Semana complicada, mas aqui está!

Beijos e até terça!

Não esqueçam de deixar seu comentário.


CAPITULO III

Depois do lanche, Alice se ofereceu para mostrar o restante da casa para Bella, Rosálie a acompanhou enquanto Emmett, Jasper e Edward foram para a sala de vídeos. Já Carlisle foi para o seu escritório e Esme subiu para o seu quarto.

- Tanya vai vir mesmo pra cá? –Emmett perguntou ao irmão se jogando sobre o sofá.

-Vai, mas só daqui a um mês, segundo ela, está em Milão com as irmãs, fazendo compras.

-Não consigo entender esta obcessão de mulher por compras... – disse Emmett. – Ainda mais cruzar o oceano pra isso! – Edward e Jasper concordavam plenamente.

- Tá na cara que ela vai vir por sua causa, mano! Ainda rola um lance entre vocês?

- Tanya é linda e muito sedutora... – Edward disse com um sorriso sacana. – Não é nada fácil resistir à tentação!

- Com certeza não... – concordou o irmão. – Se bem que aquela ali é louca por você a um tempão.

- Sou obrigado a concordar com o Emm. - disse Jasper. – Porque não fica com ela de uma vez? Apesar de que, lembro-me que Jane Volturi andava se gabando do fato de estar com você, pouco antes de virmos pra cá.

- Não vai rolar! Jane é muito pegajosa, tratei de deixar bem claro que eu não to a fim de compromisso! – seu irmão e seu cunhado sorriram meneando a cabeça, definitivamente o homem tinha aversão a compromisso. – Sabe que nunca menti para uma garota, se quiser é nos meus termos, o que não falta é mulher.

- Tá falando assim porque ainda não encontrou a mulher certa. – garantiu o amigo e cunhado.

- Acreditei ter encontrado uma vez e viu no que deu. – o semblante de Edward havia mudado completamente.

- Victória nunca foi à mulher certa pra você e sabe disso! – afirmou Emmett, nunca gostara de Victória.

- Nem todo mundo tem a sorte que o papai e vocês dois tiveram, acho que minha chance passou!

– Ela está por ai, em algum lugar mano, e quando encontrá-la, ira saber. – insistiu seu irmão.

- Como souberam que eram elas?

- Quando vi minha Rose pela primeira vez... Putz cara, ela me deixava nervoso, às vezes me sentia um otário, sem saber o que dizer ou como agir... – Edward sorriu com a cara de bobo do irmão ao falar da namorada. – Eu olhava para aquela garota linda de olhos azuis e dizia a mim mesmo... 'Um dia ela vai ser a minha garota, aquela com quem vou passar o resto dos meus dias!'

- Mesmo com todas aquelas brigas? – provocou Edward.

- Ah! Isso faz parte! Fazer o que? Eu amo aquela mulher e seu gênio forte! – o irmão e o cunhado riram pra valer.

- E você Jazz? Como soube que Alice era a sua garota? – Jasper soltou um longo suspiro voltando sua atenção para Edward.

- Me encantei por ela no momento em que a vi, Alice era tão meiga e tão linda...

-Tem certeza que a gente tá falando da mesma pessoa? – Emmett o provocou.

- Mas sua irmã era mais nova e eu ainda estava enrolado com Maria na época, além do mais, Alice era irmã caçula dos meus melhores amigos, e isso me deixou meio...

- Acovardado? Eu entendo, sou mesmo assustador! – seu cunhado se gabou estufando o peito largo.

- Vá à merda Emm! – Jasper esbravejou lhe atirando a almofada. -O fato é que eu havia me apaixonado completamente por ela, e ficar longe de Alice era simplesmente inconcebível. Fiz o que achei certo, rompi com Maria e me declarei a Alice, eu a amo e sem sombras de duvidas a quero comigo, ao meu lado, para o resto da minha vida.

- É como eu lhe disse meu caro irmão cabeçudo... – Emmett disse jogando seu enorme braço sobre ombro do irmão. - Sua garota está ai em algum lugar, e quando a vir, vai sentir aqui... – disse apontando para o coração de Edward. – Acredite em mim mano você vai saber!

