1º de Agosto de 1997.

— Como você consegue andar nisso? — perguntou Amber, olhando como Sarah andava no salto agulha pelo quarto, enquanto terminava de se maquiar.

— Eu não herdei o mau equilíbrio de Tonks — disse Sarah — Acho que ela adquiriu isso sozinha, já que não tem outro histórico disso na família.

Elas ouviram batidas leves na porta.

— Entre — disse Amber, enquanto tentava colocar um sapato de salto curto quadrado.

Fleur entrou rapidamente no quarto, fechando a porta atrás de si. Ela estava de roupão, a maquiagem já feita e o cabelo já preso.

— Mas o que está fazendo aqui? Deveria estar se arrumando! — exclamou Sarah, cruzando os braços.

— Eu estou nervosa — disse Fleur.

Amber levantou o rosto depois de terminar de colocar o sapato, nunca tinha visto Fleur desse jeito. Sarah pareceu pensar o mesmo, já que lhe disse:

— Continua se arrumando, eu a levo de volta para o quarto.

Ela abriu a porta e garantiu que o corredor estava vazio, levando Fleur de volta para o quarto de Percy.

— Sarah, esqueceu a poção — disse Amber, pela porta aberta.

Sarah pegou o frasco, bebeu em um só gole e continuou seguindo o caminho. A Srª Weasley pensou que talvez fosse melhor que elas, assim como Harry, tomassem Polyjuice Potion por segurança.

Amber sem ter mais nada a fazer, decidiu tomar o seu gole da poção. Nunca tinha bebido e quase vomitou ao sentir o gosto da poção, segurou no batente da porta enquanto sentia o seu corpo se metamorfosear dolorosamente. Respirou fundo com os olhos fechados, enquanto tentava tranquilizar os batimentos cardíacos.

Por sorte, o vestido e os sapatos couberam cuidadosamente na pessoa em que ela se transformou. Ela se dirigiu lentamente até o banheiro, tentando se acostumar a nova aparência.

"Será só por uma hora" disse a loira que aparecia no espelho.

— Da próxima vez troco de lugar com Harry — disse Amber, em voz baixa.

— Não acho que Harry gostaria de usar salto alto — disse Sarah, atrás dela.

Amber se virou e Sarah não havia mudado muito. Continuava com os seus olhos cinzentos/azuis, mas seu cabelo ficou em um tom mais para o castanho claro.

— Já sabe como nos apresentaremos? — perguntou Sarah.

— Eu serei a prima da Fleur, Julie Belvie. Ela ficou doente e não pôde vir — disse Amber, prendendo o cabelo em um coque — Você pode ser uma mendiga que eu achei na rua e decidi te trazer para descolar um rango.

— Sua nojenta — retrucou Sarah.

— Não sabe de quem é o fio de cabelo? — perguntou Amber, curiosa.

— Não, Charlie pegou em London e não perguntou o nome da menina — disse Sarah.

— Os seus amigos Ravenclaw não têm nenhuma prima ou irmã que você saiba? — perguntou Amber.

Sarah dirigiu seus olhos para o teto, como se ele pudesse lhe dar uma resposta e negou com a cabeça.

— Você pode se chamar... Summer MacAlister — disse Amber, andando para perto da mesa de cabeceira.

— MacAlister não é uma família sangue-pura? — perguntou Sarah.

— Essa é a intenção — retrucou Amber, fechando uma caixinha e colocando os brincos rapidamente — Agora vamos descer porque estamos atrasadas. E não precisa ficar gritando aos quatro ventos o nome falso, é só para uma emergência.

— Tudo bem — concordou Sarah, descendo atrás dela.

Elas deram a volta pela tenda estendida do lado de fora e apareceram como se tivessem acabado de chegar. Encontraram Fred, George, Rony e Harry recebendo os convidados.

Je pense que je vais avoir un peu de plaisir — disse Sarah, dando uma piscadela para Amber e indo na direção dos gêmeos.

Amber negou com a cabeça divertida e se aproximou de Harry e Rony.

— Essa poção tem um gosto asqueroso — sussurrou, cruzando os braços enquanto observava os convidados.

— Vocês demoraram — reclamou Rony.

