Podem me xingar, eu sei que demorei, que não fiz o que tinha dito, sei disso! E peço desculpas. Queria agradecer pelos comentários, adoro ler cada um, até mesmo os irônicos, mas mereci. Enfim, espero que gostem do capitulo ;)

Jennifer entrou no Langham Place ás cinco e meia da tarde. Deu o nome e o número do quarto de Lana na recepção e sua entrada foi liberada. Estava nervosa e ao mesmo tempo muito ansiosa. Afinal, a conversa que as duas teriam aquela tarde, definitivamente, definiria a situação delas.

Pelo menos na cabeça dela.

Há alguns anos atrás, ela já teria seguido com sua vida. Já teria dado por encerrado o romance, ou o envolvimento, seja lá como ela deva chamar o ela tiveram. Mas quando se tratada de Lana, tudo era diferente pra ela.

O elevador parou no décimo primeiro andar e a loira saiu. A cada passo que dava em direção ao quarto de Lana sentia seu coração acelerar cada vez mais.

Então ela parou.

Suspirou pesadamente, não antes de pedir internamente que tudo desse certo dessa vez.

E deu três toques no quarto 863.


Era incrível como toda vez que ela estava na minha frente o resto do mundo parecia totalmente insignificante. Mesmo que não falasse nada, que não esboçasse um sorriso ou uma risada, ainda sim, só por ter sua presença, minha vulnerabilidade transbordava.

- Você quer beber algo? Eles fazem sucos maravilhosos aqui. – perguntei a ela.

- Estou bem, mas pode pedir se quiser. – respondeu serena.

Fiz um gesto pra ela se sentar, enquanto eu ligava pedindo dois sucos e alguns frios.

Ela se sentou e retirou o casaco.

PUTA MERDA JENNIFER!

Virei de costas para conseguir me concentrar no que a mulher falava ao telefone, não demorei muito e desliguei finalizando o pedido.

- Hotel legal. – escutei a voz dela á centímetros de mim.

Me virei e encarei aqueles lindos olhos verdes.

- É, o atendimento é muito bom. – sorri.

- Você chegou quando? – ela disse me encarando sem cerimônia.

- Há alguns dias atrás, vim ver minha família. – passei a mão no cabelo, nervosismo fazendo presença.

E ela notou, sempre notava.

- E sua mãe deixou você ficar num hotel? – ela me olhou desconfiada.

- É complicado, mas e você? Chegou quando? – comecei a me afastar.

- Ontem, o que aconteceu? – ela segurou meu braço delicadamente.

- É complicado. – respondi indo até o sofá.

- Você já disse isso. – ela retrucou e se sentou ao meu lado.

- Me desentendi com minha mãe e achei melhor ficar aqui, pra por minha cabeça no lugar. – sorri sem ânimo.

- Fred? – perguntou.

- Seria mais fácil se fosse sobre ele.

- Brigas acontecem o tempo todo. – ela pegou na minha mão e me olhava calma. – Vai dar tudo certo, vocês se amam acima de tudo.

- Nem sempre o amor basta, Jen. – ela me olhou confusa, sem entender o porquê da minha resposta.

- Ela sua mãe.

- Não é isso. – suspirei. – Claro que a amo e vice versa, quero dizer que nem sempre o amor supera tudo, ou cura.

- E nem deve. – ela sorriu com os lábios. – Tenho certeza que vocês vão se resolver, e o que quer que tenha acontecido...

- Eu contei.

- Contou... O que? – ela ficou confusa e surpresa.

- Você sabe o que! – tirei minha mão da dela e cruzei meus dedos.

- Sobre o que Fred? – ela arregalou os olhos.

- Não, na verdade eu não contei, ela escutou uma conversa minha e da Deena, sobre o Fred e nós duas.– disse nervosa.

- Sobre nós? Por essa eu não esperava. – me olhou novamente surpresa e continuou – Mas eu também contei. Pro meu pai.

- Sobre nós ou sobre o que o Fred...

- Sobre nós é claro, nunca iria te expor dessa maneira, sei como é horrível! – ela disse convicta.

- Desculpa. Eu só não quero ninguém sabendo disso, só contei pra minha irmã porque precisava. – confessei.

- É como se não tivesse acontecido se ninguém sabe. – ela disse olhando pro nada.