- Confesso que cheguei a pensar que Tanya fosse a sua garota! – Edward fez uma careta diante ao comentário do cunhado. – Sempre se deram tão bem!

- Não acho que isso seja um requisito, certo, veja sua irmã e Emmett!

- Tem razão!

-Tanya e eu nos damos muito bem, em todos os sentidos se é que me entende! Mas sinto que falta algo.

- O que?

- Este é o ponto, nem eu mesmo sei.

- Vai saber quando encontrar a sua garota! – repetiu Emmett.

- Quer parar de dizer isso! Já disse que não vou me amarrar a ninguém, ninguém!

- Diz isso agora, quando sua garota chegar, vai mudar de opinião! – Edward bufou revirando os olhos, seu irmão às vezes era irritante.

- Mas... Mudando de assunto... – disse Jasper chamando a atenção do cunhado antes que ele matasse o irmão. – Como foi com Isabella?

- O que? – Edward se empertigou no sofá. - Como assim? O que tem ela? – Jasper o encarou arqueando uma das sobrancelhas, estranhando a reação do amigo e cunhado.

- Falou com ela? Pediu desculpas por sua grosseria?

- Não.

- Não? E o que tanto fez lá em cima? – a imagem da jovem diante da janela tocando violino lhe veio à mente de Edward, aqueles olhos castanhos lhe vieram à mente, tão quentes e expressivos... Assim como aquele perfume que exalava de sua pele.

- Edward? Edward? – despertou com o cutucão que seu irmão lhe dera. – Cara, em que mundo você tava?

- O que disse?

- Porque não se desculpou com a Bellinha? A garota é gente fina, porque tá de implicância.

- Não estou implicando, só achei estranho o modo como me olhou, só isso!

- Nove entre dez garotas te olham completamente embasbacadas, e nunca vi você sendo grosseiro com elas. – ironizou Jasper.

- Não sei dizer tá legal... – esbravejou impaciente. – Há algo naquela garota que...

- Que? – seu irmão o incentivou.

- Será que dá pra largar do meu pé?

- Tudo bem estressadinho! – Emmett disse com um gesto de rendição.

- Confesso que fiquei impressionado com o modo como falou sobre o quadro no escritório de seu pai. – Jasper comentou aleatoriamente.

- Ela toca violino! – Edward disse com o olhar perdido.

- Toca? – seu irmão perguntou surpreso.

- Jamais ouvi alguém tocar daquela forma, com tanta paixão... É muito talentosa, tenho que reconhecer. –seu cunhado e seu irmão o olhavam de forma estranha. – O que?Porque tão me olhando assim? Só estou dizendo por que quando fui chamá-la, ela estava tocando. – disse na defensiva.

- Viram o modo como Alice olha pra ela, sou capaz de apostar que a tampinha está maquinando algo. Tenho até pena da Bellinha!

- Pode apostar! – Edward e Jasper concordaram entre risos.

Enquanto isso...

Alice e Rosálie mostravam a Isabella o restante dos cômodos, enquanto cravejavam a jovem de perguntas e em poucos minutos sabiam muito de Isabella assim como a jovem sabia delas.

Idade, gosto musical, aniversário entre outras coisas, Isabella sentiu-se muito a vontade com as duas, havia gostado muito delas. Descobriu que Alice também era de setembro, e que havia dois anos de diferença entre elas, já Rosálie havia quatro anos.

Também descobrira que Jasper como Rosálie, obviamente tinha vinte anos, que Edward completaria vinte e um em junho e que Emmett tinha vinte e dois recém-feitos.

- E vocês moram todos aqui? – perguntou ajeitando seus óculos, Alice notara que a garota fazia muito aquilo.

- Acabo de concluir o colégio e estou me mudando para Hanover também, vou cursar moda! Sou apaixonada por moda! - Alice dizia empolgada. – Emmett e Edward, já moram lá, assim como Jazz e Rose, estudamos em Dartmounth!

- Eu e os garotos estudamos... – Rosálie a provocou. – Lembre de que é seu primeiro ano, caloura! – em resposta, Alice lhe deu de língua e foi impossível Isabella não rir com a cena.

