Olá meninas!
Nossa, olhando agora vi que essa fic era a mais defasada de todas, deveria ter sido atualizada antes, mas tudo bem.
Aqui está um novo capítulo. A viagem a Kyoto chega ao fim, mas parece que o clima de lua de mel não.
Boa leitura!
No domingo à tarde Oyakata e Izayoi tomaram o avião de volta para Tóquio. A viagem foi tranqüila e eles conversaram e trocaram carinhos durante todo tempo.
Ao aterrissarem passaram pelo setor de desembarque e foram retirar suas malas. Ele tinha uma de porte médio e ela duas, além da bagagem de mão.
Oyakata retirou a bagagem dela da esteira, após a mulher tê-las identificado e as colocou no carrinho.
- Obrigada. – Izayoi disse sorrindo – Uma mulher sempre leva coisas demais em uma viagem.
Oyakata também sorriu ao ouvi-la e logo os dois iniciaram a caminhada até a saída.
- Meu carro está no estacionamento. Posso levá-la para casa?
- Claro. Quanto mais tempo eu puder passar com você, melhor.
Logo os dois alcançaram o Jaguar do executivo e ele dirigia pelas ruas iluminadas de Tóquio até a mansão Hasimoto.
Momentos depois...
- Bom, chegamos. – Izayoi disse depois de fitar por alguns instantes a entrada da casa.
Ela soltou o cinto de segurança e se virou no assento para fitar o homem ao seu lado com um belo sorriso nos lábios. Oyakata levou uma das mãos ao delicado rosto dela e o acariciou.
- Esse final de semana foi fabuloso... – A voz suave de Izayoi pôde ser ouvida enquanto ela desfrutava do carinho dele.
- Eu concordo, cada minuto que passamos juntos foi maravilhoso. Há muito tempo eu não me sentia tão bem Izayoi.
Oyakata soltou o próprio cinto e se inclinou buscando os doces lábios dela. Ela retribuiu ao beijo com a mesma intensidade e um pequeno gemido deixou seus lábios quando o beijo foi finalizado.
- O que foi Iza? – Ele indagou ao ouvi-la gemer.
- Eu queria muito não ter que voltar para minha tediosa rotina nesse momento. Queria ficar mais tempo com você.
- Eu sei, mas nós temos obrigações e compromissos. Por mais tentador que seja ficarmos juntos todo tempo, é impossível nesse momento. – O homem falou com suavidade enquanto ainda segurava o rosto dela. – Mas isso não significa que não possamos nos ver com maior freqüência de agora em diante.
- É verdade. – Izayoi levou sua mão a dele que deslizava por seu rosto e a acariciou. – Eu adoraria almoçar com você e o Sesshoumaru durante a semana. Já estou com saudades dele.
- Ótimo! Tenho certeza de que ele também irá gostar muito.
Os dois voltaram a trocar beijos cálidos e algo chamou a atenção de Oyakata.
- Alguém está nos observando... – ele disse e Izayoi voltou seu olhar para uma das janelas no andar inferior da casa sorrindo logo depois.
- É a Keiko. – Informou – Eu avisei a ela que chegaria hoje. Ela deve ter ouvido o som do carro e deve estar muito surpresa por ver que estou acompanhada.
- Entendo.
- É melhor eu ir, já está ficando tarde. Nos falamos depois para combinar o almoço?
- Sim. Eu ligo para você.
- Tudo bem. Boa noite Oyakata.
- Boa noite Iza. – ele respondeu sorrindo ao enfatizar o apelido carinhoso dela, depois voltou a tocar os lábios dela com os seus levemente.
Oyakata abriu a porta do carro para sair e ajudar Izayoi com as malas. Tão logo a mulher também deixou o veículo, ajudada por seu acompanhante, um dos empregados da casa veio ao seu encontro.
- Konbanwa senhorita. Eu vim ajudar com as malas.
- Ah, obrigada Kenji!
O empregado pegou as malas e após uma breve reverencia seguiu de volta ao interior da casa. Oyakata o acompanhou com os olhos até que alcançasse a entrada da casa, depois se voltou para a mulher ao seu lado, pegou a mão dela e levou até os lábios delicadamente.
- Até amanhã Izayoi.
- Até amanhã.
O homem deu a volta no carro e após dar a partida acenou para ela antes de sair dali.
...
O jaguar negro atravessou os portões da luxuosa residência e logo alcançou a entrada príncipal. Oyakata Taisho estava de volta a sua casa depois do final de semana que certamente mudaria sua vida para sempre. Após sair do carro, ele abriu a porta de casa entrando logo a seguir.
- Seja bem vindo de volta! - A voz de Kaede pôde ser ouvida.
