Tudo pronto. Tudo absolutamente certo para fechar o negócio com Billy Black. Pensando em resolver rapidamente esse assunto chato, Edward fechou sua conta no Hotel em Port Angeles e se hospedou no Hotel no centro de Forks. Era uma pensão se comparado aos hotéis luxuosos nos quais Edward se hospedava. Mas duas coisas contribuíram para que preferisse ficar na cidade. Uma delas era o fato de a qualquer momento Billy ligar e resolverem a questão. E a outra era a garota dos cães... a garota de pele alva que não saia da mente de Edward desde que o mesmo a viu. Ele já teve infinitas mulheres. As mais lindas, ricas e gostosas que se possa imaginar. Mas nenhuma delas mexeu tanto com sua libido quanto aquela garota. Não sabia explicar o que era, afinal não passava de uma pobretona, filha de prostituta. Mas afinal... ele nunca se importou com a origem de uma mulher, não é mesmo? Para ele bastava ser gostosa, e ter um parquinho de diversões a sua disposição por algumas horas. Se era pobre, rica, feia... não interessava. Só tinha que saber trepar bem e lhe dar prazer.

Pensar nisso o fez endurecer de forma absurda. Apertou seu membro sobre a calça e fechou os olhos. Pela manhã ele a viu novamente, dessa vez caminhando em direção a igreja. Edward não perdeu tempo e seguiu atrás dela. Porém, ao vê-lo a moça olhou para ele com evidente nojo. Ele mal teve tempo de falar alguma coisa e ela correu de lá, como se tivesse visto o demônio. Mas pelo menos ele pode vê-la mais de perto. Tinha uma beleza delicada, diferente das mulheres que já passaram por sua cama. E era gostosa... porra... como era gostosa.

Ela seria dele... longas horas de sexo com a morena e ele estaria satisfeito. Almoçou no restaurante mais decente que encontrou e voltou para o hotel, pois não estava disposto a ficar olhando para aquela cidade feia. Poucos minutos depois ele recebeu uma ligação da secretária da prefeita da cidade querendo um encontro com ele. Edward fez uma cara cínica, mas confirmou que estava disponível para recebe-la. Já até imaginava do que se tratava. Desde quando descobriram seu interesse na reserva, os moradores vinham comentando e colocando notas de repudio nos jornais. Como se ele se importasse com a opinião daquele gente.

Levantou-se e foi até a janela. Ainda faltavam alguns minutos até a chegada da prefeita. Enquanto isso sua mente fria e calculista ia maquinando alguma forma de chegar à garota sem lhe dar chance de se esquivar. Geralmente ele não tinha problemas com isso, mas não podia se arriscar a perder a chance de uma foda com ela. Já se imaginava fundo dentro dela, socando seu membro com força como ele gostava de fazer.

Ao ouvir uma leve batida na porta, Edward se afastou da janela e foi até a porta, abrindo. Ergueu a sobrancelha ao ver a bela loira, elegantemente vestida parada no corredor.

— Senhor Cullen?

— Em pessoa. E você deve ser a senhora Denali.

— Senhorita, por favor.

— Oh... me desculpe. Entre.

Edward deu passagem a loira altiva que passou por ele deixando um rastro de perfume caro. Observou o corpo da mulher, bem distribuído e farto. Era sem dúvida o tipo de mulher que ele não hesitaria em levar para cama. Aliás, ela era bem parecida com sua noiva Kate.

— Sente-se. Infelizmente esse hotel só oferece essas cadeiras. Peço desculpas ´por isso.

— não se preocupe com isso. Sendo prefeita da cidade, sei muito bem quais são suas deficiências.

— Prefeita... tão jovem, bela... e solteira.

A mulher sorriu, lisonjeada, cruzando as pernas bem torneadas.

— Ainda não encontrei alguém interessante.

— Talvez não tenha procurado no lugar certo.

Edward se levantou e foi até o pequeno e mal cuidado frigobar.

— Bebe alguma coisa?

— Não, obrigada.

Edward serviu-se de uma dose de uísque, bebida que ele mesmo trouxe, imaginando que não teria nada decente naquele fim de mundo.

