Cap. IV
ou
Mágica
It's magic .. You know
Isso é mágica .. Você sabe
Never believe it's not so
Nunca duvide
It's magic ..You know
Isso é mágica .. Você sabe
Never believe it's not so
Nunca duvide
Minha tarde com a minha mãe foi muito boa, fazia muito tempo que nós não passávamos tanto tempo conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo. De algum jeito, acho que foi a forma com que ela me olhou quando eu cheguei, eu sabia que meu pai tinha contado a ela sobre Gina, mas ela não a mencionou nenhuma vez, mesmo quando comentamos sobre o jantar da noite anterior, o que me deixou realmente aliviado. Conversar isso com meu pai já era no mínimo desconfortável, com a minha mãe, então, seria totalmente embaraçoso.
Mesmo depois que fui dormir, passei horas deitado na minha cama encarando o teto com uma insônia do inferno por causa do que tinha dito para a ruiva mais cedo. De onde é que eu tinha tirado aquilo? É obvio que era verdade, mas eu realmente não precisava ter dito daquele jeito, totalmente sem noção.
O estranho é que essas escorregadas estavam começando a ficar cada vez mais e mais comum. Num minuto estávamos conversando sobre qualquer coisa sem sentido, e no outro eu estava soltando um parola sobre o quanto ela era bonita, ou como ficava sexy com o uniforme das lideres de torcida, ou que eu não teria medo dos irmãos dela se isso significasse que eu poderia leva-la para sair.
Eu só fui conseguir pegar no sono depois que eu prometi pra mim mesmo que falaria com a Gina, sabe, sobre ser apaixonado por ela e tudo o mais. Percebi que assim como Dino tinha a convidado para sair, muitos outros garotos da escola poderiam fazer isso também. Afinal, era impossível não reparara nela! Era impossível não se apaixonar por ela!
E no fim, percebi que enquanto eu tentava esconder minha pequena queda por ela, ela poderia encontrar algum garoto que fosso seu tipo, como ela mesma tinha dito para mim no ônibus, mais cedo, e eu continuaria sendo sobre o melhor amigo. Não que eu não gostasse desse cargo, mas sei que se eu nunca contasse pra ela, sempre iria me arrepender, por pensar no que poderia ter sido.
Harry acordou tarde no dia seguinte, já que tinha realmente demorado a cair no sono. Deu tempo de apenas tomar um bom banho, se arrumar e comer alguma coisa por insistência da sua mãe, e logo saiu de casa, quase correndo, pra encontrar com a ruiva na hora em que eles tinham combinado.
Ele tocou a campainha da casa dos Weasley poucos minutos depois das duas horas, e quem o atendeu animadamente foi Molly Weasley, mãe de Gina, uma senhora baixinha com os típicos cabelos ruivos da família, mas que já se mostravam levemente grisalhos por causa da idade e um sorriso extremamente bondoso e caloroso no rosto.
- Harry, meu bem, como é que você está? – ela perguntou assim que o viu na porta de sua casa, abraçando-o fortemente e guiando-o para dentro antes que ele respondesse qualquer coisa.
- Eu estou muito bem, Sra. Weasley – ele respondeu divertido, a mãe dos amigos era realmente uma mãezona com todos que ela conhecia, e conseguia ser ainda mais com os amigos dos filhos – A Gina está pronta? – ele perguntou.
- Ela já deve estar terminando de se arrumar, querido – ela respondeu – Rony está na sala, vendo alguma coisa na televisão, vá até lá conversar com ele enquanto você espera a Gina – ela completou antes de voltar para a cozinha, onde estivera antes do menino tocar a campainha.
- E aí, Rony – ele falou cumprimentando o amigo quando chegou à sala, que como dissera a senhora ruiva estava jogado em um dos sofás da sala, assistindo ao novo clipe de uma das bandas favoritas dele.
- Harry? – ele falou confuso, fitando o moreno por algum tempo – O que é que você 'ta fazendo por aqui, cara? Nós marcamos de fazer alguma coisa hoje e eu me esqueci? – ele perguntou, com uma ruga no meio da testa, tentando se lembrar de algum possível compromisso que marcara com o amigo.
- Não, Rony, não marcamos – ele respondeu rindo – Eu combinei de ir até a loja dos gêmeos com a Gina, hoje – completou, sentando-se no outro sofá da belíssima sala de estar da casa dos Weasley.
- Vocês vão até a loja do Fred e do Jorge hoje? – ele repetiu quase que bobamente, ganhando um aceno de confirmação do amigo – Vocês podiam ter me avisado antes, cara. A Hermione está louca para conhecer a loja dos gêmeos também. Nós poderíamos ter ido todos juntos.
- Eu não sabia que a Mione ainda não conhecia a loja, Rony – ele respondeu, se desculpando com o amigo – Se eu soubesse eu teria te avisado. Mas vocês já marcaram de fazer alguma coisa hoje? Ainda dá tempo de falar com ela, não dá? – ele completou rapidamente.
- Ela saiu com a mãe pra comprar algumas coisas pra viagem dos pais dela no feriado - ele respondeu entediado – Só vou poder encontrá-la à noite.
- Ah, tudo bem – resmungou Harry, quase que decepcionado, ia ser bom sair com Rony e Hermione também – Me avise quando vocês forem lá então, aí nos vamos todos junto. Faz muito tempo que não saímos. Depois que você começou a namorar a Hermione você me abandonou completamente – ele reclamou, com um tom fingido de magoa na voz.