— Não acha que as pessoas vão desconfiar se você ficar falando inglês sem sotaque? — murmurou Harry.

— Tem razon é que es tan irritant — disse Amber, tentando imitar o sotaque de Fleur.

Ela olhou para trás e se divertiu ao ver Sarah tentar dar em cima de Fred, enquanto ele tentava rejeitá-la sem machucar seus sentimentos. Primeira vez que ela tomou a Polyjuice Potion e parecia tudo menos desconfortável.

— Quando nos casarmos, eu garanto que não terão essas frescuras — disse Sarah provocativamente e se afastou rindo, quando Fred percebeu quem era e puxou-a de volta pelo braço.

— Xenophílius Lovegood — disse um homem se apresentando para Harry, ele estava vestido de amarelo berrante e um cordão do símbolo das Deathly Hallows no pescoço.

A capa da invisibilidade, a varinha de Sabugueiro e a pedra da ressurreição. A capa tinha passado de gerações em gerações e nunca se desgastado. Será que Dumbledore queria dizer a Harry que a capa era uma das Deathly Hallows? Que eles eram descendentes dos Peverell?

Enchanté — disse o Sr Lovegood.

Pareillement — respondeu Amber para logo se virar para Harry — Je reviens tout de suite.

Harry concordou com a cabeça mais por não ter opção do que por ter entendido o que ela disse. Amber afastou-se ligeiramente e foi de volta para a casa, não tinha muito que fazer.

— Quem é esta? — perguntou uma senhora de mau modo, ao sair do quarto, avistando Amber.

— Minha prrime — retrucou Fleur, de braços cruzados.

A senhora simplesmente olhou torto para Amber e seguiu pelo lado contrário do corredor.

— Onde está a Srª Weasley? — perguntou Amber.

Veiller à ce que le marié ne pás voir la mariée avant l'heure — respondeu a Srª Delacour, divertida enquanto observava Fleur com os olhos aguados.

Ne pleure pas, mère — disse Fleur, se virando para abraçar a mãe — Amberr, vi Ginny eHerrmione te prrocurrando agorra mesmo.

Merci — disse Amber, fechando a porta do quarto e procurando por elas pelo corredor.

Ela desceu as escadas e procurou Ginny ou Hermione. Não conseguiu encontrar Ginny e Hermione estava recebendo Viktor Krum, o que, é claro, fez o humor de Rony ficar insuportável.

— Não vai me cumprimentar? — perguntou uma voz masculina atrás dela.

— Antoine! — exclamou Amber, abraçando-o — Há quanto tempo! Espera aí! Eu estou com Polyjuice Potion!

— Julie está doente — apontou Antoine, divertido.

— Ah, claro! — exclamou Amber, rindo — Eu acho que não encontrará Sarah tão cedo.

— Nem vou saber como ela está — disse Antoine, olhando em volta.

— Encontre uma castanha se agarrando com um ruivo em um canto escuro — disse Amber, sorrindo — Será ela.

— Obrigado pela dica — disse Antoine, rindo.

— Atrapalho?

Amber virou-se para ver Oliver lhe olhando com uma expressão séria.

— Vou nessa — disse Antoine, percebendo a possível tensão.

— Oliver! — exclamou Amber, surpresa.

— Eu me lembro dele de algum lugar... — murmurou Oliver, olhando para onde Antoine se foi.

— É, meu amante — ironizou Amber, fazendo a expressão de Oliver se acalmar um pouco — Ele estudou comigo e com Sarah. Deve se lembrar dele pelos corredores.

— É, pode ser — Oliver deu de ombros, aproximando-se para cumprimentá-la.

— Não gostei dessa sua atitude — disse Amber, virando o rosto.

— Eu não estava com ciúmes — mentiu Oliver.

— Sei — disse Amber, rindo.

Ela ouviu as vozes de Fleur e dos senhores Delacour do topo da escada e supôs que já estava na hora.

— Vamos — disse Amber, beijando-o e puxando-o pelo braço.

— Seria simplesmente magnifique se Julie Belvie resolvesse aparecer de última hora — ironizou Sarah, pegando um copo de Fire Whisky da bandeja.

— Nada disso! — exclamou Amber, pegando o copo e colocando em cima da outra mesa.

