Oi!
Eu repostei o capítulo anterior com algumas correções e cortei uma parte do que eu havia postado em primeiro lugar, mas essa parte está repostada aqui então não se preocupem.
Eu também gostei muito do resultado final desse capítulo e espero que vocês também apreciem.
Boa leitura!
Naquela tarde após a conversa definitiva que tiveram, Oyakata levou Izayoi para almoçar em um restaurante próximo a universidade já que ela deveria retornar para mais uma rodada de palestras. O local era aconchegante, embora simples para os padrões dos dois acostumados a freqüentar os mais famosos restaurantes de Tóquio. Era um típico restaurante japonês com comida tradicional e decoração da mesma forma.
O casal tratou de assuntos mais amenos enquanto desfrutava da refeição que classificaram como muito boa ao provarem.
- Quando foi que você chegou aqui? – Izayoi perguntou.
- Hoje pela manhã. Eu peguei o primeiro vôo de Tóquio para cá.
A mulher sorriu para ele, estava tão feliz que nem conseguia explicar e isso era visível em seu semblante normalmente belo, mas que agora estava radiante.
- Como isso aconteceu, quero dizer, como soube que eu estaria aqui e decidiu vir?
- Eu li sobre o aniversário da instituição e sobre a palestra em um jornal. Estava pensando em uma forma procurá-la, minha intenção era agradecer pela visita ao Sesshoumaru e pelo presente que você deu a ele.
- Você veio aqui apenas para me agradecer? – ela provocou.
- Acho que não. Eu poderia fazer isso em casa, não é?
- É.
Oyakata levou suas mãos a dela que estava sobre a mesa e a acariciou levemente antes de dizer:
- Eu ainda quero agradecer. Ele ficou encantado com o presente Izayoi.
- Eu sei. Adorei ver a reação dele quando o desembrulhamos, ele ficou tão feliz, os olhinhos dele brilhavam. – ela disse sorrindo recordando a cena.
- Eu imagino. – ele disse e ela voltou a fitá-lo.
- Você pretende voltar para casa ainda hoje? – Ela indagou com visível segunda intenção.
- Não. Por quê?
- Haverá uma festa hoje à noite...
- Em comemoração ao aniversário da instituição. – ele completou – Eu soube.
- Você irá?
- Você quer que eu vá?
- Adoraria.
- Eu irei se puder acompanhá-la.
- É claro que pode me acompanhar. Eu não desejaria outra companhia. – ela respondeu sorrindo docemente.
- Ótimo, eu posso encontrá-la mais tarde no lobby do hotel.
- Em que hotel você está hospedado? – ela indagou e o viu sorrir.
- No mesmo em que você está.
- No Hyatt, está falando sério?
- Estou.
Izayoi sorriu para ele de forma significativa e eles continuaram a conversar e a desfrutar do almoço.
Terminado o almoço, Oyakata a levou de volta a universidade para continuar com suas atividades e eles combinaram de se encontrar mais tarde para irem juntos à festa.
...
Eram nove da noite e Oyakata estava no requintado bar do hotel Hyatt Kyoto tomando um coquetel e aguardava que sua acompanhante chegasse. Ele vestia um smoking já que a festa era a rigor e como sempre estava elegantíssimo. As mulheres que passavam por ali o fitavam sem a menor discrição admirando a beleza exótica daquele homem e isso não passava despercebido por ele, mas Oyakata mantinha-se indiferente.
Cerca de quinze minutos depois Izayoi chegou ao bar. Ela procurou pelo homem percorrendo com os olhos o ambiente onde havia uma quantidade razoável de pessoas e não demorou a encontrá-lo sentado em uma das cadeiras.
- Konbanwa! – ela o cumprimentou suavamente assim que o alcançou e parou ao seu lado.