- Ah, vai ver se eu to na esquina, Harry – retrucou o ruivo rindo e revirando os olhos – Não leva a mal não, mais eu prefiro mil vezes sair com a Hermione do que com você. Há muitos aspectos em que você nunca poderia substituí-la, se é que você me entende – ele completou, marotamente.
- E eu nem quero, Rony – respondeu o moreno rindo ainda mais.
- Você ficou sabendo que o Dino convidou a Gina pra sair ontem? – Rony perguntou pro amigo, quase de supetão, algum tempo depois, quando os dois já tinham se recuperado dos risos.
- É, eu fiquei sabendo. Ela me contou quando estávamos voltando para casa - ele respondeu sentindo-se estranhamente incomodado por conversar sobre aquilo com o ruivo.
- É meu caro amigo. É bom você tomar coragem logo e resolver de vez essa sua situação com a minha irmã – falou o ruivo com cara de pensativo, lançando um olhar amigável para o moreno – Antes que outro garoto resolva no seu lugar – ele completou maldoso – Eu posso garantir pra você, que Dino não foi o primeiro caro do time que eu ouvi falando que queria sair com a minha irmã.
- Do que é que você está falando, Rony? – ele perguntou, ou melhor gaguejou, depois de se engasgar com a própria saliva mais de uma vez.
- Você sabe bem do que eu estou falando, Harry, não adianta disfarçar – ele retrucou com uma expressão de quem realmente sabe de alguma coisa, uma expressão que ele com certeza aprendeu com a namorada – Eu posso até parecer bem lerdinho às vezes, mas eu não sou, e além de tudo, você é o meu melhor amigo e ela é minha irmã, eu seria muito, mais muito tapado se não percebesse.
Harry tentou inutilmente respondeu alguma coisa para o ruivo, mas acabou abrindo e fechando a boca repetidas vezes, sem conseguir proferir nenhum som. Porém a chegada de Gina na sala de estar o salvou temporariamente de ter que respondeu alguma coisa para o amigo.
- Vamos, Harryzito? – ela perguntou quando os dois se viraram para ela, porém Harry não conseguiu decifrar nenhuma palavra dela, estava preocupado demais a analisando meticulosamente.
Ele sempre teve certeza de que Gina era uma das garotas mais lindas que ele já conhecera, e que ficava muito gostosa com o uniforme de lideres de torcida, mas depois daquele momento tinha certeza de que ela era, sem duvida alguma, a garota mais linda que conhecia. Por causa do céu parcialmente nublado e o vento frio que fazia lá fora ela escolhera usar uma minissaia jeans com uma meia calça preta e botas que ias até um palmo abaixo de seus joelhos, e uma blusinha de mangas cumpridas, verde e com alguns detalhes em prata. Mais o que mais chamou a atenção do moreno foram os olhos da menina. Hoje ela usava uma maquiagem leve em volta dos olhos, os deixando mais claros do que realmente eram, chegando quase a cor mel. E para completar, os cabelos, extremamente ruivos, caiam totalmente lisos, até o meio de suas costas, dando a ela um ar quase angelical. Quase, ele repetiu a si mesmo, sorrindo.
- Harry! Você me ouviu? – ela perguntou, rindo da cara que ele fazia – Vamos? – ela repetiu, e dessa vez ele pareceu entender que ela falara com ele, mais ainda demorou algum tempo para decifrar o que ela falara.
- Vamos, claro, claro – ele respondeu, se levantando em um salto do sofá e postando-se ao lado da ruiva, que continuava em pé no ultimo degrau da escada, sorrindo divertida da expressão estranha do moreno.
- Tchau maninho – ela falou beijando o topo da cabeça do irmão mais velho, que há algum tempo voltara a prestar atenção na televisão ligada.
- Tchau, Gin – ele respondeu, sem desviar sua atenção da televisão – E não se esqueça do que eu te falei hoje, ehin Harry, ou você vai acabar sendo passado pra trás - ele completou marotamente, e com muita malicia explicita na voz, antes que os dois tivessem saído da sala.
- Do que o Rony estava falando? – perguntou Gina, sem entender nada.
- Nada que valha a pena você saber, ruiva – ele respondeu rapidamente a puxando para o mais longe possível do ruivo – Ele só estava falando sobre algumas jogadas que treinamos ontem a tarde e ele acha que eu não estou fazendo direito. Só isso, você conhece seu irmão - ele completou, ao ver o olhar questionador da ruiva.
- Sei, ele estava falando do treino, acredito para não perder a amizade – ela resmungou, sem acreditar em uma única palavra do moreno – Mãe, nós já estamos saindo - ela gritou quando chegaram ao hall de entrada e ela pegou sua bolsa.
- Certo! Até mais tarde, meu amor – a mãe respondeu da cozinha – Tomem cuidado e juízo, vocês dois!
- Pode deixar, mãe – a menina respondeu, revirando os olhos enquanto abria a porta a sua frente.
Os dois foram andando lentamente até a estação de trem mais perto da casa da menina, que ficava há apenas umas três quadras dali. Foram o caminho inteiro conversando sobre o que a ruiva já vira na loja dos irmãos da outra vez que estivera lá e do que os dois gostariam de comprar.
Demoraram apenas alguns minutos para chegar a estação, mais dez minutos dentro do trem até chegarem ao centro e mais uns cinco minutos de caminhada até a rua onde ficava a loja dos gêmeos. Mas quando o viram, mesmo que ainda de longe, tinham certeza de que estavam no lugar certo.
