Queria me desculpar pela demora, mas eu estudo e estava bem ocupada. Ocorreu outras coisas que também me impediram de escrever, então sinto muito! E pra quem disse que eu deveria ter mais consideração com vocês, me desculpe, mas faço o possível pra postar. Não fico satisfeita de demorar tanto tempo, mas não posso deixar de fazer minhas obrigações pra ficar escrevendo a fanfic. Sei que é muito chato quando acompanhamos uma fanfic e o autor demora pra postar, afinal eu também leio fanfics e fico com muita raiva quando isso acontece. Peço desculpas mais uma vez, e espero que gostem do capitulo.
Quando Lana acordou, seus olhos percorreram o quarto da loira. Notou que ele havia mudado em alguns aspectos desde a última vez que ela esteve ali. Sentou-se na cama prendendo o cabelo num rabo de cavalo e sentiu a cabeça pesar. Ainda não tinha despertado totalmente.
"Vou ver se ela já levantou, ai pergunto. Mas não se preocupe, vamos ficar bem." "Não vou demorar, volto em 20 min." "Tudo bem."
Lana não soube distinguir quem estava falando. Sua cabeça pesava bastante, mas quando Julia abriu a porta, constatou quem havia saído.
- Você acordou. Jen foi até farmácia, não vai demorar muito. – Julia informou.
- Ah... Tudo bem.
- Você vai dormir aqui certo? – Lana não entendeu muito bem a pergunta... – Quero dizer, já é tarde, então.
- Não sei... Acho que vou pra casa. – disse vendo à hora no celular. – Nossa! Dormi tanto assim?
- Mais ou menos, mas não se preocupe, tenho certeza que Jen não vai se importar. – a morena sorriu com o comentário de Julia.
Elas ficaram durante um tempo conversando. Em nenhum momento voltaram a tocar no assunto que tiveram pela manha, não precisavam. Ao meio da conversa foram surpreendidas por Elli, que entrou no quarto sonolenta, chamando pela mãe.
- Olha quem acordou. – Julia pegou a filha nos braços, e encheu seu rostinho de beijinhos.
- To com sede mamãe.
- Vamos ver algo pra você então. – pediu licença a Lana, e saiu do quarto.
Depois que ficou sozinha Lana se convenceu a tomar um banho, e se agradeceu mentalmente e fisicamente depois que o fez. Estava se sentindo melhor. Vestindo um roupão preto e sentou na cama. Lembrou que quando viu a hora a alguns minutos atrás, tinha uma mensagem pra ela. Havia duas chamadas perdidas não identificadas, e um sms de Matt.
Matt
Quando vou passar o final de semana com vocês? To com saudades suas! Te amo muito.
Meu coração ficou apertado, pois não via meu menininho a mais dois meses.
Com Fred viajando sem parar, não tinha motivos para que a mãe dos meninos o deixasse ir lá pra casa. Sabia que ela não gostava de mim, não entendia o porquê, mas não me importava. Ela era uma boa mãe, e eu não queria arrumar briga com ela por conta de Matt. Ele era filho dela, não meu.
Lana se recompôs e acabou pegando uma roupa de Jennifer emprestada. Uma blusa de manga comprida branca e uma calça de moletom azul clara foi o que ela escolheu. Depois de pentear os cabelos se sentou na poltrona de frente pra janela, tinha uma bela vista ali. Pensava em tudo que lhe havia acontecido, e como Jennifer a aceitou ali.
Será que ela faria o mesmo? Será que Jennifer realmente a amava tanto assim? Claro que amava, ou seria por pena? Ela não queria a pena de Jennifer. E mesmo que fosse esse o motivo, não se achava no direito de receber isso.
*Duas batidas na porta*
- Hey. – Jennifer diz entrando no quarto.
- Hey.
- Demorei muito? – a loira coloca uma sacola branca sobre a cama e vai ao encontro de Lana.
- Não muito, sua irmã ficou um pouco comigo. Conversamos. Foi bom.
- Você está melhor? Quer conversar? – Jennifer encostou-se à janela.
- To melhor sim. Peguei umas roupas suas, espero que não se importe. – disse encabulada.
- Ficam melhores em você do que em mim. – riu – Julia fez algo para comermos, vamos? Depois voltamos pro quarto.
- Acho melhor ir pra casa. – a morena levantou.
