Desculpem por não ter postado como o prometido!

Viagem de ultima hora, e onde eu estava não tinha Wifi!

Sorry! Pra compensar vou postar os dois seguidos e mais um de brinde!

Beijos e não esqueçam de comentar!


CAPITULO XII

Uma semana depois...

Uma semana havia se passado, Isabella, Alice e Rose estavam mais unidas do que nunca, o que irritava profundamente Tanya. Que tentava a todo custo se reaproximar de Edward, que continuava se esquivando de suas investidas.

Edward ajudava na lida com os animais, saia pra cavalgar durante horas, tentava preencher seu tempo e manter-se distante de Tanya. Quanto a Isabella, somente se viam nas refeições, ou de passagem pelo rancho. Pensou em abordá-la, tentar se explicar, mas nunca encontrava o momento certo.

Já Isabella estava farta das respostas evasivas de Billy e decidiu fazer os testes ela mesma. Afrodite passava o dia em um piquete afastado, para não afetar os outros animais, ainda mais depois de quase ter esmagado Sam, na ultima tentativa de aproximação.

- Oi menina! – a jovem disse ao aproximar-se da cerca. – Sei que está assustada, eu te entendo Afrodite, sei como se sente. O que acha de ouvirmos uma musica? – a égua estava do outro lado do cercado, tinha os olhos fixos em Bella, batia os cascos das patas dianteiras no chão, os olhos arregalados, demonstravam medo, mas de certa forma, parecia curiosa com a figura pequena da jovem.

- Posso? – Bella ligou seu celular e o som de Claire de Lune ecoou pelo cercado, de início a égua recuou, relinchando e voltando a bater os cascos com força, até se ergueu em suas patas traseiras para demonstrar sua força. Mas conforme a musica evoluía, Afrodite demonstrava sinais de calma.

As orelhas sempre atentas, mas os olhos estavam semicerrdos, se contar eu aos poucos foi se aproximando e Isabella que estava sentada sobre a grade do cercado, com uma perna para dentro e a outra para fora e em uma das mãos uma maçã, e ambas apreciavam a doce melodia.

Não muito distante dali, Apólo parecia reconhecer a doce melodia, e não fora o único. Edward também a reconhecera, era sua musica preferida! Notou a reação de seu cavalo, e sabia que aquilo era obra de Isabella, ela estava em algum lugar ouvindo musica.

Fechou os olhos para se concentrar no som, para saber de que direção vinha, seus olhos abriram-se como pratos ao se dar conta de que o som vinha do piquete de Afrodite.

-Ela não faria isso, faria? – disse apertando os flancos de Apólo e o cavalo disparou na direção que seu dono desejava. Edward já podia vê-la, estava montada no cercado e a égua se aproximava dela cada vez mais, Isabella tinha a mão erguida, prestes a tocá-la quando...

- BELLA NÃO! – grito de Jacob assustou as duas, Afrodite ergueu-se em suas patas traseiras quase atingindo Isabella, que perdera o equilíbrio caindo para dentro do cercado. Edward saltou de Apólo correndo em direção ao cercado, Jacob também se aproximava.

- Fique onde está! – ordenou entre os dentes para Black. – Distraia a égua, eu a tiro dali. – Jacob foi para o outro lado, ele tentava chamar a atenção de Afrodite pra si, a égua relinchava, batendo a pata direita no chão com fúria, mas seus olhos arregalados e assustados estavam fixos em Isabella, que estava caída no chão, gemendo.

- Isabella, você está bem? – Edward estava ao lado da cerca, próximo da jovem.

- Edward? O que faz aqui?

- Isso não importa, sente-se bem? – seu tom foi ríspido.

- Acho que machuquei o pé. – a jovem gemeu ao tentar se mover.

- Não se mova... – exigiu saltando para dentro do cercado, o que deixou a égua ainda mais agitada. – Consegue se levantar?

- Não... – gemeu ao tentar, Billy e Sam se juntaram a Jacob e a atenção da égua se voltou para eles, enquanto Edward pegava Isabella nos braços e a tirava de lá.