- Konbanwa Kaede.Obrigado! - Respondeu com um sorriso que chamou a atenção da velha governanta.
- Olha só quem chegou Sesshoumaru. - O executivo se virou ao ouvir a voz de Megumi que chegava à sala trazendo o pequeno no colo e ele logo abriu um sorriso largo estendendo os bracinhos chamando pelo pai.
- Olá rapaz! - Oyakata disse já o pegando - Que saudade meu filho... - O homem o abraçou com carinho após beijá-lo no rosto.
Sesshoumaru fitava o pai com os olhos brilhantes e balbuciava todo tempo como se conversasse com ele, demonstrava imensa alegria ao rever o pai.
- Correu tudo bem, por aqui?
- Sim, tudo está na mais perfeita ordem. E como foi a sua viagem? - Kaede indagou com a liberdade que apenas ela tinha.
- A viagem foi ótima. - Ele respondeu simplesmente sem desviar a atenção do filho.
- Bom, enquanto vocês estão matando a saudade um do outro, eu vou ver como estão os preparativos para o jantar.
- Megumi, você pode ir para casa agora. - Oyakata disse com a calma característica.
- Sim senhor.
- Obrigado por ficar com ele durante a minha ausência.
- Por nada senhor Taisho. - ela respondeu sorrindo vendo o carinho entre os dois - Bom, eu vou indo então. Até mais Sesshoumaru! - A jovem acenou para o menino e o pai chamou a atenção dele para ela. Sesshoumaru retribui ao gesto agitando as mãozinhas, o que fez o pai sorrir.
- Tenha uma boa noite senhor Taisho.
- Boa noite Megumi.
A babá de Sesshoumaru se retirou da sala para pegar suas coisas e seguir para um merecido descanso. Ela havia acordado com o patrão que teria os próximos dois dias de folga e nesse período Kaede cuidaria do menino.
...
Na mansão Hasimoto, como já era esperado, Keiko seguiu a irmã até o quarto logo após terem conversado por alguns momentos com o pai. Ela estava ansiosa e cheia de perguntas a serem feitas.
Assim que Izayoi entrou em seu quarto, retirou o casaquinho que usava e o depositou sobre a cama juntamente com sua bolsa. As malas já estavam ali levadas por um dos empregados.
- E então não vai me contar? - Keikou indagou ao se sentar na cama. A mais velha apenas sorriu enquanto retirava os sapatos. - Você não vai me convencer de que não há nada acontecendo. Aquele homem que estava com você era o senhor Taisho, não era?
- Era. - Izayoi resolveu satisfazer a curiosidade da irmã.
- Vocês estão juntos?
- Acho que... a partir de agora, sim.
- Então não era só uma amizade afinal?
- Era sim, no início, mas acabou evoluindo para algo mais. - Um sorriso iluminou o belo rosto da mulher enquanto falava. - Eu me apaixonei por ele.
- Ai que lindo! - Keiko disse com um olhar romântico.
- É, eu estou muito feliz.
- Você disse que ele é divorciado, isso não pode te trazer problemas?
- Problemas? Por que o fato dele ser divorciado poderia me trazer problemas?
- Uma ex-mulher...
- Não. A ex-mulher dele mora nos Estados Unidos e eles não têm contato um com o outro desde que a separação foi oficializada.
- Ela não aparece nem para ver o filho?
- Não. Ela não o queria e por isso foi embora horas depois de ter dado a luz, simplesmente partiu sem dizer nada.
- Nossa! - Keikou ficou chocada.
- Oyakata veio para o Japão para esquecer o que aconteceu e recomeçar. Por tudo que ele passou foi muito difícil me aproximar dele, fazê-lo entender que eu não iria magoá-lo como a ex-mulher fez.
- É compreensível, não é? Ele não queria se envolver.
- Não e eu, mesmo sofrendo, já estava me acostumando a idéia de não tê-lo por perto, mas então, ele me surpreendeu indo a Kyoto para me ver. Nós conversamos e por fim nos entendemos.
- Hmmm... então acho que agora eu tenho um cunhado? - A jovem brincou.
- Parece que sim. - Izayoi respondeu sorrindo.
- Ai, ele é tão bonito Iza. Por acaso ele não tem um irmão?
- Por acaso ele tem sim, mas você é jovem demais para um homem como Taisho Hakudoushi.
- Ah que pena! - Keiko disse suspirando e se deitou na cama da irmã enquanto a via se despir para tomar um banho.
Izayoi caminhou até sua suíte vestindo apenas a lingerie. Ela ligou a ducha e logo se colocou sob a água morna.
Minutos depois ela voltou ao quarto vestindo um roupão e Keiko ainda estava lá.
- Você vai contar para o papai sobre o Oyakata?