- Ele te ligou? Foi isso?- Jennifer disse irritada
- Não, mas eu tenho que ir.
- É o que quer? Porque se for eu não vou te impedir.
- É o certo. – disse por fim
- Porque você não fica hoje? Pode dormir aqui, durmo com Julia e a Elli. – Jennifer suspirou. - Só quero que fique segura. – ela se aproximou – É tão difícil entender que me importo com você?
Lana fechou os olhos, suspirou.
- Não é educado deixar sua irmã esperando não é?
O jantar foi "descontraído" na medida do possível. Julia era uma das pessoas mais encantadoras que Lana já havia conhecido. Contou varias historias sobre a adolescência de Jennifer e dela, e como elas se metiam em encrenca. Mas também contou como sempre foram muito unidas.
- Então o irmão de vocês sempre foi mais calmo? Vocês duas que eram as pestinhas? – Lana riu tomando um gole de vinho branco.
- Julia era a pestinha! Eu e Daniel éramos levados, mas nem sempre. – Jennifer se defendeu.
- Confesso que aprontava bastante, mas Jen sempre teve o pior temperamento! Sempre brigava por tudo! - Jennifer fez cara de ofendida e depois riu.
- Eu era assim com minha irmã também. Denna é mais calma, tenta sempre relevar tudo, sempre pensa nas conseqüências. É politicamente correta pra tudo! Já eu, sou o oposto de dela.
- Você tem cara de encrenca. – Julia disse rindo.
- E ela é! É uma bela encrenca... – Jennifer disse sorrindo com os olhos.
- Sempre me disseram isso, acho que minha falta de paciência é meu pior defeito. Mas tem seus momentos de encanto. – devolveu o olhar.
A conversa continuou, mas depois de um tempo Lana se ofereceu para lavar a louça junto com Julia, enquanto Jen retirava a mesa, e arrumava a sala.
- Você fala da sua família com muito carinho Lana, parecem ser ótimas pessoas.
- E são! Bom, parte da minha família é, mas quem não tem um lado negro na família. – ela ri.
- É verdade. – Julia concorda. – Mas eles aceitam você?
- Me aceitam? Como assim? – ela continuou a lavar o prato.
- Aceitam você ser bissexual? - Lana deixou o prato cair, assustando Julia.
- Já entendi a resposta. – Julia sussurrou.
Elas terminaram de lavar a louça em silencio. Jennifer foi até a cozinha e anunciou que ia tomar banho.
- Eles não sabem Julia. – disse surpreendendo a morena que guardava os pratos no armário. – Minha irmã sabe. Ela não me julga, mas sabe que vai ser um caos se eu resolvesse assumir isso. E eu não sinto na necessidade.
- Você é independente, eles não têm nada com suas escolhas. – Julia se sentou na cadeira.
- Também, mas tenho medo da reação da minha mãe. Já tive um caso desses na família e vi como meu primo sofreu sabe? Como as pessoas se afastaram dele! Lembro que minha mãe disse que não achava justo fazerem isso com ele, mas agradecia por não ser um de seus filhos.
Julia pegou na mão de Lana e olhou nos olhos dela.
- Meus pais nunca perguntaram pra Jen se ela gostava de meninas, não era preciso. Mas também nunca julgaram. Sempre deixaram claro, o que importava era a nossa felicidade, sendo ela do jeito que fosse com quem fosse.
- Minha mãe também dizia isso pra nós, mas é diferente quando acontece com você. – ela suspirou. – Eu nunca me imaginei assim! Não nego que já me senti atraída por meninas quando era garota, cheguei a trocar uns beijos, mas, era por curiosidade entende? Nunca imaginei que fosse realmente amar uma mulher.
- Acho que ninguém nunca espera!
- Principalmente quando se é hétero... - Ela me passou um meio sorriso, como se quisesse me reconfortar, mas não era muito possível.
Nos despedimos, e fui para o quarto de Jen. Abri a porta sem bater, e acabei me deparando com Jennifer apenas de langeri. Uma langeri bem pequena por sinal.
- Me desculpa... Devia ter batido antes... Eu – Lana dizia sem parar de encarar o corpo maravilhoso da mulher a sua frente.
Jennifer'
Lana não parava de babar pelo meu corpo. E isso não me incomodava nem um pouquinho. Ela começou a se enrolar pra falar, e eu achei bem fofa por sinal. Mas vi que ela estava extremamente envergonhada.