- Deve ser legal ter irmãos, amigos sempre por perto, alguém com quem possa contar. – o olhar triste da jovem deixava claro que ela fora privada daquilo também.

- Não teve amigos onde estudava? – o tom de Alice não demonstrava pena e sim ternura.

- Não entre os alunos, éramos no máximo colegas de estudos. – Isabella disse dando de ombros. – Mas sempre pude contar com o carinho e a amizade da irmã Mary assim como da irmã Prudence.

- Não sei se conseguiria viver em um colégio onde só tem garotas e freiras, acho que enlouqueceria! – Rosálie disse em um tom dramático, arrancando risos de Alice e Isabella.

- Vivi no St. Claire desde os seis anos, para mim era perfeitamente normal!

- Mas como era viver lá? Vocês ficavam enclausuradas somente rezando e estudando? – a jovem não se conteve e explodiu em uma gargalhada.

- Desculpe! – pediu tentando recuperar o fôlego. – Mas acredito que esteja confundindo um internato com um convento, Rosálie!

- Não é a mesma coisa? – novamente a jovem riu.

- Claro que não, não ficamos enclausuradas, temos liberdade para ir e vir, desde que respeitemos certas regras e normas. Cada interna tem seu dormitório, e uma vez por mês havia eventos onde nos reuníamos com os garotos do colégio St. Thomas.

- E você conheceu algum gatinho por lá?

- Rose! – Alice a repreendeu.

- Nunca gostei muito de frequentar estes eventos, preferia ficar no meu dormitório ou na biblioteca.

- Por quê? – desta vez foi Alice quem perguntou.

- Bom, pra começar, Emily Thompson e suas garotas geralmente monopolizavam a atenção deles, uma vez Charles Stanford demonstrou certo interesse em mim, confesso que achei estranho no inicio, afinal ele era muito popular entre os garotos do St. Thomas.

-Jura? –havia incredulidade na voz de Rosálie e sua cunhada a repreendeu com o olhar.

- Mas isso era pra ser uma coisa boa, não é?

- E ele era gato? – perguntou Rosálie antes mesmo que Isabella respondesse a pergunta de Alice.

- Oh sim, era muito bonito e muito cruel também!

- Por quê?

- Porque descobri que toda aquela atenção dispensada a mim, não passava de uma aposta, entre ele e Emily, aquela garota simplesmente me odeia, fato.

- Por quê? Se você mesma disse que ela era a mais popular do colégio?

- Os motivos eu sinceramente não sei, mas desde que chegara ao colégio implicava comigo, não admitia perder para mim, em nada!

- Inveja! Pura e simples! – a loira afirmou convicta.

- De que? Olha bem pra mim Rosálie, se você a visse! Emily é linda, popular e...

- Pelo que mamãe nos disse, você era considerada a melhor aluna do colégio! – apontou Alice. – A mais talentosa e a mais inteligente, esta ai o motivo! Há quanto tempo ela e o tal garoto aprontaram com você?

- Têm uns dois anos aproximadamente, depois disso, nunca mais participei de eventos do tipo, preferia a companhia de um bom livro e dos biscoitos da irmã Prudence! Ela e a irmã Mary costumavam dizer que homens não são confiáveis, ainda mais os belos!

- Você precisa de ajuda, urgente! – disparou Rosálie. – Não se preocupe, está em excelentes mãos! – Alice sorriu revirando os olhos. – Alice e eu ajudaremos você, Bella.

- Me ajudar? Ajudar em que exatamente?

- Se confiar em nós, não irá se arrepender Bella, eu garanto! – algo no sorriso de Rosálie deixou Isabella um tanto apreensiva.

- Devo ter medo? – sussurrou para Alice.

- Hump! – grunhiu a loira. - Não deixe esse rostinho de anjo te enganar, minha cara, Alice é ainda pior que eu! – acusou a loira.

-Mudando de assunto... – disse Alice ignorando a cunhada propositalmente. – Já sabe o que fará daqui por diante? Pretende ir para que universidade? Soube que tem várias opções.

- Honestamente eu não faço ideia do que fazer, eu tinha planos de passar as férias com meus pais e contar a eles sobre os convites que recebi e pedir a opinião deles, no entanto agora... Não sei o que fazer ou o que pensar.

