O frio era cortante, congelante. Tudo cinza e escuro. Sem graça, sem vida. Essa não era a descrição de uma tarde em Forks. Esse era o sentimento que dominava a alma de Bella. Tinha vontade de fugir, de gritar. Mas ela não conseguia. A partir do momento em que disse: eu me deito com Edward Cullen, qualquer respeito que sentia por si mesma desapareceu. Mas o que ela poderia fazer? Como deixar aquele pedaço de paraíso ser destruído? E aquelas plantas, dádivas da natureza que ela bem sabia terem vários efeitos curativos? E aquelas velhas senhoras que ainda dispensavam alguma bondade a ela? Como ficaria isso tudo se ela recusasse e aquele homem destruísse tudo? Ela não conseguiria dormir pensando que poderia ter evitado.
Sabia também que nunca mais iria esquecer seja lá o que for que ele planejava pra ela. Mas nisso ela poderia dar um jeito... tinha que existir um jeito.
Assim que deu sua resposta, a prefeita comunicou que iria procurar o senhor Cullen e informá-lo de sua decisão. Isso foi no dia anterior. E agora... faltavam alguns minutos para Bella ir até a entrada da reserva onde ele estaria esperando-a.
Renne lhe entregou uma bolsa, com algumas coisas que segundo ela, Bella iria precisar. Não se deu ao trabalho de olhar o que era. Apenas guardou seu desabafo, que escreveu num papel. Já que não tinha um amigo com quem pudesse falar, ela colocou todo seu sentimento numa folha de papel.
Olhou mais uma vez para o vestido azul que sua mãe lhe entregou. Provavelmente seria uma roupa que ganhou de algum homem. Seus cabelos estavam limpos e cheirosos, assim como sua pele. Nos pés, uma sandália de tiras finas.
Como se precisasse disso. Provavelmente ele a jogaria na cama ou mesmo no chão e nem se daria ao trabalho de tirar sua roupa. Devia admitir que estava com medo. O que ela sabia sobre sexo? Quase nada. Sua única experiência foi com o Jacob e ele ainda era um adolescente, assim como ela. Mas o Cullen era um homem feito... e ela sentiu medo da dor. Jacob a fez gritar de dor. E ele? Depravado daquele jeito?
Bella rezou e fez o sinal da cruz.
— Pare com idiotice. É simples como andar. Deite-se na cama, abra as pernas e o resto ele faz. Se ele quiser que você chupe o pênis dele...
Bella sentiu a bile subir e quase escapar pela sua boca. O que sua mãe estava dizendo? Colocar a boca... lá? Ela sentiu vertigem e colocou a mão na testa.
— Pare... por favor.
— Nem parece minha filha. Mas o importante é deixa-lo satisfeito. Agora vamos. Irei acompanha-la.
Bella se levantou, mas com a esperança de ouvir um galo cantar e acorda-la daquele pesadelo. Mas o galo não cantou e logo ela se viu em frente a um reluzente carro prata. Suas pernas tremiam, aliás seu corpo inteiro tremia.
—Vá.
Renne a empurrou quando viu a porta do carro ser aberta e o ruivo alto dar a volta.
— Olá senhor Cullen.
Renne cumprimentou como se fosse a coisa mais normal do mundo.
— Olá. Oi Isabella.
Bella estremeceu e apertou as mãos, controlando a vontade de enfiar as unhas na cara dele. Pelo canto do olho notou que ele usava camisa e calça jeans escuras.
—Oi.
Respondeu, apenas. Ele abriu a porta do carro e diante de sua paralisia, Renne a empurrou novamente. Tudo bem... ela não imaginou que ele teria aquele gesto educado de abrir a porta. Sem dizer qualquer coisa, ele deu a volta e entrou no carro, dando a partida em seguida.
O carro era confortável e macio e tinha um cheiro bom. Ele esticou o braço e ligou o som e Bella percebeu que suas mãos eram grandes. Depois de longo tempo em silencio, ele resolveu falar, fazendo Bella se assustar e pular no assento.
— Já esteve em Port Angeles?
Ela balançou a cabeça, negando.
Edward se recriminou. Que pergunta idiota para se fazer. Logico que ela nunca deveria ter saído daquele buraco. E alias... por que ele estava puxando assunto? O negócio era leva-la para um motel em Port Angeles, fartar-se em seu corpo e devolve-la para a reserva. Nada demais.
