Aqui está como o prometido!
Beijos e até amanhã!
Não esqueçam de comentar.
CAPITULO XV
O som de pássaros foi o que fez com que Isabella despertasse, sentia um gosto horrível na boca e a sensação de que fora atropelada, tamanha a dor em seu corpo. Remexeu-se sentindo algo realmente duro lhe cutucar a região lombar, abriu os olhos como pratos ao perceber que havia uma mão cobrindo um de seus seios e uma perna entre as dela.
-AAAHHHH! – gritou colocando-se de pé em um salto.
- Hã? O que? O que foi? -Edward perguntou sonolento, havia passado a noite praticamente em claro cuidando pra que a febre baixasse.
- O que faz aqui? Onde? Onde estamos? E porque diabos estou vestindo isso? – Isabella disparou de uma só vez, encarando Edward, que agora estava sentado.
- O que? – perguntou confuso.
- Oh meu Deus! – a jovem soltou ao notar que aquela camisa era tudo que vesti, perguntou-se onde teria ido parar sua calcinha e sutiã? – O que aconteceu? O que nós fizemos... O que fez comigo? - Edward levou alguns segundos para processar o que ela havia dito, não entendia porque estava tão brava.
- Estávamos encharcados, encontrei estas roupas e... Porque está assim? Não se lembra do que houve? – disse se colocando de pé, espreguiçou-se e os olhos de Isabella arregalaram-se ao ver o volume em sua calça que escorregava do seu quadril.
"Então era isso que... Oh meu Deus!" – praticamente gritou mentalmente ao notar a evidente ereção dele.
- CRISTO! – gritou cobrindo o rosto, virando-se. – Não me diz que nós... Que fizemos aquilo... Nós fizemos?
- Aquilo? Aquilo o que?Do que está falando exatamente?
- Você e eu... Olha como está e olha como eu estou... Nós... Deus meu! Nós... –finalmente a compreensão chegou a Edward.
- Está perguntando se nós transamos, é isso? O que você pensa que eu sou Isabella? – seu tom foi áspero. – Você saiu como uma maluca do acampamento ontem, está lebrada?
- Vagamente! – respondeu tentando manter os olhos no rosto dele e não naquele abdômen de tirar o fôlego, assim como aquele volume desconcertante em sua calça.
- Emmett, Jasper e eu saímos a sua procura, eles voltaram para pedir ajuda e eu acabei encontrando esta cabana e consequentemente você. – a jovem mordeu o lábio inferior.
- E o que fez comigo? Porque estou nua? E porque estava todo enroscado em mim?
- Está vestindo esta camisa, porque suas roupas estavam encharcadas, assim como as minhas. O porquê de estar nua por debaixo desta camisa, não faço a menor ideia, foi você quem a vestiu!
- E porque estava todo enroscado em mim? – exigiu novamente semicerrando os olhos.
- Acho que adormeci depois que a febre cessou, desculpe se te...
- Febre? Quem teve febre?
- Você! Estava ardendo em febre, por isso esperei que a chuva passasse para tirá-la daqui, mas acabei pegando no sono e acordei com você gritando!
- Tem certeza de que nós não...
– Você estava completamente bêbada! Sem contar que depois ardia em febre praticamente inconsciente, por acaso me acha algum tarado pervertido que me aproveitaria da situação? – Edward esbravejou visivelmente ofendido indo até onde suas roupas estavam e sem se importar retirou a calça, vestindo a bermuda, em seguida à camiseta que ainda estava úmida. – Até parece! Saiba que posso ter a mulher que eu quiser, onde eu quiser e a hora que eu desejar em um estalar de dedos, acha mesmo que me prestaria a isso? Não se preocupe Isabella, sua virgindade está intacta!
-Seu grosso!
- Pelo visto está bem melhor, então, sugiro que se vista, pra que possamos voltar ao acampamento! – os dois se encaravam, ambos com os olhos semicerrados.
- BELLINHA? ED? – a atenção dos dois foi para os gritos do lado de fora e a figura de Emmett que entrou com tudo na cabana gritando por eles. – Ed, Bellinha?
- Que bom que apareceu grandão! – a jovem disse correndo para Emmett, o abraçando, parecia aliviada, aquele gesto de certa forma magoou Edward.
- Wow! Parece que a noite foi bem agitada por aqui! – Emmett brincou sacudindo as sobrancelhas.
- Quem mais está ai? – Edward perguntou ignorando o irmão, Emmett desfez o sorriso ao que havia algo errado.