O barman a fitou impressionado e antes de se virar Oyakata viu a expressão abismada do jovem. Quando se virou e deparou-se com aquela imagem, o executivo quase perdeu o fôlego, Izayoi estava simplesmente linda. Ela usava um vestido tomara que caia longo confeccionado em seda verde. O modelo era bem ajustado ao corpo na parte inferior com um bojo sustentando os seios e a parte inferior era esvoaçante conferindo leveza ao traje. Ela usava um delicado colar de diamantes com uma pedra solitária de esmeralda que fazia par com os brincos e o bracelete. Os cabelos foram presos em um penteado sofisticado deixando mais evidente seu belo rosto adornado com uma maquiagem leve como era seu estilo.
- Konbanwa! – ele correspondeu ao cumprimento depois de algum tempo vendo o sorriso estampado no rosto dela. – Você está... deslumbrante Izayoi.
- Obrigada. – o sorriso da mulher se alargou ao fitar a admiração nos olhos de Oyakata. – Desculpe, eu me atrasei.
- Não se preocupe com isso. Vamos?
- Sim.
Oyakata se colocou de pé e cedeu o braço para a mulher que logo o aceitou e os dois seguiram para a entrada do hotel, onde o carro já os aguardava.
Tão logo o casal apareceu na porta foi cumprimentado e o condutor abriu a porta para permitir a entrada, primeiro de Izayoi e depois do cavalheiro que a acompanhava.
Apenas alguns minutos foram necessários para que eles chegassem ao local onde estava acontecendo a festa. Desceram do carro e Izayoi foi conduzida até o salão principal onde a música ao vivo podia ser ouvida. Eles foram cumprimentados por algumas pessoas que conheciam Izayoi e logo reconheceram Oyakata como o dono da Corporação Taisho.
Comentários a respeito da presença dos dois juntos naquela ocasião foram inevitáveis, mas Izayoi respondeu a todos com diplomacia dizendo apenas que eles eram amigos de longa data.
Os dois conversaram com várias pessoas, tomaram seus drinques e trocaram olhares intensos durante toda noite.
Uma bela e melódica música ocidental começou a ser tocada. Izayoi adorava tal música, por isso ela sorriu ao ouvi-la iniciar na bela voz do cantor que se apresentava naquela festa.
Oyakata deixou o copo com a bebida que tomava em uma bandeja que era carregada por um dos garçons e caminhou até a mulher a tirando para dançar.
- A senhorita me concede a honra? – ele disse sorrindo de forma sedutora.
- Claro que sim.
Os dois foram ao meio do salão, para a pista de dança e deslizaram pelo chão de madeira nobre ao som daquela melodia envolvente e romântica.
Izayoi estava exultante ao sentir a mão forte dele colocada em suas costas enquanto a dela descansava sobre o ombro largo. Oyakata dançava muito bem, o que não deveria ser surpresa em se tratando de um homem refinado como ele e a mulher sentia-se flutuar enquanto era conduzida por ele.
- Mal consigo acreditar que esteja aqui comigo. – ela falou com a voz suave enquanto se olhavam nos olhos.
- Acredite, sinta... – a voz grave e sedutora a fez se arrepiar.
Izayoi descansou a cabeça no ombro dele enquanto dançava naquela atmosfera intimista e maravilhosa.
Com o término da música eles se retiraram da pista de dança e conversaram com aquelas pessoas por mais algum tempo, até que por volta das duas da manhã Izayoi disse estar pronta para ir embora.
- Vamos então. – Ele disse a conduzindo para fora do salão tendo a mão em suas costas.
O carro com o motorista logo estava ali para buscá-los. Dentro do veículo, Izayoi sentou-se muito próxima de Oyakata e deitou a cabeça em seu ombro sentindo-o acariciar seu rosto enquanto o carro passeava pelas ruas vazias naquela madrugada. Eles trocaram beijos cálidos durante o percurso desfrutando da intimidade recém-adquirida.
