Disclaimer: Os personagens pertencem a Masashi Kishimoto, porém o enredo é de minha autoria.
Avisos: Violência, Linguagem chula, Mortes, Tortura, Cenas explícitas de sexo homossexual e Incesto.
Os Portões de Roma - Capítulo VII
Cinquenta mil cidadãos de Roma preenchendo as arquibancadas era uma visão memorável, pensou Fugaku enquanto seu olhar percorria por todo o Coliseu. Naquele momento intimo que aproveitava no camarote consular que era reservado para si, ele deu um sorriso verdadeiro, era tímido e contido, porém verdadeiro. Sua legião estava forte, e o seu poder e influencia na política crescia cada vez mais, depois do torneio a sua fortuna também. Estava tudo conforme os planos e isso o alegrou como poucas coisas faziam.
Todos os lugares foram ocupados, para cada um dos dias do Torneio, inclusive o primeiro dia que seria ocupado em sua grande parte pela cerimônia de recrutamento da Libyca, e as lutas ficariam restritas apenas a parte da tarde. Os ingressos que eram apresentados ao público na forma de uma moeda de cobre com o símbolo da legião gravado, estavam sendo repassados de mão em mão, vendidos e revendidos e cada vez por um valor maior. Surpreendentemente havia pessoas lotando os portões da grande arena, se oferecendo para comprar ingressos. Porém poucos que tinham em mãos aceitariam vender.
O camarote consular tinha a melhor visão de toda a arena, e era dividido em duas partes, uma para a família Uchiha e outra para a Namikaze, obviamente. Um toldo com forro de linho, sustentado por vigas de madeira fazia a proteção contra o sol. Algumas famílias tiveram o privilégio de serem convidadas para assistir ao torneio naquele lugar tão especial, na maioria aliadas ou futuras aliadas. Além de todos os ganhos Fugaku ainda teria a chance de fazer novas parcerias e isso o agradava profundamente.
Conforme o início da cerimônia se aproximava, as famílias convidadas chegavam aos camarotes. Mikoto estava ao lado de Fugaku, recepcionando os convidados e poupando o marido á tarefa desagradável que era manter um diálogo com alguns de seus aliados, afinal eles estarem do mesmo lado não significava que eram amigos, ou algo semelhante. Os criados indicavam os respectivos lugares e serviam com frutas, água fresca e vinho todos que estavam ali.
A família Haruno foi a ultima a chegar, sentando no lugar reservado ao lado dos Uchihas. Mikoto pedia desculpas repetidamente pelo comportamento de Sasuke no jantar que ocorreu na noite anterior, mas nenhum dos Haruno se ofendeu com o comportamento de Sasuke, afinal Sakura não conseguia falar de outra coisa no dia seguinte que não fosse o rapaz.
Itachi sentava um pouco afastado de todos. Vestia uma toga branca e simples, que deixava apenas seus braços expostos. Ele detestava aquele tipo de roupa, elas eram muito quentes e desconfortáveis, porém não era de seu feitio reclamar. Os cabelos estavam (surpreendentemente) soltos, cobrindo seus ombros e criando uma moldura perfeita para seu rosto. Devido ao calor as maçãs do rosto estavam levemente coradas e sua respiração um pouco irregular, e embora a maioria das pessoas pareça detestável ante aos efeitos do calor, Itachi estava tão atraente que era quase impudico.
Pensamentos aleatórios passavam pela mente de Shisui conforme ele se aproximava de Itachi silenciosamente, trazendo um copo metálico contendo água fresca. Ele surgiu atrás do primo, e apenas colocou o copo na frente do outro, sem revelar seu corpo.
"Graças aos Deuses Shisui já era tempo de você chegar!" Itachi sorriu e aceitou a gentileza, pegou o copo e bebeu até satisfazer a sua sede. Depois se voltou para Shisui, que agora já estava sentado ao seu lado. "Se eu tivesse que ouvir mais uma única vez alguém aqui me perguntar por que eu não estou casado ainda, eu juro que me atiraria aqui de cima." Shisui riu, revelando seu sorriso encantador. Ele protelou até o ultimo minuto para vir ao torneio, porém Itachi não teve essa mesma sorte. Na realidade foi um dos primeiros a chegar.
"Imagine a tragédia que seria se você se suicidasse. Quantos sonhos de toda uma vida você arruinaria?" Ambos riram, pois discordavam que a vida de uma mulher girasse em torno de se casar. Shisui se inclinou lentamente, mantendo uma distância mínima entre os dois. "Você sabe que muitas delas se mantêm até hoje virgens para você, não sabe?" O mais velho ria audivelmente, e tudo ficava mais cômico ao ver a irritação contida do outro.
"Não ponha a sua mão no rosto e erga as sobrancelhas pra mim." Shisui puxou o braço do primo para si, e o mais novo imediatamente puxou de volta. Aquela era a forma de Itachi demonstrar irritação, o que passaria despercebido por qualquer um, menos Shisui.
"A sua fila de espera também não é pequena, senhor Shisui. Aliás alguns dos seus subordinados na legião me contaram da moça das flores." BINGO, Itachi conseguiu surpreender Shisui. Os olhos do maior dobraram de tamanho, e ele imediatamente tapou a boca do bastardo-que-sabia-demais com as mãos.
"Você não diga isso em voz alta, desgraçado. Ou eu terei que aguentar mais um maldito jantar." Shisui se afastou lentamente, enquanto Itachi exibia um sorriso vitorioso. Ele se referia á uma garota que atirava flores para Shisui, sempre que ele patrulhava a região residencial da cidade. A garota se chamava Shizune e era filha de um importante casal na política da cidade, Jiraya Uzumaki e Tsunade, tios de Minato. Porém eles tinham seu próprio posicionamento político, e uma parceria através de casamento não seria nada além de vantajoso.