- Você fala como se soubesse. – ri seca. – Mas eu estou melhor com isso agora, acho que a terapia me ajudou.

"Jen, você precisa contar a ela, vai ajudar vocês duas, você precisa enfrentar isso de uma vez por todas."

As palavras de Julia fizeram eco na cabeça de Jennifer e ela não queria mais guardar segredos de Lana.

Nem mesmo o que ela tinha enterrado a mais de sete chaves.

- Você contou pra mais alguém? Sua mãe? – a voz da morena despertou os pensamentos da loira.

- Minha mãe é um pouco mais complicada, digamos assim. Ela sabe, sabe que eu sei que ela sabe, mas não acho que devo ter uma conversa com ela agora. Na verdade, acho que tenho medo das perguntas que ela possa me fazer, sei lá. – respondeu pensativa.

- Eu vim pra NY pra contar a ela, mas ela acabou descobrindo da pior forma e ficou com raiva. Não tiro a razão dela, nunca fui de ter segredos com ela e nem minha irmã. – a voz de Lana começou a falhar. - Ela me disse coisas que mereci ouvir, mas nunca esperei que ela me visse como uma... Aberração, ou uma coisa. – não conseguiu conter-se e começou a chorar.

Jennifer a envolve num abraço apertado e tenta acalmá-la, como se quisesse tirar todo aquele sofrimento dela. Consegue ajeitar a morena em seu colo e passa a acariciar os cabelos dela com carinho, enquanto a mesma chora com sofrimento a cada instante.

- Eu sempre tive medo de contar aos meus pais sobre a minha sexualidade, afinal, sempre me envolvi com homens. E algumas mulheres também, mas nunca foi algo sério, era sempre momentâneo. – disse baixinho, como se fosse um segredo. – Eu chegava a pensar que era por brincadeira, por carência, mas ai eu conheci uma amiga da minha irmã. E ela me fez sentir coisas que ninguém nunca tinha feito.

Ela encosta sua cabeça na de Lana e suspira.

- Meus irmãos nunca me questionaram, ou julgaram. Nunca admiti pros meus pais, mas não foi por medo, só nunca achei que eles precisavam saber. E ai, quando contei pro meu pai, não cheguei a duvidar da atitude que ele teve. Mas ainda assim, fiquei surpresa. Os pais sempre sabem os filhos que tem, ele me disse. E a sua mãe sabe a filha que tem! Mesmo que ela nunca tenha se questionado, ela sabe. Eles não erraram, não fizeram aberrações ou monstros, isso não define nosso caráter ou índole, somos o que somos, amando outra mulher, outro homem, não importa! Isso não define você ou eu, nós que fazemos isso, não eles. - os olhos castanhos de Lana, agora totalmente avermelhados, encararam os verdes da loira, que estavam marejados. – Você não é uma aberração, e nunca vai ser. – acariciou a face da outra.

Lana não entendia como era possível. Depois de tudo que já tinha feito à loira, depois da dor que elas passaram, e ainda passam, como Jennifer podia olhá-la daquela maneira? Com tanto amor e carinho. Dizer aquelas coisas e está ali por ela, quando mais precisava.

- Sinto como se não merecesse você, o seu amor e sua compreensão. Suas palavras... – chorava.

- Me disseram que quando se ama, mesmo que você tenha todos os motivos pra ir embora, se você acredita, você luta! E eu vou lutar por você. Porque mesmo que eu pudesse escolher quem amar, ainda assim, seria você.

Lana chorou ainda mais quando sente os beijos de Jennifer em seu rosto, beijando suas pálpebras, suas lágrimas.

"Eu amo você pequena, e provavelmente sempre vou amar." Escutou a loira dizer baixinho.

Quando abriu os olhos, pra ver se aquilo era mesmo real, pra saber se alguém realmente podia amá-la tanto como a loira dizia, viu a sinceridade que sempre via nos olhos de Jennifer.

- Nunca pensei que pudesse ter isso, com tanta intensamente. – sorriu como há muito tempo não fazia.

- Se você deixar, e espero que deixe, vai ver como é um doce te amar pequena. – Jennifer continuava acariciando a face dela. – Queria tanto te beijar. – o polegar dela roçava no lábio inferior de Lana.

- E o que está esperando? – Jennifer da um sorriso um tanto triste pro "momento".

