Notas da historia
Título: Relação delicada
Autor: Mayra LAbbate
Beta: Adrieli Machado
Disclaimer: Twilight e todos os personagens não me pertencem. Roteiro original.
Sumário: Isabella Swan, jovem gerente de marketing publicitário, recebe o desafio de criar uma propaganda que foge a suas regras e ética.
Edward Cullen, jovem recluso de fala mansa e muitos mistérios, terá o desafio de descobrir as facetas de sua mais nova colaboradora prometendo ao casal que se forma uma relação explosiva e cheia de descobertas.
Cap. 4
Durante o colegial, minha única preocupação eram os livros e minhas notas. As aulas extracurriculares e alguns trabalhos, tomavam toda a minha vida me afastando de festas, álcool e qualquer outra experiência normal para a idade. Meu pai, era totalmente contra minha escolha de enfiar a cabeça dentro dos livros, enquanto minha mãe me apoiava totalmente. As brigas eram constantes e muitas vezes, pensei que os veria separados. Meu pai, foi mais forte do que tudo que ocorria a sua volta e passamos por tudo juntos como família.
Na faculdade foi diferente, eu ainda amava os livros e os tinha como algo essencial, eram o ar que eu respirava, mas a mulher dentro de mim também gritava e eu queria outras experiências. Foi assim que fiz um grupo de amigos, tomei meu primeiro porre, descobri o amor, traição e a leveza de fazer minhas próprias escolhas. Não haviam sonhos de princesas ou príncipes em cavalos brancos e armaduras. Eu amei, eu perdi e reconquistei, encontrei novas pessoas e me afastei de outras com a mesma facilidade.
Olhando para o meu currículo você deve pensar: "Esta mulher tem tudo o que deseja e nem completou seus trinta anos ainda." Não era bem assim, eu tinha dinheiro, um bom cargo, uma equipe sólida e alguns amigos. Não digo que me faltava amor, apenas sentia falta de ter alguém com quem partilhar alguns detalhes de minha vida. Meu pai me alertava sobre isso desde que virei mocinha e ele me chamou de mulher, "Mantenha o equilíbrio em sua vida querida, assistir a um pastelão com os amigos não te deixara menos capaz."
Sábio!
Eu deixei a balança pender para um lado e estava bem com isso, agora eu sentia falta do outro, meus ombros doíam.
Olhei para o lado sempre vazio de minha cama e o observei. O corpo nu ressonava tranquilo, o membro flácido parecia dormir aquecido sobre o montinho de pelos claros de sua virilha, segui com os olhos o contorno de seu corpo, ele não tinha músculos na barriga e mesmo assim os contornos de seu corpo, eram perfeitos e pareciam brilhar com a leve luz vinda pela janela, o ombro largo e braços bem definidos me davam uma ideia de suas atividades físicas, provavelmente um nadador. Minha fascinação sempre seriam as orelhas, estranho eu sei, o fato da curvatura se alinhar perfeitamente ao contorno da cabeça e o lóbulo carnudo levar meus olhos a sua mandíbula reta e firme, me excitavam em alto grau.
Não conseguiria lidar com um relacionamento neste momento, ele ainda era meu cliente e não tenho ideia de que tipo de relação ele gostaria de manter após esta noite. Pode ter sido apenas uma noite ou o início de alguns encontros. Eu gostaria que fosse mais. Olhei para meu corpo me lembrando do quanto ele saboreou cada centímetro, seus olhos brilhavam a cada descoberta, enquanto minhas roupas caiam pelo chão do quarto. Ele não conteve o sorriso ao perceber, que o vale entre meus seios e o tamanho deles, lhe permitia uma boa fricção a seu membro.
Estava longe de ser puritana na cama, um amante de faculdade me apresentou os prazeres de conhecer a si mesmo e com isso conseguir bons momentos na cama, independente do tempo que dispúnhamos para aquilo. Alguns limites ainda precisavam ser quebrados e o fato de me
sentir tão solta na primeira noite com Edward, me deram a esperança de algumas tentativas. Ele tinha disposição, isso ficou bem claro.
Lentamente me levantei, seguindo para o quarto de hóspedes com algumas peças de roupa, precisava de um banho e algo no estomago, para então lidar com o que viria, minha experiência com manhas pós sexo eram limitadas e sempre constrangedoras. Meu banho foi rápido e logo estava na cozinha preparando ovos e cogumelos, enquanto a água para o chá esquentava e o pão era aquecido no forno.
O cheiro dos ovos provavelmente acordou Edward, era possível ouvir o som de seus passos pelo quarto e então a torneira do banheiro sendo ligada. Organizei nosso espaço na mesa que tinha na sala e peguei um pouco de suco na geladeira.
-Você poderia ter me acordado, teria te ajudado com o café!
Ele se aproximou por trás beijando levemente minha nuca, enquanto suas mãos se colocavam sobre a minha e a garrafa de suco.
-Você parecia exausto.