Observou-a sem dizer mais nada, notando o vestido que caia bem em seu corpo, assim como os cabelos úmidos que exalavam um aroma de morango. Ele gostou daquilo.
Apertou o pé no acelerador, sentindo seu membro dar sinal de vida em reação aquele cheiro. Em menos tempo que o normal, ele entrava no elegante motel, deixando Bella ainda mais trêmula que antes. Estacionou o carro e deu a volta para abrir a porta. Ela não estava esperando que ele repetisse esse gesto, na verdade ela estava tão amedrontada que não conseguia sair do lugar.
— Venha.
Foi tudo o que ele disse. Imediatamente Bella pegou a bolsa que estava em seu colo e saiu do carro. Edward travou as portas e se dirigiu a porta do quarto. Bella o seguiu e não pode segurar o espanto ao entrar no quarto mais luxuoso que viu. A cama era baixa e redonda com várias almofadas. O teto do quarto brilhava, imitando estrelas. Havia um enorme espelho que ocupava toda a parede lateral do quarto. Do outro lado, uma porta que de onde ela estava, deu pra perceber ser um banheiro. Havia também uma mesa com bebida, taças e outras coisas que ela não percebeu de imediato o que seria.
Ela pulou quando Edward pegou a bolsa de sua mão e colocou-a sobre o sofá vermelho. Ali tinha uma sacola preta e dourada que ele pegou e entregou a ela.
— Pegue. Quero que vá ao banheiro e vista isso.
Sem dizer nada, ela pegou a sacola e se dirigiu ao banheiro, fechando a porta. Edward tirou a camisa e pegou um copo com uísque. Ele não conseguiu dormir, comer ou pensar em outra coisa desde que Tanya disse que Isabella havia aceitado a proposta. Ele nem quis saber o que ela disse para convence-la. Só conseguia pensar em seu corpo nu debaixo dele, se contorcendo e gemendo seu nome. Ele nem podia pensar nela que seu membro pulsava. Mulher nenhuma conseguiu deixa-lo em estado permanente de tesao como aquela garota.
Dentro do banheiro, Bella secava suas lágrimas, com a lingerie negra e rendada em mãos. Retirou sua roupa e deixou-a dobrada sobre o armário. Vestiu a roupa, evitando olhar no espelho e ver aquela peça em seu corpo. Pegou também o robe de cetim negro e o fechou com um laço. Nunca teve grandes sonhos na vida, mas sempre se imaginou com uma roupa legal. Mas a que preço ela iria vestir uma roupa cara e chique?
Inspirou, lavou o rosto e saiu. Ele estava parado, de costas pra ela. Estava sem camisa e ela pode perceber que ele era forte. Edward estava distraído e só percebeu que a garota estava no quarto por causa do cheiro. Ele se virou e precisou prender a respiração. Uma ninfeta com pele de porcelana. Era bem mais linda do que pensou a princípio. Os longos cabelos estavam soltos, caindo em ondas suaves por seu corpo. O robe de cetim moldava-se as coxas grossas e brancas, formando um bonito contraste. Ele virou novamente o uísque na boca e depositando o copo sobre a mesa, aproximou de Bella.
Ela estremeceu e sentiu vontade de correr. Sua pulsação disparou e Edward pode perceber facilmente seus seios subindo e descendo.
Com um dos pés ele tirou um sapato e depois fez o mesmo com o outro. Bella baixou os olhos e mordeu os lábios, mensagem que foi diretamente para o membro de Edward.
— Tire o robe.
De primeira ela não obedeceu. Seu rosto queimava, assim como os olhos que lutavam para segurar as lagrimas.
— Tire.
Ele falou com mais firmeza e ela rapidamente levou as mãos tremulas até o laço do robe, desfazendo-o. Deixou que ele caísse até seus pés, mas evitou erguer a cabeça.
Edward não segurou um gemido ao ver o corpo da garota, vestido na minúscula lingerie comprada especialmente pra ela. Ele adorava ver a lingerie no corpo de uma mulher, embora na maioria das vezes a arrancasse logo. Mas ela... o corpo era ainda mais voluptuoso do que pensou. Os seios eram cheios, mas não grandes demais. A barriga era reta e os quadris eram largos.
— Vire.