- É natural, talvez leve um tempo, mas lembre-se de que estaremos aqui para o que precisar!

-Obrigada, de verdade! – a jovem agradeceu visivelmente emocionada.

- Como é ser um gênio, Bella? – Isabella olhou para a loira se perguntando de onde teria vindo àquela pergunta, já Alice revirava os olhos, para ela, não havia duvidas de que Rose era a alma gêmea de seu irmão mais velho!

- Oh Deus, Rosálie! Estou longe de ser um gênio, só tenho certa facilidade em absorver informações, aprendo muito rápido! – respondeu por fim empurrando os óculos.

- Gostaria de lhe dizer que para mim seria uma honra ser sua amiga, de verdade! – Alice disse de coração e estava sendo sincera.

- Faço dela as minhas palavras! – retificou Rosálie, adicionando. – Seja bem vinda à turma! – Isabella soltou um longo suspiro sentindo uma imensa alegria interior, havia gostado muito daquelas duas, apesar do jeitinho meio maluco delas. Havia algo nas duas garotas diante de si que lhe transmitia confiança.

- Lamento muito pelo que houve com seus pais! – as palavras de Alice fizeram com que Isabella soltasse um som estranho, não era bem um riso, se parecia mais com um grunhido.

- Pode parecer insensível de minha parte o que vou dizer, mas... – a jovem hesitou por um momento. – Penso que... Talvez se não fossem tão obsecados por trabalho, festas e badalações... Estivessem vivos.

- Pelo visto não tinha um bom relacionamento com eles! – Alice lançou um olhar reprovador para a cunhada.

- Para isso eu precisava conviver com eles, concorda? – Rose e Alice sentiram em suas palavras a mágoa que Isabella trazia dentro de si, Rosálie segurou firme a mão da jovem.

- Acredite Bella, eu te entendo perfeitamente! – disse esboçando um sorriso. - Mas tivemos a sorte de ter os Cullen por perto, vai amá-los, tenho certeza! Esme e Carlisle... Não existe no mundo, pais melhores do que eles!

- Sou obrigada a concordar com você, meus pais são tudo! E se der uma chance a eles, Bella, a nós, não irá se arrepender, eu garanto a você!

A jovem nada disse, em um gesto ao qual não estava familiarizada, abraçou Alice, e Rosálie logo se juntou ao abraço. As três retornaram a sala rindo e falando sem parar, o que deixou os três marmanjos de boca aberta, se perguntando o que haveria acontecido?

-Obrigada Alice, Rosálie, acredito que eu não me perco mais de agora em diante. – Isabella disse em um tom divertido.

- Não por isso! – disse Alice. - Foi muito bom conversar com você, Bella, te conhecer melhor.

- Também gostei muito, vejo vocês amanhã?

- Com certeza! Amanhã mostraremos a você as belezas do rancho Cullen! – Alice sacudiu as sobrancelhas e Isabella não conteve o riso.

- Você é uma figura Alice!

- Vejo que as três se deram muito bem! – Emmett disse chamando a atenção das garotas pra si, ao notar a presença de Edward, Isabella mordeu o lábio inferior, evitando olhá-lo. Nem se dera conta de que ele tinha os olhos fixos nela desde que chegara com as outras duas.

- Sabe Bellinha? – o grandão se levantou aproximando-se da jovem, jogando seu enorme braço sobre seus ombros. – Posso te chamar de Bellinha, não é? – a jovem sorriu e novamente Edward sentiu aquela sensação lhe invadir, era um sorriso tão lindo, tão puro.

- Se te faz feliz, não vejo problema algum! – disse dando de ombros.

- Já que viveu durante tantos anos, enclausurada naquele, digamos que, internato, o que acha de irmos dar um role pela cidade?

- Bom, como já expliquei a sua namorada, eu estive em um internato e não em um convento, Emmett! Quanto a ir conhecer a cidade, agradeço pelo convite, mas não posso.

- Por quê?

- Temos um compromisso amanhã, está lembrado? Além do mais, tenho muita coisa pra fazer, desculpe!

- Tudo bem, a gente vai outro dia!

- Agora se me dão licença, preciso me recolher, tenham uma boa noite!