- No momento certo, eu vou. Por enquanto não vejo motivos para ter essa conversa com ele.
...
Na residência dos Taisho, o jantar estava sendo servido e o dono da casa estava à mesa em companhia do irmão que fora até lá assim que soube sobre a chegada do mais velho. Os dois tomavam vinho enquanto conversavam sobre assuntos diversos e sobre a viagem. Oyakata não revelou ao irmão o que fora fazer em Kyoto, não que precisasse esconder algo dele, mas queria esperar mais um pouco. Eventualmente Hashi saberia o que estava acontecendo, pois voltaria a ver o irmão na companhia da bela Izayoi, era apenas uma questão de tempo.
Depois do jantar, Oyakata voltou a pegar o filho no colo e brincou com ele enquanto conversava com o irmão.
- Ele já está ficando de pé se segurando nos móveis . - Hashi comentou.
- É, logo o veremos andar por aí, não é rapaz?
Cerca de uma hora mais tarde Sesshoumaru estava adormecido no colo do pai.
- Eu vou levá-lo para o quarto Hashi.
- Ok. - O mais novo concordou.
Oyakata pegou o bebê com cuidado e seguiu até a escada para subir ao quarto dele. Chegando lá, ele colocou Sesshoumaru no berço e o viu choramingar um pouco antes de voltar a se acalmar sendo confortado pelo pai. Ele admirou o filho por alguns segundos e o beijou carinhosamente antes de deixar o quarto mantendo uma luminária acesa.
Horas mais tarde, antes de dormir, Oyakata ligou para Izayoi em sua linha particular. A mulher logo atendeu à chamada já suspeitando que fosse ele.
- Moshi, moshi? – Indagou sorrindo.
- Konbanwa Iza.
- Konbanwa! E então, como foi o seu reencontro com o Sesshy?
- Foi ótimo. Você estava certa, ele também estava sentindo muito a minha falta. Ficou comigo o tempo todo desde que cheguei até dormir.
- Eu sabia disso.
- E você como foi sua recepção?
- Tranqüila. Eu conversei bastante com o meu pai sobre o evento e as palestras e mais tarde, como eu já esperava, minha irmã me encheu de perguntas sobre você.
- E você as respondeu?
- Sim, não tive como fugir. Ela já suspeitava que algo estivesse acontecendo entre nós desde o dia em que nos encontramos no parque, mas eu não havia conversado com ela sobre isso, até hoje.
- Certo. – o homem disse em um tom sensual que enlouquecia Izayoi. – Eu já estou sentindo sua falta. – Izayoi exultou ao ouvir isso.
- Eu também querido. – respondeu docemente.
- Acha que podemos nos ver amanhã, talvez almoçarmos juntos?
- Hmm... eu adoraria, mas não faço idéia de como está a minha agenda amanhã. – Disse manhosa.
- Você pode verificar e entrar em contato comigo depois?
- Com certeza. Eu ligo para você pela manhã para confirmar.
- Ótimo! Vou deixar você descansar agora. Tenha uma boa noite Izayoi.
- Boa noite Oyakata. – Desejou em meio a um suspiro apaixonado que a fez rir de si mesma.
Izayoi apagou a luz do abajur tão logo desligou o telefone e se acomodou na cama para uma merecida noite de sono. Desejava intimamente que Oyakata estivesse ali com ela, que os braços fortes a envolvessem e o calor do corpo masculino a aquecesse. Ela adormeceu em meio a esses pensamentos e desejos e com um leve sorriso na face.
...
Eram nove horas da manhã, quando após verificar com a secretária sua agenda, Izayoi ligou para Oyakata.
- Sala da presidência. – Uma voz feminina atendeu.
- Bom dia!
- Bom dia!
- Por favor, eu gostaria de falar com o senhor Taisho?
- Quem deseja?
- Hasimoto Izayoi.
- Aguarde um momento por gentileza senhorita Hasimoto, eu vou transferir a chamada. – A secretária imediatamente apertou a tecla "transfer" no aparelho telefônico e logo o executivo atendeu.
- Sim? – A voz masculina indagou.
- A senhorita Hasimoto deseja falar com o senhor.
- Pode transferir Kyuki, obrigado. Izayoi?
- Bom dia Oyakata!
- Bom dia Iza. – Era fácil perceber o sorriso que o homem exibia ao falar, pelo tom de voz dele. – E então, você terá tempo para almoçar comigo hoje?
- Terei sim. – Ela respondeu também sorrindo. – Como vamos fazer?
- Eu vou buscar você, às 13hs está bem?
- Está ótimo. Eu vou esperá-lo então. Ja ne.
- Ja ne.