A fachada relativamente grande da loja estampava o nome 'Geminialidades Weasley' com letras grandes e alternadas entre um verde florescente e um laranja mais do que berrante que chamava a atenção de qualquer um que estivesse a no mínimo cinco metros de distancia da loja. Quando chegaram mais perto puderam ver que a loja estava bastante cheia, considerando a quantidade de pessoas que passeavam pelo centro da cidade naquele horário, a clientela era formada principalmente por garotinhos com uns no maximo 12 anos, acompanhado na maioria das vezes pelos seus pais.
- Parece que aqueles dois estão fazendo bastante sucesso com as crianças, quem iria imaginar – exclamou Harry, quando eles conseguiram entrar na loja – Esse lugar está bem movimentado – completou, quando quase tropeçou em um garotinho bem animado que passava por eles com uma grande sacola de compras.
- É, eles estão se dando muito bem por aqui – concordou a ruiva rindo do quase acidente – Semana passada eles me disseram que estão pensando seriamente em abrir outra filial aqui por perto. Eles acham que só essa loja não está atendendo a demanda das crianças da região – ela completou – Eles até tiveram que contratar mais duas pessoas pra ficar no balcão, porque só eles não estavam dando conta.
- É uma pena que quando eu era criança eles ainda não tinham aberto essa loja – ele reclamou, olhando cobiçosamente para uma das prateleiras que estava cheia de conjuntos de baralhos usados para fazer truque com cartas – Eu teria passado dias e dias escolhendo as coisas aqui! E provavelmente eu teria falido meu pai.
- Não que você não esteja pensando em fazer isso hoje, não é mesmo Harry – ela zombou vendo o brilho infantil nos olhos do moreno, que parecia ter voltado uns bons sete anos no tempo.
- Engraçadinha você, ehin Gininha - ele reclamou mostrando a língua pra ela confirmando a teoria da volta no tempo, fazendo-a rir ainda mais.
- Há! Eu disse que conhecia essa voz de algum lugar, cara – falou um dos gêmeos, mais Harry não saberia dizer qual dos dois tinha sido, quando um ruivo entrou no campo de visão dos dois.
- Oi Fred – cumprimentou a ruiva, abraçando carinhosamente o irmão mais velho, ela, com toda a certeza, sabia muito bem diferenciar os dois gêmeos – Estava morrendo de saudades de vocês. Nem parece que moramos na mesma casa, faz tempo que vocês não aparecem por lá - ela continuou animada.
- Desculpe maninha, mais são ossos do oficio - ele respondeu com falso pesar – Estamos tendo muito trabalho por aqui nos últimos dias, e resolvemos ficar no quartinho que tem aqui em cima da loja mesmo. É mais fácil do que ter que ir para casa todos os dias tarde e acordar cedo pra voltar para a loja, mesmo que a gente tenha que dormir em colchões no chão.
- É, eu imagino – ela concordou, mesmo não gostando muito – E onde o Jorge se meteu? – ela perguntou, finalmente notando a ausência do outro irmão, fazendo com que Fred e Harry rissem.
- Ele está lá no fundo, está trabalhando no caixa hoje. Acho que ele não confia muito na menina nova que contratamos, ele passa a maior parte do tempo fazendo o que ela deveria ter aprendido desde o primeiro dia – ele respondeu – Vamos até lá, ele vai gostar de ver vocês dois por aqui – completou, os guiando até o fundo da loja, o que foi um trabalho árduo, já que tiveram que desviar de alguns garotos que pareciam estar em outro mundo, olhando para as prateleiras lotadas da loja.
- Gininha! – gritou Jorge assim que pode ver o trio se aproximando lentamente, e com um olhar de pesar, sinalizando para a garota parada ao seu lado assumisse seu lugar no caixa, saiu de trás do balcão para cumprimentar a irmã mais nova e Harry – O que trás vocês dois aqui, nesse sábado tão nublado? – ele perguntou sorrindo para os dois.
- Harry ainda não conhecia a loja e estava curioso pra ver vocês dois trabalhando – ela respondeu, apontando o moreno com a cabeça, e frisando bem a palavra 'trabalhando', o que foi ignorado pelos gêmeos.
- E o que você achou da loja, Harry? – perguntou Fred, abrindo os braços, indicando toda a loja, com um sorriso mais do que orgulhoso brincando em seus lábios.
- É simplesmente demais – ele respondeu sincero, o ar de criança ainda presente – Parece que eu tenho uns dez anos de novo! Com certeza eu vou ter que voltar com o meu pai e com o Sirius aqui qualquer dia desses! Eles também vão amar esse lugar e virar clientes de carteirinha!
- É isso mesmo que eu gosto de ouvir – comemorou Jorge rindo – Quanto mais cliente, mais dinheiro, e quanto mais dinheiro, menos motivos para me lembrarem de que nós não cursamos nenhuma faculdade de mauricinho como Carlinhos, Gui e Percy, e que nós não trabalhamos em um respeitável escritório de alguma coisa chata e entediante!
Harry, e principalmente Gina riram abertamente, enquanto os gêmeos faziam uma espécie de dancinha da vitória depois das palavras animadas de Jorge.
- E aí? Já escolheram alguma coisa pra levar? – perguntou Fred, vendo as mãos vazias do moreno e da irmã.
- Ainda não – respondeu a ruiva pelos dois, enquanto Harry voltava a observar entusiasmado as prateleiras mais próximas.
