Two Is Better Than One - Boys Like Girls Ft. Taylor Swift Piano [ watch?v=SFA0dLE8ocA]

Capítulo 8 – Esmeraldas em Poema

-Todos já estão com seus poemas? – perguntou a professora entusiasmada.

Quando todos concordaram ela começou a chamar os nomes pela ordem de chamada.

Um a um, todos os alunos foram para frente da classe e leram os poemas. Os professores que julgavam estavam sentados em lugares de destaque à direita na sala.

- Sakura – a professora chamou e a garota nela um misto de apreensão e expectativa.

Sakura sorriu levemente e se levantou, postando-se de frente para a turma. Ao longe ouviu uma risadinha debochada que reconheceu sendo de Karin, mas apenas ignorou enquanto fazia a apresentação.

- O poema se chama "Palco da vida" – e começou a recitar o poema de cabeça como estava acostumada.

"Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você". É ter capacidade de dizer "eu te amo". É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz... E, quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.

Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

Pedras no caminho? Guardo todas... Um dia vou construir um castelo!

Com um sorriso convencido registrou a cara de choque da ruiva, o sorriso da professora e voltou ao seu lugar, satisfeita.

Sasuke também parecia surpreso.

- Muito bom. De quem era?

- Fernando Pessoa.

- Parece, pela cara da professora, que você ganhou o seu lugar no passeio.

Ela arqueou a sobrancelha com um sorriso presunçoso pairando em seus lábios.

- E você tinha alguma dúvida disso?

- Convencida – acusou com um meio sorriso.

- Sasuke! – Chamou a professora, animada.

Sakura estremeceu de leve. Essa professora era assustadora, especialmente quando ficava tão animada assim.

Karin suspirou audivelmente e se inclinou para frente, com os olhos brilhantes.

- Você vai dedicar pra mim não é, Sasuke-kun?

Ele nem se dignou a olhar para ela, enquanto fazia seu caminho, parando de frente para a turma como todos os alunos anteriores. Para a surpresa de todos – surpresa maior ainda de Sakura, - ele olhou para a rosada e sorriu quando ela arqueou a sobrancelha.

- Esse poema se chama olhos verdes de Gonçalves Dias.

São uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos de verde-mar,
Quando o tempo vai bonança;
Uns olhos cor de esperança,
Uns olhos por que morri;
Que ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Como duas esmeraldas,
Iguais na forma e na cor,
Têm luz mais branda e mais forte,
Diz uma — vida, outra — morte;
Uma — loucura, outra — amor.
Mas ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

São verdes da cor do prado,
Exprimem qualquer paixão,
Tão facilmente se inflamam,
Tão meigamente derramam
Fogo e luz do coração
Mas ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
depois que os vi!

São uns olhos verdes, verdes,
Que podem também brilhar;
Não são de um verde embaçado,
Mas verdes da cor do prado,
Mas verdes da cor do mar.
Mas ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Como se lê num espelho,
Pude ler nos olhos seus!
Os olhos mostram a alma,
Que as ondas postas em calma
Também refletem os céus;
Mas ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Dizei vós, ó meus amigos,
Se vos perguntam por mim,
Que eu vivo só da lembrança
De uns olhos cor de esperança,
De uns olhos verdes que vi!
Que ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Dizei vós: Triste do bardo!
Deixou-se de amor finar!
Viu uns olhos verdes, verdes,
uns olhos da cor do mar:
Eram verdes sem esperança,
Davam amor sem amar!
Dizei-o vós, meus amigos,
Que ai de mim!
Não pertenço mais à vida
Depois que os vi!

Quando voltou para o lugar percebeu que Sakura esta rígida na cadeira.

- O que foi isso, Sasuke?

- O poema que eu escolhi.

Sakura apertou os lábios, mas não disse mais nada.

- Foi só um poema, Sakura.

Ela assentiu, mas continuou olhando para frente teimosamente.

- Não gostou? – insistiu. Ela viu que ele estava ficando realmente chateado, assim como estava com vergonha antes. Ela olhou para ele e viu que por trás da fachada orgulhosa de quem não se importava, havia insegurança em seus olhos. Era tão absurdo e impróprio que quis abraça-lo, mas apenas sorriu, porque sabia que se o abraçasse envergonharia aos dois.

