N/A: Yo, minna! o/ Estou atrasada, eu sei... Culpem o Kishimoto por todo o meu bloqueio de inspiração na semana passada. QUE DIABOS DE CAPÍTULO 604 FOI AQUELE, POR FAVOR? Enfim... Deixando a raiva de lado: Aí está a att! E eu tenho uma talvez má notícia para vocês, mas deixemos isso para as notas finais, quando vocês estarão me odiando menos, assim eu espero...
Boa leitura! ^^
O jounin caminhava pelas ruas de Konoha, observando o movimento descontraído das pessoas que passavam por alí. Gekkou Hayate tinha acabado de deixar a sala do Hokage, que havia lhe feito um pedido um tanto complicado. Ele quisera que o Gekkou assumisse o lugar de um dos chunnins que anunciariam o final da Segunda Fase do exame aos times, e, apesar de não gostar da ideia, o moreno não tivera muita opção. Parece que algum problema estava acontecendo durante esta fase, mas não quiseram lhe dar muitos detalhes, pois era assunto da ANBU.
De acordo com o que ele mesmo e outros colegas, também organizadores do evento, haviam planejado, Hayate seria invocado pelos pergaminhos - assim como os outros chunnins selecionados para a tarefa - para que explicasse todo o significado do que é ser um chunnin. Além de, claro, anunciar o final da fase. Ele não se incomodava com o fato de ser invocado em si, mas toda a explicação que deveria fazer aos genins, seria um pouco complicada.
Tentou se lembrar de como fora quando ele se tornara um chunnin... Na época, todo o significado de "Céu e Terra" nem pareciam fazer sentido. Hoje em dia, aquilo estava muito mais na prática. Nunca mais havia parado para pensar em suas atitudes, se elas estavam sempre equilibradas entre a sabedoria e a força. Talvez não. Muitos shinobis se esqueciam desse ensinamento tão básico com o tempo. Talvez ele fosse um destes... E sendo assim, será que poderia mesmo passar aquela mensagem em frente? Perdeu-se em meio aos pensamentos, enquanto andava ainda sem rumo, até que resolveu deixar seu conflito interno de lado e encontrar algo para fazer. Afinal, não sabia quanto tempo poderia demorar até que ele fosse invocado. Era provável ainda que nem fosse, já que não tinha como garantir que todos os times chegariam com os pergaminhos.
Ficou na dúvida durante bons minutos e, no final, decidiu procurar por Uzuki Yugao. Fazia tempo que não via a namorada. Com tanta correria por causa do tal exame, ele andava ainda mais desligado do que o normal, característica que ela, aliás, sempre criticava. A verdade era que ele sempre fora assim, desligado de tudo, além de bem quieto. Não sabia nem como havia conseguido uma namorada, mas ele gostava de Yugao. Eles eram totalmente opostos, mas, de alguma forma, isso parecia funcionar.
Aproximou-se da velha conhecida porta, que tinha o número 344 um pouco apagado na frente. Será que ela estava em casa? Tocou a campainha uma vez. Nada. Mais uma vez e, de novo, sem resposta. Desejou mentalmente que ela não estivesse saído em missão, caso contrário eles teriam uma grande briga quando voltasse. Ele não gostava de brigas, geralmente ficava apenas quieto escutando tudo o que ela tinha para dizer, que era sempre igual. Algo como "Você nem se quer lembra que tem namorada! É tão desligado que nem sabe quando eu saio em missão! Eu não posso ficar indo atrás de você para nos despedirmos, Gekkou, você precisa começar a prestar mais atenção no que te digo! Lhe avisei sobre essa missão a semanas!". Sempre a mesma coisa. Mas de que adiantava? Ele nunca se lembrava mesmo... Já era difícil ter que lembrar das suas próprias obrigações e das de Genma, principalmente quando o amigo bebia. Mas não era porque não se importava, é claro que isso acontecia! Aliás, não via a hora dela voltar toda vez que tinha alguma missão, era complicado namorar uma ANBU, sempre passavam meses distantes. Mas ela parecia não entender nada, então ele normalmente nem se dava ao trabalho de tentar explicar. Apenas aparecia com um buquê de flores no dia seguinte, o que costumava resolver o problema.
Saiu de lá depois de tocar a campainha mais algumas vezes, para ter certeza de que não havia chances da Uzuki se encontrar ali. Decidiu procurar por algum de seus amigos, talvez eles soubessem do paradeiro da mulher. Até forçou a mente tentando lembrar se ela havia dito algo sobre alguma missão – isso costumava funcionar – mas nada! Poderia dizer que estava quase certo de que ela não avisara desta vez. Quase certo, porque sua memória não era lá muito confiável.