- Sam, e alguns dos caras do rancho, tinha razão, ele conhece muito bem isso aqui.
- Ótimo, então vamos, o papai precisa dar uma olhada nela! – disse sobre o ombro saindo da cabana em seguida.
- O que rolou aqui? – perguntou a Isabella desta vez, que ainda tinha os olhos na porta, por onde Edward havia saído.
-Sinceramente grandão, eu não faço ideia, não me lembro! – foi até onde estavam suas roupas e as recolheu saindo daquele lugar acompanhada por Emmett.
O acampamento já havia sido desmontado, e as garotas foram levadas pra casa com o Hummer de Emmett guiado por Jasper. Isabella viu Edward conversar com Sam, Jared, Quill e Seth, enquanto Emmett a levava para uma das caminhonetes.
- Desculpe ter estragado o final de semana! – sua voz não passou de um sussurro. – Acho que tem razão, tenho tendencia a me meter em encrenca. – a gargalhada dele preencheu o carro.
- E isso é uma das coisas que eu adoro em você! Geralmente não acontece nada de excitante por aqui, no entanto, nunca me diverti tanto desde que chegou!
- Você é maluco grandão, fato!
- Tem certeza? Não fui eu quem saiu correndo pela floresta, quando estava prestes a anoitecer. – Isabella gemeu somente com a lembrança.
-Foi uma estupidez!
- É foi, mas você estava chapadona, não seja tão dura com você mesma. – disse piscando para a jovem, dando com seu ombro no dela. – E ai? Vai me dizer o porquê do Ed estar tão bravo? – Isabella soltou um longo suspiro, olhando na direção da janela, vendo as coisas passar rapidamente.
- Eu o acusei de... Quando acordei pensei que... Ele está mesmo bravo não é?
- Conheço meu irmão, algo o incomoda e muito! – a jovem se perguntava se teria sido a discussão que tiveram antes dele chegar? - Se visse quando você sumiu, o cara ficou maluco e quase arranca a cabeça do Black.
- Eles brigaram? – perguntou surpresa.
- Não chegaram a se atracar, porque Jazz e eu impedimos, e o Ed estava mais preocupado em encontrar você. Disse que não a deixaria sozinha perdida na floresta.
- Ele disse?
- Disse! – Isabella se encolheu no banco, sentiu-se péssima, havia sido muito injusta com Edward.
Havia uma pequena comitiva os aguardando, assim que chegou, Isabella foi devidamente examinada por Carlisle, sentiu-se ainda pior quando o médico lhe disse que graças aos cuidados de Edward que ela estava melhor. Já que o filho fizera compressas durante toda a madrugada para que a febre cedesse, e que provavelmente tenha sido devido à chuva que havia tomado. A jovem não soube precisar quantas vezes se desculpou com Carlisle e Esme, sem contar Alice, Rose, Jasper e Emmett.
Esme a fez prometer que jamais entraria na floresta sozinha, também disse que lamentava muito pelo que houve com Jacob. Isabella chegou a pensar que o amigo viria se desculpar pelo ocorrido, mas soube por Esme que ele havia ido para La Push passar uns dias, segundo Billy Black.
Depois de um belo banho, e de tomar os comprimidos que Carlisle lhe dera, a jovem passou o dia todo dormindo e veio despertar por volta das dezenove horas, fez sua higiene pessoal descendo em seguida, encontrou Alice sozinha na sala de estar.
- Ora veja, eu me perguntava se dormiria até amanhã.
- Oi! Onde estão os outros? – Isabella perguntou estranhando o fato da amiga estar sozinha.
-Jazz e Rose, estão em um jantar com os pais, o que não agradou em nada nossa amiga, acredite! – Alice disparou em um fôlego só. – Emm saiu com o Ed, meu irmão teve outra discussão com Tanya, mas veja o lado bom, ela vai embora.
- Vai?
- Não há mais clima para continuar por aqui, não depois de termos discutido no acampamento... – disse Alice. – Acabei perdendo a cabeça e a esbofeteei.
- Por quê?
- Porque Tanya ficou furiosa quando Ed partiu pra cima do Black, sem contar que quando meu irmão saiu a sua procura, a infeliz começou a nos provocar e eu acabei perdendo a cabeça.
- Droga! Tudo isso é culpa minha!
- Não é não, a culpa é dela que faz questão de ser desagradável, sinceramente não sei o que deu em Tanya? Ela não era assim.
- Não?