- Deus do céu! – esbravejou ao colocá-la sobre a grama. – Ficou maluca?Ela poderia ter te matado!

- Mas...

- Você havia me prometido não se arriscar, está lembrada? Como pôde ser tão irresponsável Isabella? Sam quase foi pisoteado por ela, tem ideia do que aquela égua poderia ter feito com você! – soltou em uma enxurrada de palavras enquanto examinava o pé da jovem, Isabella além da dor no pé, sentiu um enorme nó se formar em sua garganta. Não entendia o porquê dele estar tão bravo.

- Eu... Eu só estava...

- Bella? Bella você está bem? – Jacob perguntou se aproximando.

- Ela estaria melhor se não tivesse gritado, por sua culpa aquela égua quase a mata! – Edward praticamente berrou diante de Jacob, o impedindo de se aproximar de Bella.

- Quando vi Afrodite se aproximar, me assustei e...

- E quase a matou! – acusou Edward, os olhos de Jacob se estreitaram, os de Edward não estavam muito diferentes, e os dois se encaravam como se estivessem prestes a se atracar a qualquer momento.

- Edward! – Isabella o repreendeu, mas ele simplesmente a ignorou, voltando a pegá-la nos braços como se não pesasse nada.

- Vou levá-la para o meu pai, acredito que seja somente uma entorse, ele precisa vê-la. Tome, segure-a enquanto eu monto. – disse ao entregar Isabella para Jacob, montando Apólo em seguida.

- Eu posso perfeitamente ir com o Daros e...

- Não, você não pode, vai comigo e quietinha de preferencia! – seu tom foi firme e a jovem estreitou o olhar com vontade de mandá-lo a merda, mas Edward estava muito bravo. Jacob lhe entregou a jovem, que prendeu a respiração, já que Edward a colocara de frente pra si, praticamente em seu colo. – Leve Daros para Harry! – ordenou sobre o ombro antes de sair a galope com Isabella em seus braços. – Segure-se firme.

A jovem sorriu passando os braços ao seu redor, segurando-se firme, exalando aquele perfume tão envolvente e inebriante. Poderia ficar ali pra sempre, inalando aquele cheiro tão bom que vinha dele. Ao se aproximarem da casa, Carlisle, e os outros já os aguardavam, e Emmett correu pegando Bella nos braços para que o irmão desmontasse.

- O que aconteceu? – perguntou carregando Bella pra dentro. – Billy ligou avisando que havia se machucado.

- Não é nada grave, Edward disse que foi somente uma entorse. – Tanya revirou os olhos ao ver a jovem nos braços de Emmett, que a colocou sobre um dos sofás.

- Mas o que aconteceu, como torceu o pé? – inqueriu Carlisle retirando sua bota, para examiná-la, e ao tocá-la Isabella voltou a gemer.

- A maluca estava pendurada no cercado de Afrodite! – Edward praticamente rugiu, andando de um lado para outro, visivelmente irritado. – Aquela égua quase a matou!

- Não seja exagerado! – Isabella esbravejou, gemendo em seguida. – Eu estava indo bem até...

- Até o idiota de o Black gritar, e você cair dentro do cercado!

- Santo Deus! – soltou Esme levando a mão à boca.

- Por pouco não foi esmagada Isabella! Aquela égua quase matou Sam, ela é um perigo.

- NÃO, NÃO É! – a jovem gritou se colocando de pé, ignorando o pé machucado. – Ela estava calma, vindo pra mim, Afrodite só se assustou, se não tivessem se entrometido, teria dado certo!

- Você poderia estar morta criatura! – os dois discutiam como se não houvesse mais ninguém na sala, enquanto seus pais, irmão e amigos reviravam os olhos.

- Hump! Quem vê até parece que você se importa! – Edward cerrou as mãos em punho, estava diante dela, a fúria contida naqueles belos olhos verdes fez Isabella engolir seco.