Avistou um outro ANBU pelo caminho e decidiu ir até ele:
– Ohayo! Com licença, você por acaso sabe onde a Uzuki Yugao está?
– Hayate-san, estava procurando por você! Ela teve que sair em uma missão urgente e pediu para lhe avisar, pois não teve tempo pra isso. Pediu para avisar também que estará de volta em uma semana!
Suspirou. Ao menos eles não teriam outra briga...
– Certo. Arigatou!
Voltou a passear pelas ruas, pensando em quem mais poderia ajudá-lo... Lembrou de Genma, mas logo mudou de ideia. O Shiranui não era, nem de longe, uma boa pessoa para coisas tão delicadas e complexas como esta. Embora o amigo estivesse melhorando muito depois que passou a treinar as meninas, ainda era uma pessoa extremamente prática e arrogante.
Acabou mudando o foco de seu pensamento quando lembrou das três genins que Genma treinava... Será que elas conseguiriam terminar esta fase? E sobre os outros participantes? Quem seria o time que o invocaria?
É, talvez fosse mesmo melhor procurar por Genma. Que outra opção teria? Além do mais, até que sua praticidade poderia lhe ser útil.
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Kami acompanhou o olhar de Sayuri, que indicava o rio bem próximo a elas, rapidamente entendendo o que a amiga queria lhe dizer. Aproveitou que Yuki distraia um dos inimigos, para dar conta dos outros dois, enquanto Sayuri colocava o plano em ação.
Primeiro, a morena chamou a atenção da dupla os atacando com shurikens. Eles eram lentos! Um deles se defendeu com um jutsu que revelou sua natureza: Terra. Isso também era ótimo, já que a da menina era Fogo.
Yuki tentava atacar o ninja mascarado usando kage bunshins, até que se lembrou do que Genma havia falado. Ela realmente era boa em genjutsus, então porque não usá-los? Criou três gen bunshins para o distrair, enquanto se escondeu em uma árvore.
– De novo? – o shinobi riu – Eu posso descobrir facilmente quem é a verdadeira. – Atirou três kunais, uma em cada Yuki.
Mas, antes que elas pudessem atingir a garota, simplesmente pararam! Cada uma das versões de Yuki segurou a kunai a sua frente e a virou, em direção ao shinobi, que não conseguia se mover, não importa o esforço que fazia. Algo parecia lhe segurar. Olhou com certa dificuldade para trás, tentando descobrir o que era, e deu de cara com outra versão de Yuki. Encarou seus próprios braços e pernas, estes estavam envolvidos por plantas. Entregou-se ao desespero! Soltou um grito alto de dor quando as três kunais atingiram seu corpo juntas.
Ao longe, Sayuri, que já tinha tudo preparado, assistia orgulhosa à cena. Vira Yuki treinando insistentemente seus genjutsus desde a missão delas no País das Montanhas de Gelo. Era bom ver que a amiga estava progredindo! Voltou-se para Kami, que lançava seu Katon: Haisekisho nos outros dois inimigos.
– Yuki! Kami! Os coloquem juntos, rápido! – Gritou, correndo de volta até as amigas.
Yuki segurou os outros outros dois shinobis com seu genjutsu, enquanto as três fechavam os selos da técnica do Yondaime a sua volta. Logo, os inimigos estavam dentro do rio, sendo levados pela forte correnteza. A Kurama acenou frenéticamente enquanto ria e gritava: Goodbye!
– Vamos logo! – Sayuri empurrou a sempre empolgada menina em direção à torre, antes que mais alguém aparecesse.
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– "Se vocês não possuírem o Céu, ganhem conhecimento e estejam preparados. Se vocês não possuírem a Terra, corram pelos campos e busquem força. Se vocês abrirem os Pergaminhos do Céu e da Terra, caminhos perigosos se tornarão seguros. Este é o segredo de 'alguma coisa'. Eles os guiarão pelo seu caminho." –Kami virou-se para Sayuri. – Eu tenho certeza que isso foi coisa do otou-san, mas não faço ideia do que signifique.
– Precisamos abrir os pergaminhos! – Sayuri entregou um deles para Kami, enquanto se preparava para abrir o outro.
– Posso abrir? – Yuki se colocou à frente da Hoshino, com os olhos verdes brilhando de excitação.
Sayuri hesitou durante alguns minutos, mas acabou permitindo. Não era possível que a amiga fosse conseguir se atrapalhar apenas para abrir um pergaminho.
– Três, dois,... – Kami começou a contagem regressiva ao perceber que a alaranjada também já estava preparada. – Um!