— Ah! Qual é! É só uma comemoração e Summer MacAlister é alcoólatra — protestou Sarah, em voz baixa.

— Summer MacAlister não existe — retrucou Amber, no mesmo tom.

— Só um copo! — pediu Sarah.

— Não — respondeu Amber, pegando um copo de butterbeer de outro garçom que passou nesse momento e dando um gole.

— Estraga prazeres — reclamou Sarah, levantando-se — Vem, Fred. Vamos dançar.

Fred olhou pedindo socorro para George que fingiu não ter visto e Oliver só riu da sua expressão.

— Não me diga que está tão lento quanto Rony e Hermione — disse Amber para George, quando eles se misturaram à multidão.

— Não quero ficar de vela — disse George em voz alta, fingindo não ter escutado, embora suas orelhas tenham ficado vermelhas e se levantou — Vou nessa.

Amber revirou os olhos, bebendo mais um gole da butterbeer depois olhou ao redor antes de se aproximar de Oliver, que a observava curioso, para matar as saudades.

Eles ouviram um pigarreio, mas Amber ignorou fazendo Harry bufar. Hermione o empurrou para a mesa antes que ele fizesse qualquer coisa para afastá-los.

— Deixa disso, Harry — bronqueou Hermione, enquanto segurava-o firmemente pelo antebraço, coisa que fez Rony se incomodar.

— Eu o entendo — defendeu-o Rony, com o pensamento longe — Eu também odeio ver a minha irmã beijando alguém.

— Amber não tem culpa de Harry terminar o relacionamento dele — cuspiu Hermione — Porque quando ele namorava, nem prestava atenção para isso. Eles namoram há séculos, deixe-os em paz!

— Se conhecem há séculos — corrigiu Harry — Namoram não faz nem um ano.

— Tá, tá — disse Hermione, impaciente sentando-o a força ao lado de Luna.

— Pessoalmente, acho que fazem um casal muito fofo — disse Luna com seu tom sonhador de sempre — Vocês também, Rony e Hermione.

Os dois coraram e começaram a balbuciar fazendo Harry se distrair, divertido pelo problema em que eles se meteram.

— Vem, Hermione. Vamos dançar — disse Rony, ao ver Viktor se aproximando.

Luna deu uma piscadela para Hermione que o seguiu lisonjeada e confusa pela atitude repentina. Rony não era desse jeito, ela quem sempre tinha que tomar a iniciativa.

— Vou ao toilette, já volto — sussurrou Amber, separando-se de Oliver para caminhar em direção a casa.

Estava lavando as mãos no banheiro do andar de cima quando ouviu gritos e um arrepio lhe recorreu a espinha. A porta do quarto abriu-se rapidamente e ela apontou a varinha.

— Temos que pegar as nossas coisas agora — disse Sarah.

Amber fez um aceno com a varinha e todas as suas coisas foram para as mochilas. Sarah apressou-se para trancar a porta quando Fred entrou apressado com Oliver.

— O que aconteceu? — perguntou Amber, diminuindo o tamanho e peso das mochilas e escondendo no bolso da jaqueta que Sarah tinha colocado no instante.

— Kingsley avisou por patrono. O Ministro da Magia morreu e os Death Eaters estão atacando — disse Sarah.

— Temos que ajudá-los! — protestou Amber.

— Não dá tempo! Remus e Tonks estão lá, todos estão aparatand que deveríamos fazer agora — disse Sarah.

Não deu tempo de fazerem mais nada. A porta explodiu e dois homens entraram, puxando-os pelo braço bruscamente. Acompanharam-nos até o andar debaixo onde eles se reuniram com o resto dos Weasley. Fleur parecia estar fazendo todos os esforços para não chorar.

— Quem são estes? — perguntou um, apontando para os recém-chegados.

— Ela é minha prrime — respondeu Fleur, apontando para Amber — Julie Belvie.

— Eu sou Oliver Wood e ela é minha prima Sabelle Cailler — respondeu Oliver apontando para Sarah, fazendo Sarah respirar mais calma e lhe lançar um olhar discreto de agradecimento.

Amber rodou os olhos pela sala e percebeu que esses homens estavam revistando a casa inteira. A Srª Weasley parecia apavorada de que seu filho não tivesse aparatado a tempo.