- Acha que não me importo? – Isabella sentiu a mágoa em cada palavra e se arrependeu imediatamente pelo que disse, afinal, Edward havia saltado dentro do cercado para salvá-la.

- Desculpe! – pediu sinceramente. – Me desculpa Edward, se não se importasse, não teria saltado pra me tirar de lá, desculpa! – os olhos castanhos marejados, o desarmou completamente. – Eu só estava tentando...

- Não pode fazer isso sozinha, é arriscado demais!

- Mas Billy sempre diz que... Sei que posso ajudá-la, Edward!

- Ok! Já chega vocês dois... – Carlisle interveio. – Falaremos sobre isso depois, você... – disse apontando para Edward. – Trate de se acalmar e quanto a você, sente-se pra que eu examine o seu pé!

Nenhum dos dois ousou desobedecer Carlisle, que examinou o pé de Isabella, em seguida a levou para o hospital, onde a jovem teve que imobilizar o pé. Assim que chegou em casa, tomou um banho com a ajuda de Alice e foi se deitar, e devido aos remédios dormiu a noite toda.

- Agora me explique exatamente o que aconteceu? – Carlisle pediu ao filho, estava com Edward e esme em seu escritório, o rapaz explicou o ocorrido.

- Eu havia pedido a ela que não tentasse nada sozinha, mas Isabella é teimosa demais! – esbravejou esfregando o rosto com as mãos, agarrando os cabelos em seguida, estava visivelmente nervoso.

- Mas pelo que entendi... – disse Esme. - A culpa não foi de Bella, Afrodite se assustou com o grito de Black.

- Com certeza deve ter se assustado ao ver a égua perto dela. – apontou Carlisle.

- Ele quase a matou!

- Não seja exagerado filho! Aquele garoto adora a Bella. – um grunhido e um resmungo inteligível foi o que ouviram do filho.

- E pelo visto, Black não é o único! – os olhos verdes de Edward, encontraram os azuis de seu pai. – Oh! Não me olhe assim, ficou meio óbvio esta tarde, concorda. – disse divertido.

- Posso ir? – Edward disse se pondo de pé.

- Vá, meu filho! Ah, Edward? – o rapaz se virou. – Excelente escolha, ela é uma jovem encantadora! – Carlisle disse piscando para o filho que sorriu, saindo da sala. – Oh Deus! Acredito que as coisas vão ficar meio turbulentas por aqui.

- Não tenha duvidas meu amor! Não tenha duvidas!

Devido à bota ortopédica, Isabella ficou impossibilitada de montar, a jovem passava praticamente a maior parte do tempo em seu quarto, desenhando. Emmett sempre vinha buscá-la para as refeições, ou para ir com eles a sala de vídeo assistir a um filme, e às vezes era Jasper quem o fazia.

- Entra! – Isabella disse ao ouvir duas batidas na porta. – Já estou quase pronta Emm. – disse colocando a bota, a qual havia tirado para o banho.

- O Emm não pode vir! – a jovem sentiu os pelos da nuca eriçar ao ouvir aquela voz aveludada.

- Edward?

- Parece surpresa?

-É que sempre é o Emm que vem me buscar, aconteceu alguma coisa?

- Os pais de Rose e Jazz chegaram de viagem, ele e Alice foram para a casa deles, Rose não está muito feliz.

- No fundo eu a compreendo bem!

- Pode me dar um minuto? – ele pediu ainda da porta.

- Claro, entre, sente-se. – pediu indicando a cama.

- Bella... – ele se calou quando a jovem sorriu. – O que? O que foi?

- É a primeira vez que me chama de Bella! – Edward franziu o cenho. - Você sempre me chamou de Isabella, desde o primeiro dia!

- Sinceramente eu não havia reparado!

- Tsc! Não esquenta! O que houve?

- Desculpa por ter explodido com você daquele jeito, mas é que... Quando a vi ali, tão perto dela... Deus do céu, não gosto nem pensar no que poderia ter acontecido.

- Hey, não aconteceu nada! Você me salvou tá lembrado?