As duas abriram juntas rapidamente, porém nada aconteceu. Sayuri se aproximou, na intenção de enxergar o que estava escrito.
– É um jutsu de invocação! Meninas, coloquem os pergaminhos no chão!
Assim que as duas largaram os objetos, uma fumaça branca surgiu, indicando que algo havia sido invocado.
– QUEM É VOCÊ? – Yuki gritou ao mesmo tempo que deu um pulo para trás de Sayuri e Kami.
A Hoshino apertou um pouco mais o olhar e conseguiu distinguir o símbolo de Konoha na bandana que estava na testa do shinobi.
– Ohayo! – tossiu.
– Eu sei quem é você! – Kami apontou para o jounin à frente – Gekkou Hayate!
– Oh, ele é o amigo esquisito do Genma-sensei! – Yuki completou, levando mais um dos usuais tapas de Sayuri ao topo de sua cabeça. Olhou para a amiga. O que diabos ela havia feito agora?
– Hayate-sensei, o que você está fazendo aqui? – A Sarutobi questionou.
O moreno apenas analisava à cena, se perguntando como Genma havia conseguido lidar com elas durante tanto tempo, sem perder a paciência ou exigir que o Hokage o mudasse de time. Ele sempre falava que elas eram difíceis de lidar e cheias de energia, mas apenas agora via o que significava. E isso porque Hayate ainda costumava ser o mais paciente da dupla!
– Parabéns, vocês passaram na segunda fase do Exame Chunnin. Eu estou aqui apenas para dar esta notícia e explicar o que significa a frase – disse sem empolgação alguma e apontou para os ideogramas na parede. – Alguém já descobriu?
Yuki imediatamente começou a gritar e pular animada. Nem se quer deu atenção para a pergunta que ele havia feito! De que isso importava? Ela já tinha passado da fase mesmo!
Gekkou rolou os olhos irritado e encarou a garota de cabelos rubros, que pegava um dos pergaminhos no chão. Por um momento queria que ela desse outro tapa na cabeça da alaranjada, ou qualquer outra coisa que fizesse com que ela se calasse, mas Sayuri não estava ligando para a atitude da amiga.
– Sabe... Antes, aqui, estava escrito "Chunnin". – A menina apontou para o pergaminho e depois encarou novamente a parede. – "Segredo de alguma coisa"... Isto é o significado do que é ser um Chunnin, não é? – olhou para Hayate.
Assim que viu os dois grandes globos intensamente azuis os encarando, o jounin teve certeza de que ela era a kunoichi de que Genma sempre lhe falara, a que tinha uma habilidade sensorial incrível, além de ser muito inteligente. Além disso, seu olhar exalava mistério, outra característica que o Shiranui sempre citava.
– Hai. – respondeu preguiçosamente. – Também pode explicar o significado do Céu e da Terra?
– Hai! – sorriu. Mas, antes que respondesse, o grande barulho causado pela Kurama pareceu finalmente lhe incomodar. Olhou nervosa para a amiga abraçada à Kami, que tentava lhe pedir gentilmente para prestar a atenção no que o jounin queria dizer. Bufou. Gentileza não costumava funcionar com Yuki!
Puxou a menina de qualquer jeito pelas roupas, fazendo com que se virasse para ela, e depois a chacoalhou insistentemente.
– Cala a boca, Yuki! – largou-a finalmente e disse nervosa, quando a mesma já havia parado de gritar.
O jounin teve que conter o sorriso. "PAZ! Finalmente!"
– Desculpe, Hayate-sensei. – Kami sorriu sem graça, sem saber exatamente o que fazer, mas rindo baixinho com a cara emburrada da Kurama.
Gekkou apenas acenou em resposta.
– O "Céu" deve significar sabedoria, força intelectual. Enquanto a "Terra", deve ser força física. – Sayuri voltou a explicar. – Isso significa que quem não possuí sabedoria, deve buscar por ela, e quem não é forte o suficiente, deve treinar até que consiga fortalecer o corpo. – Se sentiu um pouco sem graça ao dizer a última parte, lembrando de que aquilo se referia claramente à shinobis como ela.
– Exato. Acho que vocês já entenderam tudo...
E pela primeira vez naquela sala, o Gekkou se sentiu realmente feliz pelo time que havia passado. Apesar de tudo, elas haviam conseguido! Com toda a certeza Genma estava certo sobre as três. Estava ansioso para descobrir como elas se sairiam na terceira fase, que seria ainda mais difícil do que esta.