- Não posso fazer isso com você e comigo de novo. Quero sim ficar com você, é o que mais quero, mas isso não depende só de mim, e você sabe. – disse seria, mas calma. – Você quer fazer isso dar certo? Porque eu estou disposta a lutar por nós, estou disposta a fazer tudo! Mas preciso de você junto comigo, mostrando que também me ama e quer lutar pelo nosso amor.

Lana se manteve calada, a loira estava certa.

Elas tinham começado isso da forma errada, mesmo que na época acreditasse que Fred estava traindo ela, foi errada em traí-lo. Não queria mais segredos, fazer as coisas por baixo dos panos pra mais alguém sair ferido no final, elas tinham que esclarecer tudo.

De uma vez por todas.

- Eu tenho que te dizer o outro motivo que me trouxe aqui. – começou voltando seu olhar pra loira. – Antes vir pra casa da minha mãe, Fred fez um acordo comigo.

- Ele ta querendo virar o Rumpelstskin? Era o que faltava mesmo. – ela disse debochada.

- Escuta. – pegou nas mãos dela. – Ele ta tentando se redimir Jen, não posso dizer que não, porque ele está! Mesmo que não vá fazer alguma diferença no nosso relacionamento.

- Você não vai falar que vai dar outra chance... – Jennifer começou a querer levantar, mas Lana segurou os braços da loira.

- Escuta primeiro! Meu Deus, que difícil falar com você. – disse irritada. – Continuando, ele está vendo o quanto estou infeliz ao lado dele e triste por vê-lo descontando as frustrações que temos nos meninos, que não tem nada com isso! Então ele disse que se eu contasse a minha mãe toda verdade ele me deixava em paz e nunca mais me perturbaria.

- Ele disse isso? – a loira estava perplexa.

- Disse, eu achei o cumulo ele me "chantagear" mais uma vez, mas fiquei aliviada por ele ter feito. – disse sincera. - Ele me impulsionou a falar a verdade, por meios ridículos, mas o fez.

- E se você não falasse?

- Iríamos nos casar, e eu ia passar uma borracha em tudo.

Jennifer estava bem confusa. Parte dela estava feliz por Lana ter aceitado o acordo e ter "contado" tudo pra mãe. Mas a outra parte se perguntava: Será que ela teria mesmo contado? Se Dolores não tivesse escutado a conversa dela e de Deena, ela teria contado?

- Você não parece feliz. – Lana perguntou buscando meu olhar.

- Eu estou, claro, agora você vai ser feliz, vai ficar longe dele. – tentei sorri.

- Mas? – ela me olhou de lado. – Fala Jen, o que ta te incomodando?

- Você teria contado? Se sua mãe não tivesse escuta por um acaso, você teria contado? – olhei seria pra ela, mostrando minha desconfiança.

- Era a minha intenção! Não posso dizer que estava com cem por cento de convicção que contaria, mas estava buscando coragem! Minha irmã me deu força, disse que me ajudaria, eu queria fazer. Se não, teria arrumado uma desculpa e não teria vindo! – ela rebateu irritada.

- Você não pode me culpar por duvidar. Tenho motivos pra isso. – retruquei.

- Eu sei que já te dei milhões de motivos pra mostrar que fui uma covarde, que me comportei feito uma adolescente que parecia indecisa com o namoradinho da vez. Mas eu me arrependi, não queria ter me comportado assim! Eu fiquei apavorada, nunca me vi desse jeito.

- E você acha que eu já? Claro que já me apaixonei intensamente, mas não dessa forma. Você despertou tudo em mim Lana, meu lado mais primitivo, irreconhecível, irreversível e inabalável.

- E você me despertou o amor! Nunca achei que pudesse amar dessa forma, principalmente você. – ela sorriu. – Você que era a minha loirinha estressada que nunca se abria muito fácil, mas o pouco era o bastante. E que acima de tudo, era minha amiga.

- Eu ainda sou, e vou ser o que você quiser que eu seja. – disse entrelaçando nossos dedos e acariciando as costas das mãos dela. - Você sabe disso.

Lana descruza os dedos delas fazendo Jennifer encarar ela confusa, mas a loira não teve tempo de falar, ou questionar o até, pois no instante seguinte sentiu os lábios de Lana sobre os seus.