Me virei encontrando seu rosto ainda com marcas de travesseiro, a barba rala por fazer e os cabelos sem qualquer forma de descrição. O sorriso dele se ampliou e o beijei levemente antes de me afastar, seguindo com os copos para a mesa.
-Eu acredito que uma pequena morena tenha me deixado desta forma na noite passada.
Ele piscou e então olhou para a mesa do café.
-Uau, achei que só os americanos viviam de comida frita pela manhã!
Ele se sentou se servindo de pães e ovos, ignorando por completo os meus cogumelos salteados. Ao olhar para o chá, seus lábios se retorceram em uma careta engraçada e logo se serviu com o suco. Uma coisa que percebi nele e que me incomodava, era sua falta de modos, ele não pedia licença ou se desculpava, apenas tomava o que via pela frente, ignorando as demais coisas ao redor.
Quando uma garfada foi dada nos ovos, reprimi minha vontade de gritar e sentei, me servindo de uvas e cogumelos. O chá de ervas naturais, estava morno e o bebi tranquilamente, observando o ogro a minha frente finalizar os ovos. Ele parecia realmente faminto.
-Você já pensou em ser cortês?
Ele me olhou um pouco curioso com minha pergunta e então apontei para seu prato e para o cesto de pães. E novamente o olhar infantil me pegou de surpresa, ele estava prestes a se desculpar, quando o impedi com um sorriso.
-Ainda está com fome, tenho alguns pães recheados com queijo que posso aquecer, acredito que em cinco minutos estão prontos.
-Me desculpe por isso. Eu realmente não sei lidar com pessoas neste nível.
O olhei de forma interrogativa e ele afastou os pratos aproximando sua cadeira da minha.
-Moro sozinho há mais tempo do que realmente me lembro. Tinha 16 quando fui para a faculdade, dizer que sofri preconceitos pela idade é pouco, mas superei me excluindo de algumas coisas e uma delas foi manter contato direto com pessoas.
-Eu não sou um nerd abitolado no trabalho, tive amigos, relações amorosas e até um namoro. Apenas não tenho referência deste tipo de convivência e padrões sociais. Trabalhar na área de tecnologia me deixa à vontade com esta limitação e não há muitas pessoas observando minhas falhas.
Eu ri terminando meu chá. Ele justificou tudo de forma clara e muito convencional.
-Então resumindo, você coloca a culpa de sua falta de educação no fato de ser bem dotado?
-Deixo o bem dotado por sua conta!
Ele levantou as sobrancelhas de forma divertida e ri com isso.
-QI Edward.
-É, este também!
Eu me sentia leve, passamos a tarde juntos e em nenhum momento definimos o que tínhamos e o fato não me incomodou. Eu o alimentei e ele me fez rir.
Meu dia de folga, foi regado à brincadeiras de duplo sentido e críticas a programas de televisão. Não conseguimos sair de casa, devido a uma forte nevasca e de acordo com a previsão do tempo, teríamos mais dois dias assim. Como nossos trabalhos não se limitavam ao escritório, continuamos com a rotina de trabalho normalmente. Edward pegou seu computador e o trouxe para o apartamento. Era divertido vê-lo de camiseta e cueca pela casa, o celular em mãos e várias palavras estranhas entre as frases, enquanto resolvia alguns problemas da filial. A tela de seu computador era apenas um espaço preto com letras e números brancos, eu nunca entenderia aquela linguagem, mil vezes uma imagem em minha mente do que números binários piscando em minha tela.
-Quer jantar em algum lugar?
Estávamos agarrados no sofá, enquanto uma série de tv se desenvolvia, não prestava muita atenção aos fatos, mas ríamos das piadas e cenários que surgiam, era algo bem caricato e de baixo orçamento.
-Estou bem aqui. - Estava confortável em seus braços e não sairia por nada daquele lugar.-
-Hum...
Ele aproximou o nariz de minha pele, dei passagem para que ele pudesse percorrer a extensão de meu pescoço, enquanto suas mãos corriam para cima e para baixo em minha perna. Seus dedos brincavam com o elástico de meu shorts e por algumas vezes pensei que ele deslizaria
para dentro de minha roupa, mas ele não o fez. Os beijos sobre minha pele eram molhados e instintivamente, movi meu quadril sobre sua ereção proeminente.
-Podemos ir para o quarto...
Gemi as palavras tentando controlar o desejo de montar sobre seu corpo ali mesmo no sofá.
-Podemos ficar aqui...
Seus dedos penetraram o shorts e logo ele teve acesso total a minha pele. Ergui minha perna colocando-a sobre seu quadril, aumentando sua área de contato e facilitando meus movimentos sobre seu pau. Seus dedos abriram passagem por minhas dobras e ele gemeu ao notar o quão quente eu estava.
-Tão pronta para mim...