"Então chega de tolices Shisui, que a cerimônia já vai começar." Todos os ocupantes da arquibancada prestaram atenção quando uma trombeta começou a soar no centro da arena.
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Abaixo do camarote consular, os novos recrutas da Libyca saiam pouco a pouco dos alojamentos, assim que ouviram o soar das trombetas. As armaduras prateadas emanavam um brilho quase cegante quando refletiam o sol. Sasuke foi o ultimo a sair, andando calmamente como se estivesse dentro de sua própria casa. Apesar da tranquilidade aparente, ele estava inquieto e ansioso, nenhum dos os conselhos de Itachi poderia o preparar para aquele momento. Aquela multidão de olhos curiosos sobre si causava certo desconforto.
Normalmente o alistamento de novos legionários era feito de maneira simples, apenas com um discurso do general da legião e algumas instruções para os novos soldados. Porém como era seu próprio filho Fugaku certamente o faria ser grandioso. Duzentos homens estavam alinhados em uma formação perfeita, direcionados ao camarote consular, todos eretos e silenciosos, como se um movimento fosse capaz de destruir tudo.
Trombetas soaram novamente, e Fugaku iniciou seu discurso. "Irmãos de Roma, me alegra imensamente ver todos reunidos aqui. Trabalhei cada dia de minha vida para que pudesse contemplar algo tão incrível. Hoje estou aqui para unir minhas forças com as desses jovens fortes que aqui estão com a missão de proteger Roma mesmo que custe nossas vidas!" Aplausos e ovações se espalharam por toda arena, uma emoção contagiante que crescia dentro de cada um. Fugaku aguardou os ânimos se acalmarem e prosseguiu.
"Cada um desses jovens se tornará um homem forte, e um legionário digno de lutar pela bandeira de Roma. Esses serão os melhores anos da vida de vocês, é uma vida árdua e com muita privações, mas os asseguro que nunca se sentirão tão vivos quanto no momento em que seu gládio atravessar um inimigo e você sentir que Roma dorme segura por sua causa. Histórias de vida que vocês contarão quando estiverem velhos. Façam suas memórias com momentos de glória e aproveitem seus anos de ouro!" A neste momento todos aplaudiam incessantemente, enquanto Fugaku se curvava para os novos legionários, em sinal de respeito. Cada um deles foi presenteado com um gládio curto com o símbolo Uchiha gravado em cobre, arma esta que seria usada também no torneio, para aqueles que estivessem participando.
Empunhando suas novas armas, cada legionário se sentia especial. Assim que todos estivessem devidamente presenteados Fugaku solicitou que fosse realizado o juramento á legião, que era realizado por um veterano, e os outros apenas confirmavam com as palavras: "ldem in me" (1).
"Eu, desejando alistar-me hoje nas fileiras da Legião Romana, e reconhecendo que por mim mesmo prestarei serviço digno, encheis de vós força da união e honrada Roma, a fim de que os meus atos sejam sustentados pela vossa existência, tornando-me instrumento dos vossos soberanos desígnios, para bem do povo romano!"
"ldem in me!"
"Reconheço também que, tendo eu vindo regenerar o mundo, glorificar o estandarte que atribuístes a mim, e sem ele não podemos conhecer-nos como soldados de Roma!
As vitórias serão os meus dons, virtudes e graças, que foram distribuídos no treinamento e querer representar a honra e a força da legião onde ingressei! As derrotas, um meio de aprender com meus erros para ser um mais completo soldado da minha Roma!
Reconheço, enfim, que o segredo do perfeito serviço legionário consiste na união total com a força de Marte e a benção de Júpiter que vos está inteiramente unida."
"ldem in me!"
"Por isso, empunhando o estandarte da Legião que simboliza a nossos olhos todas estas verdades, apresento-me diante de vós como soldado e filho de Roma, e proclamo a minha completa dependência dela. Á legião dou minha alma, para proteger o legionário que está ao meu lado. Repetimos as palavras de outrora: "Eis aqui um soldado de Roma" e mais uma vez vindes, minha pátria, por seu intermédio, operar grandes feitos!"
"ldem in me!"
Ao final do juramento cada um deles ergueu sua espada e um grito uníssono podia ser ouvido: "POR ROMA E ATRAVÉS DE ROMA!" A emoção era contagiante e até Sasuke se permitiu sorrir, cada um daqueles homens estava emocionado por ter enfim a oportunidade de retribuir tudo que sua pátria-mãe havia lhe dado até hoje.
Um sacerdote abençoava a cada um deles, e após isso eles eram oficialmente membros da Libyca. Pouco a pouco aqueles que não participariam do torneio deixavam o lugar, e os outros se recolhiam para os alojamentos. Quando não havia mais nenhum legionário no centro da arena um grupo de homens á cavalo fazendo acrobacias divertiam a plateia. Os cavalos andavam em duas patas, pulavam obstáculos cada vez mais altos e tinham a função distrair as pessoas durante o meio dia até que o torneio de luta realmente tivesse início.
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O camarote da família Namikaze estava animado, todos os convidados haviam comparecido e bebiam e comiam animadamente. As apostas realizadas estavam ferozes e Minato tinha certeza de que fortunas seriam ganhas e perdidas até o final daquele torneio. Ele mesmo havia apostado o equivalente á uma pequena propriedade no filho, estava confiante na vitória de Naruto.