- Pelo menos não tão insuportável como nos últimos dias, ela sempre foi chata e arrogante, mas tolerável, se é que me entende. Está fazendo as malas, parte amanhã pela manhã, e na minha opinião, já vai tarde!
- Alice! – Bella a repreendeu.
- E você como está? Se sente melhor?
- Fisicamente sim, mas...
- Como assim, o que house?
- Fui tão injusta com seu irmão, ele deve estar me odiando e com toda a razão.
- Quem, o Ed?
- Quem mais Alice?
- O que aconteceu naquela bendita cabana Bella? – a jovem bufou esfregando as mãos pelo rosto.
- Sinceramente? – Alice somente assentiu. – Eu não sei ao certo.
- Não sabe?
- Na realidade não sei precisar o que foi sonho, delírio devido a febre ou realidade, compreende?
- Na realidade não.
- Quando acordei pela manhã, tomei um baita susto, eu estava só com aquela bendita camisa, diante de uma lareira, com seu irmão todo enroscado em mim.
-Wow!
- É, wow mesmo! Já que minha reação não foi a das melhores!
- O que você fez?
- Gritei com ele, exigi saber o que ele fazia ali e naquele estado...
- Que estado?
-Seu irmão estava seminu, e... Bom isso não vem ao caso.
-Vem sim, desembucha! – exigiu Alice ardendo de curiosidade.
-Digamos que... Que Edward estava bem animadinho. – os olhos de Alice abriram-se como pratos.
- Ed estava excitado, ou era uma ereção matinal?
- Alice! – Isabella esbravejou corando violentamente. – Imagine o susto que tomei com aquilo me cutucando. – a doce risada de Alice preencheu o local. – Vai ficar ai rindo de mim?
- Desculpe! – pediu entre o riso. – Prossiga.
- Estava confusa, não entendia nada do que estava acontecendo ali e acabei o acusando de... Pensei que ele e eu... Você sabe... Tivéssemos feito, aquilo.
- Aquilo? O que diabo é aquilo? – a jovem bufou revirando os olhos.
- Sexo... Pensei que tivéssemos feito sexo e eu nem mesmo me lembrava.
- Ed jamais faria isso! Você havia bebido demais Bella, sem contar que ele disse ao papai que você adormeceu e daí veio a febre, Edward passou a noite cuidando de você.
- É eu soube! Por isso me sinto péssima! Mas...
- Mas?
- Flashes invadem minha mente e sinceramente não sei o que foi real e o que foi imaginação.
- Seja mais clara.
- Veja bem, me lembro de que estava na queda d'água, estávamos nos divertindo, eu estava me divertindo até que o vi praticamente engolindo aquela criatura.
- Isso realmente aconteceu... – afirmou Alice. - Daí você simplesmente saiu de lá e se trancou em sua barraca.
-Depois Emmett veio e ficamos conversando, e eu bebi. – sua amiga somente assentiu. –Me lembro vagamente de estarmos diante de uma fogueira...
- Você já havia bebido bastante, estávamos ouvindo as histórias escrotas de Emm, até que Jacob disse algo que pareceu te incomodar e de repente estavam discutindo.
- Me lembro vagamente.
- Ed queria intervir, mas Emm o deteve, porque discutiram?
- Jake insistiu que eu devia dar uma chance a ele, e quando disse que não, me acusou de estar apaixonada pelo seu irmão... Começou a dizer coisas horríveis, que doeu ouvir porque ele tinha toda a razão.
- O que Jacob disse?
- Não vem ao caso agora, quando me beijou me senti enojada, fiquei com muita raiva pelas coisas que havia dito e por ter estragado tudo!
- Entendo!
- Enquanto estava no banho, me lembrei do momento em que encontrei a cabana, estava tão escuro, eu estava toda molhada e tremendo de frio... Corri pra lá e a porta não estava trancada, fiquei ali no escuro sem saber o que fazer quando ouvi alguém entrar e pra minha surpresa era Edward.
- Do que mais se lembrou?
- De mais nada, tudo que tenho são flashes, e como eu disse, não sei o que foi real.
- Porque diz isso Bella?
- Em um deles discutíamos, e seu irmão me disse que era comigo que queria ficar... Que era a mim que ele desejava. – Alice a ouviu atenta. Depois vieram os beijos, os toques... A respiração ofegante, seu irmão sussurrando meu nome e novamente dizendo que eu era tudo que ele queria, tudo que mais desejava. Não sei se isso realmente aconteceu ou foi delírio meu!
- Porque pensa que é um delírio seu?