- Mas e se eu não tivesse ouvido a musica? E se...

- Talvez eu tivesse atingido meu objetivo! – Edward sorriu revirando os olhos, meneando a cabeça.

- Se arriscou demais!

- Confesso que me assustei quando ela se ergueu, mas de certo modo, eu sabia que ela não tinha a intenção de me ferir, só estava assustada! Aforfite estava vindo pra mim, como Apólo.

- Eu sei, eu vi!

- Viu?

- Vi, como disse, a musica chamou minha atenção, a minha e a de Apólo! Claire de Lune é uma das minhas favoritas de Debussy!

- Jura? É a minha também, por isso a escolhi, porque ela de certa forma me acalma.

- Foi uma excelente escolha! – Edward puxou a respiração audivelmente, soltando o ar em uma única lufada. – Afrodite, não é como Apólo, ele jamais sofreu maus tratos, só tem o temperamento forte!

- Igual a você! – ele a encarou com uma das sobrancelhas arqueadas. – Não me olhe assim, foi a Alice quem disse!

- Só podia ser coisa daquela tampinha! – disse divertido.

- Deixa ela te ouvir dizer isso!

- Oh não, obrigado! Eu prezo muito minha vida! – a gargalhada da jovem preencheu o quarto e aquele som soou como musica aos ouvidos de Edward.

- Sei que a situação de Afrodite é bem diferente, ela tem muito medo de nós, não gosto nem de pensar ao que foi submetida para chegar a este estado.

- Prometa que não vai mais se arriscar desta forma! – Edward voltou a pedir. – Se isto é tão importante pra você, se quiser, quando estiver melhor, podemos tentar novamente, mas juntos, está bem?

-Vai me ajudar? – a voz da jovem não passou de um sussurro, tamanha foi sua surpresa. - De verdade? – os olhos castanhos estavam ainda mais brilhantes.

- Sim, de verdade! – em um impulso, Isabella soltou um gritinho se jogando sobre ele em um abraço, Edward perdeu o equilíbrio e caiu sobre a cama, com a jovem sobre si. – Oh, me desculpe, acho que fiquei tão feliz que... – a jovem tentou se levantar, roçando seu corpo ao dele no processo, de repente seus olhares se encontraram e um se perdeu no outro completamente.

Isabella fitava aquele rosto de traços perfeitos, Edward estava tão perto e tão distante ao mesmo tempo... Desejava arduamente sentir novamente seus lábios, seus toques.

Por outro lado, Edward sentiu quase que uma necessidade de beijá-la, mas se conteve, não queria assustá-la. No entanto, ela estava ali, em seus braços sobre aquela cama... Podia sentir aquele corpo pequeno e macio sobre o dele, as coxas de Isabella roçando nas suas, seus seios esmagados contra o seu peito... Podia sentir seu hálito doce contra sua face e seu olhar completamente preso no dele.

- Vai mesmo me ajudar com Afrodite? – novamente a voz de Bella saiu sussurrada e levemente rouca.

- Dou minha palavra... – a de Edward não estava muito diferente. - Agora vamos descer, dona Esme está nos esperando. – disse invertendo as posições em um movimento rápido, se colocando de pé. Precisava se afastar antes que perdesse a cabeça de vez.

- Sim claro... – Isabella disse sacudindo a cabeça, parecia desapontada. – Vamos? – disse se pondo de pé.

- Vamos! – Edward disse fazendo menção de pegá-la nos braços.

- Não precisa, é só... – ele a ignorou, pegando-a nos braços.

- Emmett foi bem claro, não a deixe descer sozinha! Ele acredita que você tem certa tendencia a se meter em confusão. – Isabella mordeu o lábio e Edward conteve um gemido, diante daquele gesto tão tentador.

- Receio que ele tenha razão... – disse fazendo uma careta. – Irmã Mary dizia o mesmo! – ambos riram enquanto saiam do quarto.