— Então... sua secretária me informou que gostaria de falar a respeito da reserva.

— Sim, senhor Cullen.

— Pois bem, sou todo ouvidos.

Edward fixou seu olhar esmeralda na mulher, que ofegou e começou a falar. Às vezes repetia algumas falas, pois estava realmente abalada com a presença daquele homem. Já conhecia Edward Cullen de revistas e jornais, mas tinha que admitir que de perto era bem mais intimidador e bonito. Alto, pele clara, corpo másculo e bem esculpido. A boca era cheia e sensual, vermelha e úmida, visto a quantidade de vezes que ele passou a língua pelos lábios. Mas nada era mais encantador que aqueles olhos e os cabelos despenteados. Nunca tinha visto uma cor assim e seus fios macios e desgrenhados facilmente levavam a mente a imaginar uma noite ardente de sexo. Era isso. Aquele homem exalava sexo e Tanya sentiu a umidade no meio de suas pernas.

Edward estava com o olhar fixo nela, mas mal prestava atenção a suas palavras. Já estava imaginando seus próximos passos. Aquela mulher, autoridade máxima da cidade estava claramente balançada por ele, o que aliás, não era novidade alguma. Edward sabia do seu efeito sobre as mulheres.

— Me dê apenas um motivo para que eu não feche negócio e adquira definitivamente a reserva.

— Estou falando há um bom tempo. Aquilo... é natureza em sua forma mais...pura, virgem possível. Nenhuma área desmatada, tudo completamente verde. É inaceitável destruir aquilo tudo.

— Eu não planejo destruir. Planejo usufruir da melhor maneira possível.

— Olhe... o que podemos fazer para que mude de ideia? Estamos dispostos a tudo. Oferecemos outro lugar... ou apenas uma parte da reserva.

— Que eu saiba o responsável por ela é Bily Black.

— Ele é um velho senil, não sabe o que fez.

Edward pousou o copo sobre a mesa e olhou fundo nos olhos azulados de Tanya.

— Eu me comprometo a não destruir o meio ambiente... e só.

— Bom... já é um começo.

— Mas, eu quero algo em troca.

— Troca? Mas o que poderia querer em troca de uma promessa?

Ele fechou os olhos e quando os abriu novamente, voltou a encarar Tanya, que mais uma vez ofegou.

— Eu quero ser servido... de todas as formas, sexualmente falando.

Foi como se brasas fossem colocadas no corpo da loira. Ela se sentiu queimar e por ela, teria tirado a roupa naquele instante.

— Tenho certeza que qualquer mulher da cidade aceitaria esse "favor".

— Não quero qualquer mulher. Quero a mais bela, a mais sexy...

Tanya estremeceu. Todos comentavam que ela era a mulher mais linda de Forks. Deu um sorriso e estava prestes a dizer que aceitava, quando Edward murmurou.

— Quero a garota dos cães.

— Como?

— A garota que corre com os cães... na reserva. É ela... ou nada feito.

— Isabella? A filha da prostituta?

— Exatamente.

— Mas... ficou maluco? Não passa de uma pobretona que provavelmente se deita com os próprios cães da reserva. Por que ela se tem tantas belas mulheres dispostas a isso?

Edward levou o copo novamente aos lábios, estreitando os olhos que observavam a loira. Tanya estava indignada. Não acreditava que ele queria ir pra cama com aquela branquela ao invés de aceitar o que ela claramente oferecia.

— Em primeiro lugar eu não devo satisfação alguma sobre minhas escolhas. E segundo... eu posso sim aceitar as belas mulheres dessa cidade. Posso, quem sabe, foder você do jeito que está sonhando nesse momento. Mas isso tudo... somente depois que eu tiver Isabella. É isso... ou destruo completamente aquela reserva, a ponto de não deixar nem mesmo uma pedra por lá.

Tanya passou a mão no rosto. Ele deveria ser um piadista, só pode.

— E então prefeita? Acho que sendo a principal responsável pelo bem estar dos cidadãos da cidade, deveria procurar Isabella e contar sobre minhas condições.

A jovem prefeita entendeu que não havia saída. Aquele homem era frio, insensível e não estava para brincadeiras.