Jiraya e Tsunade haviam comparecido ao convide de Minato, e se não fosse pelo cuidado excessivo do marido, a loira já teria apostado até a própria casa. Ela tinha um vício e era difícil de controlar.
Jiraya era um homem mais velho e experiente, que sempre aconselhou Minato desde que ele havia ingressado na vida política. Há muito ele fora um notável senador, sempre propondo projetos e realizando mudanças no cenário político e social Romano. Porém o tempo o fez mudar de prioridades e após uma longa viagem de cinco anos ao redor do mundo conhecido(2) ele apenas comparecia as reuniões do Senado, raramente fazendo alguma sugestão, agora dedicava seu tempo á beber e festar junto com a mulher que era sua companheira de longa data.
Tsunade era uma mulher incomum, sempre fez questão de comparecer as reuniões do Senado com o marido, apesar de não ser permitido. Aprendeu desde pequena a ler e como empunhar uma espada, embora nunca tivesse realmente ido para o campo de batalha, essa habilidade já lhe fora muito útil. Durante o tempo de peregrinação de seu marido, ele a nomeou como sua representante no Senado, e ela realizou um trabalho tão bom quanto o dele. Apesar de por diversas vezes quase ter perdido toda a sua fortuna com apostas e jogos.
"Estou ansiosa para ver Naruto. E você Minato é um mal agradecido que esqueceu desses dois pobres velhos." Disse Tsunade com um tom de sarcasmo, apesar da idade de velha ela não tinha nada.
"Você sabe que eu vivo ocupado, o consulado está acabando com o pouco tempo que me restava. Entre a política e a Parthica pouco tempo me resta, eu sinto muito." Minato dizia com pesar, ele realmente gostaria de ter mais tempo para sua vida pessoal.
"Devo apostar no meu menino, Minato? Ele vai chegar ás finais?" Minato se virou e viu o brilho nos olhos de Tsunade e a sua animação com uma aposta era palpável.
"Acho melhor não, afinal seu pé frio em apostas é famoso por toda Roma." Minato riu, gesto que foi acompanhado por Kushina e Jiraya. Tsunade franziu o cenho e bebeu um gole de seu vinho.
"Você também Minato? Já basta seu tio que me esconde metade do nosso dinheiro." As risadas continuaram até que os cavaleiros que faziam o entretenimento se retiraram, e uma trombeta soou anunciando o inicio do torneio. O que eles não sabiam é que Tsunade havia apostado em Naruto secretamente.
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As primeiras rodadas tinham sido um tumulto de habilidade e força, com mais de cinquenta pares na arena ao mesmo tempo. De certa forma, ver tantas espadas reluzindo era tão empolgante quanto às lutas individuais dos últimos oito, ainda que os verdadeiros conhecedores das lutas preferissem os combates individuais e simples, onde podiam se concentrar no estilo e habilidade de cada um.
A variedade de pessoas era espantosa, e tanto Fugaku quanto Minato já haviam feito anotações sobre alguns homens que os despertaram interesse para recruta-los para as legiões. A notícia sobre o torneio havia se espalhado muito além das terras Romanas, e havia homens de todas as terras conquistadas e além delas. Homens da Índia, África e Egito. Homens de terras tão distantes ao Oriente que eram quase uma lenda, e alguns até duvidavam que existissem essas terras se não fosse a prova viva que ali competia.
Ao final do primeiro grande combate, alguns lutadores exibiam seus ferimentos. O dia tinha sido civilizado com apenas quatro mortos, e mesmo assim decorrentes de golpes acidentais no calor da luta. O primeiro sangue terminava com cada combate, para evitar mortes desnecessárias e perda de bons homens que poderiam se tornar legionários futuramente.
O sol já começava a se por, e o evento do dia havia chego ao seu fim. Amanhã seria outro grande dia e certamente as lutas seriam extraordinárias e as apostas seriam altas. Cada um dos finalistas tinha suas particularidades e vantagens em campo, seriam lutas difíceis para cada um deles.
Naruto, assim como os demais resolveram dormir nos acampamentos da legião durante o torneio. As notícias se espalhavam como fogo e ali era o lugar ideal para descobrir algo que pudesse trazer alguma vantagem para a luta. A noite passou rápida, sem bebidas ou festejos para os competidores que ainda estavam na disputa.
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Haviam tendas armadas ao redor da arena, uma para cada legião e uma extra para os concorrentes estrangeiros, ou aqueles que não defendiam nenhum estandarte. Ali os participantes restantes descansavam ou recebiam primeiros socorros se fosse necessário.
Após uma noite de sono, onde os homens tiveram o seu merecido descanso as semifinais tiveram inicio. As lutas eram decididas pelos juízes que também eram encarregados de verificar alguma irregularidade e parar a luta assim que houvesse um vencedor, para poupar a vida de todos que fossem possíveis. A curiosidade era grande afinal além dos próprios colegas de legião que os acompanhavam na tenda, nenhum deles sabia quem havia chego até ali.
O nome de Shikamaru Nara foi anunciado para o primeiro combate, e que os Deuses estivessem com ele.
Shikamaru havia assistido ao máximo de combates que pôde, quando não estava treinando. Suas anotações se estendiam por páginas, nas quais ele analisava quem tinha chances ou não de chegar as finais, sobre aqueles que ele conhecia ou não. Dos que teriam chance de chegar as oitavas de final, apenas a metade era realmente perigosa. O homem que estava a sua frente era muito habilidoso para ter chego neste estágio, porém ficava nervoso quando pressionado e Shikamaru havia notado isso desde o começo.