- É um poema bonito – disse fingindo relutância.

Ele deu um meio sorriso e voltou-se para frente.

Quando o sinal bateu, Naruto correu para ficar na frente da mesa deles.

- Uns olhos verdes, hein? Eu sabia que tinha rolado um sentimento. Sakura rolou os olhos, mas comprimiu os lábios para não rir quando viu que Sasuke estava corando.

O moreno se esticou e deu um cascudo no loiro.

- Aai! Mas é verdade! AAAI! Ta de boa, ok. Eu não vou mais dizer que você está obviamente caído pela Sáah-chan – disse Naruto se esquivando de outro golpe. – Posso te chamar de Sáah-chan né, Sáah-chan?

Sakura pensou por um momento. Gostava do loiro, apesar do jeito escandaloso ele parecia gostar e implicar bastante com Sasuke... E já que estava ficando por essa cidade...

Sakura riu com o pensamento e assentiu para o loiro, surpreendendo um pouco Sasuke.

- Ele é sempre animado assim?

- Não, geralmente é pior.

- EEEI! Não sou eu quem fica declamando poemas de amor pra Sáah-chan!

Sasuke o fuzilou com o olhar.

- Ok, meninos, agora que todo mundo sabe que o Sasuke tem uma queda por mim – implicou – a gente pode ir para o recreio.

Naruto riu cúmplice com a rosada.

- Não tenho! - grunhiu Sasuke, levemente corado.

Sakura sorriu divertida.

- Não?

- Não. – disse emburrado.

- Ótimo, por que não vai se importar se eu perguntar pro Naruto-kun se ele já está comprometido. – ela se virou pro Naruto com um meio sorriso e piscou – Posso te chamar de Naruto-kun ne?

Ele assentiu com um sorriso enorme.

- Ele tem namorada. – respondeu Sasuke com os olhos em fendas.

- Bem, nesse caso, terei que me conformar com o segundo melhor. Eu notei que tem um ruivinho que senta lá na frente, perto de você Naruto-kun, talvez você pudesse desenrolar pra mim, né?

Sasuke estreitou os olhos pra ele.

- Não se atreva – ameaçou.

Naruto riu.

- Olha a possessividade da criança – zombou e saiu correndo quando Sasuke avançou para ele.

- Ah qual é, Sasuke, vamos lá. Ajude-me a criar um poema pra ele. Que tal: 'São cabelos vermelhos, vermelhos como o fogo. Venha me incendiar'?

- Não tem graça – ele resmungou.

- Por quê? Posso até pegar seu poema emprestado pra declamar pra ele, afinal, ele também tem olhos verdes…

- Ok, ok, talvez eu goste um pouco de você. Pára de falar do Gaara.

- Esse é o nome dele? – perguntou divertida.

- Sakura!

Ela sorriu.

- Acho que talvez vá fazer isso mais vezes. Você fica fofo com ciúmes.

- E você é irritante.

Uma veia saltou na testa dela e ele riu, puxando-a para si e colando seus corpos intimamente.

- Sasuke, não. – disse, imediatamente ficando rígida.

- Não o quê? – sussurrou, enquanto passava a língua suavemente sobre os lábios dela, provocando.

- Não faça isso – disse sem fôlego.

- Por quê? - perguntou mordendo seu lábio inferior.

- Não é uma boa ideia – sussurrou. – Pense em tudo o que aconteceu. No quanto seria complicado se envolver com alguém com uma história como a minha.

- Tarde demais pra pensar – gemeu ele baixinho, enquanto se aproximava novamente.

- Não. Não podemos – disse se afastando, enquanto respirava descompassadamente. – Eu tenho que ir à biblioteca.

Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ela saiu rapidamente da sala.

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Obrigada Sophie *-*

Espero que goste dos próximos capítulos tb o/

Tentarei postar outro hje pra vc!

E espero mais Reviews, gente! Estou me sentindo quase abandonada aqui u.u #Dramática forever ;) kkkk

Ne Saakura-chaan? Minha primeira leitora sumiu! - me abandonou T-T?

Ps.: Se tiverem erros me avisem, ok? Vi alguns agora e consertei, mas nunca se sabe se deixei passar alguma coisa. Vou trabalhar no proximo cap agora!

;*