Bella ergueu a cabeça e o encarou com olhos arregalados. Que merda era aquela? O que mais ele iria pedir? Não era simplesmente se deitar com ele, fazer sexo e ir embora?
Edward estreitou os olhos e ela tratou-se de se virar. Ele gemeu mais alto e segurou seu membro novamente. Que bunda era aquela? Perfeita... dura... empinada. Ele travou os dentes e desabotoou a calça.
— Olhe pra mim.
Bella girou novamente e quase gritou quando o viu tirar a calça e ficar apenas de cueca. Ela via aquilo cheio, claramente pulsando... e quis correr mais uma vez. Era maior do que o Jacob, isso ela tinha certeza. E se o Jacob a machucou... aquilo acabaria com ela. Edward se aproximou e puxou-a pela cintura, colando seu corpos. Bella segurou a respiração, mas deixou que ele enterrasse o rosto em seu pescoço. Sua vontade de esmurra-lo e chuta-lo era cada vez mais crescente. Sentiu ânsia de vomito quando ele passou a língua em seu pescoço e a mão grande subiu e apertou seu seio.
Ele se afastou novamente e ordenou que ela tirasse o sutiã e a calcinha.
— Por que não acabamos logo com isso?
Edward ergueu cinicamente a sobrancelha.
— Por que a pressa, querida? Você é minha pelo tempo que eu quiser, da forma que eu quiser. Tire a porra da calcinha agora.
Engolindo o choro, Bella tirou o sutiã, ignorando o gemido daquele safado e tirou a calcinha. Edward sentiu vontade de avançar nela naquele momento. Os seios eram rosados e os mamilos estavam eretos, fazendo-o salivar. Mas o que fez todo seu corpo reagir foi a visão da boceta pequena, completamente lisa, sem pelos. Ele iria morrer... com certeza iria morrer de prazer ali dentro.
Ele se aproximou novamente, tocou um dos seios dela e inclinou a cabeça, passando a língua em seu mamilo. Não viu a careta de nojo de Bella e continuou lambendo, se deliciando com o gosto doce da pele da garota. Desceu a mão e Bella deu um salto quando seus dedos acariciaram seu sexo.
— quietinha... tão gostosa... porra... vou te foder gostoso.
Bela não se segurou mais. Um soluço escapou por seus lábios, e o choro irrompeu, fazendo Edward se afastar. Ele estava louco de tesao e ela não estava ajudando. Não era possível que suas caricias fossem tão ruins. Tirou a cueca e Bella chorou ainda mais ao ver o tamanho do seu instrumento. Ela tentou se afastar, e ele enfurecido empurrou-a, fazendo-a cair de costas na cama. Seus olhos se arregalaram ainda mais e ela se arrastou na cama, tentando fugir dele. Seus olhos estavam febris, e seu membro grande demais estava apontado direto para ela. Quando Bella estava alcançando a beirada da cama, ele a puxou pelos pés e colocou seu corpo sobre o dela.
Sem dizer nada, voltou a colocar a boca em seus seios, chupando-os como se fosse um bebê. Bella fechou os olhos com força e virou o rosto, ainda sentindo as lágrimas descendo. Enquanto sugava seu seio, ele desceu a mão e acariciou seu sexo, fazendo Bella fechar as pernas. Sem se importar, Edward penetrou um dedo, gemendo ao sentir seu calor e constatar como era apertada. A falta de lubrificação dificultava até mesmo a entrada de seu dedo.
— Olhe pra mim.
Ela girou a cabeça e abriu os olhos, mas evitou olhar diretamente nos olhos dele.
— Você já fez isso?
Ela não queria responder. O que ele tinha a ver com isso? O que ela fez ou deixou de fazer não era da conta dele. Diante do seu silencio, ele insistiu.
— Já fez isso? Eu preciso saber ou isso será doloroso demais pra você.
— Já... uma vez.
— Há quanto tempo?
— Três anos.
Edward voltou a beijar o corpo dela, mas Bella simplesmente não conseguia sentir nada, exceto repulsa. Aquela língua passando pela sua pele, pelo seu seio...não queria nem pensar ou iria vomitar sobre ele.
Edward escorregou o corpo na cama até chegar em frente ao sexo dela. Ele estava usando todo seu autocontrole, pois não queria machuca-la e perder a chance de tê-la a tarde e à noite inteira. Mas ela o estava enlouquecendo com aquele corpo, com aquele cheiro... e agora ele iria sentir seu sabor.