O homem se chamava Dâmaris e tinha sua origem na Grécia. Ele era enorme e sua aparência intimidadora, os cabelos negros eram curtos e uma barba cobria a maior parte do seu rosto. Uma cicatriz grotesca podia ser vista na parte de trás de sua cabeça, onde os cabelos já não cresciam mais, era de se impressionar que alguém que sofreu aquele tipo de ferimento continuasse vivo.
Sentiu os olhos do sujeito em si enquanto alongava as costas e as pernas, mantinha o rosto mais calmo possível e se movia da maneira mais lenta que pôde. Shikamaru avaliou o tamanho do homem e tinha certeza que se fosse um combate até a morte ele perderia sem dúvidas, porém ali se tratava apenas do primeiro golpe. Tinha lutado com homens o suficiente para saber que muitos combates não eram vencidos com a espada e sim nos momentos anteriores, e também não fazia seu estilo usar apenas a força física. Shikamaru tinha o hábito de se sentar numa imobilidade absoluta diante dos seus adversários enquanto eles se moviam e tentavam provoca-lo, e nada irritava os outros tanto quanto isso. Quando finalmente se levantava para lutar, já havia uma estratégia pronta em sua mente, enquanto seu adversário espumava de ódio por ser ignorado.
Shikamaru sentia uma dor terrível no ombro direito decorrente de uma queda no dia anterior, porém ele não permitia que isso fosse aparente. Mantendo a espada baixa e longe do corpo chegou á sua marca e ficou imóvel. Dâmaris balançou a cabeça de um lado para o outro, na tentativa de intimidar. Quando os olhares se encontraram, o homem que era consideravelmente maior o encarou furioso, e os dois continuaram naquela batalha de olhares sem ousar desviar. O legionário ficou imóvel, os músculos do ombro claramente ferido estavam brilhando com o suor. A armadura de prata protegia o peito dos lutadores e mesmo com um hematoma no ombro, Shikamaru sentia que podia vencer.
As trombetas o arrancaram da imobilidade e ele atacou antes que o som tivesse sido processado pelo grego. O jogo de pés dele havia o levado até ali, e antes que a lâmina pudesse corta-lo ele havia saído do alcance. Shikamaru podia ouvir sua respiração e se concentrava nela enquanto o maior contra-atacava. Ele analisou que o adversário mudava sua respiração conforme a força do golpe, grunhindo a cada investida, então Shikamaru o deixou adotar um ritmo, recuando alguns passos diante dos ataques e esperando que ele se cansasse.
No ultimo passo Shikamaru sentiu uma pontada forte no seu ombro direito, quando o peso do gládio deslocou totalmente seu ombro tirando seu equilíbrio, o rival é claro notou essa fraqueza. O legionário tentou tirar isso de seus pensamentos, mas não ousava confiar naquele braço. Shikamaru caminhou para frente, tentando intimida-lo, em resposta o homem recuou alguns passos tentando recuperar o seu espaço. Mas o romano ficou perto, quebrando o ritmo de golpes que Dâmaris havia criado com o seu ataque.
Dâmaris com um movimento para a direita conseguiu escapar dos golpes rápidos de Shikamaru, os dois se separaram e começaram a circular um ao redor do outro. O moreno ouviu a respiração dele e esperou a mudança que vinha antes de cada ataque. Não conseguia olhar para o seu ombro, mas a cada vez que empunhava a espada seu corpo protestava.
O Grego tentou cansa-lo com uma sequência de golpes rápidos, mas Shikamaru os bloqueou, lendo a respiração do sujeito e esperando o momento certo para atacar. O sol estava forte no céu e o suor brotava das testas, fazendo os olhos arderem. O homem inspirou fundo, e golpeou desesperadamente usando apenas a sua força. Shikamaru usou seu braço esquerdo para empurra-lo por apenas alguns centímetros e assim conseguindo o espaço que precisava para golpear o braço do rival. Um corte que ia do ombro até o cotovelo se abriu, fazendo sangue jorrar por todo lado e o homem rugir de dor.
Shikamaru se afastou rapidamente e a partida foi encerrada. Seu gládio caiu no chão e ele segurou o ombro com força, tentando conter a agonia que o consumia. O homem amarrou um pedaço de sua túnica no braço, para parar o sangramento e ambos caminharam de volta para suas marcas.
"Você devia atar esse seu ombro, amigo. Os outros devem ter notado." O homem avisou e Shikamaru deu de ombros, continuando seu caminho até onde seria anunciada sua vitória.
"Shikamaru Nara, de Roma." O legionário foi até o local indicado, e acenou para a plateia. Ele estava exausto e se perguntando como havia chego até ali. Teria que enfrentar mais outro dia de luta, "Problemático", pensou.
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A próxima luta era de Rock Lee, que não escondia sua felicidade de ter chego ás oitavas de final. Essa animação surpreendia á todos os seus amigos, pois eles sabiam que o moreno era mais do que capaz de estar ali, embora o próprio fosse tão humilde ao ponto de agradecer aos Deuses pela sua conquista. Ele deixou a tenda com palavras de animação de seus colegas legionários e recebeu alguns tapinhas nas costas de Naruto.
Ele caminhava ao seu lugar na arena, se sentindo realmente feliz por todos os aplausos que ele recebia da plateia. Mesmo que não ganhasse o torneio aquele momento justificava todo o seu treinamento árduo. Assim que chegou à sua marca notou que o adversário era um recruta da Libyca, pois carregava um gládio novo com o símbolo Uchiha. Ele sorriu internamente diante da constatação e agradeceu sua sorte aos Deuses.