- Pelo óbvio não?
- Está dizendo que não se lembra do que rolou na cabana?
- Não até eu acordar esta manhã nos braços dele.
-Pergunte a ele. – Alice disse como se fosse óbvio.
- Ficou maluca? Eu o acusei de ter se aproveitado do fato de eu estar bêbada, tá lembrada?
- Quem não se lembra das coisas aqui é você, não eu. – Isabella bufou revirando os olhos. - Fale com ele, diga a verdade, que não se lembra do que realmente houve e se desculpe.
- Acha que Edward vai me ouvir?
- Confie em mim, ele vai. – a jovem soltou um longo suspiro.
Tanya não desceu para o jantar, passava das dez da noite e nem sinal de Emmett e Edward, sem sono devido ao fato de ter dormido o dia todo, a jovem foi na direção da sala de musica. Sentou-se ao piano acariciando o instrumento repassando a conversa que teve com Alice horas antes.
Edward não conseguia entender o porquê daquela reação, como Isabella teve coragem de pensar que ele seria capaz de... Como pôde dizer aquilo depois de tudo que havia dito a ela, depois dos beijos que trocaram?
Assim que chegou em casa, explicou ao pai e a mãe o que havia ocorrido, claro que editando algumas partes obviamente. A noite havia sido exaustante, e praticamente não dormira, tudo que queria era um banho e cama.
Depois de algumas horas de sono tomou um banho e desceu, soube pela mãe que Isabella ainda dormia e que a jovem havia pedido desculpa inúmeras vezes.
Sua conversa com Tanya não foi das mais agradáveis, e acabaram tendo uma discussão feia, ainda mais depois que soube as coisas terríveis que disse a Alice, quando saiu atrás de Isabella.
-Como pôde me deixar naquele acampamento para ir atrás daquela... Daquela garota insuportável?
-Que eu saiba Tanya, não lhe devo satisfações!
- O que diabos está acontecendo com você? Porque essa fixação por aquela pirralha? Aquela garota não é pra você, Ed.
- Cala a boca Tanya! – exigiu impaciente.
- Soube que passaram a noite naquela cabana abandonada, passou a noite com aquela mosca morta, não foi?
- Não da forma como está pensando.
- Pra cima de mim Ed? Te conheço meu caro, não deixaria a oportunidade passar!
- Isabella é diferente! Não é como você, Lauren ou Victória! – os olhos azuis de Tanya crisparam de raiva.
- Claro que é diferente e não ouse compará-la a mim. – esbravejou.
- Acredite Tanya, não há como comparar.
- O que está insinuando?
- Já chega Tanya! O fato é que, aquilo na queda d'água foi um erro e...
-Você me pareceu bem animadinho, então não me venha com essa! Foi por isso que a mosca morta saiu de lá? Aquela garota é patética.
- Já disse pra não falar assim!
- Como pôde fazer isso comigo Ed? Olha pra você... – disse apontando para ele. – Correndo atrás daquela coisa insossa?
- Isabella não tem nada de insossa, é uma garota brilhante, linda e...
- Oh meu Deus! Está mesmo caidinho por ela não é? – zombou, mas no fundo sentia cada vez mais ódio de Isabella. – Olha só, quem diria... Edward Cullen, todo apaixonado por uma virgenzinha de internato!
- Definitivamente não dá pra manter uma conversar com você!
-Não era isso que dizia antes dela aparecer por aqui! Que eu me lembre, você costumava adorar nossas conversas.
- Não conversávamos Tanya, quando não estávamos transando, você só sabia falar de si mesma! - ela lhe lançou um olhar mordaz.
- E suponho que a sua virgenzinha lhe dê a devida atenção não é?
- Não fale assim dela! – Edward cuspiu entre os dentes.
- Quer saber, eu vou embora! – Tanya cuspiu furiosa. – Estou farta de ser tratada como se fosse uma... Ainda vai se arrepender amargamente Edward. – esbravejou. – Escute o que lhe digo, não vai durar... Você e aquela virgenzinha... Aquela garotinha não tem cacife pra um cara como você, eu te conheço Ed, mais cedo ou mais tarde vai atrás de uma mulher de verdade!
- Esta é a sua opnião!
- Seu cretino! Porque estragou tudo Ed? Eu estive com você quando aquela vadia lhe deixou está lembrado? Sempre estive ao seu lado, porque sempre te amei Ed, sempre.