Isabella subiu e ao chegar ao sótão, soltou um grande suspiro, ainda tinha toda àquela bagunça para organizar, mas tudo que desejava naquele momento era um banho e cair na cama.

E foi exatamente o que fez, depois de um delicioso banho, sento-se diante do enorme espelho de seu closet e tentou trançar seu cabelo, mas não foi muito bem sucedida. Organizou mais algumas coisas até que o cansaço a venceu e finalmente foi pra cama.

Horas mais tarde...

Isabella despertou sentindo seu estômago roncar, sabia que aquilo aconteceria, afinal, havia pegado no sono e acabou não jantando. Sentou-se na cama levando a mão sobre o estômago resmungão, perguntou-se se seria falta de educação de sua parte descer pra comer algo?

- Provavelmente estão todos dormindo Isabella! – disse a si mesma jogando as pernas para fora da cama. Abriu a porta com cuidado e ao sair viu que a casa estava na penumbra. – Droga! Provavelmente eu vá me arrebentar nessa escada! – a jovem notara que esquecera os óculos e por um momento cogitou voltar para pegá-los, mas seu estômago roncou ainda mais forte. – Tudo bem, eu vou, mas se algo pior acontecer, a culpa é sua, estômago idiota!

Desceu até chegar ao corredor onde ficavam os quartos, fez uma careta ao ver que ainda havia mais um lance de escadas, agarrou-se ao corrimão e desceu bem devagar. Uma vez no andar de baixo, seguiu em direção à cozinha, agradeceu ao fato da lua iluminá-la, assim não precisaria acender a luz. Abriu a geladeira a procura do leite quando...

- Se perdeu outra vez? – Isabella levou a mão à boca para conter o grito, sentiu os pelos de sua nuca eriçar ao ouvir aquela voz, virou-se de forma brusca e ele estava ali, parado na porta da cozinha a olhando de um jeito estranho.

-Edward?

- Isabella? – era a primeira vez que ela o ouvira pronunciar seu nome, e aprovou o modo como ficou em sua voz.

Por sua vez, Edward se perguntava o que diabos aquela garota fazia ali, e vestida daquele jeito? Simplesmente não conseguia tirar os olhos dela! Seus cabelos escapavam de uma trança mal feita, estava descalça e vestia um shortinho curto com uma regatinha que tinha moldava seus pequenos seios. Mesmo na penumbra não pôde deixar de notar que Isabella tinha belas formas.

- O que faz aqui à uma hora destas? – perguntou ao limpar a garganta, indo até o interruptor, acendendo a luz, a jovem fez uma careta até que seus olhos se ajustassem a claridade. Notou que Isabella não usava óculos, e em sua opinião, ficava bem melhor sem eles. Definitivamente a garota possuía um belo corpo, apesar dos pequenos seios.

- Desculpe se te acordei, é que adormeci e acabei não jantando, acordei faminta!

- Eu também! – ele respondeu divertido para surpresa dela. - Tem o costume de comer de madrugada? – disse indo em direção à geladeira retirando algumas coisas.

- Só quando estou nervosa! – respondeu tão rápido que Edward sorriu e Isabella deslumbrou-se com tamanha beleza, era um sorriso meio torto e tão sedutor que a jovem sentiu seu estômago dar voltas e mordeu o lábio com força para evitar pagar o mico de suspirar diante dele. – Mas no internato não podíamos circular depois do horário, então irmã Prudence sempre deixava um copo de leite e biscoitos em meu dormitório.

- Irmã Prudence?

- Sim, ela é a responsável pela cozinha do St. Claire, uma ótima cozinheira e faz os melhores biscoitos que já comi em minha vida.

- O que quer comer? – Edward perguntou para sua surpresa.

- Qualquer coisa, um copo de leite com biscoitos pra mim está perfeito, não precisa se incomodar.

- Não é incomodo, vou fazer um lanche pra mim, quer?

- Se não for atrapalhar, quer ajuda?

- Sente-se. – pediu apontando a banqueta diante do balcão, a jovem virou-se e Edward não pôde deixar de acompanhá-la com o olhar, tinha um quadril bem moldado e um traseiro de primeira, sem contar nas coxas. Sacudiu a cabeça tentando se concentrar no lanche.