A sensação era de estarem em uma montanha russa, quando seus lábios se encontravam, era única, e cada vez que faziam, descobriam uma nova sensação. A morena sentou em cima da loira, colocando uma perna de cada lado, os braços envolta do pescoço, e lambeu demoradamente o lábio superior dela.

Ela estava brincando com o fogo, novamente.

Jennifer agarrou com força os cabelos negros de Lana e puxou a cabeça dela pra trás, dando livre acesso ao pescoço esbranquiçado da morena. O lambeu de baixo pra cima e o sugou demoradamente, marcando o que era seu.

- Porra. – Lana gemeu manhosa e se esfregou no colo da loira.

A loira apertou a bunda dela dando uma palmada e disse entre dentes.

- Não faz isso. – Lana sorriu e se esfregou novamente, com mais calma e com mais força dessa vez.

Jennifer perdeu o controle e sem cerimônia alguma, abaixou a blusinha preta que Lana vestia constatando o que já suspeitava, ela estava sem nada por baixo. A morena ficou surpresa pela atitude da loira, mas não se fez de rogada, jogou o corpo pra frente colocando os seios praticamente na cara da loira, se oferecendo pra ela. Jennifer sorri com a atitude e começa a distribuir beijos sobre colo dela, rodeando com os dedos os mamilos endurecidos, atiçando-a cada vez mais.

A morena joga a cabeça pra trás e umedece os lábios com a língua.

Queria sentir a boca dela em seus seios.

A loira vê o quão sensível a mulher está e dá um pequeno beliscão nos mamilos dela, fazendo outro gemidinho manhoso sair da boca da morena.

- Para de me torturar... Por favor. - um sorriso escapa dos lábios da loira.

Ela desliza a língua ao redor dos mamilos, prendendo-os vagarosamente entre os dentes, sugando-os com paciência e dedicação. Os gemidos acenderam uma chama incontrolável no interior de Lana, que não conseguiu falar mais nada. As palavras não se formavam apenas sons, suspiros e mais gemidos.

A mão direita de Jennifer deslizou pra dentro a calça de moletom que a morena usava, e começou a acariciar a intimidade de Lana por cima da calcinha, sentindo o quanto ela estava molhada:

- Toda molhada... Toda gostosa! – sussurrou sobre os lábios da outra.

Continuou a massagear o clitóris de Lana sobre a calcinha e olhava hipnotizada para o rosto da morena, que estava de olhos fechado, de pura excitação. Sentia os quadris dela moverem-se conforme seus dedos brincavam. Estavam se entendendo, como sempre... A loira moveu a mão para dentro da calcinha de Lana, que segurou sua nuca com força. Sua respiração ficou pesada. Ela estava tensa e Jennifer notou:

- Olha pra mim. – pediu com calma. E Lana o fez. – Podemos parar se quiser... – continuou com o tom de voz. – Você quer?

- Não. – disse firme. – Continua...

Jennifer voltou a mover seus dedos, deslizando-os delicadamente pela entrada da intimidade da morena. Seus olhares eram fixos um no outro. Quando a loira sentiu que poderia avançar, introduziu dois dedos vagarosamente dentro de Lana, que soltou um gemido de prazer. Fechou os olhos e buscou respirar o mais normal possível, mas não dava pra ser assim...

- Tudo bem? – perguntou com a voz doce e recebeu o sim da morena.

Os movimentos eram sem a menos pressa, queria que Lana estivesse confortável e sentisse prazer, queria sentir a textura das pares internas dela. Os beijos no pescoço da morena passaram a ser mais intensos, porém sem machucá-la. Beijou o queixo, o canto dos lábios, a orelha...

- Goza para mim... – sussurrou suavemente em seu ouvido. – Goza devagarzinho, por mim...

As unhas da morena arranhavam a nuca de Jennifer, deixando pequenos vergões, e a fazendo enlouquecer pelos gemidinhos em seu ouvido. A loira sentiu as paredes da morena pressionando seus dedos e o corpo dela começar tremer. Os espasmos do orgasmo foram assistidos atentamente por Jennifer, que tentou memorizar cada movimento.

Aquela mulher era dela.

E só dela.


Estavam sentadas no chão do apartamento comendo e se encaravam com ternura.

- É... Eu queria te pedir desculpas.. – Lana disse encabulada.

- Como assim? – a loira não entendeu.