Ambos voltaram às suas rotinas de trabalho enquanto esperavam ansiosamente o momento de se encontrarem.
A hora pareceu passar lenta demais para Izayoi, ela finalizou todos os seus compromissos e deveres daquela manhã rapidamente e às 12h00 já estava livre. Pensou por um instante no que poderia fazer enquanto esperava a hora certa para sair e após alguns segundos, pegou o telefone discando um número conhecido.
- Moshi, moshi?
- Sou eu Naomi.
- Oi Iza! Eu estava mesmo pensando em ligar para você, pra saber como foi a viagem.
- A viagem?! – Disse usando um tom de mistério.
- Sim, a viagem. – A outra confirmou.
- A viagem foi simplesmente maravilhosa minha amiga.
- Nossa! Foi tão bom assim ministrar essas palestras? – Izayoi riu da indagação da amiga.
- Não me refiro às palestras Naomi. Aconteceram tantas coisas...
- Que coisas Izayoi, que tanto mistério é esse?
- Eu recebi uma visita totalmente inesperada enquanto estava em Kyoto, você nem imagina.
- Ai Izayoi acabe logo com esse mistério! De quem você está falando?
- Taisho Oyakata. – Ela disse de uma vez.
- O que? – Naomi praticamente gritou. – Eu não acredito!
- Acredite.
- Ele foi atrás de você em Kyoto?
- Isso mesmo.
- Amiga, que ótima notícia. Conte-me tudo, e aí?
- Agora não posso contar, daqui a pouco eu vou sair para almoçar e não quero deixá-lo esperando.
- Então vocês se entenderam?
- Sim, nós nos entendemos e muito bem.
- Eu fico feliz por você amiga, pelos dois. O Oyakata é um bom homem, ele merece uma mulher como você que o faça feliz.
- Obrigada Naomi! Bom, eu tenho que desligar agora, ele deve chegar a qualquer momento. Nós conversamos sobre isso depois, está bem?
- Claro. Me liga.
- Tudo bem. Beijos!
Minutos depois Izayoi pegava sua bolsa e saía da sala rumo ao elevador. Ela logo alcançou o andar térreo da sede da Editora Hasimoto e caminhou para fora onde logo localizou o jaguar negro e seu ocupante que saiu do carro tão logo a viu surgir na porta do edifício.
Oyakata a cumprimentou com um sorriso e de forma cortes abriu a porta do carro para que ela entrasse. Ele voltou ao lado do motorista e entrou no carro depois, logo afivelando o cinto e dando a partida.
- Há algum lugar específico que você queira ir? – O homem perguntou a fitando por alguns instantes.
- Há sim. – Izayoi respondeu com um sorriso e deu as instruções de qual restaurante queria para almoçar.
Eles logo chegaram ao famoso restaurante que tinha como especialidade, a culinária francesa. Sentaram-se à mesa e conversaram por algum tempo antes de fazerem seus pedidos.
- Que bom que você pôde almoçar comigo.
- Você tinha dúvidas de que eu arrumaria um espaço na minha agenda? – Oyakata sorriu. – Mas confesso que fiquei um tanto desapontada, achei que o Sesshoumaru estaria conosco.
- Ah, então você alterou sua agenda porque achou que almoçaria com Sesshoumaru! – Ele fingiu mágoa e Izayoi sorriu largamente ao colocar sua mão sobre a dele na mesa.
- Não é bem assim... Não me diga que terá ciúmes do Sesshy?
- Nunca. Eu não me importo em dividir sua atenção com ele, ao contrário.
- Que bom. Eu ainda quero vê-lo Oyakata, já faz algum tempo, ele já deve estar mais crescido a essa altura.
- Está sim. Você pode vê-lo quando quiser Izayoi.
- Hoje infelizmente não será possível, eu tenho muitas coisas a resolver, mas no decorrer da semana eu vou encontrar tempo para ver aquela coisinha linda, pode apostar.
Oyakata a fitava diretamente encarando-a com os orbes dourados de forma significativa. A mulher se moveu na cadeira e tocou os lábios dele com os seus rápida e discretamente enquanto as mãos estavam unidas sobre a mesa.
O almoço foi agradável aos dois na companhia um do outro, ficaram no restaurante por cerca de uma hora e meia, mas tiveram que ir. Ambos tinham compromissos profissionais e por mais que a vontade de permanecerem juntos fosse grande, não podiam abandonar suas obrigações.
Oyakata levou a sorridente Izayoi de volta ao seu local de trabalho e depois dirigiu para a sede da Taisho Inc.
Mais momentos fofos para esses dois.
Para quem está com saudade de ver a Izayoi interagir com o Sesshy, vocês não perdem por esperar.
Agradeço por todos os reviews encaminhados.
Beijos!