— Já que estão aqui, não se importariam em responder algumas perguntas, não? —perguntou um homem, girando a varinha entre os dedos.

— Meus pais devem estar muito preocupados — disse Sarah — Posso ao menos enviar uma coruja para eles avisando que chegarei tarde?

— Não tentem fugir — advertiu o homem e Sarah afastou-se.

Amber falou em francês, fazendo o homem lhe olhar estupidamente.

— O que? — perguntou.

— Ela perguntou se pode enviar uma coruja para a mãe dela também. Se perdeu dos pais na confusão — improvisou Fred.

— Não demore — disse o homem, voltando o olhar para os outros.

Oliver e Fred trocaram um olhar sem que ninguém exceto a Srª Weasley percebesse.

Sarah pegou rapidamente a mochila de dentro do bolso e Amber trancou silenciosamente a porta.

— Onde está? — perguntou Sarah, só movendo a boca.

— Deixa que eu pego — disse Amber, puxando a mochila e puxando dois frascos tampados.

Ouviram batidas impacientes na porta.

— Andem logo — disse um homem do outro lado da porta.

Elas se entreolharam e terminaram de beber o frasco de Polyjuice Potion.

— Espera! Estou escrevendo! — exclamou Amber para o homem.

Sarah olhou para ela e arregalou os olhos. Amber moveu a cabeça, sem entender o porquê de sua reação.

— Você trocou os frascos — sussurrou Sarah no seu ouvido — Agora você é Sabelle Cailler.

Amber olhou para o espelho e xingou. O homem bateu novamente na porta impaciente.

— Já vamos! — gritou Sarah.

— O senhor mesmo disse que não temos como fugir. Que preocupação é essa? — disse Amber, antes que ele retrucasse.

Ele ficou em silêncio e elas se olharam alarmadas.

— Tira o vestido — sugeriu Sarah.

— O que? — perguntou Amber.

— Eles vão desconfiar se estivermos com roupas diferentes — disse Sarah.

— Eu não sei andar em salto agulha — disse Amber, vendo como Sarah tirava o sapato.

— Eu acho que eles não vão notar — disse Sarah, dando de ombros e tirando o vestido por baixo — Homem não nota sapato.

Amber suspirou e sem escolha, também tirou o vestido dela, por cima. Elas trocaram rapidamente os vestidos e re-colocaram os saltos. Amber rezava para que os homens não percebessem a diferença.

— Pronto — disse Amber em voz alta para o homem do outro lado, quase usou sotaque francês, mas conseguiu se conter a tempo e abriu a porta saindo.

Sarah saiu atrás dela e falou em francês, deixando o homem levemente embobado. Parece que a habilidade de veela de Julie Belvie transmitiu para a Polyjuice. Ele olhou para dentro da sala de onde elas saíram, garantindo que não tinha nada de errado e escoltou-as de volta para a sala onde os Weasley estavam sendo interrogados.

— O convidamos, mas ele não disse que não podia vir — dizia a Srª Weasley.

Outros três homens desceram as escadas e se uniram a eles.

— Alguma coisa? — perguntou o que escoltou Sarah e Amber.

— Tem uma coisa estranha em um dos quartos — disse o homem, incerto.

— É nosso filho, Ron, ele está com Spattergroit — disse o Sr Weasley, dando a cabo o plano de Rony.

— E vocês? O que estão fazendo aqui? — perguntou um dos homens, dirigindo-se a Sarah, Oliver e Amber.

— Sou prrime de Flerr, é clarro que estarria aqui parra comemorrar esse dia — disse Sarah, levantando o queixo em um gesto digno de Julie.

— Oliver foi convidado, então eu quis vir junto — disse Amber, abraçando-o de lado — Eu nunca tinha visto um casamento, fiquei curiosa. Não sabia que era crime.

Algo nela fez Oliver perceber que elas tinham trocado de lugar. Ele dirigiu discretamente o olhar para os pés de "Julie" e percebeu que ela calçava um salto maior e mais fino do que o que Amber poderia suportar.

Para provar que era convidado, Oliver mostrou o convite e os homens aceitaram a explicação. Expandiram o sofá e fizeram os quatro sentarem-se nele com os outros.