- Você disse que queria ir com calma e eu estava, e ainda estou sentindo tanta falta de você, de nós... Das suas mãos em mim... – rosto dela estava completamente ruborizado. – Desculpa por ter apressado as coisas.

A loira sorriu ao escutar aquilo e tocou gentilmente o braço de Lana.

- Eu quis tanto quanto você, não me arrependo, acho que nem seria possível. – riu. – Mas o importante é estamos bem. Não é? – disse tentando parecer o mais certa possível.

Lana largou o copo de suco sobre a mesinha de centro e ficou de frente pra loira, segurando as mãos dela.

- Eu prometo, que a primeira coisa que farei é sair daquela casa quando voltarmos. Fred pode não cumprir com o que disse, mas não me importo. Quero ficar com você, quero amar você e dane-se o que ele vai achar. – e beijou os lábios rosados da loira.

- Se isso for um sonho, você está proibida de me acordar. – Jennifer sorri e deita Lana sobre o tapete da sala, traçando delicadamente o rosto dela com os dedos.

- Isso não é um sonho, e se fosse, desejaria nunca acordar. – puxou o rosto da loira pra baixo e a beijou suavemente.

Ficam trocando caricias e juras de amor, a cada toque, palavras, sorrisos e risadas, uma entendia perfeitamente o porquê tinham se apaixonado uma pela outra.

- Está ficando tarde. – a voz da loira disse sentando novamente no chão.

- Não pode ficar? – Lana disse ainda deitada.

- De verdade? – Jennifer sorriu boba.

- Claro que sim! Você é mesmo muito boba?! – riu. – Acha que não quero acordar olhando pra esse seu rostinho lindo, sentir esse seu corpo gostoso junto ao meu? – agora já sentada, beijava o pescoço da loira, que sorria encantada pela atitude da morena.

Lana sempre a surpreendia.

- Você vai ter que me emprestar uma roupa... – disse rindo entre os beijos que recebia.

- Comprei algumas coisas hoje de manhã, pode pegar o que quiser. – respondeu. – Tive que fazer isso já que não trouxe minha mala pra cá.

- E espero nem faça. – Jennifer falou séria. – Você deveria se resolver com sua mãe, se ficar aqui, essa situação pode acabar piorando.

- Estou magoada e ela também. A conheço bem, e não acho que seria uma boa voltar pra lá. - disse sincera.

- Não conheço sua mãe tão bem assim, mas sei que ela quer se resolver com você. – levantou o queixo da morena. – Ela pode ter te dito coisas que te magoaram e vice versa, mas você também não foi sincera o tempo todo. Não quero comparar uma atitude com outra, só quero que pense se vale apena ficar nessa situação.

Lana sorriu e beijou os lábios rosados da loira, como se agradecesse pela preocupação e pela força que ela tanto dava naquele momento, sem ter nenhuma obrigação.


Lana saiu do banheiro e viu Jennifer sentada na cama, usando uma blusinha branca totalmente justa e uma calcinha de renda roxa. A luz fraca, que entrava pela fresta da fina cortina do quarto, parecia fazer o contraste perfeito com a pele esbranquiçada da loira. Aproximou-se e estendeu a mão, para que ela levantasse. Jennifer nada entendeu, mas não questionou, levantou e sentiu as mãos da morena em sua cintura, a fazendo ficar de costas pra mesma.

Lana pôs os longos cabelos loiros de Jennifer sobre o ombro esquerdo, deixando as costas livres para que ela fizesse o que quisesse. E ela fez... Levou as mãos para a barra da blusa e deslizou a mesma para fora do corpo perfeito levando seus lábios a se apossaram de cada centímetro ao seu alcance. O gosto da pele da loira a embriagava. A textura em sua língua provocava um verdadeiro vulcão entre suas pernas. O escovar dos dentes no pescoço, fez Jennifer gemer sem perceber:

- Seu corpo me enlouquece... - a voz rouca fez Jennifer estremecer.

- Por favor, me toque! - disse excitada

- Estou fazendo isso... – Lana respondeu enquanto distribuía beijos pelo ombro nu.

- Não aí...

- Onde você quer que eu toque?

Jennifer segurou as mãos de Lana e as colocou sobre seus seios. A morena os apertou antes de acariciá-los com carinho. A loira virou o rosto e suas mãos foram direto ao pescoço dela, puxando-a para um beijo. Suas bocas já agiam coordenadas, sincronizadas...