Esme, Carlisle e Tanya os aguardavam no andar de baixo, a hóspede de Esme lançou um olhar mordaz para Isabella, que estava nos braços de Edward. A cada dia odiava mais e mais a jovem, a culpava pelo distanciamento de Edward e pelo modo como todos a vinham tratando.

- Acredito que agora possa me colocar no chão, acabaram-se os degraus. – Isabella disse divertida, mas Edward sentia certa dificuldade de fazê-lo.

- Tem certeza? Consegue andar?

- Foi somente uma entorse Edward, eu estou bem! –contrariado ele a colocou no chão.

- O jantar está pronto, vamos?

- Estou faminta! – Isabella disse apoiando-se em Esme que a ajudou a ir para a sala de jantar. Tirando algumas alfinetadas de Tanya, o jantar decorreu bem, após o janta a jovem se juntou a eles na sala de estar.

- Ed, o que acha da gente sair, poderíamos aproveitar à noite, já que seremos somente nós dois!- disse piscando sugestivamente para Edward.

- Não to a fim de sair, Tanya!

- Por quê? – Edward lhe lançou um olhar fulminante. – Esme e Carlsile estão em casa, não precisa ficar de babá dela! – disse apontando para Isabella. – Vamos sair um pouco. – pediu ignorando seu olhar, fazendo beicinho. – Não irá se arrepender, eu prometo! – sussurrou em seu ouvido, mordendo o lóbulo de sua orelha em seguida.

Edward afastou-se bruscamente, sua mãe lhe lançou um olhar reprovador e Carlisle meneou a cabeça, chegou a sentir pena do filho.

- Já disse que não estou a fim, não insista Tanya! – cuspiu entre os dentes, se colocando de pé. – Quando quiser subir, é só me chamar está bem?

- Não precisa se incomodar, eu me viro.

- Ouviu, ela não precisa de você! – Isabella se perguntava se aquela mulher não se tocava do quanto estava sendo ridícula?

- Não é incomodo algum, me avise, sim? – a jovem somente assentiu e Edward saiu da sala com aquela criatura insuportável atrás dele.

- Não se prendam aqui por mim, se quiserem se recolher a vontade, acho que vou assistir a um filme posso?

- Esta casa é sua querida, e pode fazer o que quiser! – Esme disse ajudando Isabella a se levantar, levando-a até a sala de vídeo. A jovem levou um tempo para encontrar algo em meio a tantos títulos da extensa videoteca dos Cullen.

Sorriu ao encontrar alguns títulos que simplesmente amava, estava indecisa entre Orgulho e preconceito, Razão e sensibilidade, ou Emma.

- Mr. Darcy ou Edward Ferrars?

- Falando sozinha? – a jovem deu um sobressalto ao ouvir a voz atrás de si.

- Como consegue não fazer barulho algum? – perguntou recuperando-se do susto.

- Desculpe, não foi minha intenção assustá-la. – o divertimento em seus olhos dizia exatamente o contrário.

- Hump, sei! – Isabella grunhiu devolvendo Razão e sensibilidade à prateleira. – O que faz aqui? Pensei que estivesse ocupado com sua... Ehhh... Amiga? – Edward estreitou o olhar, havia uma pontada de ciume em seu tom ou havia sido impressão sua?

- Tanya foi pro quarto, minha mãe me disse que estava aqui, vai assistir a um filme?

- Orgulho e preconceito! – disse sacudindo a caixa que tinha na mão.

- Pelo visto, gosta de romance.

- É um excelente livro e o filme foi muito bem adaptado! – respondeu enquanto mancava até o DVD. – Pelo que vejo não gosta de romance, por certo é adepto aos filmes de pancadaria e tiros pra todo lado!

- Algo contra filmes de ação? – perguntou estreitando o olhar.

- De modo algum, até existem alguns bons, com uma história interessante, são raros obviamente!

- Posso lhe fazer companhia? – aquele pedido pegou Isabella de surpresa.

- Sinta-se a vontade, mas acredito que isso não vá agradar em nada a sua, digamos que "amiga".