- Fiquem à vontade para olhar tudo, e qualquer coisa é só chamar alguém pra ajudar – falou Fred, indicando as duas meninas que usavam camisetas idênticas com a marca da loja, falando com um tom altamente profissional, que chegava a ficar engraçado nele – Mas agora temos que voltar para o trabalho, porque parece que ninguém por aqui aprendeu como fechar uma venda com cartão de credito – completou revirando os olhos para a menina que tentava pela terceira ou quarta vez passar o cartão de credito de um dos clientes do lado contrario – Foi bom ver vocês aqui!
Gina concordou e viu os gêmeos se afastarem deles, Fred foi atender uma garotinha miudinha que tentava pegar alguma coisa em uma prateleira que parecia ter o dobro de seu tamanho e Jorge voltava para o seu posto no caixa, enquanto Harry continuava a olhar e experimentar várias coisas das prateleiras mais próximas.
Os dois caminharam pela loja inteira mais de uma vez, admirando atentamente os muitos brinquedos ali, e depois de quase uma hora, Harry já tinha enchido uma cesta com tudo o que pretendia comprar.
- Você parece mesmo com uma criançinha de dez anos, Harry – a ruiva zombou dele, quando os dois entraram na fila do caixa, sobre protestos do moreno, que ainda queria escolher mais algumas coisas.
- Bem que você também gostou de tudo o que tem aqui, ruiva – ele retrucou, dando de ombros – A única diferença é que eu não tenho medo de parecer uma criança e vou comprar tudo o que eu gostei! Quase tudo, na verdade, porque se eu comprar tudo a minha mãe vai querer me matar!
A ruiva preferiu ignorar o comentário do garoto e ficou um silêncio até que chegasse a vez deles no caixa.
- Vejo que você realmente gostou da loja, Harry – brincou Jorge, quando passava as compras do moreno na maquina registrado enquanto a menina que deveria ser a caixa empacotava tudo.
- Eu te disse que ia virar um cliente de carteirinha, não disse? – ele respondeu rindo, pegando o pacote com suas compras e entregando o dinheiro para Jorge.
- É assim que eu gosto! – ele comemorou, guardando o dinheiro no caixa com um sorriso pra lá de maroto nos lábios.
- Nós já estamos indo embora, Jorge – falou Gina, se despedindo do irmão – Vocês vão ao almoço amanhã, não vão?
- Claro que vamos, Gina – ele respondeu rindo – Se não formos mamãe vem aqui nos buscar e arrasta a gente pelas orelhas até chegar em casa!
- Certo, então até amanhã – ela falou, beijando o irmão.
- Até maninha – ele respondeu, quando já estava atendendo o próximo cliente, um garotinho que tinha mais ou menos uns oito anos, com uma cesta transbordando de tanta coisa que iria levar.
Gina se ofereceu prontamente a guardar o não tão pequeno pacote de Harry em sua bolsa, o que ele rapidamente aceitou agradecido, para depois os dois saírem da loja, e voltarem a caminhar calmamente pelas ruas levemente movimentadas do centro da cidade.
- Você vai querer ia ao cinema? – Harry perguntou, quando já estavam há alguns quarteirões da loja dos gêmeos.
- Opa! É claro que eu quero! – ela respondeu feliz – Tem um filme muito, muito bom mesmo que eu estou querendo ver há séculos e ainda não consegui vir assistir.
- Que filme, ruiva? – ele perguntou levemente desconfiado já que Gina não era a pessoa mais apropriada para escolher filmes. Ela sempre acabava escolhendo um romance mela-cueca que fariam qualquer garota chorar e qualquer garoto querer vomitar com apenas dez minutos de filme.
- Percy Jackson e o Ladrão de Raios – ela respondeu animada, quase dando pulinhos de excitação – E pode parar de me olhar com essa cara de não sei o quê, Harry Potter! É um filme de ação, não tem nada a ver com os romances água com açúcar que eu costumo assistir.
- Espero que não seja mesmo, ruiva – ele respondeu, vendo-a franzir os lábios levemente em sinal de descaso – Eu ainda me sinto violado pelo ultimo filme que você me fez assistir. Foi muita tristeza e desgraça para um filme só – ele completou.
Os dois continuaram caminhando por mais algum tempo até chegarem ao shopping que ficava bem no centro da cidade. O lugar era enorme, e estava bem cheio por se um sábado à tarde nublado. Assim que entraram no lugar foram direto par a o ultimo andar, onde ficava o cinema e entraram na fila, que estava relativamente grande.
- Espero que esse filme seja mesmo bom, ruiva – ele resmungou, pelo que pareceu para ela ser a décima vez desde que ela falara o nome do filme – E não me olhe com essa cara, eu tenho motivos pra reclamar. Quando eu acho que você já me forçou a assistir o pior filme que existe na face da Terra, você vai lá e me surpreende com um ainda pior.
- Para de reclamar, Harry! Você está parecendo um velho caquético! – ela retrucou, também pela décima vez.
Ele resolveu não falar mais nada e apenas ficou prestando atenção nas pessoas da fila. Tinha apenas mais três pessoas na frente dos dois, mas que estavam todos juntos, um casal e um garotinho que parecia ter mais ou menos uns oito anos que estava todo animado com a perspectiva de poder assistir um desenho qualquer da Disney que estava em cartaz à bastante tempo.