- Você não ama ninguém além de você mesma Tanya! - Edward sentiu o rosto queimar com a bofetada que ela lhe dera, levou uma das mãos ao rosto e a outra cerrou em punho, contendo a vontade de revidar. – Nunca mais ouse fazer isso Tanya, porque não vou pensar duas vezes ao revidar! – seu tom foi cortante.
- Ed eu...
- Não me toque! Nunca mais ouse tocar em mim! – disse antes de sair do quarto de Tanya, desceu em direção à sala de musica onde se trancou.
- Tá fazendo o que aqui sozinho cara? – Emmett perguntou horas depois.
- Tentando ficar sozinho! – disse sem nem mesmo olhar para o irmão.
- Porque tá tão azedo?
- Emm, eu não estou nem um pouco a fim de conversar.
-Tá assim por causa da Bellinha ou da Tanya? – Edward revirou os olhos, conhecia o irmão perfeitamente pra saber que não sairia dali.
- As duas na realidade!
- Tanya vai vazar amanhã, ouvi quando ela falou pra mãe.
- Vai ser melhor assim! Ela já estava me dando no saco!
- E quanto a Bellinha? Ainda tá bravo com ela?
- E quem disse que estou bravo com Isabella?
-A própria! – respondeu o irmão. – Disse que estava bravo por ela ter dito que você abusou dela, ou algo do tipo. Tá a fim de sair, só você e eu, como nos velhos tempos.
- Mas e a Rose?
- Esta com os pais, vamos, você ta precisando de uma bebida, e eu to precisando me distrair.
Durante o caminho Edward contou ao irmão o que acontecera desde que se apartou dele e Jasper na floresta, o modo como encontrou Isabella, sua reação ao vê-lo, a discussão sobre o fato de ter beijado Tanya. Falou dos beijos, das coisas que disse a ela e do fato de ter que contê-la antes que perdesse a cabeça e a tomasse pra si.
- Caramba mano, a noite foi bem agitada então.
- Não tem ideia do quanto! Não sabe como foi difícil resistir quando eu a tinha ali, ao meu alcance. Daí ela acorda e me acusa de ter feito o que exatamente o que tentei evitar a noite toda!
- Pelo que saquei, a Bellinha não se lembra de quase nada do que rolou na noite passada.
- De fato ela bebeu demais.
- Conversa com ela mano, coloca pra fora o que tem ai dentro, é obvio que a Bellinha tá na sua. Viu como reagiu quando o Black a beijou?
- Nem me lembra! Mas tem razão, Isabella e eu precisamos ter uma conversa definitiva.
- Isso mano, vai lá e pega a gata de jeito! Mostre a ela que você é o cara. – Edward sorriu meneando a cabeça, Emmett não tinha mesmo jeito. Ficaram mais um tempo sentados no bar, jogando conversa fora, Emmett esperando uma ligação de Rose e Edward adiando a hora de voltar pra casa.
Finalmente Rosálie havia ligado, pedindo para que Emmett fosse buscá-la, Edward insistiu em voltar de táxi para o rancho, havia bebido, mas não o suficiente para apagar da memória aqueles momentos... Os beijos, as carícias... Como ela pôde esquecer? Perguntou-se ao entrar em casa.
Estava indo em direção à escada quando ouviu um som vindo da sala de música e se perguntava quem estaria ali? Ao se aproximar da sala sorriu ao ver Isabella sentada no divã com seu violão nas mãos, dedilhando as cordas, a porta estava entreaberta e Edward permaneceu ali, somente a observando.
Isabella soltou alguns falsetes, soltando a voz...
Esse turu, turu, turu aqui dentro
Que faz turu, turu, quando você passa
Meu olhar decora cada movimento
Até seu sorriso me deixa sem graça.
Se eu pudesse te prender
Dominar seus sentimentos
Controlar seus passos
Ler sua agenda e pensamento
Mas meu frágil coração
Acelera o batimento
E faz turu, turu, turu, turu, turu, turu tu.
Edward sorriu ao ouvi-la, não se lembrava de ter ouvido aquela letra antes, perguntou-se se Isabella teria composto aquela canção?
Se esse turu tatuado no meu peito
Gruda e o turu, turu, turu, não tem jeito
Deixa sua marca no meu dia a dia
Nesse misto de prazer e agonia.
Nem estou dormindo mais
Já não saio com os amigos
Sinto falta dessa paz
Que encontrei no seu sorriso
Qualquer coisa entre nós
Vem crescendo pouco a pouco
E já não nos deixa sós
Isso vai nos deixar loucos
Esse turu, turu, turu aqui dentro
Que faz turu, turu, quando você passa
Meu olhar decora cada movimento
Até seu sorriso me deixa sem graça.
