Lana'
Jennifer me manteve em seus braços até que eu parasse de chorar. O que demorou muito. Depois ficou acariciando meus cabelos e minhas costas.
- Você esta se sentindo melhor? – ela perguntou baixinho.
Neguei com a cabeça e voltei a abraçá-la forte pela cintura. Jen ficou em absoluto silencio e continuou a me abraçar.
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Abri meus olhos e me encontrei deitada numa cama. Como vim parar aqui? A última coisa que me lembro, era de estar nos braços de Jennifer.
Falando nela, onde se meteu?
Levantei da cama ajeitando meu vestido, que estava torto, e senti minha cabeça pesar.
Droga!
Parei um pouco no corredor para me recompor, e depois fui para sala a procura de Jen. Quando estava chegando perto da mesma, escutei vozes alteradas. Quase em forma de gritos!
- Me larga! – era Jennifer!
Corri até a sala, e me desesperei quando cheguei à mesma.
Jennifer estava no chão. Um homem alto estava sobre o corpo dela, espancando-a!
- Solta ela! – disse tentando chegar até eles para ajudá-la, mas não consegui.
- Lana me ajuda! – ela suplicava.
Eu não conseguia ver quem era ele.
- Para, por favor... Por favor! – gritei o mais alto que consegui.
Mais ele não parava! Sequer me olhou!
Batia nela com raiva e ódio. Dizia que não conseguia entender.
E ela estava perdendo as forças..
- O QUE VOCÊ QUER? SOLTA ELA PELO AMOR DE DEUS! – gritei desesperada.
Porque não conseguia me mover? Jennifer precisava de mim!
# # #
Jennifer'
- Lana! Lana! Acorda! – a sacudi.
- Por favor, solta ela! – ela se debatia em meus braços.
Saiam lagrimas de seus olhos. O desespero, estava estampado em seu rosto.
A sacudi mais uma vez e ela saiu bruscamente dos meus braços. Levando as mãos na cabeça.
Não entendi absolutamente nada. Ela tinha dormindo em meus braços e sucessivamente, acabei cochilando com ela neles. E acordei com ela se desesperando.
- Lana? – perguntei com receio – O que aconteceu em?
Ela continuava na mesma posição. Porém, chorava..
- Diz o que houve, deixa eu te ajudar e... – antes que eu terminasse de falar, ela me abraçou desesperada.
- Me desculpa... Por favor... Juro que tentei, juro! – soluçava.
Acariciei seus cabelos e suas costas para que ela se acalmasse.
Lana não estava nada bem, nada bem mesmo! Precisava de ajuda.
E rápido!
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Quando ela se acalmou, a deixei no sofá e fui até a cozinha fazer um chá.
- Deus, me de forças! – disse apoiando minha cabeça na pia.
Eu estava tentando ser forte para ela. Mas vê-la nesse estado, era horrível!
Minhas lagrimas começaram a descer. E pela primeira vez, em muito tempo, permitir-me chorar por alguém. Tentava abafar o som do meu choro com a mão, mas não adiantava muito. Sentei-me no chão da cozinha abraçando as pernas e chorei, chorei pra valer.
Minha vontade era de matar Fred. Como um homem tem a coragem de tratar uma mulher como Lana desse jeito? Se ela fosse minha, nunca deixaria ela sozinha. Nunca deixaria ela se sentir um nada, um lixo ...
- Jen? – a voz de Lana interrompeu meu pensamento.
Merda! Merda!
- Você ta chorando? – ela perguntou assustada.
- Não.. Estava pensando. – respondi breve para ela não notar e levantei do chão.
- Olha pra mim.. – ela pediu.
- Já levo o seu chá Lana.. - tentei fujir do assunto.
- Jen, olha pra mim. – ela me tocou.
Estremeci.
Ela foi me virando, mas não consegui olhá-la. Estava envergonha e ainda choramingava. Senti suas mãos quentes levantarem meu queixo, obrigando-me a olhá-la.
- Você tava chorando por minha causa? – perguntou confusa.