-Merda de peça de roupa! - praguejou -
Não havia como continuar com aquilo da forma que estávamos, teríamos sexo a seco e não era isso que buscávamos. Afastei seus mãos de meu corpo a contragosto e me movi sentando sobre seu pau, enquanto ele mantinha o corpo esparramado no sofá, as mãos subindo por meu dorso, até que seu dedão tocou levemente a curva de meus seios por baixo da camiseta. Rebolei sobre seu pau sem quebrar nosso olhar e então, de súbito, ele estava em pé comigo presa a seu corpo, as pernas enroladas em sua cintura magra.
-Provocadorazinha...
-Vamos para o quarto, quero te pedir uma coisa...
Minha decisão estava tomada, estávamos naquela relação a pouco mais de 24 horas e alguns poderiam achar cedo demais para novas facetas, eu apenas estava pronta e com desejo. A frase "te pedir uma coisa" também afetou a ele e logo estávamos ambos nus sobre a cama, seus dedos apenas deslizavam por minha pele enquanto ele me enlouquecia esperando pelo pedido.
-Quero que me foda por trás.
Disse de forma sedutora mordendo o lóbulo de sua orelha, enquanto o masturbava lentamente, nossos corpos de lado sobre a cama.
-Fizemos esta posição ontem querida.
O senti forçar o quadril, buscando aumentar os movimentos de meus dedos, o que foi inútil. Mantive um ritmo mortalmente lento, uma de minhas pernas contornava seu corpo e em algumas vezes o deixei roçar a cabeça de seu membro em minha entrada o retirando em seguida.
-Edward...quero que me foda por trás...
Repeti meu desejo, olhando em seus olhos desta vez, a forma como disse seu nome o deixou atento e quando ele finalmente compreendeu, seus olhos quase se tornaram negros de
desejo. Ele não me questionou, perguntou se tinha certeza ou nada que quebrasse aquele momento, ele simplesmente me moveu ficando sobre meu corpo, tocando minha pele de todas as formas que suas mãos poderiam.
Ele me fez gozar em seus dedos e em sua língua, ele me penetrou profundamente enquanto suas mãos trabalhavam sobre meus seios. Seus movimentos vinham fortes e lentos, eu o queria mais rápido e ele apenas voltava lento e firme.
-Você não vai gozar agora Bella, não desta forma.
Ele se retirou de dentro de mim, eu pensei que ele me colocaria de quatro ou de alguma outra forma onde não conseguiríamos manter um bom contato visual, mas ele não o fez. Ele estava de joelhos entre minhas pernas enquanto retirava a camisinha a descartando dentro da embalagem da próxima. Quando o látex estava devidamente colocado, ele puxou um dos travesseiros erguendo meu quadril, para colocá-lo embaixo.
Seus dedos voltaram a tocar meu sexo que já latejava em expectativa, eu estava próxima de gozar novamente, sentindo isso, ele deu dois beliscões fortes em meu clitóris me fazendo gritar de prazer, sentia o líquido de meu gozo escorrer por entre minhas pernas e um de seus dedos guiando uma boa quantidade a entrada de meu anus.
-Eu quero fazer isso olhando para você.
Era possível gozar tão rápido, apenas por um par de palavras? Oh sim, com aquele olhar sobre meu corpo descobri ser possível.
Ele me olhava com adoração, seria minha primeira vez e eu esperava pela dor, mas algo naquilo tudo, transformou o momento que pensei ser tenso e doloroso em algo leve e quente. Ele iniciou a penetração com seus dedos espalhando bem minha lubrificação e quando sentia que eu estava ficando tensa ele se aproximava, me beijava ou tocava meus seios de forma firme.
Quando senti a cabeça de seu membro, eu tencionei imediatamente e ele gemeu com a pequena pressão em seu membro, aquele simples som me relaxou mais do que eu poderia esperar e logo uma segunda investida lenta se iniciou, ele gemia baixinho, quase que em transe, enquanto observava o local de encaixe de nossos corpos. Aquela visão, aquele desejo em seus olhos, me permitiu iniciar um movimento leve de quadril, incentivando sua entrada totalmente.
Quando o senti todo dentro de mim, a sensação de preenchimento foi absoluta. Ele me olhava com luxúria e eu apenas mantinha seu olhar em meio a gemidos e gritos de prazer. Ele forçava seu membro em meu corpo e eu impulsionava buscando por mais. O prazer daquele ato era indescritível, eu o tinha por completo, podia tocar ser corpo e observar seu prazer, enquanto ele se deliciava em movimentos firmes e rápidos dentro de mim.
Gozamos juntos, seu corpo caindo sobre o meu enquanto nossas respirações tentavam encontrar um ritmo saudável.
-Nunca me senti tão preenchida.
Eu ri em um momento de êxtase e ele me acompanhou, retirando seu membro lentamente de dentro de mim, a camisinha descartada ao lado da cama. Ele me puxou para seus braços, colando nossos corpos suados.
-Isabella...
Ele me chamou erguendo meu queixo delicadamente com seus dedos.
-Pode me pedir o que quiser sempre...
E com isso, acabamos nos beijando em meio a risos contidos, antes que sermos abraçados pelas sombras.
