Transformação
Algumas horas depois estava já na mansão dos Cullen, seca e embrulhada num cobertor tão quente e belo que poderia pertencer a um museu. Mas, estava assim apenas pelo pedido de Edward. Bella odiava estar doente e tudo aquilo lhe lembrava das gripes que tivera quando criança com a sua mãe a embrulhá-la num cobertor (talvez não tão ostentoso como aquele que agora cobria o seu corpo) e a medir a sua temperatura de meia em meia hora. Bella sorriu, pensar na mãe dava-lhe conforto, sentia muitas vezes falta de todas as confusões que Rennee fazia com os cabos da televisão, computador e internet e das gargalhadas dadas quando por algum motivo misterioso tudo desligava.
Evidentemente todos já sabiam da traição de Ângela. Edward tinha sido o primeiro, há meses que esperava por este momento, Alice já o tinha previsto e rapidamente a noticia se espalhou pelos outros. Jasper não pensou duas vezes e imediatamente Bella sentiu um aconchego falso, mas agradável. Rosalie e Emmett deram-lhe o cobertor (que Bella só aceitou após o olhar suplicante de Edward), Esmay fizera-lhe um chá, Carlisle media-lhe a temperatura, Alice trouxera roupas quentes um filme para verem e Edward estava ali junto dela, silencioso e quieto com a sua respiração regular e calma que Bella tanto gostava de ouvir. Era de facto, um calmante natural, tudo parecia bom quando ouvia aquela respiração. Enchia-lhe paz.
Apesar de tudo, Bella sentia-se bem. Não gostava nada de ser o centro das atenções e de toda aquela preocupação mas por uma vez, anuiu. Era bom ter uma família assim. E claro era difícil resistir a todos aqueles rostos belos e amáveis que a olhavam com compaixão e que lhe ofereciam apoio e compreensão.
Edward tinha reparado nisso e parecia satisfeito. Para ele, Bella estava lentamente a render-se á sua família e isso agradava-lhe muito. Bella punha fim a todas as barreiras que criara e deixava agora que cuidassem dela.
Perante toda esta aparente algazarra em torno de Bella poderia parecer que se fazia imenso barulho. No entanto apesar de toda a correria, apenas se ouvia o tic-tac do pequeno relógio dourado dos tempos de Luís XIV. Pensando bem aquela casa era ideal para qualquer pessoa com um algum tipo de depressão, havia compaixão e rostos compreensivos, silencio total, toda a esmagadora visão da Natureza em volta e claro, a pequena grande ajuda de Jasper.
Era difícil manter qualquer tipo de nervosismo, ansiedade, medo, frustração ou simplesmente raiva.
Acabo em breve prometo.
Peço desculpa por estar tão desorganizado mas decidi reestruturar a história.