Theodoro seria seu adversário. O rapaz tinha uma má fama na cidade por furtos e perturbação pública, até que recentemente foi preso e implorou clemência, foi determinado que ele servisse na legião sem remuneração, até que cumprisse sua pena e se fosse de seu agrado, continuaria a servir Roma. Seus cabelos castanho-claros eram compridos, e o homem usava uma trança que ia até a metade de suas costas. Aquele cabelo seria desvantajoso para ele, pensou Lee.
"Boa sorte." Lee desejou para o outro homem, em sinal de respeito. Theodoro cuspiu no chão e sorriu de forma arrogante, e sorriu tornando sua aparência repugnante devido aos seus dentes podres. Lee apenas suspirou fundo e se curvou levemente, adotando sua posição de batalha.
O sinal foi dado e a luta teve inicio. Theodoro empunhou seu gládio com força e deferiu um golpe que se certeiro seria mortal, porém Lee se abaixou sobre um dos joelhos evitando o golpe que passou sobre a sua cabeça, ele conseguiu sentir a pressão do vento sendo cortado pela espada do rival e percebeu que aquela luta não seria honrosa.
O outrora criminoso atacou novamente apontando seu gládio para o peito do legionário, que com um movimento rápido se jogou de costas no chão e rolou um metro para a direita, ficando inteiramente coberto de areia, mas assim evitando um terceiro golpe. Ainda no chão ele chutou os pés de Theodoro, fazendo o rival perder o equilíbrio o que lhe deu tempo suficiente para pôr-se de pé novamente.
Lee afastou-se o suficiente para não ser pego desprevenido por um novo golpe, e assim que o outro se equilibrou novamente, correu como um animal desgovernado na direção do legionário, que defendeu-se com a espada. As lâminas escorregaram juntas e ele conseguiu avaliar que além de forte o sujeito também era rápido. Lee bloqueou outro golpe direcionado ao seu estômago. Eles se separaram e Lee formulou rapidamente uma estratégia.
O legionário percebeu o engano que cometeu ao subestimar o outro por ser um novato. Ele com certeza tinha experiência e sabia como usar um gládio. Eles estavam separados por alguns metros, e Lee sem aviso algum se aproximou dando voltas com os pés, para confundir o outro que não sabia de que lado viria o ataque. Confuso, Theodoro movia seu gládio no ar sem saber onde o outro estava, Lee era conhecido por ser um dos mais rápidos em campo e agora mostrava o porquê de sua fama. Quando finalmente parou a frente do rival, recebeu um golpe firme em direção ao seu abdômen, mas foi evitado pela sua mão esquerda que segurou o braço de Theodoro e com sua mão livre o seu gládio foi cravado no ombro do outro, antes mesmo que pudesse pensar a arma estava inserida até a base no seu corpo.
Lee não intencionava machucar tanto o outro homem, mas se hesitasse por um momento quem estaria sangrando no chão seria ele. Alguns médicos se aproximaram e levaram o outro homem dali, que ainda tinha o gládio em si.
"Rock Lee, de Roma." Apesar da brutalidade de sua luta, o sorriso era inevitável no rosto do moreno. Seus olhos brilhavam e ele se sentia realmente feliz, poucas vezes na sua vida teve a oportunidade de se sentir tão grandioso. Se estava ali era através do seu esforço e trabalho duro, não tinha família rica e nunca recebeu ajuda de ninguém, estava se sentindo muito orgulhoso.
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A dupla que lutaria a seguir era desconhecida. De um lado um estrangeiro mascarado, que despertava a curiosidade de todos, e no outro um legionário da Lybica que com certeza seria promovido após o torneio.
O estrangeiro se chamava Abadir Galém. Ele era um pouco menor do que os outros concorrentes, e apesar de ele ter se inscrito como vindo do Egito, sua pele era muito clara para o povo daquele lugar. Ele usava como arma uma espada média, com a lâmina fina e fio em apenas um dos lados, muito diferente do gládio curto usado pelos romanos.
O legionário tinha quase o dobro de tamanho de Abadir, e analisando seus passos até chegar a sua marca esse seu tamanho o tornava mais lento também. Ele era conhecido pelo apelido de Gigas, por ser um dos maiores homens da legião.
Assim o sinal foi dado, o homem mascarado correu rapidamente até o rival, e golpeou seu braço, movimento que teria dado fim á luta se o outro não tivesse se defendido com o gládio. O mascarado se afastou dois metros, e correu novamente, dessa vez tentou atingir o outro com um chute rápido, porém Gigas conseguiu se defender novamente, segurando o pé que o atingira na armadura prateada. Quando ele estava pronto para golpear a perna do rival com o seu gládio, assim dando final á luta, ele recebeu um golpe inesperado. Abadir impulsionou sua perna livre no chão, e conseguiu chutar certeiramente a face do maior, que com o susto do golpe soltou a perna que mantinha presa, o Egípcio empurrou o peito do maior com os dois pés, e se impulsionou para trás, fazendo o outro cambalear. Se não fosse pelo seu tamanho anormal, Gigas teria caído no chão sem dúvidas.
Abadir não perdeu tempo, e assim que pisou os pés no chão correu até o maior, que ainda estava um pouco desorientado. Gigas tentou golpear o menor com o seu gládio, usando toda a força que tinha, mas o outro se movia numa velocidade impressionante, ele girava e desviava, lutava de uma forma quase dançante. A plateia estava impressionada com aquela habilidade e técnicas, nunca antes vista nas lutas romanas.