Gina riu ao ver a felicidade do pequeno garotinho enquanto esperava sua vez na fila, e quando uma atendente baixinha e com um sorriso simpático gritou: 'Próximo' a felicidade do menino foi tanta que ele nem ao menos percebeu que deu um esbarrão em Gina e quase a derrubou no chão.
Mais a ruiva com certeza percebeu, já que mesmo tendo sido apenas um leve esbarrão ela estava meio distraída e quase caiu, sendo amparada por Harry. Mas no momento em que ele a segurou firmemente para que ela não caísse estatelada no chão os lábios da ruiva encostaram-se lenta a levemente nos seus, fazendo com que seu coração parasse de bater por um instante, para depois voltar a bater descompassadamente.
Gina se afastou dele levemente embaraçada com o acidente o que só piorou quando ela encarou Harry que ainda estava com uma expressão abobalhada, com um olhar vago e com os lábios ainda entreabertos, como se esperasse por mais alguma coisa.
- Próximo, por favor – gritou novamente uma das caixas, dessa vez uma garota novinha com os cabelos muito negros, e finalmente Harry acordou de seu torpor andando até o guichê vazio.
- Duas entradas para hum, Percy Jackson e o Ladrão de Raio das 18:00 horas, por favor – ele falou finalmente, depois de alguns incômodos instantes em que ele ficou apenas encarando a atendente do cinema sem saber muito bem o que fazer.
A atendente com certeza o achou totalmente retardado, no pior sentido da palavra, já que depois de ficar a encarando por muito tempo, se enrolar para pedir as entradas, ele ainda entregou uma nota de cinquenta libras para a moça, depois de certa dificuldade de tirá-la da carteira, e de tirar a carteira do bolso, e ia saindo sem pegar seu troco ou os ingressos que a moça tentava entregar para ele.
- 'Ta tudo bem com você, Harry? – Gina perguntou tentando segurar o riso assim que eles saíram do caixa e ele guardava seu quase esquecido troco na carteira e a colocava de volta no bolso de trás da calça jeans.
- Hã? – ele resmungou assustado – Eu estou ótimo! Porque eu não estaria bem, Gin? – ele respondeu, falando tudo muito rápido e meio embolado, um sinal de que estava muito nervoso o que só ficou ainda mais explicito assim que ele passou as mãos pelos cabelos já naturalmente bagunçados.
- Tudo bem - ela concordou, mesmo não acreditando muito – Vamos até a praça de alimentação? Eu pago as bebidas, já que você pagou o cinema. Quero comprar um milkshake bem grande de chocolate antes de começar o filme. Estou precisando desesperadamente de muito chocolate no meu organismo.
Ele acenou afirmativamente com a cabeça duas vezes e eles começaram a andar em direção à praça de alimentação que ficava no andar de baixo. Enquanto andavam Gina ainda o encarava pelo canto dos olhos, um pouco perdida com o que estava acontecendo com ele. Tudo bem que eles tinham se beijado, mais qual é, não tinha sido um beijo de verdade! Aquilo mal poderia ser considerado um selinho. Não durara mais do que uns dois segundos e tinha sido totalmente acidental, porém ele parecia estar bem afetado com o acidente. E isso era o que, com certeza, a deixava mais perdida. Afinal, não tinha sido nada de mais mesmo, apenas um acidente por causa de um garotinho feliz demais, só isso!
- Harry! Harry! – ela chamou, quando ela recebeu seu adorado milkshake de chocolate e um de baunilha para ele, e os dois já caminhavam de voltar para o cinema, para esperar o inicio do filme – Você tem certeza que está tudo bem com você? Parece que você foi abduzido por um marciano, ou alguma coisa do tipo.
- Eu já disse pra você que eu estou bem, Gin – ele respondeu finalmente, saindo de seu transe e voltando a agir normalmente, para provar que realmente não tinha sido abduzido ou nada do gênero.
- Se você está falando - ela resmungou tomando um longo gole de seu milkshake de chocolate quando os dois já estavam entrando na sala do cinema, cinco minutos antes do horário previsto para começar o filme.
- Espero realmente que esse filme seja muito bom, ruiva – ele resmungou mais uma vez, como se para provar que estava realmente tudo bem com ele, o que pareceu finalmente convencer a ruiva.
- Harry James Potter! Se você repetir isso mais uma veizinha sequer eu juro, juro mesmo, que te espanco até a sua morte – ela retrucou contrariada.
- Tudo bem, ruiva, tudo bem! Não está mais aqui quem falou - ele respondeu levantando os braços em sinal de rendição, para depois passar um deles pelos ombros da ruiva, a abraçando.
Ela apenas riu mais uma vez e acomodou-se melhor ao abraço do moreno, encostando sua cabeça no peito dele e bebendo o milkshake displicentemente no momento em que os trailers começaram a passar.
O filme foi realmente muito bom o que surpreendeu bastante o moreno. Tinha bastante de ação e pouco de comedias românticas água com açúcar que ele estava acostumado a assistir com Gina. Mas mesmo assim, não podia deixar de implicar um pouco com ela quando o filme terminou.
- Isso tudo é tão clichê, Gin – ele resmungou fingindo tédio, os dois ainda estavam sentados em suas poltronas, o moreno ainda a abraçando pelos ombros, e ela ainda recostada sobre seu peito. Os dois sempre faziam isso, ficavam sentados esperando até que todos saíssem da sala para que eles pudessem andar tranquilamente na sala parcialmente escura – A garota finge que odeia o cara. Aí os dois se tornam melhores amigos e companheiros de batalha. E claro que ele paga um pau tremendo pra menina e no fim, ela só finge que não gosta – completou, revirando os olhos – Terrivelmente clichê. Já consigo até imaginar como vão ser os próximos filmes.
