Notas da historia
Título: Relação delicada
Autor: Mayra LAbbate
Beta: Adrieli Machado
Disclaimer: Twilight e todos os personagens não me pertencem. Roteiro original.
Sumário: Isabella Swan, jovem gerente de marketing publicitário, recebe o desafio de criar uma propaganda que foge a suas regras e ética.
Edward Cullen, jovem recluso de fala mansa e muitos mistérios, terá o desafio de descobrir as facetas de sua mais nova colaboradora prometendo ao casal que se forma uma relação explosiva e cheia de descobertas.
Cap. 5
Estávamos a vinte dias do final do tempo proposto pela empresa de bebidas na qual Edward trabalhava, quando meu chefe me chamou para uma reunião. Todo o trabalho estava pronto e as imagens foram mandadas aos clientes na América para aprovação final após uma apresentação online, inicialmente não faríamos mudanças, mas tudo poderia mudar.
-Sr. Willians.
-Entre Isabella.
O homem a minha frente, escrevia freneticamente em seu computador mal me olhando quando entrei. Sua sala era escura e pouco decorada, o cubículo sem janelas e robustos móveis de madeira, não eram a imagem da sala de um diretor. O prédio possuía inúmeras salas com grandes janelas, aquecedores modernos e um estilo leve, que poderia ser moldado por qualquer diretor ou gerente que buscasse um espaço de trabalho agradável, este não parecia ser o gosto de Kalil.
-Sente Isabella, o barulho de seus saltos estão me irritando.
O tom de sua voz me chamou atenção, algo não ia bem. Me sentei sem cerimonias na cadeira em frente a sua mesa e aguardei impaciente por nossa conversa, meu celular apitou algumas vezes e ignorei as mensagens de minha equipe, silenciando o aparelho.
-Isabella, há conversas paralelas pela empresa sobre o seu distanciamento do projeto do Sr. Cullen e a realização do mesmo por uma de suas funcionárias. O que você tem a me dizer sobre este fato?
Sim, eu sabia das conversas e também sabia sobre o responsável pelas fofocas em diversos setores. O que o meu chefe não sabia, é que este não era mais um problema meu e sim do RH.
-Kalil, vamos ser francos aqui. Não cheguei a gerência, tendo meu trabalho feito por outras pessoas. Minha equipe tem total liberdade de criação e no caso desta última campanha, uma de minhas meninas, Muriel, se destacou revelando criatividade em suas ideias para a campanha. O desenvolvimento é um mérito do grupo.
Ele me olhou de forma analítica, a caneta em sua mão girava em torno de seus dedos, enquanto ele parecia pensar com cuidado sobre a direção desta conversa.
-Como foi para você trabalhar com algo que considera ultrajante?
Suspirei descruzando as pernas, depositei meu celular sobre a mesa.
-Eu realmente não queria a conta. Sou contra o tipo de mídia que criamos e que será divulgado. Não vou ser hipócrita de achar que sou perfeita e que nunca vou agir contra os meus princípios. Escolhi publicidade como profissão e sei bem como este tipo de trabalho pode manipular ideias e situações. Vou dar o meu melhor sempre, gostando ou não do que receber.
-Quanto a Muriel?
-O boato veio de outro setor, Muriel apenas comentou no café que estava feliz por ter apresentado boas ideias e tudo se tornou uma bola de neve. Passei o ocorrido ao RH e solicitei uma advertência ao rapaz responsável pela correspondência, não me lembro do nome, aparentemente, ele terá alguns dias de trabalho descontados do salário e será observado de perto nos próximos meses.
Realmente foi algo muito chato o que aconteceu, eu não queria colocar o rapaz na rua e a advertência lhe permitiria continuar trabalhando, mas pelo que fui informada, ele nunca seria promovido ou teria mudança salarial. Uma forma branda de obrigá-lo a sair.