Até que o golpe fatal aconteceu. A plateia demorou a perceber, assim como o juiz que determinava o final da luta. Abadir tinha se esquivado de um golpe certeiro, atravessando o meio das pernas do outro, e com sua espada abriu um corte no calcanhar de Gigas. O sangue começou a jorrar e uma poça se formou no chão. Foi inacreditável, espetacular e totalmente novo. Apesar de as legiões terem certo preconceito com estrangeiros, Abadir com certeza receberia proposta de todos após aquele espetáculo. A plateia aplaudia de pé, enquanto o nome do vencedor foi anunciado para todos.
"Abadir Galém, do Egito." Esse era o misterioso espadachim que chamou atenção de toda Roma. Seu lenço continuava a cobrir seu rosto e ele apenas caminhou para o seu lugar entre os selecionados.
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Sai Shimura era o próximo combatente anunciado, para a incredulidade de Naruto. Quando o rapaz havia retornado para Roma, e como estava ali competindo era um mistério até então. A expressão do rapaz estava diferente, com certeza pouco ou nada restava do menino que deixou Roma anos atrás. Naruto estava á ponto de deixar a tenda da legião para ver com seus próprios olhos se aquilo era verdade, porém foi impedido por Neji.
Seu adversário seria Inuzuka Kiba, legionário da Parthica. O moreno era um bom combatente, mas costumava menosprezar seus adversários, característica essa que o levava á derrota algumas vezes. Ambos estavam com o gládio em punho, apenas esperavam o toque da trombeta para iniciar o combate.
Sai e Kiba se aproximaram e a trombeta foi tocada. Nos primeiros segundos, golpe após golpe eram repelidos, algum acertava a armadura porém não fazia ferimento algum. O ritmo era ditado por Sai, que se movia rápido e Kiba apesar de ser forte, não era tão rápido quanto o outro. Nos primeiros momentos as espadas se encontravam sem parar, até que Kiba cambaleou para trás incapaz de manter o ritmo em que estavam. Seu rosto estava suado e o sol refletia na sua testa. O legionário estava sentindo que podia perder, então como resposta para a ameaça, ele cometia o mesmo erro de sempre: Ofender o seu adversário.
"Ei, você é rápido. Mas será que é forte? Depois que eu acabar com você, espero que volte do buraco de onde saiu!" Um riso nervoso escapava a boca de Kiba, que recuperou seu fôlego e atacou Sai com toda força, porém o moreno se esquivou, tirando o equilíbrio do maior. Sai voltou a atacar com toda a sua velocidade, e apesar de sua habilidade Kiba estava a ponto de ser atingido. O maior em um movimento impensado tentou sua arma, e foi nesse instante que o moreno demonstrou todo o seu treinamento espartano.
Com um movimento rápido, Sai atingiu o cotovelo do outro,fazendo ele soltar a arma no chão como um reflexo de seu corpo, Kiba numa atitude desesperada tentou dar um soco no rosto dele, mas Sai apenas se defendeu com o seu gládio. O legionário cravou sua própria mão contra a lâmina afiada, fazendo sangue jorrar e a luta ter um fim, deixando boa parte da plateia pensando se aquilo era considerado uma vitória.
"Sai Shimura, de Roma." Sai apenas fez uma breve reverência para a plateia, embora não tenha sido muito aplaudido, pois alguns contestavam aquela vitória.
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Shino Aburame seria o próximo combatente. Ele era um legionário da Lybica há mais de um ano. Era um rapaz silencioso porém muito bom em batalha de campo. Fugaku prestava atenção especial nele, afinal qualquer um que chegou tão longe no é digno de uma promoção e se ele vencesse o próximo combate isso seria uma certeza.
Seu adversário era um recruta da Parthica, Dionis era seu nome. O rapaz tinha um sorriso inocente no rosto, daqueles que ainda não tinha sido corrompido pelo horror da batalha e ainda alimentava sonhos juvenis. Seu cabelo era castanho claro e ondulava até altura de seus ombros.
Ambos fizeram uma breve reverência e a trombeta soou dando inicio á luta. Eles iniciaram um combate rápido com movimentos igualados. Porém Shino era maior e mais experiente, e num movimento inesperado, deu um soco com a sua mão livre no rosto de Dionis.
O jovem cambaleou para trás, e não teve tempo de se recuperar pois uma lâmina correu rápida pelo seu pescoço, fazendo sua cabeça ficar presa pela metade em seu corpo desfalecido. A plateia ficou horrorizada, porém os mais velhos sabiam apreciar uma boa violência gratuita. O sangue era sugado pela areia seca, e sem grandes comemorações Shino foi declarado vencedor.
"Shino Aburame, de Roma." O legionário da Libyca se aproximou e apenas parou no seu lugar, como se estivesse apático á tudo aquilo. Fugaku com certeza manteria um olho naquele rapaz dali pra frente, alguém tão novo que mata sem pensar duas vezes poderia ser muito útil.
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Neji normalmente era muito calmo em todos os aspectos de sua vida e isso incluía os momentos em que deveria lutar, porém naquela luta em questão ele não estava. Seu objetivo era terminar aquilo o mais rápido que pudesse e voltar para o lado de Naruto. O loiro estava á ponto de fazer alguma besteira, e ele não sabia se Lee e Shikamaru seriam suficientes para detê-lo.
O seu adversário era um estrangeiro de nome Li Shimada. Sua pele era clara e seus cabelos negros e lisos, claramente um estrangeiro. Como arma usava uma espada longa, semelhante aquela usada por Abadir Galém na luta mais cedo. Com o toque da trombeta a luta começou.