- Tudo bem, já esta indo me vestir mesmo. – disse indo até o armário.
Confesso que me vesti demoradamente por saber que ela não parava de me encara. Mesmo estando atrás de mim, conseguia sentir seu olhar sobre meu corpo. Prendi o cabelo num rabo de cavalo e perguntei se ela ia dormir. Ela respondeu que não agora, não estava com muito sono, mas dali um tempo ele chegaria.
- Bom, se precisar estou no quarto da ao lado. Boa noite. - disse sorrindo de lado.
Ela concordou.
- Obrigada. – ela disse baixinho quando coloquei a mão na maçaneta da porta.
Jennifer foi em direção a morena e a beijou com paixão. O impulso de seu corpo contra o dela as levou até a parede. O gosto dos lábios carnudos aveludados era a mais perfeita expressão do amor... Estavam dividindo um dos beijos mais significativo de suas vidas. A saliva da morena era néctar para a loira, assim como seus dentes eram passatempo para Lana. Brincavam desesperadas, dentro de suas bocas, explorando-se, completando-se, entregando-se de vez a mais pura verdade emocional em que poderiam estar mergulhadas.
Não havia orgulho, não havia rancor ou pena... Suas mãos dominaram seus corpos. Jennifer segurava com força o pescoço de Lana com a mão esquerda, enquanto a direita já havia se encarregado de deslizar pelas curvas da morena. Lana sentia seu corpo todo estremecer. Toda sua sexualidade, toda sua sensualidade, toda sua feminilidade se potencializavam ao menor toque da loira em sua pele. Não havia necessidade de respirar.
A loira sugava a língua da morena com força, como se quisesse conferir que aquilo era verdade, que ela estava ali. As mãos de Lana seguraram com força a blusa de Jennifer. A intensidade de sensações foi demais para a loira. Sentir a pele quente da morena a estava deixando completamente maluca.
O beijo parou de repente. Foi Jennifer a que deu fim a ele, mas seu corpo permaneceu no mesmo lugar. Mantinha seu rosto encostado ao de Lana, respirando ofegante sobre a pele morena. Aquela que falasse primeiro teria que dizer algo que não estragasse aquele momento. Era responsabilidade demais para uma hora tão emocional! A loira permanecia em silêncio, no mesmo lugar, com os olhos fechados, respirando fortemente, fazendo Lana sentir cada vibração de sua respiração.
A morena estava com medo do que se passava na cabeça da loira. Não esperava por aquele beijo repentino.
- Acho melhor eu ir. – Jennifer disse por fim.
- Fica. Dorme comigo. – Lana segurou o rosto de Jennifer entre as mãos. – Apenas dorme comigo.
Lana puxou Jennifer lentamente para cama e assim ficaram o resto da noite.
Juntas.
Depois que as gravações terminaram e enfim estava de férias, estava pensando seriamente em ir pra LA. Afinal, quase nunca via meus pais.
Estava terminando de pegar minhas coisas no camarim quando Ginny e Lana entraram no mesmo.
- Jen ainda está aqui. – Ginny disse se sentando ao meu lado no sofá. – E então? Planos?
- Ainda não, mas acho que vou pra casa dos meus pais. – disse sorrindo suave. – E vocês?
- Eu e Josh temos que ver algumas casa então vamos ficar uma semana aqui. E depois vamos pro Tennessee , visitar meus pais, eles ainda não me viram grávida. – ela disse acariciando a barriga um tanto avantajada.
- E você? – disse olhando pra Lana que estava meio alheia.
- Ah sim... Acho que devo ir pra Nova Iorque. Minha mãe não gostou muito de LA, e então voltou pra lá.
- Brooklyn? – Ginny perguntou.
- Não, ela ta morando NY mesmo, mas não se desfez da nossa casa. – ela disso rindo.
Nossa conversa foi curta. Ginny foi embora primeiro junto com Josh, e então o ambiente ficou um tanto pesado. Lana mexia no celular enquanto terminei de pegar duas bolsas minhas para finalmente ir pra casa.
- Já está indo? – ela perguntou.
- Sim, já peguei tudo. Quer carona? – perguntei sabendo que ela tinha vindo junto com Emilie.
- Não sei se é uma boa ideia. – ela sorriu fraco.
- Acho que já passamos dessa faze, não? Já está tudo esclarecido entre nós. Certo? – disse encarando ela.