Chegaram ao hotel minutos depois e seguiram para o elevador que logo após ser chamado chegou e o ascensorista os cumprimentou educadamente antes de perguntar para qual andar iriam. Izayoi informou o andar onde ficava sua suíte e logo o elevador entrou em movimento. Já no quarto e último andar do edifício, eles saíram do elevador e encontraram o bem decorado corredor vazio, afinal era madrugada. Caminharam em um silêncio cúmplice até alcançar a porta do quarto e Izayoi colocou a chave na fechadura abrindo-a. Com a porta aberta ela se virou para encará-lo e viu o belo homem com as mãos nos bolsos de forma quase displicente.
- Entre. – ela o convidou e estendeu a mão direita para que ele a pegasse.
Oyakata atendeu ao convite e após passar pela porta a fechou voltando-se logo depois para a mulher que continuou a caminhar até alcançar as poltronas que formavam a sala de estar de sua suíte.
Izayoi depositou a pequena bolsa que levara consigo sobre o sofá e antes mesmo que pudesse se virar para encarar o homem sentiu os braços dele a envolverem pela cintura aproximando seus corpos de forma nunca antes experimentada. Ele a beijou na nuca e depois no pescoço, um beijo lento e meticuloso que a fez suspirar. Ela inclinou a cabeça para trás deitando-a no ombro dele deliciando-se com a sensação que aquela simples carícia lhe provocava e suspirou mais uma vez fazendo um sorriso aparecer no belo rosto dele.
Após algum tempo Oyakata a fez se virar para ele e tomou seus lábios de forma calma e extremamente carinhosa, deleitando-se com o sabor daqueles lábios pequenos e rosados. As línguas acariciavam uma a outra se conhecendo e saboreando-se. Ele apertava o corpo esguio e delicado contra o seu fazendo-a sentir-se segura de encontro àquela fortaleza máscula e quente.
Izayoi mais uma vez o convidou com um gesto, dessa vez a ir até sua cama. Ela o fitava de forma intensa quando levou suas delicadas mãos aos botões do smoking abrindo-os um a um. Oyakata apenas observava a ação dela com o olhar cintilando pelo desejo que já o consumia.
O smoking deslizou pelo corpo masculino indo ao chão logo a seguir e depois foi a vez da camisa branca ter seus botões abertos. Oyakata a fitava intensamente sem trégua e ela ergueu os olhos sorrindo tendo seus lábios logo depois selados pelos dele, o que não a distraiu da tarefa de livrá-lo da camisa.
Uma vez livre do tecido a pele febril dele ficou exposta ao toque da mulher que percorreu o tórax e o abdômen bem definido com as mãos delicadas arranhando-o levemente. Um gemido baixo escapou pelos lábios do homem enquanto um arrepio fez todos os pelos de seu corpo se ouriçarem. Ele tomou os lábios dela novamente, dessa vez de forma intensa e exigente.
Izayoi sentia o desejo por aquele homem queimar todo o seu corpo, ela o queria por inteiro, queria senti-lo e fazê-lo sentir toda a paixão que provocava nela. Agilmente a mulher desabotoou as calças dele constatando o nível de sua excitação ao ter contato com a robusta ereção. Oyakata gemeu mais uma vez e a abraçou passando logo depois a abrir o fecho do vestido fazendo-o deslizar suavemente até a altura da cintura dela revelando os seios ainda protegidos pela lingerie branca. O vestido foi deixado de lado e Oyakata passou a explorar o corpo da mulher com os lábios após deitá-la na cama macia coberta com lençóis alvos.
Izayoi exultou ao sentir o toque da língua dele em sua pele, a respiração ofegante e as batidas do coração descompassadas denunciavam sua excitação. Ela gemia envolta naquelas sensações e se deliciava com as carícias feitas de forma habilidosa pelo homem que tinha o corpo sobre o seu.