Estaria se referindo a eles? Era isso que ela dizia?
Nem estou dormindo mais
Já não saio com os amigos
Sinto falta dessa paz
Que encontrei no seu sorriso
Qualquer coisa entre nós
Vem crescendo pouco a pouco
E já não nos deixa sós
Isso vai nos deixar loucos
Se é amor, sei lá
Só sei que sem você parei de respirar
E é você chegar
Pra esse turu, turu, turu, turu vir me atormentar
Se esse turu tatuado no meu peito
Gruda e o turu, turu, turu, não tem jeito
Deixa sua marca no meu dia a dia
Nesse misto de prazer e agonia.
Eu desisto de entender
É um sinal que estamos vivos
Pra esse amor que vai crescer
Não há lógica nos livros
E quem poderá prever
Um romance imprevisível
Com um turu, turu, turu, turu, turu, turu, tu.
Se esse turu tatuado no meu peito
Gruda e o turu, turu, turu, não tem jeito.
Nem estou dormindo mais
Já não saio com os amigos
Sinto falta desse turu, turu, turu, turu, turu, tu.
- Gostei, é sua? – perguntou assim que a jovem terminou, o susto fez com que Isabella desse um sobressalto, levando a mão ao peito e Edward prendeu o riso.
- De onde é que você surgiu? Há quanto tempo está ai? – disparou tentando se recuperar do susto.
- Desculpe, não quis assustá-la, ouvi som vindo desta direção quando cheguei e vim dar uma olhada. – disse dando de ombros, recostado à porta.
- Não ouvi você, mas estava de certo modo, é bom que esteja aqui. – Edward franziu o cenho, vendo a jovem se levantar e colocar o violão em seu lugar.
- É? – perguntou surpreso.
- Será que pode me dar um minuto?
"Te dou todo o tempo do mundo minha menina!"- respondeu mentalmente.
- Claro! – disse indo na direção do divã, sentando-se indicando o lugar ao seu lado para ela. – Sente-se. – a jovem assentiu sentando-se ao seu lado, mordia os lábios e torcia os dedos um no outro em sinal de nervosismo. – Não me respondeu. – Isabella franziu o cenho. – A música, ela é sua?
- Oh, aquilo? Mais um desabafo do que uma canção, sim é minha. – respondeu com os olhos fixos nas mãos.
- Quando a compôs?
- Na realidade, eu estava compondo... – disse dando de ombros, Edward soltou um longo suspiro, definitivamente aquela garota era única! – Nem mesmo sei se ficou boa e...
- Ficou ótima, gostei muito!
- De verdade? – perguntou finalmente o olhando com aqueles olhos castanhos brilhantes.
- De verdade! – afirmou piscando em seguida, vendo a jovem corar lindamente. – Sobre o que deseja falar comigo?
- Oh sim! Na realidade, eu queria me desculpar!
- Pelo que exatamente? – perguntou se fazendo de desentendido.
- Pelo modo como o tratei hoje cedo, fui uma idiota completa, sinto muito!
- Sente?
-Humrum! – grunhiu. – Eu... Eu me assustei ao acordar ao seu lado... Desculpe, eu nem mesmo me lembrava de que você estava lá! E quando me vi vestindo somente aquela camisa...
- Deduziu que eu...
- Por favor, me desculpe, eu não quis te ofender, sei que jamais faria algo assim.
- Sabe? E como pode ter tanta certeza? – seus olhos estavam fixos aos dela.
- Simplesmente sei, aqui dentro! – disse batendo contra o peito, e Edward sentiu uma vontade incontrolável de puxá-la pra si e beijá-la até que perdesse o fôlego. – Eu estava confusa, e fui muito injusta com você.
- Tsc, deixa isso pra lá, já passou!
- Não! Sei que ficou bravo comigo, será que pode me perdoar? – pediu com a voz embargada, o segurando pelo braço, quando Edward fez menção de se levantar. – Por favor.
- Hey! Não há o que perdoar sua bobinha, pelo visto, não se lembra do que houve não é?
- Muito pouca coisa, na verdade, não me lembro de nada desde que cheguei àquela cabana.
- De nada, nadinha?
- Tenho alguns flashes, mas não sei o que aconteceu realmente. – Edward franziu o cenho. – O que houve Edward? O que exatamente aconteceu naquela cabana?
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