-Isabella, vou dar por encerrado o assunto sobre o produto Cullen e gostaria de sua presença na reunião trimestral para sócios no próximo mês. Seu contrato começará com 5% das ações e você poderá adquirir maior porcentagem na bolsa se desejar.
Quando saía da sala do meu antigo chefe e agora colega direto de trabalho, toda a minha equipe me olhou assustada. Devo ter mantido a fisionomia de descrença no rosto e até certo pânico. Caminhei diretamente para as escadas de incêndio e acho que fiquei ali por mais de trinta minutos, antes que alguém batesse na porta me tirando da letargia.
-Isabella?
-Clara...eu...
-Bella, por favor, o que aconteceu? Foi algo sobre as fofocas? Muriel está desesperada achando que você foi demitida ou algo assim!
Voltei aos poucos a realidade, olhando para Clara com um sorriso que quase me rasgava a face.
-Consegui. Eu consegui Clara. A sociedade, eu consegui.
Dizer que gritamos e pulamos foi pouco. Clara acompanhava minhas noites insones a meses e sabia de meu sonho em conseguir esta vaga e quem sabe trabalhar em uma filial própria em outro lugar.
Recompusemos nossa postura seguindo para a sala onde toda a equipe esperava e uma nova festa teve início. Acabamos seguindo para um Pub e comemoramos até a noite. Até aquele dia, ninguém sabia do meu envolvimento com Edward, mantivemos uma postura profissional por todo o momento que trabalhamos juntos e como estava bêbada e sem condições de ser levada para casa por nenhum de meus colegas que estavam iguais ou piores do que eu, acabei ligando para Edward e foi uma zoação só quando ele chegou e me joguei em seus braços, o beijando e rindo histericamente devido a bebida.
Tivemos palmas e mais bebidas por algumas horas a mais, um táxi precisou ser chamado e eu não poderia estar mais feliz. Pelo menos até as 6 horas, quando meu celular tocou e tocou e tocou, até que Edward o atendeu e meu mundo parou.
-Sr. Swan...er...eu sou Edward Cullen... o namorado da sua filha, eu acho.
Era possível ouvir meu pai praguejando do outro lado do telefone, sobre o porquê do "eu acho" e do porquê dele estar atendendo ao meu celular as 6 horas da manhã. Precisei de um copo de água antes de pegar o celular e explicar ao meu pai o que vinha ocorrendo a cerca de um mês
-Sim, vou falar com ele. Provavelmente não haverá problemas.
-Também te amo. Beijos.
Finalizei a ligação, deixando meu corpo cair sobre o colchão, as mãos sobre a cabeça tentando inutilmente diminuir a dor e o mal estar causados pela bebida e as poucas horas de sono.
-Devo preparar o meu caixão?
-Ainda não, apenas as malas. Você irá conhecer meus pais este final de semana.
Falei mortificada esperando pelo pior e ao abrir os olhos o vejo sorrindo. Ergui minhas sobrancelhas esperando por uma reação dele.
-Então agora posso te chamar de minha namorada? Conhecer os sogros, é um passo enorme na relação.
-Não está com medo, apavorado ou querendo pular fora?
-Por que?
-Por nada, deixa para lá. Você nunca tem a reação que eu espero ou considero normal.
Ele realmente parecia empolgado com a ideia da viagem e de ter um título para nós. Me levantei indo para o banheiro, um banho frio e alguns pães me fariam bem agora.
-Não vem para a ducha comigo, Namorado?
Deixei a última palavra sair languidamente, enquanto despia a camisola que usava, deixando o tecido cair sobre meus pés. O chuveiro ligado, já formava uma camada espessa de vapor e imediatamente ele se pós de pé me seguindo.
-Precisávamos mesmo ter vindo de trem Edward?
A viagem de duas horas de carro, foi transformada em quatro de trem e provavelmente cinco, após algumas paradas por acumulo de neve nos trilhos. A única coisa que me distraía era o fato de estarmos em uma cabine privada e uma curiosidade sanada sobre transar dentro de um trem.