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Genma observava os times de genins que adentravam o salão. Embora negasse, estava ansioso para descobrir se Kami, Sayuri e Yuki estariam ali! Viu um borrão laranja pulando ao longe e deixou um sorriso escapar pelo canto da boca.
– Ouvi dizer que foi o Hayate quem recebeu o time 11. – Kakashi surgiu ao seu lado. Provavelmente também esperava pelo time 7, que ainda não havia chegado.
– Hayate? Achei que fossem os chunnins...
– É, parece que ele teve que substituir algum deles de última hora. – deu de ombros.
– Hm. – Percorreu o local com os olhos, procurando por Hayate. Ele não estava ali. Mais tarde o questionaria sobre o assunto!
Mesmo que fosse uma tarefa impossível não escutar a cantarolação ainda mais animada que o normal, de Yuki, a mente de Sayuri estava longe dalí. O Time 7 não estava entre os outros que passaram pela segunda fase do exame. Pelo menos não ainda. Tentava afastar os pensamentos negativos, mas era inevitável, principalmente quando a imagem de como deixara Sasuke e Naruto vinha lhe em mente.
Só teve algum sucesso em acalmar seu próprio nervosismo, quando sentiu um certo chakra se aproximando. Os seus sentidos pareciam ter um alcance ainda maior e mais eficiente quando se tratava dele. Poderia reconhecê-lo mesmo que o menino estivesse à uma distância considerada praticamente impossível até pelos melhores ninjas sensoriais.
Longos minutos se passaram e a Hoshino pôde finalmente encarar os olhos ônix que tanto ansiava. Porém Sasuke não aparentava nada bem! Seu chakra ainda estava cercado por aquela mesma sensação repugnante que ela sentira com o shinobi esquisito, dentro da floresta. Seu coração queria a todo custo romper o nó que se formava em sua garganta e pular para fora, quando seus olhares se cruzaram. O menino definitivamente não estava nada bem e os maus pressentimentos já dominavam o seu corpo inteiro.
Mal percebeu quando o Hokage entrara e começara a explicar sobre a próxima fase. Só acordou para a realidade quando Hayate apareceu, interrompendo o velho Sarutobi e dizendo que assumiria a partir dalí.
– Olá, pessoal! Prazer em conhecê-los. Antes de começarmos a terceira fase, quero que vocês façam uma coisa... – todos encaravam o jounin, que tossia frenéticamente, de maneira curiosa. – Teremos lutas preliminares antes da próxima fase!
Vários genins se manifestaram, alguns reclamando, outros apenas perguntando o motivo. Então logo o Gekkou tratou de explicar, dizendo que de acordo com as regras, eles deveriam diminuir o número de examinados por pelo menos metade, pois a última fase não teria tempo para tantas lutas assim. Mesmo sob protestos, o shinobi deu continuação ao seu discurso, perguntando se alguém gostaria de desistir, já que as lutas não seriam mais em grupo e, sim, individuais, a partir daquele momento.
Sayuri olhou para Kami, que estava tão nervosa quanto ela, e depois para Yuki. A segunda, nem se quer parecia entender o que estava acontecendo. Estava exatasiada de mais com a sensação de ter chegado até alí, além de extremamente confiante por isso! A Hoshino riu baixo. Com certeza estava se preocupando em excesso! Suas amigas ficariam bem! Era hora de se preocupar com si mesma, já que ela não fazia ideia de como se viraria sem as outras duas. Geralmente cuidava apenas dos planos, deixando toda a ação para as amigas.
– Ninguém? Tudo bem! Então vamos começar. O placar eletrônico indicará os nomes dos dois competidores de cada luta. – Hayate apontou para uma grande tela.
Os primeiros nomes que apareceram foram: Akadou Yoroi vs. Uchiha Sasuke, que mesmo depois de algum drama com Sakura, resolvera continuar na competição.
Sayuri encarou o Uchiha aflita e desejou-lhe boa sorte mentalmente. Kakashi, Anko e até o hokage pareciam bem atentos aos movimentos do garoto, então talvez eles realmente já soubessem de algo. Ela apenas esperava que ele ficasse bem!
N/A: E aí, mereço reviews?
Como citado na Nota do começo, eu tenho uma possível má notícia: Não sei se conseguirei atualizar todas as semanas nos próximos meses! :( Motivo? Os trabalhos e provas na faculdade, que estão me deixando louca. (Sim, mais do que já sou! Complicado, não?) Enfim, resumindo um discurso de 1.000 páginas, eu farei o possível para atualizar toda quarta, mas não prometo nada.
Beijos e desculpas novamente por não ter atualizado semana passada.
PS: Encontrando errinhos, já sabem: Me avisem por review, por favor! ^^