— Estão me dizendo que Harry Potter não esteve aqui? Em nenhum momento da festa? — insistiu o homem.

— Ele não apareceu, como já dissemos — disse a Srª Weasley, firme e convincente na resposta.

— Nem a sua irmã? Ambrose Potter? — insistiu.

Oliver apertou um pouco mais forte a mão de Amber.

— Ela apareceu no começo da festa para dar os parabéns a Fleur — mentiu Ginny — Elas foram colegas próximas em Beauxbatons. Mas disse que tinha outro compromisso e foi embora logo depois.

Os homens analisaram em silêncio suas expressões, reações, posições e as respostas. Todos permaneceram firmes e inexpressíveis, então o homem que os interrogava começou a andar pela sala, o sapato fazendo barulho sobre o assoalho.

— Sarah Black? — perguntou outro homem e Sarah teve que fazer um esforço para não se virar.

— O que tem ela? — perguntou Ginny, fazendo-se de desentendida.

— Suponho que também não estava aqui? — disse um homem, com um tom meio irônico.

— Se Ambrose não estava, então ela tampouco — retrucou Ginny — Vivem grudadas uma na outra. Parece que nasceram juntas.

Os homens aceitaram a explicação, enquanto pelo menos metade parava de vasculhar na sala, já que não encontraram nada que pudesse desmenti-los.

— E todas aquelas camas? — perguntou alguém.

Muites convidades de minhe familie vierron parra ajudarr na orrganizaçon docasamente — disse Fleur, seu sotaque mais acentuado pela raiva que sentia.

Eles continuaram interrogando-os por mais um tempo, dando voltas no mesmo assunto, mas ninguém falou nada mais do que isso. Então, foram obrigados a partirem. Assim que a porta bateu, a Srª Weasley apressou-se para a janela.

— Já foram — disse, ao cabo de uns três minutos depois.

— Temos que ir — disse Sarah, levantando-se — Antes que voltem.

— Essa foi por pouco, mas não queremos causar mais problemas — concordou Amber.

— Queridas... — disse a Srª Weasley, aproximando-se delas e abraçando-as fortemente — Tomem muito cuidado.

— Tomaremos — prometeu Amber.

— Não estamos sozinhas — lembrou Sarah, indicando Fred e Oliver.

— Vamos sair naturalmente, aposto que ainda estamos sendo vigiados — disse Amber.

— Não, é muito perigoso. Vamos aparatar aqui mesmo — discordou Oliver.

— E para onde vamos? — perguntou Sarah, enquanto a Srª Weasley abraçava Fred fortemente.

— A loja? — sugeriu Fred quando conseguiu voltar a respirar.

— Estarão vigiando a todos os Weasley — argumentou Sarah — E acho melhor...

— Nem comece. Eu vou com você — cortou Fred.

— Por favor, Sarah. Você está parecendo o Harry — disse Amber, cansada.

— Por sorte eles conseguiram escapar a tempo — disse Oliver, olhando pela janela.

— Espero que estejam bem — disse a Srª Weasley, preocupada.

— Vou enviar uma mensagem para que eles saibam que estamos bem — disse o Sr Weasley — Assim ninguém interceptará e eles terão informações nossas.

— Ótima ideia, Arthur! — concordou a Srª Weasley.

Ele enviou uma mensagem simples e o patrono em forma de doninha saiu flutuando pela janela. Fleur e Bill se entreolharam.

— Mãe, também acho melhor irmos ou ficará tarde — disse Bill, levantando-se.

— Claro — concordou a Srª Weasley, surpreendendo-o — Tomem muito cuidado, queridos.

— Eu já sei para onde vamos — disse Amber para Fred, Sarah e Oliver.

— Espera! Como faremos com a Sarah? Qualquer magia que ela fizer, vai ser rastreada — disse Fred, preocupado.

Amber tirou a varinha de Sarah e deu para Fred, o que a fez fechar a cara.

— Problema resolvido — disse Amber, ironicamente — Vamos?

Eles se deram as mãos e aparataram.

Apareceram em um campo onde o chão era de pedra ao invés de cimento. Tinham várias casas simples na região, um poço não usado no centro da praça e um bosque ao lado.