- Tão clichê quanto melhores amigos que acidentalmente se beijam na fila do cinema, e que o garoto fica com uma cara de bobo por mais de meia hora? – ela perguntou, uma voz marota, e um sorriso sapeca.
- É, ruiva, é tão clichê quanto isso – ele respondeu tentando manter a voz totalmente firme e respirando fundo antes de continuar a falar – Só não é mais clichê do que melhores amigos que se beijam acidentalmente na fila do cinema, e que o garoto realmente fica com cara de bobo, ou alguma coisa parecida, mas que depois do filme ele a beija de verdade, deixando, dessa vez, a garota com cara de boba.
Gina rapidamente se desencostou do meio abraço do moreno e o olhou atentamente por alguns instantes, confusa com o que ele tinha dito. Não que ela não tinha conseguido escutar o que ele falara, ela são não conseguia decifrar o que ele queria dizer.
Mais a confusão da garota durou pouco menos de dez segundos, já que depois disso, Harry colocou uma de suas mãos carinhosamente no pescoço alvo da ruiva, a trazendo para mais perto de si e a outra em sua cintura, e no segundo seguinte selou seus lábios com o da ruiva, delicadamente.
Gina demorou ainda mais tempo para registrar o ato do moreno em sua cabeça, mas assim que o fez quase que involuntariamente suas mãos voaram para o pescoço do moreno começando a corresponder ao beijo. O beijo foi lento, delicado, os dois ainda com certo receio de fazer alguma coisa errado, o que não tirou nem um pouco da mágica do momento.
Ele não soube precisar exatamente quanto tempo ficou a beijando, não que ele se importasse muito com isso, já que a sensação dos lábios da ruiva nos seus e as mãos pequenas e delicadas passando por sua nuca e pescoço, bagunçando ainda mais seus cabelos não o deixavam pensar em nada mais do que aqueles simples, mais tão intensos, gestos da ruiva.
Então, quando os dois finalmente se separaram, quase sem fôlego e levemente corados, ainda mais ao perceberem que a garota agora estava praticamente sentada no colo do moreno, ele tinha certeza de que nada no mundo jamais superaria o que ele sentia enquanto beijava a ruiva. Nem mesmo o que sentiu em seguida, ao vê-la abrir lentamente os olhos cor de mel e o fitar com um sorriso delicado e tímido nos lábios, levemente vermelhos e inchados por causa do beijo.
- Hum, acho melhor a gente sair logo daqui – ele falou com a voz falhando, depois de muito tempo em que eles ficaram se encarando – Daqui a pouco alguém vem aqui nos expulsar da sala.
- Aham - ela concordou em um sussurro, ainda acomodada no colo do moreno, porém voltando a colar seus lábios aos dele, passando suas mãos descontroladamente pelos cabelos negros do garoto e os bagunçando ainda mais – Melhor sairmos – ela repetiu, depois que seus lábios se separaram por alguns instantes.
Os dois se levantaram de suas poltronas, e em um gesto delicado e totalmente automático, a ruiva segurou a mão dele e entrelaçou seus dedos carinhosamente.
Harry se surpreendeu com o gesto que pareceu ser tão natural para a ruiva, porém não se atreveu a falar nada, afinal, ia reclamar do quê? Ainda estava em um estado de felicidade inimaginável. Agora mais do que quando estivera na loja dos gêmeos, parecia uma criança que acabara de descobrir que haveria um Natal por mês naquele ano.
- Você vai querer comer alguma coisa por aqui, Gin? – ele perguntou quando já estavam fora da sala do cinema, andando sem rumo pelos corredores, agora ainda mais cheios, do shopping.
- Não - ela respondeu fracamente, parecendo bem distante – Eu prometi para a minha mãe que voltaria pra casa na hora do jantar, e eu já estou bem atrasada – ela completou, olhando para o seu relógio.
- Então é melhor irmos embora, não quero tomar uma bronca da Sra. Weasley – ele concordou, tentando soar divertido, a guiando de volta para fora do shopping e indo em direção à estação de trem mais próxima.
Andaram o caminho inteiro de mãos dadas e sem conversar muito, apenas alguns poucos comentários sobre o filme que tinham acabado de ver, mas as frases eram quase todas monossilábicas de ambas as partes, dificultando a conversa entre eles.
A volta para casa foi um pouco mais demorada do que a ida, já que eles andaram lentamente pelas ruas da pequena cidade, tentando adiar ao maximo a hora em que teriam que se separar. Então, quase uma hora depois eles chegaram à rua em que a ruiva morava, que estava totalmente deserta àquela hora da noite, como de costume, apenas dois carros podiam ser vistos estacionados na quadra seguinte, e um gatinho pequeno caminhava entre os jardins das casas preguiçosamente.
- Bom, hum, eu já vou indo pra casa, minha mãe deve estar me esperando – ele falou muito incomodado, não sabia direito o que tinha acontecido entre eles naquela tarde, e também não sabia o que falar para ela, não sabia como agir ou como não agir, apenas queria que esse momento não acabasse - Tchau.
- Você vai mesmo vir almoçar aqui amanhã? – ela perguntou em resposta, passando uma das mãos suavemente pelos cabelos ruivos, o nervosismo um pouco implícito em sua voz, que era quase sempre calma e doce.