- Problema é todo dela... – disse se jogando no imenso sofá. – Orgulho e preconceito? Do que se trata?

- Nunca o leu? – Edward tinha as sobrancelhas arqueadas. – É, provavelmente não! – Isabella disse sentando-se na outra ponta do sofá, apoiando a perna com a bota sobre a mesinha.

- Tome, assim vai ficar mais confortável. – ele tinha uma almofada nas mãos e a colocou sobre a bota.

- Obrigada! Trata-se da história de uma jovem de vinte anos, criada por uma mãe desesperada para encontrar maridos para suas cinco filhas. Elizabeth Bennet, encorajada pelo pai, se empenha para ter uma vida com uma perspectiva mais ampla do que a mãe deseja. Com a chegada de dois jovens, o rico Charles Bingley e seu aristocrático amigo, Fitzwilliam Darcy, causa um grande alvoroço entre as jovens de toda a região e ao conhecer Mr. Darcy, Lizzie o acha arrogante e convencido. Ele, por sua vez, também não se encanta pela perspicácia de Lizzie, tampouco a acha atraente. No entanto, entre bailes e encontros inesperados, os laços entre a família Bennet e os dois rapazes começam a se estreitar. Vai gostar, é uma bela história. – Edward a olhava com certo fascinio, era sem duvida uma garota brilhante.

- Se você diz, manda ver! – a jovem revirou dando play, e Edward sorriu, adorava provocá-la.

Edward dividia sua atenção entre a tela e a bela jovem ao seu lado, que em alguns momentos recitava as falas juntamente com os personagens, com certeza já deveria ter assistido ao filme dezenas de vezes, para sabê-lo de cor e saltitado. Mesmo assim, mantinha os olhos fixos na tela e soltava alguns suspiros audíveis em algumas cenas.

-E ai, gostou? – Isabella perguntou por fim, enquanto subia os créditos.

- Tem uma excelente trilha sonora tenho que admitir!

- Sem duvida, mas eu estava me referindo à história! O que achou?

- Até que é interessante, gostei da Keira no papel de Elizabeth, e a irmã dela, a Jane, a atriz é muito gata! – Isabella bufou desligando o aparelho e em seguida a TV, novamente Edward sorriu de sua reação.

- Pode deixar que eu guardo o filme! – disse quando ela fez menção de se levantar. – Eu estava brincando, é uma história legal, não é um dos meus gêneros preferidos, mas tenho que admitir, o filme é bem interessante. – guardou o DVD no lugar voltando-se para Isabella. – Agora o que acha de ir pra cama? – os olhos da jovem arregalaram-se.

- Como?

- Ir pro seu quarto, precisa de ajuda, certo?

- Oh sim, claro!

- O que pensou que fosse?

- Nada! – respondeu corando horrores.

- Venha, vou te levar lá pra cima! – Edward a pegou nos braços, subindo com a jovem, a casa estava na penumbra, sinal de que todos havia se recolhido. Subiram em completo silêncio, ela apreciando aquele perfume deliciosamente tentador que exalava dele, enquanto ele deliciava-se com seu perfume doce e envolvente.

- Obrigada! – Isabella agradeceu quando ele a colocou sentada, sobre sua cama.

- Disponha! – Edward disse com os olhos fixos naquela boca tão convidativa, desejava mais que tudo beijá-la. – Eu... Tenho que ir, tenha uma boa noite! – disse se afastando, precisava ser forte e resistir à tentação, se a beijasse, talvez não fosse capaz de manter o controle. Para a surpresa da jovem ele beijou-lhe a testa saindo em seguida.

Isabella soltou um longo suspiro, deixando-se cair sobre a cama. No fundo, esperava ser beijada novamente por ele, deduziu que ele perdera o interesse, afinal, ele tinha Tanya, certo? Provavelmente tenha ido para o quarto dela, ou vice versa! Deduziu sentindo o ciume lhe revirar as entranhas, nunca quis tanto ser beijada e sua vida.

- Você será a minha perdição, Edward Cullen, isto é fato!

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