- Sempre desce pra assaltar a geladeira ou hoje foi uma exceção à regra?

- Costume antigo, ficou pior quando fui para Dartmounth.

- Eu soube que estuda lá, o que está cursando?

- Veterinária, ultimo ano, mas farei especialização em equinos. – Edward não entendia o porquê disse aquilo?

- Gosta de cavalos?

- Muito!

-Sua mãe me disse que...

- Esme é minha tia! – novamente Edward se perguntava por que disse algo tão intimo a ela? O que diabos estava acontecendo, ele mal conhecia aquela garota?

-Não? – havia surpresa na voz da jovem.

- Sou sobrinho dela, meus pais morreram em um acidente quando eu tinha três anos.

- Entendo, eu sinto muito, não sabia, me desculpe!

- Você não tinha como saber não é? E para de se desculpar por tudo, tá ok? – ele disparara em um tom seco, Isabella tinha os olhos arregalados e Edward sentiu vontade de arrancar a própria língua, se perguntando o que diabo estava acontecendo com ele? Havia feito de novo, foi grosseiro com ela sem motivo. – Aqui está... – disse colocando o lanche diante de Isabella. – Quer suco ou leite?

- Leite! – a voz da jovem não passou de um sussurro, e ela evitava olhá-lo nos olhos e Edward sentiu-se mal com aquilo, a serviu, servindo-se de suco em seguida.

Bella comeu em silêncio, assim como Edward, ao terminarem, a jovem insistiu e lavou os copos e os pratos enquanto ele guardava as coisas.

- Obrigada pelo lanche, estava muito bom. – agradeceu indo em direção à porta.

- Espera! – Edward pediu segurando sua mão, Bella sentiu um formigamento que se espalhou por todo seu corpo, fazendo seu corpo todo estremecer, jamais sentira aquilo em sua vida.

Edward sentiu a maciez daquela pele branca, seu coração batia descompassado, já tocara várias mulheres e jamais havia se sentido daquela forma, jamais.

- Isabella...

- Bella, gosto que me chame de Bella. – o corrigiu, sua voz não passou de um sussurro, ainda estava imersa nas sensações que aquele homem lhe causava.

- Tudo bem, Bella! – novamente a jovem sentiu aquele arrepio na nuca. – Desculpe, não deveria ter falado com você daquela forma, eu... – seu olhar encontrou o dela e novamente Edward se viu preso naquele par de olhos cor de chocolate, tão doces e intensos... Lindos, simplesmente lindos.

Isabella mordeu o lábio inferior com força, Edward a segurava tão firme, e a olhava de uma forma que... Havia tanta intensidade naqueles olhos verdes que a jovem se viu presa a ele. Sentiu um desejo quase incontrolável de simplesmente beijá-lo, sentir o sabor daqueles lábios tentadoramente perfeitos.

-Ttenho que ir. – a jovem chutou-se mentalmente por gaguejar.

- Será que pode me desculpar por ser um estúpido? – Edward insistiu, ela estava tão perto, notou pequenas sardas e seu nariz arrebitadinho. Sem contar naquela boca que parecia pedir pra ser beijada.

- Você não é estúpido... – Isabella sussurrou, um sorriso se fez em seus lábios e Edward ficou encantado. – Provavelmente sofra de um transtorno bipolar, mas com certeza não é um estúpido! – disse divertida, Edward sorriu meneando a cabeça.

Inclinou-se aproximando os lábios do ouvido dela, notou que a respiração da jovem estava suspensa, novamente foi invadido por aquele perfume delicioso. – Boa noite Bella! – sussurrou em seu ouvido, estalando um beijo em sua bochecha, saindo em seguida.

Isabella permaneceu ali, imóvel, sentindo como se o seu coração fosse saltar pela boca a qualquer momento, levou a mão ao rosto e um sorriso bobo se fez em seus lábios. Havia algo naquele homem que mexia demais com ela, Isabella tinha a nítida sensação de que Edward seria sua perdição, fato! Foi em direção ao interruptor e apagou as luzes, voltando para o seu quarto.

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Amanhã tem feita pra mim, beijos!