- Aham – ele concordou mesmo não achando que isso fosse uma boa ideia depois do que tinha acabado de acontecer entre eles. Como ele ia encarar todos os irmãos dela amanhã? Como ele ia encarar o pai dela amanha? Ele estava ferrado.
- Então até amanhã – ela falou, soltando delicadamente sua mão do aperto carinhoso da do moreno, virando-se para ficar de frente para ele, olhando diretamente em seus olhos verdes – Minha mãe falou para você chegar umas onze horas.
- Onze horas, certo - ele concordou, e antes que pudesse se frear, suas mãos já estavam estrategicamente posicionadas, uma no pescoço da ruiva, trazendo-a para mais perto de seu corpo e a outra na base da coluna, como se ele quisesse a impedir de sair correndo a qualquer instante.
O que não aconteceu, já que foi a ruiva que acabou com a pouca distancia entre eles, e selou seus lábios nos dele. E assim como tinha sido dentro da sala do cinema, o beijo foi lento, delicado, mas com um toque apaixonante, que fez com que a ruiva se agarrasse ainda mais ao moreno, como se temesse a hora em que tivesse que soltar o moreno. Durante o beijo, as mãos da ruiva passearam livremente pelos cabelos e pelas costas do moreno, enquanto as dele apertavam cada vez mais a cintura da ruiva, tentando a trazer para mais perto.
- Boa noite – ele falou, quando separou seus lábios dos da menina, ainda de olhos fechados e sentindo a respiração leve e descompassada dela em seu rosto.
- Boa noite – ela falou, dando mais um beijinho rápido nos lábios do moreno e se afastando para entrar em sua própria casa.
Harry ficou olhando a porta da casa da melhor amiga por alguns segundos antes de se lembrar de como fazia para se mover, mas antes que pudesse ir embora, a ruiva saiu correndo pela porta da frente.
- Você esqueceu isso comigo – ela falou, entregando o pacote com as coisas que Harry comprara na loja dos irmãos dela mais cedo.
- Ah, obrigado – ele murmurou, pegando o pacote das mãos da menina, sorrindo timidamente.
- Boa noite, Harry – ela falou novamente, quase bobamente, e beijou-o delicadamente nos lábios em um selinho muito demorado.
- Boa noite, Gin – ele repetiu, segurando-a perto de si e a beijando mais uma vez, dessa vez demoradamente.
Dessa vez o beijo foi mais forte e apaixonante, as mãos de Harry seguraram a cintura da menina com força a puxando para mais perto e tentando achar um brecha na blusa fininha que ela usava, enquanto a outra rapidamente se instalou entre os fios ruivos dela, fazendo com a ruiva gemesse baixinho entre seus lábios.
Ele não soube dizer por quanto tempo o beijo perdurou, mas em sua opinião não foi o suficiente. Por ele, os dois ficariam ali pelo resto da noite, ou quem sabe pelo resto da vida não seria melhor?
- Até amanhã – ela falou como despedida, quando seus lábios se separaram novamente e ela conseguiu estabilizar sua respiração por alguns segundos, para depois depositar mais alguns beijinhos nos lábios do moreno, para depois o soltar um pouco relutante.
- Até amanhã – ele também repetiu, quando a ruiva já voltara para dentro de sua própria casa.
Novamente ele ficou ali parado encarando a porta da frente da casa dos Weasley, sem consciência de como se mexer ou porque teria que se mexer, para falar a verdade. O que o despertou foi o toque insistente de seu celular.
- Mãe? – ele falou, quando viu o nome dela no identificador de chamadas.
- Oi meu amor – ele pode ouvir a mãe falar do outro lado da linha, com uma voz animada – Você vai demorar a voltar para casa?
- Não – ele respondeu finalmente saindo de seu estado de transe – Acabei de deixar Gina na casa dela, já estou voltando. Por quê? – completou, enquanto começava a caminhar apressadamente de volta para casa.
- É que Sirius e Marlene estão aqui – ela respondeu a voz ainda muito animada o que fez o menino pensar que talvez a mãe já tivesse tomado uma ou duas cervejas durante a reunião de amigos – E daqui a pouco Remo e Tonks estarão aqui com Ted. Tonks disse que ele está tão lindo e que já está fazendo um monte de coisas incríveis. Achei que você ia querer ver o seu afilhadinho.
- Chego aí em dez minutos – ele respondeu, rindo da animação da mãe.
Sempre adorou as reuniões em família, como sua mãe costumava chamar, mesmo que Sirius e Remo não fossem realmente da família. Porém, os dois sempre estiveram lá. Desde que se conhecia por gente Tio Sirius e Tio Remo estavam lá. Tudo bem que depois que ele fez doze ou treze anos parou de chamar os dois de tio, mais os dois ainda estavam sempre presentes em sua vida.
Sirius sempre muito brincalhão e pronto pra soltar uma piadinha maliciosa a qualquer momento, sempre tentando ensinar o afilhado coisas de maroto escondido de Marlene, que agora, depois de quase dez anos enrolando ela, era sua noiva. E depois tinha Remo, sempre responsável, maduro, e com as ideias mais mirabolantes do mundo, sempre pronto a ajudar qualquer um em qualquer situação. A historia só ficou ainda mais divertida, quando há quatro anos, Remo começou a namorar Tonks, prima de Sirius, e alguns bons anos mais nova dos que ele. E depois de muito drama da parte de Sirius por achar injusto um de seus melhores amigos namorar sua priminha, agora havia o pequeno Ted, todo lindo, fofo e estabanado.
