguns minutos conseguiu colocar totalmente. Ficou parado por alguns instantes. Estranhou ao ver que Levi apenas o observava, estava esperando pacientemente ele se acostumar.
Reparou em seu rosto, percebeu que os olhos e as orelhas já estavam normais e a fissura na face estava praticamente fechada. Eren deduziu que o capitão estava voltando a sua forma humana.
– Ahh...– gemeu ao sentir Levi dar uma leve estocada, supôs que isso era uma ordem para que ele começasse a se mexer.
Eren começou a dar pequenos saltos, ainda sentia uma leve dor incômoda, mas era algo suportável.
Levi não desviava o olhar do rosto de Eren, captando suas expressões, fazendo-o se sentir incomodado. Ele achou que Eren estava indo muito devagar e começou empurrar mais forte, fazendo com que ambos os quadris se chocassem agressivamente.
– Ghmm!...– Eren reprimiu o gemido, sentiu que Levi havia começado impulsionar, estava indo mais fundo, mas não lhe daria o gosto de ouvi-lo gemer.
Eren começou a saltar mais rápido sobre o colo de Levi, sentia necessidade de mais.
Levi sentiu que logo terminaria, aquela visão do garoto o enlouquecia.
Pouco antes de chegar ao final Levi percebeu que seu eu humano estava praticamente de volta. Já não podia mais culpar a solução da Hange, pois aquele não era mais o titã. Aquele era o capitão do esquadrão, era o soldado mais forte da humanidade quem estava violando o pirralho. Sentiu-se culpado.
Levi olhou para o rosto de Eren, notou como seus olhos estavam apertados, os lábios entreabertos, as bochechas coradas... Percebeu como o pirralho era novo, ele havia roubado sua inocência. Mas era contraditório, ao invés de se sentir mal, saber disso o excitava ainda mais.
Eren se autopenetrava, rebolando meio torpemente, apoiando as mãos em sua barriga. Ver ele daquela forma... Levi sentiu que iria terminar.
– Vamos, pirralho, mais rápido.
– É Eren Jaegar, senhor!
– O que?
– Meu nome... é Eren Jaeger!
– Tch... Cale a boca, pirralho...
Levi colocou as mãos na cintura de Eren e o compeliu a ir mais rápido, ajudando-o a aumentar o compasso.
Eren sentiu que o membro de Levi ia cada vez mais fundo, o prazer aumentava, isso fez com que automaticamente colocasse as mãos em seus ombros para apoiar, fincou suas unhas no processo, o sangue brotou dos machucados.
Levi sentiu uma pontada de dor na região dos ombros, isso fez com que abrisse os olhos, dando de cara com o rosto de Eren, aquela expressão... Ele parecia... Gostar... Não aguentou e chegou ao seu limite
– Ghhm.. – Levi grunhiu, gozando dentro do mais jovem.
Eren ainda estava se autopenetrando, estava tão centrado em seu próprio prazer que não percebeu que Levi já havia terminado.
Levi estava cansado, não conseguia mais manter os olhos abertos, sabia que iria perder a consciência. Ainda sentia como Eren saltava em seu colo. Precisava pedir desculpas por violá-lo, dizer que não precisava mais continuar fazendo aquilo, que já havia acabado sua tortura...
Olhou para o rosto de Eren, não conseguia ver seus olhos direito, a franja estava cobrindo-os. Ele mordia o lábio inferior, provavelmente para conter a dor.
Levantou uma das mãos e afastou algumas mechas que cobriam seus olhos, queria vê-los.
Os olhares se encontraram.
– Bonitos... olhos... Eren... Jaegar... – sussurrou e deu um leve sorriso antes de ser tomado pela inconsciência.
Aquele sorriso, dessa vez... Era para ele.
– Capi-tão... Ahggmm!– E então Eren gozou.
Não aguentando mais o cansaço, caiu em cima de Levi, apoiando a cabeça em seu ombro.
Dormiu quase que instantaneamente, ainda recordando o momento em que Levi havia sorrido sinceramente para ele pela primeira vez.