Após explorar todo o corpo da mulher e provar seu gosto doce, Oyakata voltou a se colocar sobre ela beijando-a de forma apaixonada e com uma das mãos segurou firmemente uma das coxas dela posicionando-a para recebê-lo. Com as pernas Izayoi o envolveu e sentiu a invasão vigorosa dele, colocando-se profundamente dentro de si.
Um grito de prazer ecoou pelo quarto e Izayoi agarrou os lençóis sentindo as ondas de prazer percorrerem seu corpo. Oyakata a fitava intensamente, seus olhos transbordavam desejo enquanto ele aumentava o ritmo das investidas e via a mulher contorcer-se de prazer.
- Oyakata... – ela murmurava seu nome com a voz sôfrega.
O homem voltou a tomar os lábios dela sugando-os com avidez, ela o segurou pela nuca sob os longos cabelos prateados buscando aprofundar o beijo.
O ritmo das investidas aumentava gradativamente na mesma proporção em que a excitação de ambos e não demorou para que a explosão de prazer os atingisse simultaneamente. Neste momento Oyakata emitiu um gemido intenso e prolongado enquanto seu corpo sentia os efeitos do gozo que se apossara dele. Ele sentiu os dedos delicados da mulher acariciarem sua face e os lábios rosados buscarem o seu mais uma vez.
Após alguns minutos Oyakata deitou-se de costas na cama e trouxe a mulher para junto de si. Izayoi se deitou sobre o corpo dele sentindo seu abraço carinhoso, depois ela ergueu o rosto para fitá-lo.
- Eu não imaginei que essa noite terminaria de forma tão maravilhosa. – ela disse e ele sorriu acariciando o rosto dela e alinhando uma mexa de cabelo atrás da orelha.
- Essa noite está, sem dúvida, sendo maravilhosa e eu esperava que fosse assim.
- Esperava? – Izayoi perguntou intrigada debruçada sobre o peito dele.
- Eu esperava que você ignorasse a minha teimosia, o meu medo e não tivesse desistido de mim.
O olhar de Oyakata ao dizer isso era profundo encarando os orbes castanhos e brilhantes da mulher. Ela o beijou docemente sendo retribuída da mesma forma.
- Você tem sorte por eu ser uma mulher que não desiste do que quer. – falou sorrindo.
- É verdade, eu tenho muita sorte.
Eles voltaram a trocar beijos apaixonados e carícias sob os lençóis alvos que os envolviam naquela enorme cama.
- Iza? – ouvi-lo chamá-la pelo apelido carinhoso utilizado pelas pessoas mais próximas dela a fizeram sorrir levemente com os lábios ainda colados aos dele.
- Hum? – respondeu sem deixar de aplicar beijos leves nos lábios dele.
- Quanto tempo você pretende ficar aqui?
- Eu pretendia ficar até o domingo à tarde. Eu não conheço bem essa cidade e aproveitando minha estadia há alguns lugares que gostaria visitar, em especial o Museu da Cultura de Kyoto. Eles estão como uma exposição maravilhosa que eu ainda não tive a oportunidade de ver.
- Essa é realmente uma bela cidade, há muitos monumentos, templos e belos lugares para se visitar.
- Pelo visto você a conhece bem. – Ela falou o fitando com interesse.
- Sim conheço.
- Sabe o que seria perfeito?
- O que? – ele indagou a apertando mais contra si.
- Se você ficasse comigo. Já que conhece tão bem a cidade, poderia ser meu guia, o que acha?
- Seria perfeito sim, mas você terá que me convencer senhorita Hasimoto. – as palavras dele fizeram a mulher rir.
- E o que eu preciso fazer para convencê-lo senhor Taisho? - indagou maliciosa e se colocou sobre os quadris dele voltando a beijá-lo de forma intensa.
Não demorou para que a excitação os dominasse por completo novamente e eles fizeram amor mais uma vez sentindo o gozo arrebatá-los de forma intensa e maravilhosa.
Alguém mais está querendo um Oyakata para si? Sesshy tem mesmo a quem puxar...
Aguardo reviews.
Beijos!