Chegou em casa o mais rápido que conseguiu, vindo quase que correndo pelas ruas tão conhecidas, e quando entrou pode ver Remo, Sirius e seu pai em frente a televisão vendo um programa de esporte, e discutindo em bom e alto som, enquanto os três tomavam alguma coisa, provavelmente alcoólica pelos sorrisos frouxos nos lábios dos três, enquanto sua mãe, Marlene e Tonks babavam por alguma coisa que Ted tinha acabado de fazer, sentadas no chão da sala.
- Boa noite, gente – ele falou, enquanto fechava a porta atrás de si e jogou sua carteira, a sacola de compras e as chaves em cima da mesinha de canto.
- Boa noite, meu amor – falou a mãe ainda animada, mas sem nem tirar os olhos do pequeno Ted que agora tentava engolir um brinquedo que quase chegava a ser maior do que ele – Como foi o passeio?
- Ah, foi, hum, foi muito bom, mãe – ele respondeu, com um sorriso feliz surgindo nos lábios, e dando grande ênfase na palavra muito, o que não passou despercebido por James, que acompanhava a conversa entre a esposa e o filho de longe.
A mãe finalmente desviou os olhos do pequenininho e lançou um sorriso animado para ele, e no instante seguinte, Tonks já estava pedindo para que ele segurasse Ted, enquanto elas iam até a cozinha, provavelmente fofocar sobre a vida alheia, ou sobre os três homens sentados no sofá da sala, já que sábado era tradicionalmente o dia da Pizza na casa dos Potter e ninguém precisaria cozinhar nada.
Ele segurou o menino, um pouco desajeitado e o levou para sentar-se com ele na pequena poltrona disponível na sala, ao lado de onde estavam os outros três homens, colocando o menino em seu colo e dando a ele um aviãozinho que estava jogado ali, com o qual o menino parecia se divertir muito, principalmente tentando engoli-lo inteiro.
A noite foi muito animada e divertida, mesmo que Harry ficasse apenas brincando com Ted a noite toda. Não tinha como discutir que o afilhado era a coisa mais fofa do mundo. Sempre passava as noites em família assim, cuidando do pequeno Ted e ouvindo as numerosas historias que os adultos contavam.
Adorava ouvir as historias que sua mãe contava deles quando estavam ainda no colégio ou depois quando todos foram para a faculdade. Seu pai, sua mãe, Sirius e Remo se conheciam desde o segundo grau, quando estudaram juntos, e depois quando foram para faculdade conheceram Marlene que fazia o mesmo curso que Lilian. Suas historias preferidas eram as de Sirius correndo atrás de Marlene, ou dos foras que sua mãe dava em seu pai, antes mesmo dos dois começarem a namorar. Era divertido ver o padrinho e o pai, que sempre mantinham a pose de galã, tendo que correr atrás de garotas que nem davam bola pra ele, ou que pelo menos fingia não darem muita bola pra eles.
Os cinco foram embora quando já era mais de uma hora da manhã e Ted já dormia há algum tempo, deixando apenas os três Potter na casa ainda animados com toda a animação da noite.
- Eu vou tomar um banho antes de dormir, amor – falou Lily, reprimindo um bocejo e levantando-se e dando um beijinho no marido antes de caminhar calmamente até seu quarto.
- Então - começou James, quando a esposa já estava no quarto e não podia mais ouvir a conversa entre os dois – O passeio foi muito bom, é? – ele perguntou, lançando um olhar maroto para o filho.
- É – Harry concordou o sorriso frouxo brincando em seus lábios – Muito bom – ele repetiu dando ainda mais ênfase a palavra muito.
- Fala logo o que aconteceu, garoto - reclamou o pai bufando e revirando veementemente os olhos – Você vai acabar matando o seu velho de curiosidade.
- Eu a beijei, pai – ele respondeu, o sorriso aumentando ainda mais, se é que isso era possível.
- Sério?
- Serio – ele confirmou.
- E? – questionou James, parecendo impaciente – Vocês estão enrolados, namorando, noivando? Vocês vão fugir pra casar em Vegas? Fala logo, garoto! Eu já não posso mais ficar todo ansioso na minha idade, vou acabar tendo um infarto.
- Calma, pai. Vamos com calma ai. Prometo que nós não vamos fugir pra Vegas pra casar – ele respondeu rindo - Mas eu não sei direito o que aconteceu entre nos dois – completou, o sorriso sumindo por um instante, mas só por um instante – Na verdade eu não sei muito bem o que aconteceu e nem o que vai acontecer agora, sabe, a gente não falou nada sobre isso - completou – Amanhã eu vou almoçar na casa dela, uma reunião dos cabeça-de-fogo, aí eu falo com ela e vejo o que acontece.
- Certo, certo – respondeu o pai feliz, dando tapinhas nas costas do moreno em sinal de apoio – Eu disse que ela não resistiria por muito tempo, não disse, filho. É todo esse charme dos Potter – falou o maroto rindo - Boa noite, Harry – ele completou, sorrindo e saindo da sala, deixando o menino sozinho com seus pensamentos.
Mais um capitulo…
To me surpreendendo como estou escrevendo essa fic rápido.
Bom, finalmente alguma coisa aconteceu e espero que vocês tenham gostado.
Próximo capitulo vai ter mais cenas fofinhas…
Beiijos
P.S.: Magic – Selena Gomes