— Eu... verei o que posso fazer. Mas como posso ter certeza que irá cumprir?

— Sou homem de palavra. Se há uma coisa que faço questão é honrar com meus compromissos.

— Está bem. Verei o que posso fazer.

Ela se levantou e caminhou até a porta. Edward acompanhou o gingado dos quadris dela. Quem sabe... depois de se fartar com Isabella, poderia quebrar o galho da prefeita.

— Não se esqueça, excelência.

Tanya se virou novamente, encarando o sorriso debochado de Edward.

— É isso ou...

Fez um gesto com as mãos.

—BUM!

Bella estava se sentindo incomodada. Desde o momento em que saiu da farmácia, onde foi buscar um remédio para a mãe, ela percebeu as pessoas olhando estranho pra ela. Ou melhor, mais estranho do que o normal. Ao chegar à reserva, Billy Black também a olhou de maneira esquisita, meio debochada.

Praticamente correu até a casa velha onde morava com a mãe, mas ao passar pela sala, parou ainda mais assustada. O que aquela gente toda estava fazendo ali? O padre Eleazar, o senhor Newton, dono do supermercado e do melhor hotel da cidade e até mesmo a antipática prefeita Tanya Denali, além de sua mãe Renne. Só havia uma explicação: iriam expulsa-las até mesmo da reserva.

— Precisamos conversar, Bella.

Já sentindo lágrimas nos olhos e as pernas bambas, Bella entregou o remédio à mãe e se sentou, espalmando as mãos sobre o colo.

— Pode dizer, mãe.

Mas foi a prefeita quem começou.

— Imagino que você deva saber o que está acontecendo na cidade não é, menina? Sobre a construção de uma empresa e a possível destruição dessa reserva.

— Si.. sim. Eu ouvi falar.

— Pois bem... eu me encontrei com o senhor Cullen hoje. Fui pedir, suplicar para que não destrua a reserva. Ele me garantiu que não faria isso, mas em troca ele queria algo.

Bella olhou para a loira e depois para os demais. Mas por que estavam falando isso com ela? Ela não era ninguém. Uma pedra tinha mais valor que ela.

— Entendo.

— Não. Não entende, porque nem eu entendo. O algo que o senhor Cullen deseja é você.

Bella arregalou os olhos, o coração disparado a ponto de impedir sua respiração. Aquela mulher enlouqueceu? Aquilo não fazia sentido. Vendo a filha petrificada, Renne resolveu falar abertamente.

— Ele quer sexo com você, Bella. É bem simples. Você vai pra cama com ele. E nossos problemas se acabam.

Lágrimas escorreram pelo rosto da menina, que não queria acreditar no que a mãe acabou de dizer.

— Está... está querendo que eu me prostitua? Que eu vá pra cama com aquele homem desprezível para salvar a reserva?

Tanya enfureceu.

— Ora não se faça de ofendida. Terá a honra de servir a um homem como o senhor Cullen e ainda reclama?

— Sirva-o você, então. Já que gosta tanto de pessoas inescrupulosas.

— Bella!

O senhor Newton se intrometeu.

— A prefeita está certa. Vocês nos devem isso. O que tem feito pela cidade além de nos envergonhar? Vocês tem obrigação de nos ajudar.

Renne deu uma risada sarcástica. O senhor Newton já cansou de se deitar com ela e fazia pose de homem honesto.

— Nunca. Eu não posso.

— É isso ou a reserva vai para os ares. E tenham a certeza que não iremos aceita-las na cidade.

— Bella, minha filha... por favor.

— E então Isabella... qual a sua resposta?

Que injustiça era aquela? Ela que sempre foi um inseto para aquelas pessoas de repente teria que salva-las? Tudo seria destruído? A reserva inteira? Como aquele homem podia ser tão sem coração?

—Terá que dar adeus aos cães, às suas plantinhas estúpidas que você faz questão de cuidar. E então, garota? Não tenho tempo a perder.

Bella se abraçou e curvou o corpo para frente, chorando e soluçando alto. Por que aquele homem teve que voltar seus olhos demoníacos para ela?