- Fred está em casa, se ele vê você...
- Já entendi. – Me aproximei dela, e lhe dei um beijo no rosto. - Boas férias Lana, a gente se esbarra por ai.
Ela segurou meu braço e me abraçou antes que eu saísse. Há algum tempo não sentia o calor do corpo dela. Não por sua livre e espontânea vontade. Fechei a porta do trailer, e a abracei de volta.
- Não se afaste de mim. Acredite, é muito difícil pra mim também. – ela sussurrava.
- Acredito em você, e não vou me afastar. Não se você não quiser. – falei igualmente. – Eu preciso ir. – me afastei com dificuldade.
- Fica mais um pouco. – ela pediu baixinho.
- Não é uma boa ideia, mas me liga que se quiser conversar. Sabe onde me encontrar.
- E se você não estiver aqui? – ela desvirou o olhar.
- Eu sempre vou estar em qualquer lugar que você queira que eu esteja. – e sai.
Quando entrei no meu carro senti as lágrimas escorrerem. Não eram lagrimas de decepção ou magoa, eram lágrimas apenas de saudades. Saudades de um tempo que nunca tivemos, e que provavelmente hoje, nunca viremos a ter.
Não nos beijamos mais, não nos tocamos mais, mas quando uma pega na mão da outra, às vezes sem pensar, de tanto que se ama. A gente vai levando. É difícil na maioria das vezes, pra não dizer sempre. Tenho vontade de fugir, mas prometi a ela que não faria isso. E assim vou aprendendo que nem sempre pra estar junto, precisa ta perto.
Cheguei a casa e fui direto pro banho. Não demorei muito, apenas o necessário. Fiquei vendo TV e tomando cerveja pelo resto da noite, não tive vontade de comer. Ava me olhava como se soubesse a batalha que acontecia dentro de mim.
- Acho que devíamos sair um pouco desse país, certo? – fiz carinho na cabeça dela. – Está com saudade de seus avos amor?
Ela balançou o rabo e ficou em pé no sofá. Tirei o telefone do gancho e liguei pra casa dos meus pais.
- Alô? – a voz do meu pai soou do outro lado
- Hey Dad! – disse tentando soar animada.
- Jen? Querida é a Jen! – ele gritou. – Como vai querida?
- Vou indo papai, e vocês? – meu pai não conseguiu me responder, minha mãe começou a gritar no telefone.
* Judy não consigo falar com nossa filha assim, se acalme mulher ela vai te atender. *
- Passe o telefone pra ela papai, depois falo com você. – disse rindo.
- Jennifer Marie Morrison, você tem noção de quanto tempo não fala comigo? – minha mãe disse brava.
- Mãe você sabe que eu gravo quase o dia inteiro. Fica difícil falar com vocês.
- Seei! Você esta comendo direito? – e lá começou o interrogatório.
Fiquei respondendo as perguntas "básicas" da minha mãe por quase quinze minutos, até que meu pai falou que queria falar comigo também.
- Vou passar pro seu pai querida. Vê se come direito em. Mamãe te ama!
- Também te amo mãe! – disse rindo.
Logo meu pai voltou a falar comigo e ficamos conversando por duas horas.
- Você esta com uma voz nada animada filha, o que aconteceu?
- Nada importante pai...
- Quando se trata do coração sempre é importante. Ainda mais do seu. – ele me fez sorrir.
- Você sempre soube a filha que tem, não é?
- Diferente dos seus irmãos, você não consegue me enganar quando se trata de sentimentos. Mas me conta, o que esta te deixando assim?
Minha garganta deu um nó, eu simplesmente não conseguia falar. As lagrimas começaram a cair e meu soluço me denunciou. Meu pai me pediu calam e disse que ia pro escritório, assim minha mãe não desconfiaria de nada.
- Fique calma Jen! Respire, e me conte o que aconteceu.
- Não consigo pai... É muito difícil. Preciso contar o que ta acontecendo, mas assim não dá.
- Então venha pra casa. – ele disse firme
- Não quero que mamãe perceba, sabe como ela é...
- Ela não vai perceber. Afinal você sempre soube esconder seus sentimentos dela, e de todos.
- Vou tentar.
Vou postar na sexta feira, dia 6, mas preciso da opinião de vocês! Quero saber se levo a fanfic a diante? E se vocês estão gostando do rumo que ela esta indo.