- Não, acho que minha... Alergia atacou. Só isso... Deixa terminar o chá. – tentei virar, mas ela me segurou.
- Não minta! – falou autoritária demais. – Por favor... – mas logo se conteve.
- Estava! – disse por fim – Era isso que você queria escutar? Estava Lana!
- Mas... Não entendo.. – ela se assustou com meu tom de voz.
- Eu to morrendo por dentro! Ver você assim, esta me matando aos poucos! Ele esta matando você Lana! Já viu o seu estado? Olha pra você! Você precisa de ajuda! – minhas lagrimas corriam livremente, e minha voz estava totalmente alterada.
- Me desculpa.. – ela disse se afastando e indo para porta da cozinha.
- Aonde você vai? – segurei seu braço.
- Pra casa. Não é justo você me ver assim... Ficar assim por minha causa. Não tive a intenção de deixar você mal, não mesmo. Me perdoa! – ela abaixou a cabeça.
- Sabe o que me deixa mal? Ver que você não se ama mais. Isso me deixa mal! Acha mesmo que ir embora vai resolver alguma coisa? Você precisa de ajuda Lana. Precisa voltar a se amar. - cuspi minhas palavras.
- VOCÊ ACHA QUE NÃO SEI? EU SEI JENNIFER! REPITO ISSO PRA MIM TODO DIA, MAS NÃO ADIANTA! NÃO SEI MAIS FAZER ISSO! – ela gritou desesperada.
Chorando.
- Se ele não mostra como.. Eu mostro!
- O que você.. – ela começou a falar. Mas coloquei um dedo em seus lábios vermelhos.
- Shii.. Tente não falar.. – Encarei aqueles olhos lindos. Totalmente confusos e um pouco amedrontados agora.
Não pensei mais. Apertei sua cintura, e a beijei de forma apaixonada. Seus lábios eram doces e macios. Totalmente convidativos.
Uma perdição. Minha perdição!
Lana'
Quando Jennifer me "encurralou" no hall da porta, já tinha uma ideia do que ela faria, mas não estava levando muita fé. Estava confusa! Mas no instante que seus lábio tocaram os meus, foi mágico.
Ela apertava minha cintura e eu a envolvi pela nuca. Seus toques me causavam arrepios e um calor inimaginável que vinha de dentro pra fora, de baixo pra cima, algo que eu nunca, nunca tinha sentido antes.
As mãos de Jen deslizavam por cima do meu vestido, subindo ele um pouco. Ela me envolveu com os braços e aprofundou o beijo. Ela prendia minha língua com seus lábios e os sugava com pura sensualidade, com força. Quando ela apalpou meu bumbum gemi. O que a fez sorrir.
Jennifer me tinha em seus braços literalmente. Pela primeira vez naquele mês, me senti desejada! Posso ate dizer que completa.
- Você é tão gostosa.. – ela começou a distribuir os beijos em volta do meu pescoço. – Tem ideia do quanto eu te desejo, mulher?
Ela roubou meus lábios novamente. Suas mãos estavam inquietas, não estavam satisfeitas apenas em apertar meu bumbum. Ela não aguentou e colocou as mãos por baixo do meu vestido, acariciando minha cocha direita.
- Jen.. Não podemos!... É errado.
Ela parou de me beijar e me encarou.
- Por favor... não me impeça de te amar!... Por favor Lana.. – choramingou e acariciou minha face.
Eu não deveria ter correspondido. Deveria ir embora e fingir que isso nunca aconteceu.. É Fred que amo!
Jen começou a se afastar e seu rosto enrubesceu. Eu estava magoando ela, da mesma forma que Fred me magoava.
Ela não merece isso!
Ninguém merece!
- Me beija! – quando dei por mim, já tinha falado.
- O que? – ela me encarou surpresa.
- Me mostre o seu amor. Mostre como me ama! – supliquei.
- Você esta falando sério? – seus olhos brilharam.
- Me faça sua Jen, só sua!
- Sempre!
Naquele instante, a única coisa clara para Jennifer e Lana era o desejo incontrolável delas. O amor de uma, pela redenção da outra.
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