- Me sinto perfeita quando você me toca... – a loira confessou ofegante.

- Você é perfeita. – Lana respondeu sorrindo

- Preciso que você me toque para sempre. - tom de voz era intenso.

- Pretendo fazer isso.

Jennifer se virou para ela e a beijou intensamente, enquanto suas mãos se encarregavam de despir à morena. Os lábios finos largaram a boca macia de Lana para se apossar da pele morena sedosa. A loira chupava a pele do pescoço dela com força, com a nítida intenção de marcá-la. Empurrou-a com cuidado sobre a cama, deitando-se sobre ela. Não deixou que a luz do abajur fosse apagada.

Queria enxergar tudo naquela noite.

- Você é toda gostosa! Seu corpo... Perfeito! Estou louca ao me dar conta de que posso te tocar. - dizia com os lábios sobre o colo da morena.

Lana arqueou as costas violentamente ao sentir Jennifer abocanhando seus seios. A loira precisava provar do gosto daquele corpo mais uma vez. Mas a morena também queria provar a pele esbranquiçada.

Dividiram-se em suas tarefas, em seus desejos.

As unhas de Jennifer arranhavam as costas de Lana conforme sentia os dedos dela lhe penetrando. Os gemidos da morena em seu ouvido e a fricção de seus seios a estavam fazendo gritar. As pernas definidas da loira prendiam Lana cada vez de forma mais apertada a seu corpo... E a morena se empenhava em levá-la ao mais completo êxtase.

Precisava que ela não esquecesse seus toques. Precisava lembrá-la que ela era dela.

O gozo de Jennifer chegou acompanhado de uma intensa mordida no pescoço de Lana. A morena aceitou de bom grado as marcas que ficariam dias em seu corpo. Não usaram o vocabulário selvagem de antes, não provocaram a outra de forma quente. Entregaram-se completamente ao desejo, à exploração do corpo, da pele.

Dormiram exaustas. Não se preocuparam em conversar após o orgasmo. Dormiram completamente encaixadas, uma nos braços da outra... Foi à campainha mais do que insistente que despertou Lana. Jennifer se remexeu nos braços da morena e resmungou algo.

Lana beijou e deslizou o nariz sobre o nariz da loira, repetidas vezes, com uma paciência inacreditável. Porém a mesma não fez menção de que iria acordar.

A campainha voltou a tocar. E então se lembrou.

Tinha pedido que Deena levasse sua mala até o hotel na manhã anterior. Levantou com cuidado, vestiu a calcinha e colocou o roupão branco do hotel.

Jennifer continuava imóvel na cama.

Saiu do quarto com cuidado e foi até a porta, mas antes, ajeitou o cabelo na frente do espelho tinha ali.

Jennifer saiu da cama com dificuldade, notou que Lana não estava mais ali e estranhou. A loira foi até o banheiro pra fazer sua higiene matinal e não demorou mais que dez minutos. Pegou pequena calcinha roxa que estava jogada no chão do quarto e a vestiu, porém não encontrou a blusa. Mas como só estavam as duas ali, não viu problema em sair do quarto apenas de calcinha.

- Querida? – chamou com a voz alta e não recebeu uma resposta.

Foi se aproximando da sala quando viu Lana aparecer no final do pequeno corredor em que estava. Porém pelo sono que ainda sentia não viu a cara de desespero que a mesma fez quando a viu apenas de calcinha. Foi andando com os olhos um tanto estreitos e quando chegou até ela, a beijou.

- Porque saiu cedo da cama? – disse entre os beijos e de olhos fechados. – Achei que teria meu café da manhã em grande estilo.

Não obtendo resposta nenhuma da morena, estranha e abre os olhos, para saber o que esta acontecendo, Lana estava estática.

- Mas o que... – a loira não consegue terminar de dizer a frase, pois uma velha voz conhecida se faz presente no recinto.

- Bom dia, Jennifer!

A loira vira seu rosto em câmera lenta, como quem não quisesse acreditar que era mesmo quem ela pensava. Mas era. A mulher levantou uma sobrancelha como Lana fazia, encarando o estado em que ela encontrava.

Merda!

- É... Bom dia, Dona Dolores. – sorriu amarelo e cruzou os braços na frente dos seios, tentando tampar a nudez.

E ai? Gostaram? Não me matem ok? O.K

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