Parado em frente à janela do quarto de hotel, Edward Cullen observava a pequena cidade de Forks com evidente desdém. Realmente não passava de um pequeno buraco, onde Deus com certeza não passou. Não faria falta alguma se ele passasse por cima daquilo tudo, reduzindo as casas miseráveis a pó. Porém, apesar de a cidade ser insignificante, pelo menos para seus padrões, ele não tinha intenção de destruí-la completamente. Já tinha um enorme terreno onde construiria mais uma filial de sua empresa, mas ainda faltava o mais importante. Não havia coisa que quisesse mais do que a reserva dos Quileutes. Ali estava tudo o que ele precisava para seus projetos. Felizmente, aquela era uma área que fora doada e Billy Black, o responsável por ela, era tão ambicioso quanto Edward. Estava disposto a aceitar os milhões de dólares oferecidos pelo arrogante empresário, sem se importar com os protestos dos moradores da reserva e da cidade.

Há tempos Edward vinha estudando aquela região e ele mais do que ninguém sabia o quanto ela era valiosa. No entanto, ele não esperava encontrar tesouro ainda maior do que o que viu no dia anterior. Pele clara, macia feito a mais pura seda, longos cabelos cor de chocolate. Era pequena, com curvas no lugar certo, feitas especialmente para enlouquecer um homem.

Principalmente um homem como ele, que se ligava mais ao prazer carnal que aos sentimentos da alma. Não sabia quem era ela. Não sabia seu nome. Sabia apenas que a queria.

Ao ouvir uma leve batida na porta, Edward se afastou da janela e foi até a porta, abrindo. Ergueu a sobrancelha ao ver a bela loira, elegantemente vestida parada no corredor.

_ Senhor Cullen?

_ Em pessoa. E você deve ser a senhora Denali.

_ Senhorita, por favor.

_ Oh... me desculpe. Entre.

Edward deu passagem a loira altiva que passou por ele deixando um rastro de perfume caro. Observou o corpo da mulher, bem distribuído e farto. Era sem dúvida o tipo de mulher que ele não hesitaria em levar para cama. Aliás, ela era bem parecida com sua noiva Kate.

_ Sente-se. Infelizmente esse hotel só oferece essas cadeiras. Peço desculpas ´por isso.

_não se preocupe com isso. Sendo prefeita da cidade, sei muito bem quais são suas deficiências.

_ Prefeita... tão jovem, bela... e solteira.

A mulher sorriu, lisonjeada, cruzando as pernas bem torneadas.

_ Ainda não encontrei alguém interessante.

_ Talvez não tenha procurado no lugar certo.

Edward se levantou e foi até o pequeno e mal cuidado frigobar.

_ Bebe alguma coisa?

_ Não, obrigada.

Edward serviu-se de uma dose de uísque, bebida que ele mesmo trouxe, imaginando que não teria nada decente naquele fim de mundo.

_ Então... sua secretária me informou que gostaria de falar a respeito da reserva.

_ Sim, senhor Cullen.

_ Pois bem, sou todo ouvidos.

Edward fixou seu olhar esmeralda na mulher, que ofegou e começou a falar. Às vezes repetia algumas falas, pois estava realmente abalada com a presença daquele homem. Já conhecia Edward Cullen de revistas e jornais, mas tinha que admitir que de perto era bem mais intimidador e bonito. Alto, pele clara, corpo másculo e bem esculpido. A boca era cheia e sensual, vermelha e úmida, visto a quantidade de vezes que ele passou a língua pelos lábios. Mas nada era mais encantador que aqueles olhos e os cabelos despenteados. Nunca tinha visto uma cor assim e seus fios macios e desgrenhados facilmente levavam a mente a imaginar uma noite ardente de sexo. Era isso. Aquele homem exalava sexo e Tanya sentiu a umidade no meio de suas pernas.

Edward estava com o olhar fixo nela, mas mal prestava atenção a suas palavras. Já estava imaginando seus próximos passos. Aquela mulher, autoridade máxima da cidade estava claramente balançada por ele, o que aliás, não era novidade alguma. Edward sabia do seu efeito sobre as mulheres.

_ Me dê apenas um motivo para que eu não feche negócio e adquira definitivamente a reserva.

_ Estou falando há um bom tempo. Aquilo... é natureza em sua forma mais...pura, virgem possível. Nenhuma área desmatada, tudo completamente verde. É inaceitável destruir aquilo tudo.

_ Eu não planejo destruir. Planejo usufruir da melhor maneira possível.

_ Olhe... o que podemos fazer para que mude de ideia? Estamos dispostos a tudo. Oferecemos outro lugar... ou apenas uma parte da reserva.

_ Que eu saiba o responsável por ela é Bily Black.

_ Ele é um velho senil, não sabe o que fez.

Edward pousou o copo sobre a mesa e olhou fundo nos olhos azulados de Tanya.

_ Eu me comprometo a não destruir o meio ambiente... e só.

_ Bom... já é um começo.

_ Mas, eu quero algo em troca.

_ Troca? Mas o que poderia querer em troca de uma promessa?

Ele fechou os olhos e quando os abriu novamente, voltou a encarar Tanya, que mais uma vez ofegou.

_ Eu quero ser servido... de todas as formas, sexualmente falando.

Foi como se brasas fossem colocadas no corpo da loira. Ela se sentiu queimar e por ela, teria tirado a roupa naquele instante.

_ Tenho certeza que qualquer mulher da cidade aceitaria esse "favor".

_ Não quero qualquer mulher. Quero a mais bela, a mais sexy...

Tanya estremeceu. Todos comentavam que ela era a mulher mais linda de Forks. Deu um sorriso e estava prestes a dizer que aceitava, quando Edward murmurou.

_ Quero a garota dos cães.

_ Como?

_ A garota que corre com os cães... na reserva. É ela... ou nada feito.