-Mais vinte minutos e estaremos na estação Bella, não seja birrenta feito criança.
Lhe mostrei a língua, me levantando e guardando algumas coisas na pequena bagagem de mão. Vinte minutos depois, estávamos na estação e meu pai me aguardava com um enorme sorriso no rosto.
Quando o vi em suas típicas calças de algodão marrom e um grosso casaco preto, ignorei os lamentos de Edward por carregar todas as bagagens e corri para seus braços. Ele me ergueu, beijando meu rosto e me manteve firme em seus braços, até que Edward se fez presente.
-Então este é o cara que devo matar?
-Ainda não pai, ele está sendo muito bom comigo e sabe cozinhar!
Pisquei para ele e acabamos rindo da cara de pânico de Edward, ao notar que meu pai estava em um carro policial. Sua arma e algemas, depositadas no banco do passageiro o assustaram um pouco mais. Fomos mantidos no banco de trás, já que na frente algumas sacolas do supermercado ocupavam o banco.
-Não precisa temer garoto, este carro é da mãe de Bella, eu sou apenas um cirurgião dentista. O máximo que vou fazer, é extrair seus dentes após a execução para que não identifiquem o seu corpo.
Meu pai nunca deixaria de pôr pânico nos homens que acabavam de se unir a mim. Sua intenção era apenas ver o quanto eles estavam dispostos a tentar.
- Eu acho que precisaria ter os dedos amputados também!
Edward respondeu tranquilamente entrando na brincadeira e nos trinta minutos seguintes estávamos todos rindo e falando sobre besteiras de cidades rurais, como a que meus pais viviam.
Tivemos uma chegada tranquila e minha mãe nos recebeu com abraços e um belo jantar. Comemos mais do que realmente suportávamos, mas ninguém resistia a torta de abobora de minha mãe. A noite, quando fomos nos recolher Edward pareceu um pouco incomodado em dormir no mesmo quarto que eu, tendo meus pais a uma porta de distância.
-Eu quero você Edward, estou com saudades.
Me coloquei sobre seu corpo embaixo dos cobertores, havia comprado uma camisola curta de renda preta para este final de semana; A renda contornava as partes principais do meu corpo, não dando necessidade a lingerie e estava amando sentir o quanto meu corpo sobre o dele o deixava excitado.
-Não consigo Bella, não vou fazer isso com seus pais ao lado. Tem ideia do quanto você grita amor?
Eu sabia que poderia ser barulhenta, mas faria um esforço para me manter silenciosa apenas para tê-lo. Estava ainda mais necessitada ao ouvi-lo me chamando de amor, eu sabia que era uma forma de carinho, uma palavra comum entre amantes e não realmente um sentimento expresso e mesmo assim, aquelas palavras tinham grande poder sobre meu corpo.
-Bella, pare!
Sua voz não tinha força, eu estava beijando sua barriga me dirigindo ao seu membro quando ele me pegou pelos ombros me fazendo deitar na cama novamente, mesmo duro como uma rocha ele não cedia a minhas investidas.
Duas batidas na porta e um ranger nos trouxe de volta a realidade e ficamos estáticos sob as cobertas.
-Aqui estão as chaves – minha mãe me jogou as chaves do carro de meu pai – o motel mais próximo fica a dez, minutos seguindo pela saída a direita na estrada. Agora, vão logo meter, que estou tentando manter seu pai animado para mim!
Sem ao menos nos dar tempo para uma ação, ela saiu e conseguimos ouvir um ranger de camas ao lado. Rapidamente vestimos nossos casacos e corremos para a garagem, usando o carro para seguir pelo caminho indicado. Não conseguiria viver com a imagem de meus pais fazendo o que eu queria fazer com Edward no quarto ao lado. Para mim meus pais não faziam sexo e ponto.