Tardiamente Bella percebeu sua intenção e não teve tempo de empurra-lo. Sentiu a língua quente em seu sexo e se remexeu, tentando fazer com que ele saísse. Mas o gosto doce e convidativo já estava penetrando o organismo de Edward e fazendo-o enfiar a língua completamente dentro do corpo dela.
— Pare... pare...
O que era aquilo? Então era isso que sua mãe quis dizer? Ele estava chupando a vagina dela e ela teria que chupar o pênis dele? Por onde saía...aquelas coisas todas? Ela o empurrou com toda força que possuía e Edward caiu de lado. Bella tentou correr, virando de costas, mas novamente ele a puxou, girando seu corpo. Ao ver os olhos dele, Bella estremeceu. Era raiva, ódio.
— AGORA CHEGA! Cansei de ser bonzinho com você. Eu vou me enfiar em você e é melhor se comportar.
Paralisada, Bella o viu se levantar e pegar algo na gaveta. Era uma embalagem e um tubo. Edward iria colaborar com ela e colocar um lubrificante, já que ela estava completamente seca. Mas era só. Pensou em obriga-la a chupa-lo, mas o medo que ela vomitasse nele foi maior. Abriu a embalagem de preservativo, colocou-o e depois passou o lubrificante.
Deitou-se novamente sobre Bella e sem delicadeza ergueu uma de suas pernas até a sua cintura. Bella respirava aos arquejos e mordia os lábios fortemente. Edward observava seu rosto, vendo seu desespero, mas ele não podia mais parar... não conseguiria. Direcionou seu membro até a entrada e empurrou, fazendo Bella gritar e cravar as unhas pequenas, mas afiadas nas mãos dele. Edward gemeu de prazer e dor, mas continuou empurrando seu membro, sentindo suas bolas doloridas e seu pênis inchar cada vez mais.
— Puta que pariu...
Ele esbravejou quando se sentiu completamente dentro dela. Apertado... sem praticamente espaço algum para se mexer. Lentamente ele começou um vai e vem, entrando e saindo do corpo dela. Era alucinante. Era a porra de boceta mais gostosa que ele já tinha provado. Não se importou com o fato de ela estar parada feito um defunto e começou a bombear seu pênis dentro dela, rebolando os quadris e gemendo sem parar. Bella fechou novamente os olhos, não querendo ver aquilo. O tesão que sentia e o corpo apertado rapidamente levaram Edward ao primeiro orgasmo. Ele gritou e proferiu palavrões, além de morder o pescoço dela.
Livre.
Foi o que Bella pensou, mas Edward ainda estava duro. Apenas se levantou, retirou o preservativo e colocou outro. Ao ver Bella arregalar os olhos, ele riu.
— Pensou que seria uma vez só? Eu quero muito Isabella.
Deitou-se novamente sobre Bella e sem qualquer aviso voltou a se enfiar dentro dela.
— Rebola pra mim.
Ele pediu, já estocando vigorosamente dentro dela. Beijou e chupou os seios dela, mas Bella continuava paralisada. Edward nunca foi muito paciente. Com Bella ele foi até demais. Mas não queria transar com um defunto. Ele gostava de mulheres gemendo, rebolando em seu pau. Por isso ordenou novamente.
— Rebola pra mim.
Nada.
— Isabella... não teste minha paciência. EU MANDEI REBOLAR EM MEU PAU, PORRA.
Ela se assustou e mais lagrimas vieram aos seus olhos. Ela não sabia fazer aquilo. Fez com o Jacob, mas ela ficou da mesma maneira que estava agora. Só ele se mexeu.
— Eu... eu não sei fazer isso.. Senhor Cullen.
— Merda... é Edward.
Ele olhou fundo nos olhos dela. Pela primeira vez ela não desviou nem fechou os olhos.
— Eu te ensino. Vem...
Suas mãos grandes desceram até a cintura dela e jogaram seus quadris de um lado a outro. Depois subiu e desceu os quadris dela, gemendo cada vez mais alto.
— Assim... delicia... é assim que se faz. Vai... rebola pra mim.