Ficou claro desde o primeiro instante que Li pretendia usar a vantagem da sua espada longa. Seus pulsos deveriam ser duros como ferro para sustentar a espada tão longe do corpo e ainda sim revidar os golpes rápidos do gládio de Neji. O legionário não ousava se aproximar do alcance da lâmina de Li, mas quando era pressionado por ela não havia brechas na sua defesa.
Com um chute imprevisto, Neji fez o adversário se apoiar em um dos pés, perdendo o equilíbrio. Aproveitou a oportunidade para atacar com seu gládio se inclinando o máximo que seu corpo pôde, para não ser atingido pela lâmina comprida caso Li se equilibrasse. Mas o estrangeiro foi mais rápido e com um giro se desviou do golpe, e conseguiu se afastar do alcance do legionário.
O nível de habilidade de ambos era impressionante, mas para olhos leigos aquela parecia ser uma luta confusa. Não haviam os ataques e defesas perfeitos quando os homens melhores tinham lutado com os novatos na primeira luta. Aqui cada movimento de ataque ou defesa era parado no mesmo instante que começava, e o resultado eram golpes feios sem que nenhum sangue fosse derramado.
Eles ficaram circulando ao redor um do outro, estabelecendo e quebrando ritmos tão rapidamente quanto o outro percebia. Neji quase levou um golpe que teria arrancado o seu braço, se ele não tivesse se virado e recebido o impacto na armadura.
Aquele jogo poderia continuar pelo dia todo e ambos sabiam disso. Neji formulou uma estratégia que poderia vencer a luta, ou também podia arruína-la para si. Ele não teve tempo de pensar pois tudo se tratava do elemento surpresa. Ele tomou um impulso para frente e correu até o adversário, um movimento que foi inesperado já que durante toda a luta o legionário mantinha uma distância segura para não ser atingido pela lâmina longa. Quando Li percebeu foi tarde demais. Neji havia invadido o seu espaço, e com um golpe forte do seu gládio conseguiu fazer a lâmina longa cair, e sem pensar duas vezes cravou o metal no baixo ventre do outro e tirou rapidamente, fazendo o sangue vermelho jorrar por si, e pelo outro.
Neji foi chamado pelo juiz enquanto os médicos tiravam o homem dali. Provavelmente não sobreviveria devido á quantidade de sangue que havia perdido. O sangue de Li cobria o corpo do legionário, principalmente nas mãos e nas pernas. No rosto o sangue e o suor deixaram-no com uma aparência diferente do seu habitual, e os olhos raivosos que adquiriu durante sua luta ainda permaneciam ali. Neji estava quase... selvagem.
"Neji Hyuuga, de Roma." O moreno procurava sua família no camarote consular dos Namikaze, e ergueu seu gládio ensanguentado especialmente para eles.
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O nome de Naruto havia sido chamado para a luta, mas ele ainda estava perplexo com a notícia que acabara de receber. Sai estava de volta em Roma, mas porque não havia o contatado todos esses anos? Nem uma carta, nem uma notícia se quer recebeu do outrora melhor amigo. Ele só queria terminar com aquela luta e ir atrás de explicações. Nem o espetáculo que foi a luta de Neji conseguiu tirar sua cabeça daquilo.
O loiro enfrentaria um cidadão romano. O homem não era estrangeiro, mas também não era filiado á nenhuma legião. Provavelmente seria uma luta fácil e o homem tinha chego até ali apenas por sorte. Uma barba espessa tomava conta de todo o rosto e o cabelo grisalho seguia o mesmo padrão. O homem tinha um porte de legionário, porém seu corpo estava flácido e descuidado.
As trombetas soaram e Naruto quase não percebeu tamanha era sua distração. Os gládios se chocaram e Naruto golpeava com precisão, porém o homem repelia com o seu próprio gládio no ultimo instante. A técnica do outro era impressionante, Naruto tinha de admitir. Por um momento sua mente se esqueceu de Sai, e ele se concentrou totalmente na luta. O grisalho acertou um golpe que pegou de raspão na armadura prateada, e Naruto sorriu impressionado.
"Apesar dessa sua carne mole, você é muito bom." Naruto admitiu, porém o outro não aparentou nenhuma reação. A luta seguiu empatada, e a plateia estava curiosa para saber quem era aquele homem, que com certeza não era comum. Aquele tipo de técnica e velocidade só eram adquiridas com anos de treinamento.
Um golpe rápido acabou com a luta, quando Naruto bateu com a sua mão na parte chata da espada e conseguiu tira-la da mão do rival. O loiro aproveitou aquele momento e com um pequeno corte no antebraço do grisalho, finalizou. Ambos foram aplaudidos, e Naruto cumprimentou o outro, ele estava muito impressionado que alguém com aquele físico quase o ganhou naquele combate.
"Quem é você?" Indagou Naruto, que estava muito curioso.
"O copiador, Kakashi Hatake." O homem revelou seu verdadeiro nome e o queixo de Naruto caiu. Ele era uma lenda viva, muitos diziam que estava morto porque sumiu por muito tempo após a morte do seu melhor amigo e de sua mulher. O loiro foi arrastado pelo Juiz para ser apresentado para plateia.
"Naruto Uzumaki, de Roma." O loiro foi pego desprevenido, ele ainda não tinha processado a informação de que o famoso Copiador estava ali, lutando com ele e daquela forma irreconhecível. Ele caminhou rapidamente para o local e acenou para todos. Ele queria respostas e não ia ficar tranquilo enquanto não as tivesse.