— Vamos — disse Amber, estremecendo ao sentir a brisa da noite sob seus ombros descobertos.

Eles seguiram pelo caminho e Sarah franziu o cenho ao se lembrar vagamente do caminho.

— Espera! Isso aqui é...? — ela deixou a pergunta inconclusa.

— A casa em que morávamos no 4º ano — assentiu Amber.

Eles ouviram passos apressados, mas não deram importância já que provavelmente eram os moradores indo para suas casas. Primeiro erro.

— Flagelum Nerus — gritou uma voz atrás deles.

— Protego Horribilis — gritou Amber, criando um campo de força em volta dos quatro.

Sarah pulou assustada, esse feitiço ia acertar na perna dela.

— É uma armadilha! — gritou Oliver, ao olhar para trás e ver outros Death Eaters em frente a casa.

— Estão vigiando as casas do pessoal da Order! — gritou Sarah.

Os Death Eaters que estavam na frente deles seguiram lançando feitiços tenebrosos, enquanto os da casa corriam para pegá-los. Amber segurou a mão de todos rapidamente, enquanto voltava a aparatar.

Eles caíram em uma praça. Dessa vez ninguém aguentou o impacto e caíram sentados na grama.

— Essa foi por pouco — ofegou Fred.

— Eu só quero dormir. É pedir demais? — dramatizou Sarah.

Amber levantou-se. Por sorte o vestido era meio colado, então ele não subiu com a queda.

— Grimmauld Place? — perguntou Fred, confuso.

— Oliver não sabe a localização! Não tem como entrar! — exclamou Sarah.

— Quando um fiel do segredo morre, todos os que sabem do segredo viram fiéis do segredo — retrucou Amber, mas parecendo indecisa.

— Vamos tentar — Sarah deu de ombros, sentindo seus olhos pesarem.

Ela aproximou-se de Oliver e murmurou no ouvido dele:

— A sede do quartel general da Order of the Phoenix está localizada no Grimmauld Place, número 12.

Ele conteve um estremecimento e ela tentou não corar muito forte quando viu Sarah lhe lançando um sorriso malicioso.

— Agora é só atravessarmos a rua e você repassa tudo o que eu disse na sua mente, a casa vai aparecer no meio dos números 11 e 13 — disse Amber, desviando o olhar.

— Se é que ele prestou atenção no que você disse — provocou Sarah, indo na frente.

Eles olharam em volta para garantir que não tinham Death Eaters no local e entraram na casa que apareceu lentamente.

— Esperem! Mad-Eye não deixou proteções contra Snape? — sussurrou Sarah, quando fecharam a porta.

— Talvez só funcione com ele — murmurou Fred, dando um passo para frente.

— Protego — murmurou Amber, no momento em que o feitiço Trava-Línguas vinha de algum lugar para lhes acertar.

— Bons reflexos — disse Oliver lhe sorrindo, fazendo-a corar antes de voltar a prestar atenção à sua frente.

Eles avançaram com cuidado e quando alcançavam o corredor dos quadros, uma voz disse:

— Severus Snape?

Amber, Fred e Sarah sentiram um calafrio lhes recorrer a espinha.

— Não, não somos nós... — murmurou Sarah.

Uma figura feita de poeira veio na direção deles com a mão quase os alcançando.

— Nós não o matamos — disse Amber, tentando manter a mente fria.

A figura se desfez em cinzas.

— Esse era...? — perguntou Oliver.

— Duvido que uma figura de Dumbledore teria assustado Snape — disse Amber, com raiva —Homenum Revelio.

Um puxão lhe indicou que não estavam sozinhos.

— Segurem bem as varinhas, tem alguém aqui — ela sussurrou, enquanto eles entravam cuidadosamente.

Não veio nenhum ataque mesmo quando chegaram até a sala.

— São eles, Amber — sussurrou Sarah, aliviada.

Ela olhou para o sofá e chão e encontrou a Harry, Rony e Hermione dormindo.

— Vamos para cima — disse Amber, sorrindo levemente diante da imagem.

— Está empoeirado — sussurrou Sarah, enquanto eles seguiam as escadas tentando não fazer barulho.

— Não há nada que feitiços de limpeza não cuidem... — retrucou Amber.