Ela obedeceu. Estava com medo dele, essa era a verdade. Rebolou os quadris, como ele ensinou e de vez em quando o erguia, fazendo o membro dele entrar mais profundamente. Ele estava perdido... ele se sentia perdido. O prazer que estava sentindo superava qualquer coisa boa que já tinha sentido na vida. Aproximou sua cabeça e ao perceber sua intenção, Bella virou o rosto.
– ISABELLA!
Ela virou novamente e encontrou o olhar raivoso dele.
— Eu quero e vou beijar você.
E no instante seguinte Bella sentiu a boca quente e úmida colar na sua. A língua empurrou seus dentes e se enfiou em sua boca, deixando-a sem ar.
— Amoleça sua boca, solte sua língua pra mim.
Bella obedeceu mais uma vez, deixando sua língua entrelaçar na dele. Manjar dos deuses... paraíso. Edward sentia seu corpo flutuar, mesmo com toda inexperiência da garota.
— Goza comigo.
Gozar? Como fazia isso? O que ela tinha que fazer? Sua mãe era uma prostituta. Por que nunca explicou nada pra ela?
— Eu...eu... me ensine.
Edward balançou a cabeça. Burro. Estava mais do que na cara a inexperiência dela.
—Eu farei. Apenas sinta.
Investindo o membro com mais força, Edward massageou o clitóris dela, fazendo Bella sentir um calor e formigamento estranho. Ela não entendia o que estava acontecendo, mas remexeu o corpo. Edward intensificou os movimentos e ela deixou escapar um gemido. Seu corpo se retesou, seus músculos se fecharem em volta do membro dele e Bella sentiu uma explosão em seu corpo. Seus dedos se curvaram, sua vagina se contraia sem parar e sua cabeça parecia flutuar. Com os olhos entreabertos ela viu um sorriso no rosto de Edward.
— Isso linda... goze pra mim.
Mesmo através do látex, ele sentiu o gozo dela escorrer em seu pênis. Foi o bastante para chegar aos orgasmo de novo, com a mesma intensidade do primeiro. Momentaneamente saciado, ele se jogou ao lado dela na cama. Bella ainda arfava, mas virou o rosto na direção oposta. Voltou a chorar. Então isso era gozar. E ela se odiou por saber que gozou com aquele homem. Talvez, fosse mesmo uma prostituta como a mãe.
Cinco da manhã e Edward estava sentado na poltrona, um copo de uísque na mão, observando a garota adormecida. O que ela tinha que o deixava naquele estado? Ele a teve a tarde toda, a noite inteira e algumas horas da madrugada. Pararam apenas para se alimentar, mas ela o fez de costas pra ele. Em momento algum conversaram, embora ele tenha sentido vontade algumas vezes.
Era evidente sua repulsa em relação a ele. Mas ela gozou com ele. Por duas vezes ele pode ver o prazer no rosto dela. Quanto a ele... estava fisicamente esgotado. Fez de tudo com ela, todas as posições que queria, lentamente, selvagemente... tudo. Aos poucos ele conseguiu fazer com ela entrasse no seu ritmo, embora ela nem precisasse daquele rebolado para leva-lo a nocaute.
Fixou o olhar nos lábios inchados dela e depois no rosto. Linda. Muito mais do que qualquer modelo que já tenha levado pra cama. Seu rosto estava manchado por lagrimas e parecia triste. Passando a mão no cabelo, Edward girou a cabeça e viu a bolsa dela sobre o sofá. Ficou curioso... ou amedrontado. Nunca se sabe...
Levantou-se e foi até o sofá. Pegou a bolsa e sem qualquer respeito abriu-a. Encontrou escova de dentes, batom, escova de cabelo... e preservativos. Coisas da mãe dela, possivelmente. Encontrou também um papel. Pegou-o e sentiu uma dor no peito ao ler o que estava escrito.
Nojo. É tudo o que sinto nesse momento. Minha vontade é vomitar, como se isso pudesse tirar toda a sujeira de mim. Eu ainda nem me deitei com aquele homem, mas já me sinto suja só por saber que em breve farei isso.