Quando ele foi dispensado, procurou o homem por toda a arena, mas Kakashi já não estava mais no alcance de seus olhos. Decepcionado caminhou de volta para a tenda da legião. Sai, Kakashi... Esse dia tinha sido cheio de surpresas e seu cérebro ainda não tinha conseguido processar tudo aquilo, era demais.
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A luta de Sasuke foi a ultima a ser anunciada. O concorrente era um legionário da Parthica que atendia pelo nome de Homitus, tinha a posição militar de centurião e anos de experiência em campo. O homem não participava do torneio por fama, e sim pelo prêmio em dinheiro. Seus cabelos eram loiros, e sua face maltratada pelos anos de serviço o fazia aparentar mais idade do que realmente tinha. Se ele vencesse Sasuke, seria apreciado por toda a legião e a ideia o agradava.
A luta teve inicio com o som da trombeta. Sasuke ficou imóvel e esperou, o homem se movia ao redor dele, esperando alguma reação... e nada. O Uchiha apenas seguia o movimento do outro com os olhos. Homitus aceitou aquilo como uma provocação, como se o outro estivesse desdenhando de sua capacidade.
"Você não vai fazer nada, seu merdinha?" O centurião estava ficando cada vez mais irritado com a apatia de Sasuke. "Você acha que seu pai vai te defender aqui?" Ameaçou o outro, que perdeu a sua paciência quando Sasuke deixou escapar um: "Hun!" Em tom de deboche.
Homitus correu com o seu gládio empunhado e golpeou Sasuke, que se desviou uma vez com um passo para o lado, fazendo o outro passar direto por si. O homem carregava uma carranca que acentuava mais os seus sinais de idade. Novamente ele tentou acertar Sasuke, que o derrubou com um chute na perna. O Uchiha colocou um dos pés sobre a mão que segurava o gládio de Homitus e esmagou os dedos dele para que não pudesse usar a sua arma. Sasuke não era cruel, mas aquele homem o havia tocado num ponto delicado quando trouxe a tona a influência de seu pai sobre si. Ele era um guerreiro capaz por sem depender de ninguém. O Uchiha então abriu um corte na testa do centurião, que gritava de dor enquanto sentia o sangue quente escorrer pelo seu rosto e entrar nos seus olhos, causando uma ardência profunda.
Sasuke se abaixou até o rosto do outro, e sussurrou para que apenas o homem pudesse ouvir: "Você vai lembrar de mim até o dia da sua morte. Não do meu pai, ou da minha legião, mas dessa cicatriz que eu fiz com minhas mãos." Dizendo isso o moreno se afastou em direção ao juiz. Uma pequena parte da plateia ficou espantada com a crueldade de Sasuke porém a grande maioria comemorava e aplaudia-o de pé, afinal o todo o motivo do espetáculo era a violência, não é mesmo?
Fugaku apenas ouvia os elogios de seu camarote, que havia sido rápido demais, que nunca haviam visto nada assim. Ele estava extremamente satisfeito com Sasuke, o suficiente para esquecer a sua atitude rude da noite anterior.
"Sasuke Uchiha, de Roma." O rapaz foi até o seu lugar, e levantou seu gládio ensanguentado em direção á plateia. Sua armadura estava intacta e ele nem ao menos suava. Ele avistou Naruto e sorriu de maneira provocante, porém o loiro não deu importância e aquilo enfureceu o Uchiha. "Quem ele pensa que é para me ignorar dessa forma?" O Uchiha não conseguia acreditar, nem parecia o mesmo rapaz que quase o atacou dentro do Senado dias atrás.
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Aos poucos as pessoas saiam do Coliseu em direção ás suas respectivas casas. Amanhã seria outro longo dia, e os legionários estavam exaustos e implorando por um descanso, afinal foram dois dias de batalhas intensas e algumas mortes. Porém para alguns deles a noite estava apenas começando...
N/A:
1 - ldem in me: O mesmo para mim.
2 – Mundo Conhecido: Como sabemos naquela era difícil a locomoção de um lugar para o outro, e Roma assim como os outros lugares não tinha conhecimento da extensão das terras do planeta. Então geralmente viagens assim eram feitas por lugares já colonizados e que se tinha certeza de que havia civilização, e mesmo assim as viagens eram difíceis e perigosas principalmente se houvesse a necessidade de navegação em alto mar.
Queria fazer uma explicação quanto aos nomes usados aqui. Na Roma antiga os nomes, tanto femininos quanto masculinos tinham um formato pré-definido, formado por três nomes que eram respectivamente:
- Prenome, que distinguia os membros de uma mesma família.
- Nomen Gentili, que distinguia o sexo da pessoa. Geralmente os homens seguiam o mesmo nome do pai, e as meninas também mas com a alteração de gênero. Ex.: Seu pai era Julio, a filha dele seria Julia.
- Cognomen, era o nome da família.
Bem, sabendo disso eu gostaria de explica-los que eu não vou usar esse formato aqui com ninguém. Porque os personagens não tem esse tipo de formação no nome, e eu resolvi seguir o padrão para os meus OC's (que geralmente tem uma passagem rápida e sem muita relevância pela história, não se preocupem).
Bem é isso, espero que vocês tenham gostado desse capítulo com muita ação e sangue, hahaha porque eu gostei bastante de faze-lo. Queria suas opiniões sobre os combates, e claro sobre todo o resto. Qualquer dúvida ficarei mais do que feliz em responder.
Mil beijos amados.