Eu nunca fui de julgar ninguém, simplesmente porque ninguém tem direito a isso, muito menos eu. Mas eu nunca gostei da vida que minha mãe leva. Eu não vejo grandes coisas pra mim, pois o que eu sou nessa vida? Só sei ler e escrever, mal sei fazer contas. Mas eu sonhava em uma vida digna, com pessoas boas, até mesmo com um amigo com quem eu pudesse conversar. Mas eu não tenho nada disso porque sou filha de uma prostituta. E infelizmente... é nisso que estou me transformando. Eu me sujeitando ao sexo com um homem insensível, frio e nojento simplesmente para salvar uma cidade que me odeia. Na verdade, nem é por eles que faço isso. Mas faço pela natureza, por aquele pedaço de terra que Deus criou e um ser arrogante planeja destruir. Agora eu penso... por que não sai daqui antes? Por que não procurei um convento onde eu pudesse ser respeitada enquanto ainda era digna de respeito?
Eu que nunca fui nada... agora serei menos que nada. Acho que nunca mais terei coragem de olhar para o meu próprio corpo. Serei eternamente suja. Acho que mulher nenhuma, ser humano nenhum merece ser tratado dessa forma. Como um simples objeto sem valor, que se usa e joga fora. Provavelmente é isso que o senhor Cullen faz com todas as mulheres. Tenho pena da mãe dele. Deve ter vergonha de ter um filho assim.
Estou indo agora... como um porco para o abate para ser servida a um sujeito inescrupuloso. Só espero ser forte mais uma vez... apesar de estar cansada de buscar forças dentro de mim.
Edward fechou os olhos com força e olhou novamente para o rosto de Bella. De uma coisa ele tinha certeza: ele jamais esqueceria aquela garota, tampouco aquelas palavras.
Sete da manhã. Bella acordou assustada e deu um pulo na cama. Olhou ao redor e só encontrou o vazio. Onde aquele louco estava? Ela se enrolou no lençol, gemendo por causa do corpo dolorido e foi até o banheiro. Também estava vazio. Ou seja... ele usou a prostituta e se foi. Bella entrou no chuveiro e se esfregou, até sentir sua pele avermelhada, como se isso a fizesse se sentir menos suja. Depois vestiu suas roupas, jogou a lingerie no lixo e pegou sua bolsa. E se ele não tivesse pago? Olhou para os lados e viu um papel sobre a mesa. Foi até lá e viu uma letra elegante.
Já acertei a estadia. Obrigado... por tudo.
Fazendo uma careta de nojo, ela jogou o papel no lixo e abriu a porta. Queria ficar longe daquele lugar nojento. Mas ... ela parou. Como ela iria voltar pra casa?
—Desgraçado.
Vociferou e saiu do quarto, ciente que iria voltar a pé ou pedindo carona. Mas parada do lado de fora, exatamente onde estava o carro dele, estava uma mulher. Ela olhou pra Bella e sorriu.
— Olá. Sou Marie. Você deve ser Isabella.
— Sim. Como sabe meu nome?
— O senhor Cullen me deixou aqui esperando. Pediu para que a levasse em segurança até a reserva em Forks.
Ela mostrou um crachá que indicava que ela era motorista de uma firma de taxi.
— Vamos?
Bella foi atrás dela, ainda sem acreditar na "gentileza" daquele homem. Dentro do carro, ela deixou novamente as lágrimas descerem. Ela nunca mais seria a mesma, tinha certeza disso. Só restava tentar esquecer.
— Desculpe perguntar, mas... vocês brigaram? É que ele saiu tão...
— Não quero saber.
Bella interrompeu.
— Quero mais que ele se dane.
A motorista deu de ombros e continuou a dirigir em silencio. Bella apenas queria voltar a reserva, esquecer aquele dia... e rezar para que ele não fosse tão canalha a ponto de descumprir a promessa.
Quase uma hora e meia depois o taxi parava na entrada da reserva.
— Está entregue senhorita.
— Muito obrigada. E... boa viagem de volta.
— Obrigada. E seja lá o que tenha acontecido entre vocês... espero que se entendam.
Bella não respondeu. Melhor não dizer que ela estava diante de uma garota que vendia o próprio corpo. O taxi estava se afastando quando Bella viu Billy Black carregado de malas, acenando para o taxi.
— Ei... está indo viajar?
Billy a olhou de cima a baixo, com evidente nojo.
— Tal mãe, tal filha.
Bella engoliu em seco. O primeiro a chama-la de prostituta disfarçadamente.
— Estou indo embora, oras. Isso agora pertence a Edward Cullen.
Falou e deu um sorriso debochado. Bella apenas fechou os olhos e seguiu seu caminho. Talvez se ela morresse